CÂNCER DE MAMA


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03.04.2018, 14:09

UM GOLPE NA AUTOESTIMA DA MULHER

Para aquelas que enfrentam esta provação, trata-se também de rever sua vida afetiva e sexual assim como o erotismo de seus corpos. O câncer, sobretudo o de mama, é uma doença que afeta a feminilidade



Por Pascale Senk - Le Figaro Santé

«Depois do terror do diagnóstico – quando gritei interiormente: “quero ficar no mundo dos vivos!” - senti muitas vezes que eu queria também permanecer uma mulher por completo e que teria que lutar para isso », diz Véronique, 53 anos de idade, operada há quatro anos. Esta batalha que começa com o anúncio da doença parece chegar ao seu auge no momento da mastectomia.
«Uma amputação», de acordo com Suzanne, 48 anos de idade, a qual ela foi submetida há dois anos. «No entanto, minha mãe e minha tia, elas próprias vítimas do câncer, me mostraram o que era », diz ela. «Depois de 4h30 de cirurgia reconstrutiva – eles cortaram dentro do meu músculo dorsal para isso – quando acordei foi um grande colapso”. Hoje, minha reconstrução não está concluída. Minha mama ainda não me agrada, eu ainda não a assumi. Vejo a assimetria. Mas francamente, com a retrospectiva, acho que isso não foi  o pior!»
Stéphanie Honoré, uma ex-paciente que liderou por dois anos uma oficina de escrita no Hospital Saint-Louis – rede de mama - confirma: «Perdi minha mama aos 33 anos de idade e pensei que era o máximo dos danos. Mas a perda dos meus cabelos que eu tinha tão compridos e espessos representou uma devastação maior», diz ela. «E no nosso grupo de mulheres, percebi que durante o percurso de cada uma delas - cirurgia, ablação ou não, radioterapia, quimioterapia, etc. – e qualquer que seja a fase em que se está, o câncer de mama toca nossa feminilidade em cheio».
Uma experiência que a levou a coordenar um caderno de exercícios original, ao mesmo tempo lúdico e profundo, Mieux vivre avec le cancer du sein (Viver melhor com o câncer de mama) (Editora ESF), projetado com uma dezena de pacientes, para ajudar aquelas que deverão seguir este percurso. Ela também criou o site http://www.lavieaprescancer.com
Um roubo
Andrée Lehmann, uma psicanalista que trabalhou durante vinte anos em oncologia, especialmente no Instituto Gustave-Roussy de Villejuif, acaba de publicar suas observações. Na obra L'Atteinte du corps(O alcance do corpo) (Editora Erès), ela observou que, apesar dos imensos avanços terapêuticos, o câncer de mama continua sendo um assalto. «As doenças graves não afetam somente o corpo », ela disse. «Os equilíbrios psíquicos também são afetados. De acordo com a história pessoal de cada uma, as repercussões do câncer de mama na feminilidade serão diferentes. Muitas vezes, elas irão resultar em mudanças psíquicas impactantes.»
Pois as perturbações não estão relacionadas apenas à mama. Calvas, magras, com náuseas, exaustas durante e depois da quimioterapia, algumas não se reconhecem mais. Em seguida, os tratamentos hormonais não são sempre bem suportados: ganho de peso, dores articulares, fadiga e mal-estar. Mas eles são prescritos por cinco anos. «Jovens senhoras se encontram na menopausa antes que suas mães estejam », acrescenta Andrée Lehmann. «Psicologicamente, não é fácil conviver com isso.»
Espelho, meu belo espelho
Essas passagens pelo «ferro, fogo e química» como disse a senologista Dominique Gros corroem significativamente o desejo sexual, a vida erótica … «Francamente, eu estava há vários meses em outras frentes », confessa Suzanne. «E por pudor misturado com vergonha não tive coragem de ficar nua na frente do meu parceiro. Uma crise profunda com ele me “acordou”. Assim que fomos capazes de falar sobre isso, percebi que ele estava sofrendo e ao me recuperar, comprei lingerie fina, me atrevi a ficar relaxada… E a sensualidade voltou para minha vida. Percebi que ela não se limitava à simetria dos meus seios.»
«Quando a mulher não aceita mais seu corpo, ela tende a projetar seus sentimentos negativos sobre seu parceiro, explica Andrée Lehmann. O casal não pode mais viver como antes. Muitas vezes, basta apenas falar sobre isso, juntos ou que cada um tenha liberdade para falar sobre o assunto para que o erotismo encontre um lugar novo.»
O câncer obriga muitas mulheres a explorar seus recursos mais profundos. «Criamos um exercício no nosso caderno “Espelho, oh, meu belo espelho” onde cada uma é convidada a escrever o que lhe agrada no seu corpo », conta Stéphanie Honoré. «E quando o “blues” (depressão) chega, nós a convidamos a relê-lo.»
Veronique, Suzanne, Stephanie e suas coautoras admitem ter entendido que sua feminilidade não se limitava ao que acreditavam até agora – cabelos compridos, belos seios, magreza… «Com uma mama a menos, não me sinto menos mulher, conclui Suzanne. No entanto, ter passado por isso me deu muita confiança em mim. Neste sentido, o câncer me consolidou.»


https://www.brasil247.com/pt/saude247/saude247/349486/C%C3%A2ncer-de-mama-Um-golpe-na-autoestima-da-mulher.htm

MORTALIDADE INFANTIL

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01.04.2018, 16:36

UNICEF DIZ QUE TAXAS NOS PAÍSES POBRES SÃO ALARMANTES

Recém-nascidos estão morrendo a taxas “alarmantes” em países pobres, afetados por conflitos, miséria ou por terem instituições de saúdes fracas e ineficazes, diz relatório do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) publicado em publicado a 20 de março. Segundo o documento, bebês nascidos nessa situação têm 50 vezes mais chances de morrer no primeiro mês de vida do que aqueles nascidos em países ricos. No Japão, um em cada 1,1 mil recém-nascidos morre no primeiro mês de vida, enquanto no Paquistão, a taxa é de que um a cada 22 bebês.


Fonte: Site UNICEF

"A cada ano, 2,6 milhões de recém-nascidos no mundo não sobrevivem a seu primeiro mês de vida. Um milhão deles morrem no dia que nascem”, disse a diretora-executiva do UNICEF, Henrietta Fore. “Sabemos que podemos salvar a maioria desses bebês com soluções de saúde acessíveis e de qualidade para cada mãe e cada recém-nascido. Apenas alguns pequenos passos de todos nós podem ajudar os primeiros pequenos passos de cada uma dessas jovens vidas”, acrescentou.
De acordo com o relatório, bebês nascidos no Japão, na Islândia e em Singapura têm as maiores chances de sobrevivência, enquanto recém-nascidos no Paquistão, na República Centro-Africana e no Afeganistão têm as menores.
No Japão, um em cada 1,1 mil recém-nascidos morre no primeiro mês de vida, enquanto no Paquistão, a taxa é de que um a cada 22 bebês.
Globalmente, nos países de baixa renda, a média de mortalidade de recém-nascidos é de 27 mortes para cada 1 mil nascimentos, disse o relatório. Nos países de alta renda, a taxa é de três mortes para cada 1 mil.


O relatório também afirma que oito dos dez países mais perigosos de se nascer estão localizados na África Subsaariana, onde as grávidas têm menos chances de receber assistência durante o parto devido a pobreza, conflito e instituições fracas. Se cada um desses países reduzisse suas taxas de mortalidade infantil para os níveis dos países mais ricos até 2030, 16 milhões de vidas seriam salvas, alertou.
Mais de 80% das mortes de recém-nascidos ocorrem devido a nascimento pré-maturo, complicações durante o parto ou infecções como pneumonia e sepse, de acordo com o documento.
“Dado que a maioria dessas mortes são evitáveis, claramente, estamos falhando em cuidar dos bebês mais pobres do mundo”, disse Fore.
Tais mortes podem ser evitáveis com acesso a parteiras bem treinadas, assim como uso de água limpa, desinfetantes, amamentação na primeira hora de vida, contato com a mãe e boa nutrição.
No entanto, a falta de profissionais de saúde e parteiras bem treinados significa que milhares não recebem o apoio necessário para sobreviver. Por exemplo, enquanto na Noruega há 218 médicos, enfermeiros e parteiras para cada 10 mil pessoas, esse número é de um a cada 10 mil na Somália.
Este mês, o UNICEF está lançando “Toda criança viva“, uma campanha global para exigir e entregar soluções em benefício dos recém-nascidos de todo o mundo.


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https://www.brasil247.com/pt/saude247/saude247/349483/Mortalidade-infantil-UNICEF-diz-que-taxas-nos-pa%C3%ADses-pobres-s%C3%A3o-alarmantes.htm

INSÔNIA


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28.03.2018, 11:42

OS BONS RESULTADOS DA TERAPIA COMPORTAMENTAL

Um francês de cada seis sofre de insônia crônica. Os dados são do INPES francês (Instituto Nacional de Prevenção e Educação da Saúde) e é, ao que se sabe, praticamente a mesma nos demais países desenvolvidos. Perturbados nas suas atividades quotidianas pela fadiga que esse distúrbio acarreta, os insones costumam ser levados a recorrer a soníferos e/ou terapias comportamentais. Pergunta: Qual é a melhor dessas duas opções, a que mais chances tem de resolver o problema sem acarretar problemas secundários? Um novo estudo canadense traz elementos para responder a questão.



Por: Pauline Fréour - Le Figaro Santé  

Uma experiência foi conduzida por pesquisadores da Universidade de Laval, no Canadá, com um grupo de 160 pessoas que sofrem de insônia. Durante 6 semanas, a metade delas seguiu uma terapia cognitiva e comportamental de grupo com duração de 90 minutos, todas as semana; a outra metade recebeu, além dessa terapia, soníferos (zolpidem e outros). Uma terapia comportamental tem como objetivo mudar certos hábitos ligados ao sono: evitar ficar "se virando na cama" quando temos dificuldade para pegar no sono ou para adormecer novamente; não fazer sestas longas durante o dia; recorrer a técnicas de relaxamento, etc. Os participantes aprenderam desse modo a não fazer drama e a relativizar certas crenças (minha saude será arruinada, isso vai acabar com a minha vida, devo absolutamente recuperar essas horas de sono perdido). Objetivo da técnica: reduzir os níveis de ansiedade, pois eles constituem um fator que agrava os distúrbios do sono.

Insônia diminui a qualidade de vida
Desde a primeira fase do experimento, os membros do primeiro grupo demonstraram menos fadiga, menos ansiedade e sintomas depressivos. Os membros do segundo grupo (os que tomavam soníferos e também faziam a terapia comportamental e cognitiva) não acusaram mudanças em seus comportamentos. 
A seguir, um tratamento de manutenção com duração de 6 meses foi proposto a certos participantes do estudo: a metade do primeiro grupo continuou suas sessões de terapia no mesmo ritmo, enquanto a outra metade a interromperam. No segundo grupo (soníferos e terapia), uma parte prosseguiu sem mudanças, enquanto a outra parte deixou de tomar os medicamentos porém prosseguiu normalmente na terapia comportamental e cognitiva. 
Balanço geral: Os melhores resultados foram obtidos pelos pacientes que prosseguiram na terapia, e apenas ela, a longo prazo.
Como o estudo não permite comparar a eficácia dos soníferos isoladamente em relação à terapia, prepara-se agora uma nova pesquisa que possibilitará o esclarecimento desse importante detalhe. Mas de qualquer forma os resultados até agora obtidos mostram que, em matéria de sono, a mudança dos hábitos gerais de vida funcionam na maior parte das vezes.
"A maior parte das pessoas que sofrem de insônia consultam um especialistas quando o problema produz impactos na qualidade de suas vidas no dia-a-adia: no seu estado de humor, na sua energia, nas suas capacidades de concentração e de atenção", lembra Charles Morin, autor da pesquisa e cientistas na Universidade de Laval. "É portanto interessante mostrar que a terapia comportamental e cognitiva melhora não apenas a qualidade do sono, mas também o bem-estar durante a jornada. Este é um fator de esperança para os que sofrem de insônia".
Nota do Hospital Albert Einstein: 
A maioria dos casos de insônia está relacionada a maus hábitos de sono, depressão, ansiedade, falta de exercícios físicos, doença crônica ou certos medicamentos.
Os sintomas podem incluir dificuldade para dormir ou permanecer dormindo e não se sentir descansado. O tratamento para a insônia consiste na melhoria dos hábitos de sono, na terapia comportamental e na identificação e controle das causas subjacentes. Também é possível usar pílulas para dormir, mas seus efeitos colaterais devem ser monitorados. A insônia é muito rara nas crianças até 5 anos, comum entre adolescentes, comum nos adultos, muito comum nos idosos. Convém aos que padecem desse distúrbio procurar um médico para receber orientação. 
 


https://www.brasil247.com/pt/saude247/saude247/348801/Ins%C3%B4nia-Os-bons-resultados-da-terapia-comportamental.htm

UM FUTURO SEM EMPREGOS

https://www.brasil247.com/pt/247/revista_oasis/347599/Um-futuro-sem-empregos-Como-ganharemos-dinheiro.htm


DINHEIRO E FELICIDADE


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https://www.brasil247.com/pt/247/revista_oasis/348215/Dinheiro-e-felicidade-Quanto-preciso-ganhar-para-ser-feliz.htm