investigação realizada pelo Pr. Psi. Jor Jônatas David Brandão Mota
DIAS 1–4 — IDENTIDADE E MEMÓRIA
Quem sou, de onde vim e como fui construído.
1. GOSTO DE TUDO QUE SOU
Abertura da série. Um poema de afirmação da própria identidade, reconhecendo que a pessoa que você se tornou é resultado de uma longa construção, feita de escolhas, experiências, perdas, encontros, sonhos, fé e trabalho.
2. VALEU A PENA CHEGAR ATÉ AQUI
Um olhar retrospectivo sobre a caminhada. Não se trata de dizer que tudo foi fácil, mas de reconhecer que até as dificuldades participaram da formação de quem você é hoje.
3. AGRADEÇO A DEUS PELO QUE VIVI
Um poema de gratidão pelas providências de Deus ao longo da vida: portas abertas, pessoas encontradas, oportunidades, livramentos, lugares, igrejas, projetos e circunstâncias que contribuíram para sua trajetória.
4. O HOMEM QUE FUI CONSTRUINDO
A ideia de identidade como construção permanente. Você não nasceu pronto: foi se tornando, aprendendo, corrigindo, amadurecendo e incorporando novos conhecimentos e responsabilidades.
DIAS 5–12 — AMOR, FAMÍLIA E RELAÇÕES
Pastor, igrejas, pai, esposo, filho, irmão, amigo e colega.
5. GOSTO DE SER PASTOR
A dimensão pastoral da sua vida. Recordar o privilégio de cuidar de pessoas, pregar, aconselhar, acompanhar famílias, enfrentar dificuldades comunitárias e participar da história de muitas vidas.
6. AS IGREJAS QUE MORAM EM MIM
Mais do que os templos e instituições, este poema pode falar das pessoas e histórias que ficaram dentro de você. Cada igreja pastoreada como um capítulo de uma grande memória afetiva e espiritual.
7. GOSTO DE SER PAI
Um poema sobre a paternidade: responsabilidades, alegrias, preocupações, aprendizados e a percepção de que ser pai também transformou profundamente quem você é.
8. GOSTO DE SER ESPOSO
Celebrar a construção da vida a dois, o companheirismo, a história compartilhada, as dificuldades vencidas, o amor amadurecido pelo tempo e tudo aquilo que uma caminhada conjugal acrescentou à sua identidade.
9. GOSTO DE SER FILHO
Olhar para aqueles de quem você recebeu a vida, os primeiros ensinamentos, memórias, valores e referências. Pode também abordar aquilo que permanece dentro de nós mesmo depois que o tempo transforma as relações familiares.
10. GOSTO DE SER IRMÃO
A fraternidade como parte da identidade. Memórias, diferenças, cumplicidades, distâncias, reencontros e o sentimento de pertencer a uma história familiar maior que o próprio indivíduo.
11. GOSTO DE SER AMIGO
Um poema sobre amizade como escolha e presença. Pessoas que chegaram, permaneceram, ajudaram, ensinaram, discordaram, caminharam juntas e deixaram marcas na construção de quem você é.
12. GOSTO DE SER COLEGA
Celebrar as pessoas encontradas no trabalho, na igreja, na academia, nos projetos e na vida pública. Cada convivência como oportunidade de aprender e também de contribuir.
DIAS 13–22 — VOCAÇÕES E SERVIÇO
Psicologia, comportamento humano, teologia, Jesus, escrita, jornalismo, direito, justiça, sociedade e participação pública.
13. GOSTO DE PENSAR PSICOLOGIA
Aqui entra sua atuação e seu interesse pela psicologia e pelo comportamento humano. O poema pode celebrar a descoberta de que compreender a mente, os sentimentos e os comportamentos também é uma forma de cuidar de pessoas.
14. GOSTO DE ESTUDAR A ALMA HUMANA
Uma continuação mais profunda do anterior. A curiosidade pelo ser humano, seus conflitos, traumas, pensamentos, escolhas, emoções, crenças e possibilidades de transformação.
15. GOSTO DE FAZER TEOLOGIA
Um poema sobre pensar Deus, Jesus, a fé, a Bíblia, a espiritualidade e a própria experiência religiosa. Não apenas repetir respostas, mas buscar compreender, questionar e aprofundar.
16. JESUS É A LUZ QUE ME ENSINA
O centro espiritual da série. Jesus como referência de amor, misericórdia, acolhimento, serviço, verdade e responsabilidade diante do próximo — a inspiração para procurar ser luz do mundo e sal da terra.
17. GOSTO DE ESCREVER O QUE PENSO
Celebrar a escrita como instrumento de existência. Aquilo que poderia permanecer apenas como pensamento transforma-se em texto, poema, estudo, reflexão, livro, projeto ou mensagem.
18. GOSTO DE SER JORNALISTA DA VIDA
Um olhar jornalístico sobre o mundo: observar, perguntar, investigar, registrar, interpretar e contar histórias. Não apenas noticiar acontecimentos, mas prestar atenção à realidade das pessoas.
19. GOSTO DE BUSCAR A JUSTIÇA
Aqui entra o direito e também a dimensão social da sua trajetória. Justiça como preocupação humana, cidadã e ética, especialmente diante daqueles que precisam de defesa, oportunidade e dignidade.
20. GOSTO DE SERVIR À SOCIEDADE
O ativismo social e o compromisso comunitário entram em cena. Um poema sobre não conseguir permanecer indiferente diante das necessidades das pessoas e sobre transformar conhecimento e influência em serviço.
21. GOSTO DE PARTICIPAR DA VIDA PÚBLICA
Um poema sobre a dimensão política e cidadã da sua existência: participar dos debates da sociedade, defender ideias, dialogar, acompanhar problemas coletivos e procurar contribuir para a comunidade.
22. GOSTO DAS MUITAS VERSÕES DE MIM
Psicólogo, teólogo, escritor, jornalista, estudioso do direito, pastor, pai, esposo, filho, irmão, amigo, colega, cidadão. Não são pessoas diferentes, mas diferentes dimensões de uma mesma identidade.
DIAS 23–25 — SONHOS E PRODUÇÃO
O que ainda sonho, o que continuo construindo e aquilo que já escrevi.
23. GOSTO DOS SONHOS QUE AINDA TENHO
Olhar para o futuro. A idade e tudo que já foi realizado não encerram os sonhos. Ainda existem projetos, livros, estudos, poemas, trabalhos, pessoas a ajudar e coisas a construir.
24. GOSTO DO QUE AINDA ESTOU CONSTRUINDO
Um poema contra a ideia de que a vida precisa estar pronta. A construção continua: novos conhecimentos, novas obras, novas relações, novas experiências e novas formas de servir.
25. GOSTO DO QUE ESCREVI
Um inventário afetivo da produção intelectual e literária. Livros, poemas, estudos, projetos, pesquisas, reflexões e ideias que nasceram ao longo da caminhada e passaram a existir fora de você.
DIAS 26–28 — PROPÓSITO
As vidas alcançadas e a vocação de ser luz e sal.
26. GOSTO DAS VIDAS QUE TOQUEI
Talvez um dos poemas mais emocionais da série. Não medir a própria trajetória apenas pelo que acumulou, mas também pelas pessoas que receberam alguma palavra, orientação, ajuda, esperança ou oportunidade através de você.
27. GOSTO DE SER LUZ DO MUNDO
Retomar diretamente a imagem de Jesus. A vocação de iluminar caminhos não significa ser perfeito, mas procurar fazer com que a própria existência produza clareza, esperança, conhecimento, amor e serviço.
28. GOSTO DE SER SAL DA TERRA
Complemento do poema anterior. O sal não precisa ocupar todo o espaço para cumprir sua função. A ideia pode representar uma presença que, mesmo silenciosa ou indireta, modifica ambientes e relações.
DIAS 29–31 — GRATIDÃO, RECONCILIAÇÃO E CELEBRAÇÃO
Providência, passado, presente e a grande conclusão: valeu a pena construir em mim a pessoa que hoje posso ser.
29. TUDO QUE DEUS PROVIDENCIOU
Um grande poema de memória e gratidão. Pessoas, oportunidades, encontros, lugares, trabalhos, igrejas, projetos, conhecimentos e circunstâncias que, vistos retrospectivamente, compõem uma espécie de mosaico da providência.
30. EU FARIA TUDO DE NOVO
Não significa negar os erros ou desejar repetir sofrimentos. Significa olhar para a própria trajetória com gratidão suficiente para reconhecer que até os caminhos difíceis participaram da pessoa que você se tornou.
31. GOSTO DE TUDO QUE SOU
Encerramento da série e síntese de todo o projeto. Reunir pastor, pai, esposo, filho, irmão, amigo, colega, cidadão, pesquisador, psicólogo, teólogo, escritor, jornalista, estudioso do direito, sonhador e servidor da sociedade em uma única declaração: “sou grato pela pessoa que me tornei e ainda estou me tornando.”
Há momentos na vida em que olhar para trás deixa de ser apenas recordar e passa a ser agradecer. Esta série de poemas nasce desse olhar: não de uma pretensão de apresentar uma vida perfeita, nem de afirmar que todos os caminhos foram fáceis, mas da consciência de que cada experiência, cada encontro, cada responsabilidade, cada aprendizado, cada luta, cada sonho e até mesmo cada dificuldade ajudaram a formar a pessoa que hoje existe. “Ensina-nos a contar os nossos dias para que alcancemos corações sábios” (Sl 90:12). Contar os dias, nesse sentido, não significa simplesmente somar anos, mas reconhecer o valor do caminho percorrido. A existência humana é construída pouco a pouco, nas escolhas conscientes e inconscientes, nos vínculos que estabelecemos, nas palavras que pronunciamos, nas ideias que cultivamos e nas ações que praticamos. Viktor Frankl, ao refletir sobre a busca humana por sentido, mostrou que a vida pode conservar significado mesmo diante das circunstâncias difíceis, porque o ser humano permanece capaz de assumir uma atitude diante daquilo que vive (FRANKL, Viktor E. Em Busca de Sentido. Petrópolis: Vozes). Esta série nasce, portanto, como uma espécie de inventário afetivo e espiritual: olhar para a própria história e dizer, com serenidade, que valeu a pena chegar até aqui; que valeu a pena aprender, servir, amar, estudar, escrever, pastorear, construir relações, enfrentar desafios e continuar sonhando. Não porque tudo tenha acontecido exatamente como se desejava, mas porque, no conjunto, a caminhada produziu uma pessoa que reconhece a beleza de ser quem é.
GOSTAR DE TUDO QUE SOU também significa reconhecer que ninguém se constrói sozinho. Aquilo que somos carrega marcas de muitas pessoas, lugares, acontecimentos e oportunidades que atravessaram nossa existência. Há dentro de cada pessoa uma espécie de biblioteca viva formada por vozes, rostos, conselhos, exemplos, advertências, abraços, perdas, amizades, responsabilidades e descobertas. A Bíblia expressa essa dimensão relacional quando afirma: “Assim nós, que somos muitos, somos um só corpo em Cristo, mas individualmente somos membros uns dos outros” (Rm 12:5). A identidade, portanto, não precisa ser compreendida como uma construção isolada; ela também nasce da convivência. Sou pai porque alguém me ensinou, direta ou indiretamente, alguma coisa sobre paternidade; sou esposo porque uma história de amor e compromisso foi construída a dois; sou filho porque recebi uma história antes mesmo de poder contá-la; sou irmão, amigo e colega porque outras pessoas participaram da minha caminhada; sou pastor porque pessoas confiaram em mim e me permitiram compartilhar partes importantes de suas vidas. Sou também resultado de comunidades, igrejas, estudos, trabalhos, experiências sociais e responsabilidades assumidas ao longo do tempo. Nesse sentido, recordar não é apenas voltar ao passado: é reconhecer os muitos fios que compuseram a trama da própria existência. Como observa Martin Buber, a pessoa se realiza profundamente na relação, no encontro entre “Eu” e “Tu” (BUBER, Martin. Eu e Tu. São Paulo: Centauro). Por isso, estes poemas não serão apenas autorretratos; serão também poemas sobre aqueles que, de alguma maneira, ajudaram a construir a pessoa que hoje olha para sua própria história com gratidão.
Esta série também nasce da convicção de que os conhecimentos e as vocações podem se encontrar dentro de uma mesma existência. Psicologia, teologia, jornalismo, direito, espiritualidade, escrita e participação social não precisam ser compartimentos completamente separados. Podem constituir diferentes instrumentos para compreender e servir o ser humano. A psicologia procura compreender pensamentos, emoções, comportamentos e relações; o direito procura organizar a convivência social e proteger direitos; o jornalismo procura observar, investigar e narrar a realidade; a teologia procura refletir sobre Deus, a fé e o sentido da existência; a escrita transforma pensamentos e experiências em palavras capazes de alcançar outras pessoas. No centro dessa convergência está uma pergunta profundamente humana: o que posso fazer com aquilo que a vida me permitiu aprender? Jesus sintetizou uma parte essencial dessa resposta ao dizer: “Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus” (Mt 5:16). E, antes disso, havia declarado: “Vós sois o sal da terra” e “vós sois a luz do mundo” (Mt 5:13-14). A imagem é poderosa porque não apresenta a existência como simples acumulação de conhecimentos ou conquistas pessoais. Luz existe para iluminar; sal existe para exercer influência; conhecimento pode tornar-se serviço; experiência pode tornar-se cuidado; palavra pode tornar-se esperança. Paulo também aconselha: “Cada um exerça o dom que recebeu para servir aos outros” (1Pe 4:10). Assim, os poemas desta série procuram celebrar não apenas aquilo que foi aprendido ou realizado, mas aquilo que pôde ser compartilhado com outras pessoas. Afinal, uma vida ganha uma dimensão especial quando aquilo que recebemos de Deus, das pessoas e da própria experiência deixa de terminar em nós e passa a beneficiar alguém mais.
Há também, nesta série, uma dimensão de gratidão pela providência. Ao olhar retrospectivamente, muitas vezes percebemos que determinadas portas se abriram quando ainda não compreendíamos sua importância; certas pessoas chegaram em momentos decisivos; determinadas responsabilidades nos fizeram amadurecer; alguns projetos nasceram pequenos e posteriormente ganharam proporções que não imaginávamos. A tradição bíblica está repleta dessa percepção de que a história humana pode ser contemplada à luz da gratidão. “Até aqui nos ajudou o Senhor” (1Sm 7:12) é uma frase que traduz admiravelmente esse sentimento: reconhecer que o caminho percorrido não foi construído apenas pela própria força. A gratidão, porém, não precisa transformar o passado em uma narrativa idealizada. A maturidade também consiste em reconhecer erros, limitações, escolhas que poderiam ter sido diferentes e situações que deixaram feridas. O importante é não permitir que aquilo que doeu tenha a palavra final sobre aquilo que a vida significou. Carl Gustav Jung escreveu que “eu não sou o que aconteceu comigo, eu sou o que escolho me tornar”, ideia frequentemente associada à sua reflexão sobre individuação e amadurecimento psicológico (JUNG, C. G. O Desenvolvimento da Personalidade. Petrópolis: Vozes). A frase, tomada como síntese de sua perspectiva, ajuda a compreender o espírito desta série: a história nos influencia, mas a construção de nós mesmos continua. Por isso, agradecer pelo passado não significa permanecer preso a ele. Significa reconhecer de onde viemos, acolher aquilo que nos formou e continuar caminhando. A providência pode ser contemplada tanto nas lembranças antigas quanto nas oportunidades presentes e nos sonhos futuros. Há coisas que Deus já permitiu viver, coisas que Ele permite viver agora e outras que ainda permanecem como esperança no horizonte.
Por fim, GOSTO DE TUDO QUE SOU — VALEU A PENA TUDO QUE CONSTRUÍ EM MIM é uma declaração de reconciliação com a própria trajetória e, ao mesmo tempo, de abertura para aquilo que ainda está por vir. Não é a afirmação de que a construção terminou. Pelo contrário: talvez uma das maiores belezas da existência seja descobrir que, enquanto houver vida, ainda haverá possibilidade de aprender, mudar, criar, amar, servir e sonhar. “Aquele que começou boa obra em vós há de completá-la” (Fp 1:6) expressa, no horizonte cristão, a confiança de que a vida permanece aberta à ação de Deus. E o próprio Paulo, depois de olhar para uma longa caminhada, escreveu: “Combati o bom combate, completei a carreira, guardei a fé” (2Tm 4:7). Esta série, contudo, não pretende escrever um ponto final. Ela quer abrir janelas. Cada poema será uma janela para uma parte dessa existência: o pastor, o pai, o esposo, o filho, o irmão, o amigo, o colega, o cidadão, o pesquisador, o estudante, o escritor, o jornalista, o homem interessado na psicologia, na teologia, no direito, na sociedade e, sobretudo, no ser humano. Haverá memória, família, fé, trabalho, sonhos, livros, projetos, pessoas e gratidão. Haverá também a consciência de que ser “luz do mundo” não significa ser perfeito, mas permitir que aquilo que recebemos se transforme em benefício para outros. Como escreveu Antoine de Saint-Exupéry, “foi o tempo que perdeste com tua rosa que fez tua rosa tão importante” (SAINT-EXUPÉRY, Antoine de. O Pequeno Príncipe. Rio de Janeiro: Agir). Talvez também seja assim com a própria vida: ela se torna preciosa porque investimos nela tempo, cuidado, amor, trabalho, lágrimas, esperança e sonhos. Por isso, durante os 31 dias de outubro, estes poemas serão uma celebração daquilo que foi construído, daquilo que permanece sendo construído e daquilo que ainda poderá nascer. Uma celebração da vida recebida, da vida vivida e da vida que continua florescendo. E, acima de tudo, uma oração silenciosa de gratidão: Senhor, obrigado por tudo aquilo que me permitiste ser, por tudo aquilo que me permitiste fazer e por tudo aquilo que ainda me concedes o privilégio de construir em mim e através de mim.
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Pr.Psi. Jônatas David Brandão Mota... pastorado4
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