investigação realizada pelo Pr. Psi. Jor Jônatas David Brandão Mota
1. A FÉ RENOVA A MENTE E NOS TORNA AGRADÁVEIS A DEUS
Romanos 12:2 ensina que a fé verdadeira transforma a mente, afastando-nos dos padrões corrompidos do mundo e nos tornando agradáveis a Deus. Essa renovação não é meramente intelectual, mas espiritual, conduzindo-nos a uma vida santa (Efésios 4:23-24). Karl Barth, em Dogmática Eclesiástica, explica que a fé autêntica não é um ato humano isolado, mas resposta à revelação divina. Assim, uma fé saudável gera atitudes alinhadas com Cristo, afastando o egoísmo e promovendo o bem coletivo (Gálatas 5:22-23).
2. A IMAGEM DIVINA COMO BASE DA FÉ QUE FRUTIFICA PELA GRAÇA
No nível essencial, a fé saudável reflete nossa criação à imagem e semelhança de Deus (Gênesis 1:26-27), que é amor puro e perfeito (1 João 4:8). Como seres espirituais, possuímos potencial para refletir esse amor. Entretanto, em um nível mais elevado, a verdadeira fé é um dom de Deus (Efésios 2:8-9) e só frutifica plenamente pela Graça divina. Santo Agostinho, em A Cidade de Deus, enfatiza que, sem a Graça, a fé humana se degenera em arrogância e orgulho, tornando-se incapaz de produzir frutos dignos de arrependimento (Mateus 3:8).
3. A FALSA FÉ QUE JUSTIFICA O EGOÍSMO E A SOBERBA
Muitos afirmam agir em nome da fé, mas são guiados por interesses egoístas e ambições pessoais (Mateus 7:21-23). Alguns usam a fé como justificativa para intolerância, violência ou superioridade moral, enganando-se e enganando os outros. Dietrich Bonhoeffer, em O Custo do Discipulado, denuncia essa “graça barata”, que permite às pessoas viverem no pecado enquanto afirmam estar em comunhão com Deus (1 João 1:6). Sofrem por suas más escolhas e atribuem isso à perseguição pela fé, quando, na realidade, colhem as consequências de sua falta de amor e humildade (Gálatas 6:7-8).
4. CINCO MANEIRAS DE VIVER A FÉ SAUDÁVEL, SENDO BÊNÇÃO AOS OUTROS
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Servir sem esperar retribuição (Lucas 6:35) – A verdadeira fé nos leva a amar até mesmo os inimigos, refletindo a bondade divina.
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Promover a paz e a reconciliação (Mateus 5:9) – Ser pacificador é um sinal de fé genuína, que busca restaurar relacionamentos em vez de semear discórdia.
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Dar generosamente (2 Coríntios 9:7) – A fé saudável nos torna canais de bênçãos materiais e espirituais, pois Deus ama quem dá com alegria.
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Ouvir e aconselhar com sabedoria (Tiago 1:19) – A fé verdadeira nos ensina a ser prudentes, ouvindo antes de julgar e aconselhando com amor.
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Testemunhar pelo exemplo e não só por palavras (Mateus 5:16) – A luz da fé se manifesta mais em nossas atitudes do que em discursos vazios, levando outros a glorificar a Deus.
Uma fé saudável é aquela que nos torna instrumentos do amor divino no mundo.
1. A FÉ QUE EXIGE RENÚNCIA PARA SEGUIR A CRISTO
Mateus 16:24 ensina que a fé verdadeira exige negar a si mesmo, tomar a cruz e seguir Jesus. Isso significa abandonar os desejos egoístas para viver conforme a vontade de Deus. Paulo reforça essa ideia em Gálatas 2:20, ao afirmar que já não vive para si mesmo, mas Cristo vive nele. João Calvino, em As Institutas da Religião Cristã, explica que a verdadeira fé nos arranca do amor próprio e nos conduz à obediência total a Deus. Logo, a fé saudável não busca benefícios pessoais, mas reflete a entrega sacrificial de Cristo (Filipenses 2:5-8).
2. A IMAGEM DE DEUS EM NÓS E A GRAÇA QUE APERFEIÇOA A FÉ
No primeiro nível, a fé que renuncia ao egoísmo é reflexo do fato de sermos criados à imagem e semelhança de Deus (Gênesis 1:26-27), que é puro amor (1 João 4:16). Como portadores dessa imagem, temos a capacidade natural de amar e servir. No segundo nível, essa fé se torna mais plena como um dom divino, sustentado pela Graça (Efésios 2:8-9). Santo Agostinho, em Confissões, destaca que a fé verdadeira só frutifica quando Deus opera em nós, transformando nossa vontade. Assim, a renúncia ao ego não é esforço humano isolado, mas fruto da comunhão com Cristo (2 Coríntios 3:18).
3. O ENGANO DA FÉ BASEADA NO ORGULHO E NA AUTOJUSTIÇA
Muitas pessoas acreditam que têm fé, mas, na realidade, seguem seus próprios interesses e buscam reconhecimento. Jesus condenou essa atitude nos fariseus, que praticavam boas obras para serem vistos pelos outros (Mateus 6:1-2). Dietrich Bonhoeffer, em O Custo do Discipulado, alerta que muitos confundem fé com fanatismo religioso ou moralismo, sem verdadeira entrega. Essas pessoas sofrem as consequências de suas ações egoístas, mas acreditam que estão sendo perseguidas por causa da fé, quando, na verdade, colhem o que plantaram (Gálatas 6:7-8).
4. CINCO FORMAS DE VIVER A FÉ QUE RENUNCIA AO EU E É BÊNÇÃO
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Servir humildemente (Marcos 10:45) – Jesus veio para servir, e a fé verdadeira nos leva a agir da mesma forma, sem buscar status.
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Perdoar sem esperar retribuição (Mateus 6:14-15) – A fé saudável liberta do ressentimento e promove a reconciliação.
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Viver com simplicidade (Lucas 12:15) – A renúncia ao ego inclui desapego ao materialismo, confiando em Deus.
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Amar incondicionalmente (1 João 3:16) – Seguir Cristo implica doar-se pelos outros, sem exigir retorno.
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Sofrer injustiças sem vingança (1 Pedro 2:21-23) – A fé autêntica nos fortalece para suportar ofensas sem revidar, confiando na justiça divina.
A fé saudável não busca recompensas terrenas, mas reflete a entrega de Cristo, tornando-nos instrumentos da Graça de Deus no mundo.