investigação realizada pelo Pr. Psi. Jor Jônatas David Brandão Mota
002 EU ME AMO AO DESPERTAR
003 EU ME AMO NO QUE PENSO
004 EU ME AMO NO QUE ESCREVO
005 EU ME AMO NO QUE QUESTIONO
006 EU ME AMO PELOS SONHOS
007 EU ME AMO NAS MINHAS FRAQUEZAS
008 EU ME AMO NO QUE VIVO AGORA
009 EU ME AMO NO QUE JÁ SUPEREI
010 EU ME AMO NO QUE AINDA NÃO ENTENDO
011 EU ME AMO POR QUEM ME AMA
012 EU ME AMO POR QUEM ME REJEITOU
013 EU ME AMO NO SILÊNCIO
014 EU ME AMO AO TOCAR A CRIAÇÃO
015 EU ME AMO NA MINHA HISTÓRIA
016 EU ME AMO NO TRABALHO DAS MÃOS
017 EU ME AMO NAS MINHAS ESCOLHAS
018 EU ME AMO QUANDO DESCANSO
019 EU ME AMO AO OLHAR O MUNDO
020 EU ME AMO AO AMAR OS OUTROS
022 EU ME AMO NOS MEUS DESEJOS
023 EU ME AMO NA LONGA CAMINHADA
024 EU ME AMO NA LUZ QUE RECEBI
025 EU AMO JESUS, EU AMO DEUS, E POR ISSO ME AMO
026 EU ME AMO NA MINHA CURA
027 EU ME AMO NA MINHA FÉ
028 EU ME AMO NA MINHA LIBERDADE
029 EU ME AMO NA MINHA ESPERANÇA
030 EU ME AMO EM DEUS E DEUS ME AMA EM MIM
031 EU ME AMO PORQUE ME TORNEI QUEM NASCI PARA SER
1. NASCIMENTO DO AMOR-PRÓPRIO
Dezembro chega como um sopro quente dentro do coração, anunciando que o ano não termina: ele amadurece. E, nesse amadurecimento, surge a consciência luminosa de que amar a si mesmo não é arrogância, mas uma forma de gratidão pela existência. Este mês será um altar íntimo, onde cada poema erguerá uma chama em honra do amor que aprendi a dedicar ao meu próprio ser.
...
2. O EU COMO TERRITÓRIO SAGRADO
Ao longo dos dias, descobri que minha vida é um solo fértil tocado por Deus, moldado por escolhas e iluminado por perguntas. O que sou, o que sonho, o que penso e o que escrevo nasce desse território sagrado que pulsa dentro de mim. Dezembro será um mapa espiritual dessa terra interna, onde cada verso busca compreender a beleza que brota de mim mesmo.
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3. A BELEZA DO QUE ME CERCA
Amar-me também significa amar aquilo que me rodeia: pessoas próximas, distantes, lembranças, paisagens, ideias, e até mesmo as sombras que já atravessei. Há tanta coisa boa e agradável no mundo que, quando a reconheço, vejo refletida nela a bondade que existe em mim. Esses poemas serão homenagens ao que vejo no mundo e que desperta meu amor.
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4. O MOVIMENTO DIVINO EM MIM
Há momentos em que percebo que tudo o que sou — meus dons, meus afetos, meus sonhos e minhas vitórias silenciosas — foi tecido por Deus com paciência. Mesmo quando eu não via, Ele bordava. Este mês de poemas será também um reconhecimento da sabedoria divina que me conduziu até este amor-próprio maduro.
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5. O AMOR QUE TRANSBORDA
Quando me amo de verdade, descubro que o amor não para em mim. Ele se expande como ondas suaves que alcançam tudo e todos, sem pedir licença. É nesse transbordamento que encontro sentido, plenitude e paz. Os poemas de dezembro serão copos cheios, derramando amor para o mundo.
...
6. A LUZ QUE JESUS REVELA
Entre todos os dias deste mês, o 25 brilhará com especial reverência. Porque amar a mim mesmo é também amar a vinda, a vida, o ensino e o exemplo de Jesus — Deus em forma humana, revelador da verdade e da luz que separa o que é divino do que é apenas humano. Seu nascimento reacende em mim a certeza de que amar é a essência de tudo o que é verdadeiro.
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7. O ENCERRAMENTO DE UM CICLO
Este dezembro não é apenas uma despedida do ano, mas um fechamento de ciclos internos: medos, culpas, pressas e silenciosas dores que agora encontro força para transformar em poesia. Cada poema será um passo rumo ao eu que floresce, que amadurece, que se reconhece.
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8. A CELEBRAÇÃO DE QUEM ME TORNEI
E assim, com versos que nascem do amor por mim, pelo mundo e por Deus, dezembro se torna o mês mais íntimo e mais luminoso. Cada poema contará a história de alguém que aprendeu a amar profundamente sua própria existência. Este preâmbulo abre o caminho: 31 dias para celebrar quem sou — e quem continuo me tornando.
(Estrofe 1)
EU RESPIRO, EU VIVO, EU SINTO O AR,
Cada instante me ensina a me cuidar.
Minha vida é tesouro que Deus me dá,
Na existência encontro razão de amar.
(Estrofe 2)
Meu coração pulsa, dança e se expande,
Mesmo nos medos, o amor por mim não se afasta.
Sou obra única, divina e vibrante,
Meu ser inteiro à vida se afasta jamais.
(Estrofe 3)
No silêncio da noite ou luz do dia,
Vejo-me completo, repleto de valor.
Cada pensamento, cada poesia,
É reflexo da graça e do amor do Senhor.
(Refrão 1)
EU ME AMO POR EXISTIR, SEM CONDIÇÃO,
Cada batida é festa, cada olhar é oração.
A vida me abraça e desperta paixão,
Sou presente divino, alma em celebração.
(Estrofe 4)
Os sonhos que cultivo são pontes de luz,
Pontes que me levam a mundos interiores.
Sou digno do amor que Deus me conduz,
Mesmo nas quedas, cultivo meus valores.
(Estrofe 5)
Não há erro que apague a minha essência,
Nem sombra que esconda meu brilho interior.
Cada cicatriz traz uma nova experiência,
Mostrando que existir é puro amor.
(Estrofe 6)
Olho ao redor, o mundo pulsa e sorri,
Em cada ser, em cada gesto, reconheço.
Mas nada se compara ao que há em mim,
Sou próprio milagre, e a vida agradeço.
(Refrão 2)
EU ME AMO POR EXISTIR, SEM CONDIÇÃO,
Cada batida é festa, cada olhar é oração.
A vida me abraça e desperta paixão,
Sou presente divino, alma em celebração.
(Estrofe 7)
Aprendo a valorizar cada respiração,
Cada passo que dou no chão sagrado da vida.
O amor-próprio é a minha oração,
Na presença de Deus, minha alma erguida.
(Estrofe 8)
Mesmo o vento que bate e me desafia,
Mostra que sou forte, completo e inteiro.
Existo, respiro, sou luz que irradia,
Um ser amado pelo mundo e pelo Criador verdadeiro.
(Ponte)
Quantas vezes deixei meu coração de lado,
Buscando amor em rostos e lugares errados.
Quis valor em bens, status e planos alheios,
Negligenciei-me, e sofri nos vazios meus.
(Refrão 3)
EU ME AMO POR EXISTIR, SEM CONDIÇÃO,
Cada batida é festa, cada olhar é oração.
A vida me abraça e desperta paixão,
Sou presente divino, alma em celebração.
(Refrão Final)
EU ME AMO E AMO OS OUTROS COM MAIS FORÇA,
Mesmo quem fere revela minha luz que não se torça.
Meu amor cresce, profundo e sem escolta,
Por existir e amar, minha alma se exalta.
2. EXPLICAÇÃO DO TEMA
O tema “Eu me amo por existir” parte do princípio de que a própria existência humana é um presente divino, e que o reconhecimento desta dá origem a um amor-próprio saudável e autêntico. Psicologicamente, isso se alinha à teoria de Carl Rogers sobre o self e a autoaceitação, onde amar-se incondicionalmente é essencial para o desenvolvimento emocional e relacional. A existência em si — o simples fato de respirar, pensar, sonhar e interagir — já é suficiente para justificar o amor que devemos nutrir por nós mesmos. Ilustrando, ao acordar todas as manhãs e perceber que somos capazes de sentir, aprender e criar, reconhecemos que a vida é um milagre cotidiano que não precisa de justificativa externa.
Biblicamente, o amor à própria vida encontra eco na criação do homem à imagem de Deus, conforme Gênesis 1:27, que indica que cada pessoa possui valor intrínseco. Além disso, Salmos 139:14 nos lembra: “Eu te louvo porque me fizeste de modo especial e admirável”. Amar-se por existir é, portanto, um reconhecimento de dignidade, um exercício espiritual de gratidão, autocompaixão e reverência à vida que nos foi concedida. Este amor-próprio não é egoísmo, mas fundamento para amar o próximo e viver plenamente, harmonizando a dimensão psicológica e a espiritualidade cristã.
3. BIBLIOGRAFIA
-
Rogers, Carl. Tornando-se Pessoa. São Paulo: Martins Fontes, 2010.
-
Neff, Kristin. Self-Compassion: The Proven Power of Being Kind to Yourself. New York: William Morrow, 2011.
-
Brown, Brené. A Coragem de Ser Imperfeito. Rio de Janeiro: Sextante, 2013.
-
Whitlock, Grace. The Psychology of Self-Esteem. London: Routledge, 2008.
-
Bíblia Sagrada. Edição Revista e Atualizada. Sociedade Bíblica do Brasil, 2011.
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Pr. Jônatas David Brandão Mota... pastorado4
teologia, direito, psicologia, jornalismo (serviço social)
(Estrofe 1)
Quando o dia clareia e toca meu olhar,
Sinto a vida me chamar a continuar.
No primeiro sopro começo a me encontrar,
Sou brisa suave a querer se renovar.
(Estrofe 2)
O amanhecer me veste de direção,
A luz pousa leve no meu coração.
Despertar é gesto, é recomeço em ação,
É amar-me no ritmo da criação.
(Estrofe 3)
A primeira respiração é oração,
Um convite sagrado à expansão.
O dia me abre sua amplidão,
E eu me amo ao nascer dessa estação.
(Refrão 1)
EU ME AMO AO DESPERTAR SEM TEMER,
Cada manhã revela o meu florescer.
Sou renovo que insiste em viver,
E na primeira respiração, volto a me fortalecer.
(Estrofe 4)
O sol me encontra inteiro, sem máscara ou véu,
Trazendo esperança num toque do céu.
Desperto leve, de essência fiel,
Um ser que se ama no canto do anel.
(Estrofe 5)
Antes dos afazeres, antes do mundo me chamar,
Eu me abraço no silêncio do acordar.
E percebo que é belo simplesmente estar,
Confiando no bem que começo a cultivar.
(Estrofe 6)
A manhã me devolve um brilho profundo,
Reapresenta a mim mesmo, redescobre o meu mundo.
Acordar é renascer de um modo fecundo,
Um amor que transborda, brando e vagabundo.
(Refrão 2)
EU ME AMO AO DESPERTAR SEM TEMER,
Cada manhã revela o meu florescer.
Sou renovo que insiste em viver,
E na primeira respiração, volto a me fortalecer.
(Estrofe 7)
Sou grato ao instante em que abro os olhos meus,
Onde percebo o cuidado constante de Deus.
O dia me oferece caminhos seus,
E eu me amo mais quando aceito os enredos meus.
(Estrofe 8)
Na alvorada, meu peito se acende e se estende,
O coração relembra que sempre transcende.
Eu respiro fundo, tudo se compreende,
Me amar ao despertar é luz que me defende.
(Ponte)
Quantas manhãs deixei de me perceber,
Tentando no externo meu valor colher.
Busquei em aplausos o que devia ser,
E esqueci que o amor começa no meu renascer.
(Refrão 3)
EU ME AMO AO DESPERTAR SEM TEMER,
Cada manhã revela o meu florescer.
Sou renovo que insiste em viver,
E na primeira respiração, volto a me fortalecer.
(Refrão Final)
EU ME AMO MAIS QUANDO AMO OS OUTROS TAMBÉM,
Mesmo quem falha, quem fere ou não quer meu bem.
Meu amor cresce, constante, vai mais além,
E ao despertar, ele se espalha, vivo e amém.
2. EXPLICAÇÃO DO TEMA
O ato de amar-se ao despertar simboliza o reconhecimento de que cada manhã é uma oportunidade de recomeço e autoconsciência. A psicologia humanista — especialmente em autores como Abraham Maslow e Carl Rogers — descreve o despertar como um instante privilegiado para reorganizar o self, pois é o momento em que o mundo ainda não entrou com suas demandas e ruídos. A primeira respiração da manhã pode ser vista como um gesto de validação pessoal, similar à prática contemplativa do mindfulness, que ensina a perceber o corpo e a existência com aceitação e presença. Exemplos cotidianos mostram como esse momento é fundamental: pessoas que iniciam o dia agradecendo, respirando conscientemente ou realizando uma breve oração, tendem a experimentar maior bem-estar emocional, pois reforçam internamente a mensagem de que sua existência tem valor antes mesmo de produzir, trabalhar ou agradar.
A Bíblia também oferece uma visão profunda sobre o despertar como sinal de cuidado divino e renovação interior. Em Lamentações 3:22–23, o texto diz que “as misericórdias do Senhor se renovam a cada manhã”, indicando que cada amanhecer é uma nova chance de experimentar a graça e o amor divino. O Salmo 5 também menciona a prática de apresentar a Deus os primeiros pensamentos do dia. Assim, amar-se ao despertar não é apenas uma prática psicológica, mas também espiritual: reconhecer que abrir os olhos é um sinal de que Deus continua investindo em nós. O poema reflete essa compreensão ao unir o sopro da manhã, a consciência da própria importância e a presença divina que acompanha o renascer diário.
3. BIBLIOGRAFIA
-
Maslow, Abraham. Toward a Psychology of Being. New York: Van Nostrand, 1962.
-
Rogers, Carl. On Becoming a Person. Boston: Houghton Mifflin, 1961.
-
Brown, Brené. The Gifts of Imperfection. New York: Hazelden, 2010.
-
Kabat-Zinn, Jon. Wherever You Go, There You Are. New York: Hyperion, 1994.
-
Bíblia Sagrada. Sociedade Bíblica do Brasil, 2011.
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(Estrofe 1)
Meu pensamento é campo onde o vento sopra manso,
Lugar onde planto sonhos, rego cada avanço.
No jardim da mente, cada ideia é um remanso,
E eu me amo no que penso, passo a passo.
(Estrofe 2)
Há flores que nascem claras, com perfume de verdade,
E outras que pedem poda, cuidado e humildade.
Pensar é construir minha própria liberdade,
É cultivar sentidos na minha intimidade.
(Estrofe 3)
Na mente, aflora o que abraço e o que enfrento,
Brota o que desejo e o que guardo por dentro.
Tudo compõe o meu ser, no tempo e no momento,
E amar-me é honrar cada movimento.
(Refrão 1)
EU ME AMO NO QUE PENSO, SEM NEGAR,
Cada ideia é raiz que me ajuda a frutificar.
Sou jardim que aprende sempre a se podar,
E mesmo assim floresço, pronto a me renovar.
(Estrofe 4)
Há ramos que se erguem cheios de inspiração,
E folhas antigas que peço para a razão.
E o sol das decisões clareia o coração,
Fazendo brotar força na imaginação.
(Estrofe 5)
Celebro o que crio, o que sonho e o que invento,
Cada pensamento é tijolo no meu firmamento.
Sou arquiteto da mente, dono do fundamento,
E me amo mais quando escuto meu pensamento.
(Estrofe 6)
No silêncio interno, encontro direção,
O que penso filtra o mundo e lhe dá tradução.
E ao colher o que nasce de minha meditação,
Eu percebo o amor que nasce da reflexão.
(Refrão 2)
EU ME AMO NO QUE PENSO, SEM NEGAR,
Cada ideia é raiz que me ajuda a frutificar.
Sou jardim que aprende sempre a se podar,
E mesmo assim floresço, pronto a me renovar.
(Estrofe 7)
Há dias em que o jardim exige reinvenção,
Em que sombras surgem, pedindo atenção.
Mas até as sombras trazem revelação,
E eu me amo mais em meio à transformação.
(Estrofe 8)
Meu pensamento é semente que escolho guardar,
É fruto de tudo que já vivi e ouso sonhar.
E ao ver minha mente inteira florescer e me guiar,
Amo-me no que penso, pronto a me semear.
(Ponte)
Quantas vezes busquei amor onde não nascia,
Perdendo de mim o que já me pertencia.
Busquei no aplauso o valor que eu esquecia,
E deixei minha mente sem a paz que merecia.
(Refrão 3)
EU ME AMO NO QUE PENSO, SEM NEGAR,
Cada ideia é raiz que me ajuda a frutificar.
Sou jardim que aprende sempre a se podar,
E mesmo assim floresço, pronto a me renovar.
(Refrão Final)
EU ME AMO MAIS QUANDO ESCOLHO AMAR,
Mesmo quem insiste em ferir ou machucar.
Pois meu amor se expande sem se limitar,
E no que penso encontro força pra continuar.
2. EXPLICAÇÃO DO TEMA
Amar-se no que se pensa significa reconhecer a mente como um espaço vivo, dinâmico e fértil, onde memórias, decisões, crenças e imaginação coexistem em permanente diálogo. A psicologia cognitiva, especialmente com Aaron Beck e suas formulações sobre pensamentos automáticos, mostra que os conteúdos mentais moldam diretamente emoções e comportamentos, e que aprender a identificá-los é uma prática de autocuidado profundo. Tal como um jardineiro conhece cada planta do seu terreno, o indivíduo que se ama reconhece os pensamentos que florescem — esperança, coragem, criatividade — e também aqueles que pedem poda — medo, ruminação, autocrítica tóxica. Autores como Daniel Siegel (neurociência interpessoal) e Rick Hanson (psicologia positiva) reforçam que a mente pode ser treinada para favorecer pensamentos que promovam equilíbrio, segurança interna e compaixão consigo mesmo. Assim, o poema utiliza a metáfora de um jardim mental para expressar a responsabilidade amorosa que cada pessoa tem ao lidar com seus próprios pensamentos.
Biblicamente, a importância do pensamento como expressão da identidade está presente em Provérbios 23:7: “Assim como ele pensa em sua alma, assim ele é”, sugerindo que a qualidade dos pensamentos está intimamente ligada à própria essência humana. Paulo, ao escrever em Filipenses 4:8, recomenda cultivar pensamentos “verdadeiros, respeitáveis, justos, puros, amáveis”, indicando que escolher o que pensar é um ato espiritual, ético e afetivo. Nesse sentido, amar-se no que se pensa é reconhecer que a mente é um espaço tocado por Deus, onde Ele semeia sabedoria e discernimento. O poema reflete essa compreensão, mostrando que se amar no pensamento não é idealizar a mente, mas abraçar seu processo contínuo de crescimento, purificação e beleza.
3. BIBLIOGRAFIA
-
Beck, Aaron. Cognitive Therapy and the Emotional Disorders. New York: International Universities Press, 1976.
-
Siegel, Daniel. Mindsight. New York: Bantam Books, 2010.
-
Hanson, Rick. Hardwiring Happiness. New York: Harmony Books, 2013.
-
Tolle, Eckhart. The Power of Now. Vancouver: Namaste Publishing, 1997.
-
Bíblia Sagrada. Sociedade Bíblica do Brasil, 2011.
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(estrofe 1)
Quando escrevo, desvendo aquilo que escondi,
rabiscos que revelam o que nunca admiti;
na folha branca mora tudo o que vivi,
e o verbo salva o eu que quase perdi.
(estrofe 2)
A caneta não mede o medo que respiro,
mas acolhe o silêncio que no peito eu miro;
cada palavra renova o que ainda prefiro,
transforma cicatriz no mais terno suspiro.
(estrofe 3)
Escrever é coragem que não se intimida,
é porto seguro na hora indefinida;
em cada linha, renasce minha vida,
e o amor-próprio me serve de guarida.
(refrão)
Eu me amo no que escrevo e descrevo,
me reinvento em cada letra que recebo;
sou jardim que nasce no texto que tece
o amor que cultivo quando me fortalece.
(estrofe 4)
No verso encontro abrigo e direção,
um lume aceso dentro da escuridão;
a escrita cura qualquer contradição,
e me devolve inteiro ao próprio coração.
(estrofe 5)
Sem medo, eu narro o que antes temi,
retiro espinhos que já consentia em mim;
o gesto simples de escrever assim
transforma ruína em clarão de jasmim.
(estrofe 6)
A alma sorri quando o papel me entende,
e o que me fere, no poema se rende;
cada verdade que a mão surpreende
refaz a paz que o amor-próprio acende.
(refrão)
Eu me amo no que escrevo e descrevo,
me reinvento em cada letra que recebo;
sou jardim que nasce no texto que tece
o amor que cultivo quando me fortalece.
(estrofe 7)
Escrever é pousar no infinito interior,
é colher lembranças do antigo temor;
mas também é celebrar o meu valor,
um templo vivo erguido no meu labor.
(estrofe 8)
Assim registro quem sou quando me escuto,
um eco firme de presença em cada minuto;
e, mesmo quando o caminho parece dissoluto,
o que escrevo me reúne e me faz absoluto.
(ponte)
Ah, quantas vezes me abandonei sem perceber,
buscando amor em quem não sabia devolver;
troquei minha essência por aplausos do viver,
e esqueci que é em mim que preciso florescer.
(refrão)
Eu me amo no que escrevo e descrevo,
me reinvento em cada letra que recebo;
sou jardim que nasce no texto que tece
o amor que cultivo quando me fortalece.
(refrão final)
Agora me amo mais quando escolho me amar,
até quando a vida tenta me desafiar;
em qualquer tempo, eu decido me abraçar,
pois o amor em mim nunca mais vai se apagar.
EXPLICAÇÃO DO TEMA
A escrita como expressão de amor-próprio tem raízes profundas na psicologia, na literatura e na própria espiritualidade humana. Autores como Rollo May, em A Coragem de Criar, mostram que escrever é um ato de revelação interna, onde o sujeito enfrenta suas contradições e as reorganiza de modo significativo, recuperando autoestima e autonomia. Do ponto de vista psicológico, expressar emoções pela escrita é um processo validado pela terapia narrativa e pela psicologia humanista, permitindo que o indivíduo transforme pensamentos implícitos em histórias organizadas, reduzindo a ansiedade e fortalecendo o autoconhecimento. Assim, o poema retrata a escrita como um “espelho da alma”, capaz de dar forma a medos, dúvidas e revelações, e de devolver ao escritor uma sensação de reconciliação consigo mesmo. Ilustrações desse fenômeno aparecem em diários pessoais, cartas terapêuticas e até mesmo em obras ficcionais que funcionam como catarse e reintegração emocional.
No campo bíblico, o ato de escrever é frequentemente associado à preservação da identidade, à revelação divina e ao resgate da dignidade humana. O salmista, por exemplo, escreve com honestidade brutal suas angústias e esperanças (Salmos 42; 51), praticando uma forma ancestral de terapia emocional. Jeremias registra lágrimas, protestos e fé — e, ao escrever, encontra a si mesmo diante de Deus. Essa tradição literária espiritual revela que registrar experiências não é mero hábito, mas uma forma de consolidar quem somos, reafirmar limites, e compreender nossa trajetória. O poema, portanto, ecoa essa linha interpretativa ao afirmar que escrever é um gesto que reestrutura o eu, cura memórias, organiza sentimentos e fortalece a capacidade de amar, inclusive a si mesmo. Quando o escritor decide se amar “em qualquer circunstância”, reafirma uma postura de resiliência e fidelidade a sua própria identidade, evitando que o amor a outros suprima sua essência, mas permitindo que esse amor a si mesmo transborde de forma mais generosa e consciente.
BIBLIOGRAFIA
-
May, Rollo – A Coragem de Criar, 1975.
-
Pennebaker, James W. – Opening Up: The Healing Power of Expressing Emotions, 1997.
-
Bruner, Jerome – Acts of Meaning, 1990.
-
Nouwen, Henri – The Inner Voice of Love, 1996.
-
Peterson, Eugene – Answering God: The Psalms as Tools for Prayer, 1989.
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(estrofe 1)
Pergunto ao mundo o que nele desconheço,
e em cada dúvida eu mesmo me fortaleço;
sou livre quando no íntimo me reconheço,
pois questionar é o caminho que teço.
(estrofe 2)
Minhas perguntas são chaves que libertam,
abrem portas onde feridas se apertam;
e, quando as respostas surgem e despertam,
eu percebo que minhas verdades não desertam.
(estrofe 3)
Questionar não é medo, é iluminação,
é cruzar desertos com firme intenção;
cada dúvida dissolve a confusão
e guia meus passos na renovação.
(refrão)
Eu me amo no que questiono e enfrento,
cada pergunta amplia meu pensamento;
sou força que cresce a cada momento,
pois a verdade em mim é meu fundamento.
(estrofe 4)
Quando indago o porquê de minhas dores,
retiro máscaras que ocultam meus valores;
a pergunta limpa espinhos e rumores
e me devolve ao jardim das minhas flores.
(estrofe 5)
Interrogar-se é tocar no mais profundo,
é desafiar o peso do olhar do mundo;
mas, nesse gesto sincero e fecundo,
me faço inteiro, forte e oriundo.
(estrofe 6)
No silêncio, pergunto quem quero ser,
e o eco responde o que posso crescer;
toda dúvida que escolho acolher
me ensina a viver sem me perder.
(refrão)
Eu me amo no que questiono e enfrento,
cada pergunta amplia meu pensamento;
sou força que cresce a cada momento,
pois a verdade em mim é meu fundamento.
(estrofe 7)
Pergunto ao passado o que ainda me prende,
e a memória, paciente, tudo me entende;
com amor-próprio, o que em mim se estende
é luz que a consciência sempre acende.
(estrofe 8)
Assim, vivendo perguntas com devoção,
descubro respostas na própria respiração;
e, ao honrar minha busca e intuição,
eu me encontro vivo em cada reflexão.
(ponte)
Quantas vezes me esqueci de perguntar
o que realmente eu desejava encontrar;
busquei amor onde não souberam cuidar
e deixei minha essência quase se apagar.
(refrão)
Eu me amo no que questiono e enfrento,
cada pergunta amplia meu pensamento;
sou força que cresce a cada momento,
pois a verdade em mim é meu fundamento.
(refrão final)
Agora me amo mais ao me perguntar,
mesmo quando a vida insiste em me testar;
em qualquer tempo escolho me escutar,
pois amar a mim é nunca me abandonar.
EXPLICAÇÃO DO TEMA
Questionar a si mesmo como expressão de amor-próprio é um dos movimentos mais profundos do autoconhecimento humano. Filósofos como Sócrates entenderam que a vida examinada é condição para uma existência verdadeiramente livre, e autores contemporâneos como Viktor Frankl, em Em Busca de Sentido, mostram que perguntar-se sobre propósito, direção e identidade não é fraqueza, mas coragem. A psicologia cognitiva também ressalta que perguntas internas bem formuladas reorganizam padrões mentais, ampliam perspectivas e rompem condicionamentos que muitas vezes limitam a autoestima. O poema expressa esse dinamismo: cada pergunta funciona como porta, chave, trilha e luz, metáforas que traduzem o processo de libertação interior proporcionado pela reflexão crítica sobre si mesmo.
Na tradição bíblica, questionar também é caminho de maturidade espiritual. Os Salmos estão repletos de perguntas profundas (“Por que estás abatida, ó minha alma?”), revelando que interrogar-se é forma de cura e reencontro. O livro de Jó apresenta um personagem que, ao questionar o sofrimento e a justiça, alcança um novo entendimento de si e do divino. Jesus frequentemente utiliza perguntas — “Quem dizem que eu sou?” “Por que temeis?” — não para obter respostas, mas para provocar consciência. O poema se apoia nesse legado, afirmando que o ato de questionar abre espaço para liberdade, autenticidade e afirmação do amor-próprio. Questionar-se é um gesto de respeito à própria história e de compromisso com aquilo que se deseja construir, mesmo em circunstâncias adversas.
BIBLIOGRAFIA
-
Frankl, Viktor E. – Man’s Search for Meaning, 1946.
-
Rogers, Carl – On Becoming a Person, 1961.
-
Brown, Brené – The Gifts of Imperfection, 2010.
-
Sócrates (via Platão) – Apologia de Sócrates, aproximadamente 399 a.C.
-
Peterson, Eugene – Run with the Horses, 1983.
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(estrofe 1)
Sonhar é plantar futuro dentro do peito,
é ver no impossível um caminho perfeito;
é crer que a vida me abraça em seu jeito
e que cada desejo revela meu respeito.
(estrofe 2)
Quando sonho, renovo minha direção,
transformo silêncio em pura inspiração;
sou barco guiado pela intuição
que navega firme na vastidão.
(estrofe 3)
Meus sonhos dizem que a vida é promessa,
que onde há coragem a esperança começa;
e mesmo se o medo às vezes me atravessa,
o que sonho é luz que nunca cessa.
(refrão)
Eu me amo pelos sonhos que cultivo,
pois neles sinto o futuro vivo;
cada visão me mantém sensitivo,
e a fé no amanhã me torna ativo.
(estrofe 4)
Sonho acordado com passos que desejo dar,
com rotas que um dia hei de trilhar;
e, mesmo quando o mundo tenta duvidar,
meu sonho insiste em me reerguer e guiar.
(estrofe 5)
Sonho também para curar feridas,
para entender curvas mal definidas;
é nos sonhos que encontro saídas
e reconstruo partes antes perdidas.
(estrofe 6)
Meus sonhos são mapas escritos no ar,
que mostram caminhos que posso alcançar;
e, quando a noite vem me abraçar,
eles vigiam meu ânimo sem vacilar.
(refrão)
Eu me amo pelos sonhos que cultivo,
pois neles sinto o futuro vivo;
cada visão me mantém sensitivo,
e a fé no amanhã me torna ativo.
(estrofe 7)
Sonho porque a vida é mais que rotina,
é ponte secreta que o desejo afina;
cada sonho puro me ilumina
e da minha essência se origina.
(estrofe 8)
Sonhar é afirmar que posso existir,
que há promessas que ainda vão florir;
e, enquanto o tempo insiste em fluir,
meus sonhos seguem prontos para me expandir.
(ponte)
Mas já deixei meus sonhos se perderem,
ao tentar amar lugares que não me quiserem;
me esqueci de mim para agradar quem não souberem
ver o quanto meus desejos puderam.
(refrão)
Eu me amo pelos sonhos que cultivo,
pois neles sinto o futuro vivo;
cada visão me mantém sensitivo,
e a fé no amanhã me torna ativo.
(refrão final)
Agora me amo em qualquer condição,
pois sonho por mim, não por aprovação;
me acolho mesmo em meio à contradição
e abraço meus sonhos em plena gratidão.
EXPLICAÇÃO DO TEMA
Amar-se pelos próprios sonhos é reconhecer que sonhar não é escapismo, mas construção de identidade. A psicologia humanista, especialmente Carl Rogers, destaca que a autorrealização nasce da capacidade de projetar futuros possíveis e acreditar neles. Sonhar é um ato de coragem: envolve assumir vulnerabilidade e acreditar que somos dignos de conquistar algo que ainda não vemos. Na prática, sonhos funcionam como bússolas emocionais. Eles direcionam escolhas, sustentam esforços e dão sentido ao caminho — como mostram estudos sobre resiliência, onde indivíduos com projetos de futuro claros tendem a superar crises com mais força e estabilidade. No poema, os sonhos são apresentados como sementes, mapas, luzes e pontes, construindo a ideia de que cada imagem mental de futuro é uma forma de afirmar valor próprio.
A Bíblia também enraíza sonhos como expressões de fé e propósito. José, no livro de Gênesis, teve sonhos que anteciparam sua história e o mantiveram firme mesmo na adversidade; o profeta Joel fala do tempo em que “vossos velhos sonharão sonhos e vossos jovens terão visões”, mostrando que sonhar é um movimento espiritual de esperança. O próprio Jesus usa a metáfora do grão de mostarda para indicar que uma visão pequena pode crescer intensamente quando nutrida. Assim, sonhar revela amor-próprio porque expressa confiança na vida e na ação divina, além de reafirmar dignidade e coragem. O poema simboliza essa verdade: sonhar é acreditar no amanhã, é resistir ao vazio, é criar pontes internas que sustentam a caminhada e nos devolvem ao nosso propósito mais profundo.
BIBLIOGRAFIA
-
Rogers, Carl – On Becoming a Person, 1961.
-
Maslow, Abraham – Motivation and Personality, 1954.
-
Seligman, Martin – Flourish, 2011.
-
Frankl, Viktor – Man’s Search for Meaning, 1946.
-
Peterson, Eugene – A Long Obedience in the Same Direction, 1980.
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teologia, direito, psicologia, jornalismo (serviço social)
(estrofe 1)
Minhas fraquezas falam do que sou,
dos medos antigos que o tempo moldou;
mas nelas descubro o amor que brotou,
pois até no limite meu ser se encontrou.
(estrofe 2)
Quando me vejo frágil, também me permito,
entendo que a vida não é sempre bonito;
há dias em que o pranto é o meu grito,
mas sigo inteiro, mesmo no conflito.
(estrofe 3)
É nas quedas que encontro verdade,
na dor revelo minha honestidade;
e mesmo encarando a vulnerabilidade,
me abraço com firme serenidade.
(refrão)
Eu me amo nas fraquezas que carrego,
pois nelas floresce o amor que emprego;
cada limite é ponte que navego,
e minha humanidade eu sempre entrego.
(estrofe 4)
Fraquezas são portas para aprender,
são laços que o orgulho tenta esconder;
mas quando ouso em mim reconhecer,
vejo minha coragem amadurecer.
(estrofe 5)
Há falhas que me guiam devagar,
mostram caminhos que devo aceitar;
e, mesmo quando preciso parar,
minha essência continua a pulsar.
(estrofe 6)
As fraquezas me tornam mais atento,
desatam nós do meu pensamento;
e na busca por leve crescimento,
transformam-se em doce movimento.
(refrão)
Eu me amo nas fraquezas que carrego,
pois nelas floresce o amor que emprego;
cada limite é ponte que navego,
e minha humanidade eu sempre entrego.
(estrofe 7)
Eu me descubro quando não sou forte,
nas curvas incertas da própria sorte;
e até quando duvido do meu norte,
faço da fragilidade um novo suporte.
(estrofe 8)
Aprendi que amar-se é compreender
tudo aquilo que o tempo me fez viver;
e, mesmo quando sinto o peso do ser,
me levanto disposto a me reconhecer.
(ponte)
Mas já deixei minha alma se perder,
tentando por outros me desfazer;
abandonei meu afeto para sobreviver
em lugares que não souberam me ver.
(refrão)
Eu me amo nas fraquezas que carrego,
pois nelas floresce o amor que emprego;
cada limite é ponte que navego,
e minha humanidade eu sempre entrego.
(refrão final)
Agora me amo em qualquer situação,
na queda, na luta ou contradição;
pois sei que o amor nasce da aceitação
e vive comigo em toda emoção.
EXPLICAÇÃO DO TEMA
Amar-se nas próprias fraquezas é reconhecer que a vulnerabilidade faz parte do amadurecimento emocional. A psicologia contemporânea — especialmente com Brené Brown — aponta que a coragem não está em ser invencível, mas em aceitar as partes que gostaríamos de esconder. Quem consegue olhar para suas fragilidades sem vergonha desenvolve resiliência, autoconhecimento e integridade. Na prática, isso significa interpretar limites como oportunidades de crescimento, e não como falhas de caráter. Na Terapia da Aceitação e Compromisso (ACT), por exemplo, o ato de aceitar experiências internas difíceis abre espaço para escolhas mais conscientes e valores mais profundos. O poema reflete essa visão: a fraqueza é vista como porta, ponte, aprendizado e movimento, reforçando que amar-se não é idealizar-se, mas acolher-se plenamente.
Do ponto de vista bíblico, a fraqueza não é sinônimo de perda de valor; ao contrário, ela revela dependência, humildade e espaço para transformação. Paulo afirma em 2 Coríntios 12:9: “Quando sou fraco, então é que sou forte”, mostrando que reconhecer limites permite que a graça — entendida como força, luz ou maturidade — se manifeste. Os salmos de Davi são repletos de momentos de vulnerabilidade, nos quais o poeta reconhece medo, angústia e falhas, mas também reafirma confiança e dignidade. A lógica espiritual aqui não é a do heroísmo inquebrável, mas a da humanidade sincera. Por isso, o poema insiste que as fraquezas são partes legítimas da construção do amor-próprio, pois lembram que o valor não depende da perfeição, mas da coragem de permanecer inteiro mesmo quando o coração treme.
BIBLIOGRAFIA
-
Brown, Brené – Daring Greatly, 2012.
-
Linehan, Marsha – Cognitive Behavioral Treatment of Borderline Personality Disorder, 1993.
-
Harris, Russ – The Happiness Trap, 2007.
-
Rogers, Carl – A Way of Being, 1980.
-
Yancey, Philip – Where Is God When It Hurts?, 1977.
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(Estrofe 1)
Eu respiro o instante, aceito o que agora vem,
a vida pulsa livre no silêncio que me tem;
o presente me abraça com ternura verdadeira,
e meu amor por mim floresce em luz inteira.
(Estrofe 2)
No passo que hoje piso, encontro minha direção,
não carrego velhas sombras nem temor de escuridão;
no agora me percebo forte, vivo e consciente,
e descubro que me amar é dom resplandecente.
(Estrofe 3)
Não espero outro tempo para me reconhecer,
o amor que tenho em mim já começa a florescer;
na simplicidade do minuto encontro meu valor,
e o presente me cobre de afeto e calor.
(Refrão)
Eu me amo no que vivo agora,
sou templo, vida que não demora;
abraço o instante com alma plena,
o presente cura qualquer pena.
(Estrofe 4)
Deixo que cada sopro me ensine a ser inteiro,
vivo o hoje como dádiva, passo verdadeiro;
não me prendo ao passado, nem ao futuro incerto,
pois meu amor presente me mantém desperto.
(Estrofe 5)
O agora me revela caminhos que não vi,
paisagens escondidas despertam dentro de mim;
quando acolho o instante sem exigir explicação,
meu amor próprio cresce em tranquila expansão.
(Estrofe 6)
Vejo a beleza viva do momento que respiro,
a paz que nasce agora é o rumo que prefiro;
no encontro com o presente eu me liberto e vejo,
que amar-me neste instante é meu maior desejo.
(Refrão)
Eu me amo no que vivo agora,
sou templo, vida que não demora;
abraço o instante com alma plena,
o presente cura qualquer pena.
(Estrofe 7)
Num átimo percebo que o presente é meu altar,
e nele encontro força para continuar;
vivendo o hoje com coragem e atenção,
construo um amor sólido dentro do meu coração.
(Estrofe 8)
Se o dia vem turbulento, se o clima perde cor,
o agora ainda é casa e ainda me dá calor;
é nele que me firmo, com fé que não se apaga,
e o amor que tenho em mim é chama que sempre embala.
(Ponte)
Quantas vezes me esqueci tentando agradar alguém,
buscando em outras vidas o cuidado que me convém;
abandonei meu tempo para seguir ilusões,
e deixei meu próprio amor perdido em distrações.
(Refrão)
Eu me amo no que vivo agora,
sou templo, vida que não demora;
abraço o instante com alma plena,
o presente cura qualquer pena.
(Refrão Final)
Agora eu me amo sem qualquer condição,
na calma ou na tormenta, escuto meu coração;
o presente me sustenta, firme, essencial,
e amar-me em todo instante é meu gesto imortal.
(2) EXPLICAÇÃO DO TEMA
VIVER O PRESENTE COMO LUGAR DE AMOR
Amar-se no presente é reconhecer a sacralidade do instante, entendendo que a vida não acontece no ontem nem no amanhã, mas no agora. A psicologia contemporânea — especialmente a abordagem da Mindfulness (Kabat-Zinn, 1994) — reforça a importância da atenção plena para reduzir a ansiedade, diminuir a autocrítica e fortalecer a percepção de valor pessoal. Quando o indivíduo se ancora no presente, ele encontra um espaço interno onde pode se acolher, se perdoar e se reconstruir sem as distorções criadas por expectativas irreais ou memórias dolorosas. Na prática clínica, é comum observar como o apego ao passado e o medo do futuro fragmentam o amor-próprio, criando ciclos de comparação, culpa e exigência. O agora, porém, é um solo fértil onde o sujeito pode exercer a autocompaixão, reconstituindo sua identidade a partir de um lugar de paz. O poema traduz essa experiência ao afirmar que o presente é um “templo”, evocando a metáfora bíblica do corpo como morada do Espírito (1 Coríntios 6:19), e, portanto, digno de cuidado e reverência.
A TEOLOGIA DO TEMPO PRESENTE E O AMOR A SI MESMO
Do ponto de vista bíblico e espiritual, amar-se no presente é também um exercício de fé e sabedoria. Jesus ensina: “A cada dia basta o seu próprio mal” (Mateus 6:34), reafirmando que o cuidado com o momento presente é uma postura espiritual saudável e necessária. Quando alguém vive no agora, não carrega pesos que não são seus, e isso abre espaço para reconhecer o amor de Deus refletido dentro de si. Teólogos como Paul Tillich apontam que a aceitação de si é uma forma profunda de coragem existencial, porque envolve reconhecer a própria limitação sem negar a própria dignidade. Ao mesmo tempo, autores como Eckhart Tolle argumentam que o presente é o único lugar onde existe liberdade real, pois é no agora que se decide amar, renunciar ao sofrimento e se reconciliar com a vida. O poema traduz essas ideias mostrando que quando abandonamos a busca por validações externas — pessoas, status, conquistas — encontramos o amor que nunca deveria ter sido deixado de lado: o nosso. Viver o presente é, portanto, viver em verdade.
BIBLIOGRAFIA
-
Kabat-Zinn, Jon. Wherever You Go, There You Are. 1994.
-
Tolle, Eckhart. The Power of Now. 1997.
-
Tillich, Paul. The Courage to Be. 1952.
-
Brown, Brené. The Gifts of Imperfection. 2010.
-
Nouwen, Henri. The Inner Voice of Love. 1996.
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(1) POEMA
(Estrofe 1)
Carrego minhas marcas como luz que me refaz,
as dores que enfrentei deixaram passos de paz;
cada queda antiga agora brilha no meu chão,
e o amor que tenho em mim sustenta minha evolução.
(Estrofe 2)
As renúncias que fiz são vitórias invisíveis,
gestos silenciosos, escolhas tão possíveis;
o que deixei pra trás moldou o que sou por dentro,
e hoje me celebro com sincero encantamento.
(Estrofe 3)
Minhas cicatrizes cantam o que já superei,
histórias lapidadas no fogo que atravessei;
sou prova viva de que a dor pode florescer,
e o amor que guardo em mim me ensina a renascer.
(Refrão)
Eu me amo no que já superei,
sou força antiga que nunca neguei;
cicatriz que pulsa, coragem que vem,
vivo o milagre de vencer o que me contém.
(Estrofe 4)
Os medos que enfrentei já não me comandam mais,
hoje sou mais livre, firme nos meus ideais;
nas batalhas internas descobri meu valor,
e o amor que tenho em mim hoje é meu maior vigor.
(Estrofe 5)
Passos tímidos que dei se tornaram direção,
o que antes parecia fim virou libertação;
superar não foi corrida, mas processo devagar,
onde aprendi comigo mesmo a caminhar.
(Estrofe 6)
Hoje abraço cada luta que me fez crescer,
sou fruto de coragem que aprendi a reconhecer;
em cada dor vencida, encontrei uma lição,
e o amor que mora em mim venceu qualquer prisão.
(Refrão)
Eu me amo no que já superei,
sou força antiga que nunca neguei;
cicatriz que pulsa, coragem que vem,
vivo o milagre de vencer o que me contém.
(Estrofe 7)
Sou feito de memórias que hoje brilham em mim,
não mais como feridas, mas como um novo jardim;
flores nascem onde antes só havia escuridão,
e agora meu amor próprio é plena germinação.
(Estrofe 8)
Tudo o que atravessei me ensinou a persistir,
o que um dia me feriu hoje me ajuda a sorrir;
minhas vitórias ocultas me tornaram maior,
e amar o que superei me devolveu meu melhor.
(Ponte)
Mas tantas vezes esqueci de me amar de verdade,
buscando em outros braços uma falsa liberdade;
me perdi em ilusões, tentando me preencher,
e deixei meu coração no vazio se perder.
(Refrão)
Eu me amo no que já superei,
sou força antiga que nunca neguei;
cicatriz que pulsa, coragem que vem,
vivo o milagre de vencer o que me contém.
(Refrão Final)
Agora eu me amo em qualquer condição,
na dor ou na festa, escuto meu coração;
o que superei me guia sem hesitação,
e amar-me sempre é minha libertação.
(2) EXPLICAÇÃO DO TEMA
A VITÓRIA SILENCIOSA COMO EXPRESSÃO DE AMOR-PRÓPRIO
Amar-se pelo que já se superou é reconhecer que o crescimento humano muitas vezes se constrói nos bastidores, onde ninguém vê, a partir de batalhas íntimas que moldam a identidade. A psicologia do desenvolvimento moral, especialmente em Erik Erikson, demonstra como cada etapa da vida envolve crises internas cujo enfrentamento gera amadurecimento e fortalecimento do eu. Superar não é apagar o passado, mas ressignificá-lo — conceito amplamente trabalhado por Viktor Frankl ao defender que o sofrimento ganha sentido quando transformado em propósito. Na prática, pequenas renúncias, limitações vencidas, hábitos quebrados e decisões firmes geram autonomia emocional, alimentando um amor-próprio que não depende de validação externa. No poema, cada cicatriz representa um marco simbólico de crescimento, ecoando autores como Brené Brown, que descreve a vulnerabilidade assumida como fonte de coragem, e não de fraqueza. Essas vitórias silenciosas se tornam pilares internos que consolidam autoestima, resiliência e identidade.
A PERSPECTIVA BÍBLICA DO QUE SE SUPERA
Na Bíblia, superar não é apenas vencer adversidades externas, mas transformar a própria consciência à luz da fé. José, por exemplo, ao reinterpretar sua história dolorosa, afirma: “Vocês intentaram o mal contra mim, mas Deus o tornou em bem” (Gênesis 50:20), ilustrando a ideia de ressignificação como caminho espiritual. Paulo também reconhece o valor das cicatrizes ao declarar: “Quando sou fraco, então é que sou forte” (2 Coríntios 12:10), posicionando a vulnerabilidade como um espaço de revelação divina. Assim, celebrar o que já se superou não é enaltecer a dor, mas honrar o processo de lapidação — tal como o ouro, que só revela seu brilho após passar pelo fogo. Essa metáfora é trabalhada teologicamente por autores como Henri Nouwen, que compreende a dor transformada como lugar de intimidade com Deus. O poema traduz essa visão ao mostrar que amar o que já foi superado é reconhecer a graça presente na caminhada e a coragem de seguir adiante. Dessa forma, a superação torna-se um testemunho pessoal e espiritual de amadurecimento e amor-próprio profundo.
BIBLIOGRAFIA
-
Frankl, Viktor. Man’s Search for Meaning. 1946.
-
Brown, Brené. Rising Strong. 2015.
-
Erikson, Erik. Identity: Youth and Crisis. 1968.
-
Nouwen, Henri. The Wounded Healer. 1972.
-
Lewis, C. S. The Problem of Pain. 1940.
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(Estrofe 1)
Aceito o não saber como parte do meu crescer,
há segredos que o tempo insiste em esconder;
no silêncio do hoje deixo a alma repousar,
pois o amor por mim não depende de explicar.
(Estrofe 2)
Há caminhos que trilho sem total compreensão,
mas sigo com ternura, guiado pela intuição;
nem tudo se revela no instante em que se vê,
e amar-me no enigma também fortalece o meu ser.
(Estrofe 3)
No que não entendo encontro espaço pra confiar,
é o terreno fértil onde escolho me escutar;
mistérios são gestos da vida me ensinando a esperar,
e eu me amo, mesmo sem tudo decifrar.
(Refrão)
Eu me amo no que ainda não entendo,
na dúvida calma que vai me envolvendo;
cada incerteza é chance de crescer,
e o tempo revela o que preciso saber.
(Estrofe 4)
Aprendo que a pressa só tranca o coração,
e que respostas tardias têm sua razão;
o amor que cultivo dentro de mim
não exige clareza para existir assim.
(Estrofe 5)
Abraço perguntas que não querem se explicar,
há beleza discreta no que não posso controlar;
sou jardim de segredos florescendo devagar,
e me amo até no que não sei nomear.
(Estrofe 6)
Nem todo enigma pede solução imediata,
às vezes o sentido vem em forma delicada;
e no intervalo entre o não saber e o ser,
eu descubro que me amar é também me acolher.
(Refrão)
Eu me amo no que ainda não entendo,
na dúvida calma que vai me envolvendo;
cada incerteza é chance de crescer,
e o tempo revela o que preciso saber.
(Estrofe 7)
O futuro guarda notas que um dia ouvirei,
hoje apenas sinto o ritmo que abracei;
quando aceito o mistério como parte de mim,
sou mais inteiro, mais leve, mais enfim.
(Estrofe 8)
Os véus do desconhecido não me causam mais temor,
aprendi que o incerto também é professor;
e nesse abraço manso entre o duvidar e o crer,
eu me amo por inteiro, e escolho florescer.
(Ponte)
Mas tantas vezes deixei de me amar por me perder,
buscando em outros olhos aquilo que era meu ser;
corri atrás de respostas que só me desviaram,
e esqueci que alguns vazios apenas esperam.
(Refrão)
Eu me amo no que ainda não entendo,
na dúvida calma que vai me envolvendo;
cada incerteza é chance de crescer,
e o tempo revela o que preciso saber.
(Refrão Final)
Agora me amo em qualquer condição,
no claro, no escuro, no som ou no não;
seja o mistério suave ou denso no ar,
eu me amo sempre, disposto a me abraçar.
(2) EXPLICAÇÃO DO TEMA
ACEITAR O MISTÉRIO COMO PARTE DO AMOR-PRÓPRIO
Amar-se no que ainda não se entende é uma expressão avançada de maturidade emocional e espiritual, pois exige abandonar a ilusão de controle absoluto. A psicologia da incerteza, estudada por autores como Rollo May e Carl Rogers, mostra que grande parte do sofrimento humano nasce da tentativa de antecipar e controlar aquilo que ainda não tem forma definida. O verdadeiro crescimento interior ocorre quando o indivíduo desenvolve tolerância ao desconhecido, aprendendo a confiar em sua capacidade de se adaptar ao que virá. Assim, o poema apresenta as incertezas como espaços férteis, nos quais o amor-próprio surge não pela resolução dos enigmas, mas pela serenidade em aceitá-los. Tal postura se aproxima da “mente aberta ao processo”, defendida por Rogers, na qual o sujeito se ama até mesmo nas zonas nebulosas da vida, sem necessidade de respostas imediatas. O poema, portanto, valoriza a confiança, a paciência e a delicadeza de permitir que o tempo revele significados, sem ansiedade e sem autocrítica.
A PERSPECTIVA BÍBLICA SOBRE O NÃO ENTENDER
Biblicamente, aceitar o mistério é um dos pilares da fé madura. Paulo afirmou: “Agora vemos como em espelho, de forma obscura” (1 Coríntios 13:12), indicando que a incompletude do entendimento faz parte da condição humana. Jó, mesmo diante do sofrimento inexplicável, descobre que a verdadeira sabedoria não está em exigir explicações de Deus, mas em confiar no Seu caráter. Jesus, em várias parábolas, convidava os ouvintes a acolher mistérios que só se tornariam claros no tempo certo — como a semente crescendo “sem que o lavrador saiba como” (Marcos 4:27). A maturidade espiritual, portanto, inclui reconhecer que há processos que acontecem no invisível antes de aparecerem no visível. O poema ecoa essa visão ao mostrar que o amor-próprio verdadeiro não depende de respostas, mas de presença: estar consigo mesmo enquanto a vida ainda está se revelando. Assim, amar-se no que não se entende é assumir uma postura de fé, serenidade e confiança no processo divino e humano que molda cada pessoa ao longo da caminhada.
BIBLIOGRAFIA
-
Rogers, Carl. On Becoming a Person. 1961.
-
May, Rollo. The Courage to Create. 1975.
-
Nouwen, Henri. Reaching Out. 1975.
-
Peterson, Eugene. A Long Obedience in the Same Direction. 1980.
-
Yancey, Philip. Where Is God When It Hurts? 1977.
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teologia, direito, psicologia, jornalismo (serviço social)
(1) POEMA
(Estrofe 1)
O carinho que chega acende meu coração,
revela minha essência em plena expansão;
cada gesto de afeto que me é oferecido
me mostra o valor que sempre foi meu sentido.
(Estrofe 2)
A gratidão floresce como flor que não murcha,
e o amor recebido transforma minha marcha;
quando alguém me ama, aprendo a me perceber,
e reconhecer minha própria luz a crescer.
(Estrofe 3)
Não é dependência, mas ponte de ligação,
o outro me reflete em doce contemplação;
no abraço sincero, na palavra que acalenta,
encontro amor que em mim também se apresenta.
(Refrão)
Eu me amo por quem me ama,
agradeço a vida que me chama;
o afeto alheio me mostra quem sou,
e em cada gesto de amor, mais me valorizo eu.
(Estrofe 4)
Receber é arte que me ensina a humildade,
cada sorriso que chega revela a verdade;
não busco méritos, mas acolho o bem,
e meu amor-próprio cresce também.
(Estrofe 5)
Quando alguém acredita em mim sem julgamento,
sinto meu valor vibrar em contentamento;
o reconhecimento externo toca o interno,
e o amor que recebo torna-me eterno.
(Estrofe 6)
A vida me presenteia com mãos estendidas,
e a reciprocidade enche minhas avenidas;
no calor do afeto, meu ser se reflete,
e percebo que amar-me é aceitar quem me afeta.
(Refrão)
Eu me amo por quem me ama,
agradeço a vida que me chama;
o afeto alheio me mostra quem sou,
e em cada gesto de amor, mais me valorizo eu.
(Estrofe 7)
Não há preço nem força que explique o receber,
cada demonstração de cuidado me faz crescer;
e ao acolher o outro, recebo de volta a verdade,
aprendendo a amar-me em sua totalidade.
(Estrofe 8)
Meu coração se abre com gratidão constante,
e o amor que recebo torna-me mais confiante;
não é só sobre mim, é sobre a dança da vida,
e nesse fluxo, minha alma é fortalecida.
(Ponte)
Quantas vezes busquei amar antes de me olhar,
procurando nos outros o que deviam me dar;
ignorei o valor que sempre habitou em mim,
e me perdi em gestos que não faziam sentido, enfim.
(Refrão)
Eu me amo por quem me ama,
agradeço a vida que me chama;
o afeto alheio me mostra quem sou,
e em cada gesto de amor, mais me valorizo eu.
(Refrão Final)
Agora eu me amo em qualquer circunstância,
no abraço recebido ou na dor da distância;
a gratidão pelo amor fortalece meu interior,
e amar-me é reconhecer meu próprio valor.
(2) EXPLICAÇÃO DO TEMA
O AMOR RECEBIDO COMO ESPAÇO DE AUTOACEITAÇÃO
Amar-se pelo amor que se recebe não significa depender do outro para existir, mas reconhecer que o afeto e a atenção alheia ampliam a percepção do próprio valor. A psicologia humanista, especialmente nas ideias de Carl Rogers, mostra que a aceitação incondicional recebida — seja de pessoas próximas ou do ambiente — favorece a autopercepção positiva e fortalece a autoestima. Cada gesto de reconhecimento, seja verbal, gestual ou simbólico, reflete de volta a própria dignidade e auxilia no crescimento interno. É nesse espelho que o indivíduo aprende a se acolher, compreender suas virtudes e aceitar suas limitações, transformando o amor recebido em combustível para o amor-próprio. O poema traduz essa dinâmica, ressaltando que agradecer pelo cuidado alheio é, simultaneamente, amar-se, fortalecendo a consciência de que o valor próprio não é isolado, mas se manifesta em relação aos outros.
A PERSPECTIVA BÍBLICA SOBRE GRATIDÃO E AMOR RECÍPROCO
Biblicamente, o amor recebido é também chamado de bênção que revela a presença de Deus na vida. A Epístola de João (1 João 4:11-12) afirma que o amor entre irmãos é reflexo do amor divino e nos ensina a reconhecer e acolher o valor do outro e de nós mesmos. Além disso, a prática de gratidão, conforme Paulo recomenda em 1 Tessalonicenses 5:18, é uma forma de fortalecer a alma e a autoaceitação. O ato de agradecer pelos gestos de amor recebidos amplia a consciência de que cada pessoa é digna de afeto, cuidado e atenção. O poema demonstra que o amor que se recebe não é passivo, mas ativo, transformando quem o acolhe e despertando maior capacidade de amar a si mesmo, inclusive em situações em que a vida desafia ou fere. Dessa forma, a experiência de amor recebido se torna ferramenta espiritual e psicológica de fortalecimento do amor-próprio.
BIBLIOGRAFIA
-
Rogers, Carl. On Becoming a Person. 1961.
-
Brown, Brené. The Gifts of Imperfection. 2010.
-
Nouwen, Henri. Life of the Beloved. 1992.
-
Peterson, Eugene. A Long Obedience in the Same Direction. 1980.
-
Yancey, Philip. What’s So Amazing About Grace? 1997.
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Pr. Jônatas David Brandão Mota... pastorado4
teologia, direito, psicologia, jornalismo (serviço social)
(Estrofe 1)
Quando portas se fecham, sinto o frio do olhar,
mas aprendi a acolher meu próprio caminhar;
a rejeição não quebra o que habita em mim,
é apenas lição que ensina a seguir assim.
(Estrofe 2)
No silêncio do não, encontro minha verdade,
sou mais forte do que qualquer adversidade;
o que outros negam, não me tira a luz,
pois o amor-próprio floresce onde a dor conduz.
(Estrofe 3)
Cada recusa revela o que devo compreender,
quem não me aceita não decide meu ser;
aprendo a olhar para dentro com mais atenção,
e me amo mesmo na mais dura rejeição.
(Refrão)
Eu me amo por quem me rejeitou,
cada negativa me fez mais sólido e sóbrio;
o que me negaram não apaga meu valor,
sou mestre do meu próprio amor.
(Estrofe 4)
A rejeição é mestre que ensina a resistir,
a força interna é quem me faz prosseguir;
o coração que aceita sua própria chama,
não se apaga com o não de quem se engana.
(Estrofe 5)
Não é orgulho, mas consciência desperta,
que ninguém define minha essência encoberta;
aprender com a negação é crescer sem rancor,
e perceber que meu amor é superior.
(Estrofe 6)
A cada rejeição, encontro meu espaço,
o mundo não dita o ritmo do meu passo;
sou digno, inteiro, mesmo sem aprovação,
e meu amor por mim é minha proteção.
(Refrão)
Eu me amo por quem me rejeitou,
cada negativa me fez mais sólido e sóbrio;
o que me negaram não apaga meu valor,
sou mestre do meu próprio amor.
(Estrofe 7)
Em cada silêncio e cada recusa, aprendi,
a rejeição só fortalece quem se permiti;
e o amor por mim cresce sem hesitação,
na compreensão da própria aceitação.
(Estrofe 8)
Sou inteiro, mesmo onde não fui acolhido,
a dor transformada me torna mais erguido;
e na coragem de me amar, sigo em evolução,
vencendo a sombra com minha própria mão.
(Ponte)
Quantas vezes busquei aprovação para existir,
me perdi em olhares que não puderam me seguir;
e deixei de me amar por buscar em vão,
o que sempre esteve dentro do meu coração.
(Refrão)
Eu me amo por quem me rejeitou,
cada negativa me fez mais sólido e sóbrio;
o que me negaram não apaga meu valor,
sou mestre do meu próprio amor.
(Refrão Final)
Agora eu me amo em qualquer condição,
na aceitação ou na rejeição, sigo o coração;
mesmo ferido ou incompreendido, sigo a vibrar,
pois me amar é a força que me faz continuar.
(2) EXPLICAÇÃO DO TEMA
REJEIÇÃO COMO CAMPO DE AMOR-PRÓPRIO
Amar-se por quem nos rejeitou significa perceber que a negativa externa não determina o valor interno. Psicólogos como Brené Brown enfatizam que a vulnerabilidade e a exposição ao risco de rejeição são condições para o crescimento emocional. A rejeição, quando bem interpretada, torna-se mestre: ensina resiliência, fortalece limites e promove a compreensão de que o próprio valor não depende de aprovação alheia. Ao transformar o “não” em aprendizado, o indivíduo cria uma autoestima sólida, baseada na própria consciência e nas escolhas pessoais. O poema traduz essa dinâmica, mostrando que o amor-próprio se consolida na adversidade e que a rejeição pode ser transformada em impulso para a autossuperação.
PERSPECTIVA BÍBLICA SOBRE SUPERAR A REJEIÇÃO
Na Bíblia, a rejeição é um tema recorrente como forma de aprendizado e confiança em Deus. Jesus foi rejeitado em Nazaré (Lucas 4:16-30), mas manteve sua missão e consciência de valor e propósito. Paulo, também enfrentando exclusões e perseguições, reafirma que a aceitação divina não depende da aprovação humana (Romanos 8:31-39). Esses exemplos indicam que a rejeição humana não diminui a dignidade nem o amor que se deve a si mesmo; pelo contrário, revela a importância de ancorar a autoestima na própria essência e na fé. O poema reforça essa visão: ao amar-se mesmo diante de negações, o indivíduo transcende a dor e encontra liberdade emocional, fortalecendo seu vínculo consigo e com o divino.
BIBLIOGRAFIA
-
Brown, Brené. The Gifts of Imperfection. 2010.
-
Frankl, Viktor. Man’s Search for Meaning. 1946.
-
Rogers, Carl. On Becoming a Person. 1961.
-
Nouwen, Henri. Life of the Beloved. 1992.
-
Lewis, C. S. Mere Christianity. 1952.
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(Estrofe 1)
No silêncio encontro chão firme pra pisar,
a alma desacelera e aprende a respirar;
quando o ruído cessa dentro do meu ser,
escuto minha vida novamente florescer.
(Estrofe 2)
É no quieto profundo que me volto a mim,
sem máscaras, sem pressa, começo pelo fim;
o silêncio não cobra, apenas sabe esperar,
e nele aprendo, enfim, a comigo ficar.
(Estrofe 3)
Ali Deus não grita, apenas faz sinal,
um sussurro sereno, discreto e real;
no espaço sem palavras meu coração se refaz,
e o amor por mim cresce, simples e capaz.
(Refrão)
Eu me amo no silêncio que me abriga,
na voz suave que em mim respira;
quando tudo cala, eu sei quem sou,
no silêncio me amo, inteiro estou.
(Estrofe 4)
O silêncio me livra do olhar exterior,
não preciso aplausos pra reconhecer valor;
sem plateia, descubro o que é essencial,
e amar-me em segredo torna-se natural.
(Estrofe 5)
Há curas que só vêm quando paro de falar,
quando deixo a alma sozinha se explicar;
no intervalo mudo entre dor e oração,
me amo inteiro, sem negociação.
(Estrofe 6)
O silêncio ensina a não me abandonar,
a não fugir de mim, a permanecer no lugar;
nele acolho feridas sem pressa ou temor,
e faço do escutar um gesto de amor.
(Refrão)
Eu me amo no silêncio que me abriga,
na voz suave que em mim respira;
quando tudo cala, eu sei quem sou,
no silêncio me amo, inteiro estou.
(Estrofe 7)
Não é vazio o silêncio que escolho morar,
é presença profunda que sabe cuidar;
quanto menos eu digo, mais posso sentir,
e o amor-próprio aprende a persistir.
(Estrofe 8)
No silêncio não finjo, não preciso vencer,
sou apenas alguém disposto a ser;
e nessa nudez tranquila do coração,
me amo sem defesa, sem explicação.
(Ponte)
Quantas vezes me perdi tentando agradar,
falando demais pra não me escutar;
amei coisas, nomes, posições sem fim,
e esqueci do silêncio que cuidava de mim.
(Refrão)
Eu me amo no silêncio que me abriga,
na voz suave que em mim respira;
quando tudo cala, eu sei quem sou,
no silêncio me amo, inteiro estou.
(Refrão Final)
Hoje eu me amo em qualquer situação,
no barulho do mundo ou na solidão;
mas é no silêncio que reafirmo meu bem:
amar-me sempre, com tudo o que vem.
(2) EXPLICAÇÃO DO TEMA
O SILÊNCIO COMO ESPAÇO DE AUTOESCUTA E AMOR-PRÓPRIO
Amar-se no silêncio é reconhecer que o valor pessoal não depende da constante afirmação externa, mas da capacidade de permanecer consigo mesmo sem distrações. Na psicologia contemporânea, práticas de silêncio e atenção plena são associadas ao fortalecimento da autorregulação emocional e da consciência de si. Donald Winnicott, por exemplo, destaca a importância de “estar só na presença de si” como sinal de maturidade emocional. O silêncio, nesse sentido, não é ausência, mas ambiente fértil onde pensamentos se organizam, emoções se acomodam e o amor-próprio se fortalece. No poema, o silêncio aparece como espaço de acolhimento e não de fuga: um lugar onde a pessoa deixa de performar para existir. Assim, amar-se no silêncio é aprender a respeitar os próprios ritmos, limites e necessidades, desenvolvendo uma autoestima menos reativa e mais enraizada.
O SILÊNCIO NA EXPERIÊNCIA BÍBLICA E ESPIRITUAL
Biblicamente, o silêncio é frequentemente apresentado como lugar privilegiado do encontro com Deus. Elias não reconhece Deus no vento forte, no terremoto ou no fogo, mas na “voz mansa e delicada” (1 Reis 19:12), revelando que o divino se comunica no recolhimento. Jesus, repetidas vezes, retira-se para lugares solitários para orar (Marcos 1:35), demonstrando que o silêncio não é isolamento estéril, mas fonte de alinhamento interior. Os Salmos também associam silêncio e confiança: “Aquietai-vos e sabei que eu sou Deus” (Salmo 46:10). O poema dialoga com essa tradição ao mostrar que o silêncio não diminui o amor-próprio, mas o aprofunda, pois nele cessam as comparações, as cobranças e os ruídos que fragmentam o eu. Amar-se no silêncio, portanto, é um ato espiritual e humano de reconciliação consigo mesmo e com Deus.
BIBLIOGRAFIA
-
Nouwen, Henri. The Way of the Heart. 1981.
-
Winnicott, Donald. The Capacity to Be Alone. 1958.
-
Keating, Thomas. Open Mind, Open Heart. 1986.
-
Peterson, Eugene. Answering God. 1989.
-
Merton, Thomas. New Seeds of Contemplation. 1961.
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(Estrofe 1)
Quando toco a terra, algo em mim se reconhece,
sou pó que respira, sou vida que floresce;
na pele do mundo descubro minha mão,
criatura viva da mesma criação.
(Estrofe 2)
O vento que passa também passa em mim,
há um ritmo antigo que não tem fim;
ao ver o céu amplo, aprendo a confiar,
sou parte do todo que insiste em pulsar.
(Estrofe 3)
Na água que corre sem pedir razão,
aprendo a leveza da continuação;
se a natureza existe sem se explicar,
eu me amo também sem me justificar.
(Refrão)
Eu me amo ao tocar a criação,
sou parte do sopro, da terra e do pão;
se Deus se revela no mundo que é,
amar-me é dizer: eu pertenço à fé.
(Estrofe 4)
As árvores firmes me ensinam a ser,
raízes profundas, paciência em crescer;
não correm por frutos, confiam no chão,
e eu me amo ao aprender essa lição.
(Estrofe 5)
No canto discreto de um pássaro comum,
descubro valor no que não faz nenhum boom;
a vida me mostra, sem pedir louvor,
que existir já é sinal de amor.
(Estrofe 6)
Montanhas não gritam, oceanos não fingem,
apenas existem, e nisso me atingem;
se a criação é aceita como é,
eu me amo também no que ainda não sei.
(Refrão)
Eu me amo ao tocar a criação,
sou parte do sopro, da terra e do pão;
se Deus se revela no mundo que é,
amar-me é dizer: eu pertenço à fé.
(Estrofe 7)
O sol não escolhe a quem iluminar,
aprendo com ele a não me negar;
se a luz me alcança sem condição,
eu me amo também sem negociação.
(Estrofe 8)
Na noite estrelada percebo, enfim,
que o universo não gira só em mim;
sou pequeno, e nisso encontro razão
pra amar-me inteiro, parte da criação.
(Ponte)
Quantas vezes deixei de me reconhecer,
tentando ser algo que não era meu ser;
amei títulos, coisas, lugares sem chão,
e esqueci que já era criação.
(Refrão)
Eu me amo ao tocar a criação,
sou parte do sopro, da terra e do pão;
se Deus se revela no mundo que é,
amar-me é dizer: eu pertenço à fé.
(Refrão Final)
Hoje eu me amo em qualquer condição,
no caos humano ou na contemplação;
se sou pó, sopro, limite ou canção,
amo-me vivo, parte da criação.
(2) EXPLICAÇÃO DO TEMA
A NATUREZA COMO ESPELHO DO AMOR-PRÓPRIO
Amar-se ao tocar a criação é reconhecer que a identidade humana não está separada do mundo natural, mas profundamente integrada a ele. A psicologia ambiental demonstra que o contato com a natureza favorece autorregulação emocional, redução da ansiedade e fortalecimento do senso de pertencimento. Autores como Erich Fromm apontam que a reconexão com a vida natural combate a alienação moderna, que separa o ser humano de si mesmo e do mundo. Ao contemplar a criação, o indivíduo se percebe parte de um sistema maior, aprendendo que valor não está apenas no desempenho, mas no simples existir. O poema trabalha essa percepção ao associar elementos naturais — terra, água, vento, árvores — a dimensões internas do amor-próprio, mostrando que, assim como a natureza não precisa se justificar para existir, o ser humano também não precisa. Amar-se, nesse contexto, é aceitar-se como parte viva de um todo que pulsa com sentido.
A VISÃO BÍBLICA DA CRIAÇÃO E DA IDENTIDADE HUMANA
Biblicamente, a criação é apresentada como revelação contínua de Deus e como espaço de reconhecimento do valor humano. O Salmo 19 afirma que “os céus proclamam a glória de Deus”, indicando que a natureza comunica verdades espirituais sem palavras. Em Gênesis, o ser humano é criado a partir do pó da terra e recebe o sopro divino, unindo matéria e transcendência em sua identidade. Jesus recorre frequentemente à natureza — sementes, aves, lírios — para ensinar sobre valor, cuidado e confiança, afirmando que a vida humana está profundamente ligada à ordem criada (Mateus 6:26–30). Assim, ao tocar a criação, o indivíduo não apenas contempla Deus, mas reconhece a si mesmo como parte dessa obra amada. O poema expressa essa teologia poética ao mostrar que amar-se é aceitar-se como criatura, limitada e bela, integrada à criação que Deus viu e declarou boa.
BIBLIOGRAFIA
-
Fromm, Erich. To Have or To Be? 1976.
-
Berry, Wendell. The Unsettling of America. 1977.
-
Boff, Leonardo. Ecologia: Grito da Terra, Grito dos Pobres. 1995.
-
Merton, Thomas. Conjectures of a Guilty Bystander. 1966.
-
Brueggemann, Walter. Theology of the Old Testament. 1997.
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(Estrofe 1)
Cada passo, cada queda, cada riso e dor,
forjou em mim uma história que sou;
não há perda que apague meu valor,
nem vitória que me faça maior.
(Estrofe 2)
Recordo caminhos que temi trilhar,
momentos de sombra que me fizeram olhar;
aprendi que tudo que vivi me conduz,
e que me amar é aceitar minha luz.
(Estrofe 3)
Os encontros e partidas, dores e festa,
me ensinaram a vida em sua orquestra;
cada capítulo, escrito com mão humana,
me molda, me guia, me fortalece e emana.
(Refrão)
Eu me amo na minha história,
em cada lembrança, em cada memória;
tudo que vivi, bom ou ruim,
construiu este eu que floresce em mim.
(Estrofe 4)
Erros que cometi não são vergonhas,
são degraus que escalo sem pressa;
o passado me ensina, o presente me abraça,
e cada lição me devolve minha graça.
(Estrofe 5)
Nas cicatrizes vejo que sobreviveu,
que a vida é arte que se teceu;
cada ferida cura quando me reconheço,
e o amor por mim cresce sem tropeço.
(Estrofe 6)
Momentos que fugiram como vento,
são lembranças que guardo com sentimento;
eles me fizeram quem sou hoje,
e me amar é honrar cada um desses nós.
(Refrão)
Eu me amo na minha história,
em cada lembrança, em cada memória;
tudo que vivi, bom ou ruim,
construiu este eu que floresce em mim.
(Estrofe 7)
Não há capítulo que eu precise negar,
cada um trouxe razão pra me amar;
o ontem me forma e o hoje me cria,
na minha história, encontro harmonia.
(Estrofe 8)
Cada instante, pequeno ou grandioso,
torna-me mais inteiro, mais valioso;
e assim sigo, conhecendo minha trajetória,
e me amo, inteiro, na minha história.
(Ponte)
Quantas vezes tentei amar só o que reluz,
esquecendo que meu valor não se reduz;
amei outras vidas, ideias ou situação,
e esqueci de honrar minha própria mão.
(Refrão)
Eu me amo na minha história,
em cada lembrança, em cada memória;
tudo que vivi, bom ou ruim,
construiu este eu que floresce em mim.
(Refrão Final)
Hoje eu me amo mesmo na dor ou alegria,
em cada instante, em toda sinfonia;
minha história é o meu altar e chão,
e me amar é celebrar minha própria canção.
(2) EXPLICAÇÃO DO TEMA
A HISTÓRIA PESSOAL COMO FUNDAMENTO DO AMOR-PRÓPRIO
Amar-se na própria história é reconhecer que cada experiência, positiva ou negativa, contribui para a construção do eu. A psicologia humanista, representada por Carl Rogers, enfatiza a importância da aceitação incondicional de si mesmo, incluindo erros e frustrações, como caminho para a autoestima genuína. Cada vivência, cada desafio enfrentado e cada conquista conquistada molda o caráter e amplia a capacidade de amar a si próprio. O poema expressa essa ideia ao celebrar tanto os momentos de dor quanto os de alegria, mostrando que o amor-próprio é cultivado na integração de toda a trajetória de vida.
REFERÊNCIAS BÍBLICAS E ESPIRITUAIS
A Bíblia reconhece o valor da história pessoal e das experiências de vida como instrumentos de crescimento. Romanos 8:28 enfatiza que “todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus”, indicando que até os desafios e sofrimentos têm função transformadora. Além disso, em Jó, a perseverança diante das adversidades demonstra que a história de sofrimento, quando refletida, fortalece o caráter e a fé (Jó 1–42). Amar-se na história própria, portanto, é integrar memória, aprendizado e experiência, reconhecendo a obra divina e humana que molda cada indivíduo, assim como o poema retrata, celebrando o valor de cada capítulo vivido.
BIBLIOGRAFIA
-
Rogers, Carl. On Becoming a Person. 1961.
-
Neff, Kristin. Self-Compassion: The Proven Power of Being Kind to Yourself. 2011.
-
Frankl, Viktor. Man’s Search for Meaning. 1946.
-
Brown, Brené. The Gifts of Imperfection. 2010.
-
Merton, Thomas. The Seven Storey Mountain. 1948.
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(Estrofe 1)
Minhas mãos sabem mais do que parecem saber,
guardam silêncio, esforço e intenção de viver;
quando tocam o mundo com zelo e atenção,
minha alma se imprime em cada ação.
(Estrofe 2)
Não é só tarefa, ofício ou função,
é presença inteira no gesto do chão;
o que faço com cuidado e verdade
revela quem sou, em plena realidade.
(Estrofe 3)
No simples, encontro sentido e valor,
no repetido, aprofundo o amor;
cada detalhe, ainda que invisível,
torna meu existir mais legível.
(Refrão)
Eu me amo no trabalho das mãos,
no suor sincero e nas intenções;
tudo o que faço com dedicação
é minha alma em manifestação.
(Estrofe 4)
Quando erro, aprendo a recomeçar,
minhas mãos não mentem ao tentar;
elas ensinam que amar-se é seguir
mesmo quando o cansaço quer me impedir.
(Estrofe 5)
Não busco aplauso nem validação,
há dignidade em cada construção;
o valor do que faço não está no olhar,
mas no cuidado ao executar.
(Estrofe 6)
Meu trabalho é oração em movimento,
é corpo e espírito no mesmo tempo;
ao produzir, também me refaço,
e no fazer, abraço meu espaço.
(Refrão)
Eu me amo no trabalho das mãos,
no suor sincero e nas intenções;
tudo o que faço com dedicação
é minha alma em manifestação.
(Estrofe 7)
Mesmo quando ninguém percebe o esforço,
sei que meu gesto não é disperso;
há verdade no que faço em silêncio,
e nisso cultivo pertencimento.
(Estrofe 8)
Assim aprendi a me reconhecer
no que produzo, sem me perder;
me amar é honrar cada ação,
pois nelas habita meu coração.
(Ponte)
Quantas vezes troquei meu próprio valor
por status, nomes, promessas sem amor;
trabalhei por aprovação e ilusão,
e esqueci de me amar na própria mão.
(Refrão)
Eu me amo no trabalho das mãos,
no suor sincero e nas intenções;
tudo o que faço com dedicação
é minha alma em manifestação.
(Refrão Final)
Hoje eu me amo em toda condição,
no êxito, no erro, na continuação;
seja leve ou pesado o chão,
eu me amo no fazer, em qualquer situação.
EXPLICAÇÃO DO TEMA
TRABALHO COMO EXPRESSÃO DO SER
Amar-se no trabalho das mãos é reconhecer que o fazer humano não é apenas meio de sobrevivência, mas expressão profunda da identidade. A psicologia do trabalho e a filosofia existencial apontam que o ser humano se constrói na ação consciente e significativa. Richard Sennett, por exemplo, destaca que o trabalho bem feito, realizado com cuidado e atenção, cria vínculo entre quem faz e o que é feito, gerando sentido e dignidade. No poema, o trabalho não aparece como exploração ou obrigação vazia, mas como extensão da alma, onde cada gesto, mesmo invisível aos outros, reafirma o valor pessoal de quem executa.
PERSPECTIVA BÍBLICA E ESPIRITUAL DO TRABALHO
Biblicamente, o trabalho precede a queda e nasce como vocação, não como castigo (Gênesis 2:15). O apóstolo Paulo reforça essa visão ao afirmar: “Tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração, como para o Senhor” (Colossenses 3:23). Jesus, antes de ensinar publicamente, trabalhou com as mãos, dignificando o labor cotidiano. Amar-se no trabalho, portanto, é alinhar ação, intenção e identidade, compreendendo que Deus se manifesta também no fazer simples, fiel e dedicado. O poema traduz essa espiritualidade prática, onde o amor-próprio se constrói no compromisso diário com aquilo que se faz.
BIBLIOGRAFIA
-
Sennett, Richard. The Craftsman. 2008.
-
Frankl, Viktor. Man’s Search for Meaning. 1946.
-
Weil, Simone. A Condição Operária. 1951.
-
Schumacher, E. F. Small Is Beautiful. 1973.
-
Nouwen, Henri J. M. In the Name of Jesus. 1989.
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(Estrofe 1)
Escolher é riscar o chão com o próprio passo,
assumir o risco, aceitar o compasso;
nem toda estrada prometeu proteção,
mas todas pediram decisão.
(Estrofe 2)
Houve escolhas duras, cheias de tensão,
feitas sem mapa, sem aprovação;
ainda assim, eram minhas, não alheias,
sementes lançadas em noites cheias.
(Estrofe 3)
Aprendi que não decidir também é optar,
e fugir do caminho é outra forma de andar;
o amor-próprio nasce quando assumo
que meu rumo não é consumo.
(Refrão)
Eu me amo nas minhas escolhas, sim,
no que começou e no que teve fim;
assumo meu caminho com responsabilidade,
e nisso encontro minha dignidade.
(Estrofe 4)
Nem tudo saiu como imaginei,
mas foi vivendo que me redesenhei;
cada escolha me revelou um limite
e também um novo convite.
(Estrofe 5)
Escolher foi perder para também ganhar,
foi dizer “não” para poder ficar;
quem ama a si não terceiriza
a própria vida que se realiza.
(Estrofe 6)
Hoje não peço absolvição ao passado,
ele foi mestre, ainda que pesado;
minhas escolhas me ensinaram a ser
inteiro no cair e no erguer.
(Refrão)
Eu me amo nas minhas escolhas, sim,
no que começou e no que teve fim;
assumo meu caminho com responsabilidade,
e nisso encontro minha dignidade.
(Estrofe 7)
Não me comparo com rotas alheias,
minha história não cabe em plateias;
o que escolhi moldou quem sou,
mesmo quando doeu e custou.
(Estrofe 8)
Hoje olho minhas decisões sem temor,
vejo nelas coragem, não só erro ou dor;
amar-me é sustentar com clareza
o que escolhi com consciência e firmeza.
(Ponte)
Quantas vezes deixei de me amar
por escolher agradar, aparentar, acumular;
segui status, promessas, ilusões,
e traí meu coração por validações.
(Refrão)
Eu me amo nas minhas escolhas, sim,
no que começou e no que teve fim;
assumo meu caminho com responsabilidade,
e nisso encontro minha dignidade.
(Refrão Final)
Agora eu me amo em qualquer situação,
na escolha certa ou na correção;
seja na luz ou na reconstrução,
eu me amo por escolher com o coração.
EXPLICAÇÃO DO TEMA
ESCOLHA, RESPONSABILIDADE E IDENTIDADE
Amar-se nas próprias escolhas é um passo essencial para a maturidade emocional e existencial. Na psicologia e na filosofia, especialmente no pensamento existencialista, escolher é assumir autoria da própria vida. Jean-Paul Sartre afirma que o ser humano está “condenado a ser livre”, ou seja, não escolher também é uma escolha, com consequências reais. O poema dialoga com essa ideia ao mostrar que o amor-próprio não nasce da perfeição das decisões, mas da coragem de assumi-las, aprender com elas e seguir adiante sem autoaniquilação. Exemplos cotidianos — como mudar de carreira, encerrar relações ou permanecer em caminhos difíceis por convicção — revelam que responsabilidade é mais libertadora do que a busca constante por aprovação externa.
DIMENSÃO BÍBLICA DAS ESCOLHAS E DO AMOR-PRÓPRIO
Na perspectiva bíblica, a escolha consciente é parte do chamado humano. Em Deuteronômio 30:19, Deus propõe: “Escolhe, pois, a vida”, reconhecendo a liberdade e a responsabilidade do ser humano. Jesus também convida à decisão pessoal ao dizer: “Se alguém quer vir após mim…” (Mateus 16:24), nunca impondo, mas chamando à consciência. Amar-se nas escolhas, portanto, não é exaltar o ego, mas respeitar a dignidade dada por Deus ao sujeito que decide, erra, aprende e amadurece. O poema justifica-se ao afirmar que o amor-próprio verdadeiro não se constrói na culpa eterna, mas na reconciliação com o próprio caminho, entendido como processo pedagógico e espiritual.
BIBLIOGRAFIA
-
Sartre, Jean-Paul. O Existencialismo é um Humanismo. 1946.
-
Frankl, Viktor. Em Busca de Sentido. 1946.
-
Bauman, Zygmunt. Vida Líquida. 2005.
-
Rogers, Carl. Tornar-se Pessoa. 1961.
-
Nouwen, Henri J. M. A Voz Interior do Amor. 1996.
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(Estrofe 1)
Parar não é falhar no movimento,
é ouvir o corpo pedir alento;
no ritmo lento do respirar
aprendo, enfim, a me respeitar.
(Estrofe 2)
Descansar é negar a tirania
da pressa vestida de valentia;
é dizer ao mundo, sem receio,
que não sou máquina, sou meio.
(Estrofe 3)
No descanso, retiro o peso do nome,
não sou o que produzo ou consome;
sou presença inteira, sem disfarce,
sou vida que em silêncio se refaz.
(Refrão)
Eu me amo quando descanso, sim,
não corro do agora nem de mim;
sou valioso além da produção,
meu descanso também é oração.
(Estrofe 4)
Há pausas que curam mais que ação,
há silêncio que é revelação;
quando paro, o caos se organiza,
a alma repousa e se humaniza.
(Estrofe 5)
Descansar é confiar no tempo,
é soltar o controle e o intento;
quem ama a si não se abandona
à exaustão que tudo aprisiona.
(Estrofe 6)
Aprendi que o excesso me trai,
promete vida, mas só extrai;
no descanso reencontro o centro
e volto a ser inteiro por dentro.
(Refrão)
Eu me amo quando descanso, sim,
não corro do agora nem de mim;
sou valioso além da produção,
meu descanso também é oração.
(Estrofe 7)
Descanso não é fuga do real,
é retorno ao essencial;
é cuidar do que sustenta o ser
antes que o cansaço venha a vencer.
(Estrofe 8)
Hoje honro o limite que me habita,
não forço a alma quando ela grita;
amar-me é saber quando parar
para melhor continuar.
(Ponte)
Quantas vezes deixei de me amar
tentando provar, competir, alcançar;
amei metas, aplausos, posições,
e negligenciei minhas próprias condições.
(Refrão)
Eu me amo quando descanso, sim,
não corro do agora nem de mim;
sou valioso além da produção,
meu descanso também é oração.
(Refrão Final)
Agora eu me amo em toda estação,
na força, no cansaço, na pausa e na ação;
seja no descanso ou na reconstrução,
eu me amo em qualquer condição.
EXPLICAÇÃO DO TEMA
DESCANSO COMO ATO DE AMOR-PRÓPRIO E RESISTÊNCIA
O descanso, em uma cultura marcada pela produtividade excessiva, tornou-se um gesto quase subversivo. Psicologicamente, ele é fundamental para a saúde emocional, prevenindo esgotamento, ansiedade e perda de sentido. Byung-Chul Han descreve a sociedade contemporânea como marcada pelo “cansaço”, onde o sujeito explora a si mesmo em nome do desempenho. O poema dialoga com essa crítica ao afirmar que descansar não é fracassar, mas reconhecer o próprio valor para além da utilidade. Exemplos simples — como respeitar o sono, fazer pausas conscientes ou simplesmente não preencher todo o tempo com obrigações — ilustram que o descanso restaura a identidade e reordena o caos interno.
DIMENSÃO ESPIRITUAL E BÍBLICA DO DESCANSO
Biblicamente, o descanso é um princípio divino, não humano. Em Gênesis 2:2-3, Deus descansa, não por cansaço, mas para santificar o tempo, ensinando que a vida não é apenas fazer, mas ser. O sábado (Shabat) surge como mandamento de cuidado com a alma, o corpo e a comunidade (Êxodo 20:8-11). Jesus reafirma essa lógica ao dizer: “O sábado foi feito por causa do homem” (Marcos 2:27) e ao convidar: “Vinde a mim… e eu vos aliviarei” (Mateus 11:28). O poema se justifica ao compreender o descanso como espiritualidade encarnada, um ato de fé que confia que a vida continua mesmo quando paramos, e que o amor-próprio floresce quando respeitamos nossos limites sagrados.
BIBLIOGRAFIA
-
Han, Byung-Chul. Sociedade do Cansaço. 2010.
-
Nouwen, Henri J. M. O Caminho do Coração. 1981.
-
Heschel, Abraham Joshua. O Sábado. 1951.
-
Frankl, Viktor. A Presença Ignorada de Deus. 1948.
-
Boff, Leonardo. Saber Cuidar. 1999.
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teologia, direito, psicologia, jornalismo (serviço social)
(Estrofe 1)
Quando ergo os olhos além do chão,
vejo cores que salvam a visão;
há beleza insistindo em brotar
e isso me ensina a me valorizar.
(Estrofe 2)
O mundo não é só dor ou ruído,
há bem escondido no não percebido;
quem aprende a ver com atenção
descobre sentido na criação.
(Estrofe 3)
Cada detalhe me chama ao real,
o simples também é essencial;
ao ver o belo fora de mim,
algo belo acorda em mim, enfim.
(Refrão)
Eu me amo ao olhar o mundo assim,
o bem que existe reflete em mim;
se a criação carrega valor,
eu também sou obra de amor.
(Estrofe 4)
Há bondade em gestos anônimos,
em risos breves, quase mínimos;
quando reconheço essa luz,
me reconecto ao que sou e fui.
(Estrofe 5)
O mundo me espelha sem julgar,
não exige que eu precise provar;
basta ver, sentir, contemplar
para minha dignidade lembrar.
(Estrofe 6)
Não nego a sombra nem a dor,
mas escolho ver além do temor;
o bem que resiste ao caos profundo
me ensina a amar a mim e ao mundo.
(Refrão)
Eu me amo ao olhar o mundo assim,
o bem que existe reflete em mim;
se a criação carrega valor,
eu também sou obra de amor.
(Estrofe 7)
Quando tudo parece pesado demais,
procuro o belo nos gestos banais;
o olhar treinado para agradecer
me devolve a vontade de ser.
(Estrofe 8)
Hoje sei: minha visão constrói,
o modo como olho também cuida e dói;
ver o mundo com mais ternura
me reconcilia com minha própria figura.
(Ponte)
Quantas vezes deixei de me amar
por querer possuir, competir, alcançar;
amei imagens, lugares, posições,
e esqueci de mim nas comparações.
(Refrão)
Eu me amo ao olhar o mundo assim,
o bem que existe reflete em mim;
se a criação carrega valor,
eu também sou obra de amor.
(Refrão Final)
Agora eu me amo em qualquer visão,
na beleza clara ou na contradição;
ao desejar amar sem condição,
eu me amo em toda situação.
EXPLICAÇÃO DO TEMA
O OLHAR QUE REVELA O VALOR INTERIOR
Amar-se ao olhar o mundo é compreender que a percepção não é neutra: ela revela tanto o objeto visto quanto o sujeito que vê. Psicologicamente, a forma como interpretamos a realidade influencia diretamente nossa autoestima e nosso senso de pertencimento. Estudos da psicologia positiva, como os de Martin Seligman, mostram que treinar o olhar para reconhecer o que é bom, belo e significativo amplia a saúde emocional. O poema nasce dessa lógica: ao reconhecer valor na criação, no cotidiano e nas pequenas manifestações de bondade, o sujeito reaprende a reconhecer valor em si mesmo. A contemplação deixa de ser fuga e se torna espelho, onde o mundo devolve ao observador sua dignidade esquecida.
FUNDAMENTO ESPIRITUAL E BÍBLICO DA CONTEMPLAÇÃO
Na tradição bíblica, olhar o mundo com reverência é um ato espiritual. O Salmo 19 afirma que “os céus proclamam a glória de Deus”, indicando que a criação é linguagem divina. Em Gênesis 1, após cada etapa da criação, Deus contempla e declara: “e viu Deus que era bom”, ensinando que ver o bem precede o descanso e o amor. Jesus reforça essa espiritualidade do olhar ao convidar seus discípulos a observarem os lírios do campo e as aves do céu (Mateus 6:26–28), não como distração, mas como aprendizado de valor e confiança. Assim, o poema se justifica ao afirmar que quem aprende a ver o mundo com gratidão e sensibilidade também aprende a amar a si mesmo, pois reconhece que faz parte da mesma obra boa e carregada de sentido.
BIBLIOGRAFIA
-
Seligman, Martin. Florescer. 2011.
-
Frankl, Viktor. Em Busca de Sentido. 1946.
-
Boff, Leonardo. A Águia e a Galinha. 1997.
-
Weil, Simone. A Gravidade e a Graça. 1947.
-
Heschel, Abraham Joshua. Deus em Busca do Homem. 1955.
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Pr. Jônatas David Brandão Mota... pastorado4
teologia, direito, psicologia, jornalismo (serviço social)
(Estrofe 1)
Quando ofereço cuidado sem cálculo,
algo em mim cresce, simples e íntegro;
amar não me esvazia nem me desfaz,
ao amar, descubro quem sou de verdade.
(Estrofe 2)
No encontro sincero, aprendo meu contorno,
o outro revela meu próprio retorno;
há em cada abraço um espelho discreto
onde reconheço meu afeto completo.
(Estrofe 3)
Não é troca, nem dívida emocional,
é fluxo vivo, livre e real;
quanto mais amo sem condição,
mais me encontro em expansão.
(Refrão)
Eu me amo ao amar os outros,
no transbordar dos encontros;
quanto mais dou, mais sou,
o amor me amplia, eu sei quem sou.
(Estrofe 4)
No ouvir atento, no tempo doado,
meu ser se alonga, não fica apertado;
amar ensina a respirar fundo
e a ocupar meu lugar no mundo.
(Estrofe 5)
Não perco limites ao me oferecer,
aprendo limites ao bem-querer;
o amor maduro não me consome,
ele me afirma, me sustém, me nomeia.
(Estrofe 6)
Há crescimento no gesto gentil,
no cuidado firme, porém sutil;
amar o outro sem me negar
é a forma mais íntegra de me amar.
(Refrão)
Eu me amo ao amar os outros,
no transbordar dos encontros;
quanto mais dou, mais sou,
o amor me amplia, eu sei quem sou.
(Estrofe 7)
Aprendi que amar não é se perder,
é escolher permanecer sendo eu;
na alteridade encontro direção
sem dissolver minha própria canção.
(Estrofe 8)
Hoje sei: o amor é caminho duplo,
vai e volta, inteiro e justo;
quando me dou com verdade e luz,
volto a mim mais inteiro do que fui.
(Ponte)
Quantas vezes deixei de me amar
por amar demais sem me escutar;
confundi entrega com anulação
e perdi de mim na dedicação.
(Refrão)
Eu me amo ao amar os outros,
no transbordar dos encontros;
quanto mais dou, mais sou,
o amor me amplia, eu sei quem sou.
(Refrão Final)
Agora eu me amo em toda situação,
amando sem culpa, sem negação;
ao desejar amar com equilíbrio e paz,
eu me amo mais, sempre mais.
EXPLICAÇÃO DO TEMA
AMAR O OUTRO SEM DESAPARECER DE SI
Amar os outros como expressão de amor-próprio é compreender que o amor saudável não anula a identidade, mas a expande. Psicologicamente, relações maduras são aquelas em que há diferenciação: o eu permanece inteiro mesmo no vínculo. Autores como Erich Fromm explicam que amar é um ato de potência, não de carência; quem ama a partir do vazio busca ser preenchido, enquanto quem ama a partir da inteireza compartilha o que é. O poema constrói essa ideia mostrando o amor como transbordamento consciente: quanto mais o sujeito ama sem se perder, mais ele se reconhece, se fortalece e se afirma.
FUNDAMENTO BÍBLICO DO AMOR QUE RETORNA AO EU
Biblicamente, o mandamento “amarás o teu próximo como a ti mesmo” (Mateus 22:39) pressupõe que o amor ao outro e o amor a si caminham juntos. Jesus não propõe autoabandono, mas medida: amar o outro com a mesma dignidade com que se ama a si. O apóstolo João afirma que “quem ama conhece a Deus” (1 João 4:7), indicando que o amor é caminho de revelação — inclusive de si mesmo. Assim, o poema se ancora numa espiritualidade relacional, onde amar o outro não é fuga do eu, mas aprofundamento do próprio ser, em equilíbrio, responsabilidade e liberdade interior.
BIBLIOGRAFIA
-
Fromm, Erich. A Arte de Amar. 1956.
-
Buber, Martin. Eu e Tu. 1923.
-
Nouwen, Henri J. M. A Voz Interior do Amor. 1996.
-
Rogers, Carl. Tornar-se Pessoa. 1961.
-
Levinas, Emmanuel. Totalidade e Infinito. 1961.
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(Estrofe 1)
Aprendi que dizer não também é cuidado,
um gesto firme, calmo e bem guardado;
meu limite não nasce da dureza,
nasce do zelo pela própria inteireza.
(Estrofe 2)
Há fronteiras que mantêm o chão seguro,
não isolam, apenas dão contorno ao futuro;
quem sabe até onde pode ir
aprende melhor onde deve florir.
(Estrofe 3)
Não preciso provar valor cedendo espaço,
nem me perder para manter um laço;
me amar é sustentar a posição
onde minha paz tem habitação.
(Refrão)
Eu me amo nos meus limites, sim,
eles me guardam, cuidam de mim;
não são muros, são direção,
protegem minha dignidade e coração.
(Estrofe 4)
Limite é palavra que organiza o afeto,
evita excessos, preserva o que é correto;
onde tudo invade, nada permanece,
mas onde há limite, o amor cresce.
(Estrofe 5)
Meu tempo é finito, minha força também,
reconhecer isso me faz ir além;
aceitar limites não é desistir,
é escolher com sabedoria onde investir.
(Estrofe 6)
Há respeito quando honro o que sou,
quando não forço o que já cansou;
me amar é ouvir o corpo e a voz
que pedem pausa, verdade e nós.
(Refrão)
Eu me amo nos meus limites, sim,
eles me guardam, cuidam de mim;
não são muros, são direção,
protegem minha dignidade e coração.
(Estrofe 7)
Não me diminuo ao me preservar,
aprendo a permanecer sem me quebrar;
o limite é linguagem do amor maduro
que prefere o real ao falso seguro.
(Estrofe 8)
Hoje sei onde começo e termino,
isso dá clareza ao meu caminho;
amar-me é manter esse lugar
onde posso existir sem me negar.
(Ponte)
Quantas vezes ultrapassei meu limite
para agradar, pertencer, ser aceito no convite;
amei demais esquecendo de mim,
e paguei caro por dizer sempre sim.
(Refrão)
Eu me amo nos meus limites, sim,
eles me guardam, cuidam de mim;
não são muros, são direção,
protegem minha dignidade e coração.
(Refrão Final)
Agora eu me amo em qualquer condição,
respeitando meu ritmo e extensão;
quando escolho me amar sem me ferir,
meus limites me ensinam a existir.
EXPLICAÇÃO DO TEMA
LIMITES COMO EXPRESSÃO DE AMOR-PRÓPRIO
Amar-se nos próprios limites é reconhecer que a dignidade humana exige fronteiras claras entre o que nutre e o que desgasta. Na psicologia, limites saudáveis são fundamentais para a construção da identidade, da autonomia e de relações equilibradas. Sem limites, o indivíduo se dilui no desejo do outro, vive em constante sobrecarga emocional e confunde amor com autoabandono. O poema afirma que limites não são negação do afeto, mas sua organização: eles preservam energia, tempo e saúde psíquica, permitindo que o amor seja oferecido a partir da inteireza, e não da exaustão.
VISÃO BÍBLICA E ESPIRITUAL DOS LIMITES
Biblicamente, o próprio Deus estabelece limites como ato criador e protetor: separa luz e trevas, terra e mar, trabalho e descanso (Gênesis 1–2). Jesus também viveu limites claros — retirava-se para orar, recusava demandas excessivas e não se explicava a todos (Marcos 1:35–38). O mandamento do descanso (Êxodo 20:8–11) revela que limite é graça, não castigo. Assim, o poema se fundamenta numa espiritualidade madura, onde dizer “até aqui” não é falta de amor, mas fidelidade à vida que Deus confiou a cada pessoa.
BIBLIOGRAFIA
-
Cloud, Henry; Townsend, John. Limites. 1992.
-
Brown, Brené. A Coragem de Ser Imperfeito. 2010.
-
Fromm, Erich. O Medo à Liberdade. 1941.
-
Rogers, Carl. Um Jeito de Ser. 1980.
-
Nouwen, Henri J. M. O Caminho do Coração. 1981.
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(Estrofe 1)
Desejar é sentir o sangue pulsar,
é admitir que a vida quer se mostrar;
não é falha, nem pecado escondido,
é ser inteiro, é estar vivo, é sentido.
(Estrofe 2)
Cada desejo guarda um sinal profundo,
do que quero e preciso neste mundo;
respeitar o impulso sem culpa ou medo
é reconhecer o coração que cedo.
(Estrofe 3)
Não me envergonho do que sinto querer,
pois tudo que sinto tem direito de ser;
os desejos são janelas da minha alma,
onde a luz do eu-próprio acalma.
(Refrão)
Eu me amo nos meus desejos, enfim,
eles revelam a vida dentro de mim;
não são erros, nem sombras do passado,
são sinais de que estou inteiro e acordado.
(Estrofe 4)
Desejo ser, crescer e me reinventar,
sinto no peito vontade de amar;
é ponte entre o interno e o externo,
um caminho que me torna mais terno.
(Estrofe 5)
Quando ignoro o que me move e aquece,
meu espírito perde, a vida esmorece;
aceitar o querer é celebrar a essência,
é dar ao corpo e à alma reverência.
(Estrofe 6)
Meu desejo é chama que não queima em vão,
é força vital que guia minha mão;
respeitá-lo é cuidar da minha humanidade,
é viver com plenitude e verdade.
(Refrão)
Eu me amo nos meus desejos, enfim,
eles revelam a vida dentro de mim;
não são erros, nem sombras do passado,
são sinais de que estou inteiro e acordado.
(Estrofe 7)
Há desejos sutis, outros bem claros,
todos me ensinam, mesmo os amargos;
aceitar meu impulso é não me negar,
é saber que posso existir e brilhar.
(Estrofe 8)
Desejar é entender que sou completo,
que cada anseio é divino e correto;
não me culpo, nem nego minha força,
e sigo em paz na trilha que escolho e reforça.
(Ponte)
Quantas vezes ignorei meu querer,
para agradar ou me fazer valer;
dei mais aos outros do que a mim mesmo,
e esqueci meu coração em silêncio.
(Refrão)
Eu me amo nos meus desejos, enfim,
eles revelam a vida dentro de mim;
não são erros, nem sombras do passado,
são sinais de que estou inteiro e acordado.
(Refrão Final)
Agora eu me amo em todo desejo meu,
em toda vontade que pulsa e se deu;
respeito o querer, celebro meu coração,
e vivo meu amor próprio em plena expansão.
EXPLICAÇÃO DO TEMA
DESEJOS COMO EXPRESSÃO DE AMOR-PRÓPRIO
Amar-se nos próprios desejos é reconhecer que as vontades humanas são sinais de vida e instrumentos de autoconhecimento. Na psicologia, a capacidade de identificar, aceitar e canalizar os desejos está ligada à saúde emocional, à autoestima e à maturidade afetiva. Ignorar ou reprimir o que se deseja pode levar a frustrações, ansiedade e desconexão consigo mesmo. O poema evidencia que desejos não são apenas impulsos superficiais; eles são janelas para o entendimento da própria essência, fortalecendo o amor-próprio e garantindo escolhas conscientes.
VISÃO BÍBLICA E ESPIRITUAL DOS DESEJOS
Biblicamente, desejar não é pecado, desde que alinhado com discernimento e respeito à própria dignidade e ao próximo. Salmos 37:4 afirma: “Deleita-te também no Senhor, e ele te concederá o que deseja o teu coração”, indicando que desejos bem direcionados são parte da vida harmoniosa com Deus. Além disso, os desejos podem revelar propósitos espirituais e caminhos de crescimento pessoal, sendo instrumentos de maturidade e manifestação da vida interior. Assim, o tema reforça a ideia de que reconhecer e amar os próprios desejos é ato de autocuidado, espiritualidade e humanidade plena.
BIBLIOGRAFIA
-
Cloud, Henry; Townsend, John. Limites. 1992.
-
Brown, Brené. A Coragem de Ser Imperfeito. 2010.
-
Fromm, Erich. A Arte de Amar. 1956.
-
Rogers, Carl. Um Jeito de Ser. 1980.
-
Nouwen, Henri J. M. Vida Espiritual e Desejo Humano. 1981.
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teologia, direito, psicologia, jornalismo (serviço social)
(ESTROFE 1)
Comecei sem mapas, só chão e vontade,
O passo era curto, mas cheio de verdade,
Cada manhã trazia poeira e lição,
Eu seguia inteiro, mesmo em contramão.
(ESTROFE 2)
Tropecei em pedras que eu mesmo deixei,
Caí nos silêncios que nunca expliquei,
Levantei devagar, sentindo o cansaço,
Mas nunca neguei o valor do meu passo.
(ESTROFE 3)
Houve dias de pressa, corridas sem fim,
Outros de espera, de ouvir dentro de mim,
Aprendi que parar também é avançar,
Que amar-se é saber quando descansar.
(REFRÃO)
Eu me amo na longa caminhada,
Na queda, na pausa, na estrada cruzada,
Cada passo prova quem sou de verdade,
Persisto, existo, sou digno de amar-me.
(ESTROFE 4)
Nem toda vitória vestiu medalhão,
Muitas vieram vestidas de não,
Mas cada “não” lapidou meu olhar,
Fez-me mais forte sem me endurecer por dentro.
(ESTROFE 5)
Caminhei sob sóis que queimavam a fé,
Sob chuvas que diziam: “desista, você não é”,
Mas segui com o pouco que eu podia levar,
A coragem simples de continuar.
(ESTROFE 6)
Aprendi que o tempo não corre em linha,
Ele dobra, ensina, machuca e alinha,
Quem caminha inteiro, mesmo em solidão,
Nunca perde o sentido da própria razão.
(REFRÃO)
Eu me amo na longa caminhada,
Na queda, na pausa, na estrada cruzada,
Cada passo prova quem sou de verdade,
Persisto, existo, sou digno de amar-me.
(ESTROFE 7)
Hoje olho o caminho com menos cobrança,
Carrego respeito no lugar da pressa,
Se ainda não cheguei, já sei quem eu sou,
Sou aquele que fica, mesmo quando dói.
(ESTROFE 8)
A jornada me fez mais humano e real,
Nem herói perfeito, nem erro fatal,
Sou história viva que aprende a ficar,
Sou amor que insiste em continuar.
(PONTE)
Houve tempos em que abandonei meu chão,
Para caber em sonhos que não eram meus, não,
Troquei meu valor por aplauso e ilusão,
E esqueci de me amar na própria direção.
(REFRÃO)
Eu me amo na longa caminhada,
Na queda, na pausa, na estrada cruzada,
Cada passo prova quem sou de verdade,
Persisto, existo, sou digno de amar-me.
(REFRÃO FINAL)
Hoje eu me amo em qualquer estação,
No riso aberto ou na contradição,
Se o dia é leve ou pesado demais,
Eu sigo comigo — e isso me basta em paz.
EXPLICAÇÃO DO TEMA
Amar-se na longa caminhada é reconhecer que a vida não se define por resultados imediatos, mas pela fidelidade ao processo. Na psicologia humanista, Carl Rogers afirma que o crescimento pessoal acontece quando o indivíduo aceita sua experiência como ela é, sem negar falhas ou idealizar perfeições. A jornada, com suas pausas e tropeços, funciona como uma escola silenciosa onde a identidade se constrói no ritmo possível. Um exemplo simples é o estudante que não conclui seus objetivos no tempo esperado, mas que amadurece emocionalmente ao persistir; ou o trabalhador que redefine o sucesso não pelo cargo, mas pela coerência entre valores e ações. A caminhada, assim, deixa de ser um fardo e se torna um testemunho de dignidade.
Biblicamente, a longa caminhada é um tema recorrente. O povo de Israel no deserto (Êxodo–Deuteronômio) não é definido apenas pela terra prometida, mas pelo percurso que molda caráter, fé e consciência coletiva. O apóstolo Paulo, em Filipenses 3:13–14, declara que não se apega ao que ficou para trás, mas prossegue para o alvo, reconhecendo o valor do processo. Jesus mesmo caminha longas distâncias com seus discípulos, ensinando no caminho (Lucas 24:13–35), mostrando que a revelação acontece enquanto se anda, não apenas ao chegar. Amar-se na longa caminhada, portanto, é um ato espiritual e psicológico: aceitar-se como alguém em formação contínua, digno de amor não apesar do caminho, mas por causa dele.
BIBLIOGRAFIA
Carl Rogers — Tornar-se Pessoa — 1961
Viktor Frankl — Em Busca de Sentido — 1946
Richard Sennett — A Corrosão do Caráter — 1998
Henri J.M. Nouwen — O Caminho do Coração — 1981
Eugene H. Peterson — Uma Longa Obediência na Mesma Direção — 1980
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(ESTROFE 1)
Na véspera santa em que a noite respira,
Recordo a centelha que em mim conspira,
Nada em mim nasceu do puro acaso,
Fui tocado por luz em cada passo.
(ESTROFE 2)
Há marcas suaves que não sei explicar,
Intuições calmas a me orientar,
Como mãos invisíveis no meu existir,
Ensinaram meu coração a seguir.
(ESTROFE 3)
Mesmo quando errei julgando ser sombra,
Algo em mim ardia e nunca se dobra,
Uma luz discreta, firme e fiel,
Sussurrando vida no chão mais cruel.
(REFRÃO)
Eu me amo na luz que recebi,
Nada sou sozinho, eu reconheci,
Sou fruto do toque do eterno em mim,
Essa luz me guia até o fim.
(ESTROFE 4)
Cada encontro trouxe um pouco de céu,
Cada perda também foi um véu,
Que ao rasgar-se ensinou meu olhar,
A ver Deus até quando tudo falhar.
(ESTROFE 5)
Não fui moldado só pelo que escolhi,
Mas também pelo amor que me escolheu a mim,
Entre quedas, silêncios e oração,
A luz fez morada no meu chão.
(ESTROFE 6)
Há sabedoria em tudo que ficou,
No que partiu e no que retornou,
Nada foi inútil no meu caminhar,
A luz soube em mim permanecer.
(REFRÃO)
Eu me amo na luz que recebi,
Nada sou sozinho, eu reconheci,
Sou fruto do toque do eterno em mim,
Essa luz me guia até o fim.
(ESTROFE 7)
Hoje celebro o que não posso medir,
A graça que insiste em me conduzir,
Não nego as sombras que já atravessei,
Mas sei pela luz que nunca caminhei só.
(ESTROFE 8)
Sou casa imperfeita, porém habitada,
Por uma presença mansa e sagrada,
E amar-me agora é gratidão,
Por essa luz que me fez direção.
(PONTE)
Houve noites em que apaguei meu brilho,
Para caber em desejos que não eram trilho,
Troquei minha luz por promessas vazias,
E esqueci que Deus já me conduzia.
(REFRÃO)
Eu me amo na luz que recebi,
Nada sou sozinho, eu reconheci,
Sou fruto do toque do eterno em mim,
Essa luz me guia até o fim.
(REFRÃO FINAL)
Hoje eu me amo em toda estação,
Se a luz é farol ou só clarão,
No dia bom ou na noite que cai,
Eu me amo na luz que nunca sai.
EXPLICAÇÃO DO TEMA
Amar-se na luz que se recebeu é reconhecer que a identidade humana não é construída apenas por esforço individual, mas também por dons, encontros, heranças simbólicas e experiências que nos precedem. Na psicologia existencial, Viktor Frankl aponta que o sentido da vida frequentemente se revela como algo descoberto, e não criado do zero; algo que nos chama e nos orienta. Assim como uma chama só existe porque alguém a acendeu, o ser humano também carrega em si influências conscientes e inconscientes — educadores, afetos, dores, culturas — que funcionam como luzes internas. Reconhecer essa luz não gera dependência, mas gratidão, pois permite que o sujeito deixe de se cobrar como origem absoluta de si mesmo e passe a se cuidar como alguém que recebeu algo precioso.
No campo bíblico, a luz é um símbolo central da ação divina na formação do ser. O prólogo do Evangelho de João afirma que “a verdadeira luz, que ilumina todo ser humano, estava vindo ao mundo” (Jo 1:9), indicando que ninguém caminha totalmente às cegas. O Natal, nesse sentido, não celebra apenas um nascimento histórico, mas a confirmação de que a luz visita a condição humana. Textos como Salmo 36:9 (“na tua luz vemos a luz”) e Provérbios 20:27 (“o espírito do homem é a lâmpada do Senhor”) reforçam que há uma sabedoria divina atuando dentro da própria consciência. Amar-se na luz recebida é, portanto, um ato espiritual profundo: acolher-se como alguém tocado pela graça, mesmo nas imperfeições, e permitir que essa luz seja critério de dignidade, não de culpa.
BIBLIOGRAFIA
Viktor Frankl — Em Busca de Sentido — 1946
Henri J.M. Nouwen — A Vida do Amado — 1992
Paul Tillich — A Coragem de Ser — 1952
Thomas Merton — Novas Sementes de Contemplação — 1961
Dietrich Bonhoeffer — O Custo do Discipulado — 1937
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teologia, direito, psicologia, jornalismo (serviço social)
(ESTROFE 1)
No dia em que a Vida vestiu carne e chão,
O eterno aceitou pulsar em coração,
Deus não falou longe, falou caminhando,
E eu aprendi a viver observando.
(ESTROFE 2)
Jesus não gritou dogmas ao vento do poder,
Sentou-se com gente que queria viver,
Sua verdade não pesa, esclarece o olhar,
Mostra o que é divino e o que é humano a acrescentar.
(ESTROFE 3)
Ao ver seu ensino sem medo ou véu,
Discerni o que nasce da terra e do céu,
E amar-me passou a ser consequência,
De saber-me filho da mesma presença.
(REFRÃO)
Eu amo Jesus, eu amo Deus,
E por isso me amo nos passos meus,
Sou filho da Luz que veio até mim,
Meu amor-próprio começa no Amor sem fim.
(ESTROFE 4)
Sua vida filtrou minhas crenças gastas,
Separou o trigo das normas nefastas,
Onde havia culpa, plantou compaixão,
Onde havia medo, soprou redenção.
(ESTROFE 5)
Não sigo um ídolo moldado em poder,
Sigo um Deus que escolheu conviver,
Que lavou pés, partilhou pão e dor,
E chamou de irmãos quem buscava valor.
(ESTROFE 6)
Quando entendo quem Ele revelou ser,
Aprendo também quem eu posso viver,
Não sou resto indigno nem erro tardio,
Sou filho amado, mesmo em desvio.
(REFRÃO)
Eu amo Jesus, eu amo Deus,
E por isso me amo nos passos meus,
Sou filho da Luz que veio até mim,
Meu amor-próprio começa no Amor sem fim.
(ESTROFE 7)
Não preciso provar santidade alguma,
A graça não nasce do peso da suma,
Ela me encontra cansado e real,
E me ensina a ser humano sem culpa moral.
(ESTROFE 8)
Celebrar sua vinda é também assumir,
Que posso em amor discernir e existir,
Jesus me revela o rosto do Pai,
E o valor que em mim nunca se desfaz.
(PONTE)
Quantas vezes neguei meu próprio valor,
Por buscar aceitação, status ou favor,
Confundi aprovação com salvação,
E me afastei da simples filiação.
(REFRÃO)
Eu amo Jesus, eu amo Deus,
E por isso me amo nos passos meus,
Sou filho da Luz que veio até mim,
Meu amor-próprio começa no Amor sem fim.
(REFRÃO FINAL)
Hoje eu me amo em qualquer estação,
Na fé serena ou na interrogação,
Se o dia sorri ou a noite me traz dor,
Eu me amo ancorado no divino Amor.
EXPLICAÇÃO DO TEMA
Amar-se a partir do amor a Jesus e a Deus é uma experiência que desloca o eixo do amor-próprio da performance para a filiação. Na psicologia humanista, Carl Rogers afirma que a pessoa floresce quando se sente aceita de maneira incondicional; no cristianismo, essa aceitação encontra seu símbolo máximo na encarnação. Em Jesus, Deus não estabelece um ideal inalcançável, mas compartilha a condição humana, revelando que a dignidade não nasce do mérito, e sim do vínculo. Assim como uma criança aprende seu valor pelo olhar de quem a ama, o ser humano aprende a amar-se quando reconhece que é visto, conhecido e acolhido por Deus antes de qualquer conquista moral, social ou religiosa.
Biblicamente, essa compreensão está no centro da mensagem cristã: “A todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus” (Jo 1:12). Jesus não apenas fala de Deus, Ele revela como Deus é — e, ao fazê-lo, desmonta acréscimos humanos marcados por medo, controle e culpa. Textos como Mateus 11:28–30 mostram um Cristo que chama ao descanso, não à autoanulação; e Romanos 8:15 reforça que não recebemos um espírito de escravidão, mas de adoção. Amar-se, nesse contexto, não é narcisismo, mas coerência espiritual: se Deus ama, acolhe e chama de filho, rejeitar-se seria negar a própria verdade revelada na vida, no ensino e no exemplo de Jesus.
BIBLIOGRAFIA
Karl Barth — Dogmática Eclesiástica, Vol. I/2 — 1938
Dietrich Bonhoeffer — Cristologia — 1966
Henri J.M. Nouwen — O Retorno do Filho Pródigo — 1992
James D.G. Dunn — Jesus Remembered — 2003
Leonardo Boff — Jesus Cristo Libertador — 1972
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Pr. Jônatas David Brandão Mota... pastorado4
teologia, direito, psicologia, jornalismo (serviço social)
(ESTROFE 1)
O que doeu não some, se transforma em chão,
Ferida antiga vira nova direção,
A dor me ensinou a escutar meu interior,
E a cura nasceu quando me tratei com amor.
(ESTROFE 2)
Cada cicatriz guarda um saber calado,
Não é vergonha o que foi atravessado,
O tempo não apaga, ele ensina a ver,
Que sobreviver já é forma de crescer.
(ESTROFE 3)
Curar não é correr do que me aconteceu,
É ficar inteiro onde a vida me feriu,
Ao tocar a dor sem fugir do sentir,
Aprendi que amar-me é também insistir.
(REFRÃO)
Eu me amo na minha cura, sem negar o que fui,
Toda ferida cuidada em mim evolui,
O que já sangrou hoje me faz compreender:
Curar-se é amar-se e continuar a viver.
(ESTROFE 4)
Não exijo pressa do meu coração,
Cura não obedece a ordem nem razão,
Ela vem em passos discretos e reais,
Como luz suave atravessando vitrais.
(ESTROFE 5)
O que me partiu não venceu minha voz,
Aprendi a falar comigo sem algoz,
Quando parei de lutar contra quem sou,
A restauração em silêncio começou.
(ESTROFE 6)
Há sabedoria onde antes havia medo,
Há maturidade no que foi segredo,
A dor não manda mais no meu existir,
Ela apenas lembra de onde consegui sair.
(REFRÃO)
Eu me amo na minha cura, sem negar o que fui,
Toda ferida cuidada em mim evolui,
O que já sangrou hoje me faz compreender:
Curar-se é amar-se e continuar a viver.
(ESTROFE 7)
Não me devo pureza, devo honestidade,
Cura é acolher minha própria verdade,
Sem fingir força que não posso sustentar,
Sem me punir por apenas tentar.
(ESTROFE 8)
Sigo inteiro mesmo em restauração,
Não preciso estar pronto para ter valor, não,
Sou digno no processo, no meio do chão,
Sou amado também em reconstrução.
(PONTE)
Quantas vezes ignorei minha própria dor,
Para agradar pessoas, papéis ou o clamor,
Troquei cuidado por aceitação vazia,
E me abandonei quando mais carecia.
(REFRÃO)
Eu me amo na minha cura, sem negar o que fui,
Toda ferida cuidada em mim evolui,
O que já sangrou hoje me faz compreender:
Curar-se é amar-se e continuar a viver.
(REFRÃO FINAL)
Hoje eu me amo mesmo sem cicatrizar,
Na queda lenta ou no reaprender a andar,
Se estou forte ou frágil, em dor ou ternura,
Eu me amo inteiro no caminho da cura.
EXPLICAÇÃO DO TEMA
Amar-se na própria cura é reconhecer que o processo de restauração não é sinal de fraqueza, mas de consciência e coragem. Na psicologia contemporânea, especialmente nos estudos sobre trauma, como os de Bessel van der Kolk, entende-se que a cura não consiste em apagar o passado, mas em integrar a experiência dolorosa à narrativa pessoal de forma saudável. Assim como um osso fraturado, quando bem cuidado, pode tornar-se mais resistente no ponto da lesão, a pessoa que elabora suas dores desenvolve recursos emocionais, empatia e sabedoria. O amor-próprio, nesse contexto, não se manifesta como autoexaltação, mas como paciência consigo mesmo, respeito aos próprios limites e compromisso contínuo com o bem-estar.
Biblicamente, a cura aparece como processo e caminho, não como evento mágico isolado. O salmista afirma: “Ele cura os quebrantados de coração e lhes ata as feridas” (Salmos 147:3), indicando um cuidado progressivo e íntimo. Jesus, em diversas curas, não apenas restaura corpos, mas devolve dignidade, voz e pertencimento — como no encontro com a mulher encurvada (Lucas 13:10–13) ou com o cego Bartimeu (Marcos 10:46–52), a quem pergunta: “Que queres que eu te faça?”. Curar-se, portanto, é um ato espiritual e humano: exige escuta, verdade e tempo. Amar-se na cura é aceitar que Deus trabalha também no processo, e não apenas no resultado, tornando cada ferida atravessada uma fonte legítima de sabedoria e compaixão.
BIBLIOGRAFIA
Bessel van der Kolk — O Corpo Guarda as Marcas — 2014
Carl Gustav Jung — O Homem e Seus Símbolos — 1964
Donald Winnicott — O Brincar e a Realidade — 1971
Henri J.M. Nouwen — O Curador Ferido — 1972
Walter Brueggemann — A Espiritualidade dos Salmos — 1984
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(ESTROFE 1)
Há noites longas dentro do meu peito,
Onde o medo tenta ditar meu leito,
Mas algo insiste em não se apagar:
Uma fé discreta a me sustentar.
(ESTROFE 2)
Não é certeza fácil nem resposta pronta,
É chama pequena que nunca afronta,
Mesmo tremendo, ela ousa ficar,
Quando tudo em mim quer recuar.
(ESTROFE 3)
Creio em Deus que caminha comigo,
Creio na vida apesar do perigo,
E aos poucos aprendi a perceber
Que crer em mim também é crer.
(REFRÃO)
Eu me amo na minha fé que não se rende,
Mesmo na noite, meu coração acende,
Creio em Deus, na vida e no que sou:
Essa fé me guarda, essa fé sou eu.
(ESTROFE 4)
Fé não é grito, é respiração,
É continuar mesmo sem direção,
É dar um passo quando não se vê
O chão seguro de amanhã ou de ontem, por quê.
(ESTROFE 5)
Já confundi fé com medo disfarçado,
Com promessa alheia, com fardo imposto,
Mas ao perder o que não me serviu,
Minha fé mais simples ressurgiu.
(ESTROFE 6)
Hoje ela mora no gesto pequeno,
No bem possível, no amor sereno,
Não exige provas nem perfeição,
Apenas verdade no coração.
(REFRÃO)
Eu me amo na minha fé que não se rende,
Mesmo na noite, meu coração acende,
Creio em Deus, na vida e no que sou:
Essa fé me guarda, essa fé sou eu.
(ESTROFE 7)
Quando tudo em volta parece ruir,
Minha fé não manda fugir,
Ela sussurra: “permaneça aqui”,
Há luz no escuro que ainda não vi.
(ESTROFE 8)
Não sou herói, nem exemplo final,
Sou humano, falho, real,
E mesmo assim, sem me esconder,
Minha fé escolhe permanecer.
(PONTE)
Quantas vezes neguei meu próprio valor,
Para caber em sistemas, pessoas e dor,
Troquei minha fé viva por aprovação,
E apaguei minha luz por aceitação.
(REFRÃO)
Eu me amo na minha fé que não se rende,
Mesmo na noite, meu coração acende,
Creio em Deus, na vida e no que sou:
Essa fé me guarda, essa fé sou eu.
(REFRÃO FINAL)
Hoje eu me amo crendo, mesmo sem ver,
Na queda, no medo, no reaprender,
Se o dia é claro ou se a noite vem,
Eu me amo na fé que me mantém.
EXPLICAÇÃO DO TEMA
Amar-se na própria fé significa reconhecer a fé como força vital que sustenta a identidade, especialmente quando as circunstâncias externas falham. Psicologicamente, a fé pode ser compreendida como um sistema interno de sentido, capaz de organizar a esperança e oferecer coerência à experiência humana. Viktor Frankl, ao refletir sobre a sobrevivência em contextos extremos, demonstrou que a capacidade de atribuir sentido ao sofrimento mantém o ser humano vivo por dentro. Assim, a fé — em Deus, na vida e em si — não elimina a dor, mas impede que ela tenha a palavra final. Amar-se na fé é respeitar esse recurso interno que aquece a alma quando tudo parece frio.
Biblicamente, a fé nunca é apresentada como ausência de noite, mas como luz que insiste em permanecer nela. O autor de Hebreus define a fé como “a certeza do que se espera e a convicção do que não se vê” (Hebreus 11:1), indicando que ela opera justamente no campo da incerteza. Os Salmos frequentemente revelam uma fé que convive com angústia, dúvida e espera, como em Salmos 42: “Por que estás abatida, ó minha alma?”. Jesus mesmo acolhe uma fé imperfeita quando declara: “Se tiverdes fé como um grão de mostarda…” (Mateus 17:20), reafirmando que não é o tamanho da fé que importa, mas sua autenticidade. Nesse sentido, amar-se na fé é aceitar-se humano diante de Deus, confiando que a Luz continua acesa mesmo quando os olhos ainda não a alcançam.
BIBLIOGRAFIA
Viktor Frankl — Em Busca de Sentido — 1946
Paul Tillich — A Dinâmica da Fé — 1957
Henri J.M. Nouwen — A Vida do Amado — 1992
Leonardo Boff — Espiritualidade: Um Caminho de Transformação — 2001
Walter Brueggemann — A Mensagem dos Salmos — 1984
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(Estrofe 1)
Na calma do meu ser, faço o que sinto,
Sem medo, sem pressa, seguindo o instinto.
Cada gesto reflete minha verdade,
Sou inteiro, completo, na própria liberdade.
(Estrofe 2)
Não busco aprovação de olhos alheios,
Meu coração é guia, sem receios.
Caminho firme na estrada do meu ser,
Quem me entende ou não, não pode me deter.
(Estrofe 3)
O vento sopra, e sinto a expansão,
Meu espírito voa na própria paixão.
Cada escolha, cada passo é um ato de amor,
Ser quem sou é meu maior valor.
(Refrão 1)
Eu me amo, sim, na liberdade que sinto,
Sou dono de mim, do meu próprio labirinto.
Nada me prende, nada me pode calar,
No meu próprio espaço, aprendo a amar.
(Estrofe 4)
A liberdade não é caos, é equilíbrio sutil,
É respeitar limites e ser gentil.
É dançar com a vida sem correntes,
É sentir-se inteiro, sem muros ou correntes.
(Estrofe 5)
Minha essência pulsa em ritmo natural,
Cada desejo respeitado é algo vital.
Não há julgamento que possa me definir,
Minha alma é vasta, pronta a emergir.
(Estrofe 6)
Aceito-me pleno, sem máscaras, sem dor,
O meu amor-próprio é puro e superior.
Respiro fundo, e sinto o universo em mim,
Livre de amarras, eu sigo meu jardim.
(Refrão 2)
Eu me amo, sim, na liberdade que sinto,
Sou dono de mim, do meu próprio labirinto.
Nada me prende, nada me pode calar,
No meu próprio espaço, aprendo a amar.
(Estrofe 7)
Não nego o passado, mas não sou refém,
Aprendi que liberdade nasce de além.
De escolhas conscientes, limites e paz,
Meu amor-próprio floresce, e sempre refaz.
(Estrofe 8)
Cada momento vivido é meu altar sagrado,
Ser eu mesmo é ato profundo, elevado.
Sem pedir permissão, sigo a minha luz,
Na liberdade que me guia, encontro minha cruz.
(Ponte)
Quantas vezes deixei de me amar, distraído,
Buscando outros, status ou o sentido perdido.
Perdi momentos de cuidar de mim,
Hoje vejo: o amor próprio começa assim.
(Refrão 3)
Eu me amo, sim, na liberdade que sinto,
Sou dono de mim, do meu próprio labirinto.
Nada me prende, nada me pode calar,
No meu próprio espaço, aprendo a amar.
(Refrão Final)
Agora me amo em qualquer circunstância,
Na dor, na alegria, no ritmo da dança.
Liberdade interior é meu refúgio e meu céu,
Eu me amo, pleno, íntegro, fiel.
EXPLICAÇÃO DO TEMA
O tema “Eu me amo na minha liberdade” aborda o exercício do amor-próprio por meio da autonomia pessoal e do reconhecimento dos próprios limites e escolhas. Amar-se verdadeiramente não significa viver isolado ou egoisticamente, mas reconhecer que a liberdade interior é o espaço onde o indivíduo pode manifestar sua essência sem a necessidade de validação externa. Como Sartre (1943) propôs em O Ser e o Nada, a liberdade é intrínseca à existência humana; aceitá-la é aceitar-se como sujeito responsável por suas escolhas. No plano espiritual, este conceito é reforçado pelo ensinamento de Gálatas 5:1: “Para a liberdade foi que Cristo nos libertou”, lembrando que a liberdade interna é também dom divino que deve ser cultivado e respeitado. Por meio do reconhecimento desta autonomia, a pessoa aprende a viver alinhada com seus valores e desejos genuínos, o que amplia a autoestima e fortalece o amor-próprio.
Exemplos práticos incluem estabelecer limites saudáveis em relacionamentos, recusar tarefas que exijam a violação da própria dignidade, e optar por caminhos profissionais ou pessoais que estejam em sintonia com a essência do indivíduo. Psicólogos como Carl Rogers (1961) em On Becoming a Person mostram que a aceitação de si mesmo, incluindo a liberdade para ser autêntico, é fundamental para o crescimento pessoal e para a experiência plena do eu. Assim, a liberdade torna-se ferramenta de cura emocional, espiritual e existencial, pois permite que cada indivíduo se valorize independentemente das pressões externas, criando um ambiente interno seguro para o florescimento do amor-próprio.
BIBLIOGRAFIA
-
Rogers, Carl. On Becoming a Person. Houghton Mifflin, 1961.
-
Sartre, Jean-Paul. O Ser e o Nada. Gallimard, 1943.
-
Brown, Brené. The Gifts of Imperfection. Hazelden Publishing, 2010.
-
Frankl, Viktor E. Man’s Search for Meaning. Beacon Press, 1946.
-
Peck, M. Scott. The Road Less Traveled. Simon & Schuster, 1978.
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(Estrofe 1)
Nos cantos do coração nasce a luz,
A esperança me guia, me conduz.
Mesmo na sombra, encontro meu caminho,
Cada passo firme me leva ao ninho.
(Estrofe 2)
O amanhã se pinta em cores sutis,
Promessas de vida em gestos gentis.
A alma respira em confiança plena,
No hoje e no futuro, minha vida acena.
(Estrofe 3)
Quando a tristeza tenta me calar,
A esperança insiste em me levantar.
Ela é chama que não se apaga jamais,
Fortalece o amor-próprio, me traz sinais.
(Refrão 1)
Eu me amo, sim, na esperança que floresce,
Meu coração se expande e não se esquece.
Nada destrói o brilho que carrego,
Na fé do amanhã, o meu ser eu revego.
(Estrofe 4)
Em cada gesto de cuidado comigo,
Vejo que a vida é meu abrigo.
A esperança é ponte sobre a aflição,
É abraço terno à minha própria paixão.
(Estrofe 5)
Mesmo na dúvida, persisto em caminhar,
Pois a esperança me convida a sonhar.
É farol constante em mares de incerteza,
Sustenta minha fé e minha fortaleza.
(Estrofe 6)
Aprendo que o tempo não apaga a luz,
Que cada manhã recomeça a minha cruz.
A esperança me ensina a confiar e sorrir,
Ame-se primeiro, e o mundo há de seguir.
(Refrão 2)
Eu me amo, sim, na esperança que floresce,
Meu coração se expande e não se esquece.
Nada destrói o brilho que carrego,
Na fé do amanhã, o meu ser eu revego.
(Estrofe 7)
Em cada respiro sinto a renovação,
A vida me oferece nova direção.
O passado é aprendizado, não prisão,
E a esperança canta em meu coração.
(Estrofe 8)
Sou farol para mim mesmo, luz que não se esconde,
Em cada gesto de amor, a esperança responde.
Meu ser se reconhece no futuro e no agora,
E o amor-próprio floresce sem demora.
(Ponte)
Quantas vezes busquei fora o meu valor,
Tentando amar outros, ignorando meu calor.
Hoje percebo que a esperança é meu lar,
Amar a mim mesmo é meu primeiro caminhar.
(Refrão 3)
Eu me amo, sim, na esperança que floresce,
Meu coração se expande e não se esquece.
Nada destrói o brilho que carrego,
Na fé do amanhã, o meu ser eu revego.
(Refrão Final)
Agora me amo, em qualquer instante ou lugar,
Na dor, na alegria, na vontade de sonhar.
A esperança me sustenta, me faz renascer,
E o amor-próprio cresce em mim, a florescer.
EXPLICAÇÃO DO TEMA
O tema “Eu me amo na minha esperança” trata do amor-próprio fortalecido pela confiança no futuro e na possibilidade de dias melhores. A esperança é a força que permite ao indivíduo olhar além das dificuldades e reconhecer que cada experiência, mesmo dolorosa, é oportunidade de crescimento e aprendizado. Psicólogos como Charles Snyder, com sua teoria da esperança (1994), destacam que a capacidade de estabelecer objetivos, traçar caminhos e acreditar na possibilidade de alcançá-los é fundamental para a resiliência emocional e para a construção de um eu saudável. Biblicamente, Romanos 5:5 afirma: “A esperança não desaponta, porque o amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo.” Assim, a esperança se mostra inseparável do amor-próprio, pois nos encoraja a valorizar nossa própria vida e nossas escolhas, mesmo diante da incerteza.
Na prática, a esperança é cultivada em gestos cotidianos, como persistir em projetos pessoais, manter relações saudáveis e dedicar tempo ao autodesenvolvimento. Ela não nega a realidade dos desafios, mas ilumina o caminho da ação consciente e do autocuidado. Exemplos disso incluem pessoas que, após perdas ou frustrações, encontram forças para reconstruir-se, mantendo a fé em suas capacidades e na possibilidade de dias melhores. Portanto, o amor-próprio ligado à esperança não é passivo: é um compromisso ativo de acreditar em si mesmo, celebrar conquistas e aprender com obstáculos, criando um ciclo virtuoso de confiança, ação e valorização da própria vida.
BIBLIOGRAFIA
-
Snyder, Charles R. The Psychology of Hope: You Can Get There from Here. Free Press, 1994.
-
Frankl, Viktor E. Man’s Search for Meaning. Beacon Press, 1946.
-
Peterson, Christopher. A Primer in Positive Psychology. Oxford University Press, 2006.
-
Brown, Brené. Rising Strong. Spiegel & Grau, 2015.
-
Langer, Ellen J. Mindfulness. Addison-Wesley, 1989.
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(Estrofe 1)
No silêncio do espírito sinto a união,
Deus e eu, dançando em mesma canção.
O amor que me habita não é só meu,
É sopro divino que em mim desceu.
(Estrofe 2)
Cada gesto de cuidado revela a luz,
Que vem do Alto e minha alma conduz.
Sinto-me filho amado, digno de atenção,
No pulsar divino encontro minha razão.
(Estrofe 3)
Quando o medo sussurra e tenta me parar,
A certeza de Deus em mim faz-me continuar.
O amor-próprio cresce na chama sagrada,
Na comunhão com Ele, minha vida é abençoada.
(Refrão 1)
Eu me amo em Deus e Deus me ama em mim,
A luz divina reflete o que existe em mim.
Nada apaga este vínculo de eternidade,
Amar-se em Deus é descobrir a verdade.
(Estrofe 4)
Nos caminhos tortuosos ou claros da vida,
Sinto sua mão forte e sempre erguida.
Meu ser se fortalece no toque divino,
No amor-próprio, percebo o destino.
(Estrofe 5)
Cada palavra de fé, cada oração,
É um laço que une meu coração.
Amar-me não é vaidade, é reconhecer
Que Deus em mim insiste em florescer.
(Estrofe 6)
Quando a dúvida tenta me sufocar,
A presença divina me ensina a respirar.
O amor que recebo e ofereço é igual,
É chama que ilumina meu caminho vital.
(Refrão 2)
Eu me amo em Deus e Deus me ama em mim,
A luz divina reflete o que existe em mim.
Nada apaga este vínculo de eternidade,
Amar-se em Deus é descobrir a verdade.
(Estrofe 7)
Sou inteiro, mesmo com falhas e receios,
Deus me vê, e acolhe meus anseios.
Neste abraço divino aprendo a valorizar,
Cada pedaço de mim que insiste em brilhar.
(Estrofe 8)
O amor-próprio agora é fé e razão,
É o sopro de Deus moldando meu coração.
Na plenitude desta união celestial,
Sinto-me amado, forte e essencial.
(Ponte)
Quantas vezes busquei fora meu valor,
Tentando agradar ou seguir outro amor.
Hoje sei que Deus e eu somos só um,
E amar-me é caminhar para o bem comum.
(Refrão 3)
Eu me amo em Deus e Deus me ama em mim,
A luz divina reflete o que existe em mim.
Nada apaga este vínculo de eternidade,
Amar-se em Deus é descobrir a verdade.
(Refrão Final)
Agora me amo em qualquer circunstância ou dor,
Na alegria, na luta, no brilho do amor.
Deus e eu juntos em cada passo do meu ser,
E o amor-próprio cresce, eterno a florescer.
EXPLICAÇÃO DO TEMA
O tema “Eu me amo em Deus e Deus me ama em mim” propõe que o amor-próprio é inseparável do amor divino. Quando entendemos que somos filhos de Deus, criados à Sua imagem (Gênesis 1:27), o reconhecimento de nossa própria dignidade se fortalece. Amar-se não é egoísmo, mas perceber que o espírito divino dentro de nós deseja nosso bem, nossa saúde emocional e nossa plenitude. Psicólogos da religiosidade, como Pargament (1997), mostram que a fé ativa em uma presença divina pode melhorar significativamente o autoconceito, a autoestima e a resiliência emocional, reforçando que o amor-próprio nasce também da experiência de ser amado por Deus.
Além disso, o tema evidencia que a espiritualidade é prática e vivencial: ao nos conectarmos com Deus, percebemos nossa singularidade e valor intrínseco. Exemplos incluem práticas de oração, meditação e reflexão bíblica, que reforçam a percepção de que somos amados independentemente de falhas ou julgamentos externos. Tal entendimento promove a autocompaixão, diminui a autocrítica e incentiva decisões conscientes alinhadas à dignidade pessoal. Dessa forma, o amor-próprio se torna uma extensão natural do amor divino, transformando relações, escolhas e a maneira como nos percebemos em cada circunstância da vida.
BIBLIOGRAFIA
-
Pargament, Kenneth I. The Psychology of Religion and Coping. Guilford Press, 1997.
-
Wright, N. T. Simply Jesus. HarperOne, 2011.
-
Lewis, C. S. Mere Christianity. HarperOne, 1952.
-
Merton, Thomas. New Seeds of Contemplation. New Directions, 1961.
-
Brown, Brené. The Gifts of Imperfection. Hazelden, 2010.
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(estrofe)
Atravessei meus medos como quem cruza o mar,
Errei rotas, perdi ventos, voltei a navegar,
Cada queda escreveu lições no meu viver,
Hoje abraço o caminho que me ensinou a ser.
(estrofe)
Não sou mais o rascunho do que quis parecer,
Sou texto reescrito pela coragem de crescer,
Minhas cicatrizes falam do que suportei,
São mapas vivos do amor que em mim plantei.
(estrofe)
O tempo lapidou a pressa e a ilusão,
Transformou expectativas em compreensão,
Aprendi que existir não é me moldar ao luar,
Mas sustentar minha forma mesmo ao anoitecer.
(refrão)
Eu me amo porque me tornei quem nasci para ser,
Não por aplausos, mas por enfim me reconhecer,
Celebro o processo, o começo e o fim,
Eu me amo inteiro, exatamente assim.
(estrofe)
Já não peço desculpa por minha verdade,
Nem negocio minha paz por falsa aceitação,
O que sou hoje custou entrega e lealdade,
À voz que insistia em pulsar no coração.
(estrofe)
Houve dias de silêncio, noites sem chão,
Mas até nelas crescia uma direção,
Cada não recebido, cada porta a fechar,
Era a vida dizendo: continue a caminhar.
(estrofe)
O mundo agora me encontra de pé,
Não perfeito, mas fiel ao que é,
Quem se ama não foge de si,
Aprende a ficar, mesmo quando dói existir.
(refrão)
Eu me amo porque me tornei quem nasci para ser,
Não por aplausos, mas por enfim me reconhecer,
Celebro o processo, o começo e o fim,
Eu me amo inteiro, exatamente assim.
(estrofe)
Fecho o ano olhando o que floresceu,
Não foi só vitória, mas tudo que me fez eu,
Hoje meu amor não pede permissão,
Ele nasce da verdade, não da aprovação.
(ponte)
Quantas vezes me abandonei por querer caber,
Em amores vazios, status, promessas de poder,
Troquei minha essência por migalhas de aceitação,
E chamei de amor o que era negação.
(refrão)
Eu me amo porque me tornei quem nasci para ser,
Não por aplausos, mas por enfim me reconhecer,
Celebro o processo, o começo e o fim,
Eu me amo inteiro, exatamente assim.
(refrão final)
Eu me amo no sol e na tempestade também,
Quando tudo vai bem ou quando nada convém,
Eu me amo no agora, sem condição ou porquê,
Quanto mais escolho me amar, mais aprendo a viver.
EXPLICAÇÃO DO TEMA
Amar-se por ter se tornado quem se nasceu para ser é um marco de maturidade existencial, psicológica e espiritual. Na psicologia humanista, Carl Rogers afirma que o processo de se tornar pessoa envolve congruência entre experiência, consciência e identidade, isto é, viver sem máscaras impostas pelo medo da rejeição. Esse amor-próprio não nasce da perfeição, mas da aceitação honesta da própria história. Assim como uma árvore cresce torta pelo vento, mas firme pela raiz, o ser humano se constrói através das adversidades. O poema celebra esse fechamento de ciclo — não como fim idealizado, mas como reconhecimento do caminho trilhado, onde erros deixam de ser culpas e passam a ser mestres silenciosos.
Biblicamente, essa compreensão encontra eco quando o salmista declara: “Eu te louvo porque me fizeste de modo especial e admirável” (Salmos 139:14), reconhecendo que a identidade precede o desempenho. Jesus também aponta essa verdade ao afirmar que a árvore é conhecida pelos seus frutos (Mateus 7:17), indicando que a autenticidade gera amor verdadeiro — por si e pelo mundo. Amar-se, nesse sentido, não é egoísmo, mas alinhamento com a própria vocação interior. Quando alguém se torna quem nasceu para ser, ama com verdade, serve sem se anular e vive reconciliado com o tempo. O poema, portanto, é uma liturgia de encerramento: um “amém” à própria história.
BIBLIOGRAFIA
ROGERS, Carl. Tornar-se Pessoa. São Paulo: Martins Fontes, 1961.
FRANKL, Viktor E. Em Busca de Sentido. Petrópolis: Vozes, 1946.
MASLOW, Abraham. Motivação e Personalidade. New York: Harper & Row, 1954.
MERTON, Thomas. Nenhum Homem É Uma Ilha. Petrópolis: Vozes, 1955.
NOUWEN, Henri J. M. A Voz do Amor. São Paulo: Paulinas, 1992.
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