PEDALAR REFORÇA A IMUNOLOGIA


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20.03.2018, 16:24

OS BENEFÍCIOS DA ATIVIDADE FÍSICA EM QUALQUER IDADE

A prática de uma atividade esportiva desacelera o envelhecimento dos glóbulos brancos. Os octogenários adeptos do ciclismo apresentam um sistema imunológico tão eficaz quanto seus netos de vinte anos.

Por: Anne-Laure Lebrun - Le Figaro Santé

Pedalar não fortalece apenas as pernas. Um estudo britânico publicado na revista Aging Cell, afirma que a prática do ciclismo desacelera o envelhecimento do sistema imunológico. 
Cientistas do King’s College de Londres fizeram essa descoberta ao estudar as defesas imunológicas de 125 ciclistas que praticam regularmente esse esporte, com idade entre 55 a 79 anos, dois terços dos quais eram homens. Eles eram capazes de percorrer 100 quilômetros em 6horas e 30 minutos, enquanto as mulheres do grupo faziam 60 quilômetros em cerca de cinco horas. Nenhum desses voluntários era fumante, grande consumidor de álcool ou sofria de hipertensão.
Os resultados da análise foram em seguida comparados àqueles obtidos com um outro grupo de 75 pessoas com idade entre 57 a 80 anos todos gozando de boa saúde porém sedentários e um terceiro grupo de 55 jovens de 20 a 36 anos. Resultados: os linfócitos T, braço armado do sistema imunológico, estavam em melhor forma nos ciclistas do que nos voluntários pouco ativos de mesma idade. Em revanche,m as células imunológicas eram tão numerosas nos jovens voluntários quanto as dos mais idosos esportistas.

«Hipócrates, que viveu 400 anos antes de Cristo, já dizia que a atividade física é o melhor medicamento que o homem pode encontrar, mas sua mensagem ficou esquecida e nós vivemos hoje em uma sociedade cada vez mais sedentária", comenta a professora Janet Lord, diretora do Instituto da Inflamação e do Envelhecimento da Universidade de Birmingham, na Grã-Bretanha.

Mais interessante ainda, o timo, um órgão indispensável para a maturação das células T, permanecia tão eficaz e funcional nos ciclistas quanto nos jovens. Sabe-se no entanto, já há  bastante tempo, que a partir dos vinte anos esse órgão degenera pouco a pouco, entrando em um processo de atrofia que gera uma imunodeficiência caracterizada por um maior risco de infecções e uma menor eficácia das vacinas.
A prática do ciclismo - ou de qualquer outra atividade física - permite não apenas manter uma boa saúde física e mental, mas protege também a nossa imunologia. Na França, e na maior parte dos países ocidentais, os adultos permanecem fisicamente inativos durante cerca de 6 horas e meia por dia. Este é um nível demasiado elevado de sedentarismo, mas ele certamente não impede que as pessoas de 18 a 74 anos pratiquem uma atividade física moderada ou intensa pelo tempo de pelo menos meia horas por dia, que é o tempo mínimo recomendado. 

ATIVIDADE FÍSICA É SAÚDE
Nota da redação
 
Atividade Física é Saúde

Nos últimos anos, as pesquisas médicas demonstram que boa parte da falta de saúde é causada pela falta de atividade física. Através da consciência e de mais informações à respeito de cuidados para com a saúde que inclue maior movimentação corporal, as pessoas estão mudando seus hábitos de vida.
Sabemos que o único meio de prevenir os males da inatividade é ter algum grau de atividade física e mental, não durante um mês mas durante toda a vida. Descobrimos que a saúde é, na maioria das vezes, um fator que podemos controlar e que podemos prevenir o surgimento de algumas doenças. Quando nascemos recebemos um corpo saudável e temos o dever de cuidar e zelar por este que é nosso abrigo.
 Verifique, a seguir, algumas vantagens que a atividade física proporciona:
  • As pessoas ativas tem vida mais intensa, apresentam mais vigor, resistem mais as doenças e permanecem em forma. São mais autoconfiantes, menos deprimidas e estressadas.
  • Uma pessoa ativa, tem tendência a ter o seu peso dentro da faixa normal e mantê-lo com mais facilidade e por mais tempo do que a sedentária.
  • O ativo apresenta pressão arterial e freqüência cardíaca mais baixa do que o sedentário tanto em repouso quanto em atividade, desta forma, o ativo suporta por mais tempo o exercício enquanto o sedentário tem certas limitações cardiovasculares.
  • A pessoa ativa tem maior VO2 (volume de oxigênio pulmonar) e suporta atividades de longa duração com mais facilidade.
  • A atividade física melhora a postura e ajuda a combater maus hábitos como o fumo entre outros.
Na ausência de exercícios físicos diários, nossos corpos tornam-se depósitos de tensões acumuladas e, sem canais naturais de saída para essas tensões, nossos músculos tornam-se fracos e tensos. O ideal é praticar atividade física durante toda vida mas, independentemente disto, podemos recuperar uma existência mais saudável e gratificante em qualquer idade.
Mas atenção! Para vocês que desejam começar a se movimentar, é de primordial importância que façam antes um "check up" das condições cardíacas entre outros testes que comprovarão o seu nível de condicionamento físico (já disponíveis nas boas academias). A partir daí, procure orientação médica juntamente com um profissional da área de Educação Física para assim, iniciar as atividades.



https://www.brasil247.com/pt/saude247/saude247/347535/Pedalar-refor%C3%A7a-a-imunologia-Os-benef%C3%ADcios-da-atividade-f%C3%ADsica-em-qualquer-idade.htm

DAR A VOLTA POR CIMA


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19.03.2018, 14:02

SABER COMO ENCARAR AS MUDANÇAS DA VIDA

Na psicologia, resiliência é a capacidade de o indivíduo lidar com problemas, adaptar-se a mudanças, superar obstáculos ou resistir à pressão de situações adversas - choque, estresse, algum tipo de evento traumático, etc. - sem entrar em surto psicológico, emocional ou físico, por encontrar soluções estratégicas para enfrentar e superar as adversidades. Nas organizações, a resiliência se trata de uma tomada de decisão quando alguém se depara com um contexto entre a tensão do ambiente e a vontade de vencer. Essas decisões propiciam forças estratégicas na pessoa para enfrentar a adversidade. Serban Ionescu, psiquiatra e psicólogo, professor emérito na Universidade Paris-VIII, dirigiu o trabalho coletivo Tratado de resiliência assistida (Ed. PUF).  Primeiros resultados mostram que o nível de resiliência aumenta com a idade.



Por Pascale Senk – Le Figaro Santé

Le Figaro – O senhor é um especialista da resiliência e esta última se refere a episódios traumáticos.  Mas não poderíamos dizer que, na sua vida, qualquer pessoa por meio de mudanças e crises inevitáveis será levada a passar por episódios de resiliência?
Serban Ionescu - Contrariamente a uma opinião bastante difundida, a palavra «resiliência» não se refere apenas aos traumas psíquicos. Ela se refere ao processo pelo qual as pessoas que vivenciaram ou estão vivenciando condições de adversidade não têm transtornos mentais. A adversidade é polimórfica e pode ser crônica ou aguda. Sendo assim, ela pode assumir a forma de um evento traumático como o tsunami ou pode ser crônica, tal como estamos ao nos encontrarmos em uma situação de desemprego de longa duração. Na verdade, o processo de resiliência pode se manifestar em uma variedade de situações.
Poderia dar um exemplo?
As trajetórias da vida incluem mudanças e crises que podem ser muito intensas em algumas pessoas. A prática clínica nos ensina que algumas pessoas vivem muito mal, por exemplo, a transição do trabalho para a aposentadoria: a vida pode-lhes parecer subitamente sem sentido, elas podem se sentir velhas e apresentar sintomas de depressão. A maioria das pessoas que chega à idade da aposentadoria, no entanto, se prepararam para essa transição: elas elaboraram projetos e, uma vez aposentadas, elas realizam tudo o que não tiveram tempo de  fazer antes. Esta segunda forma de abordagem da aposentadoria está relacionada a um processo de resiliência.
Como explicar a diversidade de reações face à adversidade?
Os fatores envolvidos nos processos de resiliência (tanto fatores de risco como de proteção) são individuais, familiares e sócio-ambientais. A maioria desses fatores varia em função da idade.
A resiliência foi observada em todas as idades. Duas pesquisas recentes realizadas na Suécia e na Bélgica evidenciam, no entanto, que o nível de resiliência aumenta com a idade. Estes resultados tendem a sustentar a hipótese de que o processo de resiliência pode ocorrer mais facilmente à medida que as pessoas vivem situações problemáticas diferentes e chegam ao fim das adversidades encontradas.
Seria como se o indivíduo estivesse mais acostumado a se recuperar das crises?
Uma comparação com o que acontece no caso das vacinas poderia ser tentada … Uma dose de vacina contendo uma bactéria ou um vírus atenuado seguida de reforços desta vacina permite que o organismo humano fabrique anticorpos para protegê-lo durante o encontro com a bactéria ou o vírus não atenuado. Da mesma forma, poderíamos dizer que o encontro com episódios de adversidade durante a vida permite dispor de estratégias que facilitem a passagem por tais episódios, caso ocorram posteriormente.
No entanto, tenha cuidado para não interpretar minhas observações como uma espécie de receita para viver traumas e adversidades, para lidar melhor com os caprichos da vida! Mas é certo que uma existência superprotegida não promove o desenvolvimento de estratégias que permitem enfrentar com sucesso a adversidade que podemos encontrar em um momento ou outro da vida.


Leia mais em
https://www.brasil247.com/pt/saude247/saude247/347529/Dar-a-volta-por-cima-Saber-como-encarar-as-mudan%C3%A7as-da-vida.htm

DOENÇA PSIQUIÁTRICA


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13.03.2018, 16:26

PAIS, IRMÃOS, FILHOS E CÔNJUGES TAMBÉM PRECISAM DE CUIDADOS MÉDICOS

Quando casos de esquizofrenia, depressão, anorexia e outros distúrbios psiquiátricos entram no círculo da família, todos os seus membros necessitam de apoio e de informação. Essas moléstias têm o poder de desestruturar o inteiro sistema familiar. E com frequência o fazem.



Por: Pascale Senk – Le Figaro Santé 

«Ela pouco a pouco desaparece, mas são vocês que pouco a pouco param de existir”: com essas palavras, o psicólogo francês Samuel Dock exprimia em seu blog, há poucas semanas, aos familiares, o sofrimento gerado pelo distúrbio psíquico no seio da sua família – no caso, a desarmonia provocada pela anorexia mental de uma das irmãs. «É a esse paradoxo doloroso que nos arrasta o anoréxico: a busca do nada toma o lugar do todo, o vazio toma o lugar de vocês. Tanto os seus sucessos quanto os seus fracassos, tanto os seus momento de alegria e felicidade quanto as suas angústias mais secretas, a sua vida que continua, agora cinzenta e muda, pois nada mais importa quando uma pessoa do seu círculo íntimo sofre da patologia psiquiátrica mais letal de todas”.
Pascal-Henri Keller, psicanalista, professor emérito de psicologia clínica na Universidade de Poitier, se exprime de maneira análoga quando fala do sofrimento que, sob o  nome de “depressão”, levou seu irmão caçula ao suicídio. «Creio que seu suicídio tornou meu irmão onipresente em minha vida. Minha carreira profissional, a maneira como esse drama familiar tingiu com cores escuras o meu trabalho clínico, minha experiência do sofrimento psíquico, meu conhecimento dos efeitos secundários, meu conhecimento a respeito das medicações antidepressivas. Em muitos aspectos, tenho agora a impressão de reviver, com certos pacientes, aquilo que vivi com meu irmão caçula”.
Uma formação para ajudá-los a conhecer a doença
Esses testemunhos são signos do tempo em que vivemos: Até pouco tempo, na França, os pais dos doentes eram os primeiros a se exprimir e a serem ajudados, sobretudo através de associações como a Unafam (União Nacional de famílias e amigos de pessoas doentes e/ou handicapadas). Agora, a atenção das autoridades médicas e sanitárias se volta para a inteira família alargada (a fratria), que em alguns casos inclui até amigos muito próximos.
Assim sendo, a rede ProFamille, que «proporciona uma abordagem cognitivo-comportamental que objetiva levar progressivamente o paciente que sofre de esquizofrenia e sua família a passar de um sentimento de impotência e de uma posição de passividade ou de revolta a uma posição de colaboração ativa através de uma visão realista da doença”, acaba de lançar um curso e treinamento específicos destinados aos irmãos e irmãs dos doentes. Um primeiro grupo de teste reuniu, em Paris, dezesseis irmãos e irmãs durante todo um fim de semana em outubro último. Mas retomar o contato com um irmão ou uma irmã que foi violento e quase não fala não é certamente uma tarefa fácil.
Por que uma formação específica? Esses familiares muito próximos sentem necessidade de conhecer melhor a doença, de compreender os mecanismos da sua manifestação, bem como as repercussões que ela provoca em seus irmãos e irmãs, sem que isso os leva ao desejo de adquirir o know-how necessário para cuidar e acompanhar no dia-a-dia a pessoa que sofre da doença. Na grande maioria dos casos, essa tarefa é assumida e assegurada pelas mães e pelos pais.
O testemunho de Anaís
Anaís Oddoux, 25 anos, conhece bem essa ambivalência ligada aos laços que a unem a um irmão: «Meu irmão está doente há sete anos. Eu vivi o surgimento da esquizofrenia no seio da minha família ao mesmo tempo de muito perto e de muito longe”, ela explica. “Já tinha uma vida própria, independente, que isso aconteceu a ele, portanto a ruptura que vivi não é da mesma ordem daquela vivida por meus pais. Creio que para nós, que pert4ncemos à mesma geração, o perdão é mais difícil”.  Perdão? “Sim perdoar meu irmão de ter explodido por completo nossa família”, ela acrescenta. Anais agora se submete a uma psicoterapia para conseguir superar essa provação. «Esqueci uma grande parte da minha vida nos últimos sete anos, abandonei meus estudos, senti-me totalmente sozinha... Retomar o contato com esse irmão que tem comportamento violento e quase não fala não é nada fácil. Mesmo assim, recomendo a todo irmão ou irmã de um doente para que conserve o contato, para que o afastamento seja evitado”.
O sofrimento psíquico sempre cria raízes numa história familiar particular
Anaís, que faz parte de um dos primeiros grupos participantes do programa «Frères et sœurs» (Irmãos e irmãs) do ProFamille, reconhece ter tirado muito proveito dele: “Aprendi a compreender como meu irmão funciona, como ele nos vê e quais são as melhores maneiras para se comunicar com ele, sobretudo porque ele não consegue interpretar nossas expressões”. Trata-se de uma aprendizagem parecida com a de uma língua estrangeira: “como a língua dos sinais com um irmão surdo-mudo”, compara Anaís. Sobretudo, esse  novo programa desenvolve de modo aprofundado todas as informações concernentes as questões de genética e de descendência, o estatuto jurídico dos pacientes e todos os outros aspectos que podem ajudar a uma tomada de decisão em caso, por exemplo, de morte dos pais.
Para Pascal-Henri Keller, que defende uma abordagem mais relacional do problema, é importante que irmãos e irmãs cheguem a se interrogar a respeito dos laços que, quando uma patologia dessas se desencadeia, são redescobertos. Keller diz que “o sofrimento psíquico se enraíza sempre numa história familiar particular”. Quando a culpabilidade, o ressentimento ou a cólera ocupam demasiado espaço, é muito importante que essas diferentes visões se integrem para completar a construção de um panorama mais claro do estado de coisas.



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https://www.brasil247.com/pt/saude247/saude247/346565/Doen%C3%A7a-psiqui%C3%A1trica-Pais-irm%C3%A3os-filhos-e-c%C3%B4njuges-tamb%C3%A9m-precisam-de-cuidados-m%C3%A9dicos.htm

MOSCAS VOLANTES


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05.03.2018, 15:27

PONTOS PRETOS NO CAMPO DE VISÃO SÃO PREOCUPANTES?

A percepção de pequenas manchas ou nuvens movimentando-se dentro do campo de visão constituem as chamadas “moscas volantes”. Geralmente são vistas quando se olha para um fundo claro, como uma parede branca ou um céu azul. Na realidade, as moscas volantes são minúsculos grumos de gel ou células dentro do corpo vítreo, o fluido gelatinoso, que preenche o interior do olho. Frequentes, essas anomalias oculares atrapalham e são até incapacitantes, caso persistam, causando uma queda significativa da visão. De qualquer jeito, uma consulta é obrigatória.


Por Laurent Giordano – Le Figaro Santé 
Se um dia aparecerem no seu campo de visão manchas pretas móveis como moscas pretas volantes, teias de aranha ou simples véus, não entre em pânico, você não está vendo coisas! A origem do problema não tem nada de cerebral: estes corpos flutuantes vêm de uma modificação do corpo vítreo, este gel viscoso e transparente que preenche o espaço entre o cristalino e a retina. «O vítreo consiste em 95 % de água e 5 % de fibras de colágeno, proteínas fibrosas que se densificam com o tempo até formar, às vezes, agregados ou véus que a retina percebe. Trata-se, portanto de um fenômeno fisiológico, frequente após 45 anos de idade», explica o Dr. Pierre Olivier Barale, oftalmologista no Quinze-Vingts, em Paris.
Frequente, portanto benigno? «Trata-se de uma evolução natural do olho, diz o Dr. Barale, por isso não há necessidade de se preocupar. No entanto, é preciso consultar, sobretudo se o fenômeno surgiu de repente, com percepção de raios ou de pontos brilhantes intermitentes. Porque a retina pode estar afetada.» De fato, ao se densificar, o corpo vítreo pode se destacar da retina à qual ele está normalmente ligado. Este descolamento pode dar origem aos primeiros corpos flutuantes ou ampliar sua formação. «Não é grave propriamente dito, diz o médico, mas se este rebaixamento do vítreo provocar um rasgo da retina ou seu descolamento, neste caso, é preciso consultar o médico rapidamente. E os raios, associados ao súbito aparecimento de corpos flutuantes, são justamente o sinal de alerta destes distúrbios da retina»
Esta consulta irá confirmar a existência de corpos flutuantes, verificar seu tamanho e sua localização, mas, sobretudo, monitorar o estado da retina.. Se esta última estiver afetada, ela deverá ser tratada com urgência e prioridade.
Aprender a «conviver com»
Quanto aos corpos flutuantes em si, o mais sábio, de modo geral, é não fazer nada. «Não há tratamentos que demonstraram sua eficácia, admite o Dr. Barale, nem os medicamentos nem a destruição a laser. Não recomendo este último método. O laser pode fragmentar e, portanto multiplicar os corpos flutuantes, e até mesmo induzir um descolamento da retina por onda de choque.
As consequências podem ser graves para um benefício não comprovado».
No entanto, em alguns casos, uma solução final pode ser sugerida: a cirurgia. Ela consistirá na remoção dos corpos flutuantes com o bisturi. Mas trata-se de uma operação pesada, arriscada, com possibilidades de infecção, de descolamento da retina, de catarata, que é apenas sugerida para pacientes cuja visão diminuiu muito e de forma duradoura além de estarem bastante afetados emocionalmente pela doença.
Para todos os outros, a paciência e o relaxamento são as melhores armas contra a presença de “moscas volantes”. É preciso aprender a «conviver com» e confiar nos efeitos calmantes do tempo que passa: após algumas semanas, o cérebro se acostuma com sua presença e os «enxerga» menos. Eles também podem sair do campo de visão ao aglomerar-se na parte inferior do corpo vítreo, dando assim a impressão de ter sumido. Eles serão então apenas uma lembrança ruim.


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https://www.brasil247.com/pt/saude247/saude247/345232/Moscas-volantes-Pontos-pretos-no-campo-de-vis%C3%A3o-s%C3%A3o-preocupantes.htm

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https://www.brasil247.com/pt/247/revista_oasis/345879/Deixar-para-depois-Quando-postergar-as-coisas-se-torna-um-v