Tipos de Personalidade em MBTI


16 tipos de personalidade segundo o MBTI: qual é o seu?

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Artigo revisado pelo Comitê de MundoPsicologos
O MBTI é uma ferramenta que permite classificar os diferentes tipos de personalidade, muito utilizado na psicologia e no coaching.


O Indicador tipológico de Myers-Briggs (MBTI) é uma ferramenta que permite classificar os diferentes tipos de personalidade das pessoas, um recurso muito utilizado no ramo da psicologia e coaching.
 O MBTI permite conhecer aquelas características psicológicas que são dominantes na pessoa e que podem ser usadas para o autoconhecimento, para compreender melhor as relações interpessoais e para potencializar certos aspectos da atitude profissional.
Dos 16 tipos possíveis, qual será o seu? Faça o teste e descubra a resposta:


 Foi no transcurso de suas investigaçñoes sobre a psicología analítica que Carl Gustav Jung propôs pela primeira vez a existência de tipos psicológicos, num artigo publicado no ano de 1921. A partir desta formulação, vários pesquisadores traçaram teorias para compreender melhor essas diferentes personalidades.
Além da corrente sociônica, concebida na União Soviética, o modelo que se consolidou como o mais contundente foi o proposto por Isabel Briggs Myers e Katharine Cook Briggs. Durante mais de 40 anos, mãe e filha elaboraram juntas o MBTI, uma ferramenta tão completa que continua sendo utilizada nos dias atuais.

O que é a personalidade?

Definimos personalidade como um conjunto de características de caráter específico que compõem a individualidade de uma pessoa: suas emoções, atitudes, comportamentos, etc. É um núcleo que sustenta certa estabilidade, mantendo sua essência mesmo quando a pessoa muda de entorno ou círculo social.
De acordo com a científica Judith Rich Harris, nossa personalidade seria composta 50% por características inatas (tratando-se de temperamento), 10% por características adquirida no entorno familiar (tratando-se de carácter) e 40% por fatores impossíveis de elucidar.

Nossa personalidade é o que nos converte em únicos, e a diversidade dessas personalidades é o que enriquece a humanidade e confere beleza ao convívio e interações. Porém, essa mesma diversidade nem sempre é evidente, porque se relacionar diariamente com tantas personalidades, com familiares, amigos e companheiros de trabalho, nem sempre é tarefa fácil.
Nossa personalidade afeta nossas atitudes e nosso comportamento, e é o que define a relação que mantemos com nós mesmos, mas também com todos os demais. Nossos caracteres e temperamentos são todos diferentes, mas as conclusões de numerosas investigações científicas demonstram que as personalidades podem, sim, serem agrupadas em vários grandes tipos.

O conceito base do MBTI

O MBTI se baseia na teoria conceitual de Carl Gustav Jung. Segundo o psiquiatra e psicoterapeuta suíço, os seres humanos percebem o mundo graças a quatro funções psicológicas principais, das quais uma predomina durante a maior parte da vida da pessoa. As teorias de Jung afirmam existir uma sequência de quatro funções cognitivas (Racionalidade, Emoção, Sensação e Intuição), estando cada uma delas orientada a um polo (Extroversão ou Introversão), resultando num total de oito funções dominantes.
O MBTI Myers e Briggs parte destas oito funções dominantes, conservando certas diferenças em relação ao modelo de Jung:
  • Avaliação da personalidade estruturada ou projetiva: o MBTI utiliza um enfoque considerado como estruturado para avaliar a personalidade, ou seja, com respostas que são fechadas. Por sua vez, o método de Jung dá mais valor às respostas descritivas (abertas), analisando o contexto global da pessoa, não segundo uma teoria ou conceito pré-concebido.
  • Juízo e percepção: Myers e Briggs esclarecem que a quarta letra da combinação que determina o tipo de personalidade (J ou P) indica a forma preferida de a pessoa manifestar o polo, sendo uma função dominante para um tipo extrovertido, e uma função auxiliar para um tipo introvertido.
  • Orientação da função terciária: para Jung, a função dominante de uma pessoa atua somente no seu entorno favorito (no exterior, para os extrovertidos, e no interior, para os introvertidos). Segundo ele, as três funções restantes atuam conjuntamente no sentido oposto. Inúmeros profissionais questionam essa afirmação, pela falta de evidência empírica. No indicador tipológico de Myers e Briggs, se a função cognitiva dominante é a introversão, todas as demais funções serão extrovertidas, e vice-versa.
O MBTI foi criado para populações normais e valoriza a importância das diferenças naturais. Fundamenta-se no fato de que todos temos nossas preferências específicas na forma de construir nossas experiências, e que elas dizem respeito a nossos focos de interesse, valores e motivação.

Como funciona o MBTI?

Na base do MBTI, há dois pares de funções cognitivas opostas, tratadas inicialmente nas teorias dos tipos psicológicos de Jung:
  • as funções racionais (juízo): pensar e sentir
  • as funções irracionais (percepção): sensação e intuição
Para Jung, cada uma dessas funções se expressa primeiramente de forma introvertida ou extrovertida. É a partir desse conceito que Myers e Briggs criam sua própria teoria dos tipos psicológicos, na qual se fundamenta o MBTI.
Jung estabelece que, da mesma forma que somos destros ou canhotos, nascemos com ou desenvolvemos formas específicas de apreender o mundo e tomar decisões. O MBTI classifica algumas destas diferenças psicológicas, chamadas dicotomias, estabelecendo 16 tipos psicológicos possíveis.
Nenhum tipo psicológico é melhor ou pior que outro. No entanto, Myers e Briggs teorizam sobre o fato de que os indivíduos, de forma instintiva, preferem uma mistura global; da mesma forma que é mais difícil escrever com a mão esquerda, se a pessoa é destra, é mais difícil utilizar preferências psicológicas que são opostas à nossa essência, apesar que de que é possível receber ajuda para adquirir novas competências (e ser mais flexíveis no comportamento) através da prática e do desenvolvimento pessoal.
O MBTI permite determinar a função dominante a função auxiliar de cada pessoa, e destaca as preferências de acordo com quatro eixos:
  • Introversão (I) e Extroversão (E) - orientação da energia: é a função auxiliar do sujeito. Importante: não se trata de ser aberto ou tímido, mas de ter como fonte de energia o mundo exterior ou o mundo interior.
  • Sensação (S) e Intuição (N) - recopilação de informação: é o modo pelo qual a pessoa prioriza a recopilação da informação. Sempre haverá uma função dominante e outra auxiliar.
  • Racionalidade (T) e Emoção (F) - tomada de decisões: é o modo como a pessoa trata a informação. Neste caso também existe uma função dominante e outra auxiliar.
  • Juízo (J) e Percepção (P) - modo de ação: é a função principal da pessoa. Este eixo sempre será extrovertido.

Para refinar as personalidades e entender melhor as funções mais potentes (percepção ou juízo), Myers e Briggs incluiram a dicotomia Juízo-Percepção tendo como base os trabalhos de Jung sobre os tipos racionais (juízo) e irracionais (percepção). Jung afirma que a percepção (Sensação ou Intuição) é extrovertida nos tipos irracionais, enquanto que o juízo (Racionalidade ou Emoção) é extrovertido nos tipos racionais.
Desta forma, o MBTI permite identificar 16 grandes tipos de personalidade, a partir de polos opostos sobre quatro eixos precedentes. É possível determinar nosso tipo de personalidade através de um teste, que como resultado apresenta quatro letras, as iniciais (em inglês) que refletem cada um dos quatro tipos de preferência. Para ser mais exatos:
A primeira letra indica que se a função principal do sujeito é I ou E (introvertida ou extrovertida);
A quarta letra indica a função extrovertida P ou J (percepção ou juízo);
Se a pessoa tem um resultado do tipo ExxP ou IxxJ, a função dominante será a segunda letra;
Se a pessoa tem um resultado do tipo IxxP ou ExxJ, a função dominante será a da terceira letra.
Com o MBTI é possível determinar:
  • Uma função dominante e uma função auxiliar
  • Uma função terciária (que complementa a função auxiliar) e uma função inferior (que complementa a função dominante)
Ejemplo: se uma pessoa tem um tipo de personalidade INTP, seu eixo extrovertido (a quarta letra) é a Percepção (P), sua função principal é Introvertida (I) e será a Intuição (N) com a terceira letra direcionada à Racionalidade (T).
Para um resultado mais preciso, é possível aplicar as orientações da energia (E e I) sobre os quatro processos mentais. De acordo com Jung, a resultante é a identificação de oito funções cognitivas (quatro extrovertidas e quatro introvertidas). Estas funções se combinam de modo distinto, dependendo da pessoa, mas todos temos uma preferência por uma delas, que será a mais importante e servirá como estrutura para nossos comportamentos. Esta é a chamada função dominante, que podem ser:
  • Sensação Extrovertida (Se)
  • Sensação Introvertida (Si)
  • Intuição Extrovertida (Ne)
  • Intuição Introvertida (Ni)
  • Emoção Extrovertida (Fe)
  • Emoção Introvertida (Fi)
  • Racionalidade Extrovertida (Te)
  • Racionalidade Introvertida (Ti)

Quais são os 16 tipos de personalidade?

Marilyn Bates e Katharine Cook Briggs dividiram as 16 personalidades em quatro temperamentos, reagrupando oito funções psicológicas psicológicas:
OS RACIONAIS
São os que buscam o conhecimento:
Os Engenheiros:
  • O Inventor: ENTP (Extroversão, Intuição, Racionalidade, Percepção)
  • O Arquiteto: INTP (Introversão, Intuição, Racionalidade, Percepção)
Os Coordenadores:
  • O Marechal: ENTJ (Extroversão, Intuição, Racionalidade, Juízo)
  • O Mentor: INTJ (Introversão, Intuição, Racionalidade, Juízo)
OS IDEALISTAS
São os que buscam a identidade:
Os Advogados:
  • O Campeão: ENFP (Extroversão, Intuição, Emoção, Percepção)
  • O Sanador: INFP (Introversão, Intuição, Emoção, Percepção)
Os Mentores:
  • O Professor: ENFJ (Extroversão, Intuição, Emoção, Juízo)
  • O Conselheiro: INFJ (Introversão, Intuição, Emoção, Juízo)
OS SENTINELAS
São os que buscam a segurança:
Os Protetores:
  • O Provedor: ESFJ (Extroversão, Sensação, Emoção, Juízo)
  • O Protetor: ISFJ (Introversão, Sensação, Emoção, Juízo)
Os Gestores:
  • O Supervisor: ESTJ (Extroversão, Sensação, Racionalidade, Juízo)
  • O Inspetor: ISTJ (Introversão, Sensação, Racionalidade, Juízo)
OS ARTESÃOS
São os que buscam sensações:
Os Brincalhões:
  • O Artista: ESFP (Extroversão, Sensação, Emoção, Percepção)
  • O Compositor: ISFP (Introversão, Sensação, Emoção, Percepção)
Os Operadores:
  • O Promotor: ESTP (Extroversão, Sensação, Racionalidade, Percepção)
  • O Artesão: ISTP (Introversión, Sensação, Racionalidade, Percepção)
Vale ressaltar que os distintos tipos de personalidade não estão distribuídos de forma homogênea entre a população. Aliás, certos tipos são muito menos habituais que outros, como pode ser o INFJ (Conselheiro), um dos com menor incidência. 
** Os nomes associados aos 16 tipos de personalidade segundo o MBTI são definidos por David W. Keirsey, numa investigação posterior.

Para que serve o MBTI?

O MBTI é uma excelente ferramenta, que permite compreender melhor a diversidade do comportamento humano. Costuma ser utilizado durante sessões de acompanhamento psicológico para desenvolvimento pessoal e coaching, e ensina a valorizar o outro por sua personalidade, não apesar dela.

Permite dar nome às coisas que sentimos e, muitas vezes, não sabemos como expressar. Oferece a oportunidade de aprender a administrar melhor as relações interpessoais de acordo com as diferentes personalidades com as que nos deparamos em nosso caminho.
No campo profissional, é de grande ajuda para coordenar equipes e saber como atuar de acordo com as características de cada um.
Entenda a seguir como reconhecer e respeitar as diferentes personalidades:
Orientação da energia: Introvertido/Extrovertido (I/E)
Uma pessoa extrovertida se alimenta da energia do mundo exterior, enquanto uma pessoa introvertida usa a energia do seu mundo interior. Os extrovertidos projetam sua energia sobre o mundo e as pessoas que os cercam. São sociáveis, ativos e expressivos.
Os introvertidos, por sua vez, têm uma energia concentrada em si mesmos, estando ligada aos pensamentos, às emoções e ações. São reservados, discretos e reflexivos.
Uma pessoa extrovertida é:
  • Dinâmica, sociável, ativa, tem boa circulação de energia
  • Pode falar em excesso, tem dificuldade para escutar os demais, falam sem pensar
Você demonstra respeito a uma pessoa extrovertida prestando atenção nela, não interrompendo enquanto fala, fazendo atividades conjuntamente e entendo que ela necessita estar com outros amigos.
Uma pessoa introvertida é:
  • Concentrada, reflexiva, tranquila, atenta
  • Falta reação e expressão, pode parecer distante, fria e inibida
Você demonstra respeito a uma pessoa introvertida respeitando seu tempo, entendendo sua necessidade de estar sozinha, não forçando uma socialização ou que conte detalhes da sua vida privada.
Recopilação de informação: Sensação/Intuição (S/N)
Usamos o termo “sensação” para falar de uma pessoa que recopila informações sobre o seu entorno através dos cinco sentidos (acontecimentos, prática); usamos o termo “intuição” para uma pessoa que utiliza seu instinto, seu sexto sentido (imaginação, perspicácia), para apreender o mundo.

A informação sensorial é concreta e utilizá-la não implica juízos ou considerações: os sensoriais são práticos e cartesianos. Em compensação, a intuição permite receber informações abstratas: os intuitivos são imaginativos e criativos.
Uma pessoa sensorial é:
  • Precisa, rigorosa, realista, dona de um grande senso prático
  • Tem dificuldade para mudar, é perfeccionista, detalhista e sente a necessidade de perpetuar tradições
Você precisa ser concreto e enfático quando conversa com uma pessoa sensorial. Explique as coisas por etapas. É importante valorizá-la por poder avançar graças a seu realismo. Compartilhe com ela atividades sensoriais, como pode ser um esporte, jardinagem, etc.
Uma pessoa intuitiva é:
  • Imaginativa, com grande capacidade para pensar global e a longo prazo, compreende as relações
  • Vive nas nuvens, é abstrata, necessita mudar constantemente e tem dificuldade para reagir
Você deve apreciar a imaginação e o engenho de uma pessoa intuitiva. Saiba escutá-la e seja participativo quando ela propor alguma ideia. Confie nela, sem tentar saber como ela sabe das coisas, se exigir uma explicação.
Tomada de decisão: Racionalidade/Emoção (T/F)
A racionalidade está ligada ao pensamento, enquanto as emoções estão conectadas com nossas referências, nosso coração. A racionalidade é observar os acontecimentos e elaborar um juízo com critérios objetivos, permitindo tomar decisões baseadas em regras e valores permeados pela lógica.
A emoção coloca no centro os valores pessoais, moral, ética e critérios subjetivos, baseando a tomada de decisões em posturas que considerem a harmonia, sua empatia ou sensibilidade.
Uma pessoa racional é:
  • Objetiva, lógica e rigorosa, sabe se distanciar
  • Fria, tem dificuldade para distinguir os sentimentos e pode ser agressiva
Você demonstra respeito a uma pessoa racional apreciando sua perspicácia, pedindo conselhos sem questionar sua vida pessoal, aceitando discutir sem estar na defensiva e entendendo que o outro aceita seu ponto de vista.
Uma pessona emocional é:
  • Compreensiva, empática, sabe escutar e tem um forte senso de valores
  • Falta rigor, tem dificuldade para se distanciar e coloca suas crenças pessoas diante de tudo
Você demonstra respeito a uma pessoa emocional reconhecendo seu talento para ajudar os demais, evitando dizer que são pouco lógicos ou emotivos em demasia, mantendo conversas pessoais e valorizando sua compaixão.
Modo de agir: Juízo/Percepção (J/P)
O juízo dá valor ao controle e domínio, enquanto a percepção estima a flexibilidade. Um juiz é organizado, gosta de tomar decisões e viver em um entorno em que todas as variantes estão controladas. Um perspicaz está aberto às mudanças, é curioso e não gosta do conformismo.
Uma pessoa que julga é:
  • Metódica, organizada, respeita os prazos
  • Rígida (puede ser considerada maniática), burocrática, tem um exagerado senso de dever
Você demonstra respeito a uma pessoa que julga entendendo sua necessidade de ser metódica e organizada, respeitando os compromissos que você tem com ela (como ser pontual) e sua organização.
Uma pessoa perspicaz é:
  • Reativa, espontânea, sabe improvisar sem tomar decisões de forma apressada
  • Tem dificuldade para respeitar prazos, chega tarde, é desordenada e tem dificuldade para lidar com a autoridade
Você demonstra respeito a uma pessoa perspicaz entendendo sua flexibilidade, sua necessidade de fazer perguntas antes de tomar uma decisão, sem insistir muito em respeitar prazos ou compromissos.

O MBTI é realmente eficaz?

O MBTI se demonstra eficaz em vários aspectos, como por exemplo ao ser aplicado no âmbito profissional. Ele permite compreender as dinâmicas pessoais estabelecidas na empresa, por exemplo, bem como ajuda à pessoa a encontrar a carreira profissional mais indicada para ela.
É muito importante entender, porém, que se trata apenas de um indicador. As personalidades nem sempre se enquadram totalmente nas descrições do MBTI, já que todos vivemos uma história que nos altera e nos conforma.
Existe um MBTI nível II, que pode ser realizado por um profissional certificado e que permite compreender melhor os resultados obtidos no primeiro teste.


A música como terapia da alma




Lembre-se do que você sente quando vai dirigindo e toca no rádio uma música que você adora, ou da sensação que o invade cada vez que ouve uma música da sua infância, ou da melancolia que o abraça quando ouve a balada que dançou com um pessoa especial que já não está na sua vida. A música provoca sentimentos, sensações, alegria, tristeza, melancolia. Evoca lembranças boas e ruins.

No inicio de janeiro deste ano, Rosa Montero publicou no jornal El País Semanal um artigo sobre um livro surpreendente, “Instrumental: memórias de música, medicina e loucura”, de James Rhodes (Blackie Books). Este escritor britânico tem uma biografia muito dura: abusos sexuais, tentativas de suicídio, internação psiquiátrica, prostituição… Mas, ao mesmo tempo, Rhodes é a prova de que a música e a sua beleza podem curar.


“A música dá alma ao universo, asas à mente, vôos à imaginação, consolo à tristeza e vida e alegria a todas as coisas.”

– Platão –


Rhodes é pianista, deixou os estudos por 10 anos e voltou a retomá-los com quase trinta anos. Em 2010 se transformou no primeiro músico clássico a assinar um contrato de seis álbuns com a multinacional Warner. Em geral, uma pessoa que deixa um instrumento não volta a tocá-lo, mas ele sim, e foi o poder curativo da música que regenerou a sua vida.
Benefícios da música

O conhecido neurologista Oliver Sacks narra no seu livro “Musicofilia” a relação entre a música e o cérebro e mostra como a música pode despertar áreas prejudicadas do cérebro. No livro, ele fala de pessoas, não de pacientes e relata casos tão inquietantes como o de François Lhermite, que apenas identifica uma melodia, “A Marselhesa”, ou o caso de Martin, uma pessoas com atraso mental profundo que sabe de cor mais de duas mil óperas completas.



Uma das histórias mais comoventes que Sacks conta no seu livro é a de Clive Wearing, um músico inglês que, aos 45 anos, sofreu uma infecção cerebral que afetou gravemente a sua memória, de modo que a partir de então a sua margem de memória é de sete segundos. Mas quando Clive se senta ao piano tudo flui, e ele começa a ter contato com a sua memória e com a sua sabedoria musical, porque a sua capacidade de tocar o piano e o órgão ficou intacta.


“A música expressa tudo aquilo que não se pode dizer com palavras e não pode ficar em silêncio.”

-Víctor Hugo-

Não foi somente Oliver Sacks que demonstrou os benefícios da música para o ser humano. A cientista Sarah Johnson criou inclusive uma disciplina universitária nos Estados Unidos. A musicoterapia é capaz de provocar importantes mudanças a nível fisiológico no organismo: acelera ou retarda funções orgânicas (respiração, circulação, digestão, etc.), a nível psicológico estimula as emoções (facilita a expressão ou provoca um efeito calmante), e a nível intelectual ajuda a alcançar a concentração, estimula a imaginação e facilita o aprendizado de habilidades sociais.

A magia de tocar um instrumento

Nas últimas décadas foram realizadas diversas experiências para estudar como ouvir música afeta de forma muito positiva o cérebro. Foram feitas ressonâncias em pessoas enquanto resolviam problemas matemáticos e enquanto ouviam música, e neste segundo caso detectou-se que diversas áreas são ativadas ao mesmo tempo no cérebro.


Por outro lado, foram analisados os cérebros de pessoas que tocavam instrumentos musicais e comprovaram que tocar um instrumento equivale a uma atividade física completa para o cérebro. Os neurocientistas descobriram que funcionavam diferentes áreas do cérebro de forma simultânea e muito rápida.



Tocar um instrumento ativa praticamente todo o cérebro ao mesmo tempo, em especial o córtex visual, auditivo e motriz, de modo que a prática contínua de um instrumento pode beneficiar também outras atividades.

A diferença entre ouvir música e tocá-la é que a segunda requer motricidade fina, que é controlada pelos dois hemisférios do cérebro, e também combina a precisão lingüística e matemática para as quais o hemisfério esquerdo está mais desenvolvido, com a criatividade na qual sobressai o hemisfério direito.

Por todos estes motivos, foi comprovado que tocar música aumenta o volume e a atividade no corpo caloso do cérebro, que é o que conecta os dois hemisférios. Isto permite aos músicos resolver problemas de forma criativa em muitas outras áreas.

Os músicos têm a memória mais desenvolvida e são capazes de colocar diversas etiquetas às suas lembranças (contextuais, emocionais, auditivas, etc), quase como um bom buscador de internet. Outras atividades como o esporte ou a pintura não demonstraram ter os mesmos benefícios de tocar um instrumento musical no cérebro, embora contribuam com diferentes vantagens.


“Contam que quando um silêncio aparecia entre duas pessoas, era porque um anjo passava e lhes roubava a voz.”









Como acessar o inconsciente: 7 vias para Freud


Posted on Posted in Psicanálise, Teoria Psicanalítica
Foi difícil para muitos entender o conceito de inconsciente assim que Freud passou a estudá-lo. A própria ideia de como poderíamos ter consciência dele foi posta em questão, visto que não sabiam como encontrá-lo. Para esclarecer isso, confira sete modos de como acessar o inconsciente.

Associação livre

O método de associação livre foi uma das primeiras abordagens realizadas por Freud em consultório. Em suma, se trata de deixar que o paciente fale tudo aquilo que vier em sua mente. Foi daqui aliás que surgiu a cura pela fala, algo inovador numa época de tratamentos tão invasivos.
A associação livre permite que o paciente caminhe lentamente em direção à sua própria inconsciência. Embora não perceba, esta continua a ser moldada pela forma como este vive. Não apenas acumula, como também transforma, fratura e devolve.
A associação livre é uma forma de como acessar o inconsciente de modo mais amplo. Neste ponto, cabe ao psicanalista fazer associações para interpretar corretamente o paciente.

Interpretando sonhos

Os sonhos são outras formas de acessar o inconsciente do analisado. Apesar de parecerem desconexos, é justamente essa natureza pouco linear que encobre a real necessidade do indivíduo. Por meio deles é possível decifrar, dentre outras coisas:

Desejos

Tudo aquilo que não projetamos no mundo acaba por retornar a nós mesmos. Os desejos inclusive podem ser o gatilho a manifestações neuróticas caso sejam reprimidos como muita frequência.

Medos

Nossos medos também acabam revelando aspectos do inconsciente através dos sonhos. É possível notar que tudo está ligado com coisas que interiorizamos e guardamos na parte mais funda da nossa essência.

Analisando o significado das palavras

A forma de falar, uso da palavras e os tons são outras forma de como acessar o inconsciente. Tudo faz parte do nosso ser, de modo que se conecte em uma reação em cadeia. Basicamente, o que dizemos e como dizemos está conectado com o momento em que vivemos e o que guardamos.
Por exemplo, pense em alguém que se comunica de forma vaga, indireta e um pouco sem sentido. Certamente este experimenta uma sensação de vazio, de não pertencimento e deslocamento. Suas palavras correspondem exatamente ao que ele vive, ainda que não tenha consciência disto.
É preciso que se faça um acompanhamento com um profissional qualificado para isso a fim de ter um diagnóstico completo. Por vezes, a má interpretação pode levar a situações embaraçosas e constrangedoras.

Observando hábitos recorrentes

Uma outra forma de ter acesso ao inconsciente é por meio da observação de nossos costumes diários. Você nunca se perguntou por que toma algumas medidas que acabam por te prejudicar? O segredo se encontra no mecanismo de repetição contido em seu inconsciente.
A exemplo, por que uma pessoa sempre se envolve com pessoas com o mesmo comportamento destrutivo? A resposta para isso deve estar contida em seu passado, mais especificamente em uma figura humana. Inconscientemente, ela se envolve com este tipo porque a faz lembrar de alguém que marcou a sua vida.
É cabível ressaltar que tais relações não entram na questão do merecimento ou não. Ao contrário do que dizem, não temos a relação que acreditamos achar que merecemos. Relacionamentos são feitos de muitas camadas e ambos estão envolvidos nisso.

Chistes

Outra forma de interpretar o inconsciente é através dos chistes, uma forma inteligente de refletir a realidade. Esse tipo de reflexão inocente e/ou maldosa expõe a construção interna de cada indivíduo. Contudo, por mais simples que pareça, se divide em seis técnicas diferentes:

Condensação
Quando unimos dois conceitos em apenas uma ideia e que gera um sentido engraçado. A exemplo, quando alguém pede que pare de beber, mas você responde que é especialista nisso e já parou 5 vezes.


Fonte
https://www.psicanaliseclinica.com/como-acessar-o-inconsciente/

Quando procurar um Psicólogo?

24 de agosto de 2016

  |  Tempo de leitura: 4 minutos
Quando procurar um Psicólogo? Quem nunca se deparou com a frase, “quem precisa de psicólogo é louco”?
Pois bem, mesmo hoje, em pleno século 21, isso ainda é ouvido. Nós psicólogos, temos a escuta treinada e estamos acostumados a lidar com essas questões, contudo, o que me espanta é o quão pouco as pessoas evoluíram em relação a esse assunto e o quanto a procura por psicólogos, para muitos, ainda é um tabu.

Quando procurar um psicólogo, afinal?

As estatísticas mostram que no Brasil, 20% da população apresenta algum transtorno emocional, sendo que os Transtornos de Ansiedade e de Depressão lideram essas estatísticas. Muitos não realizam o tratamento por desconhecimento, preconceito, falta de acesso e também por não apresentarem consciência da doença, impossibilitando a busca efetiva por ajuda.
É evidente que são inúmeros os fatores que podem contribuir para a não realização do tratamento, mas alguns aspectos podem ser considerados fundamentais para colaborar para a  pessoa buscar de fato ajuda de um psicólogo.

Quando buscar ajuda profissional?

Abaixo alguns pontos que podem ser esclarecedores quando procurar um psicólogo:

Sintomas físicos

Muitas vezes é o corpo quem dá o sinal. O corpo fala, mas nem sempre conseguimos escutá-lo. São poucas as pessoas que tem consciência de que a causa do seu sintoma pode ser emocional. É importante também saber dosar e ter cuidado para não psicologizar os sintomas físicos e achar que tudo pode ser emocional. Buscar ajuda médica nesse momento é fundamental para fazer um diagnóstico que elimine as causas físicas.
No entanto, um bom diagnóstico com um psicólogo pode esclarecer muitos aspectos anteriormente não percebidos. Taquicardia, dores no estômago, dores musculares, dores no peito, cansaço físico, desânimo, diarreia, sudorese, problemas de pele, são alguns exemplos de sintomas que podem denunciar algum transtorno emocional. Embora a causa seja emocional, a presença desses sintomas é real.

Sensação de não pertencer a algum lugar

Algumas pessoas vivem com a sensação de não estarem encaixadas na sociedade. É como se tivessem a sensação de não pertencer a nenhum lugar. Como se tudo parecesse estranho, ou como se vivessem uma vida que não lhe pertencessem. Esses sintomas evidenciam que algo não vai bem e a necessidade de buscar ajuda.

Quando os sintomas interferem no cotidiano

Esse é um ponto bastante importante que deve ser levado muito em conta para procurar ajuda. Nem sempre as pessoas percebem a gravidade do seu quadro. Uma dica é observar o quanto a sua vida diária modificou nos últimos tempos ou está limitada devido a alguns sintomas ou comportamentos. O indivíduo às vezes não percebe. Mas as pessoas de sua convivência observam e apontam algumas reações que podem aparecer de maneira direta ou indireta (apresentando também algum tipo de sintoma ou comportamento).

Dificuldades nos relacionamentos

Os relacionamentos algumas vezes deflagram a necessidade de buscar ajuda. Nem sempre é a própria pessoa que percebe isso. Muitas vezes é o outro que observa determinados comportamentos ou sintomas que fazem a luz se acender.



Vida que não segue após trauma ou perda

Tudo na vida precisa de um tempo de elaboração, principalmente quando algo acontece repentinamente. É natural que após algum trauma, mudança ou perda, a vida fique um pouco atrapalhada e que sintomas como tristeza, angústia, medo, dúvidas apareçam. Entretanto, é importante observar se tais sintomas e ou comportamentos se estendem por muito tempo, pois pode ser que se trate de algum transtorno emocional.

Desinteresse pelas coisas que gostava de fazer

Sabe quando a pessoa sente-se desinteressada pelo que fazia anteriormente, às vezes até atribuindo, por exemplo, o seu comportamento ao trabalho ou ao seu modo de vida? Sabe quando alguém se sente desiludido, achando que nada faz sentido? Pode ser que seja esse o sintoma que denota a necessidade de buscar ajuda psicológica.
Plataformas como a Vittude podem facilitar a busca por um psicólogo que atenda a requisitos específicos para atender pais e crianças que precisam de acompanhamento. Se você tem dúvidas com relação a algum diagnóstico, agende uma avaliação psicológica com um de nossos psicólogos.
Artigo revisado em: 18/10/2019

Tatiana Pimenta
CEO e Fundadora da Vittude. É apaixonada por psicologia e comportamento humano, sendo grande estudiosa de temas como Psicologia Positiva e os impactos da felicidade na saúde física e mental. Cursou The Science of Happiness pela University of California, Berkeley. É maratonista e praticante de Mindfulness. Encontrou na corrida de rua e na meditação fontes de disciplina, foco, felicidade e produtividade.


Fonte
https://www.vittude.com/blog/quando-procurar-um-psicologo/

Quem precisa de psicoterapia?



Várias são as questões que habitam o íntimo das pessoas em relação à busca por uma ajuda psicoterápica.

Muitas pessoas se perguntam: �Por que eu deveria fazer psicoterapia?� �Será que eu preciso?�.

Esses questionamentos residem em alguns mitos que envolvem a prática da clínica psicológica, como por exemplo:
�Psicologia é um tratamento para doentes mentais.�, �Pagar alguém para me dar conselhos?!�, �Vou contar minha coisas para um estranho?�, �Quem precisa de ajuda para resolver seus problemas é um fraco�.


CONCEITO DE AJUDA
Em nossa cultura o termo ajuda apresenta um sentido contaminado com um juízo de valor de menosvalia � quem precisa de ajuda apresenta uma incapacidade de resolver seus próprios problemas, seria um �fraco�.

Existe uma cobrança tácita, em nossa sociedade, de que as pessoas devem ter personalidade forte, darem conta de todos os problemas de si e dos outros.

Tal situação reside na alta competitividade e no alto grau de exigência que norteiam as relações na sociedade contemporânea.

Assim, um pedido de ajuda denota fragilidade, além de gerar a fantasia de estar à mercê do outro.

A tendência, portanto, é do indivíduo se retrair e ficar na solidão, sem repartir suas dúvidas e angústias, andando em círculos, adiando decisões, negando problemas, transferindo a responsabilidade, culpando algo ou alguém por seus dilemas.

Todas as pessoas vivem, em certa medida, relações de ajuda. O (a) amigo (a), um professor, um religioso, cônjuge podem se apresentar como um �ombro acolhedor� que ouve e opina sobre a situação.

Porém, na relação de ajuda psicoterápica isso não ocorre.

Em momento algum o profissional expõe sua intimidade, sua vida pessoal, pois o centro da relação é o cliente.

É uma relação profissional que implica em um propósito bem definido de trabalhar as queixas/angústias que o cliente apresenta.


O QUE É PSICOTERAPIA?
A PSICOTERAPIA é um campo do saber que visa a compreensão do ser humano e de seu modo de existir no mundo. Envolve, portanto, o estudo do comportamento humano bem como o desenvolvimento de recursos metodológicos clínicos que favorecem ao equilíbrio bio-psico-social do indivíduo.

O tratamento psicoterápico é definido como um processo conduzido por um psicólogo (VER Resolução do CFP), com sólida competência profissional em realizar diagnóstico e procedimentos clínicos psicológicos.

Trata-se, portanto, de um tratamento realizado por meio de técnicas fundamentadas em uma teoria de personalidade, com o propósito de reorganizar padrões de comportamentos geradores de sofrimento que interferem no bem estar do indivíduo e o impedem de criar possibilidades de realização pessoal.

Envolve, também, o tratamento de transtornos psíquicos mais acentuados.

Assim sendo, a psicoterapia objetiva o fortalecimento da capacidade de autogerenciamento do cliente, permitindo-lhe tomar para si o rumo da própria vida. Isso se dá através do aprofundamento de sua autopercepção e, por conseqüência, a compreensão de seu próprio funcionamento e dos fatos de sua vida.

Psicoterapeuta e clientes, juntos, vão como num caleidoscópio girando e reorganizando de outras maneiras a pedrinha nele contida, originando-se, assim, novas formas de pensar, sentir e agir.

Nessa perspectiva a relação psicoterápica é uma relação de parceria, pois implica em um compromisso mútuo, porém diferenciado, do profissional e do cliente.


DO PSICOTERAPEUTA
Cabe ao psicólogo possuir habilitação profissional para o exercício de sua profissão, isso se traduz em capacitação teórico-técnica fundamentada em um sólido treinamento em uma abordagem psicológica.

Essa capacitação profissional envolve também a vivência de um processo psicoterápico, a fim de resolver suas questões pessoais e, assim, desenvolver a empatia e a doação necessária para receber, compreender e lidar com a dor e o sofrimento de quem o procura.

Além disso, faz-se necessário possuir uma conduta ética e honesta firmemente estabelecida.


DO CLIENTE
Cabe ao cliente participar ativamente de seu processo de autoconhecimento, através do confronto consigo mesmo, da admissão de fatos e comportamentos que eram camuflados, negados, não aceitos.

Implica também o compromisso com a busca de seu crescimento pessoal e com o reconhecimento de sua responsabilidade perante a própria vida. Subentende-se, então, uma forma ativa, participativa, rumo à maturidade.


PACIENTE OU CLIENTE?
É muito comum ouvir as expressões paciente e/ou cliente referindo-se àquele que procura uma ajuda psicoterápica. Consideramos válido fazer uma ressalva sobre esse ponto.

O termo paciente significa resignado, manso, aquele que espera pacientemente um resultado, estar passivo. São definições que reduzem o indivíduo à figura amorfa de quem nada ou pouco pode fazer por si mesmo e que deve submeter-se às decisões e/ou orientações de outrem que detém o poder.

Já o termo cliente significa pessoa protegida, aquele que busca por um serviço. Esse conceito envolve uma idéia de ação, movimento. Alguém que possui participação ativa.

Assim, parece-nos mais apropriado o termo cliente, pois apresenta o indivíduo como agente ativo de seu processo � aquele que busca ajuda, que faz algo por si, que reconhece o esforço necessário para trilhar sua jornada pessoal.

Nesse sentido, desmistificasse a imagem caricata do indivíduo que fica à espera de que tudo se resolva como um passe de mágica.


QUANDO BUSCAR UMA PSICOTERAPIA?
Em algum momento, na roda-viva da vida, a necessidade de uma ajuda psicoterápica pode surgir. Pode ser de forma abrupta � alguém diz diretamente que você deve procurar um psicoterapeuta, ou emerge lentamente � você constata que não está conseguindo lidar com as próprias dificuldades.

É importante saber que quando surge a necessidade de buscar uma psicoterapia, essa alternativa nunca é encarada tranqüilamente. Podem suscitar vários conflitos, devido aos juízos de valores negativos atribuídos à relação de ajuda.

Ao buscar um psicoterapeuta, ou psicólogo clínico, a pessoa encontrará profissionais com diferentes estilos e técnicas de tratamento, como: Psicanálise, Gestalt-terapia, Comportamental, Existencial-humanísta, Bioenergética, dentre outras.

Todo e qualquer ser humano é passível de sentir-se infeliz, de não estar satisfeito com a própria vida. Homens e mulheres, pais e mães, profissionais de todos os tipos, crianças, pessoas de todas as idades, solteiros, casados podem experienciar angústias e sofrimentos.

Enfim, o momento de procurar uma ajuda psicoterapêutica pode ser identificado quando um estado de infelicidade se torna prolongado, gerando limitações em uma ou mais camadas da vida.


QUAIS AS QUEIXAS MAIS COMUNS?

Apresento alguns exemplos:

Algumas pessoas enfrentam crises existenciais:
� não conseguem estabelecer-se profissionalmente;
� não conseguem formar e manter uma relação amorosa;
� apresentam dificuldades sexuais; (Sexologia Clínica)
� apresentam sentimentos de incapacidade e menosvalia;
� fazem uso abusivo de drogas lícitas ou ilícitas;
� apresentam comportamentos compulsivos, seja no trabalho, no sexo, na alimentação;
� apresentam depressão;
� sofrem de crises de ansiedade;
� possuem síndrome do pânico, etc.

Outras apresentam dificuldades em adaptar-se às transições/mudanças que ocorrem na vida:
� casamento;
� nascimento de um filho;
� separação;
� mudança de emprego;
� aposentadoria;
� adoecimento; (Psico-oncologia)
� perda de um ente querido, etc.

Existem, ainda, estados que denominamos de estresse pós-traumático, vivenciados após: � situações de violência urbana;
� acidentes;
� guerra;
� abuso e/ou violência sexual;
� tortura física e/ou psicológica, etc.


PSICOTERAPIA, ACONSELHAMENTO E ANÁLISE SÃO A MESMA COISA?
Não. A psicoterapia, como já foi explicado, refere-se a uma forma de tratamento através de uma relação sistemática e sem tempo determinado.

O aconselhamento é definido como uma intervenção de caráter preventivo ou de apoio, e de caráter situacional. A relação no âmbito do aconselhamento caracteriza-se por uma menor intensidade de expressão emocional e maior ênfase nos aspectos cognitivos, utilizando informações específicas e sugestões.

O aconselhador desempenha a função de dar suporte às questões circunstanciais, como por exemplo: planejamento de programas acadêmicos, orientação vocacional, recolocação profissional, orientação de pais, orientação para planejamento de atividades profissionais e/ou pessoais, auxílio na readaptação após alguma mudança na vida.

Outra distinção diz respeito ao programa de trabalho � duração do processo, menor freqüência de contatos, menor ênfase na história pessoal da pessoa, maior foco nos aspectos relacionados ao desempenho de papéis nas diferentes situações da vida, maior centralização na discussão factual de problemas e de dados objetivos.

A prática do aconselhamento é mais comumente realizada em instituições � escolas; universidades; centros de orientação familiar, vocacional e profissional; hospitais e clínicas, embora seja também oferecido, em menor escala, em consultório particular.

Os profissionais que atuam nessa área são, em geral, terapeutas ocupacionais, padres, pastores, pedagogos, fisioterapeutas, orientadores educacionais, assistentes sociais, psicólogos escolares. Porém, eventualmente, médicos e psicólogos clínicos podem atuar nessa perspectiva.

Deve-se considerar que, em certa medida, a psicoterapia e o aconselhamento podem apresentar algum grau de ambigüidade.

Nos dois campos de atuação subentende-se a existência de uma relação de ajuda, portanto, terapêutica. Conforme a American Psychological Association �o aconselhamento diferencia-se da psicoterapia pela sua centralização (...) nos planos que devem ser postos em prática pelo indivíduo no sentido de desempenhar um papel social produtivo.�


E O QUE É ANÁLISE?
É um termo empregado para designar uma relação de ajuda fundamentada em uma escola ou linha da psicologia que é a PSICANÁLISE.

Outras escolas, tão importantes quanto esta, não utilizam esta terminologia, apesar de ser muito comum as pessoas usarem.


EXISTE ALTA EM PSICOTERAPIA ?
Na perspectiva da Psicologia Formativa empregamos o termo FINALIZAÇÃO, pois a ALTA além fazer parte de um legado médico segue um pressuposto de cura ou em "corrigir alguém".

Assim procuramos reorganizar a linguagem para uma forma mais coerente com a visão formativa, vez que o objetivo da psicoterapia está, essencialmente, na organização de novas formas de existir.

Todo processo psicoterápico possui começo, meio e fim. Contudo, não retrata o fim de um processo, mas o fim de um trabalho psicoterapêutico, já que o processo interno/pessoal é ad eternum.

Às vezes, as pessoas têm dificuldades em formar um final e o fechamento do trabalho pode ser pela briga ou rompimento. Porém, o fim da psicoterapia não significa rompimento da relação, nem abandono, mas um estágio final em que a relação de ajuda não mais se apresenta como algo essencial.

Em outras palavras, quando ambos - cliente e psicoterapeuta - percebem a existência de um poder de autogerenciamento que o cliente organizou para si mesmo.

A finalização pode ser considerada como uma transição entre dois momentos: da necessidade de ajuda para o reconhecimento de que pode seguir em frente, tendo a certeza de poder contar com o profissional quando quiser.

É uma transição gradativa, cujo foco está no reconhecimento das conquistas obtidas pelo cliente e no seu compromisso com o futuro que está formando.

Publicado em: 09/05/2009. Última revisão: 31/07/2019
 COLABORADORES 
Dra. Iracema TeixeiraDra. Iracema Teixeira é psicóloga somático - transpessoal, com especialização em Sexualidade Humana e mestre em Sexologia. Em sua clínica, atende adolescentes, adultos, e também em terapia sexual e aconselhamento conjugal. É coordenadora do Grupo de Mulheres � "Descobrindo o Prazer".
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https://www.saudenainternet.com.br/portal_saude/quem-precisa-de-psicoterapia-.php

8 sinais de que você precisa fazer terapia





Tudo o que lhe faz sentir oprimido ou te impede de funcionar direito merece a atenção de um terapeuta, assistente social ou psicólogo

Todo mundo passa por períodos de stress, tristeza, luto e conflito, então quando você não se sente muito bem pode ser difícil saber se é hora de procurar um profissional para lidar com o problema.
A prioridade da comunidade psiquiátrica é identificar e atender aqueles que tem doenças mentais diagnosticáveis, mas a ajuda psicológica para quem tem algum problema que não seja tão óbvio pode ser igualmente importante. Além de sofrer sem necessidade, quem está nessa situação pode ter o quadro agravado justamente por falta de tratamento profissional. “Quanto mais cedo se procura ajuda, mais fácil é resolver o problema”, diz o psicólogo Daniel J. Reidenber. “O tratamento vai ser mais curto e menos estressante.”
Os psicólogos atribuem a baixa procura por ajuda médica ao estigma e aos mitos ligados à terapia: a ideia de que seja algo para gente louca, que a ajuda de um profissional seja um sinal de fraqueza ou tome tempo e custe caro demais. Nada disso é verdade, diz a psicóloga Mary Alvord.
“Um tratamento não precisa envolver análise quatro vezes por semana; tenho pacientes que vêm para apenas duas sessões ou para terapia comportamental durante um ano”, diz Alvord. “As pessoas acham que vão se tornar prisioneiras do tratamento, mas isso simplesmente não é verdade.”
“Existe um estigma injustificado ligado às doenças mentais, e olhe que nem estamos falando de uma doença mental”, diz Reidenberg. “Estamos falando apenas da vida e das dificuldades dela. Os benefícios da psicoterapia [podem ser vistos] mais como formas de aliviar o estresse, como exercícios físicos ou uma alimentação correta – estratégias que podem ajudar no dia-a-dia e ajudar a aliviar tensões.”
Então quais são os sinais de que pode ser a hora de marcar uma consulta? Pedimos que Reidenberg, Alvord e psicóloga Dorothea Lack indicassem a que sintomas devemos estar atentos quando não nos sentimos muito bem.
A principal conclusão? É apenas uma questão de avaliar sua capacidade de tolerância – tudo o que lhe faz sentir oprimido ou te impede de funcionar direito merece a atenção de um terapeuta, assistente social ou psicólogo.

Todas as suas emoções são intensas
“Todo mundo fica nervoso e triste, mas e a intensidade? E a frequência? Isso te atrapalha ou prejudica a sua vida?”, pergunta Alvord.
A sensação de ser regularmente dominado pela tristeza ou pela raiva pode indicar algo mais profundo, mas é preciso prestar atenção a uma outra coisa: o catastrofismo.
Quando um desafio aparece de repente, você imediatamente se prepara para o pior? Esse tipo de ansiedade extrema, em que as preocupações são desproporcionais e os cenários pessimistas passam a se tornar cenários realistas, pode ser profundamente debilitante.
“Pode ser paralisante, levar a ataques de pânico e até mesmo a evitar as coisas”, diz Alvord. “Se sua vida começa a se contrair porque você está se omitindo é provavelmente a hora de procurar alguém.”
Você passou por um trauma e não consegue parar de pensar no assunto
A dor de uma morte na família, uma separação ou a perda do emprego podem ser suficientes para exigir algum tipo de aconselhamento. “A tendência é achar que esse tipo de sensação vai embora sozinha”, diz Alvord, lembrando que nem sempre este é o caso. O luto pode nos atrapalhar no dia a dia e nos afastar dos amigos. Se você perceber que está se distanciando, ou se seus amigos notarem o mesmo, talvez seja a hora de procurar alguém para tentar entender como o evento ainda está te afetando. Por outro lado, algumas pessoas reagem às perdas com uma reação mais maníaca — buscam os amigos incessantemente e têm problemas para dormir. Estes também são sinais de alerta.

Você tem dores de cabeça recorrentes e inexplicáveis, dores de estômago ou baixa resistência
“Se estamos emocionalmente abalados, o corpo pode ser afetado”, diz Alvord. Pesquisas confirmam que o estresse pode se manifestar de diversas formas, de problemas estomacais crônicos a dores de cabeças, resfriados e redução do apetite sexual. Reidenberg afirma que há outros indícios menos frequentes, como dores musculares repentinas (ou seja, não aquelas que aparecem depois da academia) ou dores no pescoço.
Você está usando alguma substância para aguentar o dia a dia
Se você percebe que está bebendo ou usando drogas em maiores quantidades ou com maior frequência — ou até mesmo pensando mais em bebidas ou drogas –, pode ser um sinal de que você queira anestesiar algum tipo de sensação. Mas essa substância pode não ser o álcool ou droga: pode ser comida. Reidenberg nota que mudanças no apetite podem ser um sinal de que nem tudo está bem. Comer demais, ou de menos, pode indicar estresse ou sinalizar que você não está querendo cuidar de si mesmo.
Você não está rendendo no trabalho
Mudanças na performance no trabalho são comuns entre aqueles que enfrentam questões emocionais ou psicológicas. Você pode se sentir desconectado do trabalho, segundo Reidenberg, mesmo que antes gostasse do que faz. Além de afetar a concentração e a atenção, você pode começar a receber críticas dos seus chefes ou colegas. Pode ser um sinal de que é hora de buscar um profissional.
“Adultos passam a maior parte do tempo no trabalho”, diz Reidenberg. “Então as pessoas que reparam são aquelas que têm de compensar, como em uma família.”

Você se sente desconectado daquilo que gostava de fazer
Se seus clubes, encontros de amigos e família estão perdendo a graça, pode ser um sintoma de que algo está errado, explica Reidenberg. “Se você está desiludido, achando que nada faz sentido, buscar terapia pode ajudar a clarear o ar ou procurar uma nova direção.”
Seus relacionamentos estão desgastados
Você tem dificuldades para explicar como realmente está se sentindo – ou mesmo para identificar suas emoções? Se você se sente infeliz durante as interações com aqueles que ama pode ser um candidato para uma terapia de casal ou de família, diz Alvord.
“Podemos ajudar as pessoas a escolher melhor as palavras – e ensinamos que não é só o que você está dizendo que importa, mas também sua linguagem corporal e sua atitude”, diz Alvord.
Seus amigos dizem que estão preocupados com você
Amigos podem perceber padrões que não conseguimos identificar nós mesmos, portanto é importante considerar a perspectiva daqueles que estão à sua volta.
“Se alguém que faz parte da sua vida diz algo como: ‘Você falou com alguém sobre isso?’ ou ‘Você está bem? Estou preocupado com você’ – é um sinal de que você provavelmente deveria ouvir o conselho”, diz Reidenberg.

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