investigação realizada pelo Pr. Psi. Jor Jônatas David Brandão Mota
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Este conteúdo nasce da convicção de que a política não é um jogo de paixões cegas, mas um espaço de decisões que afetam vidas concretas, especialmente as mais frágeis. Votar não é um ato neutro, tampouco meramente individual; é uma escolha com consequências coletivas, históricas e morais. Por isso, analisar criticamente discursos, declarações e posturas públicas de lideranças políticas é não apenas legítimo, mas necessário à saúde democrática e ao bem comum.
Os motivos aqui apresentados não se baseiam em boatos, caricaturas ou disputas eleitorais superficiais. Eles partem do que foi dito publicamente, em entrevistas, pronunciamentos oficiais, declarações parlamentares e registros amplamente documentados. A palavra tem peso político, produz cultura, legitima práticas e educa consciências. Quando um líder fala, ele não apenas opina: ele autoriza comportamentos, normaliza violências e molda imaginários sociais.
Este material não tem como objetivo atacar eleitores, humilhar pessoas ou demonizar indivíduos. Ao contrário, parte do princípio de que ninguém deve ser reduzido ao voto que faz. Cada motivo inclui, de forma intencional, um conselho respeitoso a quem cogita apoiar esse projeto político, reconhecendo que muitos o fazem movidos por medo, frustração, desinformação ou esperança de mudança. O diálogo só é possível quando há respeito; a verdade só é ouvida quando não vem carregada de desprezo.
Há, também, neste trabalho, uma lente ética explicitamente cristã — não no sentido confessional ou partidário, mas evangélico. Jesus de Nazaré não fundou partidos, não tomou o poder e não abençoou impérios. Seus ensinamentos e sua prática histórica confrontaram a violência, o autoritarismo, a exclusão e a instrumentalização da fé. Por isso, cada declaração analisada é colocada em contraste direto com o ensino e o exemplo de Jesus, não como retórica religiosa, mas como critério ético.
Por fim, este preâmbulo convida o leitor a algo maior que concordar ou discordar: convida a pensar com responsabilidade, a discernir com profundidade e a votar com consciência histórica. O bolsonarismo, mais do que uma pessoa, representa um modo de fazer política, de tratar o outro e de compreender o poder. Avaliar esse projeto à luz da democracia, da dignidade humana e do Evangelho é um serviço ao povo — inclusive àqueles que, hoje, ainda acreditam nele.
064 TRABALHO E RENDA
065 PREVIDÊNCIA SOCIAL
066 PANDEMIA (COVID-19)
067 SAÚDE PÚBLICA
068 EDUCAÇÃO
070 MEIO AMBIENTE
071 POVOS INDÍGENAS
072 FOME E SEGURANÇA ALIMENTAR
073 ASSISTÊNCIA SOCIAL
074 MULHERES
075 POPULAÇÃO NEGRA
076 SEGURANÇA PÚBLICA
077 ARMAS
078 DEMOCRACIA
079 IMPRENSA E LIBERDADE DE EXPRESSÃO
080 CULTURA
081 DIREITOS HUMANOS
083 POLÍTICA EXTERNA
084 JUVENTUDE
085 IDOSOS
086 PESSOAS COM DEFICIÊNCIA
087 POPULAÇÃO LGBTQIA+
088 SERVIDORES PÚBLICOS
089 JUSTIÇA SOCIAL
090 ÉTICA PÚBLICA
091 MORAL INSTITUCIONAL
092 COESÃO SOCIAL
093 FUTURO DO TRABALHO
094 LEGADO HISTÓRICO
Sobre TRABALHO E RENDA
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Desvalorização do salário mínimo
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Apoio irrestrito à reforma trabalhista herdada
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Incentivo à pejotização
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Fragilização de sindicatos
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Discurso contra direitos trabalhistas
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Normalização da informalidade
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Apoio ao “bico” como solução estrutural
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Ausência de política de emprego
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Desproteção do trabalhador intermitente
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Desprezo pela negociação coletiva
Sobre PREVIDÊNCIA SOCIAL
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Apoio integral à reforma da Previdência
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Aumento do tempo de contribuição
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Redução do valor dos benefícios
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Penalização dos mais pobres
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Benefício maior aos mais ricos
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Desconsideração da expectativa de vida regional
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Fragilização da aposentadoria rural
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Discurso de criminalização do aposentado
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Silêncio sobre renúncias fiscais
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Tratamento fiscalista da seguridade
Sobre PANDEMIA (COVID-19)
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Minimização da gravidade da doença
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Atraso na compra de vacinas
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Incentivo a medicamentos ineficazes
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Ataques à ciência
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Descoordenação nacional
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Conflitos com governadores e prefeitos
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Falta de campanhas educativas
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Desprezo pelas vítimas
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Desinformação institucional
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Politização da saúde pública
Sobre SAÚDE PÚBLICA
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Subfinanciamento do SUS
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Ataques a profissionais de saúde
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Desmonte de políticas preventivas
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Negligência com saúde mental
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Redução de programas estratégicos
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Militarização do Ministério da Saúde
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Falta de planejamento sanitário
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Desprezo pela atenção básica
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Silêncio diante da fome
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Prioridade orçamentária distorcida
Sobre EDUCAÇÃO
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Cortes em universidades federais
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Ataques à educação crítica
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Perseguição ideológica a professores
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Desmonte da pesquisa científica
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Desvalorização do magistério
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Instabilidade no MEC
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Discurso anti-intelectual
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Censura indireta
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Militarização de escolas
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Evasão escolar ignorada
Sobre CIÊNCIA E TECNOLOGIA
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Cortes no CNPq e Capes
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Fuga de cérebros
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Desprezo pela produção científica
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Ataques a pesquisadores
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Negacionismo institucional
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Isolamento internacional
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Falta de inovação estratégica
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Descontinuidade de projetos
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Politização da ciência
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Enfraquecimento do futuro produtivo
Sobre MEIO AMBIENTE
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Enfraquecimento do Ibama
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Desmonte da fiscalização
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Incentivo ao desmatamento
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Ataques a ambientalistas
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Negação da crise climática
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Multas ambientais reduzidas
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Incentivo à mineração predatória
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Queimadas normalizadas
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Perda de credibilidade internacional
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Prejuízo econômico sustentável
Sobre POVOS INDÍGENAS
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Ataques à demarcação de terras
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Incentivo à invasão de territórios
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Desmonte da Funai
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Omissão diante de violência
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Disseminação de doenças
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Desprezo cultural
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Racismo institucional
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Negação de direitos constitucionais
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Pressão do agronegócio ilegal
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Genocídio simbólico e material
Sobre FOME E SEGURANÇA ALIMENTAR
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Extinção do Consea
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Negação do retorno da fome
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Falta de política alimentar
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Desmonte da agricultura familiar
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Prioridade ao agronegócio exportador
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Alta dos alimentos ignorada
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Desprezo pelos pobres
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Assistencialismo tardio
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Inércia diante da miséria
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Retrocesso histórico
GRUPO 10 — ASSISTÊNCIA SOCIAL
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Enfraquecimento do SUAS
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Cortes em programas sociais
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Descontinuidade do Bolsa Família
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Auxílio emergencial tardio
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Valor insuficiente do auxílio
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Instabilidade para famílias pobres
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Uso eleitoral da assistência
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Falta de política estrutural
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Desprezo pela proteção social
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Aumento da vulnerabilidade
Sobre MULHERES
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Discursos misóginos
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Desmonte de políticas de gênero
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Negligência com feminicídio
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Ataques a direitos reprodutivos
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Invisibilização da desigualdade salarial
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Desprezo pela violência doméstica
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Nomeações ideológicas
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Culpabilização da vítima
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Ausência de políticas públicas
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Retrocesso civilizatório
Sobre POPULAÇÃO NEGRA
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Negação do racismo estrutural
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Ataques a políticas afirmativas
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Discurso racista normalizado
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Violência policial legitimada
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Invisibilização estatística
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Desmonte de políticas antirracistas
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Desprezo pelas periferias
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Criminalização da pobreza
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Silêncio institucional
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Manutenção da desigualdade
Sobre SEGURANÇA PÚBLICA
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Incentivo à violência policial
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Cultura do “atirar primeiro”
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Exaltação da morte
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Falta de política preventiva
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Armas facilitadas
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Aumento do risco social
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Negligência com vítimas
-
Populismo penal
-
Falta de inteligência policial
-
Mais violência, não menos
Sobre ARMAS
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Facilitação do acesso a armas
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Incentivo ao armamentismo
-
Risco aos trabalhadores
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Aumento da violência doméstica
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Ideologia da força
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Desprezo pela cultura da paz
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Conflitos cotidianos armados
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Militarização da sociedade
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Contradição com dados científicos
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Insegurança coletiva
Sobre DEMOCRACIA
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Ataques às instituições
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Deslegitimação das eleições
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Ameaças autoritárias
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Discurso golpista
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Desprezo pela Constituição
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Conflito permanente
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Instabilidade institucional
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Normalização do autoritarismo
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Polarização destrutiva
Risco democrático
Sobre IMPRENSA E LIBERDADE DE EXPRESSÃO
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Ataques verbais sistemáticos à imprensa
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Descredibilização de jornalistas
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Incentivo à hostilidade contra repórteres
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Disseminação de desinformação oficial
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Uso de lives para contornar a imprensa
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Ameaças veladas à liberdade de expressão
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Normalização da mentira política
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Estigmatização da mídia crítica
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Pressão institucional indireta
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Enfraquecimento do direito à informação
Sobre CULTURA
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Desmonte do Ministério da Cultura
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Cortes em editais culturais
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Censura ideológica indireta
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Demonização de artistas
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Paralisação de políticas culturais
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Desprezo pela economia criativa
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Uso moralista da cultura
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Perda de empregos no setor
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Isolamento cultural internacional
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Empobrecimento simbólico do país
Sobre DIREITOS HUMANOS
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Ataques ao conceito de direitos humanos
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Deslegitimação de defensores de direitos
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Alinhamento com discursos autoritários
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Negação de violações históricas
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Desmonte de conselhos participativos
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Silêncio diante de abusos
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Relativização da dignidade humana
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Enfraquecimento institucional
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Desprezo pelas vítimas
-
Retrocesso civilizatório
Sobre ECONOMIA POPULAR
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Ausência de apoio ao pequeno comércio
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Falta de crédito acessível
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Desprezo pelo microempreendedor
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Aumento do custo de vida
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Inflação ignorada no cotidiano
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Política econômica excludente
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Prioridade ao rentismo
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Falta de proteção ao consumidor
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Desigualdade ampliada
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Empobrecimento da base social
GRUPO 20 — POLÍTICA EXTERNA
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Isolamento diplomático
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Alinhamento ideológico acrítico
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Ataques a organismos internacionais
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Perda de acordos estratégicos
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Desprestígio do Itamaraty
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Negação ambiental no exterior
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Deterioração da imagem do Brasil
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Prejuízos comerciais
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Ruptura do multilateralismo
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Menor proteção aos brasileiros fora do país
Sobre JUVENTUDE
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Falta de políticas para jovens
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Desemprego juvenil elevado
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Desmonte de programas educacionais
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Criminalização da juventude pobre
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Desprezo pela cultura jovem
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Falta de perspectiva de futuro
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Ataques à participação estudantil
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Evasão escolar ignorada
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Ausência de políticas de inclusão
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Geração perdida de oportunidades
Sobre IDOSOS
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Impactos da reforma da Previdência
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Desproteção social crescente
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Negligência durante a pandemia
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Falta de políticas específicas
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Desprezo pela vulnerabilidade
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Dificuldade de acesso à saúde
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Benefícios corroídos pela inflação
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Isolamento social ignorado
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Ausência de cuidado integral
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Envelhecimento sem dignidade
Sobre PESSOAS COM DEFICIÊNCIA
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Enfraquecimento de políticas inclusivas
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Cortes em programas de apoio
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Falta de acessibilidade institucional
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Invisibilização das necessidades específicas
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Desprezo pela educação inclusiva
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Falta de diálogo com movimentos sociais
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Retrocessos normativos
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Dificuldade de inserção no trabalho
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Ausência de políticas integradas
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Violação da dignidade
Sobre POPULAÇÃO LGBTQIA+
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Discursos discriminatórios
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Negação da existência de violências
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Desmonte de políticas de proteção
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Incentivo à intolerância religiosa-política
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Silêncio diante de assassinatos
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Estigmatização institucional
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Falta de dados e políticas públicas
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Exclusão social ampliada
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Medo e insegurança cotidiana
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Violação de direitos fundamentais
Sobre SERVIDORES PÚBLICOS
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Demonização do funcionalismo
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Congelamento salarial prolongado
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Reforma administrativa ameaçadora
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Desvalorização do serviço público
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Precarização das carreiras
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Ataques à estabilidade
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Falta de diálogo institucional
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Desmonte da capacidade estatal
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Perda de qualidade nos serviços
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Prejuízo direto ao cidadão
Sobre JUSTIÇA SOCIAL
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Ampliação das desigualdades
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Falta de políticas redistributivas
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Desprezo pelo pacto social
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Prioridade ao capital financeiro
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Ausência de justiça tributária
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Penalização dos mais pobres
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Normalização da exclusão
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Falta de equidade regional
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Retrocesso social acumulado
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Rompimento da coesão social
Sobre ÉTICA PÚBLICA
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Naturalização da mentira
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Ataques à transparência
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Desprezo por conflitos de interesse
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Proteção política a aliados
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Enfraquecimento de órgãos de controle
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Discurso moral contraditório
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Instrumentalização da fé
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Confusão entre público e privado
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Erosão da confiança institucional
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Mau exemplo cívico
Sobre MORAL INSTITUCIONAL
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Deslegitimação do Estado
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Incentivo ao cinismo político
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Normalização do autoritarismo
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Desprezo pela legalidade
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Enfraquecimento das regras do jogo
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Governo pelo conflito
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Deseducação política da população
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Ruptura do respeito institucional
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Desmoralização da República
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Crise de valores públicos
Sobre COESÃO SOCIAL
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Estímulo à polarização extrema
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Discurso de inimigos internos
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Incentivo ao ódio social
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Fragmentação do tecido social
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Desprezo pelo diálogo
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Violência simbólica cotidiana
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Ruptura da empatia coletiva
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Conflitos familiares e comunitários
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Perda do senso de nação
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Sociedade em permanente tensão
Sobre FUTURO DO TRABALHO
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Ausência de planejamento tecnológico
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Falta de requalificação profissional
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Desprezo pela automação responsável
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Precarização contínua
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Falta de proteção social futura
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Desigualdade digital
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Desmonte da educação técnica
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Improvisação econômica
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Trabalhadores descartáveis
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Futuro sem garantias
Sobre LEGADO HISTÓRICO
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Normalização do autoritarismo
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Retrocessos sociais acumulados
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Destruição de políticas de Estado
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Erosão democrática
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Empobrecimento material e simbólico
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Trauma coletivo pós-governo
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Gerações prejudicadas
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Desconfiança institucional duradoura
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Dificuldade de reconstrução nacional
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Advertência histórica ao povo brasileiro
DECLARAÇÃO 1 — APOLOGIA À DITADURA MILITAR
CONTEXTO DA DECLARAÇÃO
Ao longo de sua carreira parlamentar e presidencial, Jair Bolsonaro afirmou reiteradas vezes que o período da ditadura militar (1964–1985) teria sido “necessário”, “ordeiro” e até “exemplar”. Em entrevistas, discursos públicos e no voto pelo impeachment de 2016, exaltou o regime e seus métodos, ignorando prisões arbitrárias, censura, tortura e supressão de direitos trabalhistas e sindicais que marcaram aquele período.
SIGNIFICADO SOCIAL E POLÍTICO
Ao elogiar uma ditadura, um líder político normaliza a supressão de direitos como instrumento legítimo de governo. No caso brasileiro, a ditadura destruiu sindicatos, perseguiu lideranças trabalhistas, congelou salários e impôs um modelo econômico concentrador de renda. A apologia desse regime revela desprezo pela democracia social e pelo valor do trabalho como fundamento da dignidade humana.
IMPACTO SOBRE OS TRABALHADORES
Essa visão autoritária sustenta a ideia de que direitos trabalhistas são entraves ao “progresso”. Não por acaso, o bolsonarismo defendeu relações de trabalho mais frágeis, com menos proteção legal e maior submissão do trabalhador ao empregador. O elogio à ditadura não é simbólico: ele legitima políticas que enfraquecem sindicatos e precarizam a renda.
CONTRADIÇÃO COM A ÉTICA CRISTÃ
Jesus jamais exaltou impérios, regimes de força ou governos baseados no medo. Ao contrário, colocou-se ao lado dos pobres, dos oprimidos e dos explorados, denunciando sistemas que “atam fardos pesados” sobre o povo. Exaltar uma ditadura que esmagou trabalhadores contradiz frontalmente o Evangelho.
DESGOVERNOS E INÉRCIAS — GRUPO 1: TRABALHO E RENDA
DESMONTE DA PROTEÇÃO TRABALHISTA
O governo Bolsonaro aprofundou a lógica de que o trabalhador deve “aceitar qualquer condição” para sobreviver. Ao apoiar a pejotização, o trabalho intermitente e a informalidade como norma, o Estado deixou de proteger quem vive do próprio trabalho, favorecendo exclusivamente o capital.
AUSÊNCIA DE POLÍTICA DE EMPREGO
Não houve um projeto nacional consistente para geração de empregos de qualidade. O discurso oficial tratou o desemprego como responsabilidade individual, ignorando crises estruturais, regionais e setoriais, além do impacto da pandemia sobre os mais pobres.
ATAQUE AOS SINDICATOS
Sindicatos foram tratados como inimigos ideológicos. O enfraquecimento deliberado dessas organizações retirou dos trabalhadores sua principal ferramenta de defesa coletiva, desequilibrando ainda mais a relação entre capital e trabalho.
SUBMISSÃO A INTERESSES DOS RICOS
As políticas adotadas priorizaram grandes empresários, bancos e investidores, enquanto trabalhadores perderam renda real. O governo escolheu agradar os de cima, mesmo que isso significasse empurrar milhões para a informalidade e o desalento.
ALINHAMENTO ECONÔMICO EXTERNO
A ausência de um projeto soberano de desenvolvimento deixou o país dependente de interesses externos, especialmente dos Estados Unidos, sem contrapartidas claras para a indústria, o emprego e a renda nacionais.
RESPONSABILIDADE MORAL DO ELEITOR
LIBERDADE DE ESCOLHA
Cada pessoa é livre para apoiar Jair Bolsonaro, seus filhos ou seus indicados. A democracia pressupõe liberdade política e consciência individual.
MEMÓRIA DOS PREJUÍZOS
Essa liberdade, porém, não pode ser acompanhada de esquecimento. Os danos sociais, econômicos e trabalhistas provocados por seu governo são fatos históricos, não opiniões.
CONSIDERAÇÃO PELOS POBRES
Milhões de trabalhadores informais, desempregados e famílias vulneráveis sofreram profundamente durante seu governo. Ignorar essa realidade é fechar os olhos para quem mais precisou do Estado e menos o teve.
RESPONSABILIDADE COLETIVA
Votar é um ato pessoal, mas seus efeitos são coletivos. A ética exige considerar não apenas crenças individuais, mas o impacto real sobre os pobres, os frágeis e os invisibilizados da sociedade.
DECLARAÇÃO 2 — ELOGIO PÚBLICO A TORTURADORES
CONTEXTO DA DECLARAÇÃO
Em 17 de abril de 2016, durante seu voto no processo de impeachment da então presidenta Dilma Rousseff, Jair Bolsonaro dedicou seu voto ao coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, reconhecido oficialmente pela Justiça brasileira como torturador durante a ditadura militar. Ao longo de outras entrevistas, Bolsonaro voltou a elogiar Ustra e relativizar a prática da tortura.
SIGNIFICADO POLÍTICO E SIMBÓLICO
Elogiar um torturador não é apenas uma provocação retórica: é uma afirmação política. Isso sinaliza tolerância institucional à violência de Estado e desprezo pelas vítimas. Quando um líder legitima a tortura, ele comunica que certos sofrimentos são aceitáveis em nome da ordem, abrindo caminho para abusos no presente.
IMPACTO SOCIAL E MORAL
A normalização da tortura corrói a ética pública, deseduca a sociedade e enfraquece os limites morais das forças de segurança. Para os trabalhadores e pobres — historicamente os principais alvos da violência estatal — isso representa maior risco de abusos, execuções e violações de direitos.
CONTRADIÇÃO COM O ENSINO DE JESUS
Jesus foi torturado pelo Estado e executado como exemplo político. Em nenhum momento legitimou a violência como método de correção social. Ao contrário, denunciou quem “oprime os pequenos” e se colocou ao lado das vítimas. Louvar torturadores é alinhar-se aos algozes do Evangelho, não ao Cristo crucificado.
DESGOVERNOS E INÉRCIAS — GRUPO 2: PREVIDÊNCIA SOCIAL
REFORMA PREVIDENCIÁRIA REGRESSIVA
O governo apoiou e promoveu uma reforma que aumentou o tempo de contribuição e reduziu o valor dos benefícios, penalizando principalmente os trabalhadores mais pobres, que começam a trabalhar cedo e vivem menos.
DESCONSIDERAÇÃO DAS DESIGUALDADES REGIONAIS
A política previdenciária ignorou diferenças profundas de expectativa de vida entre regiões e classes sociais. Na prática, trabalhadores do Norte e Nordeste passaram a financiar aposentadorias que muitos jamais alcançarão.
ATAQUE À APOSENTADORIA RURAL
A aposentadoria rural, essencial para a sobrevivência de milhões de idosos pobres, foi tratada como privilégio injustificado, apesar de seu papel histórico na redução da miséria no campo.
DISCURSO MORALIZADOR CONTRA APOSENTADOS
O governo difundiu a narrativa de que aposentados seriam “pesos” para o Estado, ocultando isenções fiscais bilionárias concedidas a grandes empresas e bancos.
SUBMISSÃO À LÓGICA DO MERCADO FINANCEIRO
A Previdência foi tratada apenas como problema fiscal, e não como direito social. A prioridade foi agradar investidores e organismos internacionais, em vez de proteger a velhice do trabalhador brasileiro.
RESPONSABILIDADE MORAL DO ELEITOR
LIBERDADE POLÍTICA
Ninguém perde sua dignidade ou cidadania por apoiar Jair Bolsonaro ou seus aliados. A liberdade de voto é um direito democrático fundamental.
MEMÓRIA HISTÓRICA
Essa liberdade, porém, não autoriza o esquecimento. Reformas e discursos que atingiram duramente trabalhadores e idosos precisam ser lembrados e assumidos como parte da escolha política.
CONSIDERAÇÃO PELOS MAIS VULNERÁVEIS
Milhões de idosos pobres, viúvas, trabalhadores rurais e pessoas adoecidas sofreram com o enfraquecimento da Previdência. Ignorar essa dor é fechar os olhos para os que menos têm voz.
ÉTICA DA RESPONSABILIDADE
Votar envolve responsabilidade coletiva. Não basta pensar no próprio benefício ou convicção ideológica; é preciso considerar o impacto real sobre os pobres, os frágeis e os esquecidos.
NORMALIZAÇÃO DA TORTURA COMO MÉTODO
CONTEXTO DA DECLARAÇÃO
Em diversas entrevistas, Jair Bolsonaro afirmou que “tortura existiu, mas era necessário” ou “se fosse preciso, faria de novo”. Esse tipo de declaração foi feita em canais televisivos e redes sociais entre 2016 e 2018, gerando repercussão nacional e internacional. Ao naturalizar a tortura, Bolsonaro coloca a violência física como instrumento legítimo de disciplina social.
SIGNIFICADO POLÍTICO E SOCIAL
Ao normalizar a tortura, ele transmite uma mensagem de impunidade para agentes de Estado e instituições de segurança. Essa postura incentiva a violência institucional e desrespeita a memória das vítimas da ditadura, sinalizando que certos grupos podem ser sacrificados em nome da ordem ou da eficiência.
IMPACTO SOBRE A SOCIEDADE
Trabalhadores, pobres e comunidades vulneráveis ficam diretamente expostos. Quando um governo dá aval moral a práticas ilegais e cruéis, cria um clima em que abusos de autoridade são tolerados, enfraquecendo o Estado de direito e a proteção social mínima.
CONTRADIÇÃO COM O ENSINO DE JESUS
Jesus ensinou o valor da vida e da dignidade humana, nunca justificou violência para impor regras. Ele defendeu os pequenos, os fracos e os marginalizados, colocando a misericórdia acima da força. Normalizar a tortura contraria o Evangelho.
DESGOVERNOS E INÉRCIAS — GRUPO 3: PANDEMIA (COVID-19)
MINIMIZAÇÃO DA GRAVIDADE
Bolsonaro repetidamente afirmou que a COVID-19 era “uma gripezinha”, desacreditando a gravidade da doença e induzindo parte da população a desrespeitar medidas de isolamento e proteção sanitária.
ATRASO NA VACINAÇÃO
O governo demorou meses para adquirir vacinas eficazes, ignorando alertas de especialistas e da Organização Mundial da Saúde, resultando em centenas de milhares de mortes evitáveis.
INCENTIVO A MEDICAMENTOS INEFICAZES
Bolsonaro promoveu publicamente medicamentos sem comprovação científica, como a cloroquina e a ivermectina, desviando atenção e recursos de tratamentos realmente eficazes.
CONFLITOS COM GOVERNOS LOCAIS
O presidente confrontou prefeitos e governadores, criando descoordenação nacional, atrasando políticas públicas e aumentando a insegurança sanitária, prejudicando especialmente os mais pobres.
DESINFORMAÇÃO INSTITUCIONAL
A insistência em divulgar notícias falsas ou distorcidas sobre a pandemia enfraqueceu a confiança da população nas autoridades de saúde e nos meios científicos, aumentando mortes e adoecimento.
RESPONSABILIDADE MORAL DO ELEITOR
LIBERDADE DE ESCOLHA
O eleitor é livre para continuar apoiando Jair Bolsonaro, seus filhos e aliados. A democracia garante pluralidade de opiniões e escolhas políticas.
MEMÓRIA DOS PREJUÍZOS
Essa liberdade não exime de responsabilidade: os impactos da pandemia no Brasil, amplificados por decisões governamentais, foram devastadores. Esquecer isso seria ignorar a realidade histórica.
CONSIDERAÇÃO PELOS MAIS VULNERÁVEIS
Milhões de trabalhadores, idosos, pessoas com comorbidades e comunidades periféricas sofreram e morreram devido à negligência do governo. O sofrimento dos vulneráveis deve ser lembrado em qualquer decisão política futura.
ÉTICA DA RESPONSABILIDADE
Escolher um candidato não é apenas uma expressão de crença pessoal; é uma decisão que afeta vidas coletivas. É fundamental considerar o impacto real sobre os pobres, frágeis e esquecidos da sociedade.
DESPREZO PELAS VÍTIMAS DA DITADURA
CONTEXTO DA DECLARAÇÃO
Ao longo de entrevistas e pronunciamentos públicos, Jair Bolsonaro afirmou que “não houve ditadura”, que “quem procurava os militares arrumava problema” e que familiares de mortos e desaparecidos deveriam “parar de reclamar”. Essas falas ocorreram em diferentes momentos de sua carreira política, inclusive já na Presidência da República.
SIGNIFICADO POLÍTICO E HUMANO
Negar ou minimizar o sofrimento das vítimas da ditadura não é apenas revisionismo histórico; é violência simbólica. O Estado brasileiro reconheceu oficialmente torturas, assassinatos e desaparecimentos forçados. Desprezar essas vítimas equivale a negar o direito à memória, à verdade e à reparação.
IMPACTO SOCIAL
Quando um governante desqualifica vítimas do passado, ele enfraquece a proteção às vítimas do presente. Trabalhadores, militantes sindicais e lideranças populares — historicamente perseguidos — passam a entender que o Estado não se solidariza com quem sofre injustiça, mas com quem a pratica.
CONTRADIÇÃO COM O ENSINO DE JESUS
Jesus acolheu as vítimas, escutou os feridos e deu dignidade aos humilhados. Ele jamais mandou uma mãe “esquecer” seu filho morto, nem tratou a dor alheia como inconveniente político. Desprezar vítimas é agir contra o coração do Evangelho.
DESGOVERNOS E INÉRCIAS — GRUPO 4: SAÚDE PÚBLICA
SUBFINANCIAMENTO DO SUS
Mesmo diante de uma pandemia e de crescentes demandas sociais, o governo manteve uma postura de desvalorização estrutural do Sistema Único de Saúde, essencial para os trabalhadores e os pobres.
MILITARIZAÇÃO DO MINISTÉRIO DA SAÚDE
A substituição de técnicos e sanitaristas por militares sem experiência em saúde pública comprometeu o planejamento, a transparência e a eficácia das políticas sanitárias.
DESPREZO PELA ATENÇÃO BÁSICA
A atenção primária, fundamental para prevenir doenças e reduzir custos, foi negligenciada. Isso impactou diretamente comunidades periféricas, rurais e populações vulneráveis.
AUSÊNCIA DE POLÍTICA DE SAÚDE MENTAL
O governo desmontou políticas de cuidado psicossocial, ignorando o aumento da depressão, ansiedade, suicídios e sofrimento emocional durante crises econômicas e sanitárias.
PRIORIDADE ORÇAMENTÁRIA DISTORCIDA
Enquanto a saúde pública carecia de recursos, o governo priorizou agendas ideológicas e interesses econômicos, mostrando que a vida dos mais pobres não era central em suas decisões.
RESPONSABILIDADE MORAL DO ELEITOR
LIBERDADE DE APOIO
As pessoas permanecem livres para apoiar Jair Bolsonaro, seus familiares e seus indicados políticos. A democracia garante essa liberdade de escolha.
IMPOSSIBILIDADE DO ESQUECIMENTO
Essa liberdade, porém, não permite apagar os fatos. O desprezo pelas vítimas da ditadura e o desmonte da saúde pública produziram sofrimento concreto e mensurável.
OLHAR PARA OS MAIS FRÁGEIS
Foram os pobres, os trabalhadores informais, os doentes crônicos e os moradores das periferias que mais penaram com a fragilização do SUS. Qualquer escolha política precisa considerar essas vidas.
ÉTICA DA SOLIDARIEDADE
Votar é um ato que ultrapassa convicções individuais. Envolve solidariedade social e responsabilidade com aqueles que dependem do Estado para sobreviver com dignidade.
ATAQUES À IMPRENSA LIVRE
CONTEXTO DA DECLARAÇÃO
Ao longo de entrevistas, pronunciamentos oficiais e transmissões semanais, Jair Bolsonaro atacou reiteradamente veículos de imprensa, jornalistas e empresas de comunicação, chamando-os de “mentirosos”, “canalhas” ou “inimigos do povo”. Essas falas ocorreram com frequência durante seu mandato presidencial.
SIGNIFICADO POLÍTICO
Atacar a imprensa livre é uma estratégia clássica de governos autoritários. Ao descredibilizar o jornalismo profissional, o governante tenta substituir a mediação crítica da informação por versões oficiais convenientes, enfraquecendo a transparência e o controle social do poder.
IMPACTO SOCIAL
Quando a imprensa é atacada, o cidadão perde acesso a informações confiáveis. Trabalhadores e pobres, que dependem da mídia para compreender políticas públicas, tornam-se mais vulneráveis à desinformação e à manipulação política.
CONTRADIÇÃO COM O ENSINO DE JESUS
Jesus afirmou que “a verdade liberta”. Ele não perseguiu quem denunciava injustiças, mas confrontou hipócritas e poderosos que temiam a luz. Atacar quem revela fatos é agir contra a ética da verdade presente no Evangelho.
DESGOVERNOS E INÉRCIAS — GRUPO 5: EDUCAÇÃO
CORTES NAS UNIVERSIDADES FEDERAIS
O governo promoveu cortes orçamentários severos em universidades e institutos federais, comprometendo ensino, pesquisa e extensão, especialmente em regiões pobres e afastadas dos grandes centros.
ATAQUE À EDUCAÇÃO CRÍTICA
Disciplinas e abordagens críticas foram tratadas como “doutrinação”, criando um ambiente de perseguição ideológica a professores e estudantes, o que empobreceu o debate intelectual e científico.
INSTABILIDADE NO MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
A sucessão de ministros sem preparo técnico gerou paralisia administrativa, perda de planejamento e descontinuidade de políticas educacionais essenciais.
DESVALORIZAÇÃO DO MAGISTÉRIO
Professores foram tratados como inimigos ideológicos, não como agentes centrais do desenvolvimento nacional. Não houve política consistente de valorização salarial ou formação continuada.
ALINHAMENTO A INTERESSES IDEOLÓGICOS EXTERNOS
Em vez de construir um projeto educacional soberano, o governo importou guerras culturais e agendas ideológicas estrangeiras, afastando a educação brasileira de suas reais necessidades sociais e econômicas.
RESPONSABILIDADE MORAL DO ELEITOR
LIBERDADE DE POSIÇÃO POLÍTICA
Cada pessoa é livre para apoiar Jair Bolsonaro, seus filhos ou seus aliados políticos. Esse direito não pode ser negado em uma democracia.
DEVER DE LEMBRAR
Essa liberdade não elimina o dever de lembrar os danos causados à educação pública, cujos efeitos recaem principalmente sobre os filhos dos trabalhadores e das famílias pobres.
IMPACTO SOBRE OS MAIS VULNERÁVEIS
Foram estudantes da periferia, do campo e das regiões mais pobres que perderam oportunidades educacionais. A educação precarizada aprofunda desigualdades históricas.
RESPONSABILIDADE COM O FUTURO
Votar é também decidir o futuro do país. Ignorar o desmonte da educação é aceitar um Brasil mais desigual, menos crítico e menos justo para as próximas gerações.
DECLARAÇÃO 6 — INCENTIVO AO ÓDIO CONTRA JORNALISTAS
Uma das marcas mais recorrentes do bolsonarismo foi a hostilidade sistemática contra a imprensa profissional. Jair Bolsonaro não apenas criticou reportagens ou veículos — algo legítimo em qualquer democracia —, mas passou a desumanizar jornalistas, chamando-os de “canalhas”, “lixo”, “urubus”, “inimigos do povo” e estimulando sua base a tratá-los como adversários morais. Essa retórica produziu um ambiente de intimidação, ameaças e agressões físicas, enfraquecendo um dos pilares centrais do Estado democrático: o direito à informação livre e à fiscalização do poder. Quando o governante transforma o mensageiro em inimigo, o que se busca não é correção, mas silêncio.
GRUPO 6 — CIÊNCIA E TECNOLOGIA
O campo da ciência e da tecnologia, estratégico para o desenvolvimento soberano de qualquer nação, foi tratado com desprezo ideológico, negacionismo e abandono orçamentário, comprometendo o presente e o futuro do Brasil.
1. DESMONTE DO ORÇAMENTO DE PESQUISA
Durante o governo Bolsonaro, houve cortes sucessivos no orçamento do CNPq, da Capes e das universidades federais. Bolsas foram canceladas ou congeladas, laboratórios fecharam, pesquisas estratégicas foram interrompidas. O resultado foi a expulsão silenciosa de cérebros, com jovens cientistas migrando para outros países por falta de condições mínimas de trabalho.
2. NEGACIONISMO CIENTÍFICO INSTITUCIONALIZADO
O presidente atacou reiteradamente consensos científicos, especialmente durante a pandemia, desacreditando vacinas, promovendo medicamentos sem eficácia comprovada e ridicularizando especialistas. Isso não foi apenas ignorância pessoal, mas uma política de poder que transformou a ciência em inimiga ideológica, com consequências diretas na morte de centenas de milhares de brasileiros.
3. HOSTILIDADE ÀS UNIVERSIDADES PÚBLICAS
As universidades foram tratadas como “redutos de doutrinação”, mesmo sendo responsáveis pela esmagadora maioria da produção científica nacional. Ao estigmatizá-las, o governo legitimou cortes, perseguições simbólicas e ataques morais, enfraquecendo a confiança social nessas instituições e minando sua função pública.
4. ISOLAMENTO INTERNACIONAL NA PRODUÇÃO CIENTÍFICA
O Brasil perdeu protagonismo em cooperações internacionais por causa do descrédito diplomático, do negacionismo ambiental e sanitário e da instabilidade institucional. Projetos conjuntos foram suspensos, parcerias desfeitas e a imagem do país como produtor confiável de ciência foi profundamente abalada.
5. CIÊNCIA SUBORDINADA A INTERESSES IDEOLÓGICOS E ECONÔMICOS
Em vez de políticas de Estado, a ciência foi submetida a agendas ideológicas e a interesses econômicos imediatos, especialmente do agronegócio predatório e de setores alinhados aos Estados Unidos. Pesquisas que contrariavam esses interesses eram desvalorizadas ou ignoradas, enquanto o conhecimento era tratado como ameaça, não como instrumento de emancipação.
LIBERDADE DE APOIO, RESPONSABILIDADE DE MEMÓRIA
As pessoas são livres para continuar apoiando Jair Bolsonaro ou votando em seus indicados — essa é uma prerrogativa democrática. No entanto, essa liberdade não pode caminhar junto do esquecimento deliberado. Os prejuízos sociais, econômicos, científicos e humanos de seu governo recaíram de forma desproporcional sobre os pobres, os trabalhadores, os doentes e os vulneráveis. Apoiar é um direito; ignorar as consequências é uma escolha ética. Nenhum projeto político pode ser avaliado apenas por afetos, slogans ou identidades — mas pelos frutos concretos que deixa na vida real das pessoas.
DESPREZO PELAS VÍTIMAS DA PANDEMIA
Durante a pandemia da Covid-19, Jair Bolsonaro acumulou declarações que revelaram desprezo explícito pelo sofrimento humano. Frases como “E daí?”, “Não sou coveiro”, “Todo mundo vai morrer um dia” e ironias dirigidas às famílias enlutadas não foram lapsos isolados, mas expressão coerente de uma postura política que naturalizou a morte, especialmente a morte dos mais pobres. Ao se recusar a exercer empatia pública, o presidente rompeu com a função simbólica mínima de um chefe de Estado: reconhecer a dor coletiva e agir para reduzi-la. Essas declarações não apenas feriram emocionalmente milhões de brasileiros, como também legitimaram a indiferença social, aprofundando o trauma nacional.
GRUPO 7 — SAÚDE PÚBLICA
A saúde pública foi um dos campos mais brutalmente afetados pelo desgoverno Bolsonaro, combinando negligência administrativa, ideologia negacionista e submissão a interesses econômicos e políticos externos.
1. AUSÊNCIA DE LIDERANÇA SANITÁRIA EM CRISE HISTÓRICA
Em vez de coordenar uma resposta nacional baseada em evidências científicas, Bolsonaro sabotou governadores, prefeitos e o próprio Ministério da Saúde. A falta de comando central agravou o colapso hospitalar, ampliou desigualdades regionais e deixou o SUS sobrecarregado, especialmente nas periferias e no interior do país.
2. SABOTAGEM À VACINAÇÃO
O governo atrasou deliberadamente a compra de vacinas, descredibilizou imunizantes e espalhou dúvidas infundadas sobre sua segurança. Enquanto países se organizavam para salvar vidas, o Brasil assistia à morte de milhares por dia. Essa inércia custou vidas que poderiam ter sido poupadas, sobretudo entre idosos, pobres e trabalhadores informais.
3. PROMOÇÃO DE TRATAMENTOS INEFICAZES
A insistência no chamado “tratamento precoce” desviou recursos públicos, confundiu a população e criou uma falsa sensação de segurança. Ao substituir ciência por ideologia, o governo expôs milhões de pessoas ao risco desnecessário e comprometeu a credibilidade das instituições de saúde.
4. DESMONTE E DESVALORIZAÇÃO DO SUS
Embora o SUS tenha sido essencial para evitar uma tragédia ainda maior, o governo não o fortaleceu estruturalmente. Faltaram investimentos duradouros, valorização dos profissionais de saúde e planejamento pós-pandemia. O sistema resistiu apesar do governo, não por causa dele.
5. VIDA SUBORDINADA À ECONOMIA DOS MAIS RICOS
Bolsonaro tratou o isolamento social como obstáculo econômico, priorizando interesses empresariais e do mercado financeiro. A lógica implícita foi cruel: manter a economia funcionando mesmo que os pobres morressem em maior número. Essa escolha aprofundou a desigualdade, pois quem pôde se proteger ficou em casa; quem não pôde, morreu mais.
LIBERDADE POLÍTICA NÃO EXIME RESPONSABILIDADE MORAL
As pessoas continuam livres para apoiar Jair Bolsonaro e votar em seus indicados — essa liberdade é inegociável. Contudo, ela não pode ser exercida sem memória, consciência social e responsabilidade ética. Os efeitos de seu governo recaíram com mais peso sobre os pobres, os doentes, os idosos, os trabalhadores informais e as populações vulneráveis. Ignorar esse fato é escolher não olhar para quem mais sofreu. Democracia não é apenas votar; é também reconhecer as consequências humanas das escolhas políticas.
DESLEGITIMAÇÃO DO SISTEMA ELEITORAL
Ao longo de seu mandato e, sobretudo, no período pré-eleitoral, Jair Bolsonaro passou a afirmar reiteradamente que o sistema eleitoral brasileiro não seria confiável, mesmo sem apresentar provas. Em lives, entrevistas e discursos oficiais — inclusive em encontros com embaixadores, em Brasília, em julho de 2022 — ele lançou suspeitas sobre as urnas eletrônicas, o TSE e o processo democrático. Essa postura corroeu a confiança pública nas instituições e preparou simbolicamente o terreno para a recusa de resultados eleitorais desfavoráveis. Não se tratou de crítica técnica, mas de estratégia política baseada na desconfiança e no medo, algo profundamente danoso à estabilidade democrática.
GRUPO 8 — DEMOCRACIA E INSTITUIÇÕES
O desgoverno Bolsonaro atingiu em cheio os pilares institucionais da democracia brasileira, não apenas por declarações, mas por práticas contínuas de enfraquecimento do Estado de Direito.
1. ATAQUE SISTEMÁTICO AO PODER JUDICIÁRIO
Bolsonaro tratou o STF e o TSE como inimigos políticos, incentivando sua base a desacreditar decisões judiciais. Essa postura rompeu com o princípio da harmonia entre os Poderes e estimulou o desrespeito às regras do jogo democrático, abrindo espaço para soluções autoritárias.
2. INCENTIVO À DESOBEDIÊNCIA INSTITUCIONAL
Ao questionar decisões judiciais e flertar com a ideia de não cumpri-las, o presidente sinalizou que a lei seria opcional quando contrariasse seus interesses. Isso fragilizou o Estado e transmitiu à sociedade a mensagem de que a força política pode se sobrepor ao direito.
3. MILITARIZAÇÃO DO GOVERNO CIVIL
O excesso de militares em cargos civis não fortaleceu a gestão pública, mas confundiu papéis institucionais e expôs as Forças Armadas a disputas políticas. Essa escolha refletiu uma visão autoritária de poder e desvalorizou quadros técnicos civis preparados para a administração pública.
4. SUBMISSÃO IDEOLÓGICA A INTERESSES EXTERNOS
Ao alinhar-se de forma acrítica aos Estados Unidos — especialmente durante o governo Trump — Bolsonaro abriu mão de uma política externa soberana. Isso enfraqueceu a diplomacia brasileira, isolou o país internacionalmente e reduziu sua capacidade de defesa dos próprios interesses nacionais.
5. NORMALIZAÇÃO DO DISCURSO AUTORITÁRIO
A retórica constante contra a imprensa, as universidades, os movimentos sociais e as minorias criou um ambiente de hostilidade democrática. Quando o autoritarismo se torna linguagem cotidiana do poder, as instituições passam a ser vistas como obstáculos, não como garantias de direitos.
LIBERDADE DE ESCOLHA NÃO APAGA A MEMÓRIA DOS FATOS
Ninguém perde o direito de continuar apoiando Jair Bolsonaro ou votar em seus indicados. A liberdade política permanece intacta. Porém, essa escolha não pode ser feita como se nada tivesse acontecido. Os prejuízos institucionais, sociais e econômicos de seu governo atingiram com mais força os pobres, os vulneráveis, os menos protegidos pelo Estado. Ignorar isso é exercer a liberdade sem responsabilidade histórica, esquecendo justamente aqueles que mais sofreram quando a democracia foi tratada como inconveniente.
EXALTAÇÃO DA DITADURA E DA TORTURA
Ao longo de sua trajetória pública, Jair Bolsonaro fez reiteradas declarações elogiando o regime militar brasileiro (1964–1985) e personagens ligados à tortura, como quando dedicou seu voto pelo impeachment de 2016 ao coronel Brilhante Ustra, reconhecido judicialmente como torturador. Em entrevistas, discursos parlamentares e falas presidenciais, relativizou crimes de Estado, minimizou a violência institucional e tratou a ditadura como período de “ordem”. Essas falas não foram deslizes retóricos: elas reabilitam simbolicamente a barbárie, desrespeitam as vítimas e enfraquecem o compromisso democrático com a memória, a verdade e a justiça.
GRUPO 9 — DIREITOS HUMANOS
O desgoverno Bolsonaro produziu danos profundos no campo dos direitos humanos, combinando discurso autoritário, escolhas administrativas e alianças ideológicas que ampliaram a vulnerabilidade social.
1. DESLEGITIMAÇÃO DAS POLÍTICAS DE DIREITOS HUMANOS
Ao tratar direitos humanos como “defesa de bandidos”, o governo desmoralizou políticas públicas essenciais e afastou o Estado de sua função protetiva. Isso enfraqueceu programas de prevenção à violência, proteção de vítimas e promoção da cidadania, sobretudo nas periferias.
2. ENFRAQUECIMENTO DE ÓRGÃOS DE FISCALIZAÇÃO E PROTEÇÃO
Conselhos, comitês e mecanismos participativos foram esvaziados ou ideologizados. A redução do diálogo com a sociedade civil limitou a transparência e comprometeu respostas a violações sistemáticas, afetando mulheres, negros, indígenas e populações tradicionais.
3. DISCURSO QUE INCENTIVA A VIOLÊNCIA ESTATAL
A retórica de “bandido bom é bandido morto” e o estímulo ao uso letal da força criaram permissividade para abusos. O resultado foi o aumento da letalidade policial em diversos estados, com vítimas majoritariamente jovens, negros e pobres.
4. SUBMISSÃO A INTERESSES ECONÔMICOS EM DETRIMENTO DE VIDAS
Ao priorizar agendas econômicas de curto prazo e interesses de elites, o governo negligenciou políticas de proteção social. A retirada de salvaguardas aprofundou a precarização do trabalho e a insegurança alimentar, ampliando a desigualdade.
5. ISOLAMENTO INTERNACIONAL EM MATÉRIA DE DIREITOS
O Brasil perdeu protagonismo e credibilidade em fóruns internacionais ao relativizar compromissos históricos. Esse isolamento reduziu cooperações, investimentos e pressões positivas que poderiam fortalecer a proteção aos mais vulneráveis.
LIBERDADE DE APOIO NÃO EXCLUI DEVER DE CONSIDERAÇÃO HUMANA
As pessoas seguem livres para apoiar Jair Bolsonaro e votar em seus indicados. Essa liberdade é um direito democrático. Contudo, ela não pode prescindir da memória dos danos causados e da consideração pelos que mais sofreram. Os pobres, os vulneráveis e as vítimas da violência institucional carregaram o peso maior de escolhas que banalizaram a dor e normalizaram o autoritarismo. Escolher politicamente exige consciência das consequências humanas.
INCENTIVO À VIOLÊNCIA ARMADA NA SOCIEDADE
Ao longo de entrevistas, lives semanais e discursos oficiais — especialmente entre 2019 e 2022 — Jair Bolsonaro defendeu reiteradamente o armamento da população civil, afirmando que “todo cidadão deve ter uma arma” e que “armado, o povo não será escravizado”. Essas declarações, feitas em diferentes contextos públicos, simplificaram de forma perigosa o debate sobre segurança, transformando a violência em solução política. Ao estimular a posse e o porte de armas como resposta a problemas sociais complexos, o então presidente normalizou o conflito armado cotidiano, ignorando evidências de que a proliferação de armas aumenta mortes, acidentes e feminicídios.
GRUPO 10 — SEGURANÇA PÚBLICA
No campo da segurança pública, o desgoverno Bolsonaro misturou retórica bélica, ausência de políticas estruturais e alinhamento a interesses econômicos do setor armamentista.
1. EXPANSÃO DO ACESSO A ARMAS SEM CONTROLE EFETIVO
Decretos flexibilizaram regras para compra e circulação de armas e munições, beneficiando clubes de tiro e fabricantes. A ausência de fiscalização robusta ampliou o risco de desvio para o crime organizado e aumentou a violência doméstica, afetando sobretudo mulheres e crianças.
2. SUBSTITUIÇÃO DE POLÍTICAS PREVENTIVAS POR DISCURSO IDEOLÓGICO
Em vez de investir em educação, inteligência policial e políticas sociais, o governo apostou na retórica do confronto. Essa escolha negligenciou as causas estruturais da violência — pobreza, exclusão e desigualdade — aprofundando o ciclo de insegurança.
3. ESTÍMULO À LETALIDADE POLICIAL
Ao elogiar ações violentas e relativizar abusos, o governo criou um ambiente permissivo para operações letais. As vítimas, em sua maioria, foram jovens negros e pobres das periferias, reforçando desigualdades históricas e a lógica de “inimigo interno”.
4. AUSÊNCIA DE COORDENAÇÃO NACIONAL CONTRA O CRIME ORGANIZADO
Faltou uma estratégia integrada entre União, estados e municípios. A fragmentação das ações enfraqueceu o combate a facções e ao tráfico de armas e drogas, permitindo a expansão do crime em várias regiões do país.
5. SEGURANÇA SUBORDINADA A INTERESSES ECONÔMICOS
A proximidade com o lobby armamentista indicou que decisões públicas foram influenciadas por interesses privados. Essa orientação priorizou lucros e ideologia em detrimento da proteção da vida, especialmente a vida dos mais vulneráveis.
LIBERDADE DE ESCOLHA EXIGE CONSIDERAÇÃO PELOS MAIS FRÁGEIS
As pessoas continuam livres para apoiar Jair Bolsonaro e votar em seus indicados. Esse direito permanece. Contudo, ele não elimina a necessidade de considerar os efeitos concretos dessas escolhas. A política de armas e o discurso de violência atingiram com mais força os pobres, moradores de periferias e famílias expostas ao conflito cotidiano. Exercitar a liberdade política sem considerar quem mais sofre é ignorar a dimensão humana da decisão democrática.
DESPREZO PELA EDUCAÇÃO E PELAS UNIVERSIDADES
Ao longo de seu governo, Jair Bolsonaro fez diversas declarações depreciando universidades públicas, professores e pesquisadores, chamando instituições de ensino superior de “antro de balbúrdia” e insinuando que serviriam mais à militância ideológica do que à produção de conhecimento. Essas falas ocorreram em entrevistas, transmissões ao vivo e pronunciamentos oficiais entre 2019 e 2022. Ao reduzir a educação a um campo de guerra cultural, o presidente deslegitimou o saber científico e estimulado o anti-intelectualismo, enfraquecendo a confiança social na educação como instrumento de desenvolvimento humano e nacional.
GRUPO 11 — EDUCAÇÃO
O desgoverno Bolsonaro produziu impactos profundos e duradouros na educação brasileira, combinando cortes orçamentários, hostilidade ideológica e ausência de projeto nacional.
1. CORTES ORÇAMENTÁRIOS SISTEMÁTICOS
Universidades e institutos federais sofreram contingenciamentos sucessivos, afetando pesquisa, extensão, manutenção e assistência estudantil. Esses cortes atingiram com mais força estudantes pobres, que dependem de bolsas, moradia e alimentação para permanecer no ensino superior.
2. DESVALORIZAÇÃO DOS PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO
O discurso governamental tratou professores como inimigos ideológicos, desestimulando carreiras docentes e fragilizando o ambiente educacional. A falta de políticas de valorização aprofundou a evasão profissional e comprometeu a qualidade do ensino público.
3. GUERRA IDEOLÓGICA CONTRA O CONHECIMENTO
Em vez de promover pluralidade e pensamento crítico, o governo tentou impor agendas morais e ideológicas, atacando áreas como ciências humanas, artes e filosofia. Essa postura empobreceu o debate acadêmico e reduziu a capacidade crítica da sociedade.
4. DESMONTE DA PESQUISA E DA INOVAÇÃO
A redução de recursos para ciência e tecnologia comprometeu projetos estratégicos e afastou jovens pesquisadores. O país perdeu competitividade e autonomia científica, tornando-se mais dependente de tecnologias estrangeiras.
5. EDUCAÇÃO SUBORDINADA A INTERESSES DE ELITES
A ausência de um projeto inclusivo reforçou desigualdades históricas. Enquanto escolas privadas e elites mantiveram acesso à educação de qualidade, a maioria da população enfrentou precarização, ampliando o abismo social.
LIBERDADE DE APOIO NÃO DISPENSA A CONSIDERAÇÃO PELOS EXCLUÍDOS
As pessoas permanecem livres para apoiar Jair Bolsonaro e votar em seus indicados. Esse direito democrático é legítimo. Contudo, ele não pode ser exercido ignorando os efeitos concretos sobre milhões de estudantes pobres, professores precarizados e famílias que veem na educação a única via de ascensão social. Escolher politicamente sem considerar esses impactos é aceitar que os mais vulneráveis paguem o preço do desmonte.
Perfeito. Sigo com absoluta fidelidade à sequência, mantendo a mesma estrutura, sobriedade e coerência ética.
DECLARAÇÃO 12 — ATAQUES À CIÊNCIA E AO CONHECIMENTO CIENTÍFICO
Durante seu mandato, Jair Bolsonaro fez reiteradas declarações desacreditando a ciência, pesquisadores e instituições científicas. Em diferentes entrevistas e pronunciamentos, relativizou consensos científicos sobre mudanças climáticas, vacinas e pandemia, afirmando desconfiar de especialistas e sugerindo que a ciência estaria “ideologizada”. Essas falas não ocorreram de forma isolada, mas integraram um projeto político que substituiu evidências por opinião pessoal. Ao deslegitimar o conhecimento científico, o presidente fragilizou políticas públicas baseadas em dados, expondo a população a riscos evitáveis.
GRUPO 12 — CIÊNCIA, TECNOLOGIA E INOVAÇÃO
O campo científico e tecnológico foi severamente afetado pelo desgoverno Bolsonaro, tanto por inércia administrativa quanto por hostilidade ideológica e alinhamento a interesses externos.
1. CORTE ESTRUTURAL DE RECURSOS PARA PESQUISA
O orçamento destinado ao CNPq, Capes e universidades foi reduzido de forma contínua, comprometendo bolsas, laboratórios e projetos estratégicos. Jovens pesquisadores, majoritariamente de origem popular, foram os mais afetados, muitos abandonando a carreira científica.
2. DESPREZO PELA AUTONOMIA CIENTÍFICA NACIONAL
A falta de investimento interno tornou o Brasil mais dependente de tecnologias estrangeiras, especialmente dos Estados Unidos e da Europa. Essa dependência enfraqueceu a soberania nacional e limitou a capacidade do país de responder a crises com soluções próprias.
3. HOSTILIDADE IDEOLÓGICA À PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO
Pesquisas em áreas como meio ambiente, saúde coletiva e ciências humanas foram tratadas como inimigas políticas. Esse ambiente intimidatório reduziu a liberdade acadêmica e empobreceu o debate público.
4. FUGA DE CÉREBROS E DESCONTINUIDADE DE PROJETOS
A ausência de perspectiva levou cientistas a buscar oportunidades no exterior. Projetos interrompidos significaram desperdício de recursos públicos e perda de décadas de construção científica.
5. CIÊNCIA SUBORDINADA A INTERESSES ECONÔMICOS IMEDIATISTAS
Em vez de ciência voltada ao bem comum, o governo privilegiou agendas econômicas de curto prazo, ignorando inovação sustentável e políticas de longo alcance que poderiam beneficiar trabalhadores e populações vulneráveis.
LIBERDADE POLÍTICA NÃO DISPENSA RESPONSABILIDADE SOCIAL
As pessoas continuam livres para apoiar Jair Bolsonaro e votar em seus indicados. Esse direito permanece intocado. Contudo, ele não pode ser exercido sem considerar os efeitos concretos dessas escolhas. O enfraquecimento da ciência atingiu diretamente os mais pobres, que dependem do SUS, de políticas ambientais responsáveis e de inovação pública para melhorar suas condições de vida. Ignorar isso é desconsiderar quem mais precisa do Estado funcionando com base em conhecimento e não em negação.