HERESIAS AMEAÇAM IGREJAS EVANGELICAS BRASILEIRAS

Heresias praticadas pelas Igrejas Cristãs – A Serviço do Rei
Ventos de Doutrinas

Não é nenhuma novidade que apareçam divulgadores de heresias no seio da igreja, mas nos últimos tempos a igreja brasileira tem sofrido a influencia do grupo musical gospel Diante do Trono, da Igreja Batista da Lagoinha de Belo Horizonte - MG. Este grupo é o que mais vende CDs evangélicos no Brasil e tem influenciado fortemente a juventude evangélica brasileira, tendo fama de "ungidos". A Igreja Batista da Lagoinha tem se tornado referência a tal ponto de haver caravanas para ir assistir seus cultos e conhecer a igreja. Só que, tal igreja tem disseminado um festival de doutrinas anti-biblicas. A IBL partilha dos ideais do MIR (Ministério Internacional de Restauração). Esse ministério tem sido o principal responsável pela disseminação do G12 em terras brasileiras e é presidido por seu fundador René Terra Nova, que afirma ser "Apostolo". Umas das principais aliadas de Terra Nova é Valnice Milhomens do Ministério Palavra da Fé, uma pregadora da teologia da prosperidade, famosa por pregar heresias.

Entre as falsas doutrinas que o MIR e demais adeptos de sua visão tem pregado, estão doutrinas que assemelham à doutrinas: católico romanas, judaicas e mormonitas. A IBL já adotou, não só o G12, mas também a onda de "restauração do apostolado" ungindo Marcio Valadão, seu pastor presidente, "Apostolo", além de ter cedido seu templo para a consagração de René Terranova "Apostolo" do Brasil e da América Latina, culto este que teve a presença da "Apostola" Valnice Milhomens, já citada e do "Apostolo" Mike Shea, conhecido por ministrar louvor de costas, características esta da igreja ortodoxa antioquina.

Vamos analisar algumas doutrinas e práticas propagadas por esses movimentos:

Teologia da Prosperidade

Essa é uma das doutrinas principais pregada por todos esses movimentos. Trata-se de uma substituição do Evangelho da Graça, pelo "evangelho" da ganância. Oral Roberts, um dos principais pregadores dessa heresia, chegou a escrever um livro intitulado How I learned Jesus Was Not Poor (Como aprendi que Jesus Não foi Pobre). É comum ouvimos da boca dos pregadores da prosperidade coisas do tipo: "Você é filho do Rei, não tem por que levar uma vida derrotada". A principio uma frase dessas pode até pode parecer ortodoxa. Mas, o que muitos talvez não saibam, é que para esses pregadores, vida derrotada = "ser pobre, ter dificuldades financeiras, ficar doente etc". T.L Osborn, ensina em seu livro Curai Enfermos e Expulsai Demônios, que Paulo jamais esteve doente contradizendo o seguinte texto: "E vós sabeis que vos preguei o evangelho a primeira vez por causa de uma enfermidade física. E, posto que a minha enfermidade na carne vos foi uma tentação, contudo, não me revelastes desprezo nem desgosto; antes, me recebestes como anjo de Deus, como o próprio Cristo Jesus" (Gal.4.13,14). É interessante saber que Osborn no começo de seu ministério se apoiou em líderes heréticos como William Marrion Branham.

T. L. Osborn, no folheto intitulado Um Homem Chamado William Branham, escreveu o seguinte: "Esta geração está incumbida: uma geração na qual Deus tem caminhado em carne humana na forma de um Profeta. Deus tem visitado seu povo. Porque Um grande Profeta Tem-se Levantado entre Nós"

Osborn trata a pessoa de Branham como se fosse o próprio Deus. Em outro lugar no mesmo folheto, diz: "Deus tem enviado o irmão Branham no século 20 e tem feito a mesma coisa. Deus em carne, novamente passando por nossos caminhos, e muitos não o conheceram. Eles tampouco o teriam conhecido se tivessem vivido no tempo em que Deus cruzou seus caminhos no corpo chamado Jesus, o Cristo."

A teologia da prosperidade une o fútil ao desagradável, ou seja, é uma mistura de ganância e comodismo. Os adeptos da teologia da prosperidade acham que nós temos direito de reivindicarmos o que quisermos de Deus, esquecendo da Soberania Divina. Cito abaixo alguns textos bíblicos, que refutam esse evangelho falso, que promete ao homem uma vida de prosperidade material, atiçando-lhe a ganância.

Não acumuleis para vós outros tesouros sobre a terra, onde a traça e a ferrugem corroem e onde ladrões escavam e roubam; mas ajuntai para vós outros tesouros no céu, onde traça nem ferrugem corrói, e onde ladrões não escavam, nem roubam; (Mat.6.19,20) é enfatuado, nada entende, mas tem mania por questões e contendas de palavras, de que nascem inveja, provocação, difamações, suspeitas malignas, altercações sem fim, por homens cuja mente é pervertida e privados da verdade, supondo que a piedade é fonte de lucro. De fato, grande fonte de lucro é a piedade com o contentamento. Porque nada temos trazido para o mundo, nem coisa alguma podemos levar dele. Tendo sustento e com que nos vestir, estejamos contentes. Ora, os que querem ficar ricos caem em tentação, e cilada, e em muitas concupiscências insensatas e perniciosas, as quais afogam os homens na ruína e perdição. Porque o amor ao dinheiro é raiz de todos os males; e alguns, nessa cobiça, se desviaram da fé e a si mesmos se atormentaram com muitas dores. Tu, porém, ó homem de Deus, foge destas coisas; antes, segue a justiça, a piedade, a fé, o amor, a constância, a mansidão. (ITim.6.4-11)

Alguns dias atrás, recebi um e-mail, que continha um material da pesquisadora de religiões Mary Schultz mostrando como terminaram alguns dos grandes pregadores da prosperidade e da saúde perfeita. observem:

1. E. W. Kennyon faleceu vitima de um tumor maligno.

2. John Wimber e seu filho Chris morreram de câncer.

3. A . A. Allen morreu de alcoolismo.

4. John Lake morreu de um colapso.

5. Gordon Lindsey morreu do coração.

6. O cunhado de Kenneth Haigin morreu de câncer.

7. O mesmo aconteceu à sua irmã.

8. Sua esposa foi operada e o próprio Haigin usou óculos até morrer.

9. Kathryn Khulmann morreu do coração.

10. Daisy Osborne morreu de câncer, jurando que havia sido curada.

11. Jamie Buckingham morreu de câncer.

12. Fred Price conseguiu uma quimioterapia para a sua esposa.

13. John Osteen procurou ajuda médica para curar o câncer da esposa.

14. A esposa de Charles Capps fez tratamento médico de câncer e também Joyce Meyer.

15. Mack Timberlake está se tratando de um câncer na garganta.

16. R. W. Shambach fez quatro pontes safenas.

17. O Profeta Keith Greyton morreu de AIDS.

Isso é uma prova convincente de que não são bem assim como pregam entusiasticamente esses "profetas" do materialismo. Por ai percebe-se que não vivem o que pregam!

Restauração da igreja primitiva com apóstolos e profetas

Ha mais de duzentos anos o mormonismo vem pregando uma "restauração" da igreja primitiva composta por Profetas, Apóstolos etc. Nesses últimos tempos uma doutrina parecida tem sido divulgada no Brasil por igrejas evangélicas em especial as adeptas do G12. Vale lembrar, que há séculos a Igreja Romana prega a doutrina da sucessão apostólica, tendo o Papa como sucessor de Pedro. O texto base de tais igrejas, normalmente é Ef.4.11, tirado de seu contexto. Jesus escolheu doze apóstolos, dos quais Judas Iscariotes se suicidou, ficando 11. Depois Matias foi acolhido apóstolo para ser junto com os onze testemunha da ressurreição do Senhor (At.1.21-26), posteriormente Paulo, foi chamado pelo próprio Senhor para ser apóstolo e mesmo assim se considerava um abortivo, como nascido fora de tempo por ter sido o ultimo a ver o Senhor (I Cor.15.7-9). Se a instituição de apóstolos na igreja fosse algo necessário até a vinda do Senhor, Paulo não teria razão para fazer tal afirmação. Depois que morreu o ultimo apóstolo, nunca mais ninguém na igreja primitiva foi reconhecido ou ordenado Apóstolo. O dom de profecia é para a exortação edificação e consolação, não para dirigir a vida de ninguém ou para transmitir ordenanças a igreja, e muito menos para dar "autoridade" sobre quem quer que seja (cf.1Cor.14.3).

Confissão de Pecados aos Lideres

Tiago 5:16 "Confessai, pois, os vossos pecados uns aos outros e orai uns pelos outros, para serdes curados. Muito pode, por sua eficácia, a súplica do justo".

Esse texto tem sido usado para tentar provar que, temos que confessar nossos pecados para sermos de alguma forma, libertos. Certa vez ouvi um dos integrantes de uma banda gospel, vinculada a uma comunidade que pratica o G12, dizer que quem não confessar seus pecados aos seus pastores ou lideres, para que eles liberassem a "benção do perdão", sofreriam ações diabólicas. Isso parece a doutrina católico romana da confissão auricular. O Texto Bíblico acima refere-se ao ensino de Jesus, sobre perdoar o irmão que pecar contra nós. Tiago está exortando a igreja à reconciliação e ao perdão mutuo. Veja, que antes dele falar em cura, ele fala em oração... "orai uns pelos outros para serem curados" é a ação Divina em resposta a oração que cura e restaura, física e espiritualmente e não a confissão auricular. Somente a Deus devemos confessar nossos pecados.

Praticas Judaizantes

Valnice Milhomens, em entrevista à revista Vinde declarou: "Meu contato com Israel me mostrou várias coisas, como os dias proféticos, as alianças: seis dias trabalharás e ao sétimo descansarás. Êxodo 31 declara que o sábado é o sinal de uma aliança perpétua e da volta de Cristo".

A Sra. Milhomens, contradiz frontalmente o ensino neotestamentario do fim da Lei Mosaica em Cristo Jesus (Rom.14.5, Col 2.16, Ef.2.15, Gal.3.23-25). Da mesma forma a circuncisão era uma aliança perpetua e nem por isso ela a instituiu em sua igreja (Gen.17 10-14). Esta Sra. já chegou declarar que Jesus vai vir em um Sábado de 2007, sendo que o próprio Senhor Jesus, declarou que o dia e a hora de sua vinda ninguém sabe. (Mat 24:36,43,50. 25:13).

MIR

As festas bíblicas são ordens sagradas do Senhor. Elas não são apenas judaicas; são, antes de mais nada, do Senhor, declaradas como estatuto eterno (Lv.23:1-44). (site mir)

O Encontro de Levitas é um Encontro voltado para o resgate do Ministério Levítico dentro da Visão Celular no Governo dos 12. Esse encontro traz princípios e conceitos sobre os levitas, todo o histórico desde o seus surgimento até os nossos dias. (site mir)

Com respeito a celebrar a festa dos tabernáculos veremos como era observada: "Fala aos filhos de Israel, dizendo: Aos quinze dias deste mês sétimo, será a Festa dos Tabernáculos ao SENHOR, por sete dias.

Ao primeiro dia, haverá santa convocação; nenhuma obra servil fareis.

Sete dias oferecereis ofertas queimadas ao SENHOR; ao dia oitavo, tereis santa convocação e oferecereis ofertas queimadas ao SENHOR; é reunião solene, nenhuma obra servil fareis.

São estas as festas fixas do SENHOR, que proclamareis para santas convocações, para oferecer ao SENHOR oferta queimada, holocausto e oferta de manjares, sacrifício e libações, cada qual em seu dia próprio." (Lev.23.34-37)

Resta saber se eles realmente observam a Festa dos Tabernáculos como está prescrito na Lei. Se eles não observam dessa forma, não estão observando o preceito. Se observam, estão anulando o sacrifício de Cristo, oferecendo holocaustos e sacrifícios. Isso mostra o grau de apostasia em que o MIR está envolvido. O Apostolo Paulo deixa bem claro que não precisamos observar os dias santos e cerimônias judaicas ( Col.2.16, Gal. 4.9-11).

Levitas? Que absurdo! Não existe mais ministério levitico nos dias atuais. O ministério levitico como o próprio nome já diz se refere aos integrantes da tribo de Levi. Portanto é heresia grosseira querer instituir esse ministério na igreja. O Novo Testamento ensina que o ministério levítico cumpriu sua função e foi substituído pelo ministério de Cristo. (Heb 7:5-28)

Atos Proféticos

Mais um modismo! Esses atos proféticos estão baseados na crença de que o cristão faz ou diz, tem repercussão no mundo espiritual. Alguns chegam a blasfemar ensinado que assim como Deus, pela Sua Palavra falada, trouxe todas a coisas a existência, da mesma maneira, nós como sua imagem, podemos trazer coisas a existência pelo poder da palavra falada. Esse ensino é uma blasfêmia idolátrica, que procura assemelhar o homem a Deus. Esses atos proféticos normalmente tem como objetivo, "conquistar" cidades ou nações para o Reino de Deus. A Palavra de Deus nos ensina a ganhar almas para o Reino de Deus através da pregação do evangelho de Jesus Cristo, e não através de "declarações de posse" ou de "orações reivindicatórias". Líderes de diversas comunidades ligadas ao G12 e ao apostolado contemporâneo, estão planejando uma série de "atos proféticos" para a redenção do Brasil até 2007, o ano anunciado por Valnice Milhomens para o retorno de Cristo. O primeiro desses atos foi feito na Igreja Batista da Lagoinha em Belo Horizonte e o ultimo está marcado para ser em Porto Alegre. Sinomar Ferreira, falando sobre esses atos proféticos declarou: "Os atos proféticos são extremamente importantes, por que aquilo que é feito aqui na terra tem repercussão no céu". Isso mostra o caráter herético de tais atos, pois insinua que podemos manipular o mundo espiritual. Crença parecida com as dos Bruxos da Nova Era que acreditam poder manipular as forças da natureza através de palavras mágicas e encantamentos. (Vide o livro "A Sedução do Cristianismo" de Dave Hunt)

Que Pastores, lideres e membros de Igrejas, estejam vigilantes, para que ventos de doutrinas não invadam suas comunidades eclesiais, causando divisão e confusão em seu meio. Fica aqui um alerta: Antes de convidar alguém para pregar em suas igrejas, acampamentos, retiros etc, procure se informar bem, sobre a linha doutrinária seguida por essa pessoa, para evitar futuros problemas.

Que Deus tenha misericórdia da Igreja Evangélica Brasileira!



JESUS CRISTO - O SENHOR DOS SENHORES - CORDEIRO DE DEUS E MESSIAS ESCOLHIDO - ELE VOLTARÁ!!!!!!




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https://www.recantodasletras.com.br/artigos-de-religiao-e-teologia/4260712




Físico explica por que a alma pode existir



30/06/2014
A possibilidade da existência da alma tem fundamento científico (Internet)


O universo é cheio de mistérios que desafiam o nosso conhecimento. Em “Além da Ciência”, o Epoch Times coleciona histórias sobre fenômenos estranhos ou ainda inexplicáveis para assim estimular a imaginação do leitor a pensar em coisas anteriormente inimagináveis. Se você deve ou não acreditar, quem decide é você.


Henry P. Stapp é um físico teórico da Universidade da Califórnia-Berkeley e que trabalhou com alguns dos fundadores da mecânica quântica. Stapp não quer provar que a alma existe, mas ele diz que a existência da alma se encaixa dentro das leis da física.

De acordo com Stapp, não é verdade dizer que a crença na existência da alma não é algo científico. Aqui, a palavra “alma” refere-se a uma psique independente do cérebro e do resto do corpo humano, e que pode sobreviver depois da morte. Em seu artigo intitulado “Compatibility of Contemporary Physical Theory With Personality Survival [Compatibilidade da Teoria Física Moderna com a Sobrevivência da Psique]”, ele escreveu: “Tenho fortes ressalvas quanto a negar a vida pós-morte somente com base na alegação de que é algo incompatível com as leis da física, de que é algo sem fundamento”.

Stapp trabalha com a interpretação da Escola de Copenhague sobre a mecânica quântica, que é basicamente a interpretação usada por alguns dos fundadores da mecânica quântica: Niels Bohr e Werner Heisenberg. Até mesmo Bohr e Heisenberg tiveram alguns desentendimentos sobre como a mecânica quântica funciona, e há entendimentos controversos desde aqueles tempos. O trabalho de Stapp sobre a interpretação de Copenhague tem influenciado a ciência. Ele foi escrito na década de 1970 e Heisenberg escreveu um apêndice para ele.

Falando de suas próprias noções, Stapp diz: “Não há nenhuma indicação em meus escritos de mecânica quântica sobre a possibilidade de sobrevivência da psique”.


Por que a Teoria Quântica pode sugerir a existência de vida após a morte

Stapp explica que os fundadores da ciência quântica precisaram cortar o mundo em duas partes. Acima do corte, a matemática clássica é capaz de descrever os processos físicos empiricamente experenciados. Abaixo do corte, a matemática quântica descreve um reino “que não se encaixa num completo determinismo físico”.

A partir do reino abaixo do corte, Stapp escreveu: “Geralmente, descobre-se que o estado de evolução do sistema abaixo do corte não se encaixa em nenhuma concepção de descrição clássica das propriedades visíveis pelo observador”.

Como é que os cientistas “observam” o invisível? Eles escolhem propriedades específicas de um sistema quântico e configuraram instrumentos para observar seus efeitos nos processos físicos “acima do corte”.


A chave é a escolha do experimentador. Ao trabalhar com sistemas quânticos, a escolha do observador mostra ter uma influencia física que se manifesta e pode ser observada “acima do corte”.

Stapp cita a analogia de Bohr para exemplificar essa interação entre o cientista e os resultados da experiência: “[É como] um homem cego com uma bengala: quando a bengala é segurada frouxa e livremente, o limite entre a pessoa e o mundo externo é dividido em mão e bengala; mas quando ele segura a bengala firmemente, ela se torna parte da sua relação com o mundo: a pessoa sente que ela própria se estende até a ponta da bengala”.

O físico e o mental são ligados de forma dinâmica. Em termos da relação entre a mente e o cérebro, é como se o observador pudesse manter uma escolha de atividade cerebral que de outra forma passaria. Essa escolha é semelhante à escolha que um cientista faz quando decidi quais propriedades do sistema quântico escolher para estudar.

A explicação quântica de como a mente e o cérebro podem ser separados, coisas distintas, mas ainda assim conectados por leis da física “é uma revelação bem-vinda”, escreveu Stapp. “Isso resolve um problema que tem atormentado a ciência e a filosofia durante séculos, que é o da ciência ortodoxa, que é determinística, ter que considerar que mente e cérebro são uma coisa só ou ter que considerar que o cérebro é dinamicamente independente da mente”.


Stapp disse que a possibilidade da psique de uma pessoa morta poder se juntar à de uma pessoa viva não contraria as leis da física, como, por exemplo, no caso da possessão espiritual. Não exige qualquer mudança básica na teoria ortodoxa, embora possa “requer um relaxamento na ideia de que eventos físicos e mentais ocorrem apenas quando estão unidos, lado a lado”.

A teoria física clássica foge do problema e os físicos clássicos acabam tendo que desacreditar o que a intuição diz e considerar como um produto da confusão humana, disse Stapp. A ciência deve, em vez disso, disse Stapp, “reconhecer os efeitos físicos da consciência como um problema físico que precisa ser respondido em termos dinâmicos”.

Como isso afeta o entendimento moral tecido na sociedade

Além disso, é imperativo para a manutenção da moralidade humana considerar as pessoas como mais do que apenas máquinas de carne e osso.
Em outro artigo, intitulado “Attention, Intention, and Will in Quantum Physics [A Atenção, Intenção e Vontade na Física Quântica]”, Stapp escreveu: “Tornou-se agora amplamente aceita pelo público em geral essa visão “científica” segundo a qual o ser humano é basicamente uma máquina, um robô, e isso tem um significativo e corrosivo impacto sobre o tecido moral da sociedade”.


Stapp escreveu sobre a “tendência crescente de as pessoas se eximirem da responsabilidade por seus atos argumentando que “a culpa não é minha”, mas de um processo mecânico dentro de mim: “meus genes me fez fazer isso ” ou “meu alto teor de açúcar no sangue me fez fazer isso”. Lembre-se da infame “Defesa no caso Twinkie ” que livrou Dan White de cinco anos de cadeia mesmo tendo assassinado o prefeito de São Francisco, George Moscone, e o Supervisor de Harvey Milk “.







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https://www.epochtimes.com.br/fisico-explica-alma-pode-existir/

Quem cuida do cuidador?


Evitando o desgaste físico e emocional dos cuidadores de pacientes


Foto: Freepik

Em alguns casos se torna necessário que o paciente com câncer tenha o acompanhamento constante de um cuidador. Sua função normalmente envolve levar, buscar ou acompanhar durante as consultas médicas; auxiliar no pós-operatório e ou em questões do dia a dia – como lavar roupa, cozinhar, tomar banho e se trocar. Esse trabalho pode ser feito por um profissional, mas muitas vezes, por falta de recursos ou ainda por opção, os próprios familiares acabam assumindo esse papel.

A questão é que seguidamente os cuidadores, em especial os não profissionais, acabam por deixar a própria saúde e bem-estar de lado. Uma pesquisa da farmacêutica Merck, por exemplo, apontou que, das pessoas que cuidam de um familiar que está lutando contra alguma doença, 53% declararam se sentir cansados na maior parte do tempo e 46% contaram não ter uma brecha na agenda para marcar ou comparecer às próprias consultas médicas.

Além disso, 61% assumiram que precisam de atendimento em decorrência de sua saúde mental e dois a cada cinco cuidadores admitiram colocar o bem-estar do paciente acima do seu. É importante ressaltar que essas informações não demonstram que os cuidadores fazem o trabalho de má vontade. Pelo contrário: dos respondentes da pesquisa, 68% afirmaram que zelar pela pessoa amada ajuda a apreciar mais a vida, enquanto 57% citaram que, embora seja desafiadora, essa função traz recompensas.

Nesse cenário, é preciso entender melhor os impactos que a doença e a função de cuidador causa nos familiares e o que eles podem fazer para se manterem saudáveis e bem durante esse período.

O impacto da doença

Os cuidadores familiares são impactados emocionalmente pela doença e sentimentos de tristeza, raiva, culpa, medo e a necessidade de controle são relatados com frequência. Uma pesquisa da Pfizer com cuidadores e pacientes de câncer de mama metastático, por exemplo, demonstra que os familiares são mais atingidos pela descoberta da doença do que as próprias pacientes.

E no meio desse impacto emocional, eles precisam encontrar forças para poderem cuidar dos entes queridos. Uma vez que, como demonstra a mesma pesquisa, apesar de abalados, os familiares representam a principal fonte de apoio emocional das pacientes, sendo citados por quase 90% das entrevistadas.

Junto a isso existe um impacto no estilo e qualidade de vida de familiares e pacientes. É comum que seja necessário adaptar horários para poder ajudar as pacientes durante e após o tratamento, o que inclui mudanças no trabalho (com adaptação de horários ou necessidade de abandoná-lo), diminuição de renda e aumento dos gastos.

Além disso, os momentos de lazer e convívio são deixados de lado. Viajar e sair para passear, por exemplo, são as principais atividades que deixam de fazer parte da vida dos familiares, seguido de beber socialmente com os amigos.

Os cuidados com o cuidador

Nesse contexto, o estresse, a sobrecarga e a culpa acabam se desenvolvendo no cuidador não profissional. Isso, somado aos dados expostos acima que evidenciam que os cuidadores algumas vezes negligenciam a própria saúde, pode se tornar um inconveniente maior ainda, uma vez que pode levar a uma situação de desgaste físico e emocional extremo – que vai exigir que o cuidador se afaste de suas funções para ter que lidar com a sua própria saúde.

Nesse sentido, é essencial que o cuidador tome algumas medidas para evitar chegar nesse estágio. Elas devem ser tomadas em pelo menos três frentes: necessidade de ajuda, saúde física e mental.

Necessidade de ajuda

É essencial que o cuidador conte com a ajuda de outras pessoas, como família, amigos, profissionais ou vizinhos. É recomendado que sejam definidos dias e horários em que ele poderá ter uma folga para poder cuidar de suas próprias questões ou ter um tempo livre. Isso não deve eventual, precisa fazer parte da rotina.

Saúde física

O cuidador deve adotar também uma rotina de hábitos saudáveis, como cuidar da alimentação – fazendo pelo menos três refeições balanceadas por dia; dormir de 6 a 8 horas contínuas por noite; praticar exercícios físicos pelo menos duas vezes na semana; adotar o hábito de fazer alongamentos e pequenos exercícios diariamente; e descansar sempre que possível. Também é preciso que o cuidador siga indo ao médico e esteja atento aos sinais e mudanças que seu próprio corpo pode estar transmitindo.

Saúde mental

O impacto de ter um ente querido que esteja enfrentando um câncer já é grande, quando há a necessidade de se envolver nos cuidados diários e, consequentemente, acompanhar o desenvolvimento da doença e tratamento, essa questão se torna ainda mais delicada. Por esse motivo, é preciso que o cuidador busque algum tipo de suporte emocional seja através do acompanhamento individual de um psicólogo ou grupos de apoio de familiares – muitas ONGs associadas à FEMAMA disponibilizam esse tipo de atendimento gratuitamente.

Além disso, é preciso que o cuidador encontre um tempo para praticar algum hobby e sair com os amigos. É importante também que nesses momentos evite-se que a conversa gire em torno do paciente, é preciso que a cabeça seja arejada com amenidades e outros assuntos.

Encontre uma ONG na sua região clicando aqui.

Esse é um dos temas a serem debatidos no V Fórum de Combate ao Câncer da Mulher, evento da #FEMAMA que acontece nos dias 29 e 30 de novembro de 2018, em São Paulo. Confira a programação completa e inscreva-se até 28/11 em: http://bit.ly/2SSJz9v.

Saiba mais em

https://www.femama.org.br/site/br/noticia/quem-cuida-do-cuidador-evitando-o-desgaste-fisico-e-emocional-dos-cuidadores-de-pacientes?gclid=CjwKCAiA4o79BRBvEiwAjteoYGvHeTAY6f11ZA-5xr4TP1M1Vmc9b78WCppZiIzHj0HDrjEsQgTCWhoCNtkQAvD_BwE



O Estresse do Cuidador Quem Cuida Também Merece Ser Cuidado!

Dicas de cuidado para o idoso - Cotidian Brasil

O envelhecimento populacional levou ao aumento da incidência de demências, principalmente a Doença de Alzheimer. Os cuidadores dos portadores de demências com alterações comportamentais estão expostos a maior risco de desenvolver depressão, ansiedade e estresse.

Estresse ou sobrecarga do cuidador é definido como o estado psicológico que resulta da combinação de trabalho físico, tensão emocional, restrição social e dificuldades financeiras, resultantes da atividade de cuidar, consequências essas decorrentes de práticas variadas e de demandas emocionais do cuidado.

Os cuidadores muitas vezes são obrigados a oferecer cuidados intensos e têm sua vida pessoal reestruturada, pois, além de se dedicarem ao paciente, necessitam substituir as tarefas por ele desempenhadas previamente e reorganizar as atividades de sua responsabilidade e vida pessoal.

Assumindo o papel de cuidador e sendo este um familiar, isto faz com que a pessoa passe a experimentar um enorme senso de responsabilidade em contrapartida com o baixo senso de liberdade, incluindo perdas na vida pessoal como redução de independência, privação de tempo para atividades pessoais, problemas sexuais, alterações de sono, possibilidade de viver exclusivamente para a pessoa doente, tendência ao isolamento e diminuição de rede de apoio social, além de alterações na vida familiar e financeira. O estresse age no estado emocional do cuidador atrapalhando na vida pessoal, familiar ou até na qualidade de cuidado ofertado.

A redução do estresse pode ser encontrada no apoio emocional, social e familiar. O cuidador precisa ser cuidado, para suportar perdas, construir alternativas e aproveitar possibilidades.

Todo cuidador, principalmente quando é um familiar, sabe do estresse e do cansaço que enfrenta ao cuidar do seu idoso querido. Não tem folga, não tem feriado, nem final de semana e as vezes nem férias. Não pediu para fazer esse trabalho e não sabe quando vai acabar.

Portanto, para evitar que cuidadores também fiquem doentes, algumas dicas podem ajudar a minimizar a carga pesada de estresse a que estão sujeitos:

• Coloque as suas necessidades em primeiro lugar (alimentação, sono e exames médicos);

• Procure seus amigos;

• Peça ajuda (para outros familiares);

• Procure recursos da comunidade (ONGs, associações, clubes);

• Faça uma pausa, tire férias e encontre tempo para relaxar;

• Aprenda a lidar com seus sentimentos (muitas pessoas passam pelo mesmo problema que você);

• Organize-se (agenda, medicações);

• Saiba dizer não (por exemplo, avó cuidando de neto);

• Você tem direito de ser feliz;







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https://rsaude.com.br/maringa/materia/o-estresse-do-cuidador-quem-cuida-tambem-merece-ser-cuidado/7790

Quem cuida dos cuidadores?






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As mais antigas cuidadoras são nossas mães, avós e tias que desde o início da civilização cuidaram de sua família, que ainda hoje cumprem tal função com carinho, responsabilidade, sobrecarga e sem salários.

Mas a sociedade atual com seus arranjos sociais, familiares e de sobrevivência, os cuidadores passam ser os profissionais preparados, a partir dos fins estabelecidos por instituições especializadas ou responsáveis diretos, que zelam pelo bem-estar, saúde, alimentação, higiene pessoal, educação, cultura, recreação e lazer das pessoas assistidas.

Cuidado representa conhecimento, atenção, cautela, dedicação, carinho e obrigações. É dar aos outros, em forma de serviços, os frutos de seus talentos, preparos e escolhas. Assim cuidar é perceber as outras pessoas como elas são, e como se mostram, nos gestos, falas, dores e limitações.


Os cuidadores são seres humanos com essas qualidades, expressas pelos traços de solidariedade e de doação. São os enfermeiros, médicos, assistentes sociais, padres, pastores, psicólogos, terapeutas, professores, cuidadores de idosos e de crianças, entre outros profissionais.

Porém, é irrefutável que o cuidar pode levar os cuidadores ao adoecimento. Sobretudo se o cuidado constitui, como deve ser, não um ato voluntário, mas uma atitude profissional e constante. Por isso, as condições precárias de trabalho e o estresse são fatores que auxiliam no sofrimento mental e físico dos cuidadores, prejudicando a vida pessoal ou até a qualidade de cuidado prestado por esses trabalhadores.

As pesquisas revelam o sofrimento dos cuidadores, alguns relatam que se sentem aflitos com os problemas das pessoas que são cuidadas e ainda tem a decepção com as famílias dos assistidos por não cooperarem com o tratamento. E as causas mais graves são os baixos salários, a dupla jornada de trabalho e a ausência de reconhecimento do Estado das atividades dos cuidadores.

Os cuidadores diante dessa situação podem vivenciar sentimentos, tais como: raiva, culpa, medo, angústia, confusão, cansaço, tristeza, nervosismo, irritação, choro, medo da morte e da invalidez. Para superar tanta aflição os cuidadores precisam de apoio laboral, emocional e familiar no sentido de oferecer melhores condições de trabalho e qualidade de vida a esses profissionais.

A Síndrome de Burnout é a que mais atinge os cuidadores, pois é esse conjunto de tensões emocionais e estresse crônico provocado por condições de trabalho desgastantes. O próprio conceito “burnout” explica que esse desgaste prejudica as características físicas e psicológicos dos profissionais. Então, traduzindo do inglês, “burn” quer dizer “queima” e “out” significa “exterior.

Para preservar o seu bem-estar os cuidadores necessitam buscar modos de melhorar sua qualidade de vida, a partir da compreensão de suas emoções, como um processo de crescimento psíquico e espiritual, que permitirá aos cuidadores ter mais tempo livre para se cuidar, se distrair e recuperar as energias gastas no ato de cuidar dos outros. Ou como disse o santo cuidador, São Francisco de Assis: “Tome cuidado com a sua vida, talvez ela seja o único evangelho que as pessoas leiam”.

leia mais em
https://www.psicologiasdobrasil.com.br/quem-cuida-dos-cuidadores/





Cuidador: Você também precisa de cuidados!


cuidador


Insegurança, sensação de incapacidade, frustração são alguns dos sentimentos que acometem os cuidadores – familiares ou profissionais – de pessoas dependentes de atenção e cuidados permanentes, como pessoas com doenças graves, pessoas com deficiência, etc. Tão importante quanto cuidar das necessidades do familiar ou paciente, é cuidar das próprias necessidades e da sua saúde mental.

Na medida do possível, buscar envolvimento com grupos de apoio para dividir e trocar experiências, obter suporte emocional e psicológico, que tenha a orientação de um psicólogo, como Rodas de Conversa, por exemplo, é uma alternativa que ajuda muito ao cuidador, já que falar dos seus sentimentos, trocar opiniões e pensamentos pode trazer alívio das tensões, além da possibilidade da identificação com outras pessoas que passam pela mesma situação. É sempre um conforto percebermos que não estamos sozinhos no barco.

A função de cuidador, quando é um profissional, exige que entre em contato com impossibilidades, sofrimentos e morte. Apesar de estar qualificado para a função, é muito comum que as pressões emocionais ligadas a este tipo de trabalho causem estresse, irritabilidade e afetem, até mesmo, sua saúde física.

Além de cuidar do paciente, há a necessidade, muitas vezes, de apoio à família, já que, não é incomum, que vejam neste profissional aquele que tem resposta a todas as suas demandas.

O familiar cuidador também sofre suas pressões. E como! Ele tem a sua rotina, se não totalmente, em grande parte, ligada às necessidades do seu ente querido. Sua agenda se configura de acordo com a agenda de tratamento e outros compromissos do seu familiar e essa dinâmica, muitas vezes, deixa pouco espaço para uma folga, um passeio com os amigos, etc. Mesmo exercendo este papel de forma solidária há, em algum momento, a necessidade de se dar uma parada, olhar para si mesmo e cuidar do seu lado emocional. A questão é que, nem sempre, isto é possível podendo levar o cuidador ao desânimo, frustração, etc.

Um exemplo de situação que ocorre, com frequência, é de uma mãe cuidadora que tem um filho jovem ou adulto deficiente, começar a se preocupar com a sua própria morte.

Quando essa mãe, acostumada a levar seu filho de um lado para o outro na cadeira de rodas, movê-lo para trocar suas roupas, alimentá-lo, etc. Começa a ficar mais velha, sentindo o peso da idade que já não lhe permite se locomover com seu filho com tanta desenvoltura, surgem perguntas como “quem vai cuidar dele quando eu morrer?” começam a fazer parte dos seus pensamentos e podem, sim, gerar um quadro de ansiedade.

E quem pode lhe responder a esta pergunta? Onde buscar o suporte emocional para passar por este momento de forma mais tranquila? É difícil mesmo!

São questões pertinentes que, muitas vezes, não têm resposta certa, porém, precisam ser ouvidas e acolhidas da melhor forma possível. Por essa razão, um grupo de atendimento terapêutico, de conversa, de troca de experiências é indicado, não para responder à pergunta desta mãe, mas para acolhê-la em suas questões emocionais.

É claro que cuidar também é sinônimo de leveza, de prazer, de satisfação. Afinal, quem é que não gosta de dar e de receber amor? Ou de ser solidário e de receber solidariedade? E é exatamente neste lugar positivo do cuidar que se quer chegar quando se enfatiza a importância de se dar importância, também, à saúde mental deste profissional/familiar, oportunizando a ele espaço e condições para que possa realizar suas funções com o máximo de compromisso, amor, respeito, ao mesmo tempo em que cuida de si e das suas necessidades emocionais.

Zelar pela saúde mental do cuidador melhora, inclusive, a sua relação com o familiar/paciente dependente dos seus cuidados e, consequentemente, traz maior bem-estar para os dois, o que é ideal para que o cuidador se sinta mais confiante no exercício da sua função.




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Narcisista, borderline, dependente: conheça os transtornos de personalidade

 





Imagem: iStock
Heloísa Noronha

Colaboração para o VivaBem

05/02/2020 04h00


Personalidade é padrão particular que cada um de nós apresenta em relação ao modo de pensar, sentir e se comportar socialmente. Ela se mantém, de certa forma, constante ao longo do tempo e se expressa nas mais diferentes situações. Já o temperamento é um componente inato da personalidade, enquanto o caráter vai sendo moldado ao longo da vida basicamente pela cultura e pela educação. Portanto, a formação da personalidade é um processo gradual e resulta da interação entre os aspectos inatos e os aprendidos.


Os chamados transtornos da personalidade, no entanto, envolvem muito mais do que traços: eles se caracterizam por um padrão de comportamento mal adaptativo, profundamente enraizado e inflexível, reações emocionais e formas de relacionamento interpessoais.



Segundo o DSM-5, o "Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais" ("Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders") desenvolvido pela APA (Associação Americana de Psiquiatria), diversos critérios definem os transtornos de personalidade. Em geral, o que é notado nas pessoas diagnosticadas são os modos de funcionamento problemáticos e uma desarmonia com o jeito que levam a vida em relação às demais. Os padrões costumam se iniciar na infância e não são explicados por alterações fisiológicas.

Em boa parte dos casos, as pessoas com transtornos de personalidade não se sentem incomodadas com seu jeito de ser ou não o reconhecem como patológico. Porém, em algumas formas, pode haver um sofrimento subjetivo significativo e o indivíduo tem plena consciência quanto à diferença e à reação da sociedade.


De acordo com a última atualização do DSM-5, divulgada em 2013, os transtornos de personalidade são agrupados em três "clusters" (ou grupos) bem diferentes entre si, porém com características comuns nos tipos de cada um deles. Apenas um psiquiatra pode fazer o reconhecimento e o diagnóstico adequado, pois nem sempre os limites são precisos e é comum que um mesmo paciente tenha traços de diferentes transtornos ou até mesmo mais de um ao mesmo tempo. Saiba mais detalhes:




Grupo A


Imagem: iStockInclui os indivíduos tidos como excêntricos e vistos com um certo grau de estranheza e desconfiança pela sociedade. Esse grupo se relaciona aos transtornos psicóticos, especialmente esquizofrenia e transtorno delirante, embora não ocorram sintomas como alucinações e delírios.



Paranoide

Pessoas com transtorno de personalidade paranoide são extremamente desconfiadas. Tendem a interpretar as atitudes dos outros como más, ameaçadoras ou insultuosas e veem as relações mais íntimas como perigosas. Também têm a sensação constante de que são exploradas ou "passadas para trás", mesmo que não existam justificativas para tal. Esse ceticismo exagerado acarreta comportamentos de cautela extrema, sentimentos hostis e agressividade, além de isolamento social.



Esquizoide

Esse transtorno corresponde à antiga esquizofrenia simples, porém sem sintomas psicóticos como alucinações e delírios. São pessoas que não têm o menor interesse nas relações sociais e que, portanto, se caracterizam por ser solitárias. Os demais as encaram como frias e distantes, com pouca capacidade de estabelecer intimidade. Os esquizoides dificilmente namoram ou se casam, envolvendo-se, preferencialmente, em atividades solitárias como jogos de computador ou quebra-cabeças. Costumam trabalhar em empregos que requerem pouca interação interpessoal.
Esquizotípico

O tipo esquizotípico se caracteriza por um comportamento mais excêntrico —que, em muitos casos, se estende ao estilo de se vestir. São indivíduos supersticiosos, com um pé no misticismo e que fogem aos padrões e normas sociais. Alguns, por exemplo, costumam perceber mensagens "escondidas" em discursos públicos ou em falas da TV. Os esquizotípicos isolam-se mais por falta de compreensão da sociedade do que por vontade própria, podendo também desenvolver ideias paranoides.




Grupo B


Imagem: iStockEngloba as pessoas impulsivas, de humor irregular, com dificuldades de lidar com limites e regras sociais. Dramaticidade, emocionalidade excessiva e/ou comportamento errático são algumas das características mais marcantes. Os transtornos de personalidade do cluster B estão associados aos sintomas da antiga histeria.




Antissocial

É o nome correto dado aos comportamentos conhecidos como psicopatia e sociopatia. Falta de empatia e indiferença afetiva pelos outros são a marca registrada. Os antissociais têm dificuldade de se ajustar às normas sociais, inclusive as relativas à legislação. Mostram descaso e muitas vezes mentem e são falsos para benefício próprio. As manifestações podem ter início na infância ou na adolescência, com episódios de desafio envolvendo pais ou professores, mas o diagnóstico só pode ser formulado a partir dos 18 anos de idade. Bem mais comum no sexo masculino, esse transtorno está frequentemente associado a abuso sexual, abandono, negligência ou perdas na infância.



Borderline

São personalidades do tipo "8 ou 80", sempre à beira do limite: ora explodem de raiva e tratam os outros de modo horrível e cruel, ora agem de forma extremamente afetuosa e gentil. Há um padrão de instabilidade nas relações sociais, alta impulsividade e rápida alternância de emoções.

Quem apresenta o transtorno de personalidade borderline sente insegurança e perturbações em relação à autoimagem e pode também ter comportamentos constantes de infligir lesões ao próprio corpo, muitas vezes com pensamentos constantes sobre suicídio e sensação crônica de vazio. É um tipo que apresenta sintomas muito diversos, dependendo do contexto sociocultural em que vive, e que pode se expor a riscos envolvendo drogas, sexo, compras e compulsão alimentar. Embora essas pessoas sintam um medo imenso da solidão, mantêm relações voláteis —hoje amam, amanhã odeiam.



Narcisista

Os narcisistas também são pouco empáticos. Sua principal preocupação é ganhar reconhecimento e admiração. Para tanto, costumam exagerar realizações e bens: eles têm o melhor emprego do mundo, o carro mais potente, a casa mais sofisticada, a personalidade mais interessante. Com autoestima instável, essas pessoas precisam alimentar uma fantasia de grandiosidade constantemente e acreditam ter algo de "especial" —assim, seriam merecedoras de direitos extras. Em diversas circunstâncias são vistas como arrogantes e desafiadoras. Entretanto, não se dão conta disso, o que dificulta um processo de autocrítica. Se sentem terrivelmente feridas quando são criticadas ou fracassam, podendo reagir com raiva ou depressão. Sua autoestima é muito instável, e tipicamente há falta de empatia e insensibilidade em relação aos sentimentos alheios.



Histriônico

Histriônico é o adjetivo relativo a histrião ("palhaço" ou "bobo"), termo que designava o comediante que representava farsas no antigo teatro romano. Remanescente histórico do conceito de histeria, é um ser que funciona demandando atenção: busca sempre ser o centro e o foco do interesse dos outros, mostrando desconforto em situações em que é deixado de lado. Os diagnosticados com esse transtorno costumam abusar da teatralidade e do exibicionismo, exagerar emoções e sensações e forçar intimidade rapidamente. Demonstram, também, uma preocupação excessiva quanto à aparência física. Esse transtorno de personalidade é mais comum no sexo feminino e, em alguns casos, vem acompanhado de disfunções sexuais.




Grupo C


Imagem: iStockEsse grupamento agrega os transtornos de personalidade relacionados às reações de medo. Eles são "aparentados" das antigas neuroses e dos atuais transtornos de ansiedade.




Esquivo

Também chamado de evitativo, o esquivo mostra uma constante inibição social, sentindo-se inadequado e hipersensível à avaliação de terceiros. Tímidas, reservadas e com baixa auotestima, essas pessoas preocupam-se com críticas e com a opinião alheia e costumam buscar maneiras de evitar situações que lhe tirem de sua "zona de conforto". Quem tem transtorno de personalidade esquiva até quer se aproximar das pessoas, mas se sente muito pouco à vontade com elas. É válido reforçar que os esquivos se distinguem bastante dos esquizoides e esquizotípicos, nos quais se observa uma indiferença quanto aos relacionamentos interpessoais. As características do transtorno da personalidade esquiva são muito semelhantes às do subtipo generalizado da fobia social e, frequentemente, um mesmo paciente recebe os dois diagnósticos. Contudo, as manifestações do transtorno da personalidade esquiva, como todo transtorno da personalidade, já estão presentes desde a infância ou adolescência, enquanto na fobia social o início pode ocorrer em qualquer idade.




Dependente

Os dependentes necessitam constantemente de cuidados e tornam-se facilmente submissos ao outro —o que configura meio caminho andado rumo a relacionamentos afetivos tóxicos ou abusivos. Têm bastante dificuldade de tomar decisões e estão sujeitos à opinião alheia devido à intensa insegurança de se responsabilizar por seus atos e escolhas. Buscas relações como forma de reconhecimento, amparo e fonte de carinho. Raramente discordam de alguém, devido ao medo de perder seu apoio ou sua aprovação. Há um intenso medo de rejeição, de abandono e de solidão. Quando se envolvem com parceiros nocivos, sentem culpa ao pensar em romper e, caso o façam, acabam pedindo para reatar.




Obsessivo-compulsivo

O último tipo é o obsessivo-compulsivo, por vezes chamado de anancástico também. São perfeccionistas, controladores, pouco flexíveis e com predileção pela ordem. Bastante preocupadas com as finanças, essas pessoas são bem econômicas e dificilmente investem tempo ou dinheiro em lazer. Apegam-se a objetos e sentem dificuldade em se desfazer das coisas —não chega a ser um acúmulo compulsivo, mas esse transtorno também pode advir.

Outros traços comuns: perfeccionismo, moralismo, teimosia, austeridade, meticulosidade, sarcasmo e preocupação excessiva com limpeza. Há bastante dificuldade de se dedicarem a atividades mais lúdicas ou simplesmente prazerosas. Embora seja bastante frequente a comorbidade entre o transtorno obsessivo-compulsivo e o transtorno de personalidade obsessivo-compulsiva, muitos pacientes se adaptam aos critérios diagnósticos de apenas uma dessas duas categorias. Porém, somente no primeiro estão as ideias e os comportamentos obsessivos.
Não se fala em cura, mas em controle

As pessoas com transtorno de personalidade são, de fato, diferentes e seu comportamento "salta aos olhos", pois há uma má adaptação ao contexto social em que vivem. Outra característica presente é a constância do quadro, ou seja, trata-se de um jeito de viver que o indivíduo construiu ao longo de suas experiências e vida. Carga genética, educação e contexto familiar conflituoso contribuem para a condição.

Como não se trata de uma doença mental, mas sim de um modo de ser e existir, os especialistas não usam o termo "cura", optando por encarar o transtorno como uma condição que acarreta um jeito de funcionamento diferente. Entretanto, há tratamentos que ajudam no controle dos sintomas e permitem que os pacientes evoluam de maneira saudável e com perspectivas de vida iguais às outras pessoas.

Em uma parcela significativa dos casos, o tratamento é multidisciplinar: médicos psiquiatras, psicólogos, acompanhantes terapêuticos, assistentes sociais e nutricionistas, entre outros, podem fazer parte do trabalho. Em geral, o objetivo é fazer com que o paciente perceba seu modo de funcionamento e ajudá-lo a transformá-lo de uma maneira saudável, sem perder sua individualidade.

Sessões de psicoterapia, em especial de terapia cognitivo-comportamental, são fundamentais, assim como a prescrição de medicamentos —psicofármacos como benzodiazepínicos, antidepressivos e antipsicóticos — para as crises agudas ou como apoio.

Exercícios físicos, meditação (principalmente a do tipo mindfulness) e participação em grupos de autoajuda específicos podem ajudar a driblar a ansiedade que permeia a maioria desses transtornos. O papel da família e dos amigos também é essencial, principalmente se o ponto de partida for a informação.

Há o risco de as ameaças de autoflagelo e suicídio se concretizarem.Conforme os especialistas, os transtornos de personalidade ainda são alvo de muito estigma, preconceito, isolamento e rejeição pessoal. Assim, as pessoas ao redor podem e devem encontrar ferramentas para tornar a vida desses pacientes mais suave, oferecendo apoio, escuta, companhia e, principalmente, alertando quanto à importância de acompanhamento médico, já que muitos abandonam o processo pelo caminho.

Fontes: Elie Cheniaux, psiquiatra, docente e orientador no programa de pós-graduação em Psiquiatria e Saúde Mental do IPUB/UFRJ (Instituto de Psiquiatria da Universidade Federal do Rio de Janeiro); Gustavo Bezerra, psiquiatra e pesquisador do Ipq-HCFMUSP (Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo); Laisa Pessoa Botton Prada, psiquiatra da BP (Hospital A Beneficência Portuguesa de São Paulo), e Luiz Scocca, psiquiatra pelo HCFMUSP e membro da APA (Associação Americana de Psiquiatria)


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https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2020/02/05/narcisista-borderline-dependente-conheca-os-transtorno-de-personalidade.htm


Cristianismo preconceituoso

Temos tido muito orgulho em dizer ao mundo que somos um dos maiores países cristãos, só que testemunhamos um cristianismo doente e amargo a nós mesmos e a todos que nos rodeiam. Somo extremamente preconceituosos, e usamos o nome de Deus para isto, e depois vamos, às mesmas pessoas que repudiamos, para falar do amor de Deus... isso quer dizer que somos o maior país cristão hipócrita.



Emicida diz que o Brasil não se relaciona bem com pluralidade, "principalmente com a de pessoas pretas"

O rapper Emicida lança livro infantil que discute o medo. Em entrevista, ele conta que na adolescência e juventude não pôde ter acesso a livros, e comenta sobre o racismo

Emicida
Emicida (Foto: Reprodução)
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247 - O rapper Emicida lançou neste mês seu terceiro livro, “E Foi Assim Que Eu e a Escuridão Ficamos Amigas”, direcionado ao público infantil.

Em entrevista à jornalista Marina Lourenço na Folha de S.Paulo ele fala sobre sua relação com a literatura e, entre outros temas, na polêmica em que esteve envolvido em junho, quando publicou um vídeo de sete minutos dizendo o porquê de não comparecer aos atos antirracistas.

O artista diz que está viciado em literatura brasileira. "Li muito Mário de Andrade e Graciliano Ramos. A nossa literatura é muito rica. Como ela não está na boca das pessoas? Fico bravo com isso. E, quando acabo de ler um livro, viro uma pessoa insuportável, quero falar com todo mundo e analisar cada vírgula".

Ele conta que na adolescência foi colocado distante dos livros, justamente porque o estereótipo de uma pessoa preta de quebrada não é o de alguém aficionado por literatura. "Eu adoraria ter lido na minha adolescência tudo que estou lendo agora. Estou lendo tudo que roubaram de mim", afirma. Emicida relembra que foi enxotado muitas vezes de bibliotecas. 

Sobre os movimentos antirracistas, Emicida opina que a popularização do Black Lives Matter vai pra caixinha de "coisas positivas que produzimos nesse momento". 

​​O artista valoriza os movimentos negros históricos no Brasil e seus intelectuais, destacando que "a gente colhe muitos frutos do que a geração anterior à nossa fez, principalmente depois do MNU [Movimento Negro Unificado]. Ela incluiu a negritude no IBGE, e é por isso que temos hoje mais de 50% do país se identificando como preto ou pardo. Essas conquistas são de Abdias do Nascimento, Beatriz Nascimento, Clóvis Moura, Sueli Carneiro, Paulo Paim e tantos outros".

Crítico do racismo, diz que "o Brasil não se relaciona bem com pluralidade, principalmente com a de pessoas pretas". 



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https://www.brasil247.com/cultura/emicida-diz-que-o-brasil-nao-se-relaciona-bem-com-pluralidade-principalmente-com-a-de-pessoas-pretas

TOP 5: As maiores heresias ditas pelas celebridades gospel


Ana Paula Valadão da Batista Lagoinha
Veja os absurdos e teorias inventadas que não tem base bíblica nem de longe.
por Carol Mello (artigo) e Felipe Cherque (vídeo)
25 de agosto de 2016 20:21
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MÚSICA
RELIGIÃO






Vídeo do Dia: 5 grandes nomes da música internacional que fazem aniversário em novembro


A página no Facebook Calvinismo da Zueira compartilhou um vídeo com as 5 maiores besteiras ditasno mundo Gospel. Com mais de 20 mil compartilhamentos e 4 mil comentários os cristãos de diferentes denominações dão sua opinião sobre as supostas heresias apresentadas. Há quem concorde que realmente os líderes religiosos estão inventando doutrinas, outros ainda os defendem. Confira:
# 5 Ana Paula Valadão: Evangélico não pode ser gordo

Ana Paula critica a obesidade entre líderes e fiéis nas igrejas evangélicas e afirma que o Jejum bíblico serve para curar esse problema.
# 4 Pastor da Universal: Nome de Jesus não funciona

O pastor afirma que ao enfrentar alguns problemas e demônios o nome de Jesus não funcionou, mas ele se revoltou e resolveu o problema por si mesmo, considerando-se maior que o Messias.




# 3 Apóstola Sol: Demônios moram nas panelas.

Além de dizer que demônios são territoriais, morando no guarda-roupa, debaixo da cama, nas paredes, na caixa d´água e panelas, ela afirma que o mês de agosto é de aniversário do diabo.
# 2 Marco Feliciano: Demônios amam água

Segundo ele o ser humano é composto por água, em sua maioria, por isso os demônios querem possuir o corpo das pessoas. Ele também afirma que Deus criou o homem usando os espíritos dos anjos, a alma dos animais e a terra.
# 1 Edir Macedo: Deus tem uma dívida conosco

Edir Macedo afirma que quando você oferta na Igreja Deus fica obrigado a te abençoar. Como Ele não fica devendo a ninguém você tem o direito de cobrar uma resposta para seu problema assim que faz uma oferta, que geralmente é em dinheiro.



Macedo ainda ressalta que pedir misericórdia para Deus é para quem não tem fé, que é dever de Deus fazer a parte dele, já que fizemos a nossa contribuindo com a 'obra' dele.

A sexta heresia do vídeo foi dita pelo narrador, que desejou que todos ficassem com a paz de Calvino. Esse hábito, recorrente entre alguns cristãos reformados, das igrejas tradicionais, é idolatria, pois a paz, segundo a bíblia, é Deus quem dá e não o homem.

Calvinismo é uma teologia que tem sido usada para usurpar o lugar de Jesus segundo alguns seguidores da página, que comentaram no post.




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https://br.blastingnews.com/sociedade-opiniao/2016/08/top-5-as-maiores-heresias-ditas-pelas-celebridades-gospel-001081161.html

A Ciência e a Alma

Alma existe? | Super
Por |18/02/2019|Categories: Mente, Neurociência, Textos e Artigos|Tags: Michael Egnor|0 Comentários


A Ciência e a Alma

Michael Egnor / Tradução: Tiago Pereira

Publicado originalmente em18No. 17 “The Soul of Medicine” (Summer 2018)



Eu assisti às imagens da tomografia computadorizada aparecerem na tela, uma por uma. A cabeça do bebê estava quase vazia. Havia apenas finas lascas de cérebro – um pouco de tecido cerebral na base do crânio e um fino aro nas bordas. O resto era água.

Seus pais temiam isso. Nós vimos no ultrassom pré-natal; a tomografia computadorizada, horas após o nascimento, era muito mais precisa. Katie parecia um recém-nascido normal, mas tinha pouca chance de uma vida normal. Ela tinha uma irmã gêmea fraterna na incubadora ao seu lado. Mas Katie só tinha um terço do cérebro que sua irmã tinha. Expliquei tudo isso para a família, tentando manter vivo um lampejo de esperança para a filha deles.

Eu cuidei de Katie conforme ela foi crescendo. Em todas as fases da sua vida até agora, ela se destacou. Ela sentou-se, falou e andou mais cedo do que a irmã. Ela se destacou com honras, e logo vai se formar no ensino médio.

Eu tive outros pacientes cujos cérebros ficaram muito aquém das suas mentes. Maria tinha apenas dois terços de um cérebro. Ela precisou de algumas operações para drenar o líquido, mas ela se desenvolveu. Ela acabou de terminar seu mestrado em literatura inglesa e é uma musicista conhecida. Jesse nasceu com a cabeça em forma de bola de futebol-americano e com a metade cheia de água – os médicos disseram à mãe para deixá-lo morrer no parto. Ela desobedeceu. Ele é um adolescente normal e feliz, adora esportes e usa cabelos longos.

Algumas pessoas com cérebros deficientes são profundamente limitadas. Mas nem todas são. Eu atendi e tratei de muitas crianças que crescem com cérebros deficientes, mas mentes que progridem. Como isso é possível? A neurociência, e Tomás de Aquino, apontam para a resposta.

A mente é mecânica?

Como estudante de medicina, me apaixonei pelo cérebro. É um órgão assustador: um conjunto de células, axônios, núcleos e lobos dobrados e comprimidos em formas exóticas. Eu tive que aprender como ele se parecia quando era cortado por tomografias computadorizadas, e então, como se parecia quando eu o seccionava. Meu fascínio pela neuroanatomia era metafísico: era dali que vinham nossos pensamentos e decisões, era um mapa do eu humano, e eu estava aprendendo a lê-lo como eu lia um livro. Era a verdade sobre nós, pensava.

Mas eu estava errado. Katie me fez encarar o meu equívoco. Ela era uma pessoa completa. A criança em meu consultório não foi mapeada de forma significativa no exame de seu cérebro ou no diagrama do meu livro de neuroanatomia. O mapa estava errado.

Como a mente se relaciona com o cérebro? Esta questão é central para minha vida profissional. Eu achava que tinha uma resposta. No entanto, um século de pesquisa e 30 anos de minha própria prática neurocirúrgica desafiaram tudo o que eu achava que sabia.

A visão adotada por aqueles que me ensinaram diz que a mente é inteiramente um produto do cérebro, que é entendido como algo parecido com uma máquina. Francis Crick, um neurocientista e ganhador do Nobel que foi o co-descobridor da estrutura do DNA, escreveu que “as atividades mentais de uma pessoa são inteiramente devidas ao comportamento de células nervosas, células da glia e os átomos, íons e moléculas que as constituem e as controlam.”

Esta filosofia mecânica é o resultado de dois passos. Começou com René Descartes, que argumentou que a mente e o cérebro eram substâncias separadas, imaterial e material. De alguma forma (como, nem Descartes nem ninguém pode dizer), a mente está ligada ao cérebro – é o fantasma na máquina.

Entretanto, conforme a abordagem de Francis Bacon para entender o mundo se destacava durante o Iluminismo científico, tornou-se uma tendência limitar a investigação sobre o mundo às substâncias físicas: estudar a máquina e ignorar o fantasma. A matéria era acessível, e nós a estudamos obsessivamente. O fantasma foi ignorado e depois negado. Foi isso que a lógica do materialismo exigiu.

O materialista insiste que somos escravos de nossos neurônios, sem genuíno livre-arbítrio. O materialismo veio em diferentes formas, cada uma sendo adotada e, em seguida, caindo em desuso ao longo do século passado, à medida que sua insuficiência se tornava aparente. Os behavioristas afirmavam que a mente, se é que existe, é irrelevante. Tudo o que importa é o que é observável – entrada e saída. No entanto, o behaviorismo está em declínio, porque é difícil negar a relevância da mente para a neurociência.

A teoria da identidade, substituindo o behaviorismo, sustentava que a mente é apenas o cérebro. Pensamentos e sensações são exatamente a mesma coisa que tecido cerebral e neurotransmissores, entendidos de forma diferente. A dor que você sente em seu dedo é idêntica aos impulsos nervosos em seu braço e em seu cérebro. Mas, certamente, isso não é verdade. A dor dói e os impulsos nervosos são elétricos e químicos. Eles nem são similares. Os teóricos da identidade lutaram contra uma realidade relutante durante uma geração, e então desistiram.

O funcionalismo computacional veio em seguida: o cérebro é hardware e a mente é software. Mas isso também tem problemas. O filósofo alemão do século XIX Franz Brentano apontou que a única coisa que absolutamente distingue os pensamentos da matéria é que os pensamentos são sempre sobre algo, e a matéria nunca é sobre alguma coisa. Essa intencionalidade[1] é a marca da mente. Todo pensamento tem um significado. Nenhuma coisa material tem significado.

A computação é o mapeamento de uma entrada para uma saída de acordo com um algoritmo, independentemente do significado. A computação não tem intencionalidade; é a antítese do pensamento.

Neurociência e Metafísica

Notavelmente, a neurociência nos diz três coisas sobre a mente: a mente é metafisicamente simples, o intelecto e a vontade são imateriais, e o livre-arbítrio é real.

Em meados do século XX, neurocirurgiões descobriram que podiam tratar um certo tipo de epilepsia cortando um grande feixe de fibras cerebrais, chamado corpo caloso, que conecta os dois hemisférios do cérebro. Após essas operações, cada hemisfério funcionava de forma independente. Mas o que aconteceu com a mente de uma pessoa com o cérebro partido ao meio?

O neurocientista Roger Sperry estudou dezenas de pacientes com o cérebro dividido. Ele descobriu, surpreendentemente, que na vida cotidiana os pacientes apresentavam pouca alteração. Cada paciente ainda era uma pessoa. O intelecto e a vontade – a capacidade de ter pensamentos abstratos e de escolher – permaneceram unificados. Somente por meio de testes meticulosos Sperry encontrou algumas diferenças: suas percepções foram alteradas pela cirurgia. As sensações – provocadas pelo toque ou pela visão – poderiam ser apresentadas a um hemisfério do cérebro e não ser experimentadas no outro hemisfério. A produção de fala está associada ao hemisfério esquerdo do cérebro; os pacientes não conseguiam nomear um objeto apresentado para o hemisfério direito (através do campo visual esquerdo). No entanto, eles podiam apontar para o objeto com a mão esquerda (que é controlada pelo hemisfério direito). O resultado mais notável do trabalho vencedor do Prêmio Nobel de Sperry foi que o intelecto e a vontade da pessoa – o que poderíamos chamar de alma – permaneceram indivisíveis.

O cérebro pode ser cortado ao meio, mas o intelecto e a vontade não podem. O intelecto e a vontade são metafisicamente simples.

Um dos neurocirurgiões pioneiros da calosotomia para pacientes com epilepsia foi Wilder Penfield, que trabalhou em Montreal em meados do século XX. Penfield estudou os cérebros e mentes dos pacientes epilépticos de uma maneira extraordinariamente direta, no decurso de seus tratamentos. Ele realizava cirurgias em pessoas que estavam acordadas. O próprio cérebro não sente dor, e os anestésicos locais entorpecem o couro cabeludo e o crânio o suficiente para permitir uma cirurgia cerebral indolor. Penfield pediu-lhes para fazer e pensar coisas enquanto ele estava observando e estimulando ou inibindo temporariamente regiões de seus cérebros. Duas coisas o surpreenderam.

Primeiro, ele notou algo sobre as convulsões. Ele poderia causar convulsões estimulando o cérebro. Um paciente poderia sacudir o braço, sentir formigamento, ver flashes de luz ou até mesmo ter lembranças. Mas o que ele nunca conseguia fazer era causar uma convulsão intelectual: o paciente nunca raciocinava quando seu cérebro era estimulado. O paciente nunca contemplou a misericórdia, lamentou a injustiça ou calculou derivadas em resposta à estimulação cerebral. Se o cérebro como um todo dá origem à mente, por que não há convulsões intelectuais?

Em segundo lugar, Penfield observou que os pacientes sempre sabiam que o movimento ou a sensação provocada pela estimulação cerebral eram feitos a eles, mas não por eles. Quando Penfield estimulou a área do braço do cérebro, os pacientes sempre diziam: “Você fez meu braço se mover” e nunca “Eu movi meu braço”. Os pacientes sempre mantinham uma consciência correta da ação. Havia uma parte do paciente – a vontade – que Penfield não conseguia alcançar com o eletrodo.

Penfield começou sua carreira como um materialista. Ele terminou sua carreira como um dualista entusiasmado. Ele insistia que há um aspecto do eu – o intelecto e a vontade – que não é o cérebro, e que não pode ser evocado pela estimulação do cérebro.

Algumas das pesquisas mais fascinantes sobre consciência foram feitas pelo contemporâneo de Penfield, Benjamin Libet, na Universidade da Califórnia, em São Francisco. Libet perguntou: O que acontece no cérebro quando pensamos? Como os sinais elétricos no cérebro estão relacionados aos nossos pensamentos? Ele estava particularmente interessado no tempo das ondas cerebrais e pensamentos. Uma onda cerebral acontecia no mesmo momento que o pensamento, ou antes, ou depois?

Foi uma pergunta difícil de responder. Não era difícil medir mudanças elétricas no cérebro: isso poderia ser feito rotineiramente por eletrodos no couro cabeludo, e Libet obteve apoio de neurocirurgiões para permitir que ele registrasse sinais profundos no cérebro enquanto pacientes estivessem acordados. O desafio que Libet enfrentou foi medir com precisão o intervalo de tempo entre os sinais e os pensamentos. Mas os sinais duram apenas alguns milissegundos, e como você pode calcular um pensamento com esse tipo de precisão?

Libet começou escolhendo um pensamento muito simples: a decisão de apertar um botão. Ele modificou um osciloscópio de modo que um ponto circulasse a tela uma vez a cada segundo, e quando a pessoa decidisse apertar o botão, ele ou ela anotaria a localização do ponto no momento da decisão. Libet mediu o tempo da decisão e o tempo das ondas cerebrais de muitos voluntários com precisão de dezenas de milissegundos. Consistentemente, ele constatou que a decisão consciente de apertar o botão era precedida por cerca de meio segundo por uma onda cerebral, o que ele chamou de potencial de prontidão. Então, meio segundo depois, a pessoa tomava consciência de sua decisão. A princípio, os indivíduos aparentemente não eram livres; seus cérebros tomaram a decisão de mover e eles obedeceram.

Mas Libet examinou mais profundamente. Ele pediu a seus pacientes que vetassem sua decisão imediatamente após terem decidido – não apertar o botão. Mais uma vez, o potencial de prontidão apareceu meio segundo antes da percepção consciente da decisão de apertar o botão, mas Libet descobriu que o veto – ele o chamou de “livre não”[2] – não tinha uma onda cerebral correspondente a ele.

O cérebro, então, tem atividade que corresponde a um impulso pré-consciente de fazer alguma coisa. Mas nós somos livres para vetar ou aceitar esse impulso. Os motivos são materiais. O veto, e implicitamente a aceitação, é um ato imaterial da vontade.

Libet observou a correspondência entre seus experimentos e a compreensão religiosa tradicional dos seres humanos. Somos, disse ele, cercados por um mar de predisposições, correspondendo à atividade material em nossos cérebros, a qual temos a livre escolha de rejeitar ou aceitar. É difícil não ler isto em termos mais familiares: somos tentados pelo pecado, mas somos livres para escolher.

A abordagem para compreender o mundo e nós mesmos que foi substituída pelo materialismo era a da metafísica clássica. O investigador e professor mais notável desta tradição foi São Tomás de Aquino. Seguindo Aristóteles, Aquino escreveu que a alma humana tem tipos distintos de habilidades. Os poderes vegetativos, compartilhados por plantas e animais, servem para o crescimento, a nutrição e o metabolismo. Os poderes sensíveis, compartilhados com animais, incluem percepção, paixões e locomoção. Os poderes vegetativos e sensíveis são habilidades materiais do cérebro.

No entanto, os seres humanos têm dois poderes da alma que não são materiais – intelecto e vontade. Estes transcendem a matéria. Eles são os meios pelos quais raciocinamos e pelos quais escolhemos com base na razão. Somos compostos de matéria e espírito. Temos almas espirituais.

Aquino não ficaria surpreso com os resultados das investigações desses pesquisadores.

O que está em jogo

O filósofo Roger Scruton escreveu que a neurociência contemporânea é “uma vasta coleção de respostas sem nenhuma memória das perguntas”. O materialismo limitou os tipos de questões que podemos perguntar, mas a neurociência, conduzida sem um viés materialista, aponta para a realidade de que somos quimeras: seres materiais com almas imateriais.

Como nossas vidas ou nossa sociedade seriam diferentes se descobríssemos que nossa mente fosse meramente o produto de nosso cérebro material – e que todas as nossas decisões fossem determinadas, sem livre arbítrio?

A pedra angular do totalitarismo, segundo Hannah Arendt, é a negação do livre arbítrio. Sob as visões do comunismo e do nazismo, somos meros instrumentos de forças históricas, não agentes individuais livres que podem escolher o bem ou o mal.

Sem livre arbítrio, não podemos ser culpados em um sentido individual. Mas também não podemos ser inocentes. Nem os judeus sob Hitler nem os agricultores culaques sob Stalin foram mortos porque eram individualmente culpados. A culpa foi atribuída a eles de acordo com seu tipo e, assim, foram exterminados para acelerar um processo natural, fosse a purificação da raça ou a ditadura do proletariado.

Em contraste, a compreensão clássica da natureza humana é que somos seres livres e não sujeitos ao determinismo. Esse entendimento é a base indispensável para a liberdade e dignidade humanas. É indispensável, também, para simplesmente dar sentido ao mundo à nossa volta: entre outras coisas, para dar sentido a Katie.

Eu a vejo no meu escritório a cada ano. Ela está prosperando: obstinada e brilhante. Sua mãe está exasperada e, depois de dezessete anos, ainda se surpreende. Eu também.

Há muito sobre o cérebro e a mente que eu não entendo. Mas a neurociência conta uma história consistente. Há uma parte da mente de Katie que não é o seu cérebro. Ela é mais que isso. Ela pode raciocinar e ela pode escolher. Há uma parte dela que é imaterial – a parte que Sperry não conseguiu dividir, que Penfield não conseguiu alcançar e que Libet não conseguiu encontrar com seus eletrodos. Há uma parte de Katie que não apareceu nas tomografias quando ela nasceu.

Katie, como você e eu, tem uma alma.







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