Os Ateus

Os ateus são ‘mais pacíficos’



Postado em 27 abr 2014
A religião é uma das mais eficazes e sanguinolentas fontes de guerras, discórdias e matanças.
Torcedoras dinamarquesas na Copa de 2010
Torcedoras dinamarquesas na Copa de 2010
OS ATEUS são mais pacíficos?
É uma questão que emerge de uma das listagens mais interessantes que existem. É o GPI, Global Peace Index, fruto de um centro de estudos baseado em Londres.
Think tank, como são comumente chamados tais centros no mundo globalizado.
Tratei já do GPI neste espaço.  Especialistas trabalham com mais de 20 indicadores econômicos e sociais de 144 países e montam uma lista da paz e riqueza  mundiais.
Uma das coisas que impressionam, e têm despertado uma discussão vibrante, é a alta colocação dos países “ateus”, aqueles em que a maior parte das pessoas não acredita em Deus.  A Suécia, com 85% de ateus, cintila no GPI e em todas as análises comparativas de desenvolvimento  econômico, humano e social.  Bem como a Dinamarca, a Noruega , a Islândia e a Finlândia.
No caso do GPI, todos estes países escandinavos estão no topo.  O ateísmo é elevado em cada um deles.  Do lado oposto, as piores colocações são de países com religiosidade alta, seja muçulmana ou cristã. O Brasil, como em todo estudo de avanço sexual, tem uma posição brutalmente  medíocre. Ninguém corre o risco de ver Lula brandi-la na campanha, triunfal.
O GPI faz pensar. (Aqui, um vídeo organizou os números.)
Desde os primórdios da civilização, uma das razões mais comuns de conflitos é a religião. A Índia, para ficar num caso, foi golpeada duramente em seu progresso por conta da guerra sangrenta entre hindus e muçulmanos.  Um pedaço da Índia de dominação muçulmana acabou se tornando um país independente, o Paquistão, hoje no meio do caminho entre os jihadistas islâmicos e os mísseis americanos.
É revelador um vídeo que mostra Ophra, a apresentadora americana, indo a Copenhague para tentar descobrir por que a Dinamarca é o país mais feliz do mundo, segundo um outro estudo. (Estive lá também, pelo mesmo motivo.) Ophra junta um grupo típico de mulheres dinamarquesas e bate um papo.
São saudáveis, bonitas, articuladas, orgulhosas de seu país. Não são massacradas por plásticas, maquiagens, griffes.
Quando Ophra pergunta se acreditam em Deus, elas respondem prontamente que não. Uma diz que acredita na “humanidade”. Não há na resposta delas a arrogância vaidosa e agressiva de Juca Kfouri ao replicar uma observação de Kaká, aquele sentimento, oriundo sobretudo de quem militou em centros acadêmicos em que se decoram orelhas de Marx, de que “somos melhores que os crédulos”.
NÃO.
Elas falam com a alma leve.  Dizem também não acreditar tanto assim no casamento formal, o que não quer dizer que não possam ser boas mães e boas companheiras.
Não tenho a pretensão de esgotar uma discussão tão complexa aqui. Como o pastor de Updike que no meio de um sermão perde a fé, em algum momento deixei de crer. Não fiquei nem melhor e nem pior do que já era.
Também não tenho posição formada sobre a relação entre ateísmo e paz.  O homem que mais admirei na vida, meu pai, era profundamente religioso. Mas jamais  imaginou que sua fé fosse melhor que a de outros e nem tentou impô-la a quem quer que fosse. Meu romancista predileto, Graham Greene, era católico.
Mas muita gente pensa e age diferente de papai e de Greene.
São pessoas que consideram sua religião melhor, e estão dispostas a matar e morrer por isso.
Paulo Nogueira
Sobre o Autor
O jornalista Paulo Nogueira é fundador e diretor editorial do site de notícias e análises Diário do Centro do Mundo.
http://www.diariodocentrodomundo.com.br/os-paises-ateus-sao-mais-pacificos-2/

Doenças


Mal de Chagas: Brasil tem cerca de dois milhões de portadores da doença
Doença foi descoberta há 105 anos pelo brasileiro Carlos Chagas

Casas feitas de barro servem de moradia para o barbeiro, transmissor da doença de Chagas (Foto: Thinkstock/ Getty Images)Casas feitas de barro servem de moradia para o barbeiro, transmissor da doença de Chagas
(Foto: Thinkstock/ Getty Images)
Há 105 anos, o pesquisador  Carlos Chagas descobria uma nova doença: a tripanossomíase americana ou doença de Chagas, transmitida pelo Triatominae, inseto conhecido popularmente como barbeiro. A descoberta da enfermidade ocorreu enquanto ele buscava combater a malária entre os trabalhadores de Minas Gerais. Durante o trabalho de campo, o cientista observou alterações patológicas inexplicáveis na população local, sendo o primeiro e único pesquisador do mundo a descobrir, sozinho, o vetor, a doença e os ciclos doméstico e silvestre de um mal.
Triatominae  (Foto: Thinkstock/ Getty Images)Triatominae, popularmente conhecido como
barbeiro (Foto: Thinkstock/Getty Images)
A principal forma de transmissão ocorre através da picada do barbeiro, conhecido por este nome por atacar, preferencialmente, o rosto. O inseto vive nas frestas das casas de pau-a-pique, ninhos de pássaros, tocas de animais, casca de troncos de árvores e embaixo de pedras. O parasita responsável pela doença de Chagas está presente nas fezes do inseto. Assim que o barbeiro termina de se alimentar, ele defeca, eliminando o protozoário Trypanosoma cruzi, colocando-os em contato com a ferida e a pele da vítima. A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que cerca de 10 milhões de pessoas no mundo estejam infectadas pela doença de Chagas.
Transfusão sanguínea, doação de órgãos e infecção oral são outras forma de contrair a patologia. A pesquisadora do Laboratório Nacional de Biociencias (LNBio)/Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM) Carolina Borsoi alerta que a infecção oral é a forma mais grave da doença. “É raro, mas acontece. A pessoa ingere por exemplo, caldo de cana, com fezes do animal ou o próprio inseto triturado”, afirma.  Ela diz ainda que na Região Amazônica, a transmissão oral é mais frequente devido ao consumo de açaí mal higienizado.
Pesquisadora Carline Borsoi (Foto: Divulgação/ LNBio)Pesquisadora Carolina Borsoi
(Foto: Divulgação/ LNBio)
O mal de Chagas apresenta duas fases. Na primeira, aaguda, o paciente apresenta inchaço no local, febre e indisposição. As manifestações crônicas do mal de Chagas aparecem mais tarde, de 20 a 40 anos depois da infecção original. “Quando não há o tratamento adequado da fase aguda, ela se torna crônica. Se nesta fase, 40% dos doentes não forem tratados, eles desenvolverão a fase cardíaca, comprometendo o coração”, alerta a pesquisadora. A enfermidade pode atingir ainda o esôfago e o intestino. Segundo a Fiocruz do Rio de Janeiro, estima-se que existam cerca de 2 a 3 milhões de portadores da forma crônica da doença no Brasil.

A patologia é diagnosticada através de exame de sangue e o tratamento da infecção se dá por meio de dois medicamentos, o benzonidazol e nifurtimox. Ambos foram desenvolvidos no início da década de 1970 e apresentam diversos problemas como baixa eficácia e alta toxicidade. “O tratamento foi desenvolvido há muitos anos e é prolongado. A medicação é muito tóxica, o paciente sofre com reações adversas e desiste do tratamento pelo desconforto. Aliás, este é o nosso maior desafio: manter o chagásico no tratamento”, afirma Carolina.

Segundo ela, a tripanossomíase americana é considerada controlada no Brasil. E, apesar de ser uma doença endêmica da América Latina, são registrados casos em países não endêmicos por outros mecanismos de transmissão ou pela migração intensa de latino-americanos para outros continentes. “O barbeiro pode picar qualquer mamífero, o que impossibilita a patologia ser erradicada. A globalização tem contribuído para o surgimento da doença em países da Europa e Ásia. Por não ser uma doença endêmica dos Estados Unidos, estima-se que até 300 mil pessoas estejam infectadas”, conclui.
“Desenvolvemos ensaios celulares que visam reproduzir o ambiente fisiológico do parasitaTrypanosoma cruzi dentro da célula hospedeira humana e avaliamos a atividade de diversos compostos químicos contra o parasita. Busca-se descobrir compostos que tenham a capacidade de erradicar a infecção sem causar danos ao paciente”, conta Carolina Borsoi sobre a pesquisa que busca descobrir novos medicamentos para a doença de Chagas.
A busca por novos medicamentos
Fiocruz Pernambuco (Foto: Divulgação/ Ascom Fiocruz PE)Fiocruz PE presta o Serviço de Referência no
Diagnóstico da Doença de Chagas
(Foto: Divulgação/Ascom Fiocruz PE)
Ainda não existe vacina contra a doença de Chagas, mas há controle de prevenção das secretarias de Saúde dos estados. Institutos e universidades em parceria com empresas biofarmacêuticas buscam elaborar novos medicamentos para o tratamento da patologia. AFiocruz - Pernambuco desenvolve pesquisas tentando identificar marcadores biológicos na área de diagnóstico laboratorial, de prognóstico da evolução clínica da doença e da avaliação da resposta imune ao tratamento com benzonidazol.

“Com relação à investigação do tratamento com o benzonidazol, em parceria com o Ambulatório de Doença de Chagas e Insuficiência Cardíaca-PROCAPE/UPE e IOC/Fiocruz, o estudo está  sendo realizado visando analisar a ação do tratamento com o benzonidazol sobre a resposta imune celular em portadores crônicos da doença de Chagas. Antes e após tratamento com benzonidazol”, explica a pesquisadora Yara Miranda, chefe do Serviço de Referência em Chagas (SRDC).

Desde 2005, a Fiocruz-PE presta o Serviço de Referência no Diagnóstico da Doença de Chagas com o objetivo de diagnosticar pacientes com resultados duvidosos bem como aqueles com suspeita de contaminação, acompanhamento a recém-nascidos de mães chagásicas, para detectar uma possível transmissão vertical. Além disso, o SRDC atua na formação de recursos humanos no nível regional, nacional e internacional capacitando profissionais para o diagnóstico parasitológico e sorológico da infecção pelo Trypanosoma cruzi. Outra esperança que se abre é a utilização de células-tronco, o que tem sido feito pela unidade da Fiocruz na Bahia.
  • http://redeglobo.globo.com/globocidadania/noticia/2014/04/mal-de-chagas-brasil-tem-cerca-de-dois-milhoes-de-portadores-da-doenca.html


Seleção Brasileira

1958 – A queda do complexo de Vira-Lata

1958 – A QUEDA DO COMPLEXO DE VIRA-LATA

Em 2014, exatamente ano em que a Copa do Mundo é celebrada no Brasil, a Seleção Brasileira completa 100 anos. Desde o dia em que jogadores brasileiros pisaram no gramado juntos como um único time representando sua nação, muito foi conquistado. No primeiro episódio da série que celebra esse centenário tão marcante para o nosso país, recontamos a história do primeiro título do Brasil em Copas do Mundo: o de 1958, na Suécia.

No entanto, a história do futebol brasileiro é muito mais antiga que os 100 anos da Seleção. O esporte que nasceu na Inglaterra foi trazido para o país em 1894. Mais do que um novo jogo, ao desembarcar aqui, o futebol se transformou em instituição nacional, sendo moldado pela nossa cultura e a moldando também.

Logo no início, o futebol já mostrou sua tendência para criar comportamentos. O jogo, por exemplo, foi bastante importante para a discussão sobre a aceitação do negro na sociedade – o primeiro grande astro do futebol brasileiro foi Friedenreich, um mulato.

Ainda que no começo tenha sido um esporte de elite, o futebol foi aos poucos ganhando as ruas. Os negros, a princípio proibidos de jogar, foram se destacando e ganhando o respeito dos times e dos torcedores. Leônidas da Silva e Domingos da Guia – ambos negros – foram os primeiros a brilharem em Copas do Mundo em 1934 e 1938 de tanto outros que viriam depois.

Talvez o segredo do nosso futebol-arte seja justamente essa miscigenação de etnias e culturas que tanto nos orgulha. Foi superando um complexo de vira-lata, nome dado por Nelson Rodrigues, criado na derrota da Copa de 1950 em pleno Maracanã, que descobrimos a força dessa mistura de povos e gingas que nos rendeu a vitória de 1958 em que presenteamos o mundo com a espetacular campanha liderada pelos gênios Pelé e Garrincha.

A Copa do Mundo de 1958 ficou para sempre marcada na história como o momento em que o planeta conheceu o espetáculo chamado Seleção Brasileira de Futebol – uma seleção mestiça, formada por negros, índios e europeus – uma aquarela de cores que configurou o melhor futebol do planeta.

http://www.natgeo.com.br/br/especiais/100-anos-de-selecao-brasileira/episodios/

Consumidor

7 direitos do consumidor que talvez você desconheça

7 direitos  do consumidorQuando o assunto é direito do consumidor, é preciso ficar atento para que a compra de produtos e a contratação de serviços não se transforme em uma verdadeira dor de cabeça. Então, é sempre legal dar uma olhada no Código Civil, no Código de Defesa do Consumidor e até mesmo em leis estaduais e municipais para se certificar do que você pode ou não pode exigir como cidadão e consumidor.
Para facilitar sua vida, separamos alguns direitos que todos consumidor tem, mas que nem todos sabem.
#1 – Cobrança indevida
De acordo com o artigo 42 do Código de Defesa do Consumidor (CDC) e com o artigo 940 do Código Civil, sempre que você pagar uma dívida que já foi quitada ou for cobrado de maneira indevida, você tem o direito de receber o dobro do valor que pagou a mais, acrescido da correção monetária e dos juros. Essa lei só não é válida se houver um engano justificável.
#2 – Meia-entrada para doadores
Embora não haja uma lei federal, os estados do Paraná (lei estadual 13.964), Espírito Santo (lei estadual 7.737) e Mato Grosso do Sul (lei estadual 3.844) garantem aos doadores de sangue devidamente registrados em hemocentros ou nos bancos de sangue de hospitais o direito a pagar o valor referente à meia-entrada em espetáculos culturais, eventos esportivos, cinemas, museus e outros. A lei também está prestes a ser aprovada na Bahia.
#3 – Chamadas sucessivas
De acordo com o artigo 39-A da resolução nº 604 da Anatel, chamadas sucessivas que forem feitas de um celular para um mesmo número devem ser consideradas uma única ligação e, assim, devem ser tarifadas apenas uma vez. As condições para que elas sejam consideradas sucessivas é que ocorram em um intervalo inferior a 120 segundos e sejam entre os mesmos números de origem e destino. Então, da próxima vez que sua ligação cair, saiba que você pode refazer a ligação de graça, respeitando o limite de tempo.
#4 – Valor mínimo
Você já chegou a um estabelecimento e se deparou com um aviso de que havia um valor mínimo para compras? Pois saiba que de acordo com o artigo 39, IX do CDC o estabelecimento não pode recusar a venda de bens ou a prestação de serviços a qualquer pessoa que se disponha a pagar prontamente pelo produto ou serviço.
#5 – Nome limpo
O artigo 43, parágrafo terceiro, do CDC diz que sempre que se o consumidor encontrar alguma inexatidão em seus dados e cadastros, ele pode exigir a correção imediatamente e a empresa precisa cumprir a exigência dentro de cinco dias úteis. Então, se você quitou sua dívida, tem o direito de ter seu cadastro devidamente corrigido e sem nome limpo dentro desse período.
#6 – Desistência e devolução
Sempre que a compra de um produto ou a contratação de um serviço for realizada fora do estabelecimento comercial, ou seja, através da internet, do telefone ou a domicilio, o consumidor tem o direito de desistir do contrato no prazo de sete dias a partir do recebimento do produto ou do serviço, conforme consta no artigo 49 do CDC.
#7 – Estacionamentos
Outro aviso comum em estacionamentos diz que o estabelecimento não se responsabiliza pelos bens deixados dentro do veículo. Porém, a súmula nº 130 do Superior Tribunal de Justiça diz que “a empresa responde, perante o cliente, pela reparação de dano ou furto de veículo ocorridos em seu estacionamento”. O mesmo direito consta no artigo 14 do CDC.
Se você quiser consultar as leis na íntegra, não deixe de conferir o Código Civil, o Código de Defesa do Consumidor e os links acima.
Além disso, vale lembrar que sempre que você se sentir lesado ou tiver dúvidas sobre seus direitos, a melhor alternativa é procurar a orientação do Procon mais próximo. Também vale a pena consultar o Reclame Aqui, que é uma ferramenta na qual os usuários registram suas reclamações e é possível acompanhar a reputação das empresas.


Ovos de Páscoa

Conheça as origens e o simbolismo relacionado aos Ovos de Páscoa

Saiba um pouco mais sobre as tradições desse símbolo tão presente na época da Semana Santa em vários países
Coelho da páscoaOvos de chocolate brilhantemente decorados tornaram-se parte integrante da celebração da Páscoa. Muita gente não vê muito sentido nisso, ainda mais com o fato (para as crianças) de que eles são trazidos por um coelho.
Porém, tudo isso teve uma origem e a tradição dos ovos (e também do coelho) é basicamente um conceito de fartura e renovação da vida. Em um dos simbolismos, a dura casca do ovo representa o túmulo selado de Cristo, e quebrá-la representa a ressurreição de Jesus dentre os mortos.

No passado

Em diversos países, a cultura dos ovos de Páscoa é um pouquinho diferente, sendo que eles são ovos cozidos mesmo apenas com a casca pintada de forma detalhada, mas muito bonitos. Acredita-se que esse costume tenha surgido até antes do cristianismo, durante as primaveras.
Por exemplo, antes de Cristo, os habitantes de onde hoje fica o Iraque e parte do Kuwait já decoravam ovos durante o Nowruz, Ano Novo do calendário persa celebrado no equinócio de primavera. Ovos de avestruz ornamentados com mais de 60 mil anos já foram encontrados na África, enquanto, há mais de 2,5 mil anos, zoroastristas, o mais antigo grupo religioso do Irã, também decoravam ovos para a sua festa de Ano Novo.
E os antigos egípcios, fenícios e hindus, todos acreditavam que o mundo começou com um ovo gigante e assim, a cada primavera, pintavam ou de alguma forma comemoravam o ovo como um símbolo de uma nova vida, origem do homem, purificação, boa sorte e renascimento.
Acredita-se também que os chineses tinham o costume de pintar os ovos através do cozimento em água com beterraba e casca de cebola para mudar a coloração e, posteriormente, dá-los como um presente na Festa da Primavera no Hemisfério Norte (que coincide com a época da Páscoa).
O costume teria sido levado para o Ocidente por missionários que visitaram a China e espalharam o hábito para o resto do mundo, relacionando ao período pascal católico como símbolo da renovação e ressurreição de Jesus Cristo. Em alguns países, os ovos de Páscoa são abençoados pelos sacerdotes no final da vigília de Páscoa e distribuídos para os membros da congregação.

Docinho

Por volta do século 18, o costume de trocar ovos durante a Páscoa ganhou um sabor mais doce e alguns, além de enfeitados, eram feitos com matéria-prima açucarada. Já o uso do chocolate só passou a ser feito por volta de 1830, quando a indústria do cacau começava a se desenvolver. E o que se seguiu foi uma tradição que se mantém até hoje.

No presente

Atualmente, países como a Bulgária, Polônia, Romênia e Ucrânia mantêm a tradição dos ovos pintados, sendo que muitos deles são criados também com o significado das cores em mente. Por exemplo, o vermelho simbolizando o fogo e o sol, o preto para o absolutismo e eternidade, o amarelo para a felicidade e juventude, o verde para a primavera e fertilidade e o azul para a saúde e vitalidade.
Em alguns países, além da troca de ovos doces ou de chocolate, existe uma brincadeira da caça aos ovos entre as crianças, em que elas devem procurá-los em jardins ou quintais onde foram escondidos pelos pais. Na Bulgária, existe um ritual de quebrar os ovos após a missa da meia-noite na quinta-feira santa. No entanto, seja qual for a cultura, o ovo representa vida nova, fertilidade e renascimento. Fonte: The Huffington Post£The Advocate£Wikipedia

http://pautadiaria.com.br/2014/04/conheca-as-origens-e-o-simbolismo-relacionado-aos-ovos-de-pascoa/

Os Morcegos

7 curiosidades surpreendentes sobre os morcegos

Se você sempre quis saber porque os morcegos ficam de ponta-cabeça e se eles realmente se alimentam de sangue, esse artigo foi feito para você
MorcegosPor ter um aspecto muito diferente do que imaginamos quando pensamos em um mamífero, os morcegos acabam causando mais receio do que interesse nas pessoas. Mas é justamente por serem diferentes que esses animais são extremamente fascinantes.
Então, confira algumas curiosidades incríveis – que foram selecionadas pelo Mother Nature Network – sobre os morcegos, mude de ideia quanto essas criaturinhas e entenda como elas são indispensáveis para o planeta.

 1. Os morcegos representam cerca de 20% de todos mamíferos

A ordem Chiroptera é formada por mais de 1.200 espécies, o que faz com que os morcegos sejam uma das maiores ordens de mamíferos. Eles só perdem para os roedores, que somam 2.277 espécies e correspondem a 40% dos mamíferos.
Os quirópteros se dividem em duas subordens: mega morcegos e micro morcegos. Os mega morcegos – mais conhecidos como raposas-voadoras – têm uma excelente visão e se alimentam de frutas e néctar. Já os micro morcegos têm como principal característica a ecolocalização e um apetite por insetos e sangue.

 2. As colônias de morcegos facilitam o controle de pestes

Quando existe uma grande colônia de morcegos na região, não é necessário investir em pesticidas nocivos para a agricultura. Isso porque um único morcego come mais de 600 insetos por hora – o que faz desse animal uma excelente alternativa orgânica no controle de pestes. Com a ajuda deles, a agricultura economiza bilhões de dólares.
Porém, esse recurso se encontra ameaçado. Os cientistas buscam entender como será o futuro desses animais na América do Norte na próxima década, já que eles estão sendo sofrendo com a perda de hábitat e com doenças.

 3. As fêmeas conseguem controlar a gestação

Para garantir que as condições externas são ideais para receber seu filhote, as mamães-morcego têm táticas biológicas que permitem que elas controlem a fertilização, a implantação do óvulo e o desenvolvimento do feto.
Nas espécies em que o acasalamento ocorre no outono, as fêmeas guardam o sêmen do macho em seu sistema reprodutor para que seus óvulos sejam fertilizados apenas na primavera. Em outros casos, o óvulo é fertilizado logo após a cópula, mas a implantação na parede uterina só acontece quando houver condições favoráveis. Em outro processo de adaptação, a fertilização e implantação ocorrem normalmente, mas o feto fica adormecido por um longo período.
Em geral, as fêmeas se utilizam dessas táticas para garantir que o nascimento dos filhotes coincida com a maior oferta de frutas e insetos no ambiente em que vivem.

 4. Alguns morcegos realmente se alimentam de sangue

É fato que algumas espécies de morcegos se alimentam de sangue, mas ao contrário do que muitos pensam, essas criaturas não chupam o sangue dos animais. Em vez disso, eles usam seus dentes afiados para fazer um pequeno corte na pele do animal. Assim, eles ingerem apenas o sangue que sai do ferimento.
E também se engana quem acha que eles precisam de quantidades enormes de sangue. Em geral, duas colheres de sopa é uma dose diária suficiente para o morcego e é uma quantidade que não causa nenhum prejuízo à vítima. Ainda, a saliva dessas espécies é composta por uma substância anestésica que impede que o animal sinta o corte.

 5. Os morcegos ficam de ponta-cabeça para economizar energia

Se ficarmos alguns minutos de cabeça para baixo já começamos a nos sentir mal, não é mesmo?! Mas essa posição é fundamental para que os morcegos conservem energia. Isso porque o sistema circulatório desses animais é bastante diferente do nosso. Essas criaturas passaram por adaptações que garantem que o sangue seja bombeado para as extremidades e distribuído igualmente em todo o seu corpo quando ele está de ponta-cabeça.
Pode parecer estranho, mas é muito mais confortável para um morcego ficar pendurado do que desafiar a gravidade e tentar ficar em pé. E como eles têm ossos e músculos extremamente leves para o voo, não é esforço nenhum sustentar o peso do corpo.

 6. Os morcegos são os únicos mamíferos que podem voar

Você pode até se lembrar dos esquilos voadores ou outras espécies menos conhecidas – como o petauro-do-açúcar e o colugo – que percorrem pequenas distâncias no ar, mas a verdade é que os morcegos são realmente os únicos mamíferos que conseguem levantar voo e se manter no ar.
Ao contrário dos pássaros, que movem totalmente seus membros anteriores, os morcegos voam batendo seus dígitos. A membrana de suas asas é sensível e delicada e, assim como pode ser facilmente danificada, cresce rapidamente.

 7. Os morcegos formam colônias enormes

A maior colônia natural de morcegos está na caverna de Bracken Bat, no Texas (EUA), e abriga 20 milhões de morcegos. Durante uma única noite, a colônia inteira pode chegar a consumir impressionantes 200 toneladas de insetos! A quantidade de animais é tão grande que, quando eles saem em busca de alimentos, a densa nuvem que se forma chega a ser visível pelo radar responsável pela temperatura.
Já a maior colônia urbana dessas criaturas fica em Austin, também no Texas, onde cerca de 1,5 milhões de morcegos vivem embaixo da ponte Ann W. Richards Congress Avenue Bridge. Depois de passar o inverno no México, os animais migram para a cidade de março a novembro – período no qual impressionam os turistas e moradores com voos incríveis quando saem em busca de alimentos. Fonte: Mother Nature Network

http://pautadiaria.com.br/2014/04/7-curiosidades-surpreendentes-sobre-os-morcegos/

Inteligência Visual

Estudo indica que dá para saber se um homem é inteligente só pelo rosto

Cientistas da Universidade Charles, em Praga, constataram que alguns atributos físicos são capazes de indicar a inteligência em faces masculinas, mas o mesmo não vale para as femininas
InteligenteSabe quando você vê uma pessoa desconhecida e a primeira coisa que você pensa é “poxa, esse cara parece burro”? Então saiba que talvez esse tipo de pensamento não seja só uma questão de preconceito. De acordo com um estudo publicado recentemente pela revista PLoS One, é possível identificar a inteligência de alguém apenas olhando para o seu rosto – mas isso só vale para faces de homens.
A pesquisa envolveu um grupo de 160 estudantes de ambos os sexos e consistiu na análise de fotografias dos rostos de 80 homens e mulheres. Os participantes deveriam classificar cada imagem de acordo com a atratividade e a suposta inteligência dos retratados. Liderados pelo tcheco Karel Kleisner, os pesquisadores da Universidade Charles, de Praga, então compararam a avaliação dos alunos com a pontuação do QI das pessoas nas fotos.
O resultado foi curioso, já que os estudantes identificaram corretamente o nível de inteligência dos homens fotografados, mas não acertaram com relação às mulheres. Embora os resultados para os rostos masculinos pareçam indicar que as pessoas mais inteligentes possuem rostos similares, o fato é que não há relação significativa entre a morfologia do rosto de forma geral e o QI.
gráfico rosto inteligenteMistérios femininos
Buscando respostas, os pesquisadores desenharam esboços dos traços predominantes nos tipos de rostos que foram identificados como parecendo mais ou menos “jeito de inteligente” do que os outros. Embora os padrões visuais de inteligência tenham sido identificados nas faces masculinas, Kleisner afirma que não é a forma da cara dos homens que causa esse efeito.
Embora os motivos reais ainda não estejam claros para o pesquisador, ele acredita que o resultado pode ter relação com certos atributos específicos, como olhos, o jeito de olhar, o cabelo ou a pele. Por enquanto, os estudiosos têm apenas hipóteses que apontam ou que tais traços se apresentam de forma diferente nas mulheres, ou que ela simplesmente são mais julgadas por sua aparência do que por seu intelecto.
Para solucionar essas questões, a equipe de Kleisner pretende realizar mais estudos na área e apresentar conclusões mais claras no futuro. E vocês, acham mesmo que as mulheres inteligentes são mais difíceis de identificar? Acham mais fácil saber se um homem é burro ou esperto? Deixe sua opinião nos comentários. Fonte: History

http://pautadiaria.com.br/2014/04/estudo-indica-que-da-para-saber-se-um-homem-e-inteligente-so-pelo-rosto/

Família

Tudo em família

Programa permite detectar parentescos a partir da comparação de características físicas faciais de indivíduos distintos. O sistema poderá ter variadas aplicações, como auxiliar a polícia na busca por pessoas desaparecidas.
Por: Isabelle Carvalho
Publicado em 24/04/2014 | Atualizado em 24/04/2014
Tudo em família
Além de identificar relações entre irmãos, o programa também consegue determinar relações entre pais e filhos, baseando-se em semelhanças faciais que ajudam a definir o parentesco. (foto: Computer Graphics & Vision Group – Politecnico di Torino)
O estudo meticuloso das partes do corpo humano para a identificação de indivíduos, a antropometria, é uma técnica antiga, proposta na década de 1880 pelo policial francês Alphonse Bertillon (1853-1914). Nos últimos 130 anos, ela evoluiu, e agora vem se adaptando às tecnologias digitais, com mil e uma possibilidades de uso. Em breve, como mostra pesquisa do engenheiro de computação Tiago Figueiredo Vieira – fruto de parceria entre o Politecnico di Torino, na Itália, e o Departamento de Eletrônica e Sistemas da Universidade Federal de Pernambuco – poderá ser usada para apontar parentescos entre indivíduos.
Se à primeira vista a proposta parece simples, não se engane: para fazer o que promete, o programa de computador desenvolvido por Vieira utiliza um intricado sistema de algoritmos que, grosso modo, permite comparar características físicas faciais de indivíduos distintos e, dependendo das semelhanças e diferenças entre elas, determinar se são parentes ou não.
“Construímos um banco de dados com fotografias de vários voluntários”, conta o pesquisador. “A partir dele, montamos pares de fotos de irmãos e de não irmãos e ensinamos ao computador quais amostras representavam associações familiares, a partir da comparação de fatores e características faciais, como geometria, textura e cor”.
Identificação facial
Para definir relações de parentesco, o programa de computador analisa e compara as características faciais de cada pessoa. (foto: Computer Graphics & Vision Group – Politecnico di Torino)
Após esse ‘aprendizado’, o computador identificou corretamente irmãos e não irmãos em cerca de 90% dos testes realizados – resultado promissor para um projeto ainda em fase inicial, segundo Vieira. Além de identificar irmãos, o programa também é capaz de apontar o parentesco entre pais e filhos, mas o pesquisador ressalta que não é possível determinar o grau de parentesco exato dentro de um banco com fotos de pais, filhos, irmãos e irmãs. “O reconhecimento só ocorre quando aqueles dois tipos de casos são isolados. É como se fossem dois programas distintos”, esclarece.
Outras limitações ainda presentes no sistema são a inabilidade de lidar com a presença de gêmeos idênticos e meios-irmãos no grupo analisado. Para o futuro, Vieira pretende encontrar soluções para os problemas existentes e ampliar o banco de dados com mais pessoas, aumentando o alcance do programa.
O computador identificou corretamente irmãos e não irmãos em cerca de 90% dos testes realizados
Um programa assim pode ter muitas aplicações, segundo Vieira. Empresas como o Facebook, por exemplo, poderiam usá-lo para classificar e relacionar seus usuários. A rede social, inclusive, já usa uma técnica parecida: com base nos perfis cadastrados, é possível estudar os registros faciais encontrados em uma foto e compará-los com os rostos disponíveis em sua rede de relacionamentos.
Com o programa computacional de Vieira, a rede social poderia confrontar aspectos físicos faciais para identificar parentescos automaticamente – o que teria, inclusive, aplicações comerciais. “Perto do Dia das Mães, por exemplo, o Facebook poderia disponibilizar ao filho propagandas baseadas em pesquisas que sua mãe fez, mesmo que o parentesco não esteja explicitamente declarado na rede”, prevê Vieira.
Além de redes sociais, a previsão é que o programa também possa, por exemplo, auxiliar o trabalho da polícia. “Ele poderia contribuir para encontrar pessoas desaparecidas ou na busca por parentes mais próximos de pessoas com problemas, como o mal de Alzheimer e que tenham se perdido”, sugere Vieira.
São muitas as expectativas diante dessas inovações tecnológicas, assim como as questões que as acompanham. Seria possível, no futuro, que uma evolução de um programa como esse ajudasse no rastreamento de familiares desconhecidos compatíveis para doação de órgãos ou que funcionasse como um novo tipo de teste de paternidade? O jeito é esperar para ver.

Isabelle Carvalho
Ciência Hoje/ RJ

Texto originalmente publicado na CH 313 (abril de 2014). Clique aqui para acessar uma versão resumida da revista.

http://cienciahoje.uol.com.br/revista-ch/2014/313/tudo-em-familia

O Golpe Militar

A nova ordem das coisas

Meio século depois do golpe militar, sobreCultura analisa Ato Institucional n° 1, que dava ao governo o poder de cassar mandatos legislativos, suspender direitos políticos e subtrair servidores públicos que atentassem contra a segurança do país.
Por: José Eisenberg
Publicado em 26/04/2014 | Atualizado em 26/04/2014
A nova ordem das coisas
Redigido pelo jurista Francisco Campos, o preâmbulo do AI-1 é uma tentativa de determinar a força originária de um “Poder Constituinte” que, curiosamente, não constitui. Clique na imagem para ampliá-la. (reprodução: CPDOC/Fundação Getulio Vargas)
Promulgado em 9 de abril de 1964 pela junta militar composta pelo general do exército Artur da Costa e Silva, pelo tenente-brigadeiro Francisco de Assis Correia de Melo e pelo vice-almirante Augusto Hamann Rademaker Grünewald, o Ato Institucional somente passou a ser designado de AI-1 depois da promulgação do AI-2, em outubro do mesmo ano. 
Composto de um preâmbulo e 11 artigos, o AI-1 dava ao governo militar o poder de cassar mandatos legislativos, suspender direitos políticos por 10 anos e subtrair qualquer servidor público que atentasse contra a segurança do país, o regime democrático e a probidade da administração pública. Determinava a eleição indireta, pelo Congresso Nacional, do Presidente da República, a ser realizada dois dias depois, no dia 11 de abril, para um mandato de menos de dois anos, até 31 de janeiro de 1966, quando expiraria a vigência do Ato.
Redigido pelo jurista Francisco Campos, autor da Constituição do Estado Novo (1937), leitor de Carl Schmitt e um dos mais influentes políticos conservadores de todo o século 20 no Brasil, o preâmbulo do AI-1 é uma dessas ocasiões em que ator e intérprete encontram-se no ato de explicar o que fazem, por que o fazem. Atribuem motivos: “Fixar um conceito”; “explicar uma revolução vitoriosa”; determinar a força originária de um “Poder Constituinte” que, curiosamente, não constitui. Paradoxalmente, o AI-1 dispunha sobre a manutenção da Constituição Federal de 1946, que permanecia vigente. Revolução sim, mas sem rupturas radicais.
Ainda que a agenda da Guerra Fria esteja presente no preâmbulo de Campos, o texto respira um desprezo pelo tema. O inimigo desta “revolução” era interno
Ainda que a agenda da Guerra Fria esteja presente no preâmbulo de Campos, o texto respira um desprezo pelo tema. O inimigo desta “revolução” era interno. Seus alvos imediatos eram o governo e, principalmente, o fraco parlamento.
A “revolução vitoriosa” era um golpe contra o sistema representativo. Dos 102 brasileiros que tiveram seus direitos políticos cassados no dia seguinte à promulgação do AI-1, 41 eram deputados federais. Com o expurgo do Congresso Nacional, o Ato permitia que o sistema representativo permanecesse ativo, como forma de “reduzir ainda mais os plenos poderes” da revolução. Esta era uma revolução que se dizia autocontida, com freios e contrapesos encaixados em sua engrenagem. 
A nova ordem mudava a ordem das coisas sem alterar a ordem das coisas – apenas excluía atores incômodos. Com AI-2, de outubro de 1964, foram-se os partidos. Dois anos depois, começou a reorganização do sistema representativo, com a edição do AI-3. Em 1967, a ditadura militar ganhou Constituição e forma jurídica própria, conforme convocação do AI-4 ao Congresso Nacional no ano anterior.
Francisco Campos participou da redação de todos esses documentos. Faleceu em Belo Horizonte um mês antes da promulgação do AI-5, em dezembro de 1968. Naquele fim de ano, diante da rebeldia parlamentar e da resistência dos movimentos sociais, o direito autoritário “constituído” foi suplantado pelo terror. Terminara o flerte dos militares com uma ordem jurídica autoritária dotada de mecanismos de representação. O parlamento acabara; estava inaugurado um estado de exceção.

José Eisenberg 

Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Coordenador-geral de Pesquisa e Editoração da Biblioteca Nacional

Texto originalmente publicado no sobreCultura 15.