COMPOSIÇÕES MUSICAIS COM IA - TEXTOS BÍBLICOS VT (1)

 VELHO TESTAMENTO



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PESQUISA BIBLIOGRÁFICA CIENTÍFICA (com IAC)
investigação realizada pelo Pr. Psi. Jor Jônatas David Brandão Mota
uma das atuações do seu Pastorado4




COMPOSIÇÕES MUSICAIS COM IA
dou o poema e ela faz e canta a música

o conteúdo original que inclui este estudo 




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PARTE 1

GERAL     SURPREENDA-SE    
DOM - VIVENDO APAIXONADO   -playlist         

SEG - CANTANDO BÍBLIA   -playlist                 

TER - CONTANDO O CRISTIANISMO   -playlist

QUA - SENDO GENTE   -playlist                         

QUI - SENDO LUZ DO MUNDO   -playlist        

SEX - CURTINDO A NATUREZA   -playlist       

SAB - DEFENDENDO TEOLOGIA   -playlist    


(playlists   001   002   VT
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'800<<< >>> ÍNDICE

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TEXTOS BÍBLICOS
velho testamento


AVULSOS     GÊNESIS     ÊXODO     LEVÍTICO


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JOSUÉ     JUÍZES     RUTE


1REIS     2REIS




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TEXTOS BÍBLICOS
PARTE1     PARTE2     PARTE3     PARTE4




Z<<< >>>                             ÍNDICE

TEXTOS AVULSOS

071   DEUS CRIOU O UNIVERSO - GN.1e2

072   DILÚVIO E O ARREPENDER DE DEUS 

073   AMOR E PRAGA NO EGITO

074   OS DEZ MANDAMENTOS - EX. 20

075   A BÊNÇÃO ARAÔNICA UNIVERSAL - NM.6

076   DEUS MANDOU AMAR OS CANANEUS

077   DEUS AMAVA DAVI E SEUS INIMIGOS

078   O SENHOR É NOSSO PASTOR - SL. 23

079   OS ATRIBUTOS DE DEUS - SL.139

080   O ANTIGO TESTAMENTO E JESUS


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A<<< >>>                             ÍNDICE



001   GÊNESIS 1 - NO PRINCÍPIO

002   GÊNESIS 2 - NO JARDIM DA CRIAÇÃO

003   GÊNESIS 3 - A QUEDA NO JARDIM

004   GÊNESIS 4 - IRA E PROMESSA

005   GÊNESIS 5 - DIAS CONTADOS

006   GÊNESIS 6 - O CORAÇÃO DO HOMEM E O DILÚVIO 

007   GÊNESIS 7 - O LONGO DILÚVIO

008   GÊNESIS 8 - NOVA TERRA SECANDO

009   GÊNESIS 9 - ARCO DE ALIANÇA

010   GÊNESIS 10 - GENEALOGIAS DAS NAÇÕES

011   GÊNESIS 11 - CONFUSÃO E PROMESSA

012   GÊNESIS 12 - CHAMADA DE ABRÃO

013   GÊNESIS 13 - LÓ, ABRÃO E A PROMESSA

014   GÊNESIS 14 - ABRÃO GUERREIRO

015   GÊNESIS 15 - ALIANÇA DA FÉ

016   GÊNESIS 16 - AGAR E ISMAEL

017   GÊNESIS 17 - ALIANÇA SELADA

018   GÊNESIS 18 - VISITA DIVINA E INTERCESSÃO

019   GÊNESIS 19 - LUZ NA ESCURIDÃO DE SODOMA

020   GÊNESIS 20 - ABRAÃO E ABIMELEQUE

021   GÊNESIS 21 - PROMESSA A SARA

022   GÊNESIS 22 - O SACRIFÍCIO DE ISAQUE

023   GÊNESIS 23 - A MORTE E O SEPULCRO DE SARA

024   GÊNESIS 24 - REBECA E A ALIANÇA

025   GÊNESIS 25 - NASCIMENTO DE ESAÚ E JACÓ

026   GÊNESIS 26 - ISAQUE MENTE SOBRE REBECA

027  GÊNESIS 27 - A BÊNÇÃO USURPADA
 
028   GÊNESIS 28 - ESCADA AO CÉU

029   GÊNESIS 29 - JACÓ, AMOR E ENGANOS

030   GÊNESIS 30 - FILHOS E DISPUTAS

031   GÊNESIS 31 - JACÓ, FUGA E ACORDO

032   GÊNESIS 32 - JACÓ ENCONTRA DEUS

033   GÊNESIS 33 - O ENCONTRO COM ESAÚ

034   GÊNESIS 34 - JUSTIÇA, SIQUÉM E DINÁ

035   GÊNESIS 35 - DEUS FALA COM JACÓ

036    GÊNESIS 36 - DESCENTDENTES DE ESAÚ

037   GÊNESIS 37 - JOSÉ VENDIDO PELOS IRMÃOS

038   GÊNESIS 38 - JUDÁ E A NORA TAMAR

039   GÊNESIS 39 - JOSÉ E A TENTAÇÃO

040   GÊNESIS 40 - SONHOS NA PRISÃO

041   GÊNESIS 41 - SONHOS DO FARAÓ

042   GÊNESIS 42 - JOSÉ NCONTRA SEUS IRMÃOS

043   GÊNESIS 43 - JOSÉ ENCONTRA BENJAMIM

044   GÊNESIS 44 - JOSÉ PRENDE BENJAMIM

045   GÊNESIS 45 - JOSÉ SE REVELA COM PERDÃO

046   GÊNESIS 46 - JACÓ DESCE AO EGITO

047   GÊNESIS 47 - FOME, ALÍVIO E PROMESSA

048   GÊNESIS 48 - AS BÊNÇÃOS DE JACÓ

049   GÊNESIS 49 - ÚLTIMAS BÊNÇÃOS DE jACÓ

050   GÊNESIS 50 - JACÓ MORRE E JOSÉ PERDOA


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B<<< >>>                             ÍNDICE



051   ÊXODO 1 - OPRESSÃO NO EGITO

052   ÊXODO 2 - O NASCIMENTO DE MOISÉS

053   ÊXODO 3 - DEUS CHAMA MOISÉS

054   ÊXODO 4 - OS SINAIS E A MISSÃO DE MOISÉS

055   ÊXODO 5 - MOISÉS CONFRONTA O FARAÓ

056   ÊXODO 6 - DEUS DÁ ORDEM E PROMESSA

057   ÊXODO 7 - DEUS ENDURECE FARAÓ

058   ÊXODO 8 - AS PRAGAS CONTINUAM

059   ÊXODO 9 - MAIS PRAGAS SOBRE O EGITO

060   ÊXODO 10 - GAFANHOTOS E TREVAS

061   ÊXODO 11 - ÚLTIMA PRAGA ANUNCIADA

062   ÊXODO 12 - A PÁSCOA E A LIBERTAÇÃO

063   ÊXODO 13 - OS PRIMOGÊNITOS E O ÊXODO

064   ÊXODO 14 - A TRAVESSIA DO MAR VERMELHO

065   ÊXODO 15 - CÂNTICO DA LIBERTAÇÃO

066   ÊXODO 16 - O MANÁ E AS CODORNIZES

067   ÊXODO 17 - ÁGUA DA ROCHA E AMELEQUE

068   ÊXODO 18 - JETRO E A ORGANIZAÇÃO DO POVO

069   ÊXODO 19 - A ALIANÇA NO SINAI

070    ÊXODO 20 - OS DEZ MANDAMENTOS

081   ÊXODO 21 - LEIS DE SERVOS, VIGILÂNCIA

082   ÊXODO 22 - LEIS DE REPARAÇÕES, JUSTIÇA E SANTIDADE

083   ÊXODO 23 - LEIS DE JUSTIÇA, FERIADOS, PROMESSAS

084   ÊXODO 24 - A ALIANÇA É CONFIRMADA

085   ÊXODO 25 - O TABERNÁCULO E A ARCA DA ALIANÇA

086   ÊXODO 26 - CORTINAS E ESTRUTURAS DO TABERNÁCULO

087   ÊXODO 27 - ALTAR E PÁTIO DO TABERNÁCULO

088   ÊXODO 28 - AS VESTES SACERDOTAIS DE ARÃO E FILHOS

089   ÊXODO 29 - CONSAGRAÇÃO DOS SACERDOTES E OFERTAS

090   ÊXODO 30 - O ALTAR E A SANTIDADE

091   ÊXODO 31 - OS ARTESÃOS E O DESCANSO

092   ÊXODO 32 - O BEZERRO DE OURO

093   ÊXODO 33 - JEOVÁ, O POVO E A GLÓRIA

094   ÊXODO 34 - ALIANÇA E O ROSTO DE MOISÉS

095   ÊXODO 35 - OFERTAS AO TABERNÁCULO

096   ÊXODO 36 - A CONSTRUÇÃO DO TABERNÁCULO

097   ÊXODO 37 - ARCA, CANDELABRO E UTENSÍLIOS

098   ÊXODO 38 - O ALTAR E O PÁTIO DO TABERNÁCULO

099   ÊXODO 39 - AS VESTES SAGRADAS SACERDOTAIS

100   ÊXODO 40 - DEUS MANDA LEVANTAR O TABERNÁCULO


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C<<< >>>                             ÍNDICE



101   LEVÍTICO 1 - INSTRUÇÕES PARA OS HOLOCAUSTOS

102   LEVÍTICO 2 - OFERTAS DE MANJARES

103   LEVÍTICO 3 - OFERTA DE PAZ

104   LEVÍTICO 4 - SANGUE PELO PECADO

105   LEVÍTICO 5 - CULPAS E OFERTAS

106   LEVÍTICO 6 - OFERTAS E RITOS NO ALTAR

107   LEVÍTICO 7 - AS LEIS DA OFERTA

108   LEVÍTICO 8 - A CONSAGRAÇÃO DO SACERDÓCIO

109   LEVÍTICO 9 - O DIA DA MANIFESTAÇÃO

110   LEVÍTICO 10 - O FOGO E O SILÊNCIO

111   LEVÍTICO 11 - ANIMAIS PUROS E IMPUROS

112   LEVÍTICO 12 - PUREZA E NASCIMENTO

113   LEVÍTICO 13 - LEIS DA IMPUREZA

114   LEVÍTICO 14 - PURIFICAÇÃO DO LEPROSO

115   LEVÍTICO 15 - IMPUREZAS CORPORAIS

116   LEVÍTICO 16 - DIA DA EXPIAÇÃO

117   LEVÍTICO 17 - SANGUE E SACRIFÍCIO

118   LEVÍTICO 18 - PROIBIÇÕES DE LEVÍTICO

119   LEVÍTICO 19 - SANTIDADE NO COTIDIANO

120   LEVÍTICO 20 - PENALIDADES E SANTIDADE

121   LEVÍTICO 21 - SANTIDADE DOS SACERDOTES

122   LEVÍTICO 22 - SANTIDADE NAS OFERTAS

123   LEVÍTICO 23 - FESTAS E SANTIDADE

124   LEVÍTICO 24 - A LUZ, O PÃO E A LEI DO CASTIGO

125   LEVÍTICO 25 - ANO DO JUBILEU

126   LEVÍTICO 26 - BÊNÇÃOS E MALDIÇÕES

127   LEVÍTICO 27 - VOTOS E DEDICAÇÕES


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D<<< >>>                             ÍNDICE



128   NÚMEROS 1 - O RECENSEAMENTO DE ISRAEL

129   NÚMEROS 2 - ACAMPAMENTO DAS TRIBOS

130   NÚMEROS 3 - OS LEVITAS E A SUA CONSAGRAÇÃO

131   NÚMEROS 4 - SERVIÇO DOS LEVITAS

132   NÚMEROS 5 - SACRIFÍCIO DA PURIFICAÇÃO

133   NÚMEROS 6 - CONSAGRAÇÃO E BÊNÇÃO

134   NÚMEROS 7 - NAZIREADO E O ALTAR

135   NÚMEROS 8 - LÂMPADAS E LEVITAS

136   NÚMEROS 9 - NEGAÇÃO DA TERRA PROMETIDA

137   NÚMEROS 10 - TOCADOS PELA ARCA

138   NÚMEROS 11 - O DESEJO DO POVO E O ESPÍRITO DE DEUS

139   NÚMEROS 12 - A MÃO DE DEUS SOBRE MIRIÃ

140   NÚMEROS 13 - OS DOZE E OS GIGANTES

141   NÚMEROS 14 - REBELDIA E PROMESSA

142   NÚMEROS 15 - O MANTO AZUL E AS OFERTAS DO POVO

143   NÚMEROS 16 - A REBELIÃO DE CORAÇÃO E PODER

144   NÚMEROS 17 - A VARA QUE FLORESCEU

145   NÚMEROS 18 - SANTAS RESPONSABILIDADES

146   NÚMEROS 19 - A ÁGUA PURIFICADORA

147   NÚMEROS 20 - ÁGUAS DE MERIBÁ

148   NÚMEROS 21 - A SERPENTE E A JORNADA

149   NÚMEROS 22 - A JUMENTA QUE VIU DEUS

150  NÚMEROS 23 - A VOZ QUE BALAÃO OUVIU

151   NÚMEROS 24 - VISÃO DE BALAÃO

152   NÚMEROS 25 - PUNIÇÃO E JUÍZO

153   NÚMEROS 26 - O CENSO DOS HERDEIROS

154   NÚMEROS 27 - HERANÇA E SUCESSÃO

155   NÚMEROS 28 - SACRIFÍCIOS CONTÍNUOS

156   NÚMEROS 29 - SACRIFÍCIOS DAS FESTAS SAGRADAS

157   NÚMEROS 30 - PROMESSAS E VOTOS DIANTE DE DEUS

158   NÚMEROS 31 - A GUERRA CONTRA MIDIÃ

159   NÚMEROS 32 - AS TRIBOS NO JORDÃO

160   NÚMEROS 33 - CAMINHOS DO DESERTO

161   NÚMEROS 34 - TERRAS DE CANAÃ E SEUS LIMITES

162   NÚMEROS 35 - CIDADES DE REFÚGIO

163   NÚMEROS 36 - CONCLUSÃO DA JORNADA PELO DESERTO


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E<<< >>>                             ÍNDICE




164   DEUTERONÔMIO 1 - PALAVRAS DE MOISÉS AO POVO

165   DEUTERONÔMIO 2 - TRAVESSIA E DIREÇÃO

166   DEUTERONÔMIO 3 - CONQUISTAS E LIMITES

167   DEUTERONÔMIO 4 - LEI E ADORAÇÃO

168   DEUTERONÔMIO 5 - A VOZ QUE FALOU NO FOGO

169   DEUTERONÔMIO 6 - OUVIR, GUARDAR E AMAR

170   DEUTERONÔMIO 7 - SEPARAÇÃO E ALIANÇA

171   DEUTERONÔMIO 8 - MEMÓRIA DO DESERTO

172   DEUTERONÔMIO 9 - TERRA NÃO PELOS MÉRITOS

173   DEUTERONÔMIO 10 - O DEUS QUE PEDE O CORAÇÃO

174   DEUTERONÔMIO 11 - GUARDAI OS MANDAMENTOS

175   DEUTERONÔMIO 12 - O LUGAR QUE O SENHOR ESCOLHER

176   DEUTERONÔMIO 13 - QUANDO QUISEREM OUTROS DEUSES

177   DEUTERONÔMIO 14 - SANTIDADE, DISCERNIMENTO E PARTILHA

178   DEUTERONÔMIO 15 - LIBERDADE E MISERICÓRDIA

179   DEUTERONÔMIO 16 - FESTAS DO SENHOR

180   DEUTERONÔMIO 17 - JUÍZO E REI

181   DEUTERONÔMIO 18 - SACERDÓCIO E PROFECIA

182   DEUTERONÔMIO 19 - CIDADES DE REFÚGIO

183   DEUTERONÔMIO 20 - GUERRA E LIMITES

184   DEUTERONÔMIO 21 - JUSTIÇA E HERANÇA

185   DEUTERONÔMIO 22 - JUSTIÇA E PUREZA

186   DEUTERONÔMIO 23 - PUREZA E FRONTEIRAS

187   DEUTERONÔMIO 24 - JUSTIÇA E MISERICÓRDIA

188   DEUTERONÔMIO 25 - JUSTIÇA E MEMÓRIA

189   DEUTERONÔMIO 26 - PRIMÍCIAS E ENTREGA

190   DEUTERONÔMIO 27 - PEDRAS DO TESTEMUNHO

191   DEUTERONÔMIO 28 - CAMINHOS DA VOZ DIVINA

192   DEUTERONÔMIO 29 - ALIANÇA DE HOJE

193   DEUTERONÔMIO 30 - ESCOLHER A VIDA

194   DEUTERONÔMIO 31 - A TESTEMUNHA DA LEI

195   DEUTERONÔMIO 32 - CÂNTICO DE MOISÉS

196   DEUTERONÔMIO 33 - BÊNÇÃOS DE MOISÉS

197   DEUTERONÔMIO 34 - A MORTE DE MOISÉS


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F<<< >>>                             ÍNDICE



198   JOSUÉ 1 - FORTE E CORAJOSO

199   JOSUÉ  2 - ESCARLATE NA MURALHA

200   JOSUÉ 3 - ATRAVESSANDO O JORDÃO

201   JOSUÉ 4 - PEDRAS DA MEMÓRIA

202   JOSUÉ 5 - DIANTE DO ANJO

203   JOSUÉ 6 - A QUEDA DE JERICÓ

204   JOSUÉ 7 - O PECADO DE ACÃ

205   JOSUÉ 8 - A CONQUISTA DE AI

206   JOSUÉ 9 - O ENGANO DOS GIBEONITAS

207   JOSUÉ 10 - O DIA ESTICADO

208   JOSUÉ 11 - A CONQUISTA DO NORTE

209   JOSUÉ 12 - OS REIS VENCIDOS

210   JOSUÉ 13 - A TERRA RESTANTE

211   JOSUÉ 14 - HERANÇA DE CALEBE

212   JOSUÉ 15 - TERRA DE JUDÁ

213   JOSUÉ 16 - HERANÇA DE JOSÉ

214   JOSUÉ 17 - HERANÇA AMPLA, CORAÇÃO ESTREITO

215   JOSUÉ 18 - TERRA AINDA POR TOMAR

216   JOSUÉ 19 - HERANÇAS CONCLUÍDAS

217   JOSUÉ 20 - CIDADES DE REFÚGIO

218   JOSUÉ 21 - CIDADES DOS LEVITAS

219   JOSUÉ 22 - ALTAR DE TESTEMUNHO

220   JOSUÉ 23 - ÚLTIMO CONSELHO

221   JOSUÉ 24 - A ESCOLHA DE HOJE


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G<<< >>>                             ÍNDICE




222   JUÍZES 1 - CONQUISTAS INCOMPLETAS

223   JUÍZES 2 - CICLOS DE DESOBEDIÊNCIA

224   JUÍZES 3 - LIBERTADORES EM CICLOS

225   JUÍZES 4 - DÉBORA SE LEVANTA

226   JUÍZES 5 - CÂNTICO DE DÉBORA E BARAQUE

227   JUÍZES 6 - CHAMADO NA FRAQUEZA

228   JUÍZES 7 - A VITÓRIA DOS POUCOS

229   JUÍZES 8 - O FIM DA ESPADA E O PESO DO OURO

230   JUÍZES 9 - O REINADO DO ESPINHEIRO

231   JUÍZES 10 - CLAMOR QUE MOVE A COMPAIXÃO

232   JUÍZES 11 - VOTO QUE MARCOU GILEADE

233   JUÍZES 12 - JEFTÉ E O ECO DAS FRONTEIRAS

234   JUÍZES 13 - ANÚNCIO DE NAZIREU

235   JUÍZES 14 - O ENIGMA DO LEÃO

236   JUÍZES 15 - A QUEIXADA E A FONTE

237   JUÍZES 16 - FORÇA E VIDA CORTADA

238   JUÍZES 17 - DEUS FEITO À MEDIDA

239   JUÍZES 18 - IDOLATRIA EM MARCHA

240   JUÍZES 19 - NOITE EM GIBEÁ

241   JUÍZES 20 - CONSELHO DE GUERRA

242   JUÍZES 21 - O FIM SEM REI



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H<<< >>>                             ÍNDICE



243   RUTE 1 - CAMINHO DE LEALDADE

244   RUTE 2 - COLHEITA DE GRAÇA

245   RUTE 3 - NOITE DE RESGATE

246   RUTE 4 - REDENÇÃO ÀS PORTAS



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I<<< >>>                             ÍNDICE



247   1SAMUEL 1 - CLAMOR NO TEMPLO

248   1SAMUEL 2 - REVERSÕES DO SENHOR

249   1SAMUEL 3 - A VOZ NA NOITE

250   1SAMUEL 4 - A GLÓRIA PARTIU

251   1SAMUEL 5 - A ARCA DIANTE DOS ÍDOLOS

252   1SAMUEL 6 - A ARCA DEVOLVIDA

253   1SAMUEL 7 - EBENÉZER

254   1SAMUEL 8 - O PEDIDO POR UM REI
 
255   1SAMUEL 9 - SAUL COM O PROFETA

256   1SAMUEL 10 - A UNÇÃO E A ESCOLHA
 
257   1SAMUEL 11 - SAÚDE E CORAGEM

258   1SAMUEL 12 - DIANTE DO REI

259   1SAMUEL 13 - REINO FRATURADO

260   1SAMUEL 14 - OUSADIA E SILÊNCIO DO REI

261   1SAMUEL 15 - OBEDIÊNCIA E DESOBEDIÊNCIA DO REI

262   1SAMUEL 16 - O CORAÇÃO ESCOLHIDO

263   1SAMUEL 17 - PEDRA E CONFIÁVEL

264   1SAMUEL 18 - ALIANÇAS, INVEJA E QUEDA

265   1SAMUEL 19 - PROTEÇÃO, FUGA E PROFECIA

266   1SAMUEL 20 - ALIANÇA E DESPEDIDA

267   1SAMUEL 21 - PÃO E LOUCURA

268   1SAMUEL 22 - CAVERNA E SANGUE

269   1SAMUEL 23 - LIVRAMENTO NO DESERTO

270    1SAMUEL 24 - MANTO NA CAVERNA

271   1SAMUEL 25 - SABEDORIA NO CARMELO

272   1SAMUEL 26 - LANÇA E JARRO NA NOITE

273   1SAMUEL 27 - REFÚGIO EM GATE

274   1SAMUEL 28 - CONSULTA NA SOMBRA

275   1SAMUEL 29 - DESPEDIDA NO VALE

276   1SAMUEL 30 - RETORNO A ZICLAG

277   1SAMUEL 31 - A QUEDA DE SAUL


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J<<< >>>                             ÍNDICE



278   2SAMUEL 1 - O LAMENTO DO REI

279   2SAMUEL 2 - GUERRA ENTRE DOIS REINOS

280   2SAMUEL 3 - A CASA QUE SE DIVIDE

281   2SAMUEL 4 - A QUEDA DE ISBOSETE

282   2SAMUEL 5 - DAVÍ REINA EM SIÃO

283   2SAMUEL 6 - A ARCA EM JERUSALÉM

284   2SAMUEL 7 - CASA E ALIANÇA

285   2SAMUEL 8 - REINO FIRMADO

286   2SAMUEL 9 - MISERICÓRDIA NA MESA

287   2SAMUEL 10 - GUERRA E HONRA

288   2SAMUEL 11 - QUEDA DO REI

289   2SAMUEL 12 - A VOZ DO PROFETA

290   2SAMUEL 13 - A CASA FERIDA

291   2SAMUEL 14 - O RETORNO DE ABSALÃO

292   2SAMUEL 15 - A CONSPIRAÇÃO DE ABSALÃO

293   2SAMUEL 16 - ENTRE PEDRAS E CONSELHOS

294   2SAMUEL 17 - CONSELHOS EM GUERRA

295   2SAMUEL 18 - O LAMENTO DO REI

296   2SAMUEL 19 - O RETORNO DO REI

297   2SAMUEL 20 - A REBELIÃO DE SEBA

298   2SAMUEL 21 - FOME, SANGUE E GIGANTES

299   2SAMUEL 22 - CÂNTICO DO LIVRAMENTO

300   2SAMUEL 23 - ÚLTIMAS PALAVRAS DE DAVI

301   2SAMUEL 24 - O ALTAR DO ARREPENDIMENTO




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K<<< >>>                             ÍNDICE



302   1REIS 1 - SUCESSÃO NO TRONO

303   1REIS 2 - TRONO CONSOLIDADO

304   1REIS 3 - SABEDORIA PARA JULGAR

305   1REIS 4 - O REINO DA SABEDORIA

306   1REIS 5 - ALIANÇA PARA O TEMPLO

307   1REIS 6 - A CASA DO SENHOR

308   1REIS 7 - PALÁCIO E COLUNAS

309   1REIS 8 - ARCA NA CASA DO SENHOR

310   1REIS 9 - ALIANÇA E ADVERTÊNCIA

311   1REIS 10 - SABEDORIA E RIQUEZA

312   1REIS 11 - O CORAÇÃO DIVIDIDO

313   1REIS 12 - REINO DIVIDIDO

314   1REIS 13 - O PROFETA E O CAMINHO

315   1REIS 14 - DIVISÃO E AVISO

316   1REIS 15 - REINOS, REIS E CAMINHOS

317   1REIS 16 - TRONOS DE POEIRA

318   1REIS 17 - O PROFETA E O PÃO

319   1REIS 18 - O FOGO NO CARMELO

320   1REIS 19 - O SUSSURRO DE DEUS

321   1REIS 20 - BATALHAS E DECISÕES

322   1REIS 21 - A VINHA DE NABOTE

323   1REIS 22 - VOZ QUE NÃO SE CALA



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L<<< >>>                             ÍNDICE


 
324   2REIS 1 - FOGO E PALAVRA

325   2REIS 2 - O MANTO QUE PERMANECE

326   2REIS 3 - ÁGUA NO DESERTO

327   2REIS 4 - AZEITE E VIDA

328   2REIS 5 - O RIO DA CURA

329   2REIS 6 - OLHOS ABERTOS

330   2REIS 7 - PORTAS ABERTAS

331   2REIS 8 - GUERRAS, PROFECIAS E DESTINOS

332   2REIS 9 - UNÇÃO E QUEDA

333   2REIS 10 - ZELO E EXTERMÍNIO

334   2REIS 11 - O REI ESCONDIDO

335   2REIS 12 - TEMPLO RESTAURADO

336   2REIS 13 - REIS, FLECHAS E ESPERANÇA

337   2REIS 14 - ORGULHO E QUEDA DOS REIS

338   2REIS 15 - TRONOS EM TEMPESTADE

339   2REIS 16 - ALTARES E ALIANÇAS

340   2REIS 17 - SAMARIA LEVADA

341   2REIS 18 - EZEQUIAS CONFIOU

342   2REIS 19 - QUANDO O SILÊNCIO RESPONDE

343   2REIS 20 - SOMBRA NO RELÓGIO

344   2REIS 21 - ALTARES NA ESCURIDÃO

345   2REIS 22 - JOSIAS E O LIVRO
 
346   2REIS 23 - ALIANÇA E REFORMA

347   2REIS 24 - O EXÍLIO SE APROXIMA

348   2REIS 25 - QUEDA DE JERUSALÉM



--------------

M<<< >>>                             ÍNDICE



349   1CRÔNICAS 1 - GERAÇÕES ANTIGAS

350   1CRÔNICAS 2 - FILHOS DE ISRAEL

351   1CRÔNICAS 3 - GERAÇÕES DE DAVI
 
352   1CRÔNICAS 4 - ORAÇÃO DE JABEZ

353   1CRÔNICAS 5 - TRIBOS DO ORIENTE

354   1CRÔNICAS 6 - LINHAGEM E LOUVOR

355   1CRÔNICAS 7 - TRIBOS E MEMÓRIAS

356   1CRÔNICAS 8 - CASAS DE BENJAMIM
 
357   1CRÔNICAS 9 - PORTEIROS DE SIÃO

358   1CRÔNICAS 10 - A QUEDA DE SAUL

359   1CRÔNICAS 11 - DAVI EM SIÃO

360   1CRÔNICAS 12 - DAVI É RECONHECIDO

361   1CRÔNICAS 13 - A ARCA E O LIMIAR
 
362   1CRÔNICAS 14 - REI FORTALECIDO

363   1CRÔNICAS 15 - A ARCA EM ORDEM

364   1CRÔNICAS 16 - LOUVOR DIANTE DA ARCA

365   1CRÔNICAS 17 - CASA ETERNA

366   1CRÔNICAS 18 - CONQUISTAS DE DAVI
 
367   1CRÔNICAS 19 - ASCENSÃO E CONFLITO

368   1CRÔNICAS 20 - COROAS E GIGANTES

369   1CRÔNICAS 21 - O ALTAR DE ORNÃ

370   1CRÔNICAS 22 - JERUSALÉM PREPARADA

371   1CRÔNICAS 23 - LEVITAS CONSAGRADOS
 
372   1CRÔNICAS 24 - TURNOS SAGRADOS

373   1CRÔNICAS 25 - GENEALOGIAS E CÂNTICOS

374   1CRÔNICAS 26 - PORTEIROS E TESOUREIROS

375   1CRÔNICAS 27 - CHEFES E ADMINISTRADORES

376   1CRÔNICAS 28 - SALOMÃO TRANSMITE A ORDEM
 
377   1CRÔNICAS 29 - CONSAGRAÇÃO FINAL



--------------

N<<< >>>                             ÍNDICE




378   2CRÔNICAS 1 - SABEDORIA E GRANDEZA

379   2CRÔNICAS 2 - TEMPLO E ALIANÇA

380   2CRÔNICAS 3 - TEMPLO DE GLÓRIA

381   2CRÔNICAS 4 - VASOS DE BRONZE

382   2CRÔNICAS 5 - ARCA E GLÓRIA

383   2CRÔNICAS 6 - ORAÇÃO DO TEMPLO

384   2CRÔNICAS 7 - GLÓRIA NO TEMPLO

385   2CRÔNICAS 8 - O REINO FORTALECIDO

386   2CRÔNICAS 9 - A RAINHA ADMIRADA

387   2CRÔNICAS 10 - O REINO DIVIDIDO

388   2CRÔNICAS 11 - FORTALEZA EM JUDÁ

389   2CRÔNICAS 12 - HUMILHAÇÃO E MISERICÓRDIA

390   2CRÔNICAS 13 - VOZ ANTES DA BATALHA

391   2CRÔNICAS 14 - A CONFIANÇA DE ASA

392   2CRÔNICAS 15 - RENOVAÇÃO DA ALIANÇA

393   2CRÔNICAS 16 - OS OLHOS DO SENHOR

394   2CRÔNICAS 17 - O REINO FORTALECIDO

395   2CRÔNICAS 18 - A VOZ DE MICAÍAS

396   2CRÔNICAS 19 - JUSTIÇA E RETIDÃO

397   2CRÔNICAS 20 - O CÂNTICO DA VITÓRIA

398   2CRÔNICAS 21 - O REINADO DE JEORÃO

399   2CRÔNICAS 22 - A QUEDA DE ACAZIAS

400   2CRÔNICAS 23 - A COROA DE JOÁS

401   2CRÔNICAS 24 - JOÁS E O TEMPLO

402   2CRÔNICAS 25 - A QUEDA DE AMAZIAS

403   2CRÔNICAS 26 - O ORGULHO DE UZIAS

404   2CRÔNICAS 27 - A FIRMEZA DE JOTÃO

405   2CRÔNICAS 28 - O DESVIO DE ACAZ

406   2CRÔNICAS 29 - A RESTAURAÇÃO DO TEMPLO

407   2CRÔNICAS 30 - A PÁSCOA RESTAURADA

408   2CRÔNICAS 31 - A FIDELIDADE DE EZEQUIAS

409   2CRÔNICAS 32 - LIVRAMENTO DE JERUSALÉM

410   2CRÔNICAS 33 - O ARREPENDIMENTO DE MANASSÉS

411   2CRÔNICAS 34 - JOSIAS E O LIVRO DA ALIANÇA

412   2CRÔNICAS 35 - A PÁSCOA DE JOSIAS

413   2CRÔNICAS 36 - O EXÍLIO E O RECOMEÇO




--------------

O<<< >>>                             ÍNDICE



414   ESDRAS 1 - O RETORNO

415   ESDRAS 2 - A LISTA DO RETORNO

416   ESDRAS 3 - O ALTAR REERGUIDO

417   ESDRAS 4 - A OBRA INTERROMPIDA

418   ESDRAS 5 - A OBRA RETOMADA

419   ESDRAS 6 - O TEMPLO CONCLUÍDO

420   ESDRAS 7 - A MISSÃO DE ESDRAS

421   ESDRAS 8 - A CARAVANA FIEL

422   ESDRAS 9 - A ORAÇÃO DE ESDRAS

423   ESDRAS 10 - A ALIANÇA RENOVADA


--------------

P<<< >>>                             ÍNDICE



424   NEEMIAS 1 - O CLAMOR DE NEEMIAS

425   NEEMIAS 2 - OS MUROS RECONSTRUÍDOS

426   NEEMIAS 3 - MUROS SOB VIGILÂNCIA

427   NEEMIAS 4 - JUSTIÇA ENTRE IRMÃOS

428   NEEMIAS 5 - NÃO DESÇA DO MURO

429   NEEMIAS 6 - GUARDAR A CIDADE

430   NEEMIAS 7 - A LEI DIANTE DO POVO

431   NEEMIAS 8 - A GRANDE CONFISSÃO

432   NEEMIAS 9 - A GRANDE CONFISSÃO

433   NEEMIAS 10 - A ALIANÇA ASSUMIDA

434   NEEMIAS 11 - OS QUE HABITARAM JERUSALÉM

435   NEEMIAS 12 - A ALEGRIA DA DEDICAÇÃO

436   NEEMIAS 13 - PURIFICAÇÃO E REFORMA


--------------

Q<<< >>>                             ÍNDICE





437   ESTER 1 - O BANQUETE DO REI

438   ESTER 2 -  ESTER, A ESCOLHIDA

439   ESTER 3 - O DECRETO DE HAMÃ

440   ESTER 4 - POR UM TEMPO COMO ESTE

441   ESTER 5 - O BANQUETE DE ESTER

442   ESTER 6 - HONRA A MORDOCAI

443   ESTER 7 - A QUEDA DE HAMÃ

444   ESTER 8 - NOVO DECRETO

445   ESTER 9 - O DIA DE PURIM

446   ESTER 10 - MARDOQUEU E O BEM DO POVO



--------------

R<<< >>>                             ÍNDICE



xxxx

487   488   


447   JÓ 1 - DIA QUANDO TUDO MUDOU

448   JÓ 2 - JÓ FERIDO

449   JÓ 3 - O GRITO DE JÓ

450   JÓ 4 - A PALAVRA DE ELIFAZ

451   JÓ 5 - BUSCA A DEUS

452   JÓ 6 - O LAMENTO DE JÓ

453   JÓ 7 - A BREVIDADE DA VIDA

454   JÓ 8 - A JUSTIÇA DE DEUS

455   JÓ 9 - ENTRE DEUS E O HOMEM

456   JÓ 10 - POR QUE ME FORMASTE?

457   JÓ 11 - A SABEDORIA DE ZOFAR

458   JÓ 12 - A SABEDORIA QUE DEUS REVELA

459   JÓ 13 - EU QUERO FALAR COM DEUS

460   JÓ 14 - A BREVIDADE DA VIDA

461   JÓ 15 - A ACUSAÇÃO DE ELIFAZ

462   JÓ 16 - MEU TESTEMUNHO ESTÁ NOS CÉUS

463   JÓ 17 - ONDE ESTÁ MINHA ESPERANÇA?

464   JÓ 18 - O DESTINO DO ÍMPIO

465   JÓ 19 - EU SEI QUE O MEU REDENTOR VIVE

466   JÓ 20 - A ALEGRIA DO ÍMPIO É BREVE

467   JÓ 21 - O ÍMPIO TAMBÉM PROSPERA

468   JÓ 22 - A ACUSAÇÃO DE ELIFAZ

469   JÓ 23 - DIANTE DE DEUS

470    JÓ 24 - A INJUSTIÇA DOS PODEROSOS

471   JÓ 25 - A GRANDEZA DE DEUS

472   JÓ 26 - A GRANDEZA DO CRIADOR

473   JÓ 27 - A INTEGRIDADE DE JÓ

474   JÓ 28 - ONDE ESTÁ A SABEDORIA

475   JÓ 29 - OS DIAS DE HONRA

476   JÓ 30 - AGORA SOU DESPREZADO

477   JÓ 31 - MEU JURAMENTO DE INTEGRIDADE

478   JÓ 32 - ELIÚ COMEÇA A FALAR

479   JÓ 33 - DEUS FALA AO HOMEM

480   JÓ 34 - DEUS NÃO FAZ INJUSTIÇA

481   JÓ 35 - DEUS OUVE O AFLITO

482   JÓ 36 - A GRANDEZA DE DEUS

483   JÓ 37 - O DEUS DA TEMPESTAD

484   JÓ 38 - QUEM FUNDOU A TERRA?

485   JÓ 39 - A SABEDORIA DA CRIAÇÃO

486   JÓ 40 - QUEM PODE RESISTIR?

JÓ 41

JÓ 42








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JÓ 1 - DIA QUANDO TUDO MUDOU
JÓ, HOMEM ÍNTEGRO E RICO — Jó 1:1-5
A ASSEMBLEIA DOS SERES CELESTIAIS E O DESAFIO DO ACUSADOR — Jó 1:6-12
AS DESGRAÇAS QUE ATINGEM JÓ — Jó 1:13-19
A RESPOSTA DE JÓ À ADVERSIDADE — Jó 1:20-22

TEXTO BÍBLICO
.
30 agosto 2026
Letra

.

(estrofe 1)

Havia um homem na terra de Uz, chamado Jó,
Era íntegro e reto, temente ao Senhor;
Fugia do mal, não vivia na má fé,
E tinha grande casa, família e valor.
Sete filhos e três filhas formavam seu lar,
Sete mil ovelhas, três mil camelos a contar;
Quinhentas juntas de bois, jumentas em grande número,
E era maior que todos do Oriente, sem assombro.

(estrofe 2)

Seus filhos faziam banquetes, cada um em seu dia,
E chamavam suas irmãs para junto da mesa;
Quando os dias de festa chegavam à alegria,
Jó os santificava, com cuidado e pureza.
De madrugada levantava-se para oferecer
Holocaustos pelos filhos, temendo acontecer
Que talvez tivessem pecado no coração,
E Jó dizia: “Talvez tenham negado a Deus na intenção.”

(estrofe 3)

Num dia os filhos de Deus vieram se apresentar,
E também o Adversário entre eles apareceu;
O Senhor perguntou de onde vinha ao chegar,
E ele respondeu que pela terra percorreu.
Então Deus falou da integridade de Jó,
Homem reto e sincero, sem igual entre os seus;
Mas o Adversário disse: “Acaso teme ele sem razão?
Não puseste proteção em redor de sua habitação?”

(refrão 1)

Jesus nos ensina a amar sem condicionar,
A não medir a fé pelo que podemos ganhar;
O Pai conhece a dor de quem sofre em aflição,
E não transforma sofrimento em prova de condenação.
A fidelidade não deve depender de recompensa,
Nem a dor ser julgada como culpa ou sentença;
No caminho de Cristo, a compaixão é essencial,
E o sofrimento humano merece cuidado integral.

(ponte especial)

“Tudo isto está na Bíblia, mas preste muita atenção:
O que for de maltratar o próximo, não é de Deus Revelação.
Se abençoar um só povo, não é do amor universal de Jesus,
Tudo diferente ao ensino dEle, nunca nos serve como luz.
O mundo todo é amado de Deus, Ele não ignora ninguém,
Cada credo O entende diferente, como entre nós ocorre também.
Sobre Bíblia e tudo no mundo, Ele é o melhor que Deus nos deu,
Diferindo Sua Palavra, dos acréscimos do que dEle se entendeu.”

(estrofe 4)

Então veio um mensageiro: “Os bois estavam arando,
As jumentas pastavam, quando vieram sobre nós;
Os sabeus atacaram, levaram tudo, nos ferindo,
E somente eu escapei para trazer esta voz.”
Enquanto ainda falava, outro chegou apressado:
“Caiu fogo do céu, queimou o rebanho amontoado;
As ovelhas e os servos foram todos consumidos,
E somente eu escapei, trazendo aos teus ouvidos.”

(estrofe 5)

Outro ainda disse: “Os caldeus vieram em três tropas,
Sobre os camelos avançaram, levando-os consigo;
Mataram os servos ao fio das próprias espadas,
E somente eu escapei para contar o ocorrido.”
E enquanto ele falava, chegou nova mensagem:
“Teus filhos e tuas filhas festejavam em casa,
Quando um grande vento veio do deserto,
Derrubou a casa sobre eles e todos morreram perto.”

(refrão 2)

Jó ouviu as notícias e rasgou seu próprio manto,
Rapou a cabeça e caiu prostrado no chão;
Disse: “Nu saí do ventre, nu voltarei tanto;
O Senhor deu, o Senhor tomou, bendito seja o Seu nome então.”
Jesus, porém, nos chama à misericórdia e ao perdão,
E não a culpar quem sofre por sua condição;
A dor de Jó permanece diante de nós como clamor,
E a resposta de Cristo aponta para a compaixão e o amor.

(ponte especial)

“Tudo isto está na Bíblia, mas preste muita atenção:
O que for de maltratar o próximo, não é de Deus Revelação.
Se abençoar um só povo, não é do amor universal de Jesus,
Tudo diferente ao ensino dEle, nunca nos serve como luz.
O mundo todo é amado de Deus, Ele não ignora ninguém,
Cada credo O entende diferente, como entre nós ocorre também.
Sobre Bíblia e tudo no mundo, Ele é o melhor que Deus nos deu,
Diferindo Sua Palavra, dos acréscimos do que dEle se entendeu.”

O CRITÉRIO DE JESUS DIANTE DE JÓ 1

Jó 1 apresenta aspectos profundamente coerentes com Jesus, especialmente a integridade de Jó, seu cuidado com a família, sua preocupação espiritual com os outros e, sobretudo, sua reação inicial diante da tragédia sem transformar imediatamente a dor em acusação contra Deus (Jó 1:1-5,20-22). Também é importante reconhecer que o capítulo apresenta o sofrimento humano em sua dimensão dramática, algo que Jesus não ignorou: Ele se aproximou dos enfermos, dos enlutados, dos marginalizados e dos que sofriam, demonstrando compaixão concreta. Entretanto, a cena celestial na qual o sofrimento de Jó aparece dentro de uma espécie de desafio entre Deus e o Adversário (Jó 1:6-12), bem como a autorização para que seus bens, filhos e segurança sejam destruídos, não corresponde ao Deus revelado na vida de Jesus como Pai que conhece o sofrimento humano, deseja misericórdia e não trata pessoas como peças de uma disputa. Jesus também rejeita a ideia de que a desgraça seja automaticamente explicada pela culpa pessoal do sofredor (João 9:1-3; Lucas 13:1-5). Portanto, segundo o princípio adotado nesta série, somente aquilo que for coerente com Jesus, Seus ensinos e Sua vivência pode ser entendido como Revelação, Vontade e Palavra de Deus; esse é o princípio absoluto para discernir a verdadeira inspiração divina. Aquilo que não for coerente com Jesus deve ser compreendido como “Acréscimo Humano”, tenha sido elaborado com boa intenção ou não. Em Jó 1, a integridade, a responsabilidade, a reverência, a resistência diante da tragédia e a dignidade humana encontram forte sintonia com Jesus; já a representação de Deus permitindo deliberadamente que pessoas inocentes sejam destruídas para testar sua fidelidade não deve ser tomada como revelação definitiva sobre o caráter de Deus, pois precisa ser confrontada com a revelação maior encontrada em Jesus.

BIBLIOGRAFIA

  1. Carol A. Newsom — The Book of Job: A Contest of Moral Imaginations — 2003.
  2. Samuel E. Balentine — Job — 2006.
  3. David J. A. Clines — Job 1–20 — 1989.
  4. Norman C. Habel — The Book of Job — 1985.
  5. Katharine J. Dell — The Book of Job as Sceptical Literature — 1991.

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JÓ 2 - JÓ FERIDO
SATANÁS DIANTE DO SENHOR E A PROVA DO CORPO DE JÓ — Jó 2:1-6
JÓ FERIDO DE CHAGAS E A PALAVRA DE SUA ESPOSA — Jó 2:7-10
A CHEGADA DOS AMIGOS E O SILÊNCIO DIANTE DA DOR — Jó 2:11-13

TEXTO BÍBLICO
.
31 agosto 2026
Letra

.

(estrofe 1)
Num dia os filhos de Deus vieram se apresentar,
E Satanás veio entre eles, também para se achegar;
O Senhor perguntou: “Donde vens?”, ouviu-se a explicação,
“De rodear toda a terra, de andar em sua extensão.”
Então o Senhor disse: “Viste Jó, meu servo fiel?
Homem íntegro e reto, temente e longe do mal cruel;
Ainda conserva a integridade, apesar da provação,
E sem causa me incitaste contra ele à destruição.”

(refrão)
Mesmo ferido, Jó não deixa sua fidelidade,
Sua boca não transforma a dor em falsidade;
Jesus ensina: não julgueis pela aparência exterior,
E diante de quem sofre, permanecei no amor.
A dor não prova culpa, nem sofrimento é condenação,
E o Pai conhece o íntimo de cada coração;
Quem permanece fiel não precisa negar sua aflição,
Pois Deus não se revela pela crueldade ou punição.

(refrão especial)
Tudo isto está na Bíblia, mas preste muita atenção:
O que for de maltratar o próximo, não é de Deus Revelação.
Se abençoar um só povo, não é do amor universal de Jesus,
Tudo diferente ao ensino dEle, nunca nos serve como luz.
O mundo todo é amado de Deus, Ele não ignora ninguém,
Cada credo O entende diferente, como entre nós ocorre também.
Sobre Bíblia e tudo no mundo, Ele é o melhor que Deus nos deu,
Diferindo Sua Palavra, dos acréscimos do que dEle se entendeu.

(estrofe 2)
Satanás respondeu: “Pele por pele dará o homem,
Tudo quanto tem dará por sua vida, quando o mal o consome;
Estende agora a tua mão, toca-lhe os ossos e a carne,
E verás se ele não blasfema, se a dor não o desarme.”
Disse o Senhor a Satanás: “Eis que ele está em tua mão,
Mas guarda-lhe a vida, não lhe causes destruição.”
E Satanás saiu da presença do Senhor, para ferir,
E Jó foi tomado de chagas, desde os pés até o seu porvir.

(estrofe 3)
Jó tomou um caco de barro para a pele raspar,
Sentado sobre as cinzas, começou sua dor suportar;
Sua mulher lhe disse: “Ainda conservas tua integridade?
Amaldiçoa a Deus e morre, põe fim à adversidade.”
Mas Jó respondeu: “Falas como uma mulher insensata,
Receberemos de Deus o bem, e o mal não se acata?”
Em tudo isto, seus lábios não pecaram contra o Senhor,
E sua resposta permaneceu diante da prova e da dor.

(refrão)
Mesmo ferido, Jó não deixa sua fidelidade,
Sua boca não transforma a dor em falsidade;
Jesus ensina: não julgueis pela aparência exterior,
E diante de quem sofre, permanecei no amor.
A dor não prova culpa, nem sofrimento é condenação,
E o Pai conhece o íntimo de cada coração;
Quem permanece fiel não precisa negar sua aflição,
Pois Deus não se revela pela crueldade ou punição.

(refrão especial)
Tudo isto está na Bíblia, mas preste muita atenção:
O que for de maltratar o próximo, não é de Deus Revelação.
Se abençoar um só povo, não é do amor universal de Jesus,
Tudo diferente ao ensino dEle, nunca nos serve como luz.
O mundo todo é amado de Deus, Ele não ignora ninguém,
Cada credo O entende diferente, como entre nós ocorre também.
Sobre Bíblia e tudo no mundo, Ele é o melhor que Deus nos deu,
Diferindo Sua Palavra, dos acréscimos do que dEle se entendeu.

(estrofe 4)
Três amigos de Jó ouviram todo aquele padecer,
E vieram de seus lugares para com ele se condoer;
Elifaz, Bildade e Zofar combinaram sua visita,
Para chorar com o amigo naquela condição aflita.
Vieram para consolá-lo e compartilhar sua dor,
Encontrando-o de longe, reconheceram seu clamor;
Levantaram suas vozes, choraram diante do que viram,
Rasgaram suas vestes e cinzas sobre a cabeça puseram.

(estrofe 5)
Sentaram-se com Jó por sete dias e sete noites,
Sem lhe dizer palavra, diante dos seus açoites;
Porque viram que sua dor era grande e profunda,
E ficaram junto dele, enquanto a tristeza o circunda.
Ninguém lhe falou durante aquele longo momento,
Cada qual permaneceu diante daquele sofrimento;
A terra recebeu suas lágrimas, o silêncio fez morada,
E a dor de Jó permaneceu sem nenhuma palavra.

(refrão)
Mesmo ferido, Jó não deixa sua fidelidade,
Sua boca não transforma a dor em falsidade;
Jesus ensina: não julgueis pela aparência exterior,
E diante de quem sofre, permanecei no amor.
A dor não prova culpa, nem sofrimento é condenação,
E o Pai conhece o íntimo de cada coração;
Quem permanece fiel não precisa negar sua aflição,
Pois Deus não se revela pela crueldade ou punição.

(refrão especial)
Tudo isto está na Bíblia, mas preste muita atenção:
O que for de maltratar o próximo, não é de Deus Revelação.
Se abençoar um só povo, não é do amor universal de Jesus,
Tudo diferente ao ensino dEle, nunca nos serve como luz.
O mundo todo é amado de Deus, Ele não ignora ninguém,
Cada credo O entende diferente, como entre nós ocorre também.
Sobre Bíblia e tudo no mundo, Ele é o melhor que Deus nos deu,
Diferindo Sua Palavra, dos acréscimos do que dEle se entendeu.

O QUE JÓ 2 REVELA À LUZ DE JESUS

COERÊNCIA E ACRÉSCIMO HUMANO: Em Jó 2, há elementos profundamente coerentes com Jesus: a realidade da dor humana, a permanência ao lado de quem sofre, o silêncio dos amigos diante de uma dor que não compreendem e, sobretudo, a recusa de Jó em transformar sofrimento em motivo para abandonar sua integridade. Também é coerente com Jesus a percepção de que a condição exterior de uma pessoa não permite concluir automaticamente sobre seu valor ou sua culpa. Por outro lado, a cena em que Satanás recebe autorização para ferir Jó e a ideia de que Deus participa diretamente dessa provação precisam ser lidas criticamente à luz de Jesus, que revela um Deus compassivo, que não maltrata, não humilha e não abandona os sofredores. A fala da esposa, propondo que Jó amaldiçoe a Deus, também não corresponde ao caminho de confiança e amor apresentado por Jesus. Assim, segundo o princípio adotado nesta série, somente aquilo que é coerente com Jesus, seus ensinos, suas atitudes e sua vida pode ser recebido como Revelação, vontade e Palavra de Deus. Este é o critério absoluto para discernir a inspiração divina: Jesus é a medida pela qual o conteúdo bíblico deve ser compreendido. Tudo aquilo que contradiz seu caráter e seu ensino deve ser reconhecido como “Acréscimo Humano”, tenha sido acrescentado com boa intenção ou não.

BIBLIOGRAFIA

  1. CARSON, D. A. How Long, O Lord? Reflections on Suffering and Evil. 1990.
  2. GUTTORMSSON, Pétur. The Book of Job: A Commentary. 2022.
  3. HABEL, Norman C. The Book of Job: A Commentary. 1985.
  4. MASON, Michael. The Book of Job: A Commentary. 1978.
  5. WEEKS, Stuart. Job. 2010.

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JÓ 3 - O GRITO DE JÓ
JÓ AMALDIÇOA O DIA DO SEU NASCIMENTO — Jó 3:1-10
JÓ QUESTIONA POR QUE NASCEU E POR QUE NÃO MORREU — Jó 3:11-19
JÓ LAMENTA A EXISTÊNCIA DOS AFLITOS — Jó 3:20-26

TEXTO BÍBLICO
.
1 setembro 2026
Letra

.

(estrofe 1)
Depois disto, abriu Jó a boca e amaldiçoou seu dia,
E disse: “Pereça o dia em que nasci”, sem alegria;
Seja aquele dia treva, e a luz dele desapareça,
Que Deus não o procure, nem sobre ele amanheça.
Que as sombras o cubram, que a nuvem venha pesar,
Que o eclipse o torne escuro, sem o sol se levantar;
Que aquela noite seja esquecida entre as gerações,
E que ninguém dela faça festa ou celebrações.

(estrofe 2)
“Seja estéril aquela noite, sem canto ou claridade,
Não entre em minha vida nenhum sinal de felicidade;
Que a amaldiçoem os que sabem despertar o leviatã,
E que não veja as estrelas a sua primeira manhã.
Por que não morri desde o ventre, ao nascer,
Por que não expirei quando vim a aparecer?
Por que os joelhos me receberam, por que me deram o peito,
E por que encontrei a vida, se agora vivo desfeito?”

(estrofe 3)
“Eu estaria agora deitado e encontraria repouso,
Dormiria entre reis, entre grandes, em lugar silencioso;
Com príncipes que possuíram prata e construíram seu lar,
Ou com crianças que não chegaram a respirar.
Ali os ímpios cessam de perturbar os cansados,
E ali repousam os presos, finalmente libertados;
Pequenos e grandes estão juntos, sem distinção,
E o servo encontra descanso longe da opressão.”

(refrão)
Por que dar luz ao aflito e vida ao amargurado,
Se a esperança parece longe e o caminho está fechado?
Jesus conhece o pranto e não despreza quem chorou,
Pois diante da dor humana, seu coração se inclinou.
Ele não condena aquele que pergunta em aflição,
Nem chama de falta de fé o grito do coração;
A fé também atravessa noites de profundo temor,
E Deus se aproxima do ferido por meio do amor.

(refrão especial)
Tudo isto está na Bíblia, mas preste muita atenção:
O que for de maltratar o próximo, não é de Deus Revelação.
Se abençoar um só povo, não é do amor universal de Jesus,
Tudo diferente ao ensino dEle, nunca nos serve como luz.
O mundo todo é amado de Deus, Ele não ignora ninguém,
Cada credo O entende diferente, como entre nós ocorre também.
Sobre Bíblia e tudo no mundo, Ele é o melhor que Deus nos deu,
Diferindo Sua Palavra, dos acréscimos do que dEle se entendeu.

(estrofe 4)
“Ali os cativos vivem juntos, sem ouvir a voz do feitor,
Ali não se escuta o comando nem o grito do opressor;
O pequeno e o grande repousam, livres da servidão,
E o servo, finalmente, descansa de sua obrigação.
Por que se concede luz aos que vivem na amargura,
E vida aos que esperam a morte como última procura?
Eles buscam a morte mais do que tesouro escondido,
E se alegrariam ao encontrá-la, como um bem perseguido.”

(estrofe 5)
“Por que se dá caminho a quem não consegue enxergar,
E vida ao homem que Deus parece cercar?
Meus suspiros vieram antes mesmo da refeição,
E meus gemidos derramaram-se como água pelo chão.
Aquilo que temo me acontece, aquilo que receio me alcança,
Não tenho tranquilidade, nem sossego, nem esperança;
Não tenho repouso, mas somente grande agitação,
E minha vida se desfaz em contínua aflição.”

(refrão)
Por que dar luz ao aflito e vida ao amargurado,
Se a esperança parece longe e o caminho está fechado?
Jesus conhece o pranto e não despreza quem chorou,
Pois diante da dor humana, seu coração se inclinou.
Ele não condena aquele que pergunta em aflição,
Nem chama de falta de fé o grito do coração;
A fé também atravessa noites de profundo temor,
E Deus se aproxima do ferido por meio do amor.

(refrão especial)
Tudo isto está na Bíblia, mas preste muita atenção:
O que for de maltratar o próximo, não é de Deus Revelação.
Se abençoar um só povo, não é do amor universal de Jesus,
Tudo diferente ao ensino dEle, nunca nos serve como luz.
O mundo todo é amado de Deus, Ele não ignora ninguém,
Cada credo O entende diferente, como entre nós ocorre também.
Sobre Bíblia e tudo no mundo, Ele é o melhor que Deus nos deu,
Diferindo Sua Palavra, dos acréscimos do que dEle se entendeu.

COERÊNCIA COM JESUS E ACRÉSCIMO HUMANO

Jó 3 é profundamente marcado pelo grito de alguém esmagado pela dor, e nisso há grande coerência com Jesus: Jesus não tratou o sofrimento humano com desprezo, não condenou automaticamente quem chorava e também manifestou profunda tristeza diante da morte e da dor. O lamento de Jó, portanto, pode ser compreendido como expressão humana legítima diante do sofrimento. Também é coerente com Jesus a denúncia implícita da condição daqueles que desejam encontrar descanso diante de uma existência insuportável. Entretanto, as imagens de Jó não devem ser transformadas automaticamente em afirmações doutrinárias sobre a morte ou sobre a vontade de Deus. Jesus apresenta a vida, a misericórdia, a esperança e o amor como caminhos centrais, enquanto Jó fala a partir de uma experiência extrema de desespero. Assim, segundo o princípio desta leitura, somente pode ser reconhecido como Revelação, vontade e Palavra de Deus aquilo que for coerente com Jesus, seus ensinos e sua vivência. Este é o princípio absoluto para discernir a inspiração divina e a verdadeira Palavra de Deus. O que não estiver de acordo com Jesus deve ser compreendido como “Acréscimo Humano”, bem-intencionado ou não, pertencente às limitações da compreensão humana da experiência religiosa.

BIBLIOGRAFIA

  1. HABEL, Norman C. The Book of Job: A Commentary. 1985.
  2. WEEKS, Stuart. Job. 2010.
  3. ALTER, Robert. The Wisdom Books: Job, Proverbs, and Ecclesiastes. 2010.
  4. SEOW, C. L. Job 1–21: Interpretation and Commentary. 2013.
  5. HARTLEY, John E. The Book of Job. 1988.

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JÓ 4 - A PALAVRA DE ELIFAZ
ELIFAZ QUESTIONA A REAÇÃO DE JÓ DIANTE DA PROVA — Jó 4:1-6
A TESE DE ELIFAZ SOBRE O SOFRIMENTO E A CULPA — Jó 4:7-11
A VISÃO NOTURNA E A FRAGILIDADE HUMANA DIANTE DE DEUS — Jó 4:12-21

TEXTO BÍBLICO

.

(estrofe 1)

Então Elifaz falou, querendo aconselhar,
“Se alguém disser uma palavra, vais te irritar?
Mas quem poderá calar-se diante dessa aflição,
Se antes tu ensinavas tantos, com firmeza e compaixão?
Tu fortalecias os cansados, sustentavas o abatido,
Ao fraco davam coragem teus lábios, tão decidido;
Mas agora que chegou sobre ti a provação,
Tu te perturbas, desanimas e perdes a consolação.”

(estrofe 2)

“Tua confiança não estava em teu temor,
E tua esperança, na integridade do teu valor?
Lembra-te: já viste alguém inocente perecer,
Ou os retos sendo destruídos sem merecer?
Segundo aquilo que tenho visto nesta vida,
Quem semeia injustiça encontra colheita sofrida;
Os que lavram iniquidade e semeiam opressão,
Colhem dela o resultado, pela própria plantação.”

(estrofe 3)

“Ao sopro de Deus perecem, ao seu furor se desfazem,
E diante de sua ira os fortes não mais se refazem;
O rugido do leão cessa, cala-se sua voz,
E até os dentes dos leões são quebrados entre nós.
O leão poderoso perece por falta de alimento,
E os filhotes se dispersam, levados pelo vento;
Assim pensei no sofrimento que vi acontecer,
E nas causas escondidas que ninguém consegue ver.”

(refrão)

Jó ouve a voz de Elifaz falando sobre a dor,
Ligando sofrimento à culpa, ao erro e ao temor;
Mas Jesus acolhe o aflito sem primeiro condenar,
E ensina a ter misericórdia antes de julgar.
Nem todo sofrimento prova culpa ou transgressão,
Nem toda dor revela condenação;
A verdade se mede pelo amor que Jesus viveu,
E não por toda explicação que alguém compreendeu.

(refrão especial)

Tudo isto está na Bíblia, mas preste muita atenção:
O que for de maltratar o próximo, não é de Deus Revelação.
Se abençoar um só povo, não é do amor universal de Jesus,
Tudo diferente ao ensino dEle, nunca nos serve como luz.
O mundo todo é amado de Deus, Ele não ignora ninguém,
Cada credo O entende diferente, como entre nós ocorre também.
Sobre Bíblia e tudo no mundo, Ele é o melhor que Deus nos deu,
Diferindo Sua Palavra, dos acréscimos do que dEle se entendeu.

(estrofe 4)

“Uma palavra veio a mim, em segredo, certa noite,
E meus ouvidos perceberam quando tudo era açoite;
Em pensamentos vindos das visões noturnas,
Quando o sono cai sobre as criaturas taciturnas,
Sobreveio-me o temor, um tremor estremecente,
E todos os meus ossos tremeram de repente;
Então um espírito passou diante da minha face,
E os cabelos do meu corpo ficaram em seu enlace.”

(estrofe 5)

“Parou diante de mim uma forma que eu não via,
Havia silêncio, e depois ouvi uma voz que dizia:
‘Seria o homem mais justo do que o seu Criador?
Seria o mortal mais puro diante do seu Senhor?
Até seus servos celestiais não são perfeitos,
E nos anjos Ele encontra falhas em seus feitos;
Quanto mais os que habitam casas de barro e chão,
Que têm seus fundamentos no pó desta criação.’”

“Entre a manhã e a tarde são esmagados facilmente,
Sem que ninguém perceba, desaparecem de repente;
Sua tenda é arrancada, morrem sem sabedoria,
E antes que chegue o fim, já termina sua jornada fria.
Assim ouvi a mensagem daquela visão noturna,
Como uma sombra que passa pela existência humana;
Eis a fragilidade do homem diante do infinito,
Eis o pensamento que Elifaz julgou ter ouvido.”

(refrão)

A visão de Elifaz fala da grandeza do Criador,
Da fragilidade humana e do limite do ser mortal;
Mas sua conclusão sobre a causa de toda dor
Não pode tornar-se regra para julgar alguém afinal.
Jesus viu sofrimento sem reduzir o sofredor à culpa,
Acolheu o ferido e não aumentou sua culpa;
Por isso, diante da dor, devemos primeiro amar,
E somente com compaixão a existência interpretar.

(refrão especial)

Tudo isto está na Bíblia, mas preste muita atenção:
O que for de maltratar o próximo, não é de Deus Revelação.
Se abençoar um só povo, não é do amor universal de Jesus,
Tudo diferente ao ensino dEle, nunca nos serve como luz.
O mundo todo é amado de Deus, Ele não ignora ninguém,
Cada credo O entende diferente, como entre nós ocorre também.
Sobre Bíblia e tudo no mundo, Ele é o melhor que Deus nos deu,
Diferindo Sua Palavra, dos acréscimos do que dEle se entendeu.

COERÊNCIA COM JESUS E ACRÉSCIMO HUMANO

Em Jó 4, há elementos coerentes com Jesus, especialmente o reconhecimento da fragilidade humana, a percepção de que ninguém deve considerar-se absolutamente superior diante de Deus e a tentativa de consolar alguém em sofrimento. Entretanto, a argumentação de Elifaz torna-se incoerente com Jesus quando transforma o sofrimento em forte indício de culpa pessoal e fala como se possuísse uma explicação segura para a dor de Jó. Na vida de Jesus, pessoas que sofriam não eram automaticamente tratadas como culpadas; Ele acolhia, curava, compadecia-se e ensinava a não julgar precipitadamente. Assim, somente aquilo que for coerente com Jesus, Seus ensinos e Suas vivências pode ser entendido, nesta leitura, como Revelação, vontade e Palavra de Deus. Este é o único princípio absoluto adotado para discernir a verdadeira inspiração divina: tudo aquilo que estiver de acordo com o amor, a misericórdia, a justiça e a vida revelada por Jesus pode ser reconhecido como expressão da vontade de Deus. O que não for coerente com Jesus deve ser compreendido como “Acréscimo Humano”, bem-intencionado ou não, ainda que esteja registrado na Bíblia. Em Jó 4, portanto, a humildade diante do mistério e a percepção da fragilidade humana podem permanecer; já a tentativa de explicar a dor de Jó como consequência de uma suposta culpa deve ser relativizada à luz de Jesus.

BIBLIOGRAFIA

  1. HARTLEY, John E. The Book of Job. 1988.
  2. ALTER, Robert. The Wisdom Books: Job, Proverbs, and Ecclesiastes. 2010.
  3. SEOW, C. L. Job 1–21: Interpretation and Commentary. 2013.
  4. WEEKS, Stuart. Job. 2010.
  5. HABEL, Norman C. The Book of Job: A Commentary. 1985.

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JÓ 5 - BUSCA A DEUS

.

(estrofe 1)

“Clama agora, pois, haverá quem te responda?
A qual dos santos recorrerás nesta hora profunda?
Porque ao insensato a ira mata lentamente,
E ao homem simples, o ciúme consome de repente.
Eu mesmo vi o insensato criar raízes no lugar,
Mas sua habitação logo começou a murchar;
Seus filhos ficam longe da segurança e do direito,
E são esmagados sem que apareça quem faça respeito.”

(estrofe 2)

“A aflição não nasce simplesmente do chão,
Nem brota da terra como erva em plantação;
O homem nasce para o sofrimento e para a fadiga,
Como as faíscas voam quando o fogo se abriga.
Eu buscaria a Deus, entregaria a Ele minha questão,
E diante do Todo-Poderoso colocaria minha petição;
Ele faz coisas grandes, que ninguém pode sondar,
E maravilhas tão numerosas que não se podem contar.”

(estrofe 3)

“Ele derrama chuva sobre a face da terra,
E manda água aos campos quando a seca os encerra;
Levanta os humildes e protege o necessitado,
E faz triunfar o pobre que estava desprezado.
Frustra os planos dos astutos em sua própria intenção,
E a mão dos enganadores perde sua direção;
Assim, a esperança nasce onde havia aflição,
E a injustiça encontra limite diante de Sua ação.”

(refrão)

Elifaz aconselha Jó a buscar o Senhor em sua dor,
E reconhece no Criador grandeza, cuidado e favor;
Jesus também ensinou confiança, oração e compaixão,
Mas não fez do sofrimento prova certa de condenação.
Deus pode ser buscado sem culpar quem está ferido,
E o aflito merece acolhimento, não juízo endurecido;
Onde houver misericórdia, verdade e amor em ação,
Ali encontramos mais perto o caminho do coração.

(refrão especial)

Tudo isto está na Bíblia, mas preste muita atenção:
O que for de maltratar o próximo, não é de Deus Revelação.
Se abençoar um só povo, não é do amor universal de Jesus,
Tudo diferente ao ensino dEle, nunca nos serve como luz.
O mundo todo é amado de Deus, Ele não ignora ninguém,
Cada credo O entende diferente, como entre nós ocorre também.
Sobre Bíblia e tudo no mundo, Ele é o melhor que Deus nos deu,
Diferindo Sua Palavra, dos acréscimos do que dEle se entendeu.

(estrofe 4)

“Feliz é aquele a quem Deus corrige em seu caminho,
Não rejeites, pois, a disciplina de seu carinho;
Ele fere, mas também pode fazer sarar,
Suas mãos ferem e depois tornam a restaurar.
De seis tribulações Ele poderá te livrar,
E na sétima o mal não poderá te alcançar;
Na fome, Ele te resgata da destruição,
E na guerra, da espada livra tua mão.”

(estrofe 5)

“Serás protegido do açoite da língua maldosa,
E não temerás quando vier a calamidade perigosa;
Da destruição e da fome não terás temor,
Nem das feras da terra conhecerás o terror.
Terás aliança com as pedras que há no campo,
E os animais selvagens não te causarão espanto;
Conhecerás paz em tua tenda e abundância ao redor,
E ao examinares tua casa, nada faltará ao teu labor.”

“Verás tua descendência multiplicar-se em tua vida,
E tua geração crescer, firme e fortalecida;
Virás à sepultura em plena maturidade,
Como feixe recolhido no tempo da ceifa e da idade.
Eis o que examinamos, assim temos aprendido,
Eis o caminho que temos atentamente ouvido;
Escuta, pois, e conhece aquilo que declaramos,
Porque estas são as coisas que nós investigamos.”

(refrão)

Elifaz vê a correção como caminho de restauração,
E apresenta a prosperidade como sinal de proteção;
Mas Jesus não prometeu ao justo uma vida sem dor,
Nem ensinou que riqueza ou saúde medem o favor.
Ele esteve junto aos pobres, feridos e sofredores,
E revelou o Reino servindo aos menores;
Portanto, a fé não deve negociar bênçãos com o Senhor,
Mas permanecer no caminho da justiça, da graça e do amor.

(refrão especial)

Tudo isto está na Bíblia, mas preste muita atenção:
O que for de maltratar o próximo, não é de Deus Revelação.
Se abençoar um só povo, não é do amor universal de Jesus,
Tudo diferente ao ensino dEle, nunca nos serve como luz.
O mundo todo é amado de Deus, Ele não ignora ninguém,
Cada credo O entende diferente, como entre nós ocorre também.
Sobre Bíblia e tudo no mundo, Ele é o melhor que Deus nos deu,
Diferindo Sua Palavra, dos acréscimos do que dEle se entendeu.

COERÊNCIA COM JESUS E ACRÉSCIMO HUMANO

Em Jó 5, há elementos que podem ser considerados coerentes com Jesus, especialmente o convite para buscar Deus em meio à aflição, a afirmação da grandeza divina, a defesa dos humildes e necessitados e a esperança de que a injustiça não tenha a última palavra. Entretanto, a fala de Elifaz também apresenta aspectos que entram em tensão com Jesus, principalmente quando sugere uma relação praticamente automática entre sofrimento, correção divina e situação moral da pessoa, além da expectativa de que a fidelidade conduza necessariamente à proteção, prosperidade e restauração nesta vida. Jesus acolheu pessoas que sofriam sem transformá-las automaticamente em culpadas e não apresentou riqueza, saúde ou ausência de dificuldades como medidas absolutas do favor de Deus. Nesta leitura, somente aquilo que for coerente com Jesus, Seus ensinos e Suas vivências pode ser entendido como Revelação, vontade e Palavra de Deus. Esse é o único princípio absoluto para discernir a inspiração divina e a verdadeira Palavra e Vontade de Deus: o que estiver em sintonia com a vida, o amor, a misericórdia, a justiça e os ensinamentos de Jesus pode ser reconhecido como Revelação; aquilo que não for coerente com Ele deve ser compreendido como “Acréscimo Humano”, tenha sido produzido com boa intenção ou não. Assim, Jó 5 conserva o valor de buscar Deus, defender os humildes e confiar na justiça, mas suas explicações simplificadas sobre sofrimento e recompensa precisam ser confrontadas com Jesus.

BIBLIOGRAFIA

  1. HARTLEY, John E. The Book of Job. 1988.
  2. HABEL, Norman C. The Book of Job: A Commentary. 1985.
  3. SEOW, C. L. Job 1–21: Interpretation and Commentary. 2013.
  4. ALTER, Robert. The Wisdom Books: Job, Proverbs, and Ecclesiastes. 2010.
  5. WEEKS, Stuart. Job. 2010.

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JÓ 6 - O LAMENTO DE JÓ
JÓ MEDE A GRANDEZA DE SUA ANGÚSTIA — Jó 6:1-7
JÓ DESEJA O FIM DE SUA DOR E QUESTIONA SEUS AMIGOS — Jó 6:8-13
A DECEPÇÃO DE JÓ COM A FALTA DE LEALDADE DOS AMIGOS — Jó 6:14-23
JÓ PEDE QUE LHE MOSTREM SEU ERRO — Jó 6:24-30

TEXTO BÍBLICO
.
4 setembro 2026
Letra

.

(estrofe 1)

Então Jó respondeu, pesando sua aflição,
“Ah! Se minha tristeza fosse posta na balança da mão,
Seria mais pesada que a areia do mar,
Por isso minhas palavras se tornam difíceis de controlar.
As flechas do Todo-Poderoso estão cravadas em mim,
E meu espírito bebe o veneno que veio assim;
Os terrores de Deus se alinham contra o meu ser,
E por isso minha língua não consegue se conter.”

(estrofe 2)

“Acaso o jumento selvagem zurra sem encontrar capim?
Ou muge o boi quando não há alimento para si?
Come-se o que é insípido, sem sal e sem sabor?
Há alguma graça na clara do ovo, sem nenhum valor?
Minha alma rejeita aquilo que antes desejava,
Minha comida se tornou aquilo que meu coração recusava;
Quem dera Deus atendesse aquilo que estou a pedir,
E me concedesse a morte, para eu finalmente partir.”

(estrofe 3)

“Seria meu consolo, mesmo diante da dor fatal,
E eu saltaria de alegria em meio ao sofrimento final;
Pois não neguei as palavras do Santo que me feriu,
Nem escondi aquilo que meu coração sentiu.
Que força ainda tenho para continuar resistindo?
Que futuro me espera para permanecer prosseguindo?
Minha força é força de pedra ou de bronze endurecido?
Minha ajuda desapareceu, e todo socorro foi perdido.”

(refrão)

Jó não esconde a angústia que rasga o coração,
Nem aceita respostas fáceis para explicar sua provação;
Jesus também acolheu o choro, a dor e o clamor,
Sem transformar o sofrimento em sinal de menor valor.
Quem sofre precisa de presença, escuta e compaixão,
Não de acusações disfarçadas de explicação;
A fé pode atravessar a noite sem negar a aflição,
Pois Deus não se revela pela crueldade da condenação.

(refrão especial)

Tudo isto está na Bíblia, mas preste muita atenção:
O que for de maltratar o próximo, não é de Deus Revelação.
Se abençoar um só povo, não é do amor universal de Jesus,
Tudo diferente ao ensino dEle, nunca nos serve como luz.
O mundo todo é amado de Deus, Ele não ignora ninguém,
Cada credo O entende diferente, como entre nós ocorre também.
Sobre Bíblia e tudo no mundo, Ele é o melhor que Deus nos deu,
Diferindo Sua Palavra, dos acréscimos do que dEle se entendeu.

(estrofe 4)

“Para o aflito deveria haver bondade do seu amigo,
Mesmo que abandone o temor do Todo-Poderoso consigo;
Meus irmãos são traiçoeiros como uma torrente passageira,
Como riacho que transborda e depois seca na ribanceira.
Caravanas procuram água e ficam decepcionadas,
Os viajantes esperam, mas encontram águas evaporadas;
Envergonham-se porque chegam ao lugar da esperança,
E partem dali frustrados, sem encontrar confiança.”

(estrofe 5)

“Assim sois vós para mim, e vosso rosto vejo mudar,
Vistes o terror e tivestes medo de me ajudar.
Por acaso pedi que me desses alguma recompensa,
Ou que me libertasses das mãos de alguma ameaça imensa?
Ensinai-me, e eu me calarei diante do que for direito,
Mostrai meu erro, se houver culpa em meu peito.
Quão fortes são as palavras da verdade pronunciada,
Mas que proveito há na repreensão quando é injusta e pesada?”

“Julgais minhas palavras e as considerais vento perdido,
Mas até diante do órfão lançais sorte e vendeis vosso amigo.
Agora olhai para mim e não sejais enganadores,
Vede se há injustiça em meus lábios acusadores.
Existe iniquidade em minha língua ou perversão no falar?
Meu paladar não sabe distinguir o bem do mal ao escutar?”

(refrão)

Jó pede aos amigos verdade, não condenação,
Quer que apontem seu erro, se houver transgressão;
Jesus ensinou a cuidar do irmão com sinceridade,
Mas também mostrou o caminho da misericórdia e da verdade.
Aquele que sofre não deve ser tratado com desprezo,
Nem sua dor transformada em julgamento aceso;
Diante do aflito, o amor deve ser nosso primeiro dever,
E a verdade só tem sentido quando ajuda a viver.

(refrão especial)

Tudo isto está na Bíblia, mas preste muita atenção:
O que for de maltratar o próximo, não é de Deus Revelação.
Se abençoar um só povo, não é do amor universal de Jesus,
Tudo diferente ao ensino dEle, nunca nos serve como luz.
O mundo todo é amado de Deus, Ele não ignora ninguém,
Cada credo O entende diferente, como entre nós ocorre também.
Sobre Bíblia e tudo no mundo, Ele é o melhor que Deus nos deu,
Diferindo Sua Palavra, dos acréscimos do que dEle se entendeu.

COERÊNCIA COM JESUS E ACRÉSCIMO HUMANO

Em Jó 6, há aspectos profundamente coerentes com o ensino e a vida de Jesus, sobretudo a expressão sincera da dor, o direito de quem sofre de manifestar sua angústia, a busca por verdade e a exigência de compaixão por parte dos amigos. Jó não aceita que seu sofrimento seja simplesmente reduzido a uma explicação moral e pede que lhe mostrem concretamente onde estaria seu erro. A própria crítica aos amigos revela um princípio muito próximo do caminho de Jesus: diante de alguém aflito, é necessária misericórdia, presença e compreensão, e não uma condenação precipitada. A imagem dos amigos como águas que parecem prometer auxílio, mas desaparecem quando mais necessárias, evidencia a decepção de Jó com aqueles que deveriam sustentá-lo. Por outro lado, a linguagem de Jó que atribui diretamente a Deus as flechas, o veneno e os terrores que o atingem não deve, segundo o princípio desta série, ser automaticamente tomada como descrição definitiva de Deus; trata-se da percepção de um homem em sofrimento extremo, dentro da narrativa e de sua experiência. Também seu desejo de morrer expressa a profundidade de sua desesperança, mas não constitui um ensinamento de Jesus sobre o valor da vida. Jesus acolheu os que choravam, aproximou-se dos feridos e ensinou misericórdia, compaixão e amor ao próximo. Portanto, somente aquilo que for coerente com Jesus, Seus ensinos e Suas vivências pode ser entendido como Revelação, vontade e Palavra de Deus. Este é, nesta leitura, o único princípio absoluto para compreender o que seja inspiração divina, a verdadeira Palavra e a Vontade de Deus. Tudo aquilo que não for coerente com Jesus deve ser entendido como “Acréscimo Humano”, bem-intencionado ou não. Assim, em Jó 6, o lamento sincero, a busca pela verdade, a defesa diante de acusações injustas e a necessidade de compaixão encontram forte sintonia com Jesus; já qualquer interpretação que transforme automaticamente o sofrimento em castigo divino ou a desesperança em vontade de Deus deve ser submetida ao critério absoluto de Jesus.

BIBLIOGRAFIA

  1. HARTLEY, John E. The Book of Job. 1988.

  2. HABEL, Norman C. The Book of Job: A Commentary. 1985.

  3. SEOW, C. L. Job 1–21: Interpretation and Commentary. 2013.

  4. ALTER, Robert. The Wisdom Books: Job, Proverbs, and Ecclesiastes: A Translation with Commentary. 2010.

  5. ASH, Christopher. Job: The Wisdom of the Cross. 2014.

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JÓ 7 - A BREVIDADE DA VIDA
JÓ DESCREVE A DUREZA E A BREVIDADE DE SUA EXISTÊNCIA — Jó 7:1-10
JÓ DERRAMA SUA ANGÚSTIA DIANTE DE DEUS — Jó 7:11-16
JÓ QUESTIONA POR QUE DEUS O OBSERVA E O AFLIGE — Jó 7:17-21

TEXTO BÍBLICO
.
5 setembro 2026
Letra

.

(estrofe 1)

“Não tem o homem uma luta sobre a terra,
Como o trabalhador que seu salário espera?
Como o escravo suspira pela sombra ao terminar,
E como o jornaleiro aguarda seu pagamento chegar?
Assim recebi meses de vazio e noites de aflição,
E noites dolorosas me foram dadas por porção;
Quando me deito, pergunto: ‘Quando me levantarei?’
E a noite se alonga enquanto eu me reviro e cansarei.”

(estrofe 2)

“Meu corpo se cobre de vermes e crostas sem cessar,
Minha pele se rompe e volta a se fechar;
Meus dias passam mais velozes que a lançadeira do tecelão,
E chegam ao fim sem esperança de consolação.
Lembra-te de que minha vida é apenas um sopro,
E meus olhos não verão novamente o bem em meu corpo;
Os olhos de quem agora me vê não me verão mais,
E quando me procurarem, já não estarei nos seus sinais.”

(estrofe 3)

“Assim como a nuvem desaparece e se desfaz,
Quem desce à sepultura não retorna jamais;
Não voltará à sua casa, nem seu lugar o reconhecerá,
E sua morada antiga dele não mais se lembrará.
Por isso não conterei minha boca nesta aflição,
Falarei na angústia, exprimirei minha reclamação;
Minha alma escolheria antes sufocar e morrer,
Pois minha vida se tornou um peso difícil de viver.”

(refrão)

Jó contempla a brevidade de uma vida ferida pela dor,
E pergunta ao silêncio por que sofre sem entender seu Senhor;
Jesus também chorou diante da morte e da aflição,
E acolheu quem carregava tristeza dentro do coração.
A dor não precisa esconder-se para a fé permanecer,
Nem todo sofrimento precisa de culpa para se explicar e entender;
Quem sofre pode clamar, perguntar e até lamentar,
Pois Deus não deixa de ouvir quem decide se expressar.

(refrão especial)

Tudo isto está na Bíblia, mas preste muita atenção:
O que for de maltratar o próximo, não é de Deus Revelação.
Se abençoar um só povo, não é do amor universal de Jesus,
Tudo diferente ao ensino dEle, nunca nos serve como luz.
O mundo todo é amado de Deus, Ele não ignora ninguém,
Cada credo O entende diferente, como entre nós ocorre também.
Sobre Bíblia e tudo no mundo, Ele é o melhor que Deus nos deu,
Diferindo Sua Palavra, dos acréscimos do que dEle se entendeu.

(estrofe 4)

“Que é o homem para que tanto o engrandeças,
E que é ele para que tanto o conheças?
Por que o visitas cada manhã sem descansar,
E a cada instante o provas sem o deixar escapar?
Até quando não tirarás de mim os olhos, afinal,
Nem me deixarás sozinho por um momento sequer no mal?
Se pequei, que posso fazer contra Ti, ó Guardião?
Por que me tornei um alvo para tua observação?”

(estrofe 5)

“Se pequei, o que te fiz, ó Observador dos homens?
Por que me tornaste pesado aos meus próprios nomes?
Por que não perdoas logo minha transgressão,
E não removes de mim a minha iniquidade e aflição?
Agora dormirei no pó, e quando me procurares,
Não estarei mais aqui, por mais que me chamares;
Minha vida se vai como uma nuvem que se desfaz,
E quem desce à sepultura não retorna jamais.”

(refrão)

Jó pergunta por que Deus parece tão perto e tão severo,
Enquanto sua existência se desfaz num caminho austero;
Jesus revelou um Deus que conhece a fragilidade humana,
Que acolhe o quebrantado e a ninguém abandona.
O lamento de Jó revela a profundidade da solidão,
Mas suas conclusões sobre Deus nascem da própria aflição;
Quando a imagem de Deus contradiz a face de Jesus,
É Sua vida que deve orientar-nos para a verdadeira luz.

(refrão especial)

Tudo isto está na Bíblia, mas preste muita atenção:
O que for de maltratar o próximo, não é de Deus Revelação.
Se abençoar um só povo, não é do amor universal de Jesus,
Tudo diferente ao ensino dEle, nunca nos serve como luz.
O mundo todo é amado de Deus, Ele não ignora ninguém,
Cada credo O entende diferente, como entre nós ocorre também.
Sobre Bíblia e tudo no mundo, Ele é o melhor que Deus nos deu,
Diferindo Sua Palavra, dos acréscimos do que dEle se entendeu.

COERÊNCIA COM JESUS E ACRÉSCIMO HUMANO

Em Jó 7, encontra-se forte coerência com Jesus na honestidade diante da dor, na possibilidade de lamentar, questionar e expor a angústia sem esconder o sofrimento. Jó não apresenta uma fé artificial; ele fala a partir de sua experiência concreta, sentindo que sua vida é breve, pesada e marcada por noites sem descanso. Essa sinceridade pode ser aproximada da vida de Jesus, que também não tratou a dor humana como algo que devesse ser simplesmente negado ou escondido. Entretanto, as afirmações de Jó sobre Deus como alguém que o observa incessantemente, o atormenta e o transforma em alvo de sua vigilância precisam ser vistas como percepções de Jó em meio ao sofrimento, e não necessariamente como uma descrição definitiva de quem Deus é. Jesus revela Deus de modo diferente: próximo do sofredor, misericordioso, acolhedor e comprometido com a vida. O desejo de Jó de morrer expressa a intensidade de seu desespero, mas não deve ser transformado em ensinamento ou vontade divina. Segundo o princípio adotado nesta leitura, somente aquilo que for coerente com Jesus, Seus ensinos e Suas vivências pode ser entendido como Revelação, vontade e Palavra de Deus. Este é o único princípio absoluto para compreender a inspiração divina, a verdadeira Palavra e a Vontade de Deus. Tudo aquilo que não for coerente com Jesus deve ser entendido como “Acréscimo Humano”, bem-intencionado ou não. Assim, em Jó 7, o lamento, a sinceridade diante da dor, a valorização da experiência humana e a possibilidade de clamar encontram sintonia com Jesus; já a imagem de um Deus que deliberadamente atormenta e vigia o ser humano de maneira opressiva deve ser considerada Acréscimo Humano quando confrontada com a vida e os ensinamentos de Jesus.

BIBLIOGRAFIA

ALTER, Robert. The Wisdom Books: Job, Proverbs, and Ecclesiastes: A Translation with Commentary. New York: W. W. Norton, 2010.

HABEL, Norman C. The Book of Job: A Commentary. Philadelphia: Westminster Press, 1985.

HARTLEY, John E. The Book of Job. Grand Rapids: William B. Eerdmans Publishing Company, 1988.

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JÓ 8 - A JUSTIÇA DE DEUS
BILDADE REPREende JÓ E DEFENDE A JUSTIÇA DE DEUS — Jó 8:1-7
A SABEDORIA DOS ANTIGOS E A FRAGILIDADE DOS ÍMPIOS — Jó 8:8-19
A ESPERANÇA DO JUSTO E A QUEDA DO PERVERSO — Jó 8:20-22

TEXTO BÍBLICO
.
6 setembro 2026
Letra

.

(estrofe 1)

Bildade então responde, com palavras de repreensão,
“Até quando falarás assim, em tamanha agitação?
Tuas palavras são vendaval, parecem forte furacão,
Acaso Deus perverte a justiça, ou torce o direito em vão?
Se teus filhos contra Ele pecaram, sofreram sua transgressão,
Busca agora o Todo-Poderoso, apresenta tua petição,
Se fores puro e íntegro, Ele ouvirá tua oração,
E teu futuro será maior que o princípio de tua aflição.”

(estrofe 2)

“Consulta as gerações antigas, pergunta ao tempo que passou,
Nós nascemos ontem, nossa vida como sombra se mostrou;
Que os antigos te ensinem aquilo que o passado conservou,
E das palavras dos sábios aprende o saber que o tempo guardou.
Pode o papiro crescer sem água, sem pântano e sem chão?
Pode o junco florescer longe da fonte que lhe dá sustentação?
Assim perece aquele que esquece Deus em sua habitação,
E a esperança do ímpio se desfaz como frágil vegetação.”

(estrofe 3)

Sua confiança é semelhante à casa que a aranha construiu,
Ele se apoia em sua teia, mas o fio nunca o garantiu;
Se alguém a derrubar, aquilo que parecia firme caiu,
E sua morada desaparece, embora antes muito resistiu.
Pode crescer verde e forte, junto à água e ao jardim,
Mas o calor lhe toca a raiz, e sua aparência chega ao fim;
Assim acontece ao perverso, mesmo quando parece sem declínio,
E sua própria existência desaparece, como planta sem destino.

(refrão)

Deus é justo, diz Bildade, e não abandona o coração fiel,
Mas Jesus mostra o amor de Deus descendo sobre todo céu;
Nem toda dor é castigo, nem sofrimento prova transgressão,
O Pai acolhe quem padece e não condena pela aflição.
Quem chora precisa de cuidado, compaixão e compreensão,
Não de acusações lançadas como pedras contra o coração;
A justiça que Jesus revela é misericórdia que conduz,
E o amor ao próximo é o caminho que Sua vida traduz.

(refrão especial)

Tudo isto está na Bíblia, mas preste muita atenção:
O que for de maltratar o próximo, não é de Deus Revelação.
Se abençoar um só povo, não é do amor universal de Jesus,
Tudo diferente ao ensino dEle, nunca nos serve como luz.
O mundo todo é amado de Deus, Ele não ignora ninguém,
Cada credo O entende diferente, como entre nós ocorre também.
Sobre Bíblia e tudo no mundo, Ele é o melhor que Deus nos deu,
Diferindo Sua Palavra, dos acréscimos do que dEle se entendeu.

(estrofe 4)

“Deus jamais rejeita o íntegro, nem ampara a mão do malfeitor,
Mas enche de alegria a boca daquele que vive com valor;
Ainda pode o justo recomeçar, depois de atravessar a dor,
E sua morada florescer novamente, renovada pelo favor.
Aqueles que te odeiam ficarão cobertos de confusão,
E a casa dos perversos desaparecerá sem sustentação;
O justo pode esperar que Deus lhe devolva a canção,
E a tenda de quem busca o bem encontrará restauração.”

(estrofe 5)

Assim falou Bildade, sustentando sua antiga convicção,
Que a justiça divina explicaria toda humana situação;
Para ele, o destino do homem revelava sua condição,
E o sofrimento seria sinal de culpa ou de correção.
Mas sua certeza não alcança toda a profundidade da questão,
Pois Jó sofre sem que sua dor prove sua condenação;
A experiência humana não cabe numa simples equação,
E somente a verdade do amor pode iluminar o coração.

(refrão)

Nem todo sofrimento nasce de culpa ou condenação,
Jesus não transforma o aflito em alvo de acusação;
Ele vê quem está ferido e oferece acolhimento e perdão,
Chama o cansado para perto e lhe estende Sua mão.
A justiça de Deus não pode ser reduzida a recompensa material,
Nem toda prosperidade demonstra que alguém é espiritual;
Quando a dor chegar, lembremos o caminho que Jesus viveu:
Amar, cuidar, compreender e servir, como Ele mesmo nos ensinou.

(refrão especial)

Tudo isto está na Bíblia, mas preste muita atenção:
O que for de maltratar o próximo, não é de Deus Revelação.
Se abençoar um só povo, não é do amor universal de Jesus,
Tudo diferente ao ensino dEle, nunca nos serve como luz.
O mundo todo é amado de Deus, Ele não ignora ninguém,
Cada credo O entende diferente, como entre nós ocorre também.
Sobre Bíblia e tudo no mundo, Ele é o melhor que Deus nos deu,
Diferindo Sua Palavra, dos acréscimos do que dEle se entendeu.

COERÊNCIA COM JESUS E ACRÉSCIMO HUMANO

Em Jó 8, há uma parte coerente com Jesus: a afirmação de que Deus é justo, a busca pela sabedoria, a valorização da experiência acumulada e a rejeição da maldade encontram pontos de contato com o ensino e a vida de Jesus. Também é legítimo procurar compreender a vida à luz da justiça e da responsabilidade. Entretanto, Bildade ultrapassa esse princípio quando transforma o sofrimento em evidência de culpa e chega a insinuar que os filhos de Jó morreram por causa de seus pecados. Essa interpretação não é coerente com Jesus, que rejeitou a ideia de que uma tragédia ou enfermidade pudesse, por si mesma, provar maior culpa daquele que sofreu; em João 9, por exemplo, Jesus recusou a associação automática entre sofrimento e pecado, e em Lucas 13 também não tratou as vítimas de uma tragédia como mais culpadas que outras. Além disso, Bildade apresenta uma visão excessivamente mecânica da justiça: o justo prosperaria e o perverso seria destruído, como se os acontecimentos terrenos fossem uma espécie de tabela imediata de recompensa e punição. O próprio desenvolvimento do livro de Jó questiona essa lógica. Segundo o princípio adotado nesta leitura, somente aquilo que for coerente com Jesus, Seus ensinos e Suas vivências pode ser entendido como Revelação, vontade e Palavra de Deus. Este é o único princípio absoluto para compreender o que seja inspiração divina, a verdadeira Palavra e a Vontade de Deus. Tudo aquilo que não for coerente com Jesus deve ser entendido como “Acréscimo Humano”, bem-intencionado ou não. Assim, em Jó 8, a defesa da justiça, a busca da sabedoria e a esperança no bem podem dialogar com Jesus; já a acusação implícita contra Jó e seus filhos, a interpretação automática da tragédia como castigo e a associação entre prosperidade e retidão precisam ser reconhecidas como Acréscimo Humano quando confrontadas com a vida, os ensinos e as vivências de Jesus.

BIBLIOGRAFIA

HABEL, Norman C. The Book of Job: A Commentary. Philadelphia: Westminster Press, 1985.

HARTLEY, John E. The Book of Job. Grand Rapids: William B. Eerdmans Publishing Company, 1988.

ALTER, Robert. The Wisdom Books: Job, Proverbs, and Ecclesiastes: A Translation with Commentary. New York: W. W. Norton, 2010.

SEOW, C. L. Job 1–21: Interpretation and Commentary. Grand Rapids: William B. Eerdmans Publishing Company, 2013.

ASH, Christopher. Job: The Wisdom of the Cross. Downers Grove: IVP Academic, 2014.

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JÓ 9 - ENTRE DEUS E O HOMEM
A GRANDEZA DE DEUS DIANTE DA FRAGILIDADE HUMANA — Jó 9:1-12
JÓ QUESTIONA A JUSTIÇA E DESEJA UM MEDIADOR — Jó 9:13-24
A ANGÚSTIA DE JÓ E O DESEJO DE UM ÁRBITRO — Jó 9:25-35

TEXTO BÍBLICO
.
dataPúblicoCurtirÁudioPlaylist
Letra

.

(estrofe 1)

Jó então respondeu: “Eu sei que assim realmente é,
Mas como pode o ser humano diante de Deus provar sua fé?
Se quiser contender com Ele, quem responderá de pé?
Entre mil perguntas, nenhuma resposta encontrará, se puder.
De coração sábio e poderoso, Deus move montes de seu lugar,
E eles não sabem quando Sua mão os vem deslocar;
Sacode a terra de seu eixo, faz seus pilares estremecer,
E ao sol ordena que não brilhe, e as estrelas deixa esconder.

(estrofe 2)

Ele sozinho estende os céus sobre o mar enfurecido,
Caminha sobre as ondas e faz o grande monstro ser vencido;
Fez a Ursa, Órion, as Plêiades e o Sul desconhecido,
Realiza coisas grandiosas, cujo número não é medido.
Passa diante de mim, não O vejo; segue adiante, não O posso notar,
Quando Ele toma alguma coisa, quem poderá fazê-Lo retornar?
Se O chamasse para julgamento, quem poderia contestar?
Mesmo que eu tivesse razão, minhas palavras teria de preparar.

(estrofe 3)

Se eu clamasse e Ele respondesse, ainda não saberia confiar,
Pois Sua grandeza poderia minha voz silenciar;
Mesmo sendo justo, não ousaria contra Ele argumentar,
Antes pediria misericórdia ao meu próprio julgar.
Se apelasse para a força, Ele é muito mais poderoso;
Se buscasse o direito, quem seria meu juiz verdadeiro e honroso?
Não há árbitro entre nós que ponha a mão sobre os dois,
Que retire de mim o medo e me faça falar depois.

(refrão)

Jesus nos mostra Deus não como distância, mas como aproximação,
E chama o cansado para perto, oferecendo acolhimento e compaixão;
Jó deseja um mediador que possa entre os dois se colocar,
E Jesus se apresenta no caminho para reconciliar.
A grandeza de Deus não precisa esmagar quem vive em aflição,
Sua justiça se revela também no cuidado e no perdão;
Onde Jó procura alguém que lhe permita livremente falar,
Jesus mostra um Pai que conhece e deseja escutar.

(refrão especial)

Tudo isto está na Bíblia, mas preste muita atenção:
O que for de maltratar o próximo, não é de Deus Revelação.
Se abençoar um só povo, não é do amor universal de Jesus,
Tudo diferente ao ensino dEle, nunca nos serve como luz.
O mundo todo é amado de Deus, Ele não ignora ninguém,
Cada credo O entende diferente, como entre nós ocorre também.
Sobre Bíblia e tudo no mundo, Ele é o melhor que Deus nos deu,
Diferindo Sua Palavra, dos acréscimos do que dEle se entendeu.

(estrofe 4)

Minha vida passa veloz, mais ligeira que um corredor,
Como barco que desaparece, levado pelo vento sem vigor;
Como águia que mergulha sobre a presa em seu voo veloz,
Assim meus dias se dissolvem sem que eu consiga ouvir minha própria voz.
Se eu disser: “Esquecerei meu lamento, mudarei minha expressão”,
Ainda sentirei medo de toda minha situação;
Sei que não serei declarado justo apenas pelo meu falar,
E de minha própria boca não posso minha inocência confirmar.

(estrofe 5)

Mesmo que fosse perfeito, minha boca me condenaria,
E mesmo sendo íntegro, minha dor minha culpa pareceria;
Tudo me parece igual: Deus pode entregar o justo ao poder do mal,
E fazer da terra um lugar onde a justiça parece desigual.
Se não fosse Ele, quem mais poderia impedir tal perversidade?
Quem poderia perguntar por que sofre o homem em sua fragilidade?
Se houvesse entre nós um árbitro para julgar sem parcialidade,
Eu falaria sem temor, buscando justiça e verdade.

(refrão)

Jesus não ensinou que a dor revela automaticamente culpabilidade,
Nem que a desgraça de alguém demonstra sua maldade;
Ele viu o ser humano antes da etiqueta e da condenação,
E colocou misericórdia acima da simples acusação.
Jó procura uma voz que o escute sem o esmagar,
Jesus ensina a amar, perdoar, servir e restaurar;
A verdadeira justiça não precisa humilhar quem está no chão,
Pois Deus se revela no amor que alcança cada coração.

(refrão especial)

Tudo isto está na Bíblia, mas preste muita atenção:
O que for de maltratar o próximo, não é de Deus Revelação.
Se abençoar um só povo, não é do amor universal de Jesus,
Tudo diferente ao ensino dEle, nunca nos serve como luz.
O mundo todo é amado de Deus, Ele não ignora ninguém,
Cada credo O entende diferente, como entre nós ocorre também.
Sobre Bíblia e tudo no mundo, Ele é o melhor que Deus nos deu,
Diferindo Sua Palavra, dos acréscimos do que dEle se entendeu.

COERÊNCIA COM JESUS E ACRÉSCIMO HUMANO

Em Jó 9, há forte coerência com Jesus na honestidade de Jó diante do sofrimento, na busca pela justiça, no reconhecimento da grandeza de Deus e, sobretudo, no desejo de encontrar um mediador que permita ao ser humano falar sem ser esmagado pelo medo. A imagem do árbitro que possa colocar a mão sobre Deus e sobre o homem expressa a profunda necessidade humana de aproximação, compreensão e reconciliação; nessa perspectiva, encontra uma correspondência especialmente significativa no ministério de Jesus, que se aproxima dos marginalizados, dos sofredores e dos acusados. Também é importante perceber que Jó questiona a aparente desigualdade da vida e não aceita simplesmente uma explicação fácil para sua situação. Por outro lado, algumas imagens de Jó sobre Deus — especialmente quando parecem apresentar Deus como alguém que arbitrariamente destrói, confunde a justiça ou entrega o justo ao poder do mal — não devem ser tomadas como descrição definitiva do caráter divino quando confrontadas com Jesus. O capítulo registra a percepção de Jó em sua angústia, e não necessariamente uma declaração final sobre quem Deus é. Segundo o princípio adotado nesta leitura, só pode ser entendido como Revelação, vontade e Palavra de Deus aquilo que for coerente com Jesus, Seus ensinos e Suas vivências. Este é o único princípio absoluto para compreender o que seja inspiração divina, a verdadeira Palavra e a Vontade de Deus. Tudo aquilo que não for coerente com Jesus deve ser entendido como “Acréscimo Humano”, bem-intencionado ou não. Assim, a sinceridade de Jó, sua busca por justiça, seu desejo de diálogo e sua necessidade de um mediador podem ser acolhidos como experiências profundamente humanas e compatíveis com o caminho de Jesus; já a representação de Deus como agente arbitrário do sofrimento ou como alguém que necessariamente torna impossível a justiça deve ser considerada Acréscimo Humano quando confrontada com a revelação de Deus presente na vida e nos ensinamentos de Jesus.

BIBLIOGRAFIA

HABEL, Norman C. The Book of Job: A Commentary. Philadelphia: Westminster Press, 1985.

HARTLEY, John E. The Book of Job. Grand Rapids: William B. Eerdmans Publishing Company, 1988.

ALTER, Robert. The Wisdom Books: Job, Proverbs, and Ecclesiastes: A Translation with Commentary. New York: W. W. Norton, 2010.

SEOW, C. L. Job 1–21: Interpretation and Commentary. Grand Rapids: William B. Eerdmans Publishing Company, 2013.

ASH, Christopher. Job: The Wisdom of the Cross. Downers Grove: IVP Academic, 2014.

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JÓ 10 - POR QUE ME FORMASTE?
JÓ DERRAMA SUA QUEIXA DIANTE DE DEUS — Jó 10:1-7
O CRIADOR QUE FORMOU JÓ E AGORA PARECE AFLIGI-LO — Jó 10:8-17
JÓ QUESTIONA O SENTIDO DE SUA EXISTÊNCIA — Jó 10:18-22

TEXTO BÍBLICO
.
8 setembro 2026
Letra

.

(estrofe 1)

Minha alma está cansada desta vida e desta aflição,
Falarei sem esconder minha amarga lamentação;
Direi a Deus: “Não me condenes, mostra-me a acusação,
Por que me persegues, se conheces meu coração?
Por acaso Te agrada oprimir, desprezar o que Tu criaste,
Enquanto favoreces o conselho do perverso que adotaste?
Tens olhos como os homens, ou enxergas como eles veem?
Tens dias tão breves quanto os nossos, ou sabes tudo que eles não sabem?”

(estrofe 2)

Sabes que não sou perverso, ninguém pode me arrancar de Tua mão,
Tuas próprias mãos me fizeram, deram-me forma e constituição;
Depois me cercaste, me guardaste, deste-me vida e respiração,
Tua providência conservou meu espírito em sua habitação.
Mas escondeste estas coisas dentro do Teu coração,
E agora parece que conheces a minha condenação;
Sei que tudo isso estava em Teu propósito desde a criação,
E que ninguém pode livrar-me quando Tua mão pesa sobre mim em opressão.

(estrofe 3)

Se peco, Tu me observas, e não me deixas sem acusação,
Se sou justo, ainda assim não encontro libertação;
Se levanto a cabeça, Tu me persegues como leão,
E contra mim renovas Teus prodígios de aflição.
Tuas testemunhas se levantam, e aumentas minha indignação,
Uma tropa após outra vem contra mim em sucessão;
Mudam-se sobre mim Teus juízos, multiplicam-se sem cessar,
E novos exércitos de sofrimento parecem contra mim avançar.

(refrão)

Jesus revela um Deus que conhece a dor e não abandona o ferido,
Que acolhe o cansado e não o deixa pelo caminho esquecido;
Jó pergunta ao Criador: “Por que me fizeste e agora me destróis?”,
E Jesus mostra misericórdia onde havia culpa, medo e algoz.
A vida não deve ser julgada apenas pelo sofrimento que contém,
Nem toda aflição significa que o sofredor praticou algum desdém;
Deus pode ser buscado até mesmo quando a alma está em confusão,
Pois Jesus ensina que o amor permanece acima da condenação.

(refrão especial)

Tudo isto está na Bíblia, mas preste muita atenção:
O que for de maltratar o próximo, não é de Deus Revelação.
Se abençoar um só povo, não é do amor universal de Jesus,
Tudo diferente ao ensino dEle, nunca nos serve como luz.
O mundo todo é amado de Deus, Ele não ignora ninguém,
Cada credo O entende diferente, como entre nós ocorre também.
Sobre Bíblia e tudo no mundo, Ele é o melhor que Deus nos deu,
Diferindo Sua Palavra, dos acréscimos do que dEle se entendeu.

(estrofe 4)

Tuas mãos me fizeram, cuidadosamente me plasmaram,
Como barro, pouco a pouco, meus contornos modelaram;
Depois me feriste, e de repente parece que me desampararam,
Lembra-Te de que sou pó, embora Tuas mãos me formaram.
Concedeste-me vida, bondade e Teu cuidado sobre mim,
Tua atenção guardava meu espírito até chegar ao fim;
Mas agora parece que a adversidade cresce sem cessar,
E aquilo que antes era cuidado tornou-se difícil suportar.

(estrofe 5)

Por que então me tiraste do ventre, para eu morrer sem ser visto?
Quase como se nunca tivesse existido, desaparecido e imprevisto;
Eu seria levado do ventre diretamente ao sepulcro,
E meus dias seriam apenas uma sombra sobre o mundo.
Não são poucos os meus dias? Afasta-Te, deixa-me respirar,
Antes que eu vá para onde não há retorno para voltar;
Para a terra de trevas, de profunda escuridão,
Onde não há ordem, e a própria luz parece confusão.

(refrão)

Jesus não responde à dor humana com desprezo ou acusação,
Nem transforma o sofrimento em simples prova de condenação;
Ele entra na história humana, toca feridas, chora e compadece,
E diante do sofrimento, a misericórdia permanece.
Jó pergunta pelo sentido da vida que lhe parece escapar,
E sua pergunta dolorosa também pode diante de Deus ficar;
A fé verdadeira não precisa esconder sua inquietação,
Pois buscar a Deus com sinceridade também é oração.

(refrão especial)

Tudo isto está na Bíblia, mas preste muita atenção:
O que for de maltratar o próximo, não é de Deus Revelação.
Se abençoar um só povo, não é do amor universal de Jesus,
Tudo diferente ao ensino dEle, nunca nos serve como luz.
O mundo todo é amado de Deus, Ele não ignora ninguém,
Cada credo O entende diferente, como entre nós ocorre também.
Sobre Bíblia e tudo no mundo, Ele é o melhor que Deus nos deu,
Diferindo Sua Palavra, dos acréscimos do que dEle se entendeu.

COERÊNCIA COM JESUS E ACRÉSCIMO HUMANO

Em Jó 10, encontra-se forte coerência com Jesus na sinceridade absoluta de Jó diante de sua dor, na valorização da vida, na consciência de que o ser humano foi formado por Deus e, sobretudo, na liberdade de apresentar a Deus perguntas difíceis sem fingir que tudo está bem. Jó reconhece que foi formado pelas mãos do Criador, recebeu vida, cuidado e existência, mas não consegue compreender por que sua experiência passou da sensação de proteção para a de sofrimento. Essa tensão é profundamente humana e pode ser acolhida numa espiritualidade centrada em Jesus, que não desprezou os que choravam nem tratou a dor como assunto proibido. Entretanto, as imagens pelas quais Jó percebe Deus como perseguidor, acusador, opressor ou responsável direto por sua destruição não devem ser tomadas automaticamente como revelação definitiva sobre o caráter divino. São palavras de um homem em profunda angústia, tentando interpretar sua experiência. Também o desejo de não ter nascido e de morrer expressa o tamanho do sofrimento de Jó, mas não constitui, por si mesmo, uma vontade de Deus nem um ensinamento divino. Segundo o princípio adotado nesta leitura, só pode ser entendido como Revelação, vontade e Palavra de Deus aquilo que for coerente com Jesus, Seus ensinos e Suas vivências. Este é o único princípio absoluto para compreender o que seja inspiração divina, a verdadeira Palavra e a Vontade de Deus. Tudo aquilo que não for coerente com Jesus deve ser entendido como “Acréscimo Humano”, bem-intencionado ou não. Assim, a honestidade do lamento, a valorização da vida recebida, a busca de sentido e a possibilidade de questionar diante de Deus são coerentes com uma fé que pode encontrar em Jesus acolhimento e verdade; já a imagem de Deus como alguém que deliberadamente persegue, tortura ou destrói o ser humano precisa ser considerada Acréscimo Humano quando confrontada com a vida e os ensinamentos de Jesus.

BIBLIOGRAFIA

HABEL, Norman C. The Book of Job: A Commentary. Philadelphia: Westminster Press, 1985.

HARTLEY, John E. The Book of Job. Grand Rapids: William B. Eerdmans Publishing Company, 1988.

ALTER, Robert. The Wisdom Books: Job, Proverbs, and Ecclesiastes: A Translation with Commentary. New York: W. W. Norton, 2010.

SEOW, C. L. Job 1–21: Interpretation and Commentary. Grand Rapids: William B. Eerdmans Publishing Company, 2013.

ASH, Christopher. Job: The Wisdom of the Cross. Downers Grove: IVP Academic, 2014.

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JÓ 11 - A SABEDORIA DE ZOFAR
ZOFAR REPREende AS MUITAS PALAVRAS DE JÓ — Jó 11:1-6
A GRANDEZA E A SABEDORIA INSONDÁVEL DE DEUS — Jó 11:7-12
O CHAMADO AO ARREPENDIMENTO E A PROMESSA DE RESTAURAÇÃO — Jó 11:13-20

TEXTO BÍBLICO
.
9 setembro 2026
Letra

.

(estrofe 1)

Então Zofar respondeu e começou sua argumentação,
“Será que tantas palavras não merecem contestação?
Ficará o homem falador sempre sem repreensão,
E tua língua enganadora passará por aprovação?
Tu disseste: ‘Meu ensino é puro, sou limpo diante do Senhor’,
E ainda afirmaste: ‘Aos teus olhos não existe meu erro interior’;
Mas quem dera Deus falasse e abrisse contra ti Sua mão,
Mostrando os segredos da sabedoria e sua dupla dimensão.”

(estrofe 2)

Saberias então que Deus exige menos do que tua culpa mereceria,
Pois Deus conhece o mistério que tua mente jamais alcançaria;
Podes descobrir a profundidade do Todo-Poderoso?
Alcançarás a perfeição daquele que é tão grandioso?
Mais alto que o céu, o que poderás fazer para atingir?
Mais profundo que o abismo, que poderás descobrir?
Sua medida é mais extensa que a terra e maior que o oceano,
Se Ele passa, prende e julga, quem poderá mudar Seu plano?

(estrofe 3)

Deus conhece os homens vãos e vê sua falsa intenção,
Observa a maldade escondida no fundo do coração;
O homem vazio pode parecer sábio aos próprios olhos,
Mas Deus conhece seus caminhos, seus desvios e seus escolhos.
Tu disseste: “Ele não verá”, mas ninguém se oculta de Seu olhar,
Pois quem conhece toda a humanidade sabe onde cada um está;
Por isso, prepara teu coração, estende a Deus tua mão,
E remove de tua casa a injustiça e toda transgressão.

(refrão)

Zofar fala de Deus como grandeza que ninguém pode medir,
Mas Jesus mostra que a grandeza também sabe servir;
Nem todo sofrimento prova pecado ou transgressão,
Nem toda censura ao aflito conduz à restauração.
Jesus acolhe o pecador sem esmagá-lo pela acusação,
E chama à mudança oferecendo misericórdia e perdão;
Conhecer a Deus não é somente temer Sua imensidão,
É aprender com Jesus o caminho do amor e da compaixão.

(refrão especial)

Tudo isto está na Bíblia, mas preste muita atenção:
O que for de maltratar o próximo, não é de Deus Revelação.
Se abençoar um só povo, não é do amor universal de Jesus,
Tudo diferente ao ensino dEle, nunca nos serve como luz.
O mundo todo é amado de Deus, Ele não ignora ninguém,
Cada credo O entende diferente, como entre nós ocorre também.
Sobre Bíblia e tudo no mundo, Ele é o melhor que Deus nos deu,
Diferindo Sua Palavra, dos acréscimos do que dEle se entendeu.

(estrofe 4)

Se preparares teu coração e estenderes a mão para o Senhor,
Se afastando a injustiça e não deres lugar ao temor,
Então levantarás teu rosto sem vergonha nem constrangimento,
Ficarás firme, sem medo, diante de qualquer sofrimento.
Esquecerás tuas dores, como águas que passaram pelo chão,
Teus dias serão mais claros que o brilho da manhã;
Tua esperança crescerá, ainda que exista escuridão,
E descansarás seguro, protegido de toda perturbação.

(estrofe 5)

Deitar-te-ás sem que alguém possa fazer-te estremecer,
Muitos procurarão teu favor e virão até ti para te conhecer;
Mas os olhos dos perversos se apagarão no seu caminho,
Sua esperança desaparecerá, deixando-os sem abrigo.
Para eles, fugir será inútil, não encontrarão direção,
E sua esperança será apenas o último sopro de sua mão;
Assim Zofar encerra sua fala, chamando Jó à conversão,
Prometendo-lhe segurança se abandonar toda transgressão.

(refrão)

Jesus também chama o ser humano à mudança interior,
Mas faz isso pelo caminho da misericórdia, da graça e do amor;
Não transforma a dor do outro em prova de condenação,
Nem usa o sofrimento alheio como arma de acusação.
Zofar oferece restauração mediante uma explicação moral,
Mas Jesus revela um amor que ultrapassa a lógica do bem material;
Quem procura Deus precisa também aprender a compreender,
Que amar, servir e perdoar é o caminho para viver.

(refrão especial)

Tudo isto está na Bíblia, mas preste muita atenção:
O que for de maltratar o próximo, não é de Deus Revelação.
Se abençoar um só povo, não é do amor universal de Jesus,
Tudo diferente ao ensino dEle, nunca nos serve como luz.
O mundo todo é amado de Deus, Ele não ignora ninguém,
Cada credo O entende diferente, como entre nós ocorre também.
Sobre Bíblia e tudo no mundo, Ele é o melhor que Deus nos deu,
Diferindo Sua Palavra, dos acréscimos do que dEle se entendeu.

COERÊNCIA COM JESUS E ACRÉSCIMO HUMANO

Em Jó 11, há elementos que podem dialogar com Jesus, especialmente o reconhecimento de que a realidade de Deus ultrapassa a compreensão humana, a valorização da sinceridade interior e o convite à transformação da própria conduta. A ideia de que o ser humano não conhece tudo e não pode colocar sua própria compreensão acima de toda sabedoria também é compatível com uma postura de humildade. Entretanto, Zofar utiliza essa verdade para transformar sua opinião sobre Deus em uma espécie de diagnóstico da situação de Jó: ele insinua que Jó é culpado, afirma que sua condição deveria ser ainda mais severa e apresenta a restauração como consequência de uma suposta correção moral. Isso não é coerente com Jesus quando usado para julgar alguém que sofre. Jesus não tratou a dor humana como prova automática de pecado e, em diversas situações, aproximou-se justamente daqueles que eram considerados culpados ou indignos pelos religiosos de seu tempo. O problema de Zofar não está em reconhecer a grandeza de Deus, mas em pretender conhecer exatamente a razão do sofrimento de Jó e usar essa pretensão para acusá-lo. Segundo o princípio adotado nesta leitura, só pode ser entendido como Revelação, vontade e Palavra de Deus aquilo que for coerente com Jesus, Seus ensinos e Suas vivências. Este é o único princípio absoluto para compreender o que seja inspiração divina, a verdadeira Palavra e a Vontade de Deus. Tudo aquilo que não for coerente com Jesus deve ser entendido como “Acréscimo Humano”, bem-intencionado ou não. Assim, a humildade diante do mistério divino, a busca de transformação e o abandono da injustiça podem encontrar sintonia com Jesus; porém, a acusação de que o sofrimento de Jó necessariamente resulta de culpa, a afirmação de que Deus o estaria castigando por seus pecados e a ideia de que a prosperidade seria uma prova segura de retidão precisam ser entendidas como Acréscimo Humano quando confrontadas com Jesus.

BIBLIOGRAFIA

HABEL, Norman C. The Book of Job: A Commentary. Philadelphia: Westminster Press, 1985.

HARTLEY, John E. The Book of Job. Grand Rapids: William B. Eerdmans Publishing Company, 1988.

ALTER, Robert. The Wisdom Books: Job, Proverbs, and Ecclesiastes: A Translation with Commentary. New York: W. W. Norton, 2010.

SEOW, C. L. Job 1–21: Interpretation and Commentary. Grand Rapids: William B. Eerdmans Publishing Company, 2013.

ASH, Christopher. Job: The Wisdom of the Cross. Downers Grove: IVP Academic, 2014.

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JÓ 12 - A SABEDORIA QUE DEUS REVELA
JÓ IRONIZA A SABEDORIA DE SEUS AMIGOS — Jó 12:1-6
A CRIAÇÃO TESTEMUNHA O PODER E A SABEDORIA DE DEUS — Jó 12:7-12
DEUS GOVERNA REIS, NAÇÕES E OS CAMINHOS HUMANOS — Jó 12:13-25


.

(estrofe 1)

Então Jó respondeu: “Sem dúvida, somente vós sois o povo sábio,
E convosco morrerá a sabedoria quando chegar o fim do vosso horário;
Mas também tenho entendimento, não sou inferior a ninguém,
Quem não conhece estas coisas que vós conheceis tão bem?
Tornei-me motivo de riso para meu amigo, embora eu clame ao Senhor,
E aquele que é justo e íntegro tornou-se desprezado na sua dor;
Aquele que está tranquilo despreza o infortúnio de quem perdeu o chão,
E prepara-se a queda para aquele cujo pé já vacila na aflição.

(estrofe 2)

As tendas dos destruidores prosperam, e vivem seguros os provocadores de Deus,
Pensando que a própria mão lhes trouxe aquilo que possuem nos dias seus;
Pergunta, porém, aos animais, e eles te ensinarão a compreender,
Aos pássaros dos céus, e eles poderão tua mente esclarecer.
Fala com a terra, e ela responderá; com os peixes do mar também,
Quem entre todas essas criaturas não sabe que a mão de Deus as sustém?
Em Sua mão está a vida de tudo aquilo que respira e se move,
E o espírito de toda humanidade é por Ele que se conserva e se promove.

(estrofe 3)

Não está a sabedoria entre os idosos, nem somente na longa idade,
Mas com Deus está a sabedoria e a força, o conselho e a capacidade;
Ele derruba, e ninguém consegue reconstruir Sua decisão,
Fecha diante do homem, e ninguém abre a porta em oposição.
Quando retém as águas, vem a seca sobre toda a região,
Quando as deixa correr, elas cobrem a terra em inundação;
Com Ele estão a força e o verdadeiro entendimento,
Ele conhece quem engana e também o coração do violento.

(refrão)

Jó reconhece que Deus é grande e conhece toda a criação,
Mas também percebe que a vida não cabe numa simples explicação;
Jesus ensina humildade, compaixão e atenção ao sofredor,
Não permite transformar a dor de alguém em sentença de acusador.
A sabedoria não pertence apenas à idade ou à posição,
Nem todo argumento religioso revela a verdade do coração;
Quem conhece a Deus precisa aprender, como Jesus ensinou,
Que a verdadeira grandeza está no amor que Ele demonstrou.

(refrão especial)

Tudo isto está na Bíblia, mas preste muita atenção:
O que for de maltratar o próximo, não é de Deus Revelação.
Se abençoar um só povo, não é do amor universal de Jesus,
Tudo diferente ao ensino dEle, nunca nos serve como luz.
O mundo todo é amado de Deus, Ele não ignora ninguém,
Cada credo O entende diferente, como entre nós ocorre também.
Sobre Bíblia e tudo no mundo, Ele é o melhor que Deus nos deu,
Diferindo Sua Palavra, dos acréscimos do que dEle se entendeu.

(estrofe 4)

Ele quebra a corrente dos reis e os leva sem poder,
Prende os governantes e os faz perder o próprio parecer;
Desata a língua dos oradores e tira dos anciãos o discernimento,
Derrama desprezo sobre nobres e afrouxa o cinto do valente.
Ele levanta o humilde e aumenta povos que pareciam pequenos,
E faz desaparecer nações, deixando seus caminhos menos plenos;
Tira o entendimento dos chefes da terra em sua condução,
E os faz andar às cegas, perdidos sem caminho ou direção.

(estrofe 5)

Eles apalpam como quem anda na noite, sem saber por onde passar,
Como bêbados cambaleantes, sem firmeza para caminhar;
Deus conhece os poderosos, mas também vê quem está no chão,
Não se deixa enganar pela aparência, pelo trono ou posição.
Revela o que está oculto, descobre aquilo que ninguém vê,
E transforma a força dos soberbos quando decide exercer Seu poder;
Diante dEle reis e povos podem subir ou desaparecer,
E a sabedoria humana reconhece que não controla o próprio viver.

(refrão)

Jesus também mostrou que ninguém deve confiar no próprio poder,
Pois quem quiser ser maior precisa aprender a servir e compreender;
Os grandes deste mundo não possuem diante de Deus superioridade,
E o valor de uma pessoa não depende de riqueza ou autoridade.
Jó olha para a criação e reconhece uma sabedoria maior,
Jesus olha para os pequenos e revela um amor ainda maior;
A sabedoria que vem de Deus não se mede pelo poder que alguém tem,
Mas pelo amor que transforma a vida e faz o bem.

(refrão especial)

Tudo isto está na Bíblia, mas preste muita atenção:
O que for de maltratar o próximo, não é de Deus Revelação.
Se abençoar um só povo, não é do amor universal de Jesus,
Tudo diferente ao ensino dEle, nunca nos serve como luz.
O mundo todo é amado de Deus, Ele não ignora ninguém,
Cada credo O entende diferente, como entre nós ocorre também.
Sobre Bíblia e tudo no mundo, Ele é o melhor que Deus nos deu,
Diferindo Sua Palavra, dos acréscimos do que dEle se entendeu.

COERÊNCIA COM JESUS E ACRÉSCIMO HUMANO

Em Jó 12, há significativa coerência com Jesus na crítica à arrogância humana, no reconhecimento de que a verdadeira sabedoria não pertence simplesmente aos poderosos, aos mais velhos ou aos que se consideram donos da verdade, e na percepção de que toda a criação participa de uma realidade maior que o ser humano. Jó também apresenta uma observação muito importante: pessoas violentas e injustas podem prosperar, enquanto alguém íntegro pode sofrer; portanto, a realidade não confirma automaticamente a teoria de seus amigos de que prosperidade significa aprovação divina e sofrimento significa culpa. Essa percepção prepara uma crítica muito próxima do modo como Jesus questionou diversas hierarquias religiosas e sociais. Entretanto, algumas afirmações do capítulo descrevem Deus como aquele que diretamente derruba reis, confunde líderes, destrói nações e determina unilateralmente os acontecimentos humanos. Dentro do princípio cristocêntrico adotado nesta série, essas imagens precisam ser lidas com cautela, pois não podem ser simplesmente transformadas em autorização divina para violência, opressão ou desprezo pelos povos. Jesus revelou um Deus que chama ao serviço, acolhe os pequenos, ama os inimigos e rejeita a lógica de dominar o próximo. Segundo o princípio adotado nesta leitura, só pode ser entendido como Revelação, vontade e Palavra de Deus aquilo que for coerente com Jesus, Seus ensinos e Suas vivências. Este é o único princípio absoluto para compreender o que seja inspiração divina, a verdadeira Palavra e a Vontade de Deus. Tudo aquilo que não for coerente com Jesus deve ser entendido como “Acréscimo Humano”, bem-intencionado ou não. Assim, a humildade diante da sabedoria, a crítica à soberba, a percepção de que riqueza e poder não são provas de superioridade espiritual e a valorização da criação encontram profunda sintonia com Jesus; já qualquer interpretação que utilize o poder atribuído a Deus para justificar violência, dominação ou destruição de seres humanos e povos deve ser considerada Acréscimo Humano quando confrontada com Seus ensinos e Sua vida.

BIBLIOGRAFIA

HABEL, Norman C. The Book of Job: A Commentary. Philadelphia: Westminster Press, 1985.

HARTLEY, John E. The Book of Job. Grand Rapids: William B. Eerdmans Publishing Company, 1988.

ALTER, Robert. The Wisdom Books: Job, Proverbs, and Ecclesiastes: A Translation with Commentary. New York: W. W. Norton, 2010.

SEOW, C. L. Job 1–21: Interpretation and Commentary. Grand Rapids: William B. Eerdmans Publishing Company, 2013.

ASH, Christopher. Job: The Wisdom of the Cross. Downers Grove: IVP Academic, 2014.

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JÓ 13 - EU QUERO FALAR COM DEUS
JÓ REJEITA A SABEDORIA DOS AMIGOS — Jó 13:1-12
JÓ DECIDE DEFENDER SUA CAUSA DIANTE DE DEUS — Jó 13:13-19
JÓ PEDE QUE DEUS MOSTRE SUA CULPA E AFASTE SEU SOFRIMENTO — Jó 13:20-28

TEXTO BÍBLICO
.
11 setembro 2026
Letra

.

(estrofe 1)

Meus olhos tudo viram, meus ouvidos já ouviram,
Compreendi essas coisas, e meus sentidos não mentiram;
O que vós sabeis, eu também sei, não sou inferior,
E desejo falar diretamente com o meu Criador.
Vós sois médicos que nada curam, conselheiros sem valor,
Quem dera vos calásseis, seria sinal de sabedoria e favor;
Se defendêsseis Deus com falsidade, seria grande erro,
E vossas palavras seriam como cinzas diante do Seu mistério.

(estrofe 2)

Escutai agora minha defesa e prestai atenção,
Não useis mentiras para proteger uma falsa explicação;
Seria bom que Deus vos examinasse como se examina o coração,
Será que conseguiríeis enganá-Lo com aparência e argumentação?
Ele certamente vos repreenderia, pois conhece a intenção,
Vossa parcialidade cairia diante de Sua visão;
Sua grandeza não precisa de discurso enganador,
E quem defende a Deus com mentira não Lhe presta verdadeiro favor.

(estrofe 3)

Calai-vos diante de mim, deixai-me falar e acontecer,
Depois venha sobre mim aquilo que tiver de sobrevir e suceder;
Por que deveria eu tomar minha carne entre os dentes,
E colocar minha vida em risco diante de dores tão pungentes?
Ainda que Ele me mate, nEle esperarei com confiança,
E diante dEle defenderei minha causa, conservando minha esperança;
Minha salvação está em apresentar-Lhe minha razão,
Pois o ímpio não permanecerá diante de Sua presença em vão.

(refrão)

Jó prefere falar com Deus a ouvir explicações sem verdade,
E Jesus também rejeita discursos que escondem a realidade;
A sinceridade diante de Deus não precisa de disfarce ou aparência,
A fé pode atravessar perguntas sem perder sua consciência.
Mais vale um coração ferido que procura a verdade com ardor,
Que uma palavra religiosa usada para encobrir a dor;
Jesus acolhe quem busca, quem pergunta e quer compreender,
Pois a verdade liberta quando nos ensina a viver.

(refrão especial)

Tudo isto está na Bíblia, mas preste muita atenção:
O que for de maltratar o próximo, não é de Deus Revelação.
Se abençoar um só povo, não é do amor universal de Jesus,
Tudo diferente ao ensino dEle, nunca nos serve como luz.
O mundo todo é amado de Deus, Ele não ignora ninguém,
Cada credo O entende diferente, como entre nós ocorre também.
Sobre Bíblia e tudo no mundo, Ele é o melhor que Deus nos deu,
Diferindo Sua Palavra, dos acréscimos do que dEle se entendeu.

(estrofe 4)

Só duas coisas peço, e então não me esconderei de Ti,
Afasta de mim Tua mão, para que eu possa falar daqui;
Não me assustes com Teu terror, nem me faças estremecer,
E depois chama-me, que responderei, disposto a Te responder.
Quantas são minhas iniquidades? Mostra-me meu pecado,
Faz-me conhecer minha culpa, se realmente estou condenado;
Por que escondes Teu rosto e me tratas como inimigo,
Como folha levada pelo vento ou palha perseguida pelo perigo?

(estrofe 5)

Escreves coisas amargas contra mim, aumentas minha punição,
E fazes-me carregar culpas que parecem sem explicação;
Colocas meus pés em cepos, vigias todos os meus caminhos,
E cercas minhas pegadas como quem controla meus espinhos.
O homem nasce frágil, como coisa que se desgasta e cai,
Como roupa consumida pela traça, que pouco a pouco se desfaz e sai;
Assim termina Jó seu clamor, diante do Deus que quer encontrar,
Pedindo compreensão para sua dor e espaço para argumentar.

(refrão)

Jesus não ensinou a esconder a verdade para parecer correto,
Nem chamou de fé a defesa de um discurso falso e incompleto;
Ele enfrentou hipocrisia, denunciou aparência e ostentação,
E colocou verdade e misericórdia acima da condenação.
Jó deseja ser ouvido sem que lhe imponham uma explicação,
Jesus também escuta o ser humano antes de emitir condenação;
Quem sofre precisa de presença, verdade e compaixão,
E não de discursos religiosos que aumentem sua aflição.

(refrão especial)

Tudo isto está na Bíblia, mas preste muita atenção:
O que for de maltratar o próximo, não é de Deus Revelação.
Se abençoar um só povo, não é do amor universal de Jesus,
Tudo diferente ao ensino dEle, nunca nos serve como luz.
O mundo todo é amado de Deus, Ele não ignora ninguém,
Cada credo O entende diferente, como entre nós ocorre também.
Sobre Bíblia e tudo no mundo, Ele é o melhor que Deus nos deu,
Diferindo Sua Palavra, dos acréscimos do que dEle se entendeu.

COERÊNCIA COM JESUS E ACRÉSCIMO HUMANO

Em Jó 13, há uma forte coerência com Jesus na rejeição da hipocrisia religiosa, na busca sincera pela verdade, na liberdade de questionar e na recusa de utilizar argumentos religiosos para defender uma imagem de Deus à custa da verdade humana. Jó percebe que seus amigos estão tentando explicar sua situação com discursos religiosos que, em vez de ajudá-lo, tornam sua dor ainda mais pesada. Sua afirmação de que prefere apresentar sua causa diretamente a Deus expressa uma confiança paradoxal: mesmo sofrendo e questionando, ele ainda considera possível procurar Deus e dialogar com Ele. Isso se aproxima do modo como Jesus confrontou os discursos religiosos que colocavam aparência, tradição e julgamento acima da misericórdia. Também é coerente com Jesus a rejeição da falsidade usada para defender Deus, pois uma verdade que precisa de mentira para ser sustentada deixa de corresponder ao caráter de Deus revelado por Jesus. Por outro lado, algumas imagens de Jó continuam apresentando Deus como alguém que deliberadamente o aterroriza, vigia seus passos, acumula acusações contra ele e o trata como inimigo. Essas descrições devem ser compreendidas como expressões da experiência e da angústia de Jó, e não automaticamente como revelação definitiva sobre Deus. Segundo o princípio adotado nesta leitura, só pode ser entendido como Revelação, vontade e Palavra de Deus aquilo que for coerente com Jesus, Seus ensinos e Suas vivências. Este é o único princípio absoluto para compreender o que seja inspiração divina, a verdadeira Palavra e a Vontade de Deus. Tudo aquilo que não for coerente com Jesus deve ser entendido como “Acréscimo Humano”, bem-intencionado ou não. Assim, a sinceridade de Jó, sua rejeição à mentira religiosa, sua busca direta pela verdade e seu desejo de ser ouvido encontram profunda sintonia com Jesus; já a representação de Deus como perseguidor, inimigo ou agente deliberado de terror precisa ser entendida como Acréscimo Humano quando confrontada com a vida, os ensinamentos e as vivências de Jesus.

BIBLIOGRAFIA

HABEL, Norman C. The Book of Job: A Commentary. Philadelphia: Westminster Press, 1985.

HARTLEY, John E. The Book of Job. Grand Rapids: William B. Eerdmans Publishing Company, 1988.

ALTER, Robert. The Wisdom Books: Job, Proverbs, and Ecclesiastes: A Translation with Commentary. New York: W. W. Norton, 2010.

SEOW, C. L. Job 1–21: Interpretation and Commentary. Grand Rapids: William B. Eerdmans Publishing Company, 2013.

ASH, Christopher. Job: The Wisdom of the Cross. Downers Grove: IVP Academic, 2014.

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JÓ 14 - A BREVIDADE DA VIDA

.

(estrofe 1)

O homem, nascido da mulher, vive poucos dias,
Sua vida é cheia de lutas, tristezas e agonias;
Como a flor, ele desponta e logo desaparece,
Como a sombra que passa, rapidamente se esmorece.

Sobre ele se abres teus olhos, para então julgá-lo,
E o levas ao teu tribunal, sem tempo para esperá-lo;
Quem poderá tirar o puro de um ser tão limitado?
Seus dias já foram contados, seu tempo determinado.

(estrofe 2)

Olha para uma árvore: se for cortada, ainda espera,
Pois pode brotar novamente, renovando a primavera;
Mesmo quando suas raízes envelhecem junto ao chão,
Ao cheiro das águas revive e lança novos ramos em ação.

Mas o homem, quando morre, fica sem forças e deitado,
Quando entrega o último suspiro, onde estará seu estado?
Assim como as águas passam e desaparecem do rio,
O homem dorme na terra, sem voltar ao mundo sombrio.

(estrofe 3)

Ah, se pudesses me esconder no lugar dos mortos,
Guardar-me até que passassem meus dias já tão curtos;
Se me pusesses em secreto e depois te lembrasses de mim,
Eu esperaria pela mudança, até chegar o meu fim.

Se morrer o homem, acaso poderá tornar a viver?
Esperaria todos os dias até a mudança acontecer;
Tu chamarias, e eu responderia, desejando então ouvir,
Pois desejarias a obra de tuas mãos novamente surgir.

(refrão)

Jesus ensina esperança, mas não condena o sofredor,
Não transforma sofrimento em prova de culpa ou rancor;
A vida pode ser breve, mas Deus conhece cada ser,
E o amor não abandona aquele que precisa viver.

Jó pergunta pela morte, procurando alguma explicação,
Jesus aponta o caminho do amor, da vida e compaixão;
Onde Jó enxerga silêncio, Jesus anuncia acolhimento,
E transforma a esperança em amor e relacionamento.

(refrão especial)

Tudo isto está na Bíblia, mas preste muita atenção:
O que for de maltratar o próximo, não é de Deus Revelação.
Se abençoar um só povo, não é do amor universal de Jesus,
Tudo diferente ao ensino dEle, nunca nos serve como luz.
O mundo todo é amado de Deus, Ele não ignora ninguém,
Cada credo O entende diferente, como entre nós ocorre também.
Sobre Bíblia e tudo no mundo, Ele é o melhor que Deus nos deu,
Diferindo Sua Palavra, dos acréscimos do que dEle se entendeu.

(estrofe 4)

Porque até uma árvore derrubada pode ter esperança,
Se a água lhe toca a raiz, novamente ela se lança;
Mas o homem, quando perece, onde poderá encontrar
Um caminho para voltar, depois de sua casa abandonar?

Enquanto os céus permanecerem e a terra tiver seu lugar,
O homem não despertará, nem de seu sono voltará;
Até que os céus desapareçam e o tempo chegue ao fim,
Não despertará do sono, nem regressará para mim.

(estrofe 5)

Tu o vencerias para sempre, e ele então partiria,
Mudarias seu rosto e o mandarias para a moradia;
Seus filhos recebem honra, mas ele já não sabe,
Seus filhos perdem valor, mas ele não o percebe nem sabe.

Seu corpo sente apenas sua própria enfermidade,
Sua alma lamenta em silêncio sua profunda fragilidade;
Assim termina o homem, limitado em sua existência,
Entre a dor que permanece e a silenciosa ausência.

(refrão)

Jó vê a vida como a flor que seca no terreno,
Como a sombra que desaparece e o tempo leva sereno;
Mas sua pergunta permanece diante do Criador,
Se existe esperança além da morte e além da dor.

Jesus não confirma que Deus seja autor da aflição,
Nem transforma a fragilidade humana em condenação;
Ele acolhe os pequenos e proclama a vida com amor,
Revelando um Deus que chama para perto o sofredor.

(refrão especial)

Tudo isto está na Bíblia, mas preste muita atenção:
O que for de maltratar o próximo, não é de Deus Revelação.
Se abençoar um só povo, não é do amor universal de Jesus,
Tudo diferente ao ensino dEle, nunca nos serve como luz.
O mundo todo é amado de Deus, Ele não ignora ninguém,
Cada credo O entende diferente, como entre nós ocorre também.
Sobre Bíblia e tudo no mundo, Ele é o melhor que Deus nos deu,
Diferindo Sua Palavra, dos acréscimos do que dEle se entendeu.

COERÊNCIA COM JESUS E ACRÉSCIMO HUMANO

Jó 14 é coerente com Jesus sobretudo na honestidade diante da fragilidade humana, na percepção de que a existência é limitada, na expressão sincera da dor e na busca de esperança diante da morte. A imagem da árvore que pode renascer e a pergunta sobre uma possível renovação da vida revelam uma inquietação humana profunda diante da finitude. Também é coerente com Jesus não aceitar respostas superficiais para o sofrimento, pois Jesus não ensinou que a dor de uma pessoa seja prova automática de sua culpa. Entretanto, as imagens de Deus como alguém que vigia, julga, destrói ou mantém o ser humano sob uma espécie de perseguição não podem ser tomadas, segundo o princípio desta leitura, como revelação definitiva sobre quem Deus é, porque não correspondem à vida, aos ensinos e à maneira de Jesus tratar as pessoas. Assim, somente aquilo que for coerente com Jesus, Seus ensinos e Suas vivências pode ser entendido como Revelação, vontade e Palavra de Deus. Este é o único princípio absoluto para discernir o que seja verdadeira inspiração divina, verdadeira Palavra e verdadeira Vontade de Deus. Tudo aquilo que não for coerente com Jesus deve ser compreendido como “Acréscimo Humano”, tenha sido produzido de maneira bem-intencionada ou não. Em Jó 14, portanto, a pergunta humana permanece como expressão legítima de busca, enquanto determinadas concepções sobre Deus precisam ser reinterpretadas à luz de Jesus.

BIBLIOGRAFIA

ALTER, Robert. The Wisdom Books: Job, Proverbs, and Ecclesiastes: A Translation with Commentary. 2010.

HARTLEY, John E. The Book of Job. 1988.

SEOW, C. L. Job 1–21: Interpretation and Commentary. 2013.

ASH, Christopher. Job: The Wisdom of the Cross. 2014.

CLINES, David J. A. Job 1–20. Word Biblical Commentary, Volume 17. 1989.

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JÓ 15 - A ACUSAÇÃO DE ELIFAZ
ELIFAZ REPREENDE JÓ — Jó 15:1-16
O DESTINO DO ÍMPIO — Jó 15:17-26
A RUÍNA DO ÍMPIO — Jó 15:27-35

TEXTO BÍBLICO
.
13 setembro 2026
Letra

.

(estrofe 1)

Elifaz então responde: “O sábio falaria assim?
Encheria o peito de vento, sem proveito para si?
Usaria palavras inúteis, argumentos sem razão,
E discursos que não trazem nenhuma edificação?

Tu destróis o temor e reduzes a oração,
Tua boca te condena, revelando tua posição;
Tua própria língua testemunha contra o teu falar,
E teus lábios, com astúcia, parecem te acusar.”

(estrofe 2)

Não são teus pecados que diante de ti estão?
Não conheces os antigos, os que tiveram tradição?
Por que teu coração te arrasta para a presunção,
E teus olhos ainda brilham de tamanha exaltação?

Que és tu para rejeitares toda a sabedoria antiga?
Que sabes que não saibamos? Que verdade te abriga?
Entre nós também existem cabelos brancos e idade,
E a experiência acumulada de uma longa caminhada.

(estrofe 3)

Escuta o que te direi, pois conheço a situação,
O sábio observa os caminhos da geração;
Desde os antigos tempos, desde quando a terra nasceu,
O que nossos pais aprenderam, isso o homem recebeu.

O ímpio vive aflito, todos os dias em temor,
O som do terror ressoa mesmo quando não há rumor;
Na prosperidade, sua vida não encontra segurança,
E espera pela espada, sem conhecer confiança.

(refrão)

Elifaz vê no sofrimento a prova de transgressão,
Mas Jesus não condena o aflito por sua aflição;
Nem toda dor revela culpa, nem toda perda punição,
O Pai procura misericórdia, não acusação.

Jesus confronta julgamentos feitos sem compaixão,
E acolhe quem sofre sem lançar condenação;
A verdade precisa unir justiça, graça e amor,
Pois Deus não se revela pela crueldade ou terror.

(refrão especial)

Tudo isto está na Bíblia, mas preste muita atenção:
O que for de maltratar o próximo, não é de Deus Revelação.
Se abençoar um só povo, não é do amor universal de Jesus,
Tudo diferente ao ensino dEle, nunca nos serve como luz.
O mundo todo é amado de Deus, Ele não ignora ninguém,
Cada credo O entende diferente, como entre nós ocorre também.
Sobre Bíblia e tudo no mundo, Ele é o melhor que Deus nos deu,
Diferindo Sua Palavra, dos acréscimos do que dEle se entendeu.

(estrofe 4)

Ele sabe que a escuridão o cerca em toda direção,
A angústia o aperta e o domina dentro do coração;
O ímpio estende sua mão contra o próprio Criador,
E corre contra o Todo-Poderoso com arrogância e furor.

Corre com o pescoço rígido, protegido por sua gordura,
Confia em suas riquezas e se esconde na própria armadura;
Sua habitação se cobre de ouro e de prosperidade,
Mas nenhuma riqueza o livra da sua fragilidade.

(estrofe 5)

Não ficará rico para sempre, sua fortuna cessará,
Sua sombra sobre a terra pouco tempo durará;
Não escapará das trevas quem vive na falsidade,
E sua própria boca produzirá a sua calamidade.

Concebe sofrimento, gera maldade e prepara engano,
Seu coração fabrica astúcia e planeja dano;
Assim termina o caminho daquele que abandona a verdade,
Colhendo a própria corrupção no curso da sua iniquidade.

(refrão)

Elifaz fala de um Deus que pesa o mal com rigor,
E vê na desgraça do homem o retorno do seu labor;
Mas Jesus mostra um Pai que acolhe o arrependido,
E procura restaurar quem se encontra ferido.

Não cabe ao discípulo transformar dor em acusação,
Nem usar a religião para ferir um coração;
Jesus chama ao perdão, à misericórdia e à paz,
E ensina que amar o próximo é o caminho que satisfaz.

(refrão especial)

Tudo isto está na Bíblia, mas preste muita atenção:
O que for de maltratar o próximo, não é de Deus Revelação.
Se abençoar um só povo, não é do amor universal de Jesus,
Tudo diferente ao ensino dEle, nunca nos serve como luz.
O mundo todo é amado de Deus, Ele não ignora ninguém,
Cada credo O entende diferente, como entre nós ocorre também.
Sobre Bíblia e tudo no mundo, Ele é o melhor que Deus nos deu,
Diferindo Sua Palavra, dos acréscimos do que dEle se entendeu.

COERÊNCIA COM JESUS E ACRÉSCIMO HUMANO

Em Jó 15, há elementos coerentes com Jesus na valorização da sabedoria, na advertência contra a arrogância e na percepção de que a injustiça pode produzir consequências destrutivas na própria vida humana. Entretanto, a argumentação de Elifaz permanece problemática porque novamente transforma o sofrimento em indício de culpa e apresenta uma explicação rígida para a condição do sofredor. Essa lógica não corresponde ao ensino e à vida de Jesus, que rejeitou a associação automática entre sofrimento e pecado, acolheu pessoas julgadas pelos religiosos e colocou a misericórdia acima da condenação. Portanto, segundo o princípio adotado nesta leitura, somente aquilo que for coerente com Jesus, Seus ensinos e Suas vivências pode ser entendido como Revelação, vontade e Palavra de Deus. Este é o único princípio absoluto para discernir a inspiração divina, a verdadeira Palavra e a verdadeira Vontade de Deus. Tudo aquilo que não for coerente com Jesus deve ser entendido como “Acréscimo Humano”, bem-intencionado ou não. Em Jó 15, a crítica à arrogância pode ser aproveitada, mas a certeza de Elifaz sobre a culpa do sofredor não deve ser confundida com uma revelação definitiva de Deus.

BIBLIOGRAFIA

CLINES, David J. A. Job 1–20. Word Biblical Commentary, Volume 17. 1989.

GUZIK, David. Job 15: Eliphaz’s Second Speech. Enduring Word. 2018.

HABEL, Norman C. The Book of Job: A Commentary. 1985.

KLINE, Jonathan. Job and the Human Condition. 2016.

TOWNER, W. Sibley. The Book of Job: A Commentary. 2019.

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JÓ 16 - MEU TESTEMUNHO ESTÁ NOS CÉUS
JÓ REJEITA O CONSOLADOR — Jó 16:1-5
A AFLIÇÃO DE JÓ — Jó 16:6-17
A TESTEMUNHA NOS CÉUS — Jó 16:18-22

TEXTO BÍBLICO
.
14 setembro 2026
Letra

.

(estrofe 1)

Jó respondeu dizendo: “Já ouvi muitas coisas,
Vocês todos são consoladores de palavras dolorosas;
Eu também poderia falar como vocês estão falando,
Se estivessem em meu lugar, palavras contra vocês lançando.

Eu poderia fortalecer-vos com a minha boca,
E meus lábios poderiam aliviar vossa angústia tão louca;
Mas agora, se falo, minha dor não diminui,
E se me calo, também minha aflição não se retrai.”

(estrofe 2)

Minha tristeza não me deixa descansar,
E Tu me esmagas, fazendo minha força se quebrar;
Levantas-me e me lanças contra o vento furioso,
Fazes-me sofrer, deixando meu corpo doloroso.

Minha magreza se tornou testemunha contra mim,
Minha face se cobre de tristeza até o fim;
Sua ira me despedaça e contra mim range os dentes,
Meu adversário afia os olhos e me cerca entre os viventes.

(estrofe 3)

Os homens abrem a boca contra mim com zombaria,
Ferem meu rosto e juntos me cercam em agonia;
Deus me entrega ao perverso e me lança nas mãos do mau,
Eu estava tranquilo, mas Ele me despedaçou sem igual.

Pegou-me pelo pescoço e me sacudiu com violência,
Colocou-me como alvo diante de Sua presença;
Seus flecheiros me cercam, atravessando meu interior,
Derramam minha bílis na terra e multiplicam minha dor.

(refrão)

Jó sofre e não encontra nos amigos consolação,
Seu coração procura testemunha diante da acusação;
Jesus acolhe o ferido, sem desprezar seu clamor,
E não responde à angústia com censura ou rigor.

A dor pode gritar quando faltam explicações,
E Deus não precisa de mentiras para receber orações;
Jesus ensina sinceridade, misericórdia e perdão,
E jamais transforma o sofrimento em simples condenação.

(refrão especial)

Tudo isto está na Bíblia, mas preste muita atenção:
O que for de maltratar o próximo, não é de Deus Revelação.
Se abençoar um só povo, não é do amor universal de Jesus,
Tudo diferente ao ensino dEle, nunca nos serve como luz.
O mundo todo é amado de Deus, Ele não ignora ninguém,
Cada credo O entende diferente, como entre nós ocorre também.
Sobre Bíblia e tudo no mundo, Ele é o melhor que Deus nos deu,
Diferindo Sua Palavra, dos acréscimos do que dEle se entendeu.

(estrofe 4)

Costurou-me de saco sobre a pele em lamentação,
Minha força se derramou como água pelo chão;
Meu rosto está vermelho de tanto chorar,
E sobre minhas pálpebras permanece a sombra do pesar.

Mesmo sem violência em minhas mãos, há testemunha,
E minha oração permanece pura, sem nenhuma artimanha;
Ó terra, não cubras meu sangue derramado,
E não haja lugar para esconder meu grito angustiado.

(estrofe 5)

Ainda agora minha testemunha está nos altos céus,
E meu defensor está nas alturas diante de Deus;
Meus olhos derramam lágrimas diante do Senhor,
Enquanto alguém discute por mim perante o Criador.

Que entre Deus e o homem exista um julgador,
Como há entre amigos quando se procura defensor;
Porque poucos anos passarão, e eu seguirei meu caminho,
Por uma estrada sem retorno, caminhando sozinho.

(refrão)

Jó ergue os olhos aos céus procurando um defensor,
Quer alguém que apresente sua causa ao Criador;
Jesus se aproxima de quem carrega sua aflição,
E oferece graça, verdade, cuidado e reconciliação.

A sinceridade de Jó encontra espaço no coração,
Mas sua visão de Deus está marcada pela opressão;
Jesus revela Deus pelo amor vivido até o fim,
E mostra que o Pai não abandona quem clama assim.

(refrão especial)

Tudo isto está na Bíblia, mas preste muita atenção:
O que for de maltratar o próximo, não é de Deus Revelação.
Se abençoar um só povo, não é do amor universal de Jesus,
Tudo diferente ao ensino dEle, nunca nos serve como luz.
O mundo todo é amado de Deus, Ele não ignora ninguém,
Cada credo O entende diferente, como entre nós ocorre também.
Sobre Bíblia e tudo no mundo, Ele é o melhor que Deus nos deu,
Diferindo Sua Palavra, dos acréscimos do que dEle se entendeu.

COERÊNCIA COM JESUS E ACRÉSCIMO HUMANO

Jó 16 apresenta forte coerência com Jesus na honestidade diante da dor, na rejeição de discursos religiosos que apenas aumentam o sofrimento e na necessidade de uma presença que verdadeiramente console, em vez de acusar. Jó também expressa a esperança de que sua causa seja conhecida e que exista alguém capaz de testemunhar por ele, o que se aproxima, nesta leitura, da dimensão de Jesus como aquele que acolhe, defende, reconcilia e se coloca ao lado dos vulneráveis. Por outro lado, as descrições de Deus como aquele que despedaça, entrega ao perverso, ataca e lança flechas contra o ser humano não são coerentes com a vida e os ensinos de Jesus quando tomadas como descrição definitiva de Deus; devem, portanto, ser compreendidas como a percepção de Jó em meio à sua experiência extrema de sofrimento. Assim, somente aquilo que for coerente com Jesus, Seus ensinos e Suas vivências pode ser entendido como Revelação, vontade e Palavra de Deus. Este é o único princípio absoluto para compreender a inspiração divina, a verdadeira Palavra e a verdadeira Vontade de Deus. Tudo aquilo que não for coerente com Jesus deve ser entendido como “Acréscimo Humano”, bem-intencionado ou não. Em Jó 16, portanto, o grito sincero do sofredor pode ser acolhido, enquanto a imagem de Deus como agente direto da destruição precisa ser submetida ao critério definitivo de Jesus.

BIBLIOGRAFIA

BALENTINE, Samuel E. Job. Smyth & Helwys Bible Commentary. 2006.

GREENSTEIN, Edward L. Job: A New Translation. 2019.

GOOD, Edwin M. In Turns of Tempest: A Reading of Job, with a Translation. 1990.

KLINE, Jonathan. Job and the Human Condition. 2016.

NEWSOM, Carol A. The Book of Job: A Contest of Moral Imaginations. 2003.


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JÓ 17 - ONDE ESTÁ MINHA ESPERANÇA?
JÓ DIANTE DA MORTE — Jó 17:1-2
A CEGUEIRA DOS QUE O ACUSAM — Jó 17:3-9
A ESPERANÇA QUE DESAPARECE — Jó 17:10-16

TEXTO BÍBLICO
.
15 setembro 2026
Letra

.

(estrofe 1)

Meu espírito está quebrado, meus dias já se vão,
A sepultura me espera, tão próxima da minha mão;
Certamente há zombadores junto de mim,
E meus olhos permanecem entre eles até o fim.

Dá-me uma garantia, responde por mim,
Quem mais poderia apertar minha mão assim?
Tu fechaste o entendimento de quem me acusa,
E seus próprios olhos a verdade recusam.

(estrofe 2)

Fizeste de mim motivo de reprovação entre os povos,
E tornei-me alguém desprezado diante de muitos olhos;
Meus olhos se enfraquecem de tanta aflição,
Meu corpo se torna apenas sombra e lamentação.

Os justos ficam admirados com minha situação,
E o inocente se levanta contra a impiedade em oposição;
Mas o justo permanece firme em seu caminho,
E quem tem mãos puras cresce ainda mais sozinho.

(estrofe 3)

Voltai, então, todos vós, e não encontrarei sábio entre vós,
Minha esperança se desfaz diante dos meus olhos;
Meus dias passaram, meus planos foram quebrados,
E os desejos do meu coração ficaram despedaçados.

Transformaram a noite em dia diante da minha visão,
E dizem que a luz está perto, vencendo a escuridão;
Se espero pela sepultura como minha habitação,
E nas trevas preparo meu leito e minha morada então.

(refrão)

Jesus conhece o cansado, o abatido e o sofredor,
Não aumenta sua ferida com palavras de acusador;
Ele oferece presença quando a esperança se desfaz,
E ao coração ferido anuncia consolo e paz.

Jó pergunta onde está sua esperança e seu amanhã,
Jesus acolhe quem chora e não exige uma fé vã;
A vida pode escurecer como noite sem luar,
Mas o amor de Deus permanece a iluminar.

(refrão especial)

Tudo isto está na Bíblia, mas preste muita atenção:
O que for de maltratar o próximo, não é de Deus Revelação.
Se abençoar um só povo, não é do amor universal de Jesus,
Tudo diferente ao ensino dEle, nunca nos serve como luz.
O mundo todo é amado de Deus, Ele não ignora ninguém,
Cada credo O entende diferente, como entre nós ocorre também.
Sobre Bíblia e tudo no mundo, Ele é o melhor que Deus nos deu,
Diferindo Sua Palavra, dos acréscimos do que dEle se entendeu.

(estrofe 4)

Onde está agora minha esperança? Quem poderá encontrá-la?
Minha esperança desceu à sepultura, quem poderá contemplá-la?
Acaso descerá comigo às portas da morte,
Quando juntos encontrarmos repouso e destino sem retorno?

Meus amigos não compreendem minha situação,
Suas palavras não conseguem alcançar meu coração;
Diante de tanta dor, minha força se consome,
E a esperança parece fugir quando a noite me toma.

(estrofe 5)

Minha esperança está com aqueles que descem ao pó,
E meu descanso será na terra, sozinho e só;
Se disser à corrupção: “Tu és meu pai”,
E ao verme: “Tu és minha mãe”, que esperança me traz?

Onde estará então minha esperança, onde estará minha confiança?
Descerão comigo ao pó, ou haverá alguma mudança?
Ambas repousarão comigo no chão,
E ali encontrarei descanso em minha aflição.

(refrão)

Jó contempla a própria vida como chama quase apagada,
Com a esperança escondida sob a noite pesada;
Mas Jesus não despreza quem perdeu sua direção,
Nem transforma a fraqueza em culpa ou condenação.

Onde Jó enxerga o túmulo como último destino,
Jesus revela acolhimento no caminho peregrino;
A dor de Jó é real, mas Deus não é seu opressor,
Pois Jesus revela o Pai como fonte de vida e amor.

(refrão especial)

Tudo isto está na Bíblia, mas preste muita atenção:
O que for de maltratar o próximo, não é de Deus Revelação.
Se abençoar um só povo, não é do amor universal de Jesus,
Tudo diferente ao ensino dEle, nunca nos serve como luz.
O mundo todo é amado de Deus, Ele não ignora ninguém,
Cada credo O entende diferente, como entre nós ocorre também.
Sobre Bíblia e tudo no mundo, Ele é o melhor que Deus nos deu,
Diferindo Sua Palavra, dos acréscimos do que dEle se entendeu.

COERÊNCIA COM JESUS E ACRÉSCIMO HUMANO

Jó 17 apresenta forte coerência com Jesus na sinceridade de Jó diante da própria fragilidade, na dor provocada pela incompreensão dos outros e, sobretudo, na recusa de respostas religiosas superficiais para uma situação de sofrimento profundo. A Bíblia registra aqui um homem que não consegue enxergar saída e que expressa abertamente sua sensação de abandono, algo que Jesus também acolhe ao se aproximar dos que choram, dos cansados e dos marginalizados. O que não é coerente com Jesus é tomar como verdade definitiva a imagem de Deus como aquele que fecha o entendimento dos outros, transforma alguém em objeto de reprovação ou conduz deliberadamente o sofredor à destruição. Essas imagens devem ser compreendidas como percepções de Jó em sua experiência de sofrimento, e não como descrição absoluta de Deus. Segundo o princípio adotado nesta leitura, somente aquilo que for coerente com Jesus, Seus ensinos e Suas vivências pode ser entendido como Revelação, vontade e Palavra de Deus. Este é o único princípio absoluto para compreender o que seja inspiração divina, a verdadeira Palavra e a verdadeira Vontade de Deus. Tudo que não for coerente com Jesus deve ser entendido como “Acréscimo Humano”, bem-intencionado ou não. Assim, a honestidade de Jó diante da dor pode ser recebida como expressão humana autêntica, enquanto determinadas concepções sobre Deus precisam ser submetidas ao critério definitivo revelado em Jesus.

BIBLIOGRAFIA

ALTER, Robert. The Wisdom Books: Job, Proverbs, and Ecclesiastes: A Translation with Commentary. 2010.

BALENTINE, Samuel E. Job. Smyth & Helwys Bible Commentary. 2006.

GOOD, Edwin M. In Turns of Tempest: A Reading of Job, with a Translation. 1990.

NEWSOM, Carol A. The Book of Job: A Contest of Moral Imaginations. 2003.

SEOW, C. L. Job 1–21: Interpretation and Commentary. 2013.


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JÓ 18 - O DESTINO DO ÍMPIO
BILDADE REPREENDE JÓ — Jó 18:1-4
A LUZ DO ÍMPIO SE APAGA — Jó 18:5-10
O ÍMPIO É ATINGIDO PELO TEMOR — Jó 18:11-16
A MEMÓRIA DO ÍMPIO DESAPARECE — Jó 18:17-21

TEXTO BÍBLICO
.
16 setembro 2026
Letra

.

(estrofe 1)

Então Bildade respondeu, tomando novamente a palavra,
“Até quando falarás? Considera e então fala;
Por que somos tratados como animais diante de ti?
Pensa, e depois disso responderemos aqui.

Por que somos tidos como feras em tua visão,
E rasgas tua própria alma em tua indignação?
Se tu mesmo te feres por causa da tua ira,
Acaso por tua causa a terra se retiraria?”

(estrofe 2)

A luz do perverso certamente se apagará,
E nenhuma chama em sua tenda brilhará;
Sua luz escurecerá dentro de sua morada,
E sua lâmpada sobre ele ficará apagada.

Seus passos ficarão presos pela própria armadilha,
E caminhará sobre a rede que sua mão compartilha;
Uma corda escondida o apanhará pelo calcanhar,
E um laço preparado o fará tropeçar.

(estrofe 3)

O terror virá sobre ele de todos os lados,
E seus passos serão perseguidos e apertados;
Sua força será consumida pela própria fome,
E a calamidade ao seu lado sempre se assome.

Sua pele será devorada pela enfermidade,
E a morte consumirá sua antiga prosperidade;
Será arrancado de sua tenda, sem segurança,
E conduzido ao rei dos terrores, sem esperança.

(refrão)

Bildade vê no sofrimento a sentença do transgressor,
Como se toda desgraça revelasse o seu interior;
Mas Jesus não condena quem sofre pela sua dor,
Nem chama o aflito de culpado diante do Senhor.

A queda do perverso pode ser uma advertência humana,
Mas não explica toda aflição de forma soberana;
Jesus chama à misericórdia, ao cuidado e ao perdão,
E não transforma sofrimento em prova de condenação.

(refrão especial)

Tudo isto está na Bíblia, mas preste muita atenção:
O que for de maltratar o próximo, não é de Deus Revelação.
Se abençoar um só povo, não é do amor universal de Jesus,
Tudo diferente ao ensino dEle, nunca nos serve como luz.
O mundo todo é amado de Deus, Ele não ignora ninguém,
Cada credo O entende diferente, como entre nós ocorre também.
Sobre Bíblia e tudo no mundo, Ele é o melhor que Deus nos deu,
Diferindo Sua Palavra, dos acréscimos do que dEle se entendeu.

(estrofe 4)

De sua tenda será arrancada a confiança,
E o enxofre queimará onde antes havia esperança;
Suas raízes secarão por baixo do chão,
E acima seus ramos murcharão.

Sua memória desaparecerá da terra,
E seu nome não será lembrado onde a vida encerra;
Será empurrado da luz para a escuridão,
E expulso do mundo, sem nome na geração.

(estrofe 5)

Não terá descendente entre o seu povo,
Nem sobrevivente em sua morada de novo;
Os que vierem depois ficarão admirados,
E os antigos serão tomados de espanto diante dos fatos.

Assim são as moradas de quem pratica maldade,
Assim termina o lugar de quem não conhece a verdade;
Bildade encerra seu discurso com severa conclusão,
Dizendo que esse é o destino de quem rejeita a compreensão.

(refrão)

A fala de Bildade descreve trevas, medo e destruição,
E atribui ao ímpio toda essa condenação;
Mas Jesus não ensinou que a dor identifica o pecador,
Nem que a desgraça seja sempre medida do seu valor.

Jesus acolhe o pequeno, o pobre e o rejeitado,
E não deixa o sofrimento ser usado como pecado;
Sua vida revela misericórdia acima da acusação,
E coloca o amor ao próximo como verdadeira direção.

(refrão especial)

Tudo isto está na Bíblia, mas preste muita atenção:
O que for de maltratar o próximo, não é de Deus Revelação.
Se abençoar um só povo, não é do amor universal de Jesus,
Tudo diferente ao ensino dEle, nunca nos serve como luz.
O mundo todo é amado de Deus, Ele não ignora ninguém,
Cada credo O entende diferente, como entre nós ocorre também.
Sobre Bíblia e tudo no mundo, Ele é o melhor que Deus nos deu,
Diferindo Sua Palavra, dos acréscimos do que dEle se entendeu.

COERÊNCIA COM JESUS E ACRÉSCIMO HUMANO

Em Jó 18, há algum conteúdo compatível com Jesus na percepção de que escolhas destrutivas podem trazer consequências e de que a prática do mal não deve ser tratada como algo indiferente. Porém, o argumento central de Bildade não é coerente com Jesus porque transforma a desgraça do indivíduo em evidência de sua perversidade e descreve a ruína do sofredor como se fosse necessariamente uma sentença divina. O próprio livro de Jó coloca essa interpretação em tensão, pois o sofrimento de Jó não pode ser simplesmente explicado pela acusação dos amigos. Jesus também rejeita a associação automática entre sofrimento e culpa e desloca a atenção religiosa da condenação para a misericórdia, do julgamento precipitado para o cuidado com o próximo. Segundo o princípio adotado nesta leitura, somente aquilo que for coerente com Jesus, Seus ensinos e Suas vivências pode ser entendido como Revelação, vontade e Palavra de Deus. Este é o único princípio absoluto para compreender a inspiração divina, a verdadeira Palavra e a verdadeira Vontade de Deus. Tudo aquilo que não for coerente com Jesus deve ser entendido como “Acréscimo Humano”, bem-intencionado ou não. Assim, a advertência contra a prática do mal pode ser aproveitada, mas a explicação de Bildade sobre o sofrimento como prova de culpa precisa ser reconhecida como uma interpretação humana que não corresponde plenamente ao rosto de Deus revelado em Jesus.

BIBLIOGRAFIA

CLINES, David J. A. Job 1–20. Word Biblical Commentary, Volume 17. 1989.

HARTLEY, John E. The Book of Job. New International Commentary on the Old Testament. 1988.

HABEL, Norman C. The Book of Job: A Commentary. The Old Testament Library. 1985.

NEWSOM, Carol A. The Book of Job: A Contest of Moral Imaginations. 2003.

SEOW, C. L. Job 1–21: Interpretation and Commentary. 2013.


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JÓ 19 - EU SEI QUE O MEU REDENTOR VIVE
JÓ RECLAMA DA CRUELDADE DOS AMIGOS — Jó 19:1-6
JÓ SE SENTE ABANDONADO POR DEUS E PELOS HOMENS — Jó 19:7-22
A ESPERANÇA NO REDENTOR — Jó 19:23-27
O ALERTA AOS QUE O ACUSAM — Jó 19:28-29

TEXTO BÍBLICO
.
17 setembro 2026
Letra

.

(estrofe 1)

Até quando afligireis minha alma e me esmagareis com palavras?
Já me repreendestes tantas vezes, ferindo minhas entranhas;
Se errei, acaso meu erro não permanece somente comigo?
E se realmente me enganei, por que me tratais como inimigo?

Se pensais que Deus me fez sofrer por meu pecado,
E que por minha culpa fui por Ele abandonado,
Sabei que foi Deus quem cercou meu caminho de obstáculos,
E lançou sobre minhas veredas tantos embaraços.

(estrofe 2)

Clamo: “Violência!”, mas ninguém me dá resposta,
Grito por socorro, mas nenhuma porta se mostra;
Ele fechou meu caminho, e não posso atravessar,
Cobriu minhas veredas, e não consigo avançar.

Minha honra Ele tirou, minha coroa derrubou,
Arrancou minha esperança e meu caminho fechou;
Rasgou-me de todos os lados, e nada pude fazer,
E minha esperança desapareceu como árvore a morrer.

(estrofe 3)

Meus irmãos se afastaram, meus conhecidos me abandonaram,
Os que me conheciam esqueceram-se e me deixaram;
Meus parentes se retiraram, meus amigos me esqueceram,
Os moradores da minha casa, até meus servos, não me reconheceram.

Chamo meu servo, mas ele não responde à minha voz,
Minha mulher sente repulsa, meus irmãos se afastam de nós;
Até as crianças me desprezam quando me veem passar,
E meus amigos íntimos já não querem me escutar.

(refrão)

Jó sofre abandono, mas sua esperança não morreu,
Mesmo cercado de dor, declara: “Meu Redentor viveu”;
Jesus acolhe o abandonado e o que perdeu seu lugar,
E mostra que o amor de Deus não deixa de alcançar.

A dor de Jó pede justiça, consolo e compreensão,
E Jesus responde com misericórdia ao coração;
Não cabe aos amigos aumentar a ferida do sofredor,
Pois a vida de Jesus revela proximidade, cuidado e amor.

(refrão especial)

Tudo isto está na Bíblia, mas preste muita atenção:
O que for de maltratar o próximo, não é de Deus Revelação.
Se abençoar um só povo, não é do amor universal de Jesus,
Tudo diferente ao ensino dEle, nunca nos serve como luz.
O mundo todo é amado de Deus, Ele não ignora ninguém,
Cada credo O entende diferente, como entre nós ocorre também.
Sobre Bíblia e tudo no mundo, Ele é o melhor que Deus nos deu,
Diferindo Sua Palavra, dos acréscimos do que dEle se entendeu.

(estrofe 4)

Tende compaixão de mim, amigos, compadecei-vos enfim,
Pois a mão de Deus me tocou e me feriu assim;
Por que me perseguis como Deus já me perseguiu,
E não vos satisfazeis com a dor que me atingiu?

Ah, se minhas palavras fossem agora registradas,
Escritas num livro, para sempre conservadas;
Com ferro e chumbo gravadas sobre a pedra ficariam,
Para que depois de minha morte ainda testemunhariam.

(estrofe 5)

Eu sei que o meu Redentor vive e por fim se levantará,
Sobre a terra, depois de tudo, Ele se manifestará;
Depois de destruída esta minha pele, ainda assim,
Em minha carne verei a Deus, quando chegar o meu fim.

Eu mesmo O verei, meus olhos O contemplarão,
E não será um estranho para o meu coração;
Meu interior desfalece esperando essa visão,
E vós que me perseguis, temei a espada da punição.

(refrão)

“Meu Redentor vive”: eis o clamor que atravessa a escuridão,
Uma esperança que resiste mesmo em meio à aflição;
Jesus revela um Deus que se aproxima de quem chorou,
E não abandona aquele que a vida feriu e derrubou.

Jó quer que sua palavra permaneça como testemunho,
Jesus também valoriza a verdade e rejeita o falso orgulho;
E diante de quem sofre, em vez de lançar acusação,
Ele oferece misericórdia, esperança e restauração.

(refrão especial)

Tudo isto está na Bíblia, mas preste muita atenção:
O que for de maltratar o próximo, não é de Deus Revelação.
Se abençoar um só povo, não é do amor universal de Jesus,
Tudo diferente ao ensino dEle, nunca nos serve como luz.
O mundo todo é amado de Deus, Ele não ignora ninguém,
Cada credo O entende diferente, como entre nós ocorre também.
Sobre Bíblia e tudo no mundo, Ele é o melhor que Deus nos deu,
Diferindo Sua Palavra, dos acréscimos do que dEle se entendeu.

COERÊNCIA COM JESUS E ACRÉSCIMO HUMANO

Jó 19 apresenta forte coerência com Jesus na expressão sincera do sofrimento, na necessidade de compaixão, na denúncia da crueldade dos que deveriam consolar e, principalmente, na esperança de que a morte e a injustiça não tenham a última palavra. A declaração “Eu sei que o meu Redentor vive” pode ser lida, dentro desta interpretação, como uma poderosa expressão de confiança e esperança que encontra afinidade com a mensagem de Jesus sobre vida, ressurreição e restauração. Também é coerente com Jesus o desejo de que a verdade seja preservada e de que o sofredor não seja abandonado. Entretanto, as imagens de Deus como aquele que deliberadamente fecha o caminho de Jó, o derruba, o persegue e o cerca de sofrimento não podem ser tomadas, segundo o princípio desta leitura, como descrição definitiva de Deus, pois não correspondem ao caráter revelado na vida e nos ensinos de Jesus. Da mesma forma, a linguagem de vingança contra os acusadores precisa ser lida com cautela diante do ensino de Jesus sobre amar os inimigos, perdoar e não retribuir o mal com o mal. Somente aquilo que for coerente com Jesus, Seus ensinos e Suas vivências pode ser entendido como Revelação, vontade e Palavra de Deus. Este é o único princípio absoluto para compreender o que seja inspiração divina, a verdadeira Palavra e a verdadeira Vontade de Deus. Tudo que não for coerente com Jesus deve ser entendido como “Acréscimo Humano”, bem-intencionado ou não. Assim, Jó 19 pode ser recebido como um dos mais fortes testemunhos bíblicos da esperança em meio ao sofrimento, sem transformar suas imagens humanas de perseguição divina e vingança em revelação definitiva sobre Deus.

BIBLIOGRAFIA

ALTER, Robert. The Wisdom Books: Job, Proverbs, and Ecclesiastes: A Translation with Commentary. 2010.

BALENTINE, Samuel E. Job. Smyth & Helwys Bible Commentary. 2006.

GOOD, Edwin M. In Turns of Tempest: A Reading of Job, with a Translation. 1990.

NEWSOM, Carol A. The Book of Job: A Contest of Moral Imaginations. 2003.

SEOW, C. L. Job 1–21: Interpretation and Commentary. 2013.


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JÓ 20 - A ALEGRIA DO ÍMPIO É BREVE
ZOFAR RESPONDE A JÓ — Jó 20:1-11
A ILUSÃO DA MALDADE — Jó 20:12-19
A RIQUEZA QUE NÃO PERMANECE — Jó 20:20-22
O FIM DO ÍMPIO — Jó 20:23-29

TEXTO BÍBLICO
.
18 setembro 2026
Letra

.

(estrofe 1)

Então Zofar respondeu, ouvindo o que Jó dizia,
E falou com pressa, movido pela própria agonia:
“Meus pensamentos me fazem responder rapidamente,
E dentro de mim há pressa para falar novamente.

Ouvi uma repreensão que me causa humilhação,
Mas meu espírito responde com entendimento e razão;
Desde os tempos antigos, não sabes tu que é assim?
Que a alegria do perverso não permanece até o fim?”

(estrofe 2)

Ainda que sua grandeza suba até o céu,
E sua cabeça alcance as nuvens como véu,
Ele desaparecerá como um sonho ao amanhecer,
E quem o viu perguntará onde ele foi viver.

Como um pesadelo, será afastado da lembrança,
E o lugar que o conhecia já não lhe dará confiança;
Seus filhos buscarão favor entre os pobres,
Pois suas mãos devolverão o que seus pais fizeram de nobres.

(estrofe 3)

Mesmo que a maldade seja doce em sua boca,
E esconda sua língua como quem a guarda e coloca,
Ainda que a conserve debaixo do paladar,
Sua comida se transforme em veneno ao chegar.

Ele engole riquezas, mas precisa devolvê-las,
Deus as expulsará de suas próprias entranhas;
Veneno de serpentes estará debaixo da língua,
E a riqueza roubada não permanecerá consigo ainda.

(refrão)

Zofar diz que o mal termina em destruição,
E que a riqueza injusta não traz salvação;
Há verdade na advertência contra a exploração,
Mas Jesus rejeita julgar cada sofredor pela condenação.

A riqueza não é prova de justiça ou de valor,
E a pobreza não demonstra ausência do favor;
Jesus chama à partilha, ao cuidado e à compaixão,
E coloca o amor acima da riqueza e da ostentação.

(refrão especial)

Tudo isto está na Bíblia, mas preste muita atenção:
O que for de maltratar o próximo, não é de Deus Revelação.
Se abençoar um só povo, não é do amor universal de Jesus,
Tudo diferente ao ensino dEle, nunca nos serve como luz.
O mundo todo é amado de Deus, Ele não ignora ninguém,
Cada credo O entende diferente, como entre nós ocorre também.
Sobre Bíblia e tudo no mundo, Ele é o melhor que Deus nos deu,
Diferindo Sua Palavra, dos acréscimos do que dEle se entendeu.

(estrofe 4)

Não poderá olhar para os rios, para as correntes de mel,
Nem desfrutará dos bens que julgava ter sob seu céu;
Oprimia o pobre e tomava sua casa sem temor,
E aquilo que construiu não lhe trará mais valor.

Porque sua cobiça não conheceu satisfação,
E seus tesouros acumulados não lhe deram proteção;
Na plenitude de sua abundância, virá a necessidade,
E toda mão de sofrimento cairá sobre sua vaidade.

(estrofe 5)

Quando estiver saciado, a angústia o alcançará,
E toda mão aflita contra ele se levantará;
Fugirá das armas de ferro e do arco de bronze,
E uma seta o atravessará quando o perigo se pronuncie.

Trevas estarão escondidas em seus tesouros guardados,
Um fogo não soprado consumirá seus bens acumulados;
Esta é a porção que Deus lhe reserva como sentença,
A herança que Zofar atribui à sua maldade e violência.

(refrão)

O capítulo descreve o ímpio cercado por sua própria ambição,
Perdendo riqueza, segurança, prazer e posição;
Jesus também denuncia o poder enganoso do dinheiro,
Mas não reduz cada sofrimento ao juízo de um justiceiro.

O ensino de Cristo chama o rico a repartir e servir,
A não fazer da riqueza um senhor para seguir;
A justiça precisa alcançar quem vive na necessidade,
Pois o amor ao próximo não se mede pela propriedade.

(refrão especial)

Tudo isto está na Bíblia, mas preste muita atenção:
O que for de maltratar o próximo, não é de Deus Revelação.
Se abençoar um só povo, não é do amor universal de Jesus,
Tudo diferente ao ensino dEle, nunca nos serve como luz.
O mundo todo é amado de Deus, Ele não ignora ninguém,
Cada credo O entende diferente, como entre nós ocorre também.
Sobre Bíblia e tudo no mundo, Ele é o melhor que Deus nos deu,
Diferindo Sua Palavra, dos acréscimos do que dEle se entendeu.

COERÊNCIA COM JESUS E ACRÉSCIMO HUMANO

Jó 20 apresenta elementos que podem dialogar com Jesus, especialmente quando denuncia a ilusão de encontrar segurança definitiva na riqueza obtida pela opressão, na exploração dos vulneráveis e na acumulação sem solidariedade. Essa crítica encontra correspondência nos ensinos de Jesus sobre o perigo de transformar os bens materiais em senhor da vida e sobre a responsabilidade de cuidar dos necessitados. Porém, a argumentação de Zofar não é coerente com Jesus quando apresenta a ruína do ímpio como uma explicação geral para o sofrimento humano e fala como se pudesse identificar com segurança a situação moral de uma pessoa a partir de seu destino material. Jesus não ensinou que riqueza seja necessariamente sinal de aprovação divina nem que sofrimento seja automaticamente evidência de culpa. Segundo o princípio adotado nesta leitura, somente aquilo que for coerente com Jesus, Seus ensinos e Suas vivências pode ser entendido como Revelação, vontade e Palavra de Deus. Este é o único princípio absoluto para compreender a inspiração divina, a verdadeira Palavra e a verdadeira Vontade de Deus. Tudo aquilo que não for coerente com Jesus deve ser entendido como “Acréscimo Humano”, bem-intencionado ou não. Assim, a denúncia da ganância, da exploração e da confiança excessiva nas riquezas pode ser preservada, enquanto a tentativa de explicar todo sofrimento como consequência direta da maldade precisa ser distinguida da revelação definitiva de Deus em Jesus.

BIBLIOGRAFIA

CLINES, David J. A. Job 1–20. Word Biblical Commentary, Volume 17. 1989.

HABEL, Norman C. The Book of Job: A Commentary. 1985.

HARTLEY, John E. The Book of Job. New International Commentary on the Old Testament. 1988.

NEWSOM, Carol A. The Book of Job: A Contest of Moral Imaginations. 2003.

SEOW, C. L. Job 1–21: Interpretation and Commentary. 2013.


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JÓ 21 - O ÍMPIO TAMBÉM PROSPERA
A QUEIXA E O PEDIDO DE ATENÇÃO — Jó 21:1-6
A PROSPERIDADE DOS ÍMPIOS — Jó 21:7-16
A DIFERENÇA ENTRE OS DESTINOS — Jó 21:17-26
A RESPOSTA AOS ACUSADORES — Jó 21:27-34

TEXTO BÍBLICO
.
19 setembro 2026
Letra

.

(estrofe 1)

Ouvi atentamente o que vou falar,
depois de eu falar, podereis zombar;
tende paciência, escutai minha voz,
e, depois de ouvir, julgai entre nós.
Se vos espantais, espanto também me alcança,
meu corpo estremecido perde a esperança;
olho para a vida e começo a pensar,
e o próprio silêncio me faz questionar.

(estrofe 2)

Por que vivem os ímpios, chegam a envelhecer,
crescem em força e chegam a florescer?
Sua descendência permanece em seu redor,
seus filhos crescem com segurança e vigor.
Suas casas são livres do medo e da dor,
e sobre seus rebanhos não pesa o terror;
seu gado se multiplica pelo campo,
e suas crianças dançam sem pranto.

(estrofe 3)

Cantam ao som do tamborim e da lira,
alegram-se quando a flauta os inspira;
passam seus dias em plena prosperidade,
e num instante descem à eternidade.
Dizem a Deus: “Afasta-te de nós,
não queremos conhecer teus caminhos nem tua voz;
que proveito teremos em te servir?
Que vantagem há em diante de ti persistir?”

(refrão)

Nem sempre o mal termina em punição,
nem todo sofrimento revela transgressão;
Jesus ensinou compaixão diante da dor,
sem transformar sofrimento em prova de desamor.
A vida dos ímpios não cabe numa explicação,
nem toda riqueza mostra aprovação;
Deus não se mede pelo prêmio ou pela aflição,
e o amor deve vencer toda condenação.

(refrão especial)

Tudo isto está na Bíblia, mas preste muita atenção:
O que for de maltratar o próximo, não é de Deus Revelação.
Se abençoar um só povo, não é do amor universal de Jesus,
Tudo diferente ao ensino dEle, nunca nos serve como luz.
O mundo todo é amado de Deus, Ele não ignora ninguém,
Cada credo O entende diferente, como entre nós ocorre também.
Sobre Bíblia e tudo no mundo, Ele é o melhor que Deus nos deu,
Diferindo Sua Palavra, dos acréscimos do que dEle se entendeu.

(estrofe 4)

Quantas vezes a lâmpada dos maus se apagará?
Quantas vezes sua ruína sobre eles chegará?
Deus repartirá dores em sua habitação,
ou trará sobre eles a sua indignação?
Um será levado enquanto ainda está bem,
outro terá amargura sem possuir nenhum bem;
ambos igualmente irão para o mesmo chão,
e sobre eles a morte estenderá sua mão.

(estrofe 5)

Sei que pensais: “O poderoso cairá,
e sua casa depois desaparecerá”;
mas quem ensina isso não vê toda a realidade,
pois uns morrem tranquilos, outros em adversidade.
O rico leva sua riqueza até morrer?
E quem poderá ao juiz alguma coisa devolver?
Quem anunciará ao poderoso o seu destino?
E quem diante da sepultura altera o caminho?

(refrão)

Jó questiona a fórmula de fácil explicação,
pois a vida não confirma toda simplificação;
Jesus também não julgou o sofrimento assim,
nem disse que toda dor revela culpa no fim.
Há ricos que prosperam, há pobres em aflição,
mas Deus não autoriza desprezo ou condenação;
a verdade pede escuta, justiça e compaixão,
não respostas prontas para explicar cada situação.

(refrão especial)

Tudo isto está na Bíblia, mas preste muita atenção:
O que for de maltratar o próximo, não é de Deus Revelação.
Se abençoar um só povo, não é do amor universal de Jesus,
Tudo diferente ao ensino dEle, nunca nos serve como luz.
O mundo todo é amado de Deus, Ele não ignora ninguém,
Cada credo O entende diferente, como entre nós ocorre também.
Sobre Bíblia e tudo no mundo, Ele é o melhor que Deus nos deu,
Diferindo Sua Palavra, dos acréscimos do que dEle se entendeu.

ANÁLISE À LUZ DE JESUS

O QUE JÓ 21 REVELA E O QUE DEVE SER FILTRADO POR JESUS — Jó 21 é especialmente importante porque questiona a ideia de que o destino visível de uma pessoa permita concluir automaticamente que ela é justa ou culpada. Jó observa que os ímpios podem viver longamente, criar filhos, possuir bens, desfrutar segurança e morrer de maneiras muito diferentes, enquanto pessoas aparentemente justas também enfrentam sofrimento. Essa crítica à explicação simplista da dor é coerente com Jesus, que rejeitou a associação automática entre sofrimento e culpa, ensinando que acontecimentos dolorosos não autorizam condenar suas vítimas. Também é coerente com Jesus a disposição de Jó de questionar respostas religiosas que não correspondem à realidade vivida. Por outro lado, as referências à prosperidade dos ímpios e ao destino deles permanecem dentro da linguagem e das perguntas humanas do livro, não constituindo uma fórmula definitiva sobre como Deus distribui sofrimento, riqueza ou morte. Segundo o princípio adotado nesta leitura, somente aquilo que é coerente com Jesus, Seus ensinos e Suas vivências pode ser entendido como Revelação, vontade e Palavra de Deus. Este é o único princípio absoluto para discernir a inspiração divina e a verdadeira Palavra e Vontade de Deus: aquilo que contradiz Jesus deve ser compreendido como “Acréscimo Humano”, seja ele bem-intencionado ou não. Em Jó 21, portanto, ganha força a honestidade de quem se recusa a julgar superficialmente o próximo, enquanto qualquer interpretação que transforme riqueza em prova de bênção divina, sofrimento em prova de culpa ou punição em explicação automática da vida precisa ser rejeitada à luz de Jesus.

BIBLIOGRAFIA

  1. CLINES, David J. A. Job 1–20. Word Biblical Commentary, 1989.
  2. HARTLEY, John E. The Book of Job. New International Commentary on the Old Testament, 1988.
  3. BALENTINE, Samuel E. Job. Smyth & Helwys Bible Commentary, 2006.
  4. NEWSOM, Carol A. The Book of Job: A Contest of Moral Imaginations. Oxford University Press, 2003.
  5. SEOW, C. L. Job 1–21: Interpretation and Commentary. Eerdmans, 2013.

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JÓ 22 - A ACUSAÇÃO DE ELIFAZ
DEUS NÃO DEPENDE DO HOMEM — Jó 22:1-4
AS ACUSAÇÕES CONTRA JÓ — Jó 22:5-11
O CAMINHO DOS ÍMPIOS — Jó 22:12-20
O CONVITE AO RETORNO — Jó 22:21-30

TEXTO BÍBLICO
.
20 setembro 2026
Letra

.

(estrofe 1)

Pode o homem ser útil ao Deus poderoso?
Pode o sábio torná-lo ainda mais glorioso?
Se fores justo, que prazer Lhe darás?
E se teus caminhos são retos, que Lhe acrescentarás?
Porventura é por teu temor que Ele te repreende,
ou por tua justiça que contigo contendende?
Não é tua grande maldade que Ele contempla,
e tua iniquidade, que teu caminho completa?

(estrofe 2)

Sem causa tomaste dos irmãos a garantia,
e deixaste sem roupa quem pouca coisa possuía;
ao cansado negaste água e alimento,
e ao faminto recusaste sustento.
Ao poderoso deste terra e honra abundante,
mas o humilde ficou sem amparo diante;
viúvas foram despedidas de mãos vazias,
e os braços dos órfãos quebrados em seus dias.

(estrofe 3)

Por isso te cercam armadilhas e temor,
e de repente te alcança grande terror;
ou trevas, que não podes sequer contemplar,
e águas transbordantes vêm te encobrir no lugar.
Não vês Deus nas alturas, além das estrelas?
As nuvens O escondem, tão espessas são elas;
Ele anda pela abóbada celeste a caminhar,
e pensa que nada vê, ao redor do céu olhar.

(refrão)

Elifaz acusa Jó de injustiça e opressão,
mas suas certezas excedem sua própria compreensão;
Jesus ensinou cuidar do pobre e do necessitado,
e amar o pequeno, o ferido e o abandonado.
A justiça para Jesus não é simples condenação,
mas misericórdia, verdade, serviço e compaixão;
se alguém sofre, não se deve inventar sua culpa,
pois o amor primeiro escuta, acolhe e não acusa.

(refrão especial)

Tudo isto está na Bíblia, mas preste muita atenção:
O que for de maltratar o próximo, não é de Deus Revelação.
Se abençoar um só povo, não é do amor universal de Jesus,
Tudo diferente ao ensino dEle, nunca nos serve como luz.
O mundo todo é amado de Deus, Ele não ignora ninguém,
Cada credo O entende diferente, como entre nós ocorre também.
Sobre Bíblia e tudo no mundo, Ele é o melhor que Deus nos deu,
Diferindo Sua Palavra, dos acréscimos do que dEle se entendeu.

(estrofe 4)

Dizes: “Que sabe Deus? Poderá Ele julgar?
Poderá pelas nuvens escuras enxergar?”
Os maus dizem: “Deixemos Deus de lado,
que pode o Todo-Poderoso contra nós, afinal, ter realizado?”
Mas os justos se alegram quando veem seu fim,
e o inocente deles zomba, dizendo assim:
“Nosso adversário foi consumido pelo fogo,
e suas riquezas foram levadas como um jogo.”

(estrofe 5)

Reconcilia-te com Deus e terás paz,
assim virá sobre ti o bem que satisfaz;
recebe de sua boca a instrução,
e guarda Suas palavras dentro do coração.
Se voltares ao Todo-Poderoso, serás restaurado,
e da tua tenda o erro será afastado;
lança teu ouro no pó e põe no vale teu tesouro,
e o próprio Deus será para ti riqueza e ouro.

(refrão)

Voltar-se ao bem, buscar a paz e a retidão,
pode aproximar-se do caminho ensinado por Jesus então;
mas não se deve acusar alguém sem conhecer seu coração,
nem transformar sofrimento em prova de condenação.
Jesus chamou ao arrependimento com graça e verdade,
mas também ensinou misericórdia, perdão e fraternidade;
a mudança que Ele propõe nasce do amor e da luz,
não do medo imposto por acusações contra quem sofre e conduz.

(refrão especial)

Tudo isto está na Bíblia, mas preste muita atenção:
O que for de maltratar o próximo, não é de Deus Revelação.
Se abençoar um só povo, não é do amor universal de Jesus,
Tudo diferente ao ensino dEle, nunca nos serve como luz.
O mundo todo é amado de Deus, Ele não ignora ninguém,
Cada credo O entende diferente, como entre nós ocorre também.
Sobre Bíblia e tudo no mundo, Ele é o melhor que Deus nos deu,
Diferindo Sua Palavra, dos acréscimos do que dEle se entendeu.

ANÁLISE À LUZ DE JESUS

JUSTIÇA, ACUSAÇÃO E MISERICÓRDIA — Jó 22 contém elementos que podem ser considerados coerentes com Jesus, especialmente quando denuncia a exploração dos pobres, a negligência diante dos necessitados, a opressão dos vulneráveis e a necessidade de abandonar práticas injustas. O chamado de Elifaz para buscar Deus, abandonar o mal e caminhar em direção ao bem também pode dialogar com o convite de Jesus à transformação da vida. Entretanto, a maneira como Elifaz aplica esses princípios a Jó é problemática: ele transforma sua própria interpretação em acusação, afirma que Jó certamente cometeu grandes injustiças e apresenta sua situação como consequência direta delas. Isso não corresponde ao modo de Jesus tratar pessoas em sofrimento. Segundo o princípio adotado nesta leitura, somente aquilo que for coerente com Jesus, Seus ensinos e Suas vivências pode ser entendido como Revelação, vontade e Palavra de Deus. Este é o único princípio absoluto para compreender o que seja inspiração divina, a verdadeira Palavra e a verdadeira Vontade de Deus. Tudo aquilo que não for coerente com Jesus deve ser compreendido como “Acréscimo Humano”, tenha sido acrescentado com boa intenção ou não. Assim, a defesa dos pobres, da justiça, da transformação moral e da reconciliação pode permanecer como ensinamento compatível com Jesus; já a acusação sem conhecimento, a presunção de culpa e a ideia de que o sofrimento de Jó comprova sua maldade precisam ser discernidas e rejeitadas à luz daquele que ensinou misericórdia, não julgamento precipitado.

BIBLIOGRAFIA

  1. CLINES, David J. A. Job 21–37. Word Biblical Commentary, 2006.
  2. BALENTINE, Samuel E. Job. Smyth & Helwys Bible Commentary, 2006.
  3. SEOW, C. L. Job 1–21: Interpretation and Commentary. Eerdmans, 2013.
  4. NEWSOM, Carol A. The Book of Job: A Contest of Moral Imaginations. Oxford University Press, 2003.
  5. ALTER, Robert. The Wisdom Books: Job, Proverbs, and Ecclesiastes. W. W. Norton, 2010.

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JÓ 23 - DIANTE DE DEUS
O DESEJO DE ENCONTRAR DEUS — Jó 23:1-7
A AUSÊNCIA PERCEBIDA DE DEUS — Jó 23:8-12
O TEMOR DIANTE DA GRANDEZA DIVINA — Jó 23:13-17

TEXTO BÍBLICO
.
21 setembro 2026
Letra

.

(estrofe 1)

Ainda hoje minha queixa é amarga e pesada,
minha mão geme sobre a ferida apertada;
quisera saber onde Deus posso encontrar,
para diante do Seu tribunal me apresentar.
Eu exporia minha causa sem temor,
encheria minha boca de argumentos ao Senhor;
e saberia as palavras que Ele responderia,
e entenderia a resposta que me daria.

(estrofe 2)

Entraria diante dEle com coração confiante,
e não como alguém que teme o juiz dominante;
ali o reto poderia com Ele argumentar,
e para sempre seria livre de se condenar.
Mas se vou para o oriente, não O encontro,
e para o ocidente, não O vejo no confronto;
se age ao norte, não consigo contemplar,
e ao sul, não posso vê-Lo passar.

(estrofe 3)

Contudo Ele conhece o caminho que percorri,
e, depois de me provar, sairei como ouro dali;
meus pés seguiram firmes a Sua direção,
guardei Seus passos sem desviar o coração.
Não me afastei do mandamento de Seus lábios,
guardei Suas palavras mais que meus próprios sábios;
o que Ele determinou, minha alma conservou,
e mais que meu alimento Sua palavra valorizou.

(refrão)

Buscar a Deus com sinceridade é caminho de luz,
e a verdade diante dEle não precisa de capuz;
Jesus também acolheu quem queria compreender,
sem mandar o coração ferido simplesmente esquecer.
Mas Deus não deve ser usado para justificar opressão,
nem o sofrimento explicado por falsa acusação;
a fé pode perguntar, chorar e perseverar,
e o amor de Jesus nos ensina a não abandonar.

(refrão especial)

Tudo isto está na Bíblia, mas preste muita atenção:
O que for de maltratar o próximo, não é de Deus Revelação.
Se abençoar um só povo, não é do amor universal de Jesus,
Tudo diferente ao ensino dEle, nunca nos serve como luz.
O mundo todo é amado de Deus, Ele não ignora ninguém,
Cada credo O entende diferente, como entre nós ocorre também.
Sobre Bíblia e tudo no mundo, Ele é o melhor que Deus nos deu,
Diferindo Sua Palavra, dos acréscimos do que dEle se entendeu.

(estrofe 4)

Mas Deus decidiu, quem poderá fazê-Lo mudar?
Sua alma deseja, e Ele pode realizar;
por isso diante dEle fico cheio de temor,
quando penso em Sua presença, aumenta meu pavor.
Deus fez meu coração desfalecer por dentro,
o Todo-Poderoso me enche de grande tormento;
não fui destruído pelas trevas ao meu redor,
mas meu rosto se cobre diante de um Deus maior.

(estrofe 5)

Sei que Ele conhece o caminho que escolhi,
mesmo sem enxergá-Lo, sei que não O perdi;
não encontro Seus passos por onde vou procurar,
mas meu desejo permanece de diante dEle estar.
Quero apresentar minha causa e minha razão,
sem esconder aquilo que pesa no coração;
mesmo quando Sua presença parece se afastar,
continuo desejando diante dEle me colocar.

(refrão)

Jó procura o Deus que não consegue localizar,
mas conserva a esperança de diante dEle falar;
Jesus mostrou que Deus se encontra também no amor,
no cuidado ao pequeno, no serviço e no acolhedor.
A busca sincera pode atravessar a escuridão,
sem transformar mistério em falsa explicação;
quem procura a verdade não precisa condenar,
e diante do sofrimento pode perguntar e amar.

(refrão especial)

Tudo isto está na Bíblia, mas preste muita atenção:
O que for de maltratar o próximo, não é de Deus Revelação.
Se abençoar um só povo, não é do amor universal de Jesus,
Tudo diferente ao ensino dEle, nunca nos serve como luz.
O mundo todo é amado de Deus, Ele não ignora ninguém,
Cada credo O entende diferente, como entre nós ocorre também.
Sobre Bíblia e tudo no mundo, Ele é o melhor que Deus nos deu,
Diferindo Sua Palavra, dos acréscimos do que dEle se entendeu.

A BUSCA SINCERA DIANTE DO MISTÉRIO

Jó 23 apresenta aspectos profundamente coerentes com o ensino e a vida de Jesus: a sinceridade diante de Deus, a busca pela verdade, a recusa em abandonar a própria consciência e o desejo de apresentar honestamente a própria causa. Jó não finge compreender aquilo que não compreende, e sua procura por Deus nasce justamente da experiência de não conseguir percebê-Lo. Isso pode ser lido em harmonia com Jesus, que ensinou a buscar, pedir, bater à porta e procurar a verdade. Ao mesmo tempo, a linguagem de Jó sobre o temor diante de um Deus cuja ação não consegue compreender pertence à experiência humana do personagem e não deve ser automaticamente transformada em descrição definitiva de quem Deus é. Segundo o princípio adotado nesta leitura, somente aquilo que for coerente com Jesus, Seus ensinos e Suas vivências pode ser entendido como Revelação, vontade e Palavra de Deus. Este é o único princípio absoluto para compreender a inspiração divina, a verdadeira Palavra e a verdadeira Vontade de Deus. Tudo o que não for coerente com Jesus deve ser entendido como “Acréscimo Humano”, bem-intencionado ou não. Assim, a perseverança de Jó em buscar Deus e permanecer comprometido com a verdade pode ser acolhida; já qualquer concepção de Deus que transforme medo, sofrimento ou poder incompreensível em autorização para oprimir ou condenar precisa ser filtrada pelo amor revelado em Jesus.

BIBLIOGRAFIA

  1. CLINES, David J. A. Job 21–37. Word Biblical Commentary, 2006.
  2. HABEL, Norman C. The Book of Job: A Commentary. Westminster Press, 1985.
  3. HARTLEY, John E. The Book of Job. New International Commentary on the Old Testament, 1988.
  4. BALENTINE, Samuel E. Job. Smyth & Helwys Bible Commentary, 2006.
  5. SEOW, C. L. Job 1–21: Interpretation and Commentary. Eerdmans, 2013.

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'470<<< >>> ÍNDICE     facebook


JÓ 24 - A INJUSTIÇA DOS PODEROSOS
A OPRESSÃO DOS FRACOS — Jó 24:1-12
AQUELES QUE AMAM AS TREVAS — Jó 24:13-17
O DESTINO DO ÍMPIO — Jó 24:18-25

TEXTO BÍBLICO
.
22 setembro 2026
Letra

.

(estrofe 1)

Por que o Todo-Poderoso não marca o seu tempo,
e os que O conhecem não veem Seu julgamento?
Homens removem os marcos e roubam o rebanho,
levam o jumento do órfão, tomam o boi do vizinho estranho.
Afastam o necessitado do caminho comum,
e os pobres se escondem, sem auxílio nenhum;
como jumentos do deserto saem a buscar seu pão,
procurando alimento para os filhos na solidão.

(estrofe 2)

Nos campos alheios recolhem a colheita,
e dos maus recolhem a vinha que os aproveita;
sem roupa, passam a noite expostos ao frio,
sem cobertura, tremem junto ao lugar vazio.
Molhados pela chuva, abraçam a pedra,
e, sem abrigo, dormem junto à terra;
arrancam espigas sem possuir sua plantação,
e entre os vinhedos recolhem sua porção.

(estrofe 3)

Da cidade sobem os gemidos dos feridos,
e a alma dos oprimidos clama pelos esquecidos;
Deus não parece afastar deles o olhar,
mas a violência continua sem cessar.
Há os que se rebelam contra a luz do dia,
não conhecem seus caminhos, fogem da companhia;
o homicida se levanta quando a noite vem,
e o ladrão espera a escuridão também.

(refrão)

Jesus se colocou ao lado de quem sofria,
e ensinou que amar o próximo a Deus conduzia;
condenou a exploração, a hipocrisia e a opressão,
e chamou seus discípulos à justiça e compaixão.
Jó pergunta por que tarda a reparação,
e sua pergunta nasce diante da injustiça e da aflição;
a demora do juízo não transforma o mal em bem,
e nenhum oprimido deve ser esquecido por ninguém.

(refrão especial)

Tudo isto está na Bíblia, mas preste muita atenção:
O que for de maltratar o próximo, não é de Deus Revelação.
Se abençoar um só povo, não é do amor universal de Jesus,
Tudo diferente ao ensino dEle, nunca nos serve como luz.
O mundo todo é amado de Deus, Ele não ignora ninguém,
Cada credo O entende diferente, como entre nós ocorre também.
Sobre Bíblia e tudo no mundo, Ele é o melhor que Deus nos deu,
Diferindo Sua Palavra, dos acréscimos do que dEle se entendeu.

(estrofe 4)

O adúltero espera a noite para esconder seu caminho,
e o ladrão cobre o rosto, procurando andar sozinho;
de madrugada levantam-se para roubar,
pois dizem: “Ninguém me verá por aqui passar.”
O ímpio é ligeiro sobre a superfície das águas,
sua parte da terra parece marcada por mágoas;
não volta pelo caminho que leva à sua casa,
e sua existência como sombra se desfaz e passa.

(estrofe 5)

A seca e o calor fazem a água desaparecer,
assim a sepultura parece quem pratica o mal vencer;
a mãe que não tem filhos é esquecida na tristeza,
e a viúva não recebe cuidado nem defesa.
O ímpio arranca a esperança daquele que sofre,
e mesmo quando é exaltado, sua segurança não cobre;
Deus o arrasta pelo Seu poder, e ele vai cair,
se alguém lhe disser que não é assim, deverá ouvir.

(refrão)

O capítulo denuncia quem toma o que não lhe pertence,
e mostra o clamor de quem sofre e desaparece;
Jesus também viu no pobre um irmão a acolher,
e ensinou servir, repartir, perdoar e proteger.
A injustiça humana pode parecer prosperar,
mas não recebe do amor de Deus licença para continuar;
o valor de uma vida não depende de riqueza ou posição,
e cuidar do vulnerável pertence ao centro da compaixão.

(refrão especial)

Tudo isto está na Bíblia, mas preste muita atenção:
O que for de maltratar o próximo, não é de Deus Revelação.
Se abençoar um só povo, não é do amor universal de Jesus,
Tudo diferente ao ensino dEle, nunca nos serve como luz.
O mundo todo é amado de Deus, Ele não ignora ninguém,
Cada credo O entende diferente, como entre nós ocorre também.
Sobre Bíblia e tudo no mundo, Ele é o melhor que Deus nos deu,
Diferindo Sua Palavra, dos acréscimos do que dEle se entendeu.

A JUSTIÇA DIANTE DO CLAMOR DOS OPRIMIDOS

Jó 24 contém uma forte denúncia da exploração dos vulneráveis: órfãos, viúvas, pobres, trabalhadores sem proteção e pessoas privadas de seus meios de subsistência. Essa preocupação é profundamente coerente com a vida e os ensinos de Jesus, que colocou os necessitados no centro de sua prática de amor, misericórdia e cuidado e denunciou formas de religiosidade que negligenciavam a justiça. Também é coerente com Jesus a inquietação de Jó diante da aparente demora da justiça, pois o sofrimento dos inocentes não deve ser banalizado nem explicado por acusações simplistas. Já as afirmações sobre o destino inevitável dos ímpios e determinadas imagens de punição pertencem à compreensão do autor e dos personagens e precisam ser discernidas, especialmente quando transformam uma percepção humana da justiça divina em certeza absoluta. Segundo o princípio adotado nesta leitura, somente aquilo que for coerente com Jesus, Seus ensinos e Suas vivências pode ser entendido como Revelação, vontade e Palavra de Deus. Este é o único princípio absoluto para compreender a inspiração divina, a verdadeira Palavra e a verdadeira Vontade de Deus. Tudo aquilo que não for coerente com Jesus deve ser entendido como “Acréscimo Humano”, bem-intencionado ou não. Assim, o núcleo ético de Jó 24, que denuncia a exploração e dá voz aos esquecidos, encontra forte correspondência em Jesus; já qualquer interpretação que use Deus para legitimar violência, condenação automática ou indiferença diante da dor deve ser rejeitada segundo esse critério.

BIBLIOGRAFIA

  1. CLINES, David J. A. Job 21–37. Word Biblical Commentary, 2006.
  2. HABEL, Norman C. The Book of Job: A Commentary. Westminster Press, 1985.
  3. BALENTINE, Samuel E. Job. Smyth & Helwys Bible Commentary, 2006.
  4. NEWSOM, Carol A. The Book of Job: A Contest of Moral Imaginations. Oxford University Press, 2003.
  5. SEOW, C. L. Job 1–21: Interpretation and Commentary. Eerdmans, 2013.

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JÓ 25 - A GRANDEZA DE DEUS
A SOBERANIA E O TEMOR DE DEUS — Jó 25:1-3
A PEQUENEZ HUMANA DIANTE DE DEUS — Jó 25:4-6

TEXTO BÍBLICO
.
23 setembro 2026
Letra

.

(estrofe 1)

Então Bildade tomou a palavra e falou,
diante de Jó sua resposta pronunciou;
o domínio e o temor pertencem ao Senhor,
Ele estabelece a paz no alto com esplendor.
Seus exércitos não podem ser contados,
seus exércitos aos seus olhos são contemplados;
sobre quem não nasce a Sua luz derramará,
e diante de Seu poder quem permanecerá?

(estrofe 2)

Poderia alguém contar Seus batalhões?
Sobre quem não brilha a luz de Suas mãos?
Como poderia o homem ser justo diante de Deus,
se até a lua não brilha aos olhos Seus?
As estrelas não são puras em Sua presença,
e o homem diante dEle perde sua grandeza;
quanto menos o homem, verme tão pequeno,
e o filho do homem, diante dEle tão terreno.

(estrofe 3)

Quem pode levantar-se diante de Seu poder,
quem pode medir aquilo que Deus pode fazer?
Sua paz alcança os céus e governa o alto,
Seu domínio permanece firme sobre o asfalto.
Seus exércitos cercam toda a criação,
e nenhuma força escapa de Sua mão;
quem poderia diante dEle se justificar,
se nem os astros conseguem Seu brilho alcançar?

(refrão)

Grande é Deus, e o homem não é o seu criador,
mas Jesus revelou também um Deus de amor;
a humildade diante do mistério pode nos ensinar,
sem diminuir ninguém, nem fazê-lo desprezar.
Jesus acolheu pequenos, pobres e sem poder,
mostrando que cada vida tem valor para viver;
diante de Deus, humildade não precisa humilhar,
pois quem ama o pequeno aprende também a amar.

(refrão especial)

Tudo isto está na Bíblia, mas preste muita atenção:
O que for de maltratar o próximo, não é de Deus Revelação.
Se abençoar um só povo, não é do amor universal de Jesus,
Tudo diferente ao ensino dEle, nunca nos serve como luz.
O mundo todo é amado de Deus, Ele não ignora ninguém,
Cada credo O entende diferente, como entre nós ocorre também.
Sobre Bíblia e tudo no mundo, Ele é o melhor que Deus nos deu,
Diferindo Sua Palavra, dos acréscimos do que dEle se entendeu.

(estrofe 4)

Como pode o homem ser puro aos Seus olhos?
Como pode o mortal permanecer entre os justos?
A lua perde o brilho diante de Sua claridade,
e as estrelas não são puras em Sua majestade.
Muito menos o homem, frágil e passageiro,
muito menos o filho do homem, tão pequeno e ligeiro;
diante de Deus sua força parece pó,
e sua grandeza se desfaz diante do Criador só.

(estrofe 5)

Bildade termina sua breve argumentação,
pondo o homem abaixo diante da imensidão;
se a lua não possui brilho diante do Senhor,
quanto menos o mortal poderá ter esplendor.
Se nem as estrelas são puras aos Seus olhos,
quem poderá declarar-se perfeito entre os povos?
Assim termina a palavra daquele que falou:
o homem é pequeno diante do Deus que o criou.

(refrão)

Humildade diante de Deus pode ser boa direção,
mas não transforma o ser humano em coisa sem valor ou razão;
Jesus chamou os pequenos e os fez participantes do amor,
não ensinou desprezo pela criatura diante do Criador.
A grandeza divina não exige nossa humilhação,
nem a fragilidade humana merece condenação;
quem reconhece seus limites pode também compreender
que o amor de Deus dá dignidade a todo ser.

(refrão especial)

Tudo isto está na Bíblia, mas preste muita atenção:
O que for de maltratar o próximo, não é de Deus Revelação.
Se abençoar um só povo, não é do amor universal de Jesus,
Tudo diferente ao ensino dEle, nunca nos serve como luz.
O mundo todo é amado de Deus, Ele não ignora ninguém,
Cada credo O entende diferente, como entre nós ocorre também.
Sobre Bíblia e tudo no mundo, Ele é o melhor que Deus nos deu,
Diferindo Sua Palavra, dos acréscimos do que dEle se entendeu.

A GRANDEZA DE DEUS SEM A HUMILHAÇÃO DO SER HUMANO

Jó 25 contém um elemento coerente com Jesus: reconhecer que Deus é maior que o ser humano, cultivar humildade diante do mistério e abandonar a pretensão de possuir uma compreensão total de Deus. Entretanto, a aplicação feita por Bildade pode tornar-se incoerente com Jesus quando a pequenez humana passa de reconhecimento dos limites para desvalorização da pessoa. Jesus demonstrou, em Sua vida e em Seus ensinos, que a grandeza de Deus não diminui a dignidade humana: acolheu crianças, pobres, enfermos, marginalizados e pessoas desprezadas, tratando cada pessoa como alguém digno de amor e cuidado. Portanto, a imagem do ser humano como insignificante ou indigno não pode ser tomada automaticamente como Revelação definitiva apenas porque aparece no texto bíblico. Segundo o princípio adotado nesta leitura, somente aquilo que for coerente com Jesus, Seus ensinos e Suas vivências pode ser entendido como Revelação, vontade e Palavra de Deus. Este é o único princípio absoluto para compreender o que seja inspiração divina, a verdadeira Palavra e a verdadeira Vontade de Deus. Tudo aquilo que não for coerente com Jesus deve ser entendido como “Acréscimo Humano”, bem-intencionado ou não. Assim, a humildade diante da grandeza divina permanece compatível com Jesus, enquanto qualquer interpretação que transforme humildade em desprezo pelo ser humano precisa ser distinguida daquilo que Jesus efetivamente revelou por Sua vida e por Seu ensino.

BIBLIOGRAFIA

  1. CLINES, David J. A. Job 21–37. Word Biblical Commentary, 2006.
  2. HABEL, Norman C. The Book of Job: A Commentary. Westminster Press, 1985.
  3. HARTLEY, John E. The Book of Job. New International Commentary on the Old Testament, 1988.
  4. BALENTINE, Samuel E. Job. Smyth & Helwys Bible Commentary, 2006.
  5. NEWSOM, Carol A. The Book of Job: A Contest of Moral Imaginations. Oxford University Press, 2003.

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'472<<< >>> ÍNDICE     facebook


JÓ 26 - A GRANDEZA DO CRIADOR
A IRONIA DE JÓ À RESPOSTA DE BILDADE — Jó 26:1-4
O PODER DE DEUS SOBRE A CRIAÇÃO — Jó 26:5-13
A GRANDEZA INSONDÁVEL DE DEUS — Jó 26:14

TEXTO BÍBLICO
.
24 setembro 2026
Letra

.

(estrofe 1)

Então Jó respondeu e começou a falar,
dizendo: “Como ajudaste quem não podia se amparar?
Como salvaste o braço sem nenhuma força,
e deste conselho a quem já não tinha resposta?
Como aconselhaste quem não tinha sabedoria,
e mostraste grande conhecimento e valia?
A quem dirigiste tuas palavras afinal,
e de quem veio esse espírito tão especial?”

(estrofe 2)

Os mortos estremecem debaixo das águas,
e diante dele aparecem regiões profundas e vagas;
o Sheol está nu perante o Seu olhar,
e o Abadom não consegue se ocultar.
Ele estende o norte sobre o vazio,
e suspende a terra sobre o espaço sombrio;
prende as águas dentro das Suas nuvens,
e a nuvem não se rompe sob cargas tão imensas.

(estrofe 3)

Ele cobre a face do Seu trono celestial,
e sobre ele estende a Sua nuvem como um véu natural;
traça um círculo sobre as águas do horizonte,
até onde a luz se separa da escuridão distante.
As colunas do céu estremecem diante do Seu poder,
e ficam admiradas quando Ele as faz tremer;
com Sua força agitou o mar poderoso,
e com Seu entendimento feriu o monstro orgulhoso.

(refrão)

Jó contempla o universo e reconhece a imensidão,
mas não transforma mistério em simples explicação;
Jesus ensinou a olhar o mundo com reverência e amor,
sem usar o poder de Deus para justificar terror.
A grandeza divina não precisa de opressão,
nem exige que o fraco seja tratado sem compaixão;
quanto maior o mistério que não podemos alcançar,
maior deve ser o cuidado com quem podemos amar.

(refrão especial)

Tudo isto está na Bíblia, mas preste muita atenção:
O que for de maltratar o próximo, não é de Deus Revelação.
Se abençoar um só povo, não é do amor universal de Jesus,
Tudo diferente ao ensino dEle, nunca nos serve como luz.
O mundo todo é amado de Deus, Ele não ignora ninguém,
Cada credo O entende diferente, como entre nós ocorre também.
Sobre Bíblia e tudo no mundo, Ele é o melhor que Deus nos deu,
Diferindo Sua Palavra, dos acréscimos do que dEle se entendeu.

(estrofe 4)

Pelo Seu sopro os céus ficam claros e brilhantes,
Sua mão atravessa a serpente fugitiva nos mares gigantes;
estes são apenas os limites de Seus caminhos,
e quanto pouco ouvimos de Seus desígnios!
Somente um sussurro conseguimos perceber,
um pequeno fragmento do que Ele pode fazer;
mas quem compreenderá todo o Seu trovão?
Quem poderá sondar tamanha dimensão?

(estrofe 5)

Ele suspende a terra sobre o vazio profundo,
e sustenta os céus sem depender deste mundo;
faz a luz avançar e a escuridão recuar,
e ninguém pode Seu poder totalmente explicar.
O mar se agita quando Sua força o alcança,
e até o caos diante de Seu comando balança;
mas tudo que se percebe é apenas uma parte,
do mistério que ultrapassa qualquer olhar ou arte.

(refrão)

A criação proclama uma grandeza que excede a visão,
e Jó reconhece os limites da compreensão;
Jesus revelou o Deus que chama ao amor,
não o poder usado para impor medo e terror.
Contemplar o céu pode despertar admiração,
mas seguir Jesus transforma essa admiração em ação;
se Deus sustenta a vida em toda a sua amplidão,
devemos sustentar o próximo com cuidado e compaixão.

(refrão especial)

Tudo isto está na Bíblia, mas preste muita atenção:
O que for de maltratar o próximo, não é de Deus Revelação.
Se abençoar um só povo, não é do amor universal de Jesus,
Tudo diferente ao ensino dEle, nunca nos serve como luz.
O mundo todo é amado de Deus, Ele não ignora ninguém,
Cada credo O entende diferente, como entre nós ocorre também.
Sobre Bíblia e tudo no mundo, Ele é o melhor que Deus nos deu,
Diferindo Sua Palavra, dos acréscimos do que dEle se entendeu.

A GRANDEZA DIVINA E O LIMITE DA COMPREENSÃO HUMANA

Jó 26 contém elementos que podem ser considerados coerentes com Jesus, sobretudo a humildade diante do mistério, o reconhecimento de que a realidade divina ultrapassa a compreensão humana e a contemplação reverente da criação. A própria ironia inicial de Jó também tem importância: ele questiona uma resposta religiosa que, embora fale de Deus, não necessariamente responde à realidade concreta de quem sofre. Isso se aproxima da postura de Jesus diante de discursos religiosos que podiam preservar palavras corretas sobre Deus e, ainda assim, perder a essência da misericórdia. As imagens cósmicas do capítulo, porém, pertencem à linguagem poética e à cosmologia do antigo texto e não precisam ser tomadas como descrições científicas ou como revelação literal sobre cada aspecto da estrutura do universo. Segundo o princípio adotado nesta leitura, somente aquilo que for coerente com Jesus, Seus ensinos e Suas vivências pode ser entendido como Revelação, vontade e Palavra de Deus. Este é o único princípio absoluto para compreender o que seja inspiração divina, a verdadeira Palavra e a verdadeira Vontade de Deus. Tudo aquilo que não for coerente com Jesus deve ser entendido como “Acréscimo Humano”, bem-intencionado ou não. Assim, a humildade de Jó diante do que não consegue compreender e sua crítica à falsa sabedoria podem ser acolhidas; já qualquer uso das imagens de poder para justificar violência, medo, opressão ou desprezo pelo ser humano precisa ser distinguido da revelação de Deus vivida e ensinada por Jesus.

BIBLIOGRAFIA

  1. HABEL, Norman C. The Book of Job: A Commentary. Westminster Press, 1985.
  2. HARTLEY, John E. The Book of Job. New International Commentary on the Old Testament, 1988.
  3. CLINES, David J. A. Job 21–37. Word Biblical Commentary, 2006.
  4. BALENTINE, Samuel E. Job. Smyth & Helwys Bible Commentary, 2006.
  5. SEOW, C. L. Job 1–21: Interpretation and Commentary. Eerdmans, 2013.

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'473<<< >>> ÍNDICE     facebook


JÓ 27 - A INTEGRIDADE DE JÓ
Jó 27:1-6 — Jó mantém sua integridade
Jó 27:7-12 — A porção do ímpio e a justiça de Deus
Jó 27:13-23 — O destino dos perversos

TEXTO BÍBLICO
.
25 setembro 2026
Letra

.

(estrofe 1)

Jó continuou seu discurso e então declarou:
Pelo Deus vivo, que meu direito retirou,
Pelo Todo-Poderoso, que amargura me deu,
Enquanto houver vida em mim, não negarei o que sou eu.
Meus lábios não dirão qualquer falsidade,
Minha língua não pronunciará uma mentira à vontade;
Longe de mim reconhecer que vocês tenham razão,
Até morrer, não abrirei mão da minha integridade, não.

(estrofe 2)

Minha justiça mantenho, e dela não abrirei mão,
Minha consciência não me acusa em meu coração;
Que meu inimigo tenha a sorte do perverso,
E meu adversário receba o destino do universo.
Qual esperança terá o ímpio quando for cortado?
Quando Deus lhe tirar a vida, o que terá alcançado?
Acaso Deus ouvirá seu clamor na aflição,
Quando sobre ele vier a angústia e a tribulação?

(estrofe 3)

Eu lhes ensinarei pela mão do Senhor,
Não ocultarei os caminhos do Todo-Poderoso e seu rigor;
Todos vocês já viram, por que então argumentar?
Por que falam como quem nada consegue enxergar?
Esta é a porção do homem perverso diante de Deus,
Esta é a herança que o violento recebe dos céus;
Se seus filhos se multiplicarem, à espada poderão cair,
E seus descendentes não terão pão para repartir.

(refrão)

Jó guarda sua integridade e não quer mentir,
Mesmo sofrendo, sua consciência deseja persistir;
Jesus ensinou verdade, misericórdia e compaixão,
E não condenou o aflito por sua tribulação.
Mas nem todo sofrimento prova culpa ou condenação,
Nem toda riqueza revela divina aprovação;
A fidelidade pode permanecer na escuridão,
E a justiça deve caminhar unida ao amor no coração.

(refrão especial)

Tudo isto está na Bíblia, mas preste muita atenção:
O que for de maltratar o próximo, não é de Deus Revelação.
Se abençoar um só povo, não é do amor universal de Jesus,
Tudo diferente ao ensino dEle, nunca nos serve como luz.
O mundo todo é amado de Deus, Ele não ignora ninguém,
Cada credo O entende diferente, como entre nós ocorre também.
Sobre Bíblia e tudo no mundo, Ele é o melhor que Deus nos deu,
Diferindo Sua Palavra, dos acréscimos do que dEle se entendeu.

(estrofe 4)

Ainda que sua casa seja cheia de prata,
Sua riqueza será repartida, e sua descendência maltratada;
Sua prole poderá morrer pela espada,
E seus filhos não terão a mesa abastecida de nada.
Os sobreviventes serão sepultados pela peste,
E suas próprias viúvas não terão quem lhes preste;
Ainda que acumule prata como areia no chão,
O justo vestirá sua riqueza, e o inocente terá sua porção.

(estrofe 5)

Como traça, sua casa será consumida,
Como cabana de guarda, será logo destruída;
O rico se deita, mas não mais tornará a acordar,
Abre os olhos pela manhã, e tudo poderá lhe faltar.
Terror o alcançará como águas a transbordar,
A tempestade o levará quando o vento começar;
O vento oriental o arrancará de seu lugar,
E, por sua causa, todos baterão palmas ao passar.

(refrão)

Jó permanece firme, defendendo seu coração,
Enquanto descreve do perverso a destruição;
Jesus chamou ao amor, ao perdão e à verdade,
E ensinou que o próximo merece dignidade.
O mal pode trazer consequências e destruição,
Mas não cabe ao homem decretar toda condenação;
A vida de Jesus revela misericórdia em ação,
E o amor deve ser o critério da interpretação.

(refrão especial)

Tudo isto está na Bíblia, mas preste muita atenção:
O que for de maltratar o próximo, não é de Deus Revelação.
Se abençoar um só povo, não é do amor universal de Jesus,
Tudo diferente ao ensino dEle, nunca nos serve como luz.
O mundo todo é amado de Deus, Ele não ignora ninguém,
Cada credo O entende diferente, como entre nós ocorre também.
Sobre Bíblia e tudo no mundo, Ele é o melhor que Deus nos deu,
Diferindo Sua Palavra, dos acréscimos do que dEle se entendeu.

COERÊNCIA COM JESUS E ACRÉSCIMO HUMANO

Segundo o princípio adotado nesta leitura, há em Jó 27 elementos coerentes com Jesus, especialmente a defesa da integridade, a recusa de mentir, a busca pela verdade, a consciência diante de Deus e a denúncia das consequências da violência e da injustiça. Também é compreensível a revolta de Jó diante de uma situação que considera injusta. Entretanto, as descrições de morte, destruição dos filhos e ruína dos perversos não podem ser tomadas automaticamente como uma fórmula absoluta segundo a qual todo sofrimento seria castigo divino ou toda prosperidade seria aprovação de Deus, pois Jesus não ensinou essa correspondência mecânica e mostrou misericórdia diante dos sofredores. Assim, segundo o princípio desta série, somente aquilo que é coerente com Jesus, Seus ensinos e Suas vivências pode ser entendido como Revelação, vontade e Palavra de Deus. Este é o único princípio absoluto para discernir o que seja verdadeira inspiração divina, verdadeira Palavra e verdadeira Vontade de Deus: aquilo que não for coerente com Jesus deve ser compreendido como “Acréscimo Humano”, seja ele bem-intencionado ou não. Em Jó 27, portanto, a fidelidade, a honestidade e a defesa da integridade podem ser acolhidas; já as imagens que transformam a destruição dos perversos numa regra universal sobre a ação de Deus precisam ser submetidas ao critério maior revelado na vida e nos ensinos de Jesus.

BIBLIOGRAFIA

DAVIDSON, Robert. The Book of Job. 1994.

CLINES, David J. A. Job 1–20. Word Biblical Commentary, Volume 17. 1989.

CLINES, David J. A. Job 21–37. Word Biblical Commentary, Volume 18A. 2006.

BALENTINE, Samuel E. Job. Smyth & Helwys Bible Commentary. 2006.

SEOW, C. L. Job 1–42: Interpretation and Commentary. 2013.


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'474<<< >>> ÍNDICE     facebook


JÓ 28 - ONDE ESTÁ A SABEDORIA
Jó 28:1-11 — O homem explora os tesouros escondidos da terra
Jó 28:12-22 — A sabedoria não pode ser comprada nem encontrada facilmente
Jó 28:23-28 — Deus conhece o caminho da sabedoria

TEXTO BÍBLICO
.
26 setembro 2026
Letra

.

(estrofe 1)

Há lugar onde a prata é extraída do chão,
E o ouro refinado recebe sua purificação;
O ferro é tirado da terra, e a pedra vira metal,
Nas trevas o homem procura tesouro mineral.
Abre canais nas rochas, desce ao lugar mais profundo,
Seus olhos contemplam riquezas escondidas do mundo;
A terra de onde sai o pão, por baixo é transformada,
E suas pedras guardam riqueza cuidadosamente encerrada.

(estrofe 2)

O homem põe a mão no duro rochedo da montanha,
Revira seus fundamentos, onde a riqueza se entranha;
Abre galerias na pedra, longe da luz do dia,
E procura no escuro aquilo que ninguém via.
Por caminhos desconhecidos passa o trabalhador,
Nem mesmo a ave de rapina conhece seu labor;
O leão jamais pisou essas sendas escondidas,
Mas o homem as percorre em suas buscas atrevidas.

(estrofe 3)

Sua mão corta a rocha e revolve a região,
Derruba montanhas pela força de sua mão;
Abre túneis nas pedras, junto às águas faz parar,
E tudo o que é precioso seus olhos podem encontrar.
Detém o curso dos rios e traz coisas ocultas à luz,
Mas onde encontrar sabedoria, ninguém sabe conduzir?
Onde está o entendimento, quem poderá mostrar?
Seu valor é tão profundo que ninguém pode calcular.

(refrão)

A prata pode ser achada, o ouro pode ser comprado,
Mas o preço da sabedoria não pode ser calculado;
Jesus ensinou que os simples podem perceber a verdade,
E colocou o amor acima da riqueza e da vaidade.
A sabedoria não é apenas conhecer e conquistar,
É viver a misericórdia e o próximo respeitar;
Quem busca a verdade deve também aprender a amar,
Pois diante de Deus, o amor é caminho para caminhar.

(refrão especial)

Tudo isto está na Bíblia, mas preste muita atenção:
O que for de maltratar o próximo, não é de Deus Revelação.
Se abençoar um só povo, não é do amor universal de Jesus,
Tudo diferente ao ensino dEle, nunca nos serve como luz.
O mundo todo é amado de Deus, Ele não ignora ninguém,
Cada credo O entende diferente, como entre nós ocorre também.
Sobre Bíblia e tudo no mundo, Ele é o melhor que Deus nos deu,
Diferindo Sua Palavra, dos acréscimos do que dEle se entendeu.

(estrofe 4)

Não se troca sabedoria por ouro ou por cristal,
Nem por joias preciosas ou tesouro material;
Não vale o ouro de Ofir, nem a pedra mais brilhante,
Nem safira, nem o vidro, nem pérola reluzente.
O ouro e o cristal não podem ser sua avaliação,
E vasos de ouro fino não lhe chegam à comparação;
Coral e jaspe sequer podem seu preço alcançar,
Pois a sabedoria é mais preciosa que todo esse lugar.

(estrofe 5)

De onde vem a sabedoria, onde mora o entendimento?
O homem desconhece seu caminho e seu nascimento;
Ela não se encontra na terra dos vivos, nem no mar,
Nem no abismo, nem na morte alguém pode a encontrar.
Deus conhece seu caminho e sabe onde ela está,
Ele vê até os confins da terra e tudo observará;
Quando determinou os ventos, pesou as águas e as mediu,
Então viu a sabedoria e declarou onde ela surgiu.

(refrão)

Deus conhece a sabedoria, seu caminho e seu lugar,
Mas Jesus mostrou no amor onde podemos procurá-la;
Temer a Deus e fugir do mal é sabedoria no viver,
E amar como Ele amou é também aprender a crescer.
Não basta dominar a terra, o minério e o mar,
Nem acumular riquezas para a verdade alcançar;
A sabedoria se revela quando o amor entra em ação,
E transforma conhecimento em cuidado e compaixão.

(refrão especial)

Tudo isto está na Bíblia, mas preste muita atenção:
O que for de maltratar o próximo, não é de Deus Revelação.
Se abençoar um só povo, não é do amor universal de Jesus,
Tudo diferente ao ensino dEle, nunca nos serve como luz.
O mundo todo é amado de Deus, Ele não ignora ninguém,
Cada credo O entende diferente, como entre nós ocorre também.
Sobre Bíblia e tudo no mundo, Ele é o melhor que Deus nos deu,
Diferindo Sua Palavra, dos acréscimos do que dEle se entendeu.

A SABEDORIA À LUZ DE JESUS

Segundo o princípio desta leitura, Jó 28 apresenta forte coerência com Jesus ao mostrar que a verdadeira sabedoria não pode ser reduzida à riqueza, ao poder, à capacidade técnica ou à conquista dos tesouros escondidos da natureza. O capítulo reconhece os limites humanos e coloca a sabedoria em uma dimensão que ultrapassa aquilo que pode ser comprado ou simplesmente acumulado. Isso se aproxima do ensino de Jesus, que relativizou as riquezas, valorizou os humildes e colocou o amor a Deus e ao próximo no centro da vida. A afirmação final de que “o temor do Senhor é a sabedoria, e apartar-se do mal é o entendimento” também pode ser compreendida de modo coerente com uma vida orientada para o bem. Entretanto, segundo o critério adotado nesta série, qualquer compreensão de “temor de Deus” que produza terror, violência, opressão ou desprezo pelo próximo deve ser rejeitada. Somente aquilo que é coerente com Jesus, Seus ensinos e Suas vivências pode ser entendido como Revelação, vontade e Palavra de Deus; este é, nesta proposta hermenêutica, o único princípio absoluto para discernir a verdadeira inspiração divina, a verdadeira Palavra e a verdadeira Vontade de Deus. Tudo que não for coerente com Jesus deve ser compreendido como “Acréscimo Humano”, bem-intencionado ou não.

BIBLIOGRAFIA

CRAWFORD, Sidnie White. “Job”. In: The New Interpreter’s Bible, Volume IV. 1996.

ALTER, Robert. The Wisdom Books: Job, Proverbs, and Ecclesiastes. 2010.

NEWSOM, Carol A. The Book of Job: A Contest of Moral Imaginations. 2003.

SEOW, C. L. Job 1–42: Interpretation and Commentary. 2013.

BALENTINE, Samuel E. Job. Smyth & Helwys Bible Commentary. 2006.


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'475<<< >>> ÍNDICE     facebook


JÓ 29 - OS DIAS DE HONRA
Jó 29:1-6 — A lembrança dos dias em que Deus estava com ele
Jó 29:7-17 — Honra pública e defesa dos necessitados
Jó 29:18-25 — A esperança de permanecer como conselheiro e guia

TEXTO BÍBLICO
.
27 setembro 2026
Letra

.

(estrofe 1)

Ah, quem me dera voltar aos dias de outrora,
Quando Deus me guardava como luz que não vai embora;
Quando sua lâmpada brilhava sobre minha cabeça,
E sua luz me guiava antes que a noite aparecesse.
Como eu era nos dias da minha mocidade,
Quando Deus estava comigo em minha prosperidade;
Quando o Todo-Poderoso estava junto à minha casa,
E meus filhos ao redor, como oliveiras em sua praça.

(estrofe 2)

Quando meus caminhos tinham leite em abundância,
E a rocha derramava azeite sobre minha confiança;
Quando eu saía à porta da cidade para me assentar,
Os jovens recuavam, os velhos vinham se levantar.
Os príncipes interrompiam sua conversa respeitosa,
E colocavam a mão sobre a boca silenciosa;
Os nobres se calavam, sem saber o que dizer,
Pois minha presença fazia toda voz emudecer.

(estrofe 3)

O ouvido que me escutava dizia que eu era feliz,
E o olho que me via dava testemunho do que eu fiz;
Porque eu livrava o pobre que clamava em aflição,
E o órfão sem auxílio encontrava proteção.
A bênção do que estava prestes a perecer vinha sobre mim,
E fazia o coração da viúva cantar até o fim;
Eu me vestia de justiça, que era minha veste e meu traje,
E meu direito era como manto cobrindo minha imagem.

(refrão)

Jó recorda os dias em que podia socorrer,
E sua honra vinha do cuidado que sabia exercer;
Jesus também acolheu o pobre, o pequeno e o sofredor,
Colocando a misericórdia acima do prestígio e do poder.
A antiga honra de Jó não estava somente na posição,
Mas em defender quem clamava por justiça e proteção;
Porém a glória humana é passageira como a flor,
E o maior caminho é servir com humildade e amor.

(refrão especial)

Tudo isto está na Bíblia, mas preste muita atenção:
O que for de maltratar o próximo, não é de Deus Revelação.
Se abençoar um só povo, não é do amor universal de Jesus,
Tudo diferente ao ensino dEle, nunca nos serve como luz.
O mundo todo é amado de Deus, Ele não ignora ninguém,
Cada credo O entende diferente, como entre nós ocorre também.
Sobre Bíblia e tudo no mundo, Ele é o melhor que Deus nos deu,
Diferindo Sua Palavra, dos acréscimos do que dEle se entendeu.

(estrofe 4)

Eu era olhos para o cego, pés para quem não podia andar,
Era pai para o necessitado que precisava se amparar;
Eu quebrava as presas do perverso e arrancava sua presa,
Tirava a vítima das mãos de quem usava a força e a riqueza.
Pensava: Morrerei em minha casa, com meus dias numerosos,
Como areia que se espalha, seriam meus anos venturosos;
Minha raiz alcançaria a água, meu ramo seria verdejante,
E meu orvalho permaneceria sobre mim constantemente.

(estrofe 5)

Minha honra seria renovada comigo dia após dia,
E meu arco se fortaleceria enquanto minha mão o brandia;
As pessoas me ouviam e esperavam minha orientação,
Guardavam silêncio diante de mim para receber minha instrução.
Depois que eu falava, ninguém precisava acrescentar,
Minha palavra caía sobre eles como chuva a repousar;
Eu lhes sorria, e eles mal podiam acreditar,
Como quem recebe conforto e aprende novamente a esperar.

(refrão)

Jó olha para trás e contempla sua antiga posição,
Quando sua palavra era ouvida com respeito e atenção;
Jesus ensinou que grande não é quem manda ou domina,
Mas quem serve e acolhe, com compaixão genuína.
Defender o fraco e levantar quem está caído
É um caminho que encontra no Evangelho seu sentido;
Mas buscar somente honra pode desviar o coração,
Pois servir vale mais que receber admiração.

(refrão especial)

Tudo isto está na Bíblia, mas preste muita atenção:
O que for de maltratar o próximo, não é de Deus Revelação.
Se abençoar um só povo, não é do amor universal de Jesus,
Tudo diferente ao ensino dEle, nunca nos serve como luz.
O mundo todo é amado de Deus, Ele não ignora ninguém,
Cada credo O entende diferente, como entre nós ocorre também.
Sobre Bíblia e tudo no mundo, Ele é o melhor que Deus nos deu,
Diferindo Sua Palavra, dos acréscimos do que dEle se entendeu.

O QUE JÓ 29 REVELA À LUZ DE JESUS

Segundo o princípio adotado nesta leitura, Jó 29 apresenta elementos fortemente coerentes com Jesus quando descreve a defesa do pobre, do órfão, da viúva, do cego, do necessitado e da pessoa vítima da violência; a grandeza de Jó, na própria narrativa, aparece ligada ao serviço e à proteção dos vulneráveis, e isso encontra correspondência no modo como Jesus acolheu os pequenos, os sofredores e os socialmente desprezados. Também é compreensível a dor de perder uma posição de respeito e a lembrança de um tempo em que sua vida tinha reconhecimento. Entretanto, a valorização da honra social, da autoridade e da admiração pública precisa ser relativizada à luz de Jesus, que ensinou que quem quiser ser grande deve servir e que a recompensa humana não deve ser o centro da vida. Portanto, somente aquilo que for coerente com Jesus, Seus ensinos e Suas vivências pode ser entendido como Revelação, vontade e Palavra de Deus; este é, segundo esta proposta hermenêutica, o único princípio absoluto para discernir a inspiração divina, a verdadeira Palavra e a verdadeira Vontade de Deus. Tudo que não for coerente com Jesus deve ser compreendido como “Acréscimo Humano”, bem-intencionado ou não.

BIBLIOGRAFIA

HABEL, Norman C. The Book of Job: A Commentary. 1985.

HARTLEY, John E. The Book of Job. 1988.

GOOD, Edwin M. In Turns of Tempest: A Reading of Job, with a Translation. 1990.

ALTER, Robert. The Wisdom Books: Job, Proverbs, and Ecclesiastes. 2010.

SEOW, C. L. Job 1–42: Interpretation and Commentary. 2013.


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JÓ 30 - AGORA SOU DESPREZADO

Jó 30:1-15 — A humilhação diante dos homens

Jó 30:16-23 — A dor ea sensação de abandono

Jó 30:24-31 — O lamento diante da aflição

TEXTO BÍBLICO
.
28 setembro 2026
Letra

.

(estrofe 1)

Agora zombam de mim os que são mais jovens,
Cujos pais eu julgava indignos entre os rebanhos;
Não os colocaria nem entre meus cães pastores,
Pois eram fracos e inúteis como velhos trabalhadores.
Sua força era pouca, sua vida, sem vigor,
Expulsos da terra, castigados pela fome e pela dor;
Recolhiam ervas entre os arbustos do chão,
E tinham como alimento a raiz de uma planta agreste então.

(estrofe 2)

Eram expulsos do meio dos homens, sem consideração,
Gritavam atrás deles como ladrões em perseguição;
Habitavam em lugares secos, entre pedras e espinhos,
Dormiam nas cavernas, escondidos pelos caminhos.
Agora me têm por motivo de riso e zombaria,
Sou para eles uma palavra de escárnio todo dia;
Abominam-me, afastam-se e não poupam seu desdém,
E diante de mim cospem, sem respeitar ninguém.

(estrofe 3)

Porque Deus soltou minha corda e me humilhou,
Eles se levantam contra mim, pois minha honra acabou;
À minha direita se levantam, para me derrubar,
E contra meus pés armam laços para me fazer tombar.
Destroem meu caminho, procuram minha ruína,
Avançam contra mim como força que não termina;
Como por uma brecha larga eles chegam sem temor,
E entre as ruínas avançam, aumentando minha dor.

(refrão)

Quem ontem tinha honra hoje enfrenta humilhação,
E Jó pergunta a Deus pela razão de tanta aflição;
Jesus se aproximou de quem sofria e era desprezado,
E jamais tratou o humilhado como alguém descartado.
O sofrimento não transforma o sofredor em culpado,
Nem o desprezo dos homens torna alguém condenado;
A dignidade humana não depende de posição,
E a compaixão deve vencer toda humilhação.

(refrão especial)

Tudo isto está na Bíblia, mas preste muita atenção:
O que for de maltratar o próximo, não é de Deus Revelação.
Se abençoar um só povo, não é do amor universal de Jesus,
Tudo diferente ao ensino dEle, nunca nos serve como luz.
O mundo todo é amado de Deus, Ele não ignora ninguém,
Cada credo O entende diferente, como entre nós ocorre também.
Sobre Bíblia e tudo no mundo, Ele é o melhor que Deus nos deu,
Diferindo Sua Palavra, dos acréscimos do que dEle se entendeu.

(estrofe 4)

Meu íntimo se desfaz, os dias de aflição me alcançam,
A noite pesa sobre mim, e minhas vestes me apertam;
Ele me lançou na lama, e tornei-me como pó e cinza,
Clamo, mas não me responde; permaneço sem saída.
Transformou-se em perseguidor minha própria dor,
Sua mão pesada me oprime com grande rigor;
Levanta-me e me lança ao vento, fazendo-me voar,
E desfaz minha esperança, deixando-me sem lugar.

(estrofe 5)

Se clamo por ajuda, não há resposta ao meu clamor,
Quando me volto, vejo somente silêncio e dor;
Tornou-se cruel comigo, com força de sua mão,
E me arrasta pelo vento, como se eu fosse palha no chão.
Sei que me conduzes à morte, à casa destinada ao vivente,
À morada preparada para toda criatura existente;
Minha harpa se transformou em lamento e gemido,
E minha flauta agora acompanha o choro sofrido.

(refrão)

Jó sente que sua oração encontra apenas solidão,
E descreve como perseguição aquilo que vive na aflição;
Jesus ensinou a procurar, bater e continuar a pedir,
Mas também chorou diante da dor que viu surgir.
A linguagem de Jó revela sua experiência dolorosa,
Não precisa transformar sua percepção em verdade absoluta;
Onde houver desespero, Jesus aponta para compaixão,
E não para vingança, abandono ou condenação.

(refrão especial)

Tudo isto está na Bíblia, mas preste muita atenção:
O que for de maltratar o próximo, não é de Deus Revelação.
Se abençoar um só povo, não é do amor universal de Jesus,
Tudo diferente ao ensino dEle, nunca nos serve como luz.
O mundo todo é amado de Deus, Ele não ignora ninguém,
Cada credo O entende diferente, como entre nós ocorre também.
Sobre Bíblia e tudo no mundo, Ele é o melhor que Deus nos deu,
Diferindo Sua Palavra, dos acréscimos do que dEle se entendeu.

A DOR DE JÓ DIANTE DO CRITÉRIO DE JESUS

Segundo o princípio adotado nesta leitura, Jó 30 contém forte coerência com Jesus quando denuncia a humilhação, o desprezo social, a violência contra o vulnerável e a transformação da pessoa antes honrada em objeto de escárnio. A experiência de Jó também mostra que alguém pode sofrer profundamente sem que seu sofrimento seja prova de culpa, e sua sinceridade ao expressar dor e abandono preserva a honestidade diante de Deus. Jesus demonstrou especial atenção aos desprezados, aos enfermos e aos que carregavam sofrimento, portanto a defesa da dignidade humana e a rejeição da humilhação são coerentes com Sua vida e Seus ensinos. Já as passagens em que Jó interpreta sua experiência como ação cruel e perseguidora de Deus devem ser entendidas, nesta leitura, como a expressão de sua percepção em meio à dor, e não automaticamente como descrição definitiva de quem Deus é; Jesus revelou Deus por meio do amor, da misericórdia, do perdão e do cuidado. Somente aquilo que for coerente com Jesus, Seus ensinos e Suas vivências pode ser entendido como Revelação, vontade e Palavra de Deus; este é, nesta proposta, o único princípio absoluto para discernir a inspiração divina, a verdadeira Palavra e a verdadeira Vontade de Deus. Tudo que não for coerente com Jesus deve ser compreendido como “Acréscimo Humano”, bem-intencionado ou não.

BIBLIOGRAFIA

HABEL, Norman C. The Book of Job: A Commentary. 1985.

HARTLEY, John E. The Book of Job. 1988.

GOOD, Edwin M. In Turns of Tempest: A Reading of Job, with a Translation. 1990.

NEWSOM, Carol A. The Book of Job: A Contest of Moral Imaginations. 2003.

SEOW, C. L. Job 1–42: Interpretation and Commentary. 2013.


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JÓ 31 - MEU JURAMENTO DE INTEGRIDADE

Jó 31:1-12 — Pureza do coração e fidelidade conjugal

Jó 31:13-23 — Justiça para servos, pobres e necessitados

Jó 31:24-34 — Rejeição da riqueza, da idolatria e da hipocrisia

Jó 31:35-40 — O desafio de Jó a seus acusadores

TEXTO BÍBLICO
.
29 setembro 2026
Letra

.

(estrofe 1)

Fiz uma aliança com meus olhos, para não olhar com desejo,
Por que haveria de pensar numa jovem com malicioso ensejo?
Que porção receberia de Deus, que herança lá do alto,
Senão desgraça para o perverso e sofrimento para o incauto?
Não vê Deus meus caminhos, não conta cada passo meu?
Se andei com falsidade, se minha balança me enganou,
Que Deus me pese em balança justa, examine meu coração,
E veja se há maldade ou engano escondido em minha mão.

(estrofe 2)

Se meus passos se desviaram, seguindo meus próprios desejos,
Se meu coração foi seduzido por outros caminhos e ensejos,
Que minha esposa seja dada a outro, se eu tiver sido infiel,
Pois seria uma perversidade, um fogo que consome até o céu.
Não desprezei o direito de meu servo ou de minha serva,
Quando comigo discutiam, quando reclamavam sua reserva;
Pois aquele que os criou também me criou igualmente,
E o mesmo Deus formou tanto a mim quanto a essa gente.

(estrofe 3)

Neguei ajuda ao pobre ou deixei a viúva esperar?
Comi sozinho meu pão, sem ao órfão dele compartilhar?
Desde minha juventude o órfão cresceu comigo,
E a viúva recebeu cuidado, não ficou sem abrigo.
Se vi alguém perecendo por falta de roupa ou proteção,
Não deixei que passasse frio diante da minha mão;
Se levantei minha mão contra o órfão, julgando ter poder,
Que meu braço caia do ombro e não possa mais se erguer.

(refrão)

Jó apresenta sua vida diante de Deus sem se esconder,
E deseja que sua conduta seja examinada para se conhecer;
Jesus ensinou pureza de coração e fidelidade no amar,
E também mandou ao próximo justiça e cuidado prestar.
A defesa do pobre e do fraco encontra eco no Evangelho,
Pois o amor verdadeiro não deixa o necessitado sozinho;
Mas Jesus também rejeitou a justiça feita para aparecer,
Chamando à verdade interior, não apenas ao parecer.

(refrão especial)

Tudo isto está na Bíblia, mas preste muita atenção:
O que for de maltratar o próximo, não é de Deus Revelação.
Se abençoar um só povo, não é do amor universal de Jesus,
Tudo diferente ao ensino dEle, nunca nos serve como luz.
O mundo todo é amado de Deus, Ele não ignora ninguém,
Cada credo O entende diferente, como entre nós ocorre também.
Sobre Bíblia e tudo no mundo, Ele é o melhor que Deus nos deu,
Diferindo Sua Palavra, dos acréscimos do que dEle se entendeu.

(estrofe 4)

Se pus no ouro minha esperança, dizendo: “Tu és minha confiança”,
Se me alegrei porque minha riqueza cresceu com abundância,
Se contemplei o sol brilhante ou a lua caminhando em esplendor,
E meu coração foi secretamente atraído por seu fulgor,
Também isso seria uma culpa que mereceria julgamento,
Pois eu teria negado ao Deus do alto meu reconhecimento;
Se me alegrei com a desgraça de quem me odiava ou perseguia,
Ou disse: “Que seja destruído!”, quando sua ruína acontecia.

(estrofe 5)

Não escondi minha falta, como fazem muitos homens,
Nem cobri no peito meus erros para ninguém saber seus nomes;
Não temi a grande multidão nem o desprezo dos clãs,
Nem fechei minha porta para os que chegavam às manhãs.
Quem dera alguém me escutasse! Aqui está minha assinatura,
Que o Todo-Poderoso responda à minha acusação segura;
Que meu adversário escreva sua acusação e venha apresentar,
Eu a levaria sobre os ombros, como coroa, para mostrar.

(refrão)

Jó rejeita a cobiça, a idolatria e o prazer da vingança,
E coloca sua própria vida diante de Deus em confiança;
Jesus ensinou amar até quem se coloca contra nós,
E não devolver mal por mal, nem responder ao ódio feroz.
A integridade que Jó procura não deve ser aparência exterior,
Mas verdade no íntimo, misericórdia e compromisso com o amor;
E quando alguém reconhece o outro como irmão,
A justiça deixa de ser máscara e se torna ação.

(refrão especial)

Tudo isto está na Bíblia, mas preste muita atenção:
O que for de maltratar o próximo, não é de Deus Revelação.
Se abençoar um só povo, não é do amor universal de Jesus,
Tudo diferente ao ensino dEle, nunca nos serve como luz.
O mundo todo é amado de Deus, Ele não ignora ninguém,
Cada credo O entende diferente, como entre nós ocorre também.
Sobre Bíblia e tudo no mundo, Ele é o melhor que Deus nos deu,
Diferindo Sua Palavra, dos acréscimos do que dEle se entendeu.

A INTEGRIDADE DE JÓ DIANTE DO ENSINO DE JESUS

Segundo o princípio adotado nesta leitura, Jó 31 contém muitos elementos profundamente coerentes com Jesus: a preocupação com a pureza interior, a fidelidade conjugal, o reconhecimento da dignidade de servos e servas, a proteção do órfão e da viúva, a solidariedade com quem não possui roupas ou alimento, a rejeição da confiança absoluta na riqueza, a recusa da idolatria, o reconhecimento da responsabilidade pessoal e, especialmente, a rejeição da vingança contra o inimigo. Esses elementos correspondem ao espírito de Jesus, que deslocou a justiça para o interior do ser humano e ensinou amor, misericórdia, reconciliação e cuidado com o próximo. A disposição de Jó de ter sua vida examinada também expressa uma busca sincera por integridade. Entretanto, as fórmulas de maldição contra si mesmo e algumas imagens de punição presentes no juramento pertencem à linguagem cultural do texto e não devem ser tomadas automaticamente como revelação definitiva sobre a maneira como Deus age. Jesus não ensinou que a justiça divina deva ser compreendida por meio da violência ou da destruição do outro. Assim, somente aquilo que for coerente com Jesus, Seus ensinos e Suas vivências pode ser entendido como Revelação, vontade e Palavra de Deus; este é, nesta proposta hermenêutica, o único princípio absoluto para discernir a inspiração divina, a verdadeira Palavra e a verdadeira Vontade de Deus. Tudo que não for coerente com Jesus deve ser compreendido como “Acréscimo Humano”, bem-intencionado ou não.

BIBLIOGRAFIA

CLINES, David J. A. Job 21–37. Word Biblical Commentary, Volume 18A. 2006.

BALENTINE, Samuel E. Job. Smyth & Helwys Bible Commentary. 2006.

NEWSOM, Carol A. The Book of Job: A Contest of Moral Imaginations. 2003.

ALTER, Robert. The Wisdom Books: Job, Proverbs, and Ecclesiastes. 2010.

SEOW, C. L. Job 1–42: Interpretation and Commentary. 2013.


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JÓ 32 - ELIÚ COMEÇA A FALAR

Jó 32:1-5 — Eliú se irrita com Jó e com seus amigos

Jó 32:6-10 — Eliú explica por que decidiu falar

Jó 32:11-14 — Eliú ouviu os argumentos dos mais velhos

Jó 32:15-22 — Eliú afirma que precisa falar

TEXTO BÍBLICO
.
30 setembro 2026
Letra

.

(estrofe 1)

Os três homens deixaram de responder a Jó,
Pois ele se julgava justo, sem abandonar sua fé nem seu pó;
Então se acendeu a ira de Eliú, filho de Baraquel,
Contra Jó, que se justificava mais do que ao próprio Deus fiel.
Também contra os três amigos sua ira se levantou,
Porque não encontraram resposta, e ainda assim condenou;
Eliú esperou, porque eles eram mais velhos que ele,
Mas viu que não havia resposta capaz de satisfazê-lo.

(estrofe 2)

Eliú, filho de Baraquel, começou então a falar,
Dos clãs de Buz, da família de Rão, veio se pronunciar;
Eu sou jovem, e vocês são idosos nesta reunião,
Por isso fiquei calado, respeitando sua posição.
Pensei que a idade falaria com sabedoria,
E que muitos anos ensinariam o caminho da prudência e da justiça;
Mas há um espírito no homem, e o sopro do Todo-Poderoso,
Que dá entendimento ao coração do curioso.

(estrofe 3)

Não são sempre os mais velhos os donos da razão,
Nem somente os anciãos compreendem a direção;
Por isso digo: escutem-me, prestem atenção,
Também mostrarei o que penso nesta discussão.
Esperei enquanto vocês procuravam uma resposta,
Observei seus argumentos e cada palavra exposta;
Prestei atenção e percebi, ao terminar,
Que nenhum de vocês conseguiu Jó refutar.

(refrão)

Eliú fala porque os outros não conseguiram responder,
Mas sua juventude não significa que saiba tudo compreender;
Jesus ensinou a ouvir antes de julgar o irmão,
E a não transformar orgulho em falsa conclusão.
Há sabedoria que pode nascer de quem é pequeno,
E também há discurso que parece sábio, mas não é sereno;
A verdade não depende somente de idade ou posição,
Deve caminhar com humildade, justiça e compaixão.

(refrão especial)

Tudo isto está na Bíblia, mas preste muita atenção:
O que for de maltratar o próximo, não é de Deus Revelação.
Se abençoar um só povo, não é do amor universal de Jesus,
Tudo diferente ao ensino dEle, nunca nos serve como luz.
O mundo todo é amado de Deus, Ele não ignora ninguém,
Cada credo O entende diferente, como entre nós ocorre também.
Sobre Bíblia e tudo no mundo, Ele é o melhor que Deus nos deu,
Diferindo Sua Palavra, dos acréscimos do que dEle se entendeu.

(estrofe 4)

Eles ficaram assustados, sem encontrar o que dizer,
Calados, já não sabiam como mais responder;
Também eu tenho palavras, e meu espírito me constrange,
Meu peito é como vinho novo que nos odres velhos se expande.
Preciso falar, para não romper como recipiente fechado,
Como vinho novo que procura espaço, pressionado;
Abrirei minha boca e minha resposta darei,
Meus lábios falarão, sem escolher quem pouparei.

(estrofe 5)

Não farei acepção de pessoas, não usarei palavras de lisonja,
Pois não sei elogiar falsamente, nem fabricar uma esponja;
Se eu buscasse agradar homens, meu Criador me levaria,
Porque minha língua não pode esconder o que meu coração diria.
Deus me livre de chamar alguém pelo título ou nome para honrar,
Pois o meu Criador poderia em breve me levar;
Assim, minhas palavras serão ditas sem favoritismo ou temor,
E Eliú começa a falar, confiando no próprio vigor.

(refrão)

Eliú rompe o silêncio e afirma que precisa se expressar,
Mas sua confiança ainda terá muito a demonstrar;
Jesus ensinou que palavras devem nascer da verdade,
Sem favoritismo, vaidade, desprezo ou crueldade.
Não basta falar muito para alcançar sabedoria,
Nem basta possuir coragem para garantir a verdade do que se dizia;
Quem fala diante de Deus precisa primeiro aprender,
Que humildade e amor também fazem compreender.

(refrão especial)

Tudo isto está na Bíblia, mas preste muita atenção:
O que for de maltratar o próximo, não é de Deus Revelação.
Se abençoar um só povo, não é do amor universal de Jesus,
Tudo diferente ao ensino dEle, nunca nos serve como luz.
O mundo todo é amado de Deus, Ele não ignora ninguém,
Cada credo O entende diferente, como entre nós ocorre também.
Sobre Bíblia e tudo no mundo, Ele é o melhor que Deus nos deu,
Diferindo Sua Palavra, dos acréscimos do que dEle se entendeu.

ELIÚ DIANTE DO CRITÉRIO DE JESUS

Segundo o princípio adotado nesta leitura, Jó 32 apresenta aspectos coerentes com Jesus ao mostrar a importância de escutar, considerar diferentes vozes e reconhecer que idade, posição social ou prestígio não garantem automaticamente sabedoria. Eliú também afirma que não quer fazer acepção de pessoas nem usar palavras de lisonja, algo que pode ser relacionado à busca de imparcialidade e verdade. Sua disposição de falar depois de ouvir os demais também contém um elemento positivo: ele não interrompeu imediatamente os interlocutores mais velhos. Entretanto, sua irritação e sua confiança de que possui uma resposta superior ainda precisam ser examinadas à luz de Jesus, pois falar com convicção não significa necessariamente possuir a verdade, e a sabedoria cristã não se mede pela intensidade da fala nem pela segurança de quem discursa. O capítulo também apresenta a ideia de que o sopro do Todo-Poderoso dá entendimento; nesta leitura, isso deve ser compreendido em harmonia com o critério maior de Jesus, e não como autorização para considerar toda palavra pronunciada em nome de Deus como divina. Somente aquilo que for coerente com Jesus, Seus ensinos e Suas vivências pode ser entendido como Revelação, vontade e Palavra de Deus; este é, nesta proposta hermenêutica, o único princípio absoluto para discernir a inspiração divina, a verdadeira Palavra e a verdadeira Vontade de Deus. Tudo que não for coerente com Jesus deve ser compreendido como “Acréscimo Humano”, bem-intencionado ou não.

BIBLIOGRAFIA

CLINES, David J. A. Job 21–37. Word Biblical Commentary, Volume 18A. 2006.

BALENTINE, Samuel E. Job. Smyth & Helwys Bible Commentary. 2006.

NEWSOM, Carol A. The Book of Job: A Contest of Moral Imaginations. 2003.

SEOW, C. L. Job 1–42: Interpretation and Commentary. 2013.

HARTLEY, John E. The Book of Job. 1988.


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JÓ 33 - DEUS FALA AO HOMEM
Jó 33:1-7 — Eliú pede que Jó escute sua fala
Jó 33:8-18 — Deus pode falar por sonhos e visões
Jó 33:19-28 — A aflição, o mensageiro e a possibilidade de restauração
Jó 33:29-33 — Deus age repetidamente para preservar a vida

TEXTO BÍBLICO
.
1 outubro 2026
Letra

.

(estrofe 1)

Portanto, Jó, escuta minhas palavras com atenção,
Abre os ouvidos para toda a minha declaração;
Eis que minha boca fala e minha língua diz o que sei,
Palavras sinceras dos meus lábios, sem esconder o que pensei.
O espírito de Deus me fez, e o sopro do Todo-Poderoso me deu vida,
Se puderes, responde-me, apresenta tua fala definida;
Diante de Deus somos iguais, feitos do mesmo barro,
Não temas minha presença, pois não colocarei sobre ti nenhum fardo.

(estrofe 2)

Tu disseste aos meus ouvidos, e eu ouvi tua palavra:
“Estou limpo, sem transgressão, e não há culpa em minha alma;
Deus encontra motivos contra mim e me considera seu inimigo,
Põe meus pés em troncos e vigia todos os meus caminhos comigo.”
Nisto não tens razão, pois Deus é maior que qualquer ser,
Por que contendes com Ele, se não pode tudo responder?
Deus fala de uma maneira, depois fala de outra também,
E o homem nem sempre percebe aquilo que de Deus lhe vem.

(estrofe 3)

Em sonho, em visão noturna, quando o sono cai sobre o homem,
Quando repousa no leito e todos os pensamentos se recolhem,
Então Ele abre os ouvidos e dá instrução ao coração,
Para afastar o homem de seus atos e livrá-lo da soberba e perdição.
Retira sua alma da cova, preserva sua vida da espada,
Mas às vezes o homem é corrigido pela dor experimentada;
Seu corpo sofre sobre a cama, seus ossos sentem grande aflição,
E até o alimento perde o gosto diante da sua condição.

(refrão)

Eliú afirma que Deus pode falar por mais de uma direção,
Mas Jesus ensinou discernimento, verdade e compaixão;
Nem todo sonho ou sofrimento deve ser chamado voz de Deus,
Nem toda dor significa que o culpado foi você.
O amor de Deus não precisa nascer do medo ou da opressão,
E Jesus acolheu o sofredor sem lançar sobre ele condenação;
Toda experiência precisa passar pelo critério do amor,
Pois é nele que a vida de Jesus revela quem é o Senhor.

(refrão especial)

Tudo isto está na Bíblia, mas preste muita atenção:
O que for de maltratar o próximo, não é de Deus Revelação.
Se abençoar um só povo, não é do amor universal de Jesus,
Tudo diferente ao ensino dEle, nunca nos serve como luz.
O mundo todo é amado de Deus, Ele não ignora ninguém,
Cada credo O entende diferente, como entre nós ocorre também.
Sobre Bíblia e tudo no mundo, Ele é o melhor que Deus nos deu,
Diferindo Sua Palavra, dos acréscimos do que dEle se entendeu.

(estrofe 4)

Se houver para ele um anjo, um mensageiro entre milhares,
Que mostre ao homem o seu dever nos seus próprios lugares,
Que tenha compaixão e diga: “Livra-o de descer à cova,
Encontrei um resgate para sua vida, que novamente se renova.”
Então sua carne ficará mais jovem, como nos dias da infância,
E voltará aos dias de sua juventude, recuperando esperança;
Ele orará a Deus, que lhe concederá sua aprovação,
E verá com alegria o rosto de Deus em sua restauração.

(estrofe 5)

Deus devolve ao homem sua justiça, e ele canta entre os homens:
“Pequei, torci o caminho, fiz aquilo que não convém;
Mas Deus não me tratou conforme merecia meu pecado,
Livrou minha alma da cova, e minha vida encontrou novo estado.”
Tudo isso Deus faz duas ou três vezes ao homem,
Para afastar sua alma da destruição e sua vida dos que o consomem;
Escuta, Jó, e ouve-me, guarda silêncio para eu ensinar,
Se tiveres alguma resposta, fala, pois quero te escutar.

(refrão)

Eliú vê na restauração uma oportunidade para renascer,
E entende a correção como caminho para sobreviver;
Jesus também chamou à mudança, ao perdão e à conversão,
Mas não ensinou que toda enfermidade nasce de transgressão.
A dor pode provocar perguntas e abrir espaço para aprender,
Mas não cabe transformar o sofrimento em sentença para alguém sofrer;
A verdadeira correção precisa produzir vida e compaixão,
E não medo, culpa, humilhação ou condenação.

(refrão especial)

Tudo isto está na Bíblia, mas preste muita atenção:
O que for de maltratar o próximo, não é de Deus Revelação.
Se abençoar um só povo, não é do amor universal de Jesus,
Tudo diferente ao ensino dEle, nunca nos serve como luz.
O mundo todo é amado de Deus, Ele não ignora ninguém,
Cada credo O entende diferente, como entre nós ocorre também.
Sobre Bíblia e tudo no mundo, Ele é o melhor que Deus nos deu,
Diferindo Sua Palavra, dos acréscimos do que dEle se entendeu.

DEUS FALA E O CRITÉRIO DE JESUS DISCERNE

Segundo o princípio adotado nesta leitura, Jó 33 apresenta elementos coerentes com Jesus quando valoriza a escuta, a humildade, a possibilidade de mudança, a preservação da vida e a necessidade de afastar-se do mal. A ideia de que Deus pode ser percebido de diferentes maneiras também pode dialogar com uma compreensão ampla da experiência espiritual. Entretanto, a afirmação de Eliú de que o sofrimento pode funcionar como instrumento de correção divina exige cuidado: Jesus não ensinou que a doença, a tragédia ou a aflição sejam automaticamente consequência de pecado pessoal, nem autorizou que alguém transforme o sofrimento de outra pessoa em diagnóstico moral. Da mesma maneira, sonhos, visões, experiências interiores ou interpretações religiosas não podem ser considerados automaticamente Palavra de Deus apenas porque alguém afirma recebê-los de Deus; precisam ser discernidos pelo critério da vida e dos ensinamentos de Jesus. Somente aquilo que for coerente com Jesus, Seus ensinos e Suas vivências pode ser entendido como Revelação, vontade e Palavra de Deus; este é, nesta proposta hermenêutica, o único princípio absoluto para compreender a verdadeira inspiração divina, a verdadeira Palavra e a verdadeira Vontade de Deus. Tudo que não for coerente com Jesus deve ser entendido como “Acréscimo Humano”, bem-intencionado ou não.

BIBLIOGRAFIA

CLINES, David J. A. Job 21–37. Word Biblical Commentary, Volume 18A. 2006.

BALENTINE, Samuel E. Job. Smyth & Helwys Bible Commentary. 2006.

NEWSOM, Carol A. The Book of Job: A Contest of Moral Imaginations. 2003.

SEOW, C. L. Job 1–42: Interpretation and Commentary. 2013.

ALTER, Robert. The Wisdom Books: Job, Proverbs, and Ecclesiastes. 2010.


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JÓ 34 - DEUS NÃO FAZ INJUSTIÇA
Jó 34:1-9 — Eliú pede atenção e contesta as palavras de Jó
Jó 34:10-20 — Deus não pratica injustiça nem favorece pessoas
Jó 34:21-30 — Deus vê os caminhos humanos e julga sem parcialidade
Jó 34:31-37 — Eliú acusa Jó de falar sem entendimento

TEXTO BÍBLICO
.
2 outubro 2026
Letra

.

(estrofe 1)

Eliú prosseguiu, pedindo aos sábios atenção,
Que os entendidos ouvissem com cuidadosa reflexão;
Pois o ouvido prova as palavras, como o paladar prova o alimento,
E juntos examinemos o que é justo no pensamento.
Jó dissera: “Sou justo, mas Deus me tira o direito”,
E também: “De nada vale agradar-lhe”, segundo seu conceito;
Por isso Eliú pergunta, diante de toda a assembleia,
Se alguém pode falar assim e ainda sustentar tal ideia.

(estrofe 2)

Longe de Deus esteja praticar qualquer perversidade,
Pois Ele não torce o direito nem abandona a equidade;
Segundo suas obras, Ele trata cada criatura,
Sem favorecer governante ou pessoa de grande altura.
Não há acepção de pessoas diante do Criador,
Nem preferência pelo rico, pelo pobre ou pelo senhor;
Ele não olha para títulos, riqueza ou posição,
Porque todos são obra de suas mãos na criação.

(estrofe 3)

Se Deus recolhesse para Si o espírito e o sopro vital,
Toda carne pereceria, e o ser humano voltaria ao pó afinal;
Se tivesse interesse em alguém, quem poderia questionar?
E se escondesse Seu rosto, quem poderia continuar?
Ele conhece os caminhos de cada ser vivente,
Seus olhos contemplam tudo, nada fica ausente;
Não precisa investigar demoradamente o proceder,
Pois diante de Sua presença não há caminho a esconder.

(refrão)

Jesus também ensinou que Deus não faz acepção,
E chamou para o amor, a justiça e a compaixão;
Mas não ensinou que todo sofrimento seja punição,
Nem que toda desgraça revele culpa ou condenação.
Deus conhece os caminhos, mas Jesus mostrou também:
Que o Pai faz nascer o sol sobre maus e sobre quem faz o bem;
Por isso, justiça não combina com acusação sem verdade,
E misericórdia deve acompanhar toda a equidade.

(refrão especial)

Tudo isto está na Bíblia, mas preste muita atenção:
O que for de maltratar o próximo, não é de Deus Revelação.
Se abençoar um só povo, não é do amor universal de Jesus,
Tudo diferente ao ensino dEle, nunca nos serve como luz.
O mundo todo é amado de Deus, Ele não ignora ninguém,
Cada credo O entende diferente, como entre nós ocorre também.
Sobre Bíblia e tudo no mundo, Ele é o melhor que Deus nos deu,
Diferindo Sua Palavra, dos acréscimos do que dEle se entendeu.

(estrofe 4)

Eliú afirma que Deus não age com maldade ou opressão,
Nem perverte o julgamento por causa de posição;
Não destrói governantes por capricho ou interesse,
Nem trata o pobre com desprezo porque alguém lhe favorecesse.
Seus olhos estão sobre todos, sem esconder qualquer caminho,
Nem as trevas ocultam o homem quando ele segue sozinho;
Ele não precisa marcar hora para julgar uma ação,
Pois conhece imediatamente cada passo e intenção.

(estrofe 5)

Segundo Eliú, Deus quebra o poder do homem violento,
Para que o pobre não seja dominado pelo sofrimento;
Ele ouve o clamor quando a opressão se torna pesada,
E impede que a injustiça permaneça eternamente instalada.
Mas acusa Jó de acrescentar rebeldia à sua transgressão,
De responder aos amigos com palavras de provocação;
Diz que suas palavras deveriam ser examinadas até o fim,
E que Jó multiplicava discursos contra Deus, segundo Eliú, assim.

(refrão)

Jesus revelou justiça que se encontra com o perdão,
Defendeu quem sofria e rejeitou a falsa condenação;
Chamou felizes os humildes, os pobres e os que choram também,
E mandou amar até mesmo quem nos trata sem querer bem.
A justiça de Deus não pode servir para justificar opressão,
Nem transformar sofrimento alheio em prova de condenação;
O Deus revelado por Jesus procura levantar quem caiu,
Com verdade, misericórdia e amor, como Ele mesmo serviu.

(refrão especial)

Tudo isto está na Bíblia, mas preste muita atenção:
O que for de maltratar o próximo, não é de Deus Revelação.
Se abençoar um só povo, não é do amor universal de Jesus,
Tudo diferente ao ensino dEle, nunca nos serve como luz.
O mundo todo é amado de Deus, Ele não ignora ninguém,
Cada credo O entende diferente, como entre nós ocorre também.
Sobre Bíblia e tudo no mundo, Ele é o melhor que Deus nos deu,
Diferindo Sua Palavra, dos acréscimos do que dEle se entendeu.

O QUE JÓ 34 REVELA À LUZ DE JESUS

Neste capítulo, há elementos coerentes com o ensino e a vida de Jesus, especialmente a afirmação de que Deus não pratica injustiça, não age por favoritismo, conhece os caminhos humanos e deve ser compreendido em relação à justiça e ao cuidado com os vulneráveis. Também é coerente a preocupação de Eliú com a opressão e com o fato de que posição social, riqueza ou poder não deveriam determinar o valor de uma pessoa diante de Deus. Entretanto, não é coerente com Jesus transformar a justiça divina em uma explicação automática para todo sofrimento, nem acusar uma pessoa sofredora de culpa simplesmente porque ela atravessa uma situação dolorosa. Jesus, ao falar do sofrimento humano, não ensinou que toda tragédia é consequência direta de pecado pessoal, e Sua vida foi marcada pela aproximação compassiva daqueles que sofriam, não pela condenação deles. Assim, segundo o princípio adotado nesta leitura, somente aquilo que for coerente com Jesus, Seus ensinos e Suas vivências pode ser entendido como Revelação, vontade e Palavra de Deus. Este é o único princípio absoluto para compreender o que seja inspiração divina, a verdadeira Palavra e a verdadeira Vontade de Deus. Tudo aquilo que não for coerente com Jesus deve ser compreendido como “Acréscimo Humano”, bem-intencionado ou não. Em Jó 34, portanto, a defesa da justiça, da imparcialidade e da dignidade humana pode ser acolhida; já as conclusões humanas sobre sofrimento, culpa e julgamento precisam ser examinadas à luz de Jesus.

BIBLIOGRAFIA

DAVIDSON, Robert. The Book of Job. 1994.

CLINES, David J. A. Job 21–37. Word Biblical Commentary, Volume 18A. 2006.

BALENTINE, Samuel E. Job. Smyth & Helwys Bible Commentary. 2006.

NEWSOM, Carol A. The Book of Job: A Contest of Moral Imaginations. 2003.

SEOW, C. L. Job 1–21: Interpretation and Commentary. 2013.


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JÓ 35 - DEUS OUVE O AFLITO

Jó 35:1-8 — Eliú questiona a justiça atribuída por Jó a si mesmo

Jó 35:9-13 — O clamor dos oprimidos e a ausência de resposta

Jó 35:14-16 — Eliú afirma que Deus vê o direito e critica as palavras de Jó

TEXTO BÍBLICO
.
4 outubro 2026
Letra

.

(estrofe 1)

Eliú tornou a falar, pedindo concentração,
E perguntou a Jó se julgava justa sua afirmação;
“Tu dizes: Minha justiça é maior que a de Deus,
E que vantagem teria eu se fosse justo diante dos céus?”
Pergunta se isso seria correto aos olhos do Senhor,
E se alguém pode dizer: “Meu direito supera o Criador”;
Por isso dirige a pergunta ao próprio coração,
Buscando saber o que significa a humana retidão.

(estrofe 2)

Olha para os céus e contempla toda a imensidão,
Ergue os olhos às alturas, acima da humana visão;
Se pecares, que mal farás contra o Deus elevado?
Se multiplicares tuas faltas, que Lhe será acrescentado?
E se fores justo, que presente Lhe poderás dar,
Ou que benefício receberá Deus do teu proceder particular?
Tua impiedade atinge o semelhante que está ao teu lado,
E tua justiça beneficia o homem que contigo tem caminhado.

(estrofe 3)

Por causa da multidão dos opressores, clamam os aflitos,
Gritam sob o braço dos poderosos, feridos e contritos;
Mas ninguém pergunta: “Onde está Deus, meu Criador,
Que dá cânticos durante a noite ao sofredor?”
Ele ensina-nos mais que aos animais da terra,
E torna-nos mais sábios que as aves que o céu encerra;
Mesmo assim, ninguém diz: “Onde está o meu Senhor?”,
E o orgulho dos homens impede que suba o clamor.

(refrão)

Jesus ouviu o grito de quem sofria e se aproximou,
Não desprezou o aflito nem do pequeno se afastou;
Ensinou que o Pai conhece a dor e vê cada coração,
E chamou seus discípulos ao serviço e à compaixão.
Mas não disse que Deus permanece surdo por rejeição,
Nem que o sofrimento nasce sempre de uma transgressão;
A justiça humana diante de Deus não compra Seu favor,
Pois Jesus revelou um Pai que acolhe com amor.

(refrão especial)

Tudo isto está na Bíblia, mas preste muita atenção:
O que for de maltratar o próximo, não é de Deus Revelação.
Se abençoar um só povo, não é do amor universal de Jesus,
Tudo diferente ao ensino dEle, nunca nos serve como luz.
O mundo todo é amado de Deus, Ele não ignora ninguém,
Cada credo O entende diferente, como entre nós ocorre também.
Sobre Bíblia e tudo no mundo, Ele é o melhor que Deus nos deu,
Diferindo Sua Palavra, dos acréscimos do que dEle se entendeu.

(estrofe 4)

Ali está quem sofre e clama, mas não encontra explicação,
Por causa da arrogância e da força de quem exerce opressão;
Deus não despreza o clamor nem fecha os olhos ao necessitado,
Mas o homem orgulhoso não procura por Ele, desconfiado.
Eliú afirma que Deus não escuta a vaidade do coração,
Nem responde ao grito vazio produzido pela exaltação;
O clamor do humilde, porém, chega diante do Criador,
Ainda que pareça tardar a resposta ao seu clamor.

(estrofe 5)

Eliú diz: “Ainda que não vejas, teu direito está diante dEle”,
E que o julgamento divino permanece firme e fiel;
Mas afirma que Jó fala sem saber e aumenta seu falar,
Multiplicando palavras que não conseguem explicar.
Segundo Eliú, Deus não rejeita quem busca entendimento,
Nem abandona o aflito entregue ao seu sofrimento;
Por isso conclui que Jó falou sem compreender,
E que suas muitas palavras não o fizeram saber.

(refrão)

Jesus ensinou que o Pai está atento ao necessitado,
E que nenhum pequeno deve ser esquecido ou desprezado;
Ele próprio tocou feridas, acolheu quem sofria e chorou,
E diante da dor humana, Sua compaixão demonstrou.
Concorda com Eliú ao defender o pobre e o sofredor,
Mas discorda quando a dor vira argumento acusador;
Pois diante de quem sofre, Jesus primeiro oferece cuidado,
E não transforma a aflição em sinal de pecado.

(refrão especial)

Tudo isto está na Bíblia, mas preste muita atenção:
O que for de maltratar o próximo, não é de Deus Revelação.
Se abençoar um só povo, não é do amor universal de Jesus,
Tudo diferente ao ensino dEle, nunca nos serve como luz.
O mundo todo é amado de Deus, Ele não ignora ninguém,
Cada credo O entende diferente, como entre nós ocorre também.
Sobre Bíblia e tudo no mundo, Ele é o melhor que Deus nos deu,
Diferindo Sua Palavra, dos acréscimos do que dEle se entendeu.

JÓ 35 À LUZ DO ENSINO E DA VIDA DE JESUS

Há em Jó 35 aspectos coerentes com Jesus, especialmente a percepção de que Deus não deve ser tratado como alguém que pode ser comprado pelas obras humanas, a denúncia da opressão, a atenção ao sofrimento dos aflitos e a percepção de que o orgulho pode impedir a pessoa de buscar verdadeiramente a Deus. Também é importante a pergunta sobre os clamores dos oprimidos, porque Jesus demonstrou durante toda a Sua vida uma atenção especial aos pobres, enfermos, marginalizados e sofredores. Entretanto, algumas afirmações de Eliú precisam ser relativizadas à luz de Jesus: não se pode transformar a aparente demora de Deus em uma explicação simplista sobre a condição espiritual de quem sofre, nem afirmar que a pessoa aflita não recebe resposta porque é orgulhosa ou porque seu clamor é inadequado. Jesus não ensinou que sofrimento, silêncio ou demora sejam provas de culpa pessoal. Ao contrário, aproximou-se daqueles que sofriam sem primeiro exigir deles uma explicação moral para sua dor. Assim, segundo o princípio desta leitura, somente aquilo que for coerente com Jesus, Seus ensinos e Suas vivências pode ser entendido como Revelação, vontade e Palavra de Deus. Este é o único princípio absoluto para discernir a verdadeira inspiração divina, a verdadeira Palavra e a verdadeira Vontade de Deus. Tudo aquilo que não for coerente com Jesus deve ser compreendido como “Acréscimo Humano”, bem-intencionado ou não. Em Jó 35, portanto, a crítica à arrogância, a denúncia da opressão e a atenção ao clamor dos aflitos podem ser acolhidas; já a tendência de explicar o sofrimento ou o silêncio divino por meio de julgamentos sobre a pessoa sofredora precisa ser rejeitada quando não encontra correspondência no Jesus vivido e ensinado.

BIBLIOGRAFIA

CLINES, David J. A. Job 21–37. Word Biblical Commentary, Volume 18A. 2006.

HARTLEY, John E. The Book of Job. New International Commentary on the Old Testament. 1988.

GOOD, Edwin M. In Turns of Tempest: A Reading of Job, with a Translation. 1990.

SEOW, C. L. Job 1–21: Interpretation and Commentary. 2013.

BALENTINE, Samuel E. Job. Smyth & Helwys Bible Commentary. 2006.


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JÓ 36 - A GRANDEZA DE DEUS
Jó 36:1-4 — Eliú anuncia que ainda falará em nome de Deus
Jó 36:5-15 — A justiça de Deus e seu cuidado com os aflitos
Jó 36:16-21 — O perigo da prosperidade, da angústia e da revolta
Jó 36:22-33 — A grandeza de Deus manifestada em suas obras

TEXTO BÍBLICO
.
5 outubro 2026
Letra

.

(estrofe 1)

Eliú prosseguiu, pedindo ainda atenção,
E disse que buscaria mais longe a compreensão;
Falaria por Deus, procurando mostrar conhecimento,
E apresentaria palavras de verdadeiro entendimento.
Tomaria sua sabedoria de muito longe,
Para atribuir ao Criador a grandeza que não se esconde;
Pois Deus é perfeito em conhecimento e poder,
E não pratica injustiça em tudo que faz acontecer.

(estrofe 2)

Deus não despreza o forte, nem o pequeno que sofre,
Sua justiça permanece enquanto o mundo se move;
Não conserva vivo o perverso em sua opressão,
Mas dá ao aflito o direito e a retidão.
Não desvia seus olhos dos justos que padecem,
Com reis os coloca em honra e os que estão presos conhecem
Que Ele pode mostrar-lhes o motivo de sua prisão,
E fazê-los ouvir a correção para mudar de direção.

(estrofe 3)

Se obedecem e O servem, seus dias terminam em prosperidade,
Mas, se não escutam, perecem por sua infidelidade;
Os ímpios são alcançados pela própria aflição,
E os humildes aprendem no meio da provação.
Ele abre o ouvido do aflito mediante sua dor,
E mostra ao necessitado um caminho de mudança interior;
Se alguém ouve a correção e abandona o seu erro,
Pode atravessar a vida sem permanecer no desterro.

(refrão)

Jesus também chamou os aflitos para perto do coração,
Mas não ensinou que toda dor seja divina correção;
Mostrou que Deus acolhe o pobre, o ferido e o sofredor,
E que a grandeza verdadeira se manifesta no amor.
Concorda com Eliú ao defender justiça e transformação,
Mas rejeita culpar o sofredor por sua tribulação;
Em Jesus, o cuidado vem antes da acusação,
E a misericórdia ilumina o caminho da restauração.

(refrão especial)

Tudo isto está na Bíblia, mas preste muita atenção:
O que for de maltratar o próximo, não é de Deus Revelação.
Se abençoar um só povo, não é do amor universal de Jesus,
Tudo diferente ao ensino dEle, nunca nos serve como luz.
O mundo todo é amado de Deus, Ele não ignora ninguém,
Cada credo O entende diferente, como entre nós ocorre também.
Sobre Bíblia e tudo no mundo, Ele é o melhor que Deus nos deu,
Diferindo Sua Palavra, dos acréscimos do que dEle se entendeu.

(estrofe 4)

Eliú alerta Jó para que não seja enganado pela riqueza,
Nem troque por orgulho a sua antiga firmeza;
Que a angústia não o leve ao desejo de fugir,
Nem a abundância o faça esquecer como deve agir.
Não escolha a noite para esconder sua decisão,
Nem procure nas riquezas uma falsa salvação;
Guarda-te de olhar para o mal com fascinação,
Porque a aflição pode ensinar, mas não autoriza a condenação.

(estrofe 5)

Eliú exalta Deus, dizendo: “Quem ensina como Ele?”
Quem governa os caminhos dos homens e os céus que se revelem?
Lembra que as obras do Senhor são grandes demais para contar,
E que ninguém pode compreender tudo o que Ele faz no ar.
Ele atrai as águas, espalha a chuva sobre a terra,
E faz das nuvens sinais que o seu poder encerra;
O trovão anuncia sua presença sobre a amplidão,
E a luz ilumina as nuvens com majestosa manifestação.

(refrão)

Jesus contemplava a criação sem transformar mistério em temor,
Via no campo e no céu sinais do cuidado do Criador;
Falou dos lírios, das aves e da chuva que cai sem distinção,
Mostrando que o Pai sustenta a vida com generosa mão.
A grandeza de Deus não precisa produzir opressão,
Nem fazer da tempestade uma sentença de condenação;
Quem conhece a grandeza divina aprende a servir,
E quem recebe misericórdia deve também repartir.

(refrão especial)

Tudo isto está na Bíblia, mas preste muita atenção:
O que for de maltratar o próximo, não é de Deus Revelação.
Se abençoar um só povo, não é do amor universal de Jesus,
Tudo diferente ao ensino dEle, nunca nos serve como luz.
O mundo todo é amado de Deus, Ele não ignora ninguém,
Cada credo O entende diferente, como entre nós ocorre também.
Sobre Bíblia e tudo no mundo, Ele é o melhor que Deus nos deu,
Diferindo Sua Palavra, dos acréscimos do que dEle se entendeu.

JÓ 36 À LUZ DO ENSINO E DA VIDA DE JESUS

Jó 36 apresenta elementos que podem ser considerados coerentes com Jesus, especialmente a defesa de que Deus não despreza os pequenos, a valorização da justiça, a atenção aos aflitos, a crítica à arrogância e a percepção de que a grandeza de Deus não depende do poder humano. Também é significativa a contemplação da criação como expressão de uma realidade maior que o ser humano, algo que encontra eco nas palavras de Jesus sobre as aves, os lírios, a chuva e o cuidado do Pai. Entretanto, a ideia de Eliú de que a aflição é instrumento de correção divina e de que a obediência conduz necessariamente à prosperidade precisa ser submetida ao critério de Jesus, porque Ele não ensinou que toda doença, pobreza ou sofrimento seja consequência de pecado ou correção pessoal. Tampouco ensinou uma relação mecânica entre fidelidade e prosperidade terrena. Jesus aproximou-se justamente daqueles que sofriam sem exigir deles uma explicação prévia para sua dor. Portanto, segundo o princípio adotado nesta leitura, somente aquilo que for coerente com Jesus, Seus ensinos e Suas vivências pode ser entendido como Revelação, vontade e Palavra de Deus. Este é o único princípio absoluto para compreender o que seja inspiração divina, a verdadeira Palavra e a verdadeira Vontade de Deus. Tudo aquilo que não for coerente com Jesus deve ser entendido como “Acréscimo Humano”, bem-intencionado ou não. Em Jó 36, podem ser acolhidos o chamado à humildade, a defesa dos aflitos, a rejeição da arrogância, a grandeza da criação e a justiça sem favoritismo; precisam ser relativizadas, porém, as afirmações que fazem do sofrimento uma correção automática e da prosperidade uma recompensa garantida pela fidelidade.

BIBLIOGRAFIA

HABEL, Norman C. The Book of Job: A Commentary. 1985.

CLINES, David J. A. Job 21–37. Word Biblical Commentary, Volume 18A. 2006.

BALENTINE, Samuel E. Job. Smyth & Helwys Bible Commentary. 2006.

NEWSOM, Carol A. The Book of Job: A Contest of Moral Imaginations. 2003.

SEOW, C. L. Job 1–21: Interpretation and Commentary. 2013.


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JÓ 37 - O DEUS DA TEMPESTADE

Jó 37:1-5 — O temor diante do trovão e da voz de Deus

Jó 37:6-13 — Neve, chuva, tempestade e ação sobre a terra

Jó 37:14-20 — A contemplação das obras e dos mistérios de Deus

Jó 37:21-24 — A luz, o céu, o esplendor e a grandeza do Todo-Poderoso

TEXTO BÍBLICO
.
6 outubro 2026
Letra

.

(estrofe 1)

Diante disso meu coração também treme e salta,
E o trovão de sua voz sobre os céus se exalta;
Escutai atentamente o estrondo que se espalha,
E o relâmpago que risca o céu quando o trovão trabalha.
Depois dele ruge uma voz, e o som não se detém,
Deus troveja com majestade, e ninguém sabe de onde vem;
Sua voz percorre o céu, debaixo da terra ressoa,
E maravilhas faz que o entendimento não abarca nem entoa.

(estrofe 2)

Ele diz à neve: “Cai sobre a terra em brancura”,
E à chuva torrencial: “Mostra tua força e altura”;
Fecha a mão dos homens no trabalho e no labor,
Para que reconheçam sua força diante do Criador.
Os animais entram nos seus esconderijos,
E permanecem recolhidos nos seus abrigos;
Do sul vem o vendaval, do norte chega o frio,
E o gelo se forma quando sopra o vento sombrio.

(estrofe 3)

Pelo sopro de Deus surge o gelo sobre a amplidão,
E a largura das águas fica presa em sua contenção;
Ele carrega as nuvens, espalhando-as pelo espaço,
E conduz a tempestade segundo o seu traço.
Elas cumprem seus desígnios sobre toda a terra,
Seja para disciplina, seja para regar o chão que a vida encerra;
Fazem tudo quanto Ele manda sobre a face do mundo,
E sua ação alcança cada canto, de modo profundo.

(refrão)

Jesus contemplou o céu e a terra com olhar agradecido,
Viu no Pai o cuidado que mantém o mundo vivo;
Falou da chuva que cai sobre justos e injustos igualmente,
E revelou um amor que alcança toda gente.
A grandeza da criação pode despertar contemplação,
Mas Jesus não fez do trovão uma ameaça de condenação;
O mistério aproxima quando conduz ao amor e à gratidão,
Não quando transforma a natureza em instrumento de opressão.

(refrão especial)

Tudo isto está na Bíblia, mas preste muita atenção:
O que for de maltratar o próximo, não é de Deus Revelação.
Se abençoar um só povo, não é do amor universal de Jesus,
Tudo diferente ao ensino dEle, nunca nos serve como luz.
O mundo todo é amado de Deus, Ele não ignora ninguém,
Cada credo O entende diferente, como entre nós ocorre também.
Sobre Bíblia e tudo no mundo, Ele é o melhor que Deus nos deu,
Diferindo Sua Palavra, dos acréscimos do que dEle se entendeu.

(estrofe 4)

Escuta isto, Jó, e para diante das maravilhas,
Considera como Deus governa as obras que brilham;
Sabes tu como Ele equilibra as nuvens lá no alto,
Ou como faz resplandecer seu perfeito e imenso palco?
Sabes tu as maravilhas daquele que tem conhecimento,
Ou como ficam quentes as roupas quando sopra o vento?
Tu com Ele estendeste o firmamento poderoso,
Que é forte como espelho de metal brilhante e grandioso?

(estrofe 5)

Ensina-nos o que diremos quando a Ele formos falar,
Pois somos trevas e não podemos diante dEle argumentar;
Será que alguém pode contar-Lhe tudo que deseja dizer,
Ou falar quando Deus decide o momento de aparecer?
Agora não se pode olhar para a luz quando ela brilha,
Pois o vento passa e limpa o céu por sobre a trilha;
Do norte vem o esplendor, terrível é sua majestade,
Em Deus há glória e força, perfeita é sua autoridade.

(refrão)

Jesus ensinou a olhar para a criação sem idolatrar o poder,
A observar o céu e os campos para aprender a viver;
O Pai alimenta as aves e veste os lírios com beleza,
E a criação testemunha cuidado, não simples aspereza.
Diante do mistério, cabe humildade e contemplação,
Não transformar fenômenos naturais em ameaça ou punição;
Quem reconhece a grandeza de Deus aprende a amar,
E diante do pequeno e do grande procura servir, não dominar.

(refrão especial)

Tudo isto está na Bíblia, mas preste muita atenção:
O que for de maltratar o próximo, não é de Deus Revelação.
Se abençoar um só povo, não é do amor universal de Jesus,
Tudo diferente ao ensino dEle, nunca nos serve como luz.
O mundo todo é amado de Deus, Ele não ignora ninguém,
Cada credo O entende diferente, como entre nós ocorre também.
Sobre Bíblia e tudo no mundo, Ele é o melhor que Deus nos deu,
Diferindo Sua Palavra, dos acréscimos do que dEle se entendeu.

JÓ 37 À LUZ DO ENSINO E DA VIDA DE JESUS

Jó 37 contém aspectos profundamente compatíveis com o ensino e a vida de Jesus quando convida à humildade diante da grandeza da criação, reconhece os limites do conhecimento humano e contempla neve, chuva, vento, nuvens, trovão e luz como realidades que ultrapassam o controle humano. Essa atitude de contemplação encontra correspondência no próprio Jesus, que utilizou aves, flores, chuva, céu e outros elementos da criação para ensinar sobre a confiança, a providência e o cuidado de Deus. Entretanto, não é necessário transformar a linguagem poética e cosmológica do capítulo em descrição literal de como a natureza funciona, nem atribuir automaticamente a cada tempestade, frio, raio ou acontecimento natural uma ação punitiva ou disciplinadora de Deus. Também deve ser relativizada qualquer compreensão de Deus baseada principalmente em terror, poder esmagador ou medo, porque Jesus revelou a grandeza divina sobretudo através do amor, da misericórdia, do serviço e da proximidade com os pequenos. Assim, segundo o princípio adotado nesta leitura, somente aquilo que for coerente com Jesus, Seus ensinos e Suas vivências pode ser entendido como Revelação, vontade e Palavra de Deus. Este é o único princípio absoluto para compreender o que seja inspiração divina, a verdadeira Palavra e a verdadeira Vontade de Deus. Tudo aquilo que não for coerente com Jesus deve ser entendido como “Acréscimo Humano”, bem-intencionado ou não. Em Jó 37, a humildade diante do mistério, o reconhecimento dos limites humanos e a contemplação admirada da criação podem ser acolhidos; já as imagens de poder, medo e disciplina precisam ser filtradas pelo modo como Jesus revelou Deus através de Sua própria vida.

BIBLIOGRAFIA

ALTER, Robert. The Wisdom Books: Job, Proverbs, and Ecclesiastes. 2010.

HABEL, Norman C. The Book of Job: A Commentary. 1985.

CLINES, David J. A. Job 21–37. Word Biblical Commentary, Volume 18A. 2006.

BALENTINE, Samuel E. Job. Smyth & Helwys Bible Commentary. 2006.

SEOW, C. L. Job 1–21: Interpretation and Commentary. 2013.


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JÓ 38 - QUEM FUNDOU A TERRA?
Jó 38:1-3 — Deus responde a Jó e questiona sua compreensão
Jó 38:4-21 — Os fundamentos da terra, do mar, da luz e das trevas
Jó 38:22-30 — Neve, granizo, chuva, gelo e águas
Jó 38:31-38 — Constelações, nuvens, relâmpagos e ordenação do céu
Jó 38:39-41 — O cuidado de Deus com os animais

TEXTO BÍBLICO
.
7 outubro 2026
Letra

.

(estrofe 1)

Do meio do redemoinho o Senhor começou a falar,
E disse: “Quem é este que obscurece o meu pensar?
Quem fala sem conhecimento e confunde o que não sabe?”
“Cinge agora os teus lombos, pois quero que me indagues.”
“Responde-me: onde estavas quando a terra fundei?
Dize-me quem marcou seus limites quando a preparei.”
“Quem colocou sua pedra e lançou seu fundamento,
Quando as estrelas cantavam juntas em alegre movimento?”

(estrofe 2)

“Quem fechou o mar com portas ao sair do ventre?
Quando pus nuvens por veste e neblina por envolvente?
Quando estabeleci seus limites e mandei parar,
Coloquei ferrolhos e portas para suas ondas segurar.”
“Até aqui chegarás, e não passarás deste lugar,
Aqui se deterá o orgulho de tuas ondas ao avançar.”
“Alguma vez ordenaste à manhã que surgisse radiante,
Ou mostraste à aurora o seu lugar no horizonte distante?”

(estrofe 3)

“Tu já alcançaste as fontes do grande mar profundo,
Ou caminhaste pelos recessos escondidos deste mundo?
As portas da morte foram abertas ao teu olhar?
Viste as portas da sombra que ninguém pode atravessar?
Compreendeste a largura da terra? Responde, se o souberes,
Dize-me tudo isso, se de fato conheceres.”
“Qual é o caminho da morada da luz e onde mora a escuridão,
Para que as conduzas ao limite e conheças sua habitação?”

(refrão)

Jesus também chamou o ser humano à humildade e atenção,
Diante do Pai, da criação e de toda a imensidão;
Não respondeu ao sofrimento com desprezo ou superioridade,
Mas aproximou-se do ferido com ternura e dignidade.
O mistério de Deus ultrapassa nossa limitada compreensão,
Mas Jesus revelou o Pai pela misericórdia e compaixão;
Por isso, conhecer Deus não é apenas poder explicar,
É amar, servir, acolher e aprender a caminhar.

(refrão especial)

Tudo isto está na Bíblia, mas preste muita atenção:
O que for de maltratar o próximo, não é de Deus Revelação.
Se abençoar um só povo, não é do amor universal de Jesus,
Tudo diferente ao ensino dEle, nunca nos serve como luz.
O mundo todo é amado de Deus, Ele não ignora ninguém,
Cada credo O entende diferente, como entre nós ocorre também.
Sobre Bíblia e tudo no mundo, Ele é o melhor que Deus nos deu,
Diferindo Sua Palavra, dos acréscimos do que dEle se entendeu.

(estrofe 4)

“Entraste nos depósitos onde guardo a neve e o granizo,
Que reservo para tempos de batalha e juízo?
Conheces os caminhos por onde a luz se reparte,
Ou sabes onde o vento oriental se divide e se parte?
Quem abriu canais para a chuva e caminhos para o trovão,
Para fazer chover onde ninguém habita, no ermo sem plantação?
Quem gera gotas do orvalho e faz nascer a chuva no deserto,
Onde não há homem algum para cultivar o campo aberto?”

(estrofe 5)

“Tem a chuva um pai? Quem gera as gotas do orvalho?
De que ventre nasce o gelo que cobre o chão no trabalho?
Quem congela as águas como pedra endurecida,
Quando a superfície do abismo fica como lâmina estendida?
Podes tu atar as cadeias das Plêiades brilhantes,
Ou soltar os laços de Órion nos céus distantes?
Fazes aparecer as constelações no tempo que lhes convém,
Ou guias a Ursa com seus filhos? Conheces o céu também?”

(refrão)

Jesus ensinou a contemplar os céus sem transformar o medo em lei,
E a confiar no cuidado do Pai que sustenta cada ser que encontrei;
Falou das aves que não semeiam e ainda recebem alimento,
E dos lírios que florescem sem fabricar seu vestimento.
Concorda com a humildade diante do universo sem fim,
Mas acrescenta que o amor deve começar dentro de mim;
A grandeza de Deus não diminui o valor de ninguém,
Pois o Pai cuida da criação e ama cada ser também.

(refrão especial)

Tudo isto está na Bíblia, mas preste muita atenção:
O que for de maltratar o próximo, não é de Deus Revelação.
Se abençoar um só povo, não é do amor universal de Jesus,
Tudo diferente ao ensino dEle, nunca nos serve como luz.
O mundo todo é amado de Deus, Ele não ignora ninguém,
Cada credo O entende diferente, como entre nós ocorre também.
Sobre Bíblia e tudo no mundo, Ele é o melhor que Deus nos deu,
Diferindo Sua Palavra, dos acréscimos do que dEle se entendeu.

JÓ 38 À LUZ DO ENSINO E DA VIDA DE JESUS

Jó 38 traz algo que pode ser profundamente coerente com Jesus: a convocação à humildade diante da imensidão da criação e diante dos limites do conhecimento humano. Deus questiona Jó sobre os fundamentos da terra, os limites do mar, a luz, as trevas, a chuva, a neve, o gelo e as constelações, mostrando poeticamente que a realidade é muito maior do que aquilo que o ser humano consegue compreender. Essa humildade também aparece nos ensinamentos de Jesus, que apontava para aves, flores, chuva e outros elementos da criação como sinais de uma realidade maior. Contudo, a linguagem de poder, tempestade, distância e confronto presente no capítulo não deve ser transformada automaticamente em uma descrição literal da natureza ou em uma imagem definitiva do caráter de Deus. O ponto central pode ser acolhido como convite à humildade, ao assombro e ao reconhecimento de que o ser humano não é o centro de todo conhecimento; porém, segundo o princípio adotado nesta leitura, a revelação definitiva precisa passar por Jesus. Somente aquilo que for coerente com Jesus, Seus ensinos e Suas vivências pode ser entendido como Revelação, vontade e Palavra de Deus. Este é o único princípio absoluto para compreender o que seja inspiração divina, a verdadeira Palavra e a verdadeira Vontade de Deus. Tudo aquilo que não for coerente com Jesus deve ser entendido como “Acréscimo Humano”, bem-intencionado ou não. Assim, Jó 38 pode ser recebido como poderoso poema sobre humildade diante do mistério, sem transformar suas imagens cosmológicas antigas em ciência nem suas imagens de autoridade em autorização para medo, violência ou opressão.

BIBLIOGRAFIA

CLINES, David J. A. Job 38–42. Word Biblical Commentary, Volume 18B. 2006.

HABEL, Norman C. The Book of Job: A Commentary. 1985.

NEWSOM, Carol A. The Book of Job: A Contest of Moral Imaginations. 2003.

SEOW, C. L. Job 1–21: Interpretation and Commentary. 2013.

ALTER, Robert. The Wisdom Books: Job, Proverbs, and Ecclesiastes. 2010.


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JÓ 39 - A SABEDORIA DA CRIAÇÃO
Jó 39:1-4 — As cabras monteses e o nascimento de seus filhotes
Jó 39:5-12 — O jumento selvagem e o boi selvagem
Jó 39:13-18 — O avestruz e sua singularidade
Jó 39:19-25 — A força, o vigor e a coragem do cavalo
Jó 39:26-30 — O voo do falcão e a visão da águia

TEXTO BÍBLICO
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8 outubro 2026
Letra

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(estrofe 1)

Sabes tu quando as cabras monteses dão cria no penhasco,
Ou acompanhas o parto escondido no espaço?
Contas os meses que levam seus filhotes no ventre,
E sabes quando chega o nascimento de repente?
Elas se curvam, dão à luz, e a dor logo passa,
E seus pequenos crescem fortes na própria praça;
Depois se afastam e não retornam ao seu lugar,
E partem pelos campos, aprendendo a caminhar.

(estrofe 2)

Quem soltou o jumento selvagem para correr pelo chão,
E afastou dele o ruído da cidade e sua confusão?
Deixei-lhe o deserto como casa e morada,
E os campos secos como terra por ele habitada.
Ele despreza o barulho e não ouve o grito do lavrador,
Nem escuta as vozes do dono chamando ao seu redor;
Acaso o boi selvagem aceitará servir ao teu comando,
Ou passará a noite junto ao teu celeiro trabalhando?

(estrofe 3)

Podes confiar nele para trazer tua colheita ao celeiro,
Ou ajuntar atrás dele o fruto do teu terreiro?
As asas do avestruz batem com alegria,
Mas não são como a plumagem da cegonha em sua harmonia.
Deixa seus ovos no chão, aquecidos pela areia,
E não pensa que algum pé os esmague na mesma aldeia;
Trata seus filhotes com dureza, como se não fossem seus,
E seu trabalho parece vão, embora venha das mãos de Deus.

(refrão)

Jesus também olhou para a criação com contemplação,
E viu no pequeno e no grande sinais do cuidado do Pai;
Não exigiu que toda criatura servisse à humana ambição,
Nem ensinou que domínio fosse sinônimo de amor ou poder.
A criação possui caminhos que não controlamos por completo,
E o mistério da vida ultrapassa nosso olhar estreito;
Quem contempla os animais aprende humildade e respeito,
Pois cuidar do que vive é mais sábio que possuir o mundo inteiro.

(refrão especial)

Tudo isto está na Bíblia, mas preste muita atenção:
O que for de maltratar o próximo, não é de Deus Revelação.
Se abençoar um só povo, não é do amor universal de Jesus,
Tudo diferente ao ensino dEle, nunca nos serve como luz.
O mundo todo é amado de Deus, Ele não ignora ninguém,
Cada credo O entende diferente, como entre nós ocorre também.
Sobre Bíblia e tudo no mundo, Ele é o melhor que Deus nos deu,
Diferindo Sua Palavra, dos acréscimos do que dEle se entendeu.

(estrofe 4)

Dás tu ao cavalo força e vestes seu pescoço de crina?
Fazes ele saltar como gafanhoto, com sua beleza altiva?
Seu forte relincho espalha medo pelo vale,
E bate o casco como quem desafia e não se abale.
Ele escava o chão com força e alegria,
Avança ao encontro da batalha sem temer a correria;
Ri diante do medo, não recua diante da espada,
E não se assusta com lança, flecha ou arma levantada.

(estrofe 5)

Ao ouvir a trombeta, ele entende o sinal,
E de longe percebe o combate e o grito marcial;
Com estrondo e entusiasmo avança para a luta,
E não espera o comando quando a batalha se disputa.
É pela tua inteligência que o falcão levanta voo,
Ou porque tua sabedoria fez a águia buscar seu rumo?
É ao teu comando que ela sobe e constrói seu ninho,
E de longe procura sua presa para alimentar o filhinho.

(refrão)

Jesus ensinou a perceber valor onde o mundo pouco vê,
E a não transformar força, domínio e poder em razão para vencer;
A grandeza não está em controlar tudo ao redor,
Mas em servir, acolher e praticar o amor.
A natureza revela diversidade, liberdade e complexidade,
E cada criatura participa de sua própria realidade;
Jesus nos chama a uma vida de cuidado e compaixão,
Não à exploração do fraco pela força da dominação.

(refrão especial)

Tudo isto está na Bíblia, mas preste muita atenção:
O que for de maltratar o próximo, não é de Deus Revelação.
Se abençoar um só povo, não é do amor universal de Jesus,
Tudo diferente ao ensino dEle, nunca nos serve como luz.
O mundo todo é amado de Deus, Ele não ignora ninguém,
Cada credo O entende diferente, como entre nós ocorre também.
Sobre Bíblia e tudo no mundo, Ele é o melhor que Deus nos deu,
Diferindo Sua Palavra, dos acréscimos do que dEle se entendeu.

JÓ 39 À LUZ DO ENSINO E DA VIDA DE JESUS

Jó 39 é coerente com Jesus sobretudo quando desloca o olhar humano do próprio interesse para a riqueza, a diversidade e a autonomia da criação. Deus pergunta a Jó se ele conhece o nascimento das cabras monteses, os caminhos do jumento selvagem, a singularidade do avestruz, a força do cavalo e o voo das aves, mostrando que existem formas de vida que não foram organizadas simplesmente para satisfazer as necessidades humanas. Essa percepção pode dialogar com o ensino de Jesus, que contemplava aves e flores para ensinar confiança, cuidado e humildade. O capítulo também relativiza a pretensão humana de controlar tudo, algo compatível com a humildade ensinada por Jesus. Por outro lado, algumas expressões de domínio, batalha, força e poder presentes na descrição dos animais pertencem à linguagem poética e cultural do texto e não devem ser transformadas em justificativa para violência, exploração ou superioridade dos fortes sobre os fracos. À luz de Jesus, a criação não pode ser interpretada como autorização para dominar destrutivamente. Assim, segundo o princípio adotado nesta leitura, somente aquilo que for coerente com Jesus, Seus ensinos e Suas vivências pode ser entendido como Revelação, vontade e Palavra de Deus. Este é o único princípio absoluto para compreender o que seja inspiração divina, a verdadeira Palavra e a verdadeira Vontade de Deus. Tudo aquilo que não for coerente com Jesus deve ser entendido como “Acréscimo Humano”, bem-intencionado ou não. Em Jó 39, portanto, podem ser acolhidos o assombro diante da vida, o reconhecimento dos limites humanos, a diversidade da criação e o convite à humildade; já qualquer interpretação que transforme força em direito de dominar ou violência em vontade divina precisa ser rejeitada pelo critério de Jesus.

BIBLIOGRAFIA

CLINES, David J. A. Job 38–42. Word Biblical Commentary, Volume 18B. 2006.

HABEL, Norman C. The Book of Job: A Commentary. 1985.

NEWSOM, Carol A. The Book of Job: A Contest of Moral Imaginations. 2003.

BALENTINE, Samuel E. Job. Smyth & Helwys Bible Commentary. 2006.

ALTER, Robert. The Wisdom Books: Job, Proverbs, and Ecclesiastes. 2010.


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JÓ 40 - QUEM PODE RESISTIR?
Jó 40:1-5 — Deus questiona Jó, que reconhece seus limites
Jó 40:6-14 — Deus desafia Jó a demonstrar justiça e poder
Jó 40:15-24 — Beemote, a força extraordinária da criação

TEXTO BÍBLICO
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9 outubro 2026
Letra

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(estrofe 1)

O Senhor perguntou a Jó, depois de tudo quanto falou:
“Quem contende com o Todo-Poderoso? Quem O questionou?”
Quem corrige o Criador, que responda com clareza,
Quem acusa o Deus eterno, que demonstre sua certeza.
Jó respondeu ao Senhor, reconhecendo sua pequenez:
“Sou indigno; que direi? Já falei mais de uma vez.
Pus a mão sobre a boca, não tenho mais o que acrescentar,
Uma vez falei, depois outra; não tornarei a replicar.”

(estrofe 2)

Do meio do redemoinho, Deus tornou a questionar:
“Cinge os lombos como homem, pois vou te interrogar.
Queres anular meu juízo para tua justiça defender?
Queres condenar-me, dizendo que só tu podes vencer?
Tens braço como o meu, ou voz que faz tremer?
Podes trovejar como Eu, fazendo a terra estremecer?
Veste-te de glória e honra, mostra teu esplendor,
Derrama tua indignação sobre todo malfeitor.”

(estrofe 3)

Olha para os soberbos, humilha sua altivez,
E pisa os perversos onde estiverem, de uma só vez;
Esconde-os no pó, lança-os na escuridão,
Se és capaz de fazer justiça com tua própria mão.
Então também confessarei, diante de todos, afinal,
Que tua força te sustenta e teu poder é sem igual;
Mas pode o ser humano governar com perfeição,
E julgar o mundo inteiro sem falhar na decisão?

(refrão)

Jesus revelou grandeza que se expressa em compaixão,
E não no prazer de humilhar ou impor condenação;
Chamou os fortes ao serviço, os orgulhosos à reflexão,
E ensinou que o amor deve orientar toda ação.
A humildade de Jó reconhece os limites do saber,
Mas não precisa calar a dor nem proibir alguém de responder;
A justiça requer verdade, cuidado e dignidade,
E o poder só serve ao bem quando protege a humanidade.

(refrão especial)

Tudo isto está na Bíblia, mas preste muita atenção:
O que for de maltratar o próximo, não é de Deus Revelação.
Se abençoar um só povo, não é do amor universal de Jesus,
Tudo diferente ao ensino dEle, nunca nos serve como luz.
O mundo todo é amado de Deus, Ele não ignora ninguém,
Cada credo O entende diferente, como entre nós ocorre também.
Sobre Bíblia e tudo no mundo, Ele é o melhor que Deus nos deu,
Diferindo Sua Palavra, dos acréscimos do que dEle se entendeu.

(estrofe 4)

“Contempla agora o Beemote, que contigo também criei,
Ele come erva como o boi, conforme determinei;
Vê a força dos seus lombos, o vigor de sua estrutura,
E os músculos do ventre, firmes em sua armadura.
Sua cauda se move forte, como cedro a balançar,
Os tendões das suas coxas parecem cordas a apertar;
Seus ossos são como bronze, suas pernas, barras resistentes,
E sua estrutura revela forças imponentes.”

(estrofe 5)

Ele ocupa entre os animais o lugar de destaque,
Come nas montanhas, onde o verde cresce sem ataque;
Sob as árvores repousa, junto ao junco e ao pântano,
Entre os salgueiros se abriga, longe do campo humano.
Mesmo quando o rio transborda, não se apressa em fugir,
Confia na força do corpo, sem precisar se iludir;
Quem pode capturá-lo e prender-lhe o movimento,
Ou atravessar-lhe as narinas com um laço violento?

(refrão)

Jesus não ensinou que a força dá direito de dominar,
Nem que o mais poderoso pode o mais fraco esmagar;
A criação merece respeito, cuidado e proteção,
Não ser reduzida a instrumento de exploração.
O Beemote representa uma força difícil de conter,
Que desafia a pretensão humana de tudo compreender;
Diante do mistério, humildade é melhor que arrogância,
E diante de toda vida, cuidado é sinal de importância.

(refrão especial)

Tudo isto está na Bíblia, mas preste muita atenção:
O que for de maltratar o próximo, não é de Deus Revelação.
Se abençoar um só povo, não é do amor universal de Jesus,
Tudo diferente ao ensino dEle, nunca nos serve como luz.
O mundo todo é amado de Deus, Ele não ignora ninguém,
Cada credo O entende diferente, como entre nós ocorre também.
Sobre Bíblia e tudo no mundo, Ele é o melhor que Deus nos deu,
Diferindo Sua Palavra, dos acréscimos do que dEle se entendeu.

JÓ 40 À LUZ DO ENSINO E DA VIDA DE JESUS

Jó 40 apresenta dois movimentos importantes: Jó reconhece os limites de sua compreensão, enquanto Deus o desafia a demonstrar se possui poder e justiça suficientes para governar o mundo e corrigir toda a injustiça. Essa convocação à humildade pode ser coerente com Jesus, que criticou a arrogância, a hipocrisia e a pretensão de julgar os outros sem reconhecer as próprias limitações. Também é relevante a apresentação do Beemote como criatura de força extraordinária, que evidencia quanto da realidade escapa ao controle humano. Entretanto, a imagem de um Deus que desafia, intimida ou silencia não deve ser usada para justificar a opressão, impedir perguntas sinceras ou exigir submissão cega de quem sofre. Jesus acolheu questionamentos, aproximou-se dos vulneráveis e ensinou que a verdadeira grandeza se manifesta no serviço, não na humilhação dos outros. Portanto, segundo o princípio adotado nesta leitura, somente aquilo que for coerente com Jesus, Seus ensinos e Suas vivências pode ser entendido como Revelação, vontade e Palavra de Deus. Este é o único princípio absoluto para compreender o que seja inspiração divina, a verdadeira Palavra e a verdadeira Vontade de Deus. Tudo aquilo que não for coerente com Jesus deve ser entendido como “Acréscimo Humano”, bem-intencionado ou não. Assim, a humildade de Jó, o reconhecimento dos limites humanos e a crítica à pretensão de controlar a criação podem ser acolhidos; já qualquer interpretação que transforme o poder em licença para humilhar, silenciar ou maltratar precisa ser examinada criticamente à luz de Jesus.

BIBLIOGRAFIA

CLINES, David J. A. Job 38–42. Word Biblical Commentary, Volume 18B. 2006.

HABEL, Norman C. The Book of Job: A Commentary. 1985.

NEWSOM, Carol A. The Book of Job: A Contest of Moral Imaginations. 2003.

BALENTINE, Samuel E. Job. Smyth & Helwys Bible Commentary. 2006.

ALTER, Robert. The Wisdom Books: Job, Proverbs, and Ecclesiastes. 2010.


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Pr.Psi Jônatas David Brandão Mota... pastorado4
teologia, direito, psicologia, jornalismo (serviço social)






















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