POESIAS: NOSSO NOVO TEMPO AMIGO

  



 


PESQUISA BIBLIOGRÁFICA CIENTÍFICA (com IAC)
investigação realizada pelo Pr. Psi. Jor Jônatas David Brandão Mota
uma das atuações do seu Pastorado4



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NOSSO NOVO TEMPO AMIGO
composições durante o mês de Janeiro de 2023
divulgado no facebook


  Livino Mota   ... Luto
dias 10, 27 a 29 = dias lembrando a hospitalização, morte, enterro e as pessoas que estiveram no velório do meu pai.




o conteúdo original que inclui este estudo está neste link aqui


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ÍNDICE


001   1. Primeiro dia, avançar

002   2. Reconhecer o novo tempo

003   3. Ganhar novos espaços

004   4. Desafiar nosso tempo

005   5. Invadir o novo ano

006   6. Desejar chegar vivo

007   7. Navegando pelo amanhã

008   8. De tarde e de noite

009   9. Remando contra o tempo

010   10. Sem lenço nem documento       (meu pai)

011   11. Respirando fundo

012   12. Copiando o nosso passado

013   13. Reconhecendo o bom tempo

014   14. Vencendo a vida

015   15. Ganhando alegrias

016   16. Fazendo deboche feliz
017   17. Sem voltas

018   18. Recriando nossos futuros

019   19. Atenção do tempo

020   20. Flores do presente

021   21. Recuando em glórias

022   22. Propondo novos desafios

023   23. Sorrindo para o amanhã

024   24. Bom dia e vida

025   25. Canalhice a se acreditar

026   26. Caminhando em minutos

027   27. Tentando os segundos          (meu pai)

028   28. Horas de muitos anseios      (meu pai)

029   29. Famílias do tempo              (meu pai)

030   30. Esquecendo as dores

031   31. Abrindo os tempos.





DIA 10
... vivendo meu pai hospitalizado ...... Luto


DIA 27
... lembrando da vida e da morte do meu pai... Luto
O ano se renasce bem aqui no próximo horizonte desse tempo
E a gente vem nele, em navegação útil que nos traz bons ventos
Sem querer querendo, nos descobrimos em dores, e nos atrasa
E, até nosso pai se vai, se despede do dia e vai-se, e nos abrasa
Carrega o que não queríamos, nos deixa o que nos faz tristeza
São cantos sem fim, que nunca passarão, nunca serão prestezas
Nos deixarão órfãos desse pai que o tempo leva em sua leveza
.
Estou tentando os segundos, continuo com aquela música cega
Aquela que meus olhos choram, aquela que a vida nos emprega
É um começo de ano que não se queria, coração nenhum quer
Um novo ano cheio de alegrias que faz brotar um triste paracer
Mas não tem nada não, é para isto que vivemos de olhos vivos
É com isto que a gente toma pé de nossos passos imprecisos
É com sonhos repetidos, que os pesadelos de mortes, são tidos
.
E daí? Essa é a pergunta que não quer se calar nas convicções
E daí? É a questão merecida que nos faz ter essas imprecauções
A resposta vem de dentro, do interior da alma que nos assusta
Da longevitude que nos agrega e nos dá toda sua palavra justa
Temos fé que é suficiente para olhar a vida e a morte na certeza
Eficiente até, para pensar na lida como a existência da presteza
O doce sonho da verdade que sempre nos anima e nos dá o melhor da sua clareza.




DIA 28
HORAS DE MUITOS ANSEIOS
... vivendo a dor da morte do meu pai... Luto
Agora é a hora depois, aquela que vem após o que foi na gente
É o momento seguinte, quando todo o choro se nos fez ciente
A última lágrima se foi, só restou a saudade pra toda confraria
Foi a última magma chorada nessa afinidade que nos contraria
Mas, outro dia está nascendo, num novo ano que já nos chegou
Neste novo dia que nos acorda, já visualizamos o que se plantou
Já estamos acordados e na memória vamos levar o que, rasteiro, o tempo nos amargou.
.
Surgem horas de muitos anseios, estamos com a garganta seca
Já gritamos tudo que tínhamos direito, vencemos toda a cerca
Agora com pés em punho, avançamos sadios com estas mágoas
Carregamos nossos vestidos, como antes com aquelas anáguas
É pura busca de proteção, pura busca de cuidados e segurança
Queremos, sim, avançar, ir em frente, sem perder a esperança
Avançar, ir em frente, bem na frente, como faz a boa liderança
.
Estamos sem medo algum, já tristamos o que tínhamos a tristar
Já sofregamos o que, em início de batalha, tínhamos a sofregar
Agora, só nos resta pegar a nossa bagana e cuspir no caminho
Só resta encarregar nosso bacana e sofrejar entre os dedinhos
O amanhã nos espera, cheio de expectativas, lá, ele nos espera
Podemos até ver seus braços abertos, estendidos em primavera
Podemos até, ainda hoje, fazer muita festa, pois nada mais nos desespera.