DOE SUA MEDULA ÓSSEA

LeFigaro
 (photo: )
Conteúdo oferecido por Caixa Seguradora
24.10.2015, 08:44

SALVE UMA VIDA

Medula óssea nada tem a ver com medula espinhal. Sua doação não representa riscos e pode salvar vidas. Uma jovem transplantada e um doador contam suas experiências.


Por Soline Roy 
«Meu doador me ofereceu uma segunda vida », diz Christelle. Grávida de 5 meses e meio, a jovem  mulher tinha nódulos linfáticos «e meu médico temeu uma doença perigosa para o feto. Fiz então um exame de sangue e veio o diagnóstico: uma doença galopante e a decisão de prosseguir com o  transplante de medula óssea quatro meses depois. «Foi muito rápido, mas era minha única chance.»
Um doador foi contatado, 221 mil «sentinelas da vida» na França em 2014 (A Agência de Biomedicina espera contar com 240 mil em 2015) inscreveram-se no Registre France Greffe de Moelle. Um gesto simples, com menos restrições do que se pode imaginar. Mas que pode salvar uma vida…
Nada a ver com a medula espinhal
A medula óssea que é usada para fabricar células sanguíneas não tem nada a ver com a medula óssea da qual ela compartilha somente o nome. Para se tornar uma «sentinela da vida», é preciso ser saudável, ter entre 18 e 51 anos de idade e submeter-se a um exame de sangue. E aguardar o contato, talvez muitos anos depois, no caso de um paciente, que precise de transplante tiver perfil genético quase idêntico ao seu.
Uma vez encontrado o doador, o transplante foi preparado e Christelle colocada em aplasia: sua própria medula foi destruída e com ela, todas suas defesas imunológicas. «Inicialmente, eu não queria o transplante: isso significava me tornar estéril », contou a jovem mulher cuja gravidez teve que ser interrompida devido à quimioterapia. Mas seus médicos deixaram claro que ela não tinha escolha. «Em seguida, fiquei com medo que o transplante não desse certo. O risco de morte não é insignificante durante os 100 dias após o transplante»


Quase identidade genética
Por um lado, o perigo é que a medula do doador transmita germes, mesmo sendo por um simples resfriado, ao transplantado desprovido de defesas. «Os doadores são extremamente cuidadosos nos dias que antecedem a doação. Uma mãe deixou de beijar sua filha por mais de uma semana », disse sorrindo Emmanuelle Prada-Bordenave, diretora geral da Agência da biomedicina.
O outro risco é que o enxerto ataque seu hospedeiro. O «cartão de identidade biológica » do doador e o do receptor devem, portanto ser quase idênticos, pois  «a medula óssea que produz os diversos componentes do sangue é muito sensível à imunidade», explica Emmanuelle Prada-Bordenave. Cerca de 2 mil transplantes por ano são realizados na França, dos quais, 59 % através de doadores sem laços familiares. «A escassez de medula é extremamente rara, mas acontece para perfis muito específicos », especifica Emmanuelle Prada-Bordenave.
Um receptor do outro lado do mundo?
Tendo em vista que a população francesa é extremamente diversificada, portanto, geneticamente muito diversa: dois indivíduos tomados ao acaso na população têm uma chance em um milhão para serem compatíveis! E seu «quase-gêmeo» pode morar do outro lado do mundo: Emmanuelle Prada-Bordenave lembra um doador morando na França, cuja medula serviu para fazer um transplante em um Russo. Um antepassado do paciente tinha gostado de um soldado de Napoleão enquanto um russo, branco, tinha passado através da história familiar do doador…
«Também precisamos recrutar homens!», afirma a diretora geral da Agência de Biomedicina. Em parte porque as mulheres desenvolveram uma imunidade mais forte após cada gravidez, tendo assim chances menores de serem compatíveis com outro.
A doação é anônima e gratuita, mas o doador ou receptor pode escrever, através da Agência de Biomedicina e de forma anônima, para aquele com quem compartilha a medula óssea. «Eu queria que meu doador soubesse que tinha alguém por trás do seu gesto, conta Christelle. Eu gostaria de lhe escrever novamente para dizer que sete anos mais tarde ainda estou aqui e retomei uma vida normal.» A jovem mulher conta, entre seus parentes, que pelo menos cinco pessoas  estão inscritas nos registros. Na esperança que um dia seja possível devolver para outra pessoa, a vida que a generosidade de um desconhecido lhe ofereceu.




http://www.brasil247.com/pt/saude247/saude247/202221/Salve-uma-vida-Doe-sua-medula-%C3%B3ssea.htm

DORMIR BEM

LeFigaro
 (photo: )
Conteúdo oferecido por Caixa Seguradora
19.10.2015, 20:22

PROMESSA PARA UMA SAÚDE MELHOR

A quantidade e a qualidade do sono têm papel primordial na luta contra doenças cardiovasculares, mas também contra a fome e ganho de peso

Por Anne Prigent
Seu médico certamente já lhe disse: para proteger seu coração, você deve parar de fumar, fazer exercício físico, beber moderadamente e comer de forma equilibrada. Mas você sabia que a quantidade e a qualidade de seu sono desempenham um papel fundamental na saúde de suas artérias?
Na verdade, os marcadores de doenças cardiovasculares são mais comuns em pessoas que não dormem o suficiente ou dormem mal. É o que acaba de demonstrar um estudo publicado em 10 de setembro na revista da Sociedade Americana de Cardiologia - Thrombosis and Vascular Biology.
Neste experimento, pesquisadores sul-coreanos realizaram testes para detectar a taxa de cálcio nas coronárias (que é um marcador de lesões coronárias iniciantes) e medir a rigidez arterial em mais de 47.000 jovens e adultos de meia idade, vindos para exames  de saúde. Estes últimos também responderam um questionário sobre seu tempo e sua qualidade de sono.
As conclusões são claras: as pessoas que dormem menos de sete horas por dia têm artérias mais rígidas e uma taxa de cálcio 1,5 vezes mais elevada que pessoas que dormem mais de sete horas por noite. Os parâmetros estavam também identificados em pessoas que relataram um sono de má qualidade.
Efeitos perniciosos
Estes resultados não surpreendem especialistas do sono. «Hoje, temos uma literatura consistente e considerável a qual mostra que uma qualidade de sono curta e ruim aumenta o risco cardiovascular », disse o professor Jean-Louis Pépin, professor de fisiologia e chefe da unidade de pesquisa do Hospital Universitário Grenoble.
Mas os efeitos perniciosos da privação de sono não atingem somente o coração. «Toda a fisiologia do corpo humano é perturbada: o sistema imunológico, a produção hormonal, o metabolismo glicídico… Está tudo errado», explica a doutora Karine Spiegel, do centro de pesquisa em neurociência de Lyon.
Por exemplo, a leptina,  um hormônio que provoca a saciedade, diminui a grelina que estimula o aumento do apetite. Estas variações geram o aumento de fome com uma atração por alimentos doces e gordurosos.
Em uma pessoa que dorme quatro horas por dia, a fome é aumentada em 25 % depois de dois dias. «Extrapolando, isso resultaria em um excesso de ingestão calórica de 400 a 500 calorias por dia. O que após um ano, em um jovem adulto sedentário de peso normal, poderia causar um aumento de peso de 14 a 20 kg», ilustra o professor Pierre Escourrou, chefe do Laboratório do sono no Hospital Antoine-Béclère.
Noites mais curtas
Uma dívida de sono também levará à resistência contra a insulina e aumentar o risco de diabetes de tipo 2 independentemente de um eventual aumento de peso. Dados bastante alarmantes, mas como recorda o professor Xavier Drouot, chefe do centro do sono do Hospital Universitário de Poitiers: «As mudanças metabólicas e os marcadores de riscos aparecem realmente de modo muito rápido. Mas para desregular o organismo, vários meses são necessários.»
Em suma, algumas noites muito curtas não tornarão ninguém diabético ou cardíaco. O que é perigoso é a falta crônica de sono. Um conceito que inclui realidades bem diferentes: perante Morfeu, não somos iguais «Existe uma grande variação individual: uns dormem poucos, outros dormem muito, uns madrugam outros dormem tarde…», diz o especialista.
Para alguns, noites de sete horas são amplamente suficientes, para outros, nove horas serão necessárias e para outros ainda, dormir tarde, mas ter que levantar cedo significa estar em um jet lag constante… É melhor conhecer bem a si próprio. «De modo geral, se o despertador é necessário para acordar ou se você dorme mais no fim de semana, é que você não atingiu a sua cota », explica Karine Spiegel.
No entanto, as noites estão cada vez mais curtas para um grande número de pessoas, sobretudo as que vivem nas grandes cidades. Atividades profissionais, sociais e familiares, o tempo nos transportes e a proliferação de telas de computador e smartphone nos mantêm acordados… Os motivos são múltiplos: «nos países desenvolvidos, 35 % dos moradores dormem menos de 7 horas e 25 % menos de 6 horas, de acordo com pesquisas realizadas pelo Institut national de veille et de la vigilance » (Agencia Sanitária Francesa), diz o professor Damien Léger, presidente do Instituto.
Para recuperar alguns minutos preciosos de sono, por que não sucumbir ao prazer de uma siesta? Tirar uma soneca de trinta minutos durante o dia faz com que seja possível neutralizar os mecanismos do «estresse endócrino», gerado pela falta de sono, como mostrou um estudo realizado este ano pela equipe do centro de sono do Hôtel-Dieu, na França.




http://www.brasil247.com/pt/saude247/saude247/201557/Dormir-bem-Promessa-para-uma-sa%C3%BAde-melhor.htm

AS DOENÇAS MENTAIS AFETAM A ESPERANÇA DE VIVER

LeFigaro
 (photo: )
Conteúdo oferecido por Caixa Seguradora
18.10.2015, 14:29


As doenças psiquiátricas reduzem a longevidade tanto quanto o tabaco, de acordo com um estudo da Universidade de Oxford

Por Jonathan Herchkovitch
A Organização Mundial da Saúde (OMS) considera que cinco das dez patologias mais preocupantes no mundo fazem parte da psiquiatria: a esquizofrenia, os transtornos bipolares, os vícios, a depressão e os transtornos obsessivos compulsivos. Na revista World Psychiatry, pesquisadores da Universidade de Oxford reforçam o âmbito desse alerta informando em um estudo financiado pelo Wellcome Trust, uma fundação britânica especializada em saúde, que as doenças mentais graves reduzem a esperança de vida de dez a vinte anos, ou seja, mais que o tabagismo.
A análise inclui cerca de vinte resultados de pesquisas que cobrem 1,7 milhão de indivíduos. A equipe inglesa extraiu faixas de perda da expectativa de vida para as principais doenças mentais. A esquizofrenia reduziria a vida de suas vítimas de 10 para 20 anos, a bipolaridade de 9 para 20 anos, a dependência ao álcool ou às drogas de 9 para 24 anos e a depressão crônica, de 7 para 11 anos. Em comparação, a expectativa de vida para fumantes pesados (mais de um pacote por dia) está reduzida de 8 para 10 anos.
Mais vulneráveis, com um tratamento inferior
«Inúmeras razões podem justificar esses números », diz o Dr. Seena Fazel do departamento de psiquiatria da Universidade de Oxford. «Muitas vezes, os pacientes psiquiátricos têm comportamentos de risco, especialmente em termos de consumo de álcool e droga, e são mais propensos ao suicídio. Eles também recebem um tratamento inferior para os outros problemas de saúde, pois, muitas vezes, os médicos se concentram em sua saúde mental».
«Outros dados devem ser levados em consideração, acrescenta François Kammerer, psiquiatra e vice-presidente da associação francesa de psiquiatria. Muitos são sedentários e fumantes. Os antidepressivos e antipsicóticos causam complicações cardiovasculares ou diabetes. É também mais difícil obter uma consulta com um psiquiatra: além das situações de emergência, muitas vezes é preciso esperar de dois a três meses».
As políticas governamentais têm conseguido reduzir a mortalidade devido ao tabagismo, e os autores do estudo gostariam que esforços similares fossem realizados para evitar outros problemas de saúde e seu tratamento. «As  pessoas com transtornos mentais estão entre as mais vulneráveis na sociedade », lamentou John Williams, chefe do departamento de neurociências e da saúde mental noWellcome Trust. «Esses resultados reforçam a ideia que é absolutamente necessário favorecer seu acesso aos tratamentos e apoio, o que nem sempre é o caso »



http://www.brasil247.com/pt/saude247/saude247/201243/As-doen%C3%A7as-mentais-afetam-a-esperan%C3%A7a-de-viver.htm

PARAÍSO RADIOATIVO