Nos EUA a CoViD-19 mata mais negros do que brancos

Por que?

A forte desigualdade social e econômica, bem como a difusão de patologias pregressas, fazem com que a CoViD19 seja com frequência letal para muitos afro-americanos. “Pacientes primeiro, depois o lucro”, dizem os cartazes de manifestantes afro-americanos que protestam contra a saúde pública nos Estados Unidos.

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Por: Equipe Oásis

Com cerca de 500 mil infectados no momento em que esta matéria foi produzida (em 9/04), os Estados Unidos chegam ao primeiro lugar no mundo em número de casos de CoViD-19, superando largamente a Espanha (cerca de 150 mil) e a Itália (cerca de 140 mil).

Garoto afro-americano desinfeta as mãos com álcool


Nos Estados Unidos, a porcentagem de negros norte-americanos mortos por causa da CoViD19 é muito alta. 

Analisando os cerca de 14 mil motos nos Estados Unidos, um dado salta aos olhos: em diversos estados e cidades a maior parte das vítimas fatais são de etnia afro-americana. Em Chicago, por exemplo, 69% dos mortos são de pele negra. Essas porcentagens são inesperadas, considerando-se que apenas 30% da população dessa cidade pertence a essa etnia. Também na Louisiana mais de 7 mortos de cada dez também são afro-americanos (e estes últimos representam apenas 32% da população total do estado). No condado de Milwaukee, onde os cidadãos negros constituem 27% da população, os afro-americanos vítimas da CoViD19 são 81% do total!

Tabela da organização Statista


Em azul, no dia 6 de abril, a porcentagem de afro-americanos por cidade/estado; em vermelho, a porcentagem de afro-americanos por totalidade de mortos pela CoViD-19.

Dinheiro e saúde

Os motivos pelos quais os cidadãos afro-americanos morrem mais por CoViD-19 do que os cidadãos brancos são diversos. O primeiro deles – e provavelmente o principal – é o fato de que muitas comunidades negras norte-americanas, por não poderem pagar, não possuem acesso aos serviços de saúde pública (que nos Estados Unidos são privados). Assim sendo, essas pessoas ao serem infectadas não recebem serviços de cura e acabam falecendo em suas próprias casas.

Para exacerbar a situação estariam contribuindo também patologias preexistentes: em Nova Orleans, por exemplo, quase 60% da população é afro-americana, e nelas as taxas de obesidade e de hipertensão são muito superiores à média nacional. Também em Chicago a situação é similar: aqui os afro-americanos sofrem com frequência de diabete e de patologias cardíacas e respiratórias.

Trabalha, trabalha negro!

Nessas localidades, mas de modo geral em todo o território dos Estados Unidos, os afro-americanos desempenham trabalhos e profissões que não podem ser feitos a partir de suas casas (homework) neste período de confinamento quase geral. Assim sendo, locomover-se com meios públicos e entrar todos os dias em contato com um grande número de pessoas os expõem a ulteriores riscos. De modo geral, os profissionais que desfrutam de melhor situação de vida (quase sempre a população branca) podem evitar esse risco fazendo recurso ao trabalho em casa.

Conclui-se, portanto, que na base dessa taxa de mortalidade estranhamente alta da população afro-americana existe uma forte desigualdade social e econômica, que na presente situação se faz sentir como nunca antes. Também nos Estados Unidos, como em outros países, costuma-se dizer que “dinheiro não traz felicidade” e não evita a morte. Mas a verdade é que, em tempos de pandemia, nos Estados Unidos possuir uma carteira recheada permite o acesso a um melhor seguro de saúde e, portanto, a uma maior possibilidade de vencer a CoViD-19. 




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Descubra sua paixão






E transforme-a em uma carreira profissional

Qual é a sua paixão? A empreendedora social Noeline Kirabo reflete sobre seu trabalho ajudando jovens que abandonaram a escola em Uganda a transformar as paixões deles em negócios lucrativos, e compartilha as duas questões que você pode se perguntar para começar a fazer o mesmo.
22 de abril de 2020, 17:06 h Atualizado em 23 de abril de 2020, 16:40


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Por: Noeline Kirabo (*)

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Vídeo: TED Ideas Worth Spreading

Tradução: Giulia Bialoglowka. Revisão: Maricene Crus

Apesar de ter abandonado a escola, a ugandense Noeline Kirabo “criou” sua própria educação frequentando bibliotecas e cursos gratuitos on-line, perseguindo o sonho de cultivar o potencial de outras pessoas. Através da educação, ela procura inspirar jovens empreendedores que lutam contra a violência e o crime das favelas de Kampala.




Noeline Kirabo


Como fundadora da ONG Kyusa (https://www.kyusaug.org/) , Kirabo está comprometida em transformar jovens que estão fora da escola em líderes empresariais, dando a eles as ferramentas necessárias para direcionar suas paixões. É autora, palestrante, terapeuta familiar e cofundadora da Newen Consults, uma empresa de negócios e desenvolvimento pessoal.

Vídeo: Palestra “Descubra sua paixão. E transforme-a em uma carreira profissional”

Tradução integral da palestra de Noeline Kirabo:

Quando você tem um emprego que paga o bastante para cobrir gastos básicos, suas contas, e ainda sobra um pouco para gastar, se assume que você estaria feliz, ou, até melhor, realizado. E parece inconcebível quando você acorda e diz que vai abandonar um emprego como esse para seguir uma paixão. Esse era o meu dilema seis anos atrás. Eu tinha um emprego e uma vida confortáveis, e as pessoas esperavam que me sentisse realizada, mas eu não estava. Havia algo em mim que queria mais. Havia um desajuste entre o que eu fazia no meu dia a dia e as coisas com as quais eu me importava profundamente.

Então, decidi me demitir e explorar a possibilidade de trazer essa paixão à minha rotina diária. Descobrir a sua paixão não é tão simples. Mesmo pessoas com dinheiro e diplomas lutam para identificar suas paixões. E aqui estava eu, com 30 anos, falando sobre descobrir minha paixão e torná-la em uma carreira. Literalmente, me disseram: “Você não pode falar de paixão até ter ganhado dinheiro o suficiente

ou até, pelo menos, estar pronta para se aposentar”. Porque há uma noção de que olhar para dentro de nós e achar o que nos dá prazer e realização é um luxo que apenas os ricos podem desfrutar, ou um prazer que somente os aposentados podem ter. O que me faz pensar: seria a paixão apenas para os ricos, ou uma experiência que apenas os aposentados podem aproveitar?


Muito de nós fomos levados a acreditar que a vida é uma corrida à sobrevivência. Nós fomos condicionados a nos ver como sobreviventes, que devem fazer tudo em nosso poder para sobreviver. Na África, somos incentivados a ir à escola, estudar e passar de ano, na esperança de conseguirmos um emprego depois. E se conseguimos, permanecemos nele, não importa o quanto ele seja horrível.

Até conseguirmos uma oferta melhor ou estejamos prontos para nos aposentar. Como abandonei a escola, eu sabia que não tinha direito a nada. Toda oportunidade era um privilégio. Então, quando pensei em me demitir, foi um grande risco.

Me deram duas alternativas, que são as mais populares na África. A primeira era fazer qualquer curso em uma instituição profissional. Minha segunda opção era aceitar qualquer oferta de emprego e fazê-lo, não importando as condições de trabalho. Isso provavelmente explica por que temos tantos jovens sendo traficados em busca de oportunidades melhores.

Eu escolhi a primeira opção. Procurei algumas instituições profissionais na esperança de que acharia um curso que ressoasse com a minha pessoa, meu sonho e minha aspiração. Fiquei desapontada ao saber que não havia espaço para desajustados como eu ali. O sistema educacional em muitas partes do mundo tem sido projetado com base em opções pré-selecionadas, nas quais jovens devem se encaixar ou arriscar se tornarem desajustados. Passando pela escola, fui incentivada e condicionada a pensar dentro da caixa e permanecer dentro dela.

Mas, quando abandonei a escola, descobri um mundo de possibilidades. Eu sabia que poderia ser e estudar qualquer coisa, então aproveitei os cursos on-line gratuitos. Foi assim que eu construí meu currículo, consegui um emprego e trabalhei por oito anos. E depois disso, disse a mim mesma que deveria haver mais a ser vivido do que apenas a rotina da vida.

Então em 2014, comecei uma organização chamada Kyusa, na qual trabalhamos com jovens que não estão na escola, incentivando-os a tornar suas paixões em negócios lucrativos, escalonáveis e sustentáveis.

Quando falamos sobre paixão, uma das perguntas mais comuns que me fazem é: “O que é paixão? Como eu a descubro?” Na definição mais simples, paixão é uma coleção de nossas experiências de vida que nos dá a mais profunda sensação de realização. E para identificar essa paixão, precisamos olhar para dentro de nós. Então usamos duas questões reflexivas. A primeira questão que perguntamos é: “Se você tivesse todo o tempo e dinheiro do mundo, em que gastaria o seu tempo fazendo?” Parece uma questão muito simples, mas muitas pessoas lutam para respondê-la, porque elas nunca pensaram sobre isso.

A segunda pergunta é: “O que faz você feliz ou dá a você a mais profunda sensação de realização?” Assumiríamos que todos nós sabemos o que nos faz felizes, mas também é interessante notar que muitas pessoas não têm a menor ideia. Elas estão tão ocupadas com a rotina delas, que não param para se observar. Identificar o que nos dá uma profunda sensação de realização e de alegria são pensamentos que começam a nos guiar em direção à nossa paixão. E caso estejam se perguntando quais são suas respostas para essas duas questões, convido vocês a pararem e refletirem sobre elas mais tarde.

No entanto, também estou ciente de que apenas ter uma paixão não garante sucesso na vida. E devo destacar que nem toda paixão pode se tornar uma carreira. Para que isso aconteça, a paixão deve ser associada ao grupo certo de habilidades, condicionamento e posicionamento. Quando pedimos aos nossos jovens que olhem para dentro de si, também perguntamos quais habilidades, talentos e experiências eles têm que possam ser usados para construir um nicho no mercado de trabalho. Mas mais que isso, também observamos as tendências do mercado, pois não importa o quanto você ama e aprecia algo, se ninguém quer ou está disposto a pagar por isso, não pode ser uma carreira. É apenas um hobby.

E a terceira coisa que observamos é: “Como você se posiciona? Quem você quer alcançar? Para quem você quer vender? Por que as pessoas iriam querer comprar de você?” Então a combinação dos três é o que nos permite transformar uma paixão em um negócio. E muitos jovens conseguiram tornar as ideias e desejos ardentes deles em negócios lucrativos ou empresas sociais, e eles não estão apenas criando empregos, mas também resolvendo desafios sociais.

Compartilharei dois exemplos com vocês. Um deles é Esther. Eu a conheci dois anos atrás. Ela havia abandonado a escola há dois anos, e estava profundamente afetada por ter desistido. Como resultado, ela desenvolveu depressão severa a ponto de tentar tirar sua vida diversas vezes. Seus amigos e familiares não sabiam o que fazer por ela. Eles simplesmente rezavam por ela. Quando conheci Esther e começamos a conversar, eu a fiz uma pergunta simples: “Se você tivesse todo o tempo e dinheiro do mundo, o que você faria?” Sem pensar ou hesitar, os olhos dela brilharam e ela me disse o quanto queria mudar a vida de jovens. Ela queria trazer de volta a esperança e dignidade a outros adolescentes, ajudando-os a tomar decisões informadas sobre a vida deles.

Percebi que esse era um desejo ardente insaciável nela. Então trabalhamos com Esther para criar uma estrutura para esse desejo. Hoje, ela comanda uma empresa social no vilarejo dela, aumentando a conscientização sobre uso de drogas, saúde mental, saúde sexual, ajudando outros jovens que abandonaram a escola a adquirir habilidades profissionais para que consigam se sustentar. Esther fez 20 anos esse ano, e, nos últimos 2 anos, ela tem organizado um festival anual para adolescentes que reúne mais de 500 participantes.

Jovens que têm a chance de interagir e colaborar em diferentes projetos, mas mais importante, têm a chance de falar com profissionais que, de outra forma, nunca teriam conhecido.

Isso tudo foi feito por uma garota que acreditava que o mundo não tinha lugar para ela; que sem educação, ela nunca chegaria a nada. Mas olhando para dentro de si e explorando um desejo ardente, colocando uma estrutura em torno dele, isso se tornou um modelo que mudou não apenas a vida dela, mas está transformando a vida de centenas de jovens todo ano.

Meu outro exemplo é Musa, um artista nato. Ele olha para qualquer imagem e a reproduz com facilidade. Então ele procura reconhecer essa habilidade nele. Quando conheci Musa, ele fazia todo tipo de artesanato: bolsas, cintos, carteiras, mas era mais um trabalho de meio período. Ou, às vezes, se ele estava sem dinheiro, ele criava um design e o vendia. Mas ele nunca pensou nisso como um negócio.

Então começamos a trabalhar com Musa, ajudando-o a mudar sua mentalidade de um hobby para um negócio, começando a repensar como ele poderia fazer produtos que pudesse vender e ainda conseguir se expandir. Musa faz algumas das bolsas mais incríveis que eu já vi. E, nesse último ano, o negócio dele tem crescido. Ele tem sido reconhecido em diferentes lugares. Atualmente, está pensando em exportar para países desenvolvidos.

Musa, como qualquer um que abandonou a escola, acreditava que sem credenciais acadêmicas ele chegaria a lugar nenhum. Ele achava que o talento que tinha era nada, simplesmente porque ele não tinha um diploma que o definia. Olhando para dentro de si e descobrindo que o que tinha era seu maior talento e incentivando-o a transformar isso em um negócio, ele não está apenas vivendo, mas prosperando.

Olhar para dentro de si pode ser assustador, especialmente se estivermos fazendo isso pela primeira vez. Mas a verdade é que nunca realmente começamos a viver até que aprendamos a viver de dentro para fora. E para liberar esse potencial, precisamos olhar para dentro de nós para identificar, o que nos dá uma profunda sensação de realização e alegria, e então tecê-las nos padrões de nossa rotina diária. E fazendo isso, paramos de trabalhar e começamos a viver. E o bom do viver é que você nunca precisa se aposentar ou se demitir.

E enquanto pensam em liberar potencial para vocês mesmos, para nossos jovens, nossas crianças, não vamos condicioná-los a olhar pra fora, mas sim olharem para dentro, para explorar quem eles são e trazer esse “eu” no que eles fazem todos os dias.

Quando você para de trabalhar e vive, quando a paixão vira uma carreira, você não apenas se destaca, você se torna incansável.

Obrigada.

(*) Noeline Kirabo conseguiu criar seu caminho para sair da favela em Kampala, Uganda, onde nasceu. Hoje, ela é a líder de um movimento para ajudar jovens carentes a conquistar educação e desenvolver habilidades para a criação de negócios lucrativos.



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Como funciona o empreendedorismo digital

Como funciona o empreendedorismo digital

Como funciona o empreendedorismo digital

Abrir o próprio negócio de tornou o objetivo de vida de muita gente. Afinal, quem não quer buscar por novas oportunidades de trabalho, liberdade e flexibilidade na execução das atividades diárias?

Por isso, o empreendedorismo digital vem ganhando cada vez mais espaço na vida das pessoas que buscam melhora na qualidade de vida. 

Além disso, negócios baseados na internet apresentam um crescimento mais rápido, permitem alcançar um maior número de pessoas e demandam um investimento mais baixo. 

O empreendedorismo digital, além de flexibilizar a jornada de trabalho, também permite que o empreendedor trabalhe de qualquer lugar, já que basta apenas a conexão com a internet para executar as suas atividades. 

Entretanto, essa tarefa envolve muitos desafios. Afinal, é preciso estudar o mercado de atuação, desenvolver estratégias para a atração de clientes e oferecer soluções inovadoras, sempre seguindo as tendências de consumo. 

Antes de mais nada, é fundamental compreender o real significado do empreendedorismo digital. Quer saber mais? Acompanhe!

O que é empreendedorismo digital?

O empreendedorismo digital se caracteriza pela criação de negócios na internet, oferecendo produtos e soluções online. 

Em outras palavras, nada mais é que utilizar o meio digital (internet) e criar um negócio para reter lucro. Podemos citar os e-commerces e blogs como os principais provedores do empreendedorismo digital atualmente. 

Além disso, essa tendência prioriza a tecnologia e a inovação, de modo a oferecer soluções para os consumidores de forma criativa, prática e rápida, utilizando os canais digitais para estabelecer uma ponte de contato com o cliente. 

Por exemplo: imagine que a sua organização trabalhe com célula de carga. Com certeza, é um produto complexo que exige maior administração na parte de vendas, não é mesmo? 

Com o empreendedorismo digital, você intensifica o seus canais de venda, fazendo com que o cliente desenvolva um relacionamento duradouro com a marca em questão. 

O empreendedorismo é uma das profissões mais visadas pela população, agora imagina alinhada à tecnologia e as inovações? Claro, com a facilidade de comunicação e interação entre as pessoas, esse conceito vem se tornando cada vez mais eficiente e almejado pelas pessoas. 

Por que ser um empreendedor digital?

Certamente você ainda tem algumas dúvidas sobre se tornar um empreendedor digital, certo? Afinal, um mercado nunca explorado, pode causar receio e questionamentos. Porém, é imprescindível avaliar outras variáveis inseridas nesse contexto. 

Uma delas é o crescimento do ambiente virtual e a facilidade de acesso a internet. Para se ter uma ideia, de acordo com uma pesquisa da TIC Domicílios, 126,9 milhões de brasileiros utilizam a internet. 

Ou seja, a tendência é que o ambiente virtual cresce cada vez mais, permitindo que os negócios alcancem números cada vez maiores. 

Além disso, como a empresa tem sua atividade elaborada na internet, as negociações e transações também acontecem digitalmente. Dessa forma, as reuniões podem ser feitas por plataformas online. 

Pensando nos clientes, elimina-se os custos com vendedores e dos encontros presenciais, uma vez que a internet proporciona inúmeras canais para estabelecer esse contato. 

Outro ponto importante é que no empreendedorismo digital não existem barreiras geográficas. Com a internet, você pode direcionar as suas ações ao público-alvo, possibilitando uma interação maior com a marca. 

Além do mais, é possível que o consumidor adquira o seu produto de qualquer lugar do mundo, apenas com um único clique.

No caso do marketing e da publicidade, as campanhas de tornam muito mais efetivas, já que são direcionadas ao público que quer atingir. 

A questão do investimento inicial e os custos atribuídos ao processo são outras questões que envolvem o empreendedorismo digital. Afinal, o investimento necessário para abrir um negócio no ambiente virtual é significativamente reduzido. 

Isso porque o orçamento está baseado apenas nos gastos que incluem internet, circuito impresso e computador, e não no aluguel de um espaço físico ou no desenvolvimento de uma equipe. 

Quais são as vantagens do empreendedorismo digital?

Podemos mencionar inúmeras vantagens que o empreendedorismo digital proporciona. Porém, listamos as 6 principais. Veja:

1. Menor custo de investimento 

Como mencionamos anteriormente, este é uma dos grandes benefícios do empreendedorismo digital. O investimento inicial pode variar de mil a dez mil reais – afinal, você utiliza o espaço da sua casa. 

Em contrapartida, para abrir uma empresa física, seria preciso investir, pelo menos, R$ 50 mil reais. Ou seja, se caso o negócio não alcance o sucesso esperado, a perda do investimento é quase zero. 

2. Flexibilidade de horário 

Ao criar um negócio digital, o empreendedor que define o seu próprio período de trabalho, sem a necessidade de cumprir jornadas já estabelecidas, o que acaba influenciando na qualidade de vida. 

Por funcionar como um modelo home office, é possível fazer o seu próprio horário de priorizar outras atividades do dia. 

3. O consumidor chega até você

Com as transformações digitais, o consumidor acaba procurando informações, produtos e serviços nos mecanismos de busca. 

Dessa forma, é ele que estabelece uma ponte de contato até a organização, seja realizando uma análise ou conectando seus perfis com a marca nas redes sociais. 

Nesse sentido, você pode tornar os visitantes em leads e, depois, ampliar a sua rede de clientes. 

4. Você vende em qualquer lugar

Como mencionamos anteriormente, a internet não se limita as barreiras geográficas. Nesse sentido, você deixa de vender apenas para o seu bairro ou cidade e passa a alcançar pessoas de todas as partes do mundo. 

5. Atuação livre

Uma das principais reclamações das pessoas quanto ao ambiente de trabalho é que elas não podem tomar decisões sem o consentimento do chefe, o que faz com que ideias boas sejam deixadas de lado. 

Ao investir no empreendedorismo digital, se torna possível comandar no próprio negócio e tomar as suas próprias decisões. Com isso, não é necessário a autorização de um superior para investir em instalação câmera de segurança, por exemplo.

Apostar em novas ideias e notar que elas darão certo pode ser libertador. Entretanto, é imprescindível que se tenha disciplina e cuidado para não transformar o sonho em um verdadeiro pesadelo. 

6. Alta lucratividade

Com custos baixos e produtos personalizados, é possível reter uma alta lucratividade com o empreendedorismo digital. Independente do tipo de negócio, porte ou franquia, as organizações online atingem um nível imensurável de sucesso. 

Afinal, o universo virtual é uma verdadeira vitrine aberta e que tem um alcance enorme nas plataformas digitais, uma vez que as redes sociais proporcionam a interação entre consumidor e empresa. 

Aposte no digital!

Agora você já compreendeu as vantagens do empreendedorismo digital, certo? Sendo assim, com base nas dicas acima, adote os hábitos e as estratégias para desenvolver um empreendimento de sucesso. 

Esse‌ ‌artigo‌ ‌foi‌ ‌escrito‌ ‌por‌ ‌Beatriz‌ ‌Barros,‌ ‌Criadora‌ ‌de‌ ‌Conteúdo‌ ‌do‌ ‌‌Soluções‌ ‌Industriais‌.‌  


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https://respostas.sebrae.com.br/como-funciona-o-empreendedorismo-digital/


Empreendedorismo Digital

Como criar um negócio digital e escalável

Por: Carol Kuviatkoski . Publicado em:23/03/2020

Negócio digital

Introdução

O empreendedorismo digital cresceu muito nos últimos anos. Para se ter uma ideia, o número de startups triplicou entre 2015 e 2019. Isso porque tal forma de empreendedorismo é uma opção mais rápida e com maior potencial de faturamento e escalabilidade. 

Neste artigo, vamos explicar como você pode aproveitar esse mercado e criar um negócio digital e escalável com investimento acessível. 

O que é Empreendedorismo Digital

O empreendedorismo digital é a criação de negócios no ambiente online. O intuito é que a maior parte dos processos aconteça pela internet. Por isso, a tecnologia é um aspecto muito importante no empreendedorismo digital.

Existem diversos tipos de negócios que podem ser viabilizados pela internet, desde cursos, lojas e até shoppings virtuais. Dessa forma, há tanto a venda de produtos quanto a prestação de serviços. 

Além disso, nessa forma de empreender, destacam-se as facilidades em relação a abrir um negócio físico tradicional. Por exemplo, não há necessidade de uma estrutura física ou contratação de funcionários.

Crescimento do Mercado de Empreendedorismo Digital

Além da praticidade de empreender no digital, esse mercado está em plena expansão. Basta observar à sua volta: as pessoas passam grande parte do seu tempo conectadas no celular. 

E, hoje a forma de consumir e até de se relacionar está muito atrelada ao meio online. Para ficar mais claro, atualmente, 47% da população mundial está conectada à internet (ItForum, 2016). No Brasil, esse número já corresponde a 54% (IBGE, 2016).

Se você acha que vale mais a pena começar um negócio físico, saiba que já em 2017 a internet superou os shoppings como opção de compras para o Natal. Ainda, a expectativa é que as vendas pela internet no Brasil dobrem até 2021 (Folha de São Paulo, 2017).

Além disso, nos primeiros meses de 2016, o comércio eletrônico cresceu 5,2%. Já os consumidores virtuais aumentaram 31%, totalizando 23 milhões, conforme pesquisa realizada pelo E-bit.

Resumindo, nos últimos anos houve uma grande mudança na cultura e na economia mundial. Muitas pessoas se locomovem com veículos de aplicativos, pagam suas contas por bancos digitais e fazem compras pela internet.

E, os dados mostram que essa preferência pelo ambiente online só está aumentando. Então, se você quer criar um negócio, o empreendedorismo digital é a opção com maior potencial de sucesso.

Quais as vantagens de um Negócio Digital?

Com o atual crescimento do mercado, muitas são as vantagens do empreendedorismo digital. Principalmente, se compararmos esse tipo de negócio com empresas tradicionais. 

1. Custo inicial mais baixo

Primeiramente, o custo para começar um negócio online é muito mais acessível em relação a uma empresa física. Afinal, para abrir uma loja tradicional, você precisa investir no aluguel ou compra de um espaço, arcar com as contas e, muitas vezes, contratar funcionários.

Em contrapartida, para começar no empreendedorismo digital, os únicos investimentos necessários são: o seu tempo e uma plataforma de tecnologia. Inclusive, existem plataformas gratuitas ou de baixo custo para você testar. E, há também opções mais sofisticadas, que mesmo assim geralmente são mais acessíveis do que os custos de um negócio físico. 

2. Empreender sem sair de casa

Uma grande vantagem do empreendedorismo digital é a praticidade. Ou seja, você pode empreender de qualquer lugar, até mesmo do conforto da sua casa. 

Isso pode ser um grande benefício, sobretudo para quem deseja começar um negócio sem sair do emprego. Mas, também é uma ótima alternativa para quem saiu do trabalho e guardou uma pequena reserva para investir no digital. 

3. Não precisa de estrutura física complexa

A estrutura física de um negócio digital é bastante simples. Basicamente, você só precisa de um computador ou notebook e acesso à internet. 

E, se você não se sentir confortável em casa, pode buscar algum coworking. Geralmente, eles oferecem preços mais acessíveis do que os cobrados para alugar um local. 

Ao contrário, uma empresa física necessita de um ponto de venda bem localizado ou de um escritório. Ainda, é preciso considerar todas as despesas decorrentes disso. Desde contas a pagar até funcionários e serviços de manutenção.

4. Capacidade de alcançar mais clientes, 24 horas por dia

Por fim, o último ponto, mas não menos importante, é a escalabilidade do negócio digital. Esse termo serve para explicar um empreendimento que consegue obter grande número de clientes, sem precisar aumentar os custos.

Afinal, no empreendedorismo digital, o seu negócio online continua gerando lucro e clientela, mesmo que você não esteja trabalhando no momento. Por exemplo, em um marketplace, os consumidores podem fazer compras em qualquer hora do dia. Já em uma loja física, há um horário de funcionamento estabelecido.

Tipos de Negócio no Empreendedorismo Digital

A internet oferece um mundo de possibilidades e no empreendedorismo não é diferente. Existem diferentes tipos de negócios neste meio e com certeza um deles se adequa melhor ao seu perfil.

1. Infoproduto: Venda de Cursos Online

A primeira opção é usar algum conhecimento que você possui para oferecer um curso online. Ou, então, algum outro tipo de infoproduto, por exemplo, um ebook. 

Para disponibilizar seu item, é possível utilizar plataformas de Ensino à Distância (EAD). Além disso, é importante que você divulgue esse material aos seus contatos e aplique estratégias de marketing digital.

Em comparação a oferecer cursos presenciais, essa alternativa é muito mais escalável. Isso porque você grava o curso apenas uma vez e pode vendê-lo de forma ilimitada para um grande número de pessoas. 

2. E-commerce: Venda de Produtos em Loja Virtual

Outra forma de empreendedorismo digital é o e-commerce, ou seja, a criação de uma loja virtual. 

Esse tipo de negócio envolve uma quantidade bem menor de funcionários, se comparada a empreendimentos físicos. Porém, é necessário possuir um estoque, cuidar da logística, contratar uma plataforma e investir em marketing. 

Diante disso, o e-commerce é uma boa alternativa para a venda de produtos em nichos em que há pouca concorrência. Até porque já existem muitas marcas que têm lojas virtuais bem consolidadas, como a Americanas e Magazine Luiza, por exemplo. 

3. Marketplace: Intermediar Negócios Conectando Oferta e Demanda

Muitos empreendedores não sabem, mas criar um marketplace é uma forma muito escalável de empreendedorismo digital. Esse tipo de negócio conecta oferta e demanda por meio de uma plataforma online. Nela, os clientes podem encontrar vários vendedores ou prestadores de serviço em um só lugar. Resumindo, é como se fosse um shopping virtual.

Por exemplo, o Enjoei é um marketplace focado no nicho de moda e baseado na Economia Compartilhada. Na plataforma, várias pessoas oferecem roupas usadas e em bom estado por preços acessíveis. Outros exemplos de marketplace são: Americanas, Uber e iFood. 

A grande oportunidade de um marketplace é atender um nicho de mercado específico. Além disso, há dois setores nesse meio que são um oceano azul. Ou seja, áreas com pouca concorrência e muito potencial a ser explorado. São eles: os marketplaces de serviços e os marketplaces B2B

Você pode não saber, mas a maioria das empresas brasileiras são do segmento de serviços. Apesar disso, muitos desses profissionais fazem divulgação de forma convencional, sem usar todas as possibilidades online. 

Por isso, uma boa oportunidade de negócio é criar um marketplace focado em um tipo de prestador de serviço. Por exemplo, um marketplace só com psicólogos ou com professores particulares. Essas são formas de clientes encontrarem serviços de forma prática, e também dos profissionais conquistarem mais consumidores. Em troca, o dono do marketplace pode receber uma comissão por cada negócio fechado. 

A outra oportunidade é o ramo B2B. Isso porque muitas empresas precisam de prestadores de serviço e equipamentos, mas tem dificuldade em encontrá-los de forma prática. Então, uma ideia é você criar um marketplace focado em empresas. Nesse ramo, há vários nichos disponíveis, como serviços de limpeza, manutenção e maquinário. 


4. SaaS: Automatizar um Processo vendendo Software como Serviço

Mais um tipo de negócio digital é o SaaS, que significa Software as a Service, ou software como serviço. Ele é o oferecimento de um serviço na nuvem, funcionando como um software autônomo. O objetivo é automatizar processos manuais. 

A forma de lucro com o SaaS normalmente ocorre por um modelo de assinatura. Ainda, essa forma de empreender no digital é indicada principalmente para o público empresarial. Por exemplo, o Conta Azul é um SaaS de gestão financeira online para empresas.

Como criar um negócio digital escalável

Agora que você já sabe o que é empreendedorismo digital e quais são as possibilidades de atuação nesse mercado, vamos te mostrar o passo a passo para você criar seu próprio negócio na internet.

1. Escolha um nicho de mercado

Primeiro, é muito importante ter um nicho de mercado bem definido. Pois, não adianta querer oferecer uma enorme variedade de serviços ou produtos, se isso não for estratégico. Nesse sentido, já existem muitas lojas virtuais e marketplaces consolidados pela variedade. Por exemplo, o Mercado Livre e a Americanas. 

Focar em um nicho também facilita a conquista de clientes, pois possibilita a criação de campanhas de marketing mais direcionadas. Além disso, busque um nicho no qual você já tenha experiência e contatos. Isso facilita o crescimento do negócio.

2. Pesquise a demanda de potenciais clientes

Além de definir um nicho, é preciso avaliar o mercado em questão. Ou seja, analise qual é o tamanho desse mercado e qual é a sua tendência de crescimento. Para isso, você pode pesquisar tendências em ferramentas como Google Trends, SEMRush e Google Keyword Planner.

Ainda, é preciso pensar em qual problema ou desejo do público você irá resolver. E, se há realmente uma boa demanda a ser suprida com a sua solução. 

3. Desenhe um modelo de negócios

A etapa seguinte é escolher o seu modelo de negócios, que pode ser um e-commerce, SaaS ou marketplace, por exemplo. Nessa fase, você também deve decidir aspectos como preços e público-alvo. 

Em vez de desenvolver um plano de negócios extenso, indicamos que você organize sua ideia em um canvas. E, se você está pensando em abrir um marketplace, uma dica é utilizar este canvas específico para tal modelo de negócios. 

4. Elabore uma estratégia de marketing digital

Mais um elemento fundamental no empreendedorismo digital é o marketing. Então, defina qual será a sua estratégia nessa área e quais serão os principais canais de aquisição.

Por exemplo, você pode começar usando seu networking, e até expandir para campanhas de mídia paga e marketing de conteúdo. Neste artigo aqui, te mostramos 7 estratégias de marketing para marketplaces. 

5. Lance um MVP do seu negócio digital

Lançar um Mínimo Produto Viável do seu negócio é outra fase extremamente importante. Aqui, você deve testar de forma simples a sua solução. Isso pode ser feito com uma Landing Page criada no Wix ou WordPress. Posteriormente, após os resultados dos testes, você pode investir em uma plataforma mais completa, seja SaaS ou marketplace.

6. Analise os resultados do seu MVP

Em seguida, é necessário avaliar os resultados do seu teste. Para isso, analise os feedbacks recebidos e pontue o que deu certo e o que pode melhorar no negócio. 

Diante disso, você pode ajustar sua ideia e avançar o empreendimento. Ou então, caso os resultados não tenham sido satisfatórios, pode ser necessário trocar o modelo de negócio ou reformular toda a ideia. 

7. Escolha uma plataforma para escalar seu negócio

Finalmente, após realizar os testes, é preciso investir em uma plataforma para o seu negócio digital. No caso da criação de um marketplace, existem duas opções: desenvolver um marketplace do zero ou contratar uma plataforma pronta.

Nós indicamos a segunda opção, por ser bem mais acessível, rápida e prática. Com a contratação de uma plataforma pronta como o Ideia no Ar, você tem um alto grau de customização e não depende de um programador de marketplace. Além disso, é possível lançar o seu negócio em menos de 30 dias.

Exemplos de Empreendedores Digitais de Sucesso

O empreendedorismo digital conta com muitos exemplos de sucesso. Abaixo, colocamos alguns casos para você se inspirar, de diferentes tipos de negócios.

Romero Rodrigues: Buscapé, Marketplace de Produtos

Romero Rodrigues começou seu negócio com três computadores e R$4.800 reais. O empreendedor criou um software para compilar e comparar dados. Já os sócios fizeram a prospecção de várias empresas para usarem a plataforma. Assim, em 1999 nasceu o Buscapé, um dos mais famosos marketplaces de produtos da atualidade.

Flávio Augusto: Meu Sucesso, Escola Online para Empreendedores

Em 2014, Flávio Augusto lançou o Meu Sucesso, uma escola de negócios online. Os professores são empreendedores que já viveram na prática o dia a dia de ter uma empresa. O Meu Sucesso oferece documentários, talk shows e outros formatos de aulas.

Vitor Torres: Contabilizei, SaaS de Contabilidade Online

Vitor Torres sempre percebeu a dificuldade que as empresas têm de lidar com a contabilidade. Muitas vezes, os processos são burocráticos, manuais e offline. Diante disso, ele criou a Contabilizei, um SaaS que facilita a gestão contábil online.

Conclusão

Não é novidade que o empreendedorismo digital está em expansão. Essa forma de empreender oferece várias vantagens, como o baixo investimento e a praticidade.

Além disso, há muitos tipos de negócio online, desde lojas virtuais, infoprodutos até marketplaces. São muitas possibilidades, e com certeza uma delas se adequa ao seu perfil de empreendedor. 


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