O que a ciência realmente sabe sobre a alma





Por Rodrigo Aben-Athar
-maio 31, 2016
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Créditos da Imagem: Vice.


Publicado por Stephen Cave na Skeptic
Traduzido por Rodrigo Aben-Athar

Nathalie tinha uma séria hemorragia. Sentia-se fraca, com frio e a dor no seu abdômen era excruciante. A enfermeira correu para chamar o doutor, mas até que estivessem de volta ela já estava se entregando. O doutor gritava instruções quando de repente a dor cessou. Ela sentia-se livre – e se encontrava flutuando sobre a cena, observando a intensa atividade sobre seu corpo, agora inerte.


“Nós a perdemos”, ela ouviu o doutor dizer, mas Nathalie já seguia seu caminho para cima, em direção a um túnel de luz. Ela primeiro sentiu uma aflição de ansiedade por deixar seu maridos e filhos, mas logo foi sobrecarregada por um sentimento de profunda paz; um sentimento de que tudo ficaria bem. Ao final do túnel, uma figura de puro brilho a esperava com os braços abertos.

Isto, ou algo parecido, é como milhões imaginam como será quando morrer. Em 2009, mais de 70 por cento dos americanos disseram que, como Nathalie, possuem uma alma que sobreviverá à morte de seus corpos. [1] Essa cifra pode ser muito maior depois do sucesso fenomenal de dois recentes livros que descrevem experiências de quase-morte: o primeiro do inocente Todd Burpo, de 4 anos de idade, o outro do oposto: um cientista de Harvard e ex-cético, o neurocirurgião Dr. Eben Alexander. [2] Ambos argumentam que quando seus cérebros deixaram de funcionar, suas almas flutuaram em direção a um lugar melhor.


Essa é uma visão atraente e um grande consolo para aqueles que perderam seus entes ou contemplam sua própria moralidade. Muitos também acreditam que essa visão está além do alcance da ciência, numa dimensão diferente onde microscópio nenhum pode analisar. Dr. Alexander, por exemplo, disse em uma entrevista do New York Times: “Nosso espírito não depende de nosso cérebro ou corpo; ele é eterno e ninguém tem uma frase sequer que evidencie que ele não é”. [3]

Mas ele está errado. As evidências da ciência, quando reunidas a um antigo argumento, sustentam um poderoso caso contra a existência de uma alma que pode carregar adiante nossa essência em face à falha do corpo. Esse caso apresenta-se assim: com modernas tecnologias de captura de imagens do cérebro, nós hoje podemos ver como especificamente localizados traumas cerebrais pode danificar ou até destruir aspectos mentais de uma pessoa. Essas são um tipo de disfunção que Oliver Sacks trouxe ao mundo em seu livro O Homem que Confundiu sua Mulher com um Chapéu. [4] O personagem do título era um homem lúcido, um inteligente professor de música, que perdeu sua habilidade de reconhecer rostos e outros objetos familiares por conta de um dano em seu córtex visual.


Desde então, incontáveis exemplos de tal disfunção foram documentados – ao ponto de que cada parte da mente pode agora ser vista falhar quando alguma parte do cérebro falha. O neurocientista Antonio Damasio estudou muitos desses casos. [5] Ele registrou uma vítima de um acidente vascular encefálico, por exemplo, que perdeu qualquer capacidade de sentir emoções; pacientes que perderam toda a criatividade após uma cirurgia cerebral; e outros que perderam a habilidade de tomar decisões. Um homem com tumor cerebral perdeu o que chamaríamos de seu caráter moral, tornando-se irresponsável e desprezando normais morais. Eu vi algo similar em meu próprio pai, que também tinha um tumor cerebral que lhe causou mudanças profundas em sua personalidade e habilidades antes que finalmente o matasse.

O ponto crucial desse desafio é este: aqueles que acreditam possuir uma alma que sobreviverá à morte do corpo, em geral acredita que essa alma lhes permitirá, como Nathalie na história acima, ver, pensar, sentir, amar, raciocinar e fazer muitas outras coisas apropriadas para uma pós-vida feliz. No entanto, se cada um de nós tem uma alma que nos permita ver, pensar e sentir após a total destruição do corpo, por que, em casos de disfunção documentados por neurocientistas, estas almas não nos permitem ver, pensar e sentir quando apenas uma pequena porção do cérebro foi destruída?

Para deixar claro o argumento, podemos tomar como exemplo a visão. Se seus olhos ou nervos ópticos em seu cérebro forem suficientemente danificados, você ficará cego. Isso nos diz claramente que a faculdade da visão é dependente de olhos e nervos ópticos em funcionamento.

Ainda assim, curiosamente, quando muitas pessoas imaginam suas almas deixando seus corpos, ela imaginam serem capazes de ver – como Nathalie, admirando seu próprio cadáver, envolvo por médicos frenéticos. [6] Elas acreditam, portanto, que suas almas podem ver, mas se a alma pode ver quando cérebro e corpo deixam de funcionar, por que, no caso de danos ao nervo óptico, ela não pode ver quando apenas parte do cérebro e corpo deixam de funcionar? Em outras pessoas, se pessoas cegas possuem alma, por que elas continuam cegas?

O iminente teólogo São Tomás de Aquino, ao escrever 750 anos atrás, acreditava que não haveria resposta satisfatória a essa pergunta. [7] Sem o corpo – sem olhos, orelhas e nariz – ele acreditava que a alma seria privada de todos os sentidos, esperando cegamente a ressurreição da carne para tornar-se inteiro outra vez. Aquino concluiu que a alma sem corpo teria apenas os poderes que (em sua visão) não dependesse de órgãos corporais: faculdades como a razão e o intelecto.

Agora podemos ver que essas faculdades são tão dependentes de um órgão corporal – o cérebro – como a visão é dependente dos olhos. Diferente dos tempos de Aquino, nós agora podemos manter vivas muitas pessoas com danos cerebrais e usar dispositivos de imagens neurais para observar as correlações entre os danos e seu comportamento; e observamos que a destruição de certas partes do cérebro pode destruir as faculdade cognitivas que um dia pensou-se pertencer à alma. Então, se Aquino tivesse as evidências da neurociência diante de si, podemos imaginar ele próprio teria concluído que essas faculdades também cessam, uma vez que o cérebro para.


De fato, evidências agora mostram que tudo o que a alma supostamente poderia fazer – pensar, lembrar, amar – falha quando uma parte relevante do cérebro falha. Até a própria consciência – de outro modo não haveria anestesia geral. Uma seringa carregada de química é suficiente para extingui-la. Para qualquer um que acredite em algo como a história de Nathalie – que a consciência pode sobreviver à morte do corpo – este é um fato desconcertante. Se a alma pode sustentar nossa consciência após a morte, quando o cérebro desliga-se por completo, por que ela não pode fazê-lo quando o cérebro apenas desliga temporariamente?

Alguns defensores da alma tentaram, é claro, responder a essa questão. Eles argumentam, por exemplo, que a alma necessita de um corpo funcional neste mundo, mas não no próximo. Uma visão seria a de que a alma é um transmissor e o corpo, um receptor – algo como uma estação e um aparelho de TV. (Apesar de nosso corpo ser também a fonte da absorção sensorial, o que nos levaria a imaginar um aparelho de TV que também tem sua própria câmera para alimentar a estação.)

Sabemos que se danificarmos nosso aparelho de TV, teremos uma imagem distorcida e se o quebramos, não teremos imagem alguma. Um observador incauto poderia imaginar que a programação foi interrompida, mas sabemos que ela, na realidade, continua sendo transmitida, que o verdadeiro transmissor está de fato em outro lugar. De modo similar, a alma poderia continuar mandando seu sinal, ainda que o corpo já não estivesse lá para recebe-lo.

Essa resposta soa sedutora, mas ajuda muito pouco. Primeiro, ela não se dirige de maneira alguma ao argumento principal: a maioria dos que creem esperam que suas almas sejam capazes de carregar sua vida mental adiante, com ou sem o corpo; isso é como dizer que o sinal de TV às vezes precisa de um aparelho para transformá-lo em imagem, mas uma vez que o aparelho é arruinado, o sinal pode criar imagens por si mesmo; mas se ele pode criar imagens por conta própria, por que algumas vezes ele pode agir através de um aparelho instável?

Segundo, mudanças em nossos corpos impactam nossas mentes de maneira que não são análogas à maneira como um defeito em um aparelho de TV altera sua saída, mesmo que levemos em conta danos à câmera também. A analogia com a TV alega que há algo que permanece intocável por tal defeito, algo como um transmissor independente que preserva a real programação mesmo que distorcida por esse dano; mas isso é precisamente o que as evidências da neurociência acabam enfraquecendo. Enquanto um defeito ao aparelho de TV ou câmera pode tornar o sinal distorcido ou turvo, danos ao nosso cérebro pode alterar profundamente nossas mentes. Como destacamos acima, tal dano por até alterar nossas noções morais, ligações emocional e a maneira como raciocinamos.

O que sugere que não somos nada como uma televisão, mas mais parecidos, por exemplo, com uma caixa de música: a música não vem de qualquer outro lugar, senão do funcionamento da própria caixa. Uma vez danificada a caixa, a música é debilitada e se a caixa é inteiramente destruída, a música cessa para sempre.

Há muito sobre a consciência que ainda não entendemos. Estamos apenas começando a decifrar seus mistérios e talvez jamais consigamos, mas tudo o que as evidências que temos sugerem que as maravilhas da mente – até as experiências pós-morte e extra-corpóreas – são resultado das atividades dos neurônios. Ao contrário das crenças da vasta maioria do planeta, de hindus a espiritualistas New Age, a consciência depende do cérebro e compartilha do seu destino até o fim.




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Demência senil

Doze estilos de vida que favorecem o declínio cognitivo

Na origem de cerca 40% dos casos de demência estão estilos de vida pouco ou nada saudáveis. Novos estilos de vida podem evitar ou retardar quase a metade dos casos, e muitos deles são na verdade hábitos facilmente modificáveis.

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Por: Equipe Oásis 

 

Velho em estado de demência

No mundo, 50 milhões de pessoas sofrem de demência: estima-se que ao redor do ano 2050 eles poderão ser 152 milhões.

Trabalhar em 12 aspectos modificáveis da vida pode prevenir ou atrasar 40% dos casos de demência, de acordo com um relatório da Comissão Lancet (https://www.thelancet.com/journals/lancet/article/PIIS0140-6736(20)30367-6/fulltext) sobre prevenção, intervenção e cuidado da demência que foi recentemente enriquecido e atualizado. Se alguns fatores de risco que predispõem ao desenvolvimento de demência, como a genética, não podem ser modificados com os recursos tecnológicos hoje disponíveis, podemos, em vez disso, trabalhar no estilo de vida – este sim, quase sempre é modificável.

Uma versão anterior da análise da Comissão Lancet argumentou que cerca de um terço dos casos de demência em todo o mundo são evitáveis ou retardados abordando nove fatores de risco: educação reduzida, hipertensão, perda auditiva prematura, tabagismo, obesidade, depressão, sedentarismo, diabetes, contatos sociais fracos. A edição de 2020 do relatório acrescenta mais três: consumo excessivo de álcool, exposição a ferimentos na cabeça, poluição do ar.

Tomados em conjunto, abordar esses 12 fatores modificáveis ??poderia prevenir 40% dos casos de demência, ou pelo menos atrasá-los. Há, portanto, um amplo campo de ação, em particular – sublinha o estudo – em países de média e baixa renda, onde os casos de demência estão aumentando mais rapidamente, graças à disseminação de alguns dos fatores de risco mencionados (baixa escolaridade, perda de audição e doenças ligadas à desnutrição, como hipertensão, diabetes e obesidade).A mente se esfacela


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Talvez o ponto mais interessante do estudo seja que nunca é muito cedo ou muito tarde para prevenir o risco de demência. Como escrevem os seus autores, os riscos que podem ser colocados em uma idade jovem, antes dos 45 anos – como menos escolaridade – afetam a reserva cognitiva, ou seja, a capacidade do cérebro de se recuperar de danos cerebrais. Os fatores que distinguem a meia-idade e a velhice afetam a reserva cognitiva e também podem desencadear desenvolvimentos neuropatológicos.

Os três novos fatores de risco encontrados estão associados, em geral, a 6% do total de casos de demência; 3% é atribuível a lesões cerebrais durante a meia-idade – por exemplo, aquelas associadas a trabalhos perigosos; 1% dos casos estão associados ao consumo de álcool superior a 21 unidades (uma unidade de álcool é a que contém um copo de vinho ou uma lata de cerveja) por semana; 2% à exposição à poluição do ar, principalmente na velhice.

Pessoas com risco de demência também estão particularmente expostas ao risco de CoViD-19 devido à idade, doenças prévias e dificuldades em aderir a medidas preventivas, como o distanciamento físico. Intervir na pobreza e nas desigualdades (por exemplo, promover uma educação de qualidade para todos, especialmente em países onde a escola não é priorizada, ou garantir a possibilidade de uma alimentação adequada) também possibilitaria beneficiar-se da prevenção da demência. 


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Quais são os principais costumes dos evangélicos?

Com este evangelicalismo crescente, talvez isto explique o por que de um crescimento exacerbado da violência, do ódio e das desgovernanças em relação aos pobres.




Os costumes presentes nos templos evangélicos (também chamados de protestantes), pode variar de acordo com a igreja, uma vez que existem diversos seguimentos do protestantismo.

Porém, de forma geral, pode-se identificar costumes “padrões” em igrejas evangélicas, como: a não utilização de imagens em suas celebrações religiosas, diferentemente do catolicismo, também não creem em mártires, a ceia é dividida entre todos os fiéis, diferenciando-se do catolicismo onde, o rito é chamado de eucaristia e é dividido apenas entre os sacerdotes.

Também é possível identificar, outras características como dons do Espírito Santo, a contribuição do dízimo e o sexo após o casamento evangélico.

Um aspecto importante que merece uma ênfase, é nos costumes quanto às roupas.

Existem igrejas protestantes onde se tem uma concepção mais liberal, onde mulheres podem usar calça e homens bermuda, assim como regimes mais rígidos onde mulheres usam apenas saia e homens calça.
COMO SURGIU O PROTESTANTISMO?

O protestantismo surgiu no século XVI com Martinho Lutero, que estava insatisfeito com o papel desempenhado pela igreja católica na época, sua influência econômica e política.

Assim, insatisfeito, Martinho Lutero elaborou um manifestou conhecido como 95 teses, e encaminhou à igreja para aprovação do Papa Leão X.

Entretanto, o manifesto não foi aceito e resultou na exoneração de Lutero da igreja católica, que após o acontecido fundou a religião protestante, que teve esse nome por ter surgido em meio a protestos de Lutero contra a igreja.

Dessa forma, subtende-se que a crença evangélica é uma religião que surgiu em contraposição ao catolicismo, que se baseia em crenças e ritos que segundo Lutero não se adequavam – e necessitavam de uma reforma.

O evangelismo, atualmente, pode ser considerado um termo muito abrangente que tangencia diversas religiões que seguem o protestantismo, porém possuem dogmas diferentes, por isso, é importante entender que dentro do evangelismo é possível encontrar uma diversidade de costumes e rituais.
QUAL A DIFERENÇA ENTRE IGREJAS EVANGÉLICAS PENTECOSTAIS E NEOPENTECOSTAIS?



A diferença está presente principalmente no campo litúrgico, na organização do ministério e na forma que a igreja utiliza para alcançar mais fieis à igreja.

Existem também diferenças em aspectos doutrinários de cada religião, sendo bem específico de cada uma.

Em algumas igrejas existe a crença da predestinação, enquanto outras não acatam esse fato, crendo que cada indivíduo é responsável pela sua salvação.
A IMPORTÂNCIA DO EVANGELISMO

O protestantismo foi de suma importância para a história do mundo. Através da reforma protestante, foi possível diminuir o poder político e econômico que a igreja católica possuía sobre a sociedade, criando assim, uma sociedade menos submissa a um monopólio religioso, criando uma sociedade que possuía uma visão mais crítica quanto às crenças pré-estabelecidas.

Atualmente, o evangelismo é uma das crenças que mais cresce no Brasil, passando a ter mais adeptos ano após ano.

Dessa forma, o Brasil já não pode mais ser considerado o país mais católico do mundo. Isso pode ser dar ao fato do evangelismo estar crescendo entre os jovens e as classes sociais mais baixas.







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https://www.maraporto.com.br/quais-sao-os-principais-costumes-dos-evangelicos/

Como a morte é vista em diferentes religiões e doutrinas?





Carolina Nascimento

De maneira geral, cristãos, islâmicos e judeus acreditam que após a morte há a ressurreição. Já os espíritas crêem na reencarnação: o espírito retorna à vida material através de um novo corpo humano para continuar o processo de evolução. Algumas doutrinas acreditam que as pessoas podem renascer no corpo de algum animal ou vegetal. Em algumas religiões orientais, o conceito de reencarnação ganha outro sentido: é a continuação de um processo de purificação. Nas diversas religiões, o homem encara a morte como uma passagem ou viagem de um mundo para outro.



Filosofia
A sobrevivência do espírito humano à morte do corpo físico e a crença na vida e no julgamento após a morte já era encontrada na filosofia grega, em especial em Pitágoras, Platão e Plotino. Já Sartre, filósofo francês, defendia que o indivíduo tem uma única existência. Para ele, não há vida nem antes do nascimento e nem depois da morte.



Doutrina niilista
Sendo a matéria a única fonte do ser, a morte é considerada o fim de tudo.



Doutrina panteísta
O Espírito, ao encarnar, é extraído do todo universal. Individualiza-se em cada ser durante a vida e volta, com a morte, à massa comum.



Dogmatismo Religioso
A alma, independente da matéria, sobrevive e conserva a individualidade após a morte. Os que morreram em 'pecado' irão para o fogo eterno; os justos, para o céu, gozar as delícias do paraíso.



Budismo
O Budismo prega o renascimento ou reencarnação. Após a morte, o espírito volta em outros corpos, subindo ou descendo na escala dos seres vivos (homens ou animais), de acordo com a sua própria conduta. O ciclo de mortes e renascimentos permanece até que o espírito liberte-se do carma (ações que deixam marcas e que estabelece uma lei de causas e efeitos). A depender do seu carma, a pessoa pode renascer em seis mundos distintos: reinos celestiais, reinos humanos, reinos animais, espíritos guerreiros, espíritos insaciáveis e reinos infernais. Estes determinam a Roda de Samsara, ou seja, o transmigrar incessante de um mundo a outro, ora feliz e angelical, ora sofrendo terríveis torturas, brigando e reclamando. Em qualquer um destes estágios as pessoas estão sujeitas a transformações.
De acordo com o Livro Tibetano da Morte, existem 49 etapas, ou 49 dias, após a morte. Os monges oram para que as pessoas atinjam a Terra Pura - lugar de paz, tranqüilidade e sabedoria iluminada - ou renasçam em níveis superiores.
Para libertar-se do carma e alcançar a iluminação ou o Nirvana, o ciclo ignorância, sede de viver e o apego às coisas materiais deve ser abolido da mente dos homens. Para isso, a doutrina budista ensina a evitar o mal, praticar o bem e purificar o pensamento. O leigo deve praticar três virtudes: fé, moral e benevolência. Para eles, todo ser humano é iluminado, embora não tenha consciência disso.



Hinduísmo
A visão hindu de vida após a morte é centrada na idéia de reencarnação.
Para os hinduístas, a alma se liga a este mundo por meio de pensamentos, palavras e atitudes. Quando o corpo morre ocorre a transmigração. A alma passa para o corpo de outra pessoa ou para um animal, a depender das nossas ações, pois a toda ação corresponde uma reação - Lei do Carma. Enquanto não atingimos a libertação final - chama de moksha -, passamos continuamente por mortes e renascimentos. Este ciclo é denominado Roda de Samsara, da qual só saímos após atingirmos a Iluminação.
No hinduísmo, a alma pode habitar 14 níveis planetários distintos (chamadosa Bhuvanas) dentro da existência material, de acordo com seu nível de consciência. Quando se liberta, a alma retorna ao verdadeiro lar, um mundo onde inexistem nascimentos e mortes.
Os hindus possuem crenças distintas, mas todas são baseadas na idéia de que a vida na Terra é parte de um ciclo eterno de nascimentos, mortes e renascimentos.



Islamismo (Religião Muçulmana)
Para o islamismo, Alá (Deus) criou o mundo e trará de volta a vida todos os mortos no último dia. As pessoas serão julgadas e uma nova vida começará depois da avaliação divina. Esta vida seria então uma preparação para outra existência, seja no céu ou no inferno.
Quando a pessoa morre, começa o primeiro dia da eternidade. Ao morrer, a alma fica aguardando o dia da ressurreição (juízo final) para ser julgado pelo criador. O inferno está reservado para as almas 'desobedientes', que foram desviadas por Satanás. No Alcorão, livro sagrado, ele é descrito como um lugar preto com fogo ardente, onde as pessoas são castigadas permanentemente. Para o paraíso, vão as almas que obedeceram e seguiram a mensagem de Alah e as tradições dos profetas (entre eles, os cinco principais: Noé, Abrão, Moisés, Jesus filho de Maria e Mohammed). No Alcorão, o paraíso é descrito como um lugar com rios de leite, córregos de mel e outras belezas jamais vistas pelo homem.



Espiritismo
Defende a continuação da vida após a morte num novo plano espiritual ou pela reencarnação em outro corpo. Aqueles que praticam o bem, evoluem mais rapidamente. Os que praticam o mal, recebem novas oportunidades de melhoria através das inúmeras encarnações. Crêem na eternidade da alma e na existência de Deus, mas não como criador de pessoas boas ou más. Deus criou os espíritos simples e ignorantes, sem discernimento do bem e do mal. Quem constrói o céu e o inferno é o próprio homem.
Pela teoria, todos os seres humanos são espíritos reencarnados na Terra para evoluir. A morte seria apenas a passagem da alma do mundo físico para a sua verdadeira vida no mundo espiritual. E mesmo no paraíso, acredita-se que o espírito esteja em constante evolução para o seu aperfeiçoamento moral.
As almas dos mortos ligam-se umas às outras, em famílias espirituais, guiadas pela sintonia entre elas. Consequentemente, os lugares onde vivem possuem níveis vibratórios diferentes, sendo uns mais infelizes e sofredores, e outros mais felizes e plenos.
Muitas escolas espiritualistas - não todas - defendem a idéia da sobrevivência da individualidade humana, chamada espírito, ao processo da morte biológica, mantendo suas faculdades psicológicas intelectuais e morais.



Igreja evangélica
Como no catolicismo, os evangélicos acreditam no julgamento, na condenação (céu ou inferno) e na eternidade da alma. A diferença é que o morto faz uma grande viagem e a ressurreição só acontecerá quando Jesus voltar à Terra, na chamada 'Ressurreição dos Justos', ou, então, aqueles que forem condenados terão uma nova chance de ressurreição no 'Julgamento Final'. Os que morrerem sem Cristo como seu Deus também receberão um corpo especial para passar a eternidade no lago de fogo e enxofre.



Igreja Adventista do Sétimo Dia
Na Igreja Adventista do Sétimo Dia, os mortos dormem profundamente até o momento da ressurreição. Quem cumpriu seu papel na Terra recebe a graça da vida eterna, do contrário desaparece.



Igreja Batista
Crêem na morte física (separação da alma do corpo físico) e na morte espiritual (separação da pessoa de Deus). Os que, após a morte física, acreditam ou passam a confiar em Jesus Cristo, vão para o Paraíso onde terão uma vida de paz e felicidade. Com a morte espiritual, a alma vai para o Inferno para uma vida de angústia, sofrimento, dor e tormentos.



Catolicismo
A vida depois da morte está inserida na crença de um Céu, de um Inferno e de um Purgatório. Dependendo de seus atos, a alma se dirige para cada um desses lugares.
A alma é eterna e única. Não retorna em outros corpos e muito menos em animais. Crê na imortalidade e na ressurreição e não na reencarnação da alma. A Bíblia ensina que morreremos só uma vez. E ao morrer, o homem católico é julgado pelos seus atos em vida. Se ele obtiver o perdão, alcançará o céu, onde a pessoa viverá em comunhão e participação com todos os outros seres humanos e, também, com Deus. Se for condenado, vai para o inferno. Algumas almas ganham uma chance para serem purificadas e vão para o purgatório, que não é um lugar, e sim uma experiência existencial da pessoa. Quem for para o céu ressuscitará para viver eternamente. Depois do Juízo Final, justos e pecadores serão separados para a eternidade. Deus julga os atos de cada pessoa em vida de acordo com a palavra que revelou através de Seu Filho, com os ideais de amor, fraternidade, justiça, paz, solidariedade e verdade.



Judaísmo
O judaísmo crê na sobrevivência da alma, mas não oferece um retrato claro da vida após a morte, e nem mesmo se existe de fato.
O judaísmo é uma religião que permite múltiplas interpretações. Algumas correntes acreditam na reencarnação, outras na ressurreição dos mortos. Enquanto a reencarnação representa o retorno da alma para um novo corpo, a ressurreição é definida como o retorno da alma ao corpo original.
Para os judeus, a lei permite à pessoa que vai morrer pôr a sua casa em ordem, abençoar a família, enviar mensagem aos que lhe parecem importantes e fazer as pazes com Deus. A confissão in extremis é considerada importante elemento na transição para o outro mundo.



Candomblé
Não existe uma concepção de céu ou inferno, nem de punição eterna. As almas que estão na terra devem apenas cumprir o seu destino, caso contrário vagarão entre céu e terra até se realizar plenamente como um ser consciente e eterno.
Os cultos afro-brasileiros acreditam que os mistérios da vida e da morte são regidos por uma Lei Maior, uma força divina que dá o equilíbrio divino ou eterno. O Candomblé vê o poder de Deus em todas as coisas e, principalmente, na natureza. Morrer é passar para outra dimensão e permanecer junto com os outros espíritos, orixás e guias. Trabalha com a força da natureza existente entre terra (Aìyê) e o céu (Òrun). Nos cultos afros, o assunto de vida após a morte não é bem definido.
Na Terra, o objetivo do homem é realizar o seu destino de maneira completa e satisfatória. Ao cumprir o seu destino na Terra, o ser humano está pronto para a morte. Após a morte, o espírito será encaminhado ao Òrun, para uma dimensão reservada aos seres ancestrais, ou seja, eternos. O ser humano pode ser divinizado e cultuado. Caso o seu destino não seja cumprido, os espíritos ficarão vagando entre os espaços do céu e da terra, onde podem influenciar negativamente os mortais. Como não se realizaram plenamente, estes espíritos estão sujeitos à reencarnação. Já as pessoas vivas que sofrem as suas influências negativas, precisam passar por rituais de limpeza espiritual para reencontrar o equilíbrio.



Umbanda
A Umbanda sofre influências de crenças cristãs, espíritas e de cultos afros e orientais. Como não existe uma unidade ou um 'livro sagrado', alguns umbandistas admitem o céu e o inferno dos cristãos, enquanto outros falam apenas em reencarnação e Carma.
Na Umbanda, morte e nascimento são momentos sagrados, que marcam a passagem de um estado a outro de manifestação espiritual, morremos para um lado e nascemos para outro lado da vida, o que nos aguarda do outro lado depende de nós mesmos.
A Umbanda explica o universo através de sete linhas, regidas por Orixás. Ao morrer, a pessoa será atraída por estes mundos espirituais. A matéria é apenas um dos caminhos para a evolução do espírito. Sendo assim, a morte é uma etapa do ciclo evolutivo, sendo a reencarnação a base da evolução. O objetivo maior do nascimento e da morte é a harmonização e a evolução consciente do espírito. Após morte, o ser humano leva consigo suas alegrias, sua fé, suas crenças, suas mágoas e suas dores. E terá que lidar com elas, sempre contanto com o auxílio dos espíritos mais evoluídos que o recepcionarão no outro lado da vida e o ajudarão na sua adaptação no mundo espiritual.
Com a morte do corpo físico, os espíritos bons podem se tornar protetores, enquanto os maus (espíritos de pouca evolução, devido às poucas encarnações) podem virar perturbadores. Os mortos (desencarnados) podem ser contatados, ajudados ou afastados.



Acessado em 18/06/2009 no sitio Época. Link não encontrado no dia 29/12/2009. Todas as modificações posteriores são de responsabilidade do autor original da matéria.



leia mais em
http://www.ensinoreligioso.seed.pr.gov.br/modules/noticias/article.php?storyid=70





Transtornos na Adolescência

Sou adolescente, e Agora? - Fala Psico - Vittude Blog


ÍNDICE ABAIXO
(1) Transtornos de estresse
(2) TOC na infância e TOC de início precoce
(3) DESAFIADOR-OPOSITOR
(4) O TDAH na adolescência
(5) Transtornos do Humor
(6) Transtornos Alimentares
(7) Transtornos do Uso de Substâncias Psicoativas
(8)Transtornos de Conduta
(9) Transtornos de Ansiedade
(10) Transtornos Psicóticos
(10) Suicídio na Adolescência


TRANSTORNOS MENTAIS NA ADOLESCÊNCIA

A Adolescência é um período de intensas atividades e transformações na vida mental do indivíduo, o que, por si só, leva a diversas manifestações de comportamento que podem ser interpretadas por leigos como sendo doença. Assim sendo, muitas das manifestações ditas normais da adolescência podem se confundir com doenças mentais ou comportamentos inadequados.

Exemplo disso é o uso de drogas, que pode constituir-se em um caso de dependência, mas também pode constituir-se em um simples comportamento de experimentação da vida. Temos de ter o cuidado inicialmente de avaliar bem o comportamento de um adolescente, antes de se garantir a existência ou não de um transtorno mental. Para tanto é necessário se conhecer um pouco acerca do que chamamos de "adolescência normal".




Transtornos mentais na adolescência:
metade das doenças começa aos 14 anos


A Organização Mundial da Saúde (OMS), afirmou que, em jovens de 15 a 19 anos, o estado de saúde mental é responsável por 16% da carga global de doenças. Dada a intrínseca relação entre esses números e o comprometimento da saúde na vida adulta, os transtornos mentais na adolescência é um dos temas de maior preocupação da Saúde Pública.


Assim, este artigo objetiva mostrar o quanto é necessário buscar medidas preventivas que possam reduzir os impactos de vários problemas, como o alcoolismo na adolescência, por exemplo. Destacaremos também a importância do diagnóstico precoce — e a busca por um tratamento especializado — a fim de evitar complicações mais graves. Acompanhe!



Principais transtornos mentais na adolescência

A mesma pesquisa da OMS citada acima afirma que metade dos problemas mentais começa aos 14 anos, e que o suicídio na adolescência é a terceira principal causa de morte entre jovens de 15 a 19 anos. Esses dados são confirmados pelo Jornal da USP que destacou a prevalência de 13% de desequilíbrios psiquiátricos em escolares. Destes, apenas 19,3% foram submetidos a tratamento no ano anterior à pesquisa.

Contextualmente, é importante frisar que a adolescência é uma etapa de grande influência na vida dos indivíduos. Nessa idade, ocorrem alterações significativas nos campos biológico, emocional, social, afetivo e intelectual que serão determinantes para a saúde nos demais ciclos da vida. 



Adolescência Normal

A adolescência é a fase da vida em que a pessoa se descobre como indivíduo separado dos pais. Isso gera um sentimento de curiosidade e euforia, porém também gera sentimentos de medo e inadequação. Um adolescente está descobrindo o que é ser adulto, mas não está plenamente pronto para exercer as atividades e assumir as responsabilidades de ser adulto. Assim sendo ele procura exemplos, de pessoas próximas ou não - ídolos artísticos ou esportivos, entre outros - para construir seu caráter e seu comportamento.

Também é visível a necessidade do adolescente de contrariar a vontade ou as idéias dos pais. Esse comportamento opositor aos pais acontece em decorrência da necessidade do adolescente de separar-se dos pais, ser diferente deles, para construir sua própria identidade como pessoa. Ao mesmo tempo, o adolescente pode não se ver capaz ainda de se separar desses pais, gerando então nele um sentimento de medo. De um lado a necessidade de separar-se dos pais para ser um indivíduo diferente e de outro lado a dificuldade de assumir a posição adulta (com suas responsabilidades e desejos) levam o adolescente a uma fase de intensa confusão de sentimentos, com uma constante mudança de opiniões e metas, e com um comportamento bastante impulsivo.

Embora haja grande quantidade de conhecimento existente hoje sobre esse assunto, é necessário alertar que muitos dos comportamentos atípicos manifestados pelos adolescentes podem apenas ser uma busca por sua identidade, e não uma doença mental específica.

Cabe também lembrar que muitas vezes os adolescentes necessitam de ajuda profissional nesse processo de "ser adulto", o qual, mesmo não se constituindo em doença mental, pode constituir-se em sofrimento para o adolescente, podendo ele beneficiar-se, e muito, de intervenções psicológicas.

Dentre os transtornos mais comuns vistos na adolescência, destacam-se os seguintes:


(1) Transtornos de estresse agudo e pós-traumático em crianças e adolescentes

Os transtornos de estresse agudo e pós-traumático são reações a um evento traumático muito desgastante, que envolve memórias recorrentes e intrusivas do evento, bem como entorpecimento emocional e aumento da tensão e do estado de alerta (prontidão). As crianças tendem a evitar aquilo que as faz relembrar o evento.

O transtorno pode se desenvolver depois que as crianças testemunham ou experimentam um ato de violência, tal como o ataque de um cachorro, um tiroteio em uma escola, um acidente ou um desastre natural.

As crianças não apenas revivem o evento, como também podem se sentir emocionalmente entorpecidas, extremamente tensas e nervosas.

O diagnóstico se baseia nos sintomas que ocorrem após um evento traumático.

O tratamento envolve psicoterapia, terapia comportamental e medicamentos.

O transtorno de estresse agudo (TEA) normalmente tem início imediatamente depois do evento traumático e dura de três dias a um mês.

O transtorno de estresse pós-traumático (TEPT) pode ser uma continuação do TEA ou pode não se desenvolver até seis meses depois do evento.

Os transtornos de estresse podem se desenvolver depois que as crianças testemunham ou experimentam um evento que ameaça sua vida ou a vida de outra pessoa. Durante o evento, elas normalmente sentem medo intenso, desamparo ou horror. Esses eventos incluem atos de violência, tais como abuso infantil, tiroteios em escolas, acidentes de carro, ataques de cachorros, lesões (particularmente queimaduras), incêndios, guerras, desastres naturais (como furacões, tornados ou terremotos) e mortes. Nas crianças pequenas, violência doméstica é a causa mais comum. Nem todas as crianças que experimentam um evento traumático grave desenvolvem transtorno de estresse.

As crianças não precisam ter vivenciado diretamente o evento traumático. Elas podem desenvolver um transtorno de estresse se testemunharem um evento traumático acontecendo com outras pessoas ou souberem que ele ocorreu com um familiar próximo.

Determinados fatores podem afetar a possibilidade de uma criança desenvolver ou não transtorno de estresse pós-traumático e, se ele de fato se desenvolver, quão bem ela se sairá. Esses fatores de risco incluem os seguintes:

Quão traumático o evento foi
Se ocorreram danos físicos durante o evento
Qual é o temperamento da criança
Qual é a situação social e econômica da família
Se a criança já passou por adversidades (por exemplo, abuso sexual)
Se o funcionamento da família é bom ou não
Se a criança tem parentes com distúrbios de saúde mental
Se a criança tem apoio da família e social

Você sabia que...

Entre crianças pequenas, a violência doméstica é a causa mais comum de transtorno de estresse pós-traumático.

Sintomas

Os sintomas do transtorno de estresse agudo e do transtorno de estresse pós-traumático são semelhantes e incluem vários tipos de sintomas.
Vivenciar o evento novamente (sintomas de intrusão)

A criança pode reviver o evento traumático enquanto acordada (flashbacks) ou dormindo (como pesadelos). Os flashbacks são em geral desencadeados por alguma coisa associada ao evento original. Ver um cachorro, por exemplo, pode desencadear um flashback em crianças que foram atacadas por um cachorro. Durante um flashback, a criança pode ficar aterrorizada e sem consciência dos arredores. Ela pode perder o contato com a realidade por algum tempo e tentar desesperadamente se esconder ou escapar, agindo como se estivesse em grande perigo.

De maneira menos drástica, a criança pode reviver o evento em pensamento, imagens mentais ou lembranças ainda assim muito angustiantes. Crianças pequenas podem reprisar frequentemente o evento quando estão brincando.
Evitar aquilo que relembra o evento (sintomas de esquiva)

A criança pode evitar persistentemente tudo – atividades, situações ou pessoas – que possa relembrá-la do trauma. Elas podem, inclusive, tentar evitar pensamentos, sentimentos ou conversas sobre o evento traumático. Em geral, não conseguem evitar lembrar-se do evento.
Efeitos negativos sobre o pensamento e o humor

É comum que se sentam emocionalmente entorpecidas ou desvinculadas de seus corpos. As crianças podem perder o interesse nas suas atividades habituais, afastar-se das pessoas e se preocupar com a possibilidade de morrer cedo.

As crianças podem também se sentir culpadas por terem, por exemplo, sobrevivido quando outros não sobreviveram ou porque não fizeram nada para impedir o que aconteceu. Elas podem não se lembrar de detalhes importantes sobre o evento ou podem lembrá-los incorretamente. Por exemplo, elas podem pensar que foram responsáveis por ele.
Alterações no estado de alerta e nas reações

A criança pode se tornar excessivamente alerta a sinais de risco. Ela pode se sentir extremamente tensa (o que se chama hiperprontidão), o que faz com que ela fique nervosa, não consiga relaxar e se assuste facilmente.

A criança tem dificuldade em controlar suas reações, o que resulta em comportamento imprudente ou ataques de raiva. A criança pode ter dificuldade em relaxar, adormecer ou se concentrar.
Sintomas dissociativos

A criança se sente desvinculada do corpo, como se estivesse em um sonho. Ela também sente que o mundo não é real.



(2) TOC na infância e TOC de início precoce

Antes da puberdade, há um predomínio de meninos diagnosticados com TOC. Na adolescência, há um aumento do número de casos entre meninas, chegando a uma proporção de 1:1 na idade adulta.1

O DSM-IV e a CID-10 aplicam os mesmos critérios diagnósticos para adultos e crianças, com exceção da necessidade de reconhecimento de que os SOC são excessivos ou irracionais. A ausência desse critério reflete achados da literatura de que cerca de 30%3 a 50%4 das crianças têm a crítica, em relação aos sintomas, parcial ou totalmente comprometida.

Não existe um padrão único de história natural dos SOC. O início do quadro pode ser abrupto ou insidioso e pode ou não estar relacionado a algum fator precipitante, além de os sintomas tenderem a se modificar ao longo do tempo. Crianças são geralmente ainda mais sigilosas em relação aos sintomas do que os adultos. A maioria dos estudos relata um intervalo médio entre o início dos SOC e a data da primeira avaliação variando de 2,5 anos em crianças5 a 16,3 anos em adultos com início precoce.6

Entre os sintomas freqüentes, encontram-se medo de contaminação, de ferir-se ou ferir outras pessoas, obsessões sexuais e de simetria, compulsões de lavagem, verificação, repetição, contagem, ordenação/arranjo e compulsões semelhantes a tiques ("tic-like"). Apesar de a maioria das crianças apresentar múltiplas obsessões e compulsões, é comum as compulsões precederem o início das obsessões, além de ser mais comum encontrar compulsões sem obsessões em crianças do que em adolescentes.7

Um estudo com pacientes adultos, divididos de acordo com a idade de início dos SOC, encontrou que, no grupo de início precoce, as compulsões começaram em média dois anos antes, ao passo que, no grupo de início tardio, obsessões e compulsões começaram ao mesmo tempo. O grupo de início precoce apresentou também maior freqüência de compulsões "tic-like", de repetição e de colecionamento, além de maior gravidade na subescala de compulsões da Yale-Brown Obsessive-Compulsive Scale, Y-BOCS.6


(3) DESAFIADOR-OPOSITOR

Comportamentos de desobediência e rebeldia são comuns em algum momento da vida de crianças e, principalmente, adolescentes. Faz parte do desenvolvimento, testar limites desafiar autoridades, para que encontrem seu lugar no mundo e se posicionem como sujeitos. No entanto, quando esses comportamentos são rotineiros, é preciso entendê-los mais a fundo.
O DSM — Manual Diagnóstico e Estatístico dos transtornos mentais — caracteriza os sintomas de TOD da seguinte forma:
perder a calma;
discutir com adultos;
negar-se a obedecer aos pedidos ou regras dos adultos;
fazer coisas que incomodam, gratuitamente, os outros;
culpar os outros por seus erros ou comportamentos inadequados;
ser suscetível à irritação;
ficar enraivecido e ressentido;
ser rancoroso e vingativo.

Podemos dizer que quando esses comportamentos são persistentes ao longo do desenvolvimento, podem significar sintomas de TOD. É muito importante procurar ajuda profissional para fechar um diagnóstico, pois o transtorno traz prejuízos significativos na vida social e escolar do adolescente.


(4) O TDAH na adolescência

Durante a adolescência o TDAH mostra o seu lado mais perigoso, pois é nesse período que o convívio social tende a ficar mais prejudicado. Uma situação vivenciada pelo adolescente com TDAH é o conflito corriqueiro com seus familiares, colegas de sala e professores.

– No contexto da família

O jovem geralmente entra em atrito com seus parentes por não conseguir obedecer às regras impostas pelos adultos. Além disso, o fato de não conseguir dar continuidade ao que é solicitado faz com que haja essa situação de desconforto por ambas as partes, onde surge incompreensão e, consequentemente, brigas.

É muito comum que adolescentes com TDAH entrem em conflito com seus irmãos, principalmente se a diferença de idade entre eles for bem pequena. As agressões podem acontecer desde insultos a violência física em casos mais graves.

– No contexto da comunidade em geralmente

A adolescência é um período marcado por grandes questionamentos e uma pessoa que convive com o TDAH não é diferente. Sendo assim, o adolescente nessa situação tende a se envolver mais em brigas fora de casa. Há casos em que o jovem pode até se envolver com o uso de drogas e outras atividades que oferecem riscos à sua integridade e a dos demais.


(5) Transtornos do Humor

É o grupo onde se incluem as doenças depressivas, de certo modo comuns na adolescência, acompanhadas das mais diversas manifestações. Podem apresentar humor deprimido (tristeza) acentuado ou irritabilidade (que por si só pode ser manifestação normal da adolescência), perda de interesse ou prazer em suas atividades, perda ou ganho de peso, insônia ou excesso de sono e abuso de substâncias psicoativas (mais comumente álcool, porém até outras drogas). O tratamento desses transtornos envolve o uso de fármacos (antidepressivos), associados a psicoterapia.


(6) Transtornos Alimentares

Onde se incluem a Bulimia (ataques de "comer" compulsivo seguidos, muitas vezes, do ato de vomitar) e Anorexia (diminuição intensa da ingesta de alimentos). A pessoa demonstra um "pavor" de engordar, tomando atitudes exageradas ou não necessárias para emagrecer, mantendo peso muito abaixo do esperado para ela. O tratamento desses transtornos envolve uma equipe multidisciplinar (psiquiatra, nutricionista), fármacos antidepressivos e psicoterapia, necessitando em alguns casos de intervenções na família.


(7) Transtornos do Uso de Substâncias Psicoativas

O uso de drogas, como é conhecido, é um tipo de alteração de comportamento bastante visto na adolescência. A dependência de drogas, que é o transtorno mais grave desse grupo, manifesta-se pelo uso da substância associado a uma necessidade intensa de ter a droga, ausência de prazer nas atividades sem a droga e busca incessante da droga, muitas vezes envolvendo-se em situações ilegais ou de risco para se conseguir a mesma (roubo e tráfico). O tratamento envolve psicoterapia, educação familiar e alguns fármacos, por vezes necessitando internação hospitalar.


(8)Transtornos de Conduta

Caracterizam-se por comportamentos repetitivos de contrariedade a normas e padrões sociais, conduta agressiva e desafiadora. Constitui-se em atitudes graves, sendo mais do que rebeldia adolescente e travessuras infantis normais. Essas pessoas envolvem-se em situações de ilegalidade e violações do direito de outras pessoas. Aparecem roubos, destruição de patrimônio alheio, brigas, crueldade e desobediência intensa como algumas das manifestações. O tratamento envolve basicamente psicoterapia, podendo-se utilizar alguns fármacos no controle da impulsividade desses pacientes. São transtornos de difícil manejo, e muitas vezes necessitam de intervenções familiares e sociais.


(9) Transtornos de Ansiedade

Os transtornos de ansiedade incluem desde a ansiedade de separação e a fobia escolar, condições que ocorrem quase que exclusivamente na infância, até o transtorno obsessivo compulsivo, transtorno de ansiedade generalizada, estresse pós-traumático, síndrome do pânico e fobias. Pessoas que vivem com um grau muito intenso de ansiedade podem chegar a ter prejuízos no seu funcionamento, por exemplo social, em decorrência dessa ansiedade. Além de causar importante sofrimento físico e psicológico, as conseqüências dos sintomas ansiosos costumam ser desmoralizantes e incapacitantes em mais de uma esfera, como por exemplo social, ocupacional, escolar e familiar. Os sintomas podem iniciar tanto na infância quanto na adolescência , e podem ser tanto primários, quanto secundários ou ocorrerem em comorbidade com outros sintomas psiquiátricos. O tratamento envolve basicamente psicoterapia, podendo-se recorrer a alguns fármacos como coadjuvantes.

Pessoas que vivem com um grau muito intenso de ansiedade, chegando a ter prejuízos no seu funcionamento, por exemplo social, em decorrência dessa ansiedade. Pode aparecer na adolescência sob a forma de ansiedade de separação, geralmente dos pais, aparecendo em adolescentes que não conseguem manter atividades sem a presença dos mesmos. São extremamente tímidos, e muitas vezes, não conseguem obter prazer em quase nenhuma atividade fora de casa. O tratamento envolve basicamente psicoterapia, podendo-se recorrer a alguns fármacos como coadjuvantes.


(10) Transtornos Psicóticos

Nessa fase da vida muitos transtornos psicóticos, por exemplo a esquizofrenia, iniciam suas manifestações. Esses transtornos são graves, muitas vezes necessitam internação hospitalar e são caracterizados por comportamentos e pensamentos muito bizarros e distorcidos frente a realidade. O tratamento baseia-se em tratamento medicamentoso com o uso de antipsicóticos e psicoterapia de apoio. São transtornos, em sua maioria, cronificantes, principalmente se não tratados.


(11) Suicídio na Adolescência

Muitos transtornos da adolescência podem se manifestar com comportamento suicida. Tentativas ou ameaças de suicídio podem aparecer. Alguns comportamentos de exposição e risco (dirigir em alta velocidade ou embriagado, envolvimento em brigas ou em atividades de risco, entre outras) também podem ser sinais de comportamento suicida na adolescência, mesmo sem a manifestação explícita dessa intenção. O comportamento impulsivo do adolescente, acarreta um risco maior de tentativas de suicídio mesmo na ausência de sintomas depressivos ou uma clara ideação suicida, o que torna o adolescente muito mais vulnerável a este tipo de comportamento.



Cuidados a tomar na Avaliação Diagnóstica

São muitas as possibilidades de transtornos mentais nessa fase da vida, mas todas as situações devem ser muito bem avaliadas antes de se fechar um diagnóstico, principalmente na adolescência. Além das dificuldades pessoais dos adolescentes e de sua intensa modificação corporal e mental, o que por si só já pode gerar comportamentos e sentimentos de inadequação, suas atitudes podem ainda refletir problemáticas familiares. Assim sendo, sem uma devida avaliação do adolescente é, no mínimo imprudente, caracterizá-lo como tendo uma doença mental específica.




leia mais em

https://www.abcdasaude.com.br/psiquiatria/transtornos-mentais-na-adolescencia

https://hospitalsantamonica.com.br/transtornos-mentais-na-adolescencia-metade-das-doencas-comeca-aos-14-anos/

https://institutoneurosaber.com.br/tod-na-adolescencia-como-lidar/

https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1516-44462001000600008

https://www.msdmanuals.com/pt-br/casa/problemas-de-sa%C3%BAde-infantil/dist%C3%BArbios-da-sa%C3%BAde-mental-em-crian%C3%A7as-e-adolescentes/transtornos-de-estresse-agudo-e-p%C3%B3s-traum%C3%A1tico-em-crian%C3%A7as-e-adolescentes

7 distúrbios mentais mais terríveis que o ser humano pode ter



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ESCRITO POR
Isabela Ferreira



Embora a medicina já tenha evoluído bastante e continue avançando, podemos dizer que ainda há muito para ser descoberto sobre o corpo humano... Principalmente sobre o cérebro. Ele, que é o órgão principal de nosso sistema nervoso, é responsável por todos os processos que nosso corpo realiza, e é para ele que convergem todas as informações que recebemos. Exatamente por ser um dos mais importantes de nossos órgãos, quando algo não vai bem com ele é provável que soframos graves consequências.

Na pior das hipóteses, podemos sofrer com algum distúrbio mental. De natureza psiquiátrica ou psíquica, os distúrbios se caracterizam por comportamentos anormais, onde o indivíduo sofre com alucinações ou possui reações estranhas em seu corpo. Muitos deles são completamente estranhos...



1 - Sinestesia



A sinestesia é um dos distúrbios neurológicos mais terríveis e curiosos do mundo. Assim que um sentido da pessoa é estimulado, automaticamente outro também é. Isso faz com que as estimulações entre olfato, visão, audição, paladar e tato sejam uma verdadeira bagunça. Mas o que seria isso exatamente? Bem, seria o mesmo que dizer que eles podem ver músicas, experimentar o sabor de formas dentre outras variações similares.

Essa condição tem sido amplamente associada com altos níveis de criatividade. Pharrel Williams, cantor e compositor norte-americano, talvez seja a pessoa mais conhecia com tal distúrbio. Tal condição pode se desenvolver de algumas formas, dentre elas, após um acidente vascular cerebral, overdose por drogas psicodélicas, mas o mais comum é que seja de caráter hereditário. Ao contrário do que pensamos, pode ser muito comum. Estima-se que 1 em cada 23 pessoas tenham o distúrbio, apenas em grau diferente.


2 - Síndrome da Redução Genital





Dentre os distúrbios mentais que alguém pode sofrer, talvez este seja o que mais apavora o próprio indivíduo. Também conhecido com o nome de koro, tal distúrbio faz a pessoa acreditar que seu órgão genital está ficando menor, ou mesmo desaparecendo. Em grande parte dos casos, pode haver um vínculo com outros transtornos mentais, podendo fazer com que uma pessoa afetada se mutile ou cometa suicídio.

Embora seja mais comum na Ásia e África, costuma atingir homens acima dos 40 anos, que já possuíram quadros de depressão ou que tem auto-estima baixa. No entanto, também pode ocorrer com as mulheres, quando acreditam que os seios estão diminuindo. Pessoas em situação mais grave, apresentam ataques de pânico, inquietação, irritabilidade, sem contar a obsessão por fitas métricas.


3 - Síndrome de Alice no País das Maravilhas



Também descrita como Síndrome de Todd, é um distúrbio capaz de provocar distorções visuais no indivíduo, fazendo com que ele enxergue objetos próximos como se fossem muito pequenos e vice-versa. O tempo também parece passar de forma muito mais lenta que o normal. Em 1955 foi a primeira vez que a síndrome foi documentada, pelo psiquiatra John Todd. Dessa forma, se inspirou na obra de Lewis Carroll, "Alice no País das Maravilhas", para dar nome ao transtorno.


4 - Síndrome de Capgras



Esse é mais um dos distúrbios mais bizarros que alguém pode sofrer. Bastante raro, faz com que o indivíduo acredite cegamente que um conhecido foi substituído. Pode ser um amigo, o pai, a mãe, namorado (a), enfim... A pessoa passa a acreditar que aquele ao seu lado é apenas um impostor, ou sósia da pessoa "original". Embora não percam a capacidade de reconhecimento, continuam acreditando que aquela pessoa é falsa.


O transtorno pertence ao grupo das chamadas "doenças ilusórias", podendo ocorrer em diferentes graus: agudo, crônico ou transitório. É comum que ocorra em pacientes que já foram diagnosticados com outros tipos de distúrbios mentais.


5 - Síndrome da Cabeça Explosiva



Bom, o transtorno já é auto explicativo. Aqueles que sofrem com tal distúrbio costumam escutar barulhos estarrecedores que ninguém mais é capaz de ouvir. É muito comum que pessoas nessa condição levem enormes sustos constantemente, acreditando que algo está verdadeiramente explodindo. É comum que sintomas do tipo comecem a aparecer devido a fadiga ou estresse intenso.

Embora não haja nenhum sentimento de dor, o medo toma conta. Niels Nielsen, portadora da doença, descreve: "De repente, surge um ruído que aumenta de volume até chegar ao som estarrecedor de uma explosão. Sinto uma onda de eletricidade passar pelo meu corpo e uma forte luz no meu olhar, como se alguém tivesse acendido um holofote no meu rosto". Bizarro!


6 - Síndrome da Mão Alheia




Também conhecida como Síndrome da Mão Alienígena, é mais um dos distúrbios que atingem o indivíduo fisicamente e é completante estranha. Aqueles que sofrem com a doença possuem uma das mãos com "vida própria". É como se essa mão em específico, pensasse por si só e fosse capaz de decidir o que fazer. Embora o paciente ainda sinta sensibilidade no membro, ele se comporta de forma voluntária e nunca se sabe como.

Por mais estranho que pareça, já aconteceram casos em que a mão tentou estrangular o dono, ou mesmo esfaquear a outra mão. Acredita-se que o distúrbio resulte de uma luta pelo poder dentro da mente do indivíduo, uma vez que passa a acontecer principalmente em pessoas que foram submetidas a cirurgias de separação dos hemisférios cerebrais. Também pode ser provocada por aneurismas, derrames, ou algum tipo de trauma cerebral. Existem atividades para amenizar os sintomas, mas de fato, não existe cura.


7 - Delírio de Fregoli



De certa forma, o distúrbio pode ser definido de forma inversa à Síndrome de Capgras. Nesse caso, a pessoa reconhece estranhos como se fossem conhecidos. No entanto, acredita que são perseguidores que costumam trocar de "disfarce" para estarem no mesmo ambiente que ela.

Dessa forma, pensa que podem ocupar diferentes funções, como padeiro, carteiro, vendedor, e assim por diante, apenas para persegui-la com más intenções. Daí, surge o delírio de perseguição, onde a pessoa acredita que todos em sua volta estão atrás dela. Assim como outros distúrbios aqui mencionados, costuma aparecer principalmente em pessoas que já possuem algum tipo de transtorno mental.





leia mais em

https://www.fatosdesconhecidos.com.br/7-disturbios-mentais-mais-terriveis-que-o-ser-humano-pode-ter/


A lição da Nova Zelândia.