VELHO TESTAMENTO
investigação realizada pelo Pr. Psi. Jor Jônatas David Brandão Mota
'800<<< >>> ÍNDICE
(estrofe 1)
Havia um homem na terra de Uz, chamado Jó,
Era íntegro e reto, temente ao Senhor;
Fugia do mal, não vivia na má fé,
E tinha grande casa, família e valor.
Sete filhos e três filhas formavam seu lar,
Sete mil ovelhas, três mil camelos a contar;
Quinhentas juntas de bois, jumentas em grande número,
E era maior que todos do Oriente, sem assombro.
(estrofe 2)
Seus filhos faziam banquetes, cada um em seu dia,
E chamavam suas irmãs para junto da mesa;
Quando os dias de festa chegavam à alegria,
Jó os santificava, com cuidado e pureza.
De madrugada levantava-se para oferecer
Holocaustos pelos filhos, temendo acontecer
Que talvez tivessem pecado no coração,
E Jó dizia: “Talvez tenham negado a Deus na intenção.”
(estrofe 3)
Num dia os filhos de Deus vieram se apresentar,
E também o Adversário entre eles apareceu;
O Senhor perguntou de onde vinha ao chegar,
E ele respondeu que pela terra percorreu.
Então Deus falou da integridade de Jó,
Homem reto e sincero, sem igual entre os seus;
Mas o Adversário disse: “Acaso teme ele sem razão?
Não puseste proteção em redor de sua habitação?”
(refrão 1)
Jesus nos ensina a amar sem condicionar,
A não medir a fé pelo que podemos ganhar;
O Pai conhece a dor de quem sofre em aflição,
E não transforma sofrimento em prova de condenação.
A fidelidade não deve depender de recompensa,
Nem a dor ser julgada como culpa ou sentença;
No caminho de Cristo, a compaixão é essencial,
E o sofrimento humano merece cuidado integral.
(ponte especial)
“Tudo isto está na Bíblia, mas preste muita atenção:
O que for de maltratar o próximo, não é de Deus Revelação.
Se abençoar um só povo, não é do amor universal de Jesus,
Tudo diferente ao ensino dEle, nunca nos serve como luz.
O mundo todo é amado de Deus, Ele não ignora ninguém,
Cada credo O entende diferente, como entre nós ocorre também.
Sobre Bíblia e tudo no mundo, Ele é o melhor que Deus nos deu,
Diferindo Sua Palavra, dos acréscimos do que dEle se entendeu.”
(estrofe 4)
Então veio um mensageiro: “Os bois estavam arando,
As jumentas pastavam, quando vieram sobre nós;
Os sabeus atacaram, levaram tudo, nos ferindo,
E somente eu escapei para trazer esta voz.”
Enquanto ainda falava, outro chegou apressado:
“Caiu fogo do céu, queimou o rebanho amontoado;
As ovelhas e os servos foram todos consumidos,
E somente eu escapei, trazendo aos teus ouvidos.”
(estrofe 5)
Outro ainda disse: “Os caldeus vieram em três tropas,
Sobre os camelos avançaram, levando-os consigo;
Mataram os servos ao fio das próprias espadas,
E somente eu escapei para contar o ocorrido.”
E enquanto ele falava, chegou nova mensagem:
“Teus filhos e tuas filhas festejavam em casa,
Quando um grande vento veio do deserto,
Derrubou a casa sobre eles e todos morreram perto.”
(refrão 2)
Jó ouviu as notícias e rasgou seu próprio manto,
Rapou a cabeça e caiu prostrado no chão;
Disse: “Nu saí do ventre, nu voltarei tanto;
O Senhor deu, o Senhor tomou, bendito seja o Seu nome então.”
Jesus, porém, nos chama à misericórdia e ao perdão,
E não a culpar quem sofre por sua condição;
A dor de Jó permanece diante de nós como clamor,
E a resposta de Cristo aponta para a compaixão e o amor.
(ponte especial)
“Tudo isto está na Bíblia, mas preste muita atenção:
O que for de maltratar o próximo, não é de Deus Revelação.
Se abençoar um só povo, não é do amor universal de Jesus,
Tudo diferente ao ensino dEle, nunca nos serve como luz.
O mundo todo é amado de Deus, Ele não ignora ninguém,
Cada credo O entende diferente, como entre nós ocorre também.
Sobre Bíblia e tudo no mundo, Ele é o melhor que Deus nos deu,
Diferindo Sua Palavra, dos acréscimos do que dEle se entendeu.”
O CRITÉRIO DE JESUS DIANTE DE JÓ 1
Jó 1 apresenta aspectos profundamente coerentes com Jesus, especialmente a integridade de Jó, seu cuidado com a família, sua preocupação espiritual com os outros e, sobretudo, sua reação inicial diante da tragédia sem transformar imediatamente a dor em acusação contra Deus (Jó 1:1-5,20-22). Também é importante reconhecer que o capítulo apresenta o sofrimento humano em sua dimensão dramática, algo que Jesus não ignorou: Ele se aproximou dos enfermos, dos enlutados, dos marginalizados e dos que sofriam, demonstrando compaixão concreta. Entretanto, a cena celestial na qual o sofrimento de Jó aparece dentro de uma espécie de desafio entre Deus e o Adversário (Jó 1:6-12), bem como a autorização para que seus bens, filhos e segurança sejam destruídos, não corresponde ao Deus revelado na vida de Jesus como Pai que conhece o sofrimento humano, deseja misericórdia e não trata pessoas como peças de uma disputa. Jesus também rejeita a ideia de que a desgraça seja automaticamente explicada pela culpa pessoal do sofredor (João 9:1-3; Lucas 13:1-5). Portanto, segundo o princípio adotado nesta série, somente aquilo que for coerente com Jesus, Seus ensinos e Sua vivência pode ser entendido como Revelação, Vontade e Palavra de Deus; esse é o princípio absoluto para discernir a verdadeira inspiração divina. Aquilo que não for coerente com Jesus deve ser compreendido como “Acréscimo Humano”, tenha sido elaborado com boa intenção ou não. Em Jó 1, a integridade, a responsabilidade, a reverência, a resistência diante da tragédia e a dignidade humana encontram forte sintonia com Jesus; já a representação de Deus permitindo deliberadamente que pessoas inocentes sejam destruídas para testar sua fidelidade não deve ser tomada como revelação definitiva sobre o caráter de Deus, pois precisa ser confrontada com a revelação maior encontrada em Jesus.
BIBLIOGRAFIA
- Carol A. Newsom — The Book of Job: A Contest of Moral Imaginations — 2003.
- Samuel E. Balentine — Job — 2006.
- David J. A. Clines — Job 1–20 — 1989.
- Norman C. Habel — The Book of Job — 1985.
- Katharine J. Dell — The Book of Job as Sceptical Literature — 1991.
---------------------------------
Pr.Psi Jônatas David Brandão Mota... pastorado4
teologia, direito, psicologia, jornalismo (serviço social)
(estrofe 1)
Num dia os filhos de Deus vieram se apresentar,
E Satanás veio entre eles, também para se achegar;
O Senhor perguntou: “Donde vens?”, ouviu-se a explicação,
“De rodear toda a terra, de andar em sua extensão.”
Então o Senhor disse: “Viste Jó, meu servo fiel?
Homem íntegro e reto, temente e longe do mal cruel;
Ainda conserva a integridade, apesar da provação,
E sem causa me incitaste contra ele à destruição.”
(refrão)
Mesmo ferido, Jó não deixa sua fidelidade,
Sua boca não transforma a dor em falsidade;
Jesus ensina: não julgueis pela aparência exterior,
E diante de quem sofre, permanecei no amor.
A dor não prova culpa, nem sofrimento é condenação,
E o Pai conhece o íntimo de cada coração;
Quem permanece fiel não precisa negar sua aflição,
Pois Deus não se revela pela crueldade ou punição.
(refrão especial)
Tudo isto está na Bíblia, mas preste muita atenção:
O que for de maltratar o próximo, não é de Deus Revelação.
Se abençoar um só povo, não é do amor universal de Jesus,
Tudo diferente ao ensino dEle, nunca nos serve como luz.
O mundo todo é amado de Deus, Ele não ignora ninguém,
Cada credo O entende diferente, como entre nós ocorre também.
Sobre Bíblia e tudo no mundo, Ele é o melhor que Deus nos deu,
Diferindo Sua Palavra, dos acréscimos do que dEle se entendeu.
(estrofe 2)
Satanás respondeu: “Pele por pele dará o homem,
Tudo quanto tem dará por sua vida, quando o mal o consome;
Estende agora a tua mão, toca-lhe os ossos e a carne,
E verás se ele não blasfema, se a dor não o desarme.”
Disse o Senhor a Satanás: “Eis que ele está em tua mão,
Mas guarda-lhe a vida, não lhe causes destruição.”
E Satanás saiu da presença do Senhor, para ferir,
E Jó foi tomado de chagas, desde os pés até o seu porvir.
(estrofe 3)
Jó tomou um caco de barro para a pele raspar,
Sentado sobre as cinzas, começou sua dor suportar;
Sua mulher lhe disse: “Ainda conservas tua integridade?
Amaldiçoa a Deus e morre, põe fim à adversidade.”
Mas Jó respondeu: “Falas como uma mulher insensata,
Receberemos de Deus o bem, e o mal não se acata?”
Em tudo isto, seus lábios não pecaram contra o Senhor,
E sua resposta permaneceu diante da prova e da dor.
(refrão)
Mesmo ferido, Jó não deixa sua fidelidade,
Sua boca não transforma a dor em falsidade;
Jesus ensina: não julgueis pela aparência exterior,
E diante de quem sofre, permanecei no amor.
A dor não prova culpa, nem sofrimento é condenação,
E o Pai conhece o íntimo de cada coração;
Quem permanece fiel não precisa negar sua aflição,
Pois Deus não se revela pela crueldade ou punição.
(refrão especial)
Tudo isto está na Bíblia, mas preste muita atenção:
O que for de maltratar o próximo, não é de Deus Revelação.
Se abençoar um só povo, não é do amor universal de Jesus,
Tudo diferente ao ensino dEle, nunca nos serve como luz.
O mundo todo é amado de Deus, Ele não ignora ninguém,
Cada credo O entende diferente, como entre nós ocorre também.
Sobre Bíblia e tudo no mundo, Ele é o melhor que Deus nos deu,
Diferindo Sua Palavra, dos acréscimos do que dEle se entendeu.
(estrofe 4)
Três amigos de Jó ouviram todo aquele padecer,
E vieram de seus lugares para com ele se condoer;
Elifaz, Bildade e Zofar combinaram sua visita,
Para chorar com o amigo naquela condição aflita.
Vieram para consolá-lo e compartilhar sua dor,
Encontrando-o de longe, reconheceram seu clamor;
Levantaram suas vozes, choraram diante do que viram,
Rasgaram suas vestes e cinzas sobre a cabeça puseram.
(estrofe 5)
Sentaram-se com Jó por sete dias e sete noites,
Sem lhe dizer palavra, diante dos seus açoites;
Porque viram que sua dor era grande e profunda,
E ficaram junto dele, enquanto a tristeza o circunda.
Ninguém lhe falou durante aquele longo momento,
Cada qual permaneceu diante daquele sofrimento;
A terra recebeu suas lágrimas, o silêncio fez morada,
E a dor de Jó permaneceu sem nenhuma palavra.
(refrão)
Mesmo ferido, Jó não deixa sua fidelidade,
Sua boca não transforma a dor em falsidade;
Jesus ensina: não julgueis pela aparência exterior,
E diante de quem sofre, permanecei no amor.
A dor não prova culpa, nem sofrimento é condenação,
E o Pai conhece o íntimo de cada coração;
Quem permanece fiel não precisa negar sua aflição,
Pois Deus não se revela pela crueldade ou punição.
(refrão especial)
Tudo isto está na Bíblia, mas preste muita atenção:
O que for de maltratar o próximo, não é de Deus Revelação.
Se abençoar um só povo, não é do amor universal de Jesus,
Tudo diferente ao ensino dEle, nunca nos serve como luz.
O mundo todo é amado de Deus, Ele não ignora ninguém,
Cada credo O entende diferente, como entre nós ocorre também.
Sobre Bíblia e tudo no mundo, Ele é o melhor que Deus nos deu,
Diferindo Sua Palavra, dos acréscimos do que dEle se entendeu.
O QUE JÓ 2 REVELA À LUZ DE JESUS
COERÊNCIA E ACRÉSCIMO HUMANO: Em Jó 2, há elementos profundamente coerentes com Jesus: a realidade da dor humana, a permanência ao lado de quem sofre, o silêncio dos amigos diante de uma dor que não compreendem e, sobretudo, a recusa de Jó em transformar sofrimento em motivo para abandonar sua integridade. Também é coerente com Jesus a percepção de que a condição exterior de uma pessoa não permite concluir automaticamente sobre seu valor ou sua culpa. Por outro lado, a cena em que Satanás recebe autorização para ferir Jó e a ideia de que Deus participa diretamente dessa provação precisam ser lidas criticamente à luz de Jesus, que revela um Deus compassivo, que não maltrata, não humilha e não abandona os sofredores. A fala da esposa, propondo que Jó amaldiçoe a Deus, também não corresponde ao caminho de confiança e amor apresentado por Jesus. Assim, segundo o princípio adotado nesta série, somente aquilo que é coerente com Jesus, seus ensinos, suas atitudes e sua vida pode ser recebido como Revelação, vontade e Palavra de Deus. Este é o critério absoluto para discernir a inspiração divina: Jesus é a medida pela qual o conteúdo bíblico deve ser compreendido. Tudo aquilo que contradiz seu caráter e seu ensino deve ser reconhecido como “Acréscimo Humano”, tenha sido acrescentado com boa intenção ou não.
BIBLIOGRAFIA
- CARSON, D. A. How Long, O Lord? Reflections on Suffering and Evil. 1990.
- GUTTORMSSON, Pétur. The Book of Job: A Commentary. 2022.
- HABEL, Norman C. The Book of Job: A Commentary. 1985.
- MASON, Michael. The Book of Job: A Commentary. 1978.
- WEEKS, Stuart. Job. 2010.
---------------------------------
Pr.Psi Jônatas David Brandão Mota... pastorado4
teologia, direito, psicologia, jornalismo (serviço social)
(estrofe 1)
Depois disto, abriu Jó a boca e amaldiçoou seu dia,
E disse: “Pereça o dia em que nasci”, sem alegria;
Seja aquele dia treva, e a luz dele desapareça,
Que Deus não o procure, nem sobre ele amanheça.
Que as sombras o cubram, que a nuvem venha pesar,
Que o eclipse o torne escuro, sem o sol se levantar;
Que aquela noite seja esquecida entre as gerações,
E que ninguém dela faça festa ou celebrações.
(estrofe 2)
“Seja estéril aquela noite, sem canto ou claridade,
Não entre em minha vida nenhum sinal de felicidade;
Que a amaldiçoem os que sabem despertar o leviatã,
E que não veja as estrelas a sua primeira manhã.
Por que não morri desde o ventre, ao nascer,
Por que não expirei quando vim a aparecer?
Por que os joelhos me receberam, por que me deram o peito,
E por que encontrei a vida, se agora vivo desfeito?”
(estrofe 3)
“Eu estaria agora deitado e encontraria repouso,
Dormiria entre reis, entre grandes, em lugar silencioso;
Com príncipes que possuíram prata e construíram seu lar,
Ou com crianças que não chegaram a respirar.
Ali os ímpios cessam de perturbar os cansados,
E ali repousam os presos, finalmente libertados;
Pequenos e grandes estão juntos, sem distinção,
E o servo encontra descanso longe da opressão.”
(refrão)
Por que dar luz ao aflito e vida ao amargurado,
Se a esperança parece longe e o caminho está fechado?
Jesus conhece o pranto e não despreza quem chorou,
Pois diante da dor humana, seu coração se inclinou.
Ele não condena aquele que pergunta em aflição,
Nem chama de falta de fé o grito do coração;
A fé também atravessa noites de profundo temor,
E Deus se aproxima do ferido por meio do amor.
(refrão especial)
Tudo isto está na Bíblia, mas preste muita atenção:
O que for de maltratar o próximo, não é de Deus Revelação.
Se abençoar um só povo, não é do amor universal de Jesus,
Tudo diferente ao ensino dEle, nunca nos serve como luz.
O mundo todo é amado de Deus, Ele não ignora ninguém,
Cada credo O entende diferente, como entre nós ocorre também.
Sobre Bíblia e tudo no mundo, Ele é o melhor que Deus nos deu,
Diferindo Sua Palavra, dos acréscimos do que dEle se entendeu.
(estrofe 4)
“Ali os cativos vivem juntos, sem ouvir a voz do feitor,
Ali não se escuta o comando nem o grito do opressor;
O pequeno e o grande repousam, livres da servidão,
E o servo, finalmente, descansa de sua obrigação.
Por que se concede luz aos que vivem na amargura,
E vida aos que esperam a morte como última procura?
Eles buscam a morte mais do que tesouro escondido,
E se alegrariam ao encontrá-la, como um bem perseguido.”
(estrofe 5)
“Por que se dá caminho a quem não consegue enxergar,
E vida ao homem que Deus parece cercar?
Meus suspiros vieram antes mesmo da refeição,
E meus gemidos derramaram-se como água pelo chão.
Aquilo que temo me acontece, aquilo que receio me alcança,
Não tenho tranquilidade, nem sossego, nem esperança;
Não tenho repouso, mas somente grande agitação,
E minha vida se desfaz em contínua aflição.”
(refrão)
Por que dar luz ao aflito e vida ao amargurado,
Se a esperança parece longe e o caminho está fechado?
Jesus conhece o pranto e não despreza quem chorou,
Pois diante da dor humana, seu coração se inclinou.
Ele não condena aquele que pergunta em aflição,
Nem chama de falta de fé o grito do coração;
A fé também atravessa noites de profundo temor,
E Deus se aproxima do ferido por meio do amor.
(refrão especial)
Tudo isto está na Bíblia, mas preste muita atenção:
O que for de maltratar o próximo, não é de Deus Revelação.
Se abençoar um só povo, não é do amor universal de Jesus,
Tudo diferente ao ensino dEle, nunca nos serve como luz.
O mundo todo é amado de Deus, Ele não ignora ninguém,
Cada credo O entende diferente, como entre nós ocorre também.
Sobre Bíblia e tudo no mundo, Ele é o melhor que Deus nos deu,
Diferindo Sua Palavra, dos acréscimos do que dEle se entendeu.
COERÊNCIA COM JESUS E ACRÉSCIMO HUMANO
Jó 3 é profundamente marcado pelo grito de alguém esmagado pela dor, e nisso há grande coerência com Jesus: Jesus não tratou o sofrimento humano com desprezo, não condenou automaticamente quem chorava e também manifestou profunda tristeza diante da morte e da dor. O lamento de Jó, portanto, pode ser compreendido como expressão humana legítima diante do sofrimento. Também é coerente com Jesus a denúncia implícita da condição daqueles que desejam encontrar descanso diante de uma existência insuportável. Entretanto, as imagens de Jó não devem ser transformadas automaticamente em afirmações doutrinárias sobre a morte ou sobre a vontade de Deus. Jesus apresenta a vida, a misericórdia, a esperança e o amor como caminhos centrais, enquanto Jó fala a partir de uma experiência extrema de desespero. Assim, segundo o princípio desta leitura, somente pode ser reconhecido como Revelação, vontade e Palavra de Deus aquilo que for coerente com Jesus, seus ensinos e sua vivência. Este é o princípio absoluto para discernir a inspiração divina e a verdadeira Palavra de Deus. O que não estiver de acordo com Jesus deve ser compreendido como “Acréscimo Humano”, bem-intencionado ou não, pertencente às limitações da compreensão humana da experiência religiosa.
BIBLIOGRAFIA
- HABEL, Norman C. The Book of Job: A Commentary. 1985.
- WEEKS, Stuart. Job. 2010.
- ALTER, Robert. The Wisdom Books: Job, Proverbs, and Ecclesiastes. 2010.
- SEOW, C. L. Job 1–21: Interpretation and Commentary. 2013.
- HARTLEY, John E. The Book of Job. 1988.
---------------------------------
Pr.Psi Jônatas David Brandão Mota... pastorado4
teologia, direito, psicologia, jornalismo (serviço social)
(estrofe 1)
Então Elifaz falou, querendo aconselhar,
“Se alguém disser uma palavra, vais te irritar?
Mas quem poderá calar-se diante dessa aflição,
Se antes tu ensinavas tantos, com firmeza e compaixão?
Tu fortalecias os cansados, sustentavas o abatido,
Ao fraco davam coragem teus lábios, tão decidido;
Mas agora que chegou sobre ti a provação,
Tu te perturbas, desanimas e perdes a consolação.”
(estrofe 2)
“Tua confiança não estava em teu temor,
E tua esperança, na integridade do teu valor?
Lembra-te: já viste alguém inocente perecer,
Ou os retos sendo destruídos sem merecer?
Segundo aquilo que tenho visto nesta vida,
Quem semeia injustiça encontra colheita sofrida;
Os que lavram iniquidade e semeiam opressão,
Colhem dela o resultado, pela própria plantação.”
(estrofe 3)
“Ao sopro de Deus perecem, ao seu furor se desfazem,
E diante de sua ira os fortes não mais se refazem;
O rugido do leão cessa, cala-se sua voz,
E até os dentes dos leões são quebrados entre nós.
O leão poderoso perece por falta de alimento,
E os filhotes se dispersam, levados pelo vento;
Assim pensei no sofrimento que vi acontecer,
E nas causas escondidas que ninguém consegue ver.”
(refrão)
Jó ouve a voz de Elifaz falando sobre a dor,
Ligando sofrimento à culpa, ao erro e ao temor;
Mas Jesus acolhe o aflito sem primeiro condenar,
E ensina a ter misericórdia antes de julgar.
Nem todo sofrimento prova culpa ou transgressão,
Nem toda dor revela condenação;
A verdade se mede pelo amor que Jesus viveu,
E não por toda explicação que alguém compreendeu.
(refrão especial)
Tudo isto está na Bíblia, mas preste muita atenção:
O que for de maltratar o próximo, não é de Deus Revelação.
Se abençoar um só povo, não é do amor universal de Jesus,
Tudo diferente ao ensino dEle, nunca nos serve como luz.
O mundo todo é amado de Deus, Ele não ignora ninguém,
Cada credo O entende diferente, como entre nós ocorre também.
Sobre Bíblia e tudo no mundo, Ele é o melhor que Deus nos deu,
Diferindo Sua Palavra, dos acréscimos do que dEle se entendeu.
(estrofe 4)
“Uma palavra veio a mim, em segredo, certa noite,
E meus ouvidos perceberam quando tudo era açoite;
Em pensamentos vindos das visões noturnas,
Quando o sono cai sobre as criaturas taciturnas,
Sobreveio-me o temor, um tremor estremecente,
E todos os meus ossos tremeram de repente;
Então um espírito passou diante da minha face,
E os cabelos do meu corpo ficaram em seu enlace.”
(estrofe 5)
“Parou diante de mim uma forma que eu não via,
Havia silêncio, e depois ouvi uma voz que dizia:
‘Seria o homem mais justo do que o seu Criador?
Seria o mortal mais puro diante do seu Senhor?
Até seus servos celestiais não são perfeitos,
E nos anjos Ele encontra falhas em seus feitos;
Quanto mais os que habitam casas de barro e chão,
Que têm seus fundamentos no pó desta criação.’”
“Entre a manhã e a tarde são esmagados facilmente,
Sem que ninguém perceba, desaparecem de repente;
Sua tenda é arrancada, morrem sem sabedoria,
E antes que chegue o fim, já termina sua jornada fria.
Assim ouvi a mensagem daquela visão noturna,
Como uma sombra que passa pela existência humana;
Eis a fragilidade do homem diante do infinito,
Eis o pensamento que Elifaz julgou ter ouvido.”
(refrão)
A visão de Elifaz fala da grandeza do Criador,
Da fragilidade humana e do limite do ser mortal;
Mas sua conclusão sobre a causa de toda dor
Não pode tornar-se regra para julgar alguém afinal.
Jesus viu sofrimento sem reduzir o sofredor à culpa,
Acolheu o ferido e não aumentou sua culpa;
Por isso, diante da dor, devemos primeiro amar,
E somente com compaixão a existência interpretar.
(refrão especial)
Tudo isto está na Bíblia, mas preste muita atenção:
O que for de maltratar o próximo, não é de Deus Revelação.
Se abençoar um só povo, não é do amor universal de Jesus,
Tudo diferente ao ensino dEle, nunca nos serve como luz.
O mundo todo é amado de Deus, Ele não ignora ninguém,
Cada credo O entende diferente, como entre nós ocorre também.
Sobre Bíblia e tudo no mundo, Ele é o melhor que Deus nos deu,
Diferindo Sua Palavra, dos acréscimos do que dEle se entendeu.
COERÊNCIA COM JESUS E ACRÉSCIMO HUMANO
Em Jó 4, há elementos coerentes com Jesus, especialmente o reconhecimento da fragilidade humana, a percepção de que ninguém deve considerar-se absolutamente superior diante de Deus e a tentativa de consolar alguém em sofrimento. Entretanto, a argumentação de Elifaz torna-se incoerente com Jesus quando transforma o sofrimento em forte indício de culpa pessoal e fala como se possuísse uma explicação segura para a dor de Jó. Na vida de Jesus, pessoas que sofriam não eram automaticamente tratadas como culpadas; Ele acolhia, curava, compadecia-se e ensinava a não julgar precipitadamente. Assim, somente aquilo que for coerente com Jesus, Seus ensinos e Suas vivências pode ser entendido, nesta leitura, como Revelação, vontade e Palavra de Deus. Este é o único princípio absoluto adotado para discernir a verdadeira inspiração divina: tudo aquilo que estiver de acordo com o amor, a misericórdia, a justiça e a vida revelada por Jesus pode ser reconhecido como expressão da vontade de Deus. O que não for coerente com Jesus deve ser compreendido como “Acréscimo Humano”, bem-intencionado ou não, ainda que esteja registrado na Bíblia. Em Jó 4, portanto, a humildade diante do mistério e a percepção da fragilidade humana podem permanecer; já a tentativa de explicar a dor de Jó como consequência de uma suposta culpa deve ser relativizada à luz de Jesus.
BIBLIOGRAFIA
- HARTLEY, John E. The Book of Job. 1988.
- ALTER, Robert. The Wisdom Books: Job, Proverbs, and Ecclesiastes. 2010.
- SEOW, C. L. Job 1–21: Interpretation and Commentary. 2013.
- WEEKS, Stuart. Job. 2010.
- HABEL, Norman C. The Book of Job: A Commentary. 1985.
---------------------------------
Pr.Psi Jônatas David Brandão Mota... pastorado4
teologia, direito, psicologia, jornalismo (serviço social)
(estrofe 1)
“Clama agora, pois, haverá quem te responda?
A qual dos santos recorrerás nesta hora profunda?
Porque ao insensato a ira mata lentamente,
E ao homem simples, o ciúme consome de repente.
Eu mesmo vi o insensato criar raízes no lugar,
Mas sua habitação logo começou a murchar;
Seus filhos ficam longe da segurança e do direito,
E são esmagados sem que apareça quem faça respeito.”
(estrofe 2)
“A aflição não nasce simplesmente do chão,
Nem brota da terra como erva em plantação;
O homem nasce para o sofrimento e para a fadiga,
Como as faíscas voam quando o fogo se abriga.
Eu buscaria a Deus, entregaria a Ele minha questão,
E diante do Todo-Poderoso colocaria minha petição;
Ele faz coisas grandes, que ninguém pode sondar,
E maravilhas tão numerosas que não se podem contar.”
(estrofe 3)
“Ele derrama chuva sobre a face da terra,
E manda água aos campos quando a seca os encerra;
Levanta os humildes e protege o necessitado,
E faz triunfar o pobre que estava desprezado.
Frustra os planos dos astutos em sua própria intenção,
E a mão dos enganadores perde sua direção;
Assim, a esperança nasce onde havia aflição,
E a injustiça encontra limite diante de Sua ação.”
(refrão)
Elifaz aconselha Jó a buscar o Senhor em sua dor,
E reconhece no Criador grandeza, cuidado e favor;
Jesus também ensinou confiança, oração e compaixão,
Mas não fez do sofrimento prova certa de condenação.
Deus pode ser buscado sem culpar quem está ferido,
E o aflito merece acolhimento, não juízo endurecido;
Onde houver misericórdia, verdade e amor em ação,
Ali encontramos mais perto o caminho do coração.
(refrão especial)
Tudo isto está na Bíblia, mas preste muita atenção:
O que for de maltratar o próximo, não é de Deus Revelação.
Se abençoar um só povo, não é do amor universal de Jesus,
Tudo diferente ao ensino dEle, nunca nos serve como luz.
O mundo todo é amado de Deus, Ele não ignora ninguém,
Cada credo O entende diferente, como entre nós ocorre também.
Sobre Bíblia e tudo no mundo, Ele é o melhor que Deus nos deu,
Diferindo Sua Palavra, dos acréscimos do que dEle se entendeu.
(estrofe 4)
“Feliz é aquele a quem Deus corrige em seu caminho,
Não rejeites, pois, a disciplina de seu carinho;
Ele fere, mas também pode fazer sarar,
Suas mãos ferem e depois tornam a restaurar.
De seis tribulações Ele poderá te livrar,
E na sétima o mal não poderá te alcançar;
Na fome, Ele te resgata da destruição,
E na guerra, da espada livra tua mão.”
(estrofe 5)
“Serás protegido do açoite da língua maldosa,
E não temerás quando vier a calamidade perigosa;
Da destruição e da fome não terás temor,
Nem das feras da terra conhecerás o terror.
Terás aliança com as pedras que há no campo,
E os animais selvagens não te causarão espanto;
Conhecerás paz em tua tenda e abundância ao redor,
E ao examinares tua casa, nada faltará ao teu labor.”
“Verás tua descendência multiplicar-se em tua vida,
E tua geração crescer, firme e fortalecida;
Virás à sepultura em plena maturidade,
Como feixe recolhido no tempo da ceifa e da idade.
Eis o que examinamos, assim temos aprendido,
Eis o caminho que temos atentamente ouvido;
Escuta, pois, e conhece aquilo que declaramos,
Porque estas são as coisas que nós investigamos.”
(refrão)
Elifaz vê a correção como caminho de restauração,
E apresenta a prosperidade como sinal de proteção;
Mas Jesus não prometeu ao justo uma vida sem dor,
Nem ensinou que riqueza ou saúde medem o favor.
Ele esteve junto aos pobres, feridos e sofredores,
E revelou o Reino servindo aos menores;
Portanto, a fé não deve negociar bênçãos com o Senhor,
Mas permanecer no caminho da justiça, da graça e do amor.
(refrão especial)
Tudo isto está na Bíblia, mas preste muita atenção:
O que for de maltratar o próximo, não é de Deus Revelação.
Se abençoar um só povo, não é do amor universal de Jesus,
Tudo diferente ao ensino dEle, nunca nos serve como luz.
O mundo todo é amado de Deus, Ele não ignora ninguém,
Cada credo O entende diferente, como entre nós ocorre também.
Sobre Bíblia e tudo no mundo, Ele é o melhor que Deus nos deu,
Diferindo Sua Palavra, dos acréscimos do que dEle se entendeu.
COERÊNCIA COM JESUS E ACRÉSCIMO HUMANO
Em Jó 5, há elementos que podem ser considerados coerentes com Jesus, especialmente o convite para buscar Deus em meio à aflição, a afirmação da grandeza divina, a defesa dos humildes e necessitados e a esperança de que a injustiça não tenha a última palavra. Entretanto, a fala de Elifaz também apresenta aspectos que entram em tensão com Jesus, principalmente quando sugere uma relação praticamente automática entre sofrimento, correção divina e situação moral da pessoa, além da expectativa de que a fidelidade conduza necessariamente à proteção, prosperidade e restauração nesta vida. Jesus acolheu pessoas que sofriam sem transformá-las automaticamente em culpadas e não apresentou riqueza, saúde ou ausência de dificuldades como medidas absolutas do favor de Deus. Nesta leitura, somente aquilo que for coerente com Jesus, Seus ensinos e Suas vivências pode ser entendido como Revelação, vontade e Palavra de Deus. Esse é o único princípio absoluto para discernir a inspiração divina e a verdadeira Palavra e Vontade de Deus: o que estiver em sintonia com a vida, o amor, a misericórdia, a justiça e os ensinamentos de Jesus pode ser reconhecido como Revelação; aquilo que não for coerente com Ele deve ser compreendido como “Acréscimo Humano”, tenha sido produzido com boa intenção ou não. Assim, Jó 5 conserva o valor de buscar Deus, defender os humildes e confiar na justiça, mas suas explicações simplificadas sobre sofrimento e recompensa precisam ser confrontadas com Jesus.
BIBLIOGRAFIA
- HARTLEY, John E. The Book of Job. 1988.
- HABEL, Norman C. The Book of Job: A Commentary. 1985.
- SEOW, C. L. Job 1–21: Interpretation and Commentary. 2013.
- ALTER, Robert. The Wisdom Books: Job, Proverbs, and Ecclesiastes. 2010.
- WEEKS, Stuart. Job. 2010.
---------------------------------
Pr.Psi Jônatas David Brandão Mota... pastorado4
teologia, direito, psicologia, jornalismo (serviço social)
(estrofe 1)
Então Jó respondeu, pesando sua aflição,
“Ah! Se minha tristeza fosse posta na balança da mão,
Seria mais pesada que a areia do mar,
Por isso minhas palavras se tornam difíceis de controlar.
As flechas do Todo-Poderoso estão cravadas em mim,
E meu espírito bebe o veneno que veio assim;
Os terrores de Deus se alinham contra o meu ser,
E por isso minha língua não consegue se conter.”
(estrofe 2)
“Acaso o jumento selvagem zurra sem encontrar capim?
Ou muge o boi quando não há alimento para si?
Come-se o que é insípido, sem sal e sem sabor?
Há alguma graça na clara do ovo, sem nenhum valor?
Minha alma rejeita aquilo que antes desejava,
Minha comida se tornou aquilo que meu coração recusava;
Quem dera Deus atendesse aquilo que estou a pedir,
E me concedesse a morte, para eu finalmente partir.”
(estrofe 3)
“Seria meu consolo, mesmo diante da dor fatal,
E eu saltaria de alegria em meio ao sofrimento final;
Pois não neguei as palavras do Santo que me feriu,
Nem escondi aquilo que meu coração sentiu.
Que força ainda tenho para continuar resistindo?
Que futuro me espera para permanecer prosseguindo?
Minha força é força de pedra ou de bronze endurecido?
Minha ajuda desapareceu, e todo socorro foi perdido.”
(refrão)
Jó não esconde a angústia que rasga o coração,
Nem aceita respostas fáceis para explicar sua provação;
Jesus também acolheu o choro, a dor e o clamor,
Sem transformar o sofrimento em sinal de menor valor.
Quem sofre precisa de presença, escuta e compaixão,
Não de acusações disfarçadas de explicação;
A fé pode atravessar a noite sem negar a aflição,
Pois Deus não se revela pela crueldade da condenação.
(refrão especial)
Tudo isto está na Bíblia, mas preste muita atenção:
O que for de maltratar o próximo, não é de Deus Revelação.
Se abençoar um só povo, não é do amor universal de Jesus,
Tudo diferente ao ensino dEle, nunca nos serve como luz.
O mundo todo é amado de Deus, Ele não ignora ninguém,
Cada credo O entende diferente, como entre nós ocorre também.
Sobre Bíblia e tudo no mundo, Ele é o melhor que Deus nos deu,
Diferindo Sua Palavra, dos acréscimos do que dEle se entendeu.
(estrofe 4)
“Para o aflito deveria haver bondade do seu amigo,
Mesmo que abandone o temor do Todo-Poderoso consigo;
Meus irmãos são traiçoeiros como uma torrente passageira,
Como riacho que transborda e depois seca na ribanceira.
Caravanas procuram água e ficam decepcionadas,
Os viajantes esperam, mas encontram águas evaporadas;
Envergonham-se porque chegam ao lugar da esperança,
E partem dali frustrados, sem encontrar confiança.”
(estrofe 5)
“Assim sois vós para mim, e vosso rosto vejo mudar,
Vistes o terror e tivestes medo de me ajudar.
Por acaso pedi que me desses alguma recompensa,
Ou que me libertasses das mãos de alguma ameaça imensa?
Ensinai-me, e eu me calarei diante do que for direito,
Mostrai meu erro, se houver culpa em meu peito.
Quão fortes são as palavras da verdade pronunciada,
Mas que proveito há na repreensão quando é injusta e pesada?”
“Julgais minhas palavras e as considerais vento perdido,
Mas até diante do órfão lançais sorte e vendeis vosso amigo.
Agora olhai para mim e não sejais enganadores,
Vede se há injustiça em meus lábios acusadores.
Existe iniquidade em minha língua ou perversão no falar?
Meu paladar não sabe distinguir o bem do mal ao escutar?”
(refrão)
Jó pede aos amigos verdade, não condenação,
Quer que apontem seu erro, se houver transgressão;
Jesus ensinou a cuidar do irmão com sinceridade,
Mas também mostrou o caminho da misericórdia e da verdade.
Aquele que sofre não deve ser tratado com desprezo,
Nem sua dor transformada em julgamento aceso;
Diante do aflito, o amor deve ser nosso primeiro dever,
E a verdade só tem sentido quando ajuda a viver.
(refrão especial)
Tudo isto está na Bíblia, mas preste muita atenção:
O que for de maltratar o próximo, não é de Deus Revelação.
Se abençoar um só povo, não é do amor universal de Jesus,
Tudo diferente ao ensino dEle, nunca nos serve como luz.
O mundo todo é amado de Deus, Ele não ignora ninguém,
Cada credo O entende diferente, como entre nós ocorre também.
Sobre Bíblia e tudo no mundo, Ele é o melhor que Deus nos deu,
Diferindo Sua Palavra, dos acréscimos do que dEle se entendeu.
COERÊNCIA COM JESUS E ACRÉSCIMO HUMANO
Em Jó 6, há aspectos profundamente coerentes com o ensino e a vida de Jesus, sobretudo a expressão sincera da dor, o direito de quem sofre de manifestar sua angústia, a busca por verdade e a exigência de compaixão por parte dos amigos. Jó não aceita que seu sofrimento seja simplesmente reduzido a uma explicação moral e pede que lhe mostrem concretamente onde estaria seu erro. A própria crítica aos amigos revela um princípio muito próximo do caminho de Jesus: diante de alguém aflito, é necessária misericórdia, presença e compreensão, e não uma condenação precipitada. A imagem dos amigos como águas que parecem prometer auxílio, mas desaparecem quando mais necessárias, evidencia a decepção de Jó com aqueles que deveriam sustentá-lo. Por outro lado, a linguagem de Jó que atribui diretamente a Deus as flechas, o veneno e os terrores que o atingem não deve, segundo o princípio desta série, ser automaticamente tomada como descrição definitiva de Deus; trata-se da percepção de um homem em sofrimento extremo, dentro da narrativa e de sua experiência. Também seu desejo de morrer expressa a profundidade de sua desesperança, mas não constitui um ensinamento de Jesus sobre o valor da vida. Jesus acolheu os que choravam, aproximou-se dos feridos e ensinou misericórdia, compaixão e amor ao próximo. Portanto, somente aquilo que for coerente com Jesus, Seus ensinos e Suas vivências pode ser entendido como Revelação, vontade e Palavra de Deus. Este é, nesta leitura, o único princípio absoluto para compreender o que seja inspiração divina, a verdadeira Palavra e a Vontade de Deus. Tudo aquilo que não for coerente com Jesus deve ser entendido como “Acréscimo Humano”, bem-intencionado ou não. Assim, em Jó 6, o lamento sincero, a busca pela verdade, a defesa diante de acusações injustas e a necessidade de compaixão encontram forte sintonia com Jesus; já qualquer interpretação que transforme automaticamente o sofrimento em castigo divino ou a desesperança em vontade de Deus deve ser submetida ao critério absoluto de Jesus.
BIBLIOGRAFIA
HARTLEY, John E. The Book of Job. 1988.
HABEL, Norman C. The Book of Job: A Commentary. 1985.
SEOW, C. L. Job 1–21: Interpretation and Commentary. 2013.
ALTER, Robert. The Wisdom Books: Job, Proverbs, and Ecclesiastes: A Translation with Commentary. 2010.
ASH, Christopher. Job: The Wisdom of the Cross. 2014.
---------------------------------
Pr.Psi Jônatas David Brandão Mota... pastorado4
teologia, direito, psicologia, jornalismo (serviço social)
(estrofe 1)
“Não tem o homem uma luta sobre a terra,
Como o trabalhador que seu salário espera?
Como o escravo suspira pela sombra ao terminar,
E como o jornaleiro aguarda seu pagamento chegar?
Assim recebi meses de vazio e noites de aflição,
E noites dolorosas me foram dadas por porção;
Quando me deito, pergunto: ‘Quando me levantarei?’
E a noite se alonga enquanto eu me reviro e cansarei.”
(estrofe 2)
“Meu corpo se cobre de vermes e crostas sem cessar,
Minha pele se rompe e volta a se fechar;
Meus dias passam mais velozes que a lançadeira do tecelão,
E chegam ao fim sem esperança de consolação.
Lembra-te de que minha vida é apenas um sopro,
E meus olhos não verão novamente o bem em meu corpo;
Os olhos de quem agora me vê não me verão mais,
E quando me procurarem, já não estarei nos seus sinais.”
(estrofe 3)
“Assim como a nuvem desaparece e se desfaz,
Quem desce à sepultura não retorna jamais;
Não voltará à sua casa, nem seu lugar o reconhecerá,
E sua morada antiga dele não mais se lembrará.
Por isso não conterei minha boca nesta aflição,
Falarei na angústia, exprimirei minha reclamação;
Minha alma escolheria antes sufocar e morrer,
Pois minha vida se tornou um peso difícil de viver.”
(refrão)
Jó contempla a brevidade de uma vida ferida pela dor,
E pergunta ao silêncio por que sofre sem entender seu Senhor;
Jesus também chorou diante da morte e da aflição,
E acolheu quem carregava tristeza dentro do coração.
A dor não precisa esconder-se para a fé permanecer,
Nem todo sofrimento precisa de culpa para se explicar e entender;
Quem sofre pode clamar, perguntar e até lamentar,
Pois Deus não deixa de ouvir quem decide se expressar.
(refrão especial)
Tudo isto está na Bíblia, mas preste muita atenção:
O que for de maltratar o próximo, não é de Deus Revelação.
Se abençoar um só povo, não é do amor universal de Jesus,
Tudo diferente ao ensino dEle, nunca nos serve como luz.
O mundo todo é amado de Deus, Ele não ignora ninguém,
Cada credo O entende diferente, como entre nós ocorre também.
Sobre Bíblia e tudo no mundo, Ele é o melhor que Deus nos deu,
Diferindo Sua Palavra, dos acréscimos do que dEle se entendeu.
(estrofe 4)
“Que é o homem para que tanto o engrandeças,
E que é ele para que tanto o conheças?
Por que o visitas cada manhã sem descansar,
E a cada instante o provas sem o deixar escapar?
Até quando não tirarás de mim os olhos, afinal,
Nem me deixarás sozinho por um momento sequer no mal?
Se pequei, que posso fazer contra Ti, ó Guardião?
Por que me tornei um alvo para tua observação?”
(estrofe 5)
“Se pequei, o que te fiz, ó Observador dos homens?
Por que me tornaste pesado aos meus próprios nomes?
Por que não perdoas logo minha transgressão,
E não removes de mim a minha iniquidade e aflição?
Agora dormirei no pó, e quando me procurares,
Não estarei mais aqui, por mais que me chamares;
Minha vida se vai como uma nuvem que se desfaz,
E quem desce à sepultura não retorna jamais.”
(refrão)
Jó pergunta por que Deus parece tão perto e tão severo,
Enquanto sua existência se desfaz num caminho austero;
Jesus revelou um Deus que conhece a fragilidade humana,
Que acolhe o quebrantado e a ninguém abandona.
O lamento de Jó revela a profundidade da solidão,
Mas suas conclusões sobre Deus nascem da própria aflição;
Quando a imagem de Deus contradiz a face de Jesus,
É Sua vida que deve orientar-nos para a verdadeira luz.
(refrão especial)
Tudo isto está na Bíblia, mas preste muita atenção:
O que for de maltratar o próximo, não é de Deus Revelação.
Se abençoar um só povo, não é do amor universal de Jesus,
Tudo diferente ao ensino dEle, nunca nos serve como luz.
O mundo todo é amado de Deus, Ele não ignora ninguém,
Cada credo O entende diferente, como entre nós ocorre também.
Sobre Bíblia e tudo no mundo, Ele é o melhor que Deus nos deu,
Diferindo Sua Palavra, dos acréscimos do que dEle se entendeu.
COERÊNCIA COM JESUS E ACRÉSCIMO HUMANO
Em Jó 7, encontra-se forte coerência com Jesus na honestidade diante da dor, na possibilidade de lamentar, questionar e expor a angústia sem esconder o sofrimento. Jó não apresenta uma fé artificial; ele fala a partir de sua experiência concreta, sentindo que sua vida é breve, pesada e marcada por noites sem descanso. Essa sinceridade pode ser aproximada da vida de Jesus, que também não tratou a dor humana como algo que devesse ser simplesmente negado ou escondido. Entretanto, as afirmações de Jó sobre Deus como alguém que o observa incessantemente, o atormenta e o transforma em alvo de sua vigilância precisam ser vistas como percepções de Jó em meio ao sofrimento, e não necessariamente como uma descrição definitiva de quem Deus é. Jesus revela Deus de modo diferente: próximo do sofredor, misericordioso, acolhedor e comprometido com a vida. O desejo de Jó de morrer expressa a intensidade de seu desespero, mas não deve ser transformado em ensinamento ou vontade divina. Segundo o princípio adotado nesta leitura, somente aquilo que for coerente com Jesus, Seus ensinos e Suas vivências pode ser entendido como Revelação, vontade e Palavra de Deus. Este é o único princípio absoluto para compreender a inspiração divina, a verdadeira Palavra e a Vontade de Deus. Tudo aquilo que não for coerente com Jesus deve ser entendido como “Acréscimo Humano”, bem-intencionado ou não. Assim, em Jó 7, o lamento, a sinceridade diante da dor, a valorização da experiência humana e a possibilidade de clamar encontram sintonia com Jesus; já a imagem de um Deus que deliberadamente atormenta e vigia o ser humano de maneira opressiva deve ser considerada Acréscimo Humano quando confrontada com a vida e os ensinamentos de Jesus.
BIBLIOGRAFIA
ALTER, Robert. The Wisdom Books: Job, Proverbs, and Ecclesiastes: A Translation with Commentary. New York: W. W. Norton, 2010.
HABEL, Norman C. The Book of Job: A Commentary. Philadelphia: Westminster Press, 1985.
HARTLEY, John E. The Book of Job. Grand Rapids: William B. Eerdmans Publishing Company, 1988.
---------------------------------
Pr.Psi Jônatas David Brandão Mota... pastorado4
teologia, direito, psicologia, jornalismo (serviço social)
(estrofe 1)
Bildade então responde, com palavras de repreensão,
“Até quando falarás assim, em tamanha agitação?
Tuas palavras são vendaval, parecem forte furacão,
Acaso Deus perverte a justiça, ou torce o direito em vão?
Se teus filhos contra Ele pecaram, sofreram sua transgressão,
Busca agora o Todo-Poderoso, apresenta tua petição,
Se fores puro e íntegro, Ele ouvirá tua oração,
E teu futuro será maior que o princípio de tua aflição.”
(estrofe 2)
“Consulta as gerações antigas, pergunta ao tempo que passou,
Nós nascemos ontem, nossa vida como sombra se mostrou;
Que os antigos te ensinem aquilo que o passado conservou,
E das palavras dos sábios aprende o saber que o tempo guardou.
Pode o papiro crescer sem água, sem pântano e sem chão?
Pode o junco florescer longe da fonte que lhe dá sustentação?
Assim perece aquele que esquece Deus em sua habitação,
E a esperança do ímpio se desfaz como frágil vegetação.”
(estrofe 3)
Sua confiança é semelhante à casa que a aranha construiu,
Ele se apoia em sua teia, mas o fio nunca o garantiu;
Se alguém a derrubar, aquilo que parecia firme caiu,
E sua morada desaparece, embora antes muito resistiu.
Pode crescer verde e forte, junto à água e ao jardim,
Mas o calor lhe toca a raiz, e sua aparência chega ao fim;
Assim acontece ao perverso, mesmo quando parece sem declínio,
E sua própria existência desaparece, como planta sem destino.
(refrão)
Deus é justo, diz Bildade, e não abandona o coração fiel,
Mas Jesus mostra o amor de Deus descendo sobre todo céu;
Nem toda dor é castigo, nem sofrimento prova transgressão,
O Pai acolhe quem padece e não condena pela aflição.
Quem chora precisa de cuidado, compaixão e compreensão,
Não de acusações lançadas como pedras contra o coração;
A justiça que Jesus revela é misericórdia que conduz,
E o amor ao próximo é o caminho que Sua vida traduz.
(refrão especial)
Tudo isto está na Bíblia, mas preste muita atenção:
O que for de maltratar o próximo, não é de Deus Revelação.
Se abençoar um só povo, não é do amor universal de Jesus,
Tudo diferente ao ensino dEle, nunca nos serve como luz.
O mundo todo é amado de Deus, Ele não ignora ninguém,
Cada credo O entende diferente, como entre nós ocorre também.
Sobre Bíblia e tudo no mundo, Ele é o melhor que Deus nos deu,
Diferindo Sua Palavra, dos acréscimos do que dEle se entendeu.
(estrofe 4)
“Deus jamais rejeita o íntegro, nem ampara a mão do malfeitor,
Mas enche de alegria a boca daquele que vive com valor;
Ainda pode o justo recomeçar, depois de atravessar a dor,
E sua morada florescer novamente, renovada pelo favor.
Aqueles que te odeiam ficarão cobertos de confusão,
E a casa dos perversos desaparecerá sem sustentação;
O justo pode esperar que Deus lhe devolva a canção,
E a tenda de quem busca o bem encontrará restauração.”
(estrofe 5)
Assim falou Bildade, sustentando sua antiga convicção,
Que a justiça divina explicaria toda humana situação;
Para ele, o destino do homem revelava sua condição,
E o sofrimento seria sinal de culpa ou de correção.
Mas sua certeza não alcança toda a profundidade da questão,
Pois Jó sofre sem que sua dor prove sua condenação;
A experiência humana não cabe numa simples equação,
E somente a verdade do amor pode iluminar o coração.
(refrão)
Nem todo sofrimento nasce de culpa ou condenação,
Jesus não transforma o aflito em alvo de acusação;
Ele vê quem está ferido e oferece acolhimento e perdão,
Chama o cansado para perto e lhe estende Sua mão.
A justiça de Deus não pode ser reduzida a recompensa material,
Nem toda prosperidade demonstra que alguém é espiritual;
Quando a dor chegar, lembremos o caminho que Jesus viveu:
Amar, cuidar, compreender e servir, como Ele mesmo nos ensinou.
(refrão especial)
Tudo isto está na Bíblia, mas preste muita atenção:
O que for de maltratar o próximo, não é de Deus Revelação.
Se abençoar um só povo, não é do amor universal de Jesus,
Tudo diferente ao ensino dEle, nunca nos serve como luz.
O mundo todo é amado de Deus, Ele não ignora ninguém,
Cada credo O entende diferente, como entre nós ocorre também.
Sobre Bíblia e tudo no mundo, Ele é o melhor que Deus nos deu,
Diferindo Sua Palavra, dos acréscimos do que dEle se entendeu.
COERÊNCIA COM JESUS E ACRÉSCIMO HUMANO
Em Jó 8, há uma parte coerente com Jesus: a afirmação de que Deus é justo, a busca pela sabedoria, a valorização da experiência acumulada e a rejeição da maldade encontram pontos de contato com o ensino e a vida de Jesus. Também é legítimo procurar compreender a vida à luz da justiça e da responsabilidade. Entretanto, Bildade ultrapassa esse princípio quando transforma o sofrimento em evidência de culpa e chega a insinuar que os filhos de Jó morreram por causa de seus pecados. Essa interpretação não é coerente com Jesus, que rejeitou a ideia de que uma tragédia ou enfermidade pudesse, por si mesma, provar maior culpa daquele que sofreu; em João 9, por exemplo, Jesus recusou a associação automática entre sofrimento e pecado, e em Lucas 13 também não tratou as vítimas de uma tragédia como mais culpadas que outras. Além disso, Bildade apresenta uma visão excessivamente mecânica da justiça: o justo prosperaria e o perverso seria destruído, como se os acontecimentos terrenos fossem uma espécie de tabela imediata de recompensa e punição. O próprio desenvolvimento do livro de Jó questiona essa lógica. Segundo o princípio adotado nesta leitura, somente aquilo que for coerente com Jesus, Seus ensinos e Suas vivências pode ser entendido como Revelação, vontade e Palavra de Deus. Este é o único princípio absoluto para compreender o que seja inspiração divina, a verdadeira Palavra e a Vontade de Deus. Tudo aquilo que não for coerente com Jesus deve ser entendido como “Acréscimo Humano”, bem-intencionado ou não. Assim, em Jó 8, a defesa da justiça, a busca da sabedoria e a esperança no bem podem dialogar com Jesus; já a acusação implícita contra Jó e seus filhos, a interpretação automática da tragédia como castigo e a associação entre prosperidade e retidão precisam ser reconhecidas como Acréscimo Humano quando confrontadas com a vida, os ensinos e as vivências de Jesus.
BIBLIOGRAFIA
HABEL, Norman C. The Book of Job: A Commentary. Philadelphia: Westminster Press, 1985.
HARTLEY, John E. The Book of Job. Grand Rapids: William B. Eerdmans Publishing Company, 1988.
ALTER, Robert. The Wisdom Books: Job, Proverbs, and Ecclesiastes: A Translation with Commentary. New York: W. W. Norton, 2010.
SEOW, C. L. Job 1–21: Interpretation and Commentary. Grand Rapids: William B. Eerdmans Publishing Company, 2013.
ASH, Christopher. Job: The Wisdom of the Cross. Downers Grove: IVP Academic, 2014.
---------------------------------
Pr.Psi Jônatas David Brandão Mota... pastorado4
teologia, direito, psicologia, jornalismo (serviço social)
(estrofe 1)
Jó então respondeu: “Eu sei que assim realmente é,
Mas como pode o ser humano diante de Deus provar sua fé?
Se quiser contender com Ele, quem responderá de pé?
Entre mil perguntas, nenhuma resposta encontrará, se puder.
De coração sábio e poderoso, Deus move montes de seu lugar,
E eles não sabem quando Sua mão os vem deslocar;
Sacode a terra de seu eixo, faz seus pilares estremecer,
E ao sol ordena que não brilhe, e as estrelas deixa esconder.
(estrofe 2)
Ele sozinho estende os céus sobre o mar enfurecido,
Caminha sobre as ondas e faz o grande monstro ser vencido;
Fez a Ursa, Órion, as Plêiades e o Sul desconhecido,
Realiza coisas grandiosas, cujo número não é medido.
Passa diante de mim, não O vejo; segue adiante, não O posso notar,
Quando Ele toma alguma coisa, quem poderá fazê-Lo retornar?
Se O chamasse para julgamento, quem poderia contestar?
Mesmo que eu tivesse razão, minhas palavras teria de preparar.
(estrofe 3)
Se eu clamasse e Ele respondesse, ainda não saberia confiar,
Pois Sua grandeza poderia minha voz silenciar;
Mesmo sendo justo, não ousaria contra Ele argumentar,
Antes pediria misericórdia ao meu próprio julgar.
Se apelasse para a força, Ele é muito mais poderoso;
Se buscasse o direito, quem seria meu juiz verdadeiro e honroso?
Não há árbitro entre nós que ponha a mão sobre os dois,
Que retire de mim o medo e me faça falar depois.
(refrão)
Jesus nos mostra Deus não como distância, mas como aproximação,
E chama o cansado para perto, oferecendo acolhimento e compaixão;
Jó deseja um mediador que possa entre os dois se colocar,
E Jesus se apresenta no caminho para reconciliar.
A grandeza de Deus não precisa esmagar quem vive em aflição,
Sua justiça se revela também no cuidado e no perdão;
Onde Jó procura alguém que lhe permita livremente falar,
Jesus mostra um Pai que conhece e deseja escutar.
(refrão especial)
Tudo isto está na Bíblia, mas preste muita atenção:
O que for de maltratar o próximo, não é de Deus Revelação.
Se abençoar um só povo, não é do amor universal de Jesus,
Tudo diferente ao ensino dEle, nunca nos serve como luz.
O mundo todo é amado de Deus, Ele não ignora ninguém,
Cada credo O entende diferente, como entre nós ocorre também.
Sobre Bíblia e tudo no mundo, Ele é o melhor que Deus nos deu,
Diferindo Sua Palavra, dos acréscimos do que dEle se entendeu.
(estrofe 4)
Minha vida passa veloz, mais ligeira que um corredor,
Como barco que desaparece, levado pelo vento sem vigor;
Como águia que mergulha sobre a presa em seu voo veloz,
Assim meus dias se dissolvem sem que eu consiga ouvir minha própria voz.
Se eu disser: “Esquecerei meu lamento, mudarei minha expressão”,
Ainda sentirei medo de toda minha situação;
Sei que não serei declarado justo apenas pelo meu falar,
E de minha própria boca não posso minha inocência confirmar.
(estrofe 5)
Mesmo que fosse perfeito, minha boca me condenaria,
E mesmo sendo íntegro, minha dor minha culpa pareceria;
Tudo me parece igual: Deus pode entregar o justo ao poder do mal,
E fazer da terra um lugar onde a justiça parece desigual.
Se não fosse Ele, quem mais poderia impedir tal perversidade?
Quem poderia perguntar por que sofre o homem em sua fragilidade?
Se houvesse entre nós um árbitro para julgar sem parcialidade,
Eu falaria sem temor, buscando justiça e verdade.
(refrão)
Jesus não ensinou que a dor revela automaticamente culpabilidade,
Nem que a desgraça de alguém demonstra sua maldade;
Ele viu o ser humano antes da etiqueta e da condenação,
E colocou misericórdia acima da simples acusação.
Jó procura uma voz que o escute sem o esmagar,
Jesus ensina a amar, perdoar, servir e restaurar;
A verdadeira justiça não precisa humilhar quem está no chão,
Pois Deus se revela no amor que alcança cada coração.
(refrão especial)
Tudo isto está na Bíblia, mas preste muita atenção:
O que for de maltratar o próximo, não é de Deus Revelação.
Se abençoar um só povo, não é do amor universal de Jesus,
Tudo diferente ao ensino dEle, nunca nos serve como luz.
O mundo todo é amado de Deus, Ele não ignora ninguém,
Cada credo O entende diferente, como entre nós ocorre também.
Sobre Bíblia e tudo no mundo, Ele é o melhor que Deus nos deu,
Diferindo Sua Palavra, dos acréscimos do que dEle se entendeu.
COERÊNCIA COM JESUS E ACRÉSCIMO HUMANO
Em Jó 9, há forte coerência com Jesus na honestidade de Jó diante do sofrimento, na busca pela justiça, no reconhecimento da grandeza de Deus e, sobretudo, no desejo de encontrar um mediador que permita ao ser humano falar sem ser esmagado pelo medo. A imagem do árbitro que possa colocar a mão sobre Deus e sobre o homem expressa a profunda necessidade humana de aproximação, compreensão e reconciliação; nessa perspectiva, encontra uma correspondência especialmente significativa no ministério de Jesus, que se aproxima dos marginalizados, dos sofredores e dos acusados. Também é importante perceber que Jó questiona a aparente desigualdade da vida e não aceita simplesmente uma explicação fácil para sua situação. Por outro lado, algumas imagens de Jó sobre Deus — especialmente quando parecem apresentar Deus como alguém que arbitrariamente destrói, confunde a justiça ou entrega o justo ao poder do mal — não devem ser tomadas como descrição definitiva do caráter divino quando confrontadas com Jesus. O capítulo registra a percepção de Jó em sua angústia, e não necessariamente uma declaração final sobre quem Deus é. Segundo o princípio adotado nesta leitura, só pode ser entendido como Revelação, vontade e Palavra de Deus aquilo que for coerente com Jesus, Seus ensinos e Suas vivências. Este é o único princípio absoluto para compreender o que seja inspiração divina, a verdadeira Palavra e a Vontade de Deus. Tudo aquilo que não for coerente com Jesus deve ser entendido como “Acréscimo Humano”, bem-intencionado ou não. Assim, a sinceridade de Jó, sua busca por justiça, seu desejo de diálogo e sua necessidade de um mediador podem ser acolhidos como experiências profundamente humanas e compatíveis com o caminho de Jesus; já a representação de Deus como agente arbitrário do sofrimento ou como alguém que necessariamente torna impossível a justiça deve ser considerada Acréscimo Humano quando confrontada com a revelação de Deus presente na vida e nos ensinamentos de Jesus.
BIBLIOGRAFIA
HABEL, Norman C. The Book of Job: A Commentary. Philadelphia: Westminster Press, 1985.
HARTLEY, John E. The Book of Job. Grand Rapids: William B. Eerdmans Publishing Company, 1988.
ALTER, Robert. The Wisdom Books: Job, Proverbs, and Ecclesiastes: A Translation with Commentary. New York: W. W. Norton, 2010.
SEOW, C. L. Job 1–21: Interpretation and Commentary. Grand Rapids: William B. Eerdmans Publishing Company, 2013.
ASH, Christopher. Job: The Wisdom of the Cross. Downers Grove: IVP Academic, 2014.
---------------------------------
Pr.Psi Jônatas David Brandão Mota... pastorado4
teologia, direito, psicologia, jornalismo (serviço social)
(estrofe 1)
Minha alma está cansada desta vida e desta aflição,
Falarei sem esconder minha amarga lamentação;
Direi a Deus: “Não me condenes, mostra-me a acusação,
Por que me persegues, se conheces meu coração?
Por acaso Te agrada oprimir, desprezar o que Tu criaste,
Enquanto favoreces o conselho do perverso que adotaste?
Tens olhos como os homens, ou enxergas como eles veem?
Tens dias tão breves quanto os nossos, ou sabes tudo que eles não sabem?”
(estrofe 2)
Sabes que não sou perverso, ninguém pode me arrancar de Tua mão,
Tuas próprias mãos me fizeram, deram-me forma e constituição;
Depois me cercaste, me guardaste, deste-me vida e respiração,
Tua providência conservou meu espírito em sua habitação.
Mas escondeste estas coisas dentro do Teu coração,
E agora parece que conheces a minha condenação;
Sei que tudo isso estava em Teu propósito desde a criação,
E que ninguém pode livrar-me quando Tua mão pesa sobre mim em opressão.
(estrofe 3)
Se peco, Tu me observas, e não me deixas sem acusação,
Se sou justo, ainda assim não encontro libertação;
Se levanto a cabeça, Tu me persegues como leão,
E contra mim renovas Teus prodígios de aflição.
Tuas testemunhas se levantam, e aumentas minha indignação,
Uma tropa após outra vem contra mim em sucessão;
Mudam-se sobre mim Teus juízos, multiplicam-se sem cessar,
E novos exércitos de sofrimento parecem contra mim avançar.
(refrão)
Jesus revela um Deus que conhece a dor e não abandona o ferido,
Que acolhe o cansado e não o deixa pelo caminho esquecido;
Jó pergunta ao Criador: “Por que me fizeste e agora me destróis?”,
E Jesus mostra misericórdia onde havia culpa, medo e algoz.
A vida não deve ser julgada apenas pelo sofrimento que contém,
Nem toda aflição significa que o sofredor praticou algum desdém;
Deus pode ser buscado até mesmo quando a alma está em confusão,
Pois Jesus ensina que o amor permanece acima da condenação.
(refrão especial)
Tudo isto está na Bíblia, mas preste muita atenção:
O que for de maltratar o próximo, não é de Deus Revelação.
Se abençoar um só povo, não é do amor universal de Jesus,
Tudo diferente ao ensino dEle, nunca nos serve como luz.
O mundo todo é amado de Deus, Ele não ignora ninguém,
Cada credo O entende diferente, como entre nós ocorre também.
Sobre Bíblia e tudo no mundo, Ele é o melhor que Deus nos deu,
Diferindo Sua Palavra, dos acréscimos do que dEle se entendeu.
(estrofe 4)
Tuas mãos me fizeram, cuidadosamente me plasmaram,
Como barro, pouco a pouco, meus contornos modelaram;
Depois me feriste, e de repente parece que me desampararam,
Lembra-Te de que sou pó, embora Tuas mãos me formaram.
Concedeste-me vida, bondade e Teu cuidado sobre mim,
Tua atenção guardava meu espírito até chegar ao fim;
Mas agora parece que a adversidade cresce sem cessar,
E aquilo que antes era cuidado tornou-se difícil suportar.
(estrofe 5)
Por que então me tiraste do ventre, para eu morrer sem ser visto?
Quase como se nunca tivesse existido, desaparecido e imprevisto;
Eu seria levado do ventre diretamente ao sepulcro,
E meus dias seriam apenas uma sombra sobre o mundo.
Não são poucos os meus dias? Afasta-Te, deixa-me respirar,
Antes que eu vá para onde não há retorno para voltar;
Para a terra de trevas, de profunda escuridão,
Onde não há ordem, e a própria luz parece confusão.
(refrão)
Jesus não responde à dor humana com desprezo ou acusação,
Nem transforma o sofrimento em simples prova de condenação;
Ele entra na história humana, toca feridas, chora e compadece,
E diante do sofrimento, a misericórdia permanece.
Jó pergunta pelo sentido da vida que lhe parece escapar,
E sua pergunta dolorosa também pode diante de Deus ficar;
A fé verdadeira não precisa esconder sua inquietação,
Pois buscar a Deus com sinceridade também é oração.
(refrão especial)
Tudo isto está na Bíblia, mas preste muita atenção:
O que for de maltratar o próximo, não é de Deus Revelação.
Se abençoar um só povo, não é do amor universal de Jesus,
Tudo diferente ao ensino dEle, nunca nos serve como luz.
O mundo todo é amado de Deus, Ele não ignora ninguém,
Cada credo O entende diferente, como entre nós ocorre também.
Sobre Bíblia e tudo no mundo, Ele é o melhor que Deus nos deu,
Diferindo Sua Palavra, dos acréscimos do que dEle se entendeu.
COERÊNCIA COM JESUS E ACRÉSCIMO HUMANO
Em Jó 10, encontra-se forte coerência com Jesus na sinceridade absoluta de Jó diante de sua dor, na valorização da vida, na consciência de que o ser humano foi formado por Deus e, sobretudo, na liberdade de apresentar a Deus perguntas difíceis sem fingir que tudo está bem. Jó reconhece que foi formado pelas mãos do Criador, recebeu vida, cuidado e existência, mas não consegue compreender por que sua experiência passou da sensação de proteção para a de sofrimento. Essa tensão é profundamente humana e pode ser acolhida numa espiritualidade centrada em Jesus, que não desprezou os que choravam nem tratou a dor como assunto proibido. Entretanto, as imagens pelas quais Jó percebe Deus como perseguidor, acusador, opressor ou responsável direto por sua destruição não devem ser tomadas automaticamente como revelação definitiva sobre o caráter divino. São palavras de um homem em profunda angústia, tentando interpretar sua experiência. Também o desejo de não ter nascido e de morrer expressa o tamanho do sofrimento de Jó, mas não constitui, por si mesmo, uma vontade de Deus nem um ensinamento divino. Segundo o princípio adotado nesta leitura, só pode ser entendido como Revelação, vontade e Palavra de Deus aquilo que for coerente com Jesus, Seus ensinos e Suas vivências. Este é o único princípio absoluto para compreender o que seja inspiração divina, a verdadeira Palavra e a Vontade de Deus. Tudo aquilo que não for coerente com Jesus deve ser entendido como “Acréscimo Humano”, bem-intencionado ou não. Assim, a honestidade do lamento, a valorização da vida recebida, a busca de sentido e a possibilidade de questionar diante de Deus são coerentes com uma fé que pode encontrar em Jesus acolhimento e verdade; já a imagem de Deus como alguém que deliberadamente persegue, tortura ou destrói o ser humano precisa ser considerada Acréscimo Humano quando confrontada com a vida e os ensinamentos de Jesus.
BIBLIOGRAFIA
HABEL, Norman C. The Book of Job: A Commentary. Philadelphia: Westminster Press, 1985.
HARTLEY, John E. The Book of Job. Grand Rapids: William B. Eerdmans Publishing Company, 1988.
ALTER, Robert. The Wisdom Books: Job, Proverbs, and Ecclesiastes: A Translation with Commentary. New York: W. W. Norton, 2010.
SEOW, C. L. Job 1–21: Interpretation and Commentary. Grand Rapids: William B. Eerdmans Publishing Company, 2013.
ASH, Christopher. Job: The Wisdom of the Cross. Downers Grove: IVP Academic, 2014.
---------------------------------
Pr.Psi Jônatas David Brandão Mota... pastorado4
teologia, direito, psicologia, jornalismo (serviço social)
(estrofe 1)
Então Zofar respondeu e começou sua argumentação,
“Será que tantas palavras não merecem contestação?
Ficará o homem falador sempre sem repreensão,
E tua língua enganadora passará por aprovação?
Tu disseste: ‘Meu ensino é puro, sou limpo diante do Senhor’,
E ainda afirmaste: ‘Aos teus olhos não existe meu erro interior’;
Mas quem dera Deus falasse e abrisse contra ti Sua mão,
Mostrando os segredos da sabedoria e sua dupla dimensão.”
(estrofe 2)
Saberias então que Deus exige menos do que tua culpa mereceria,
Pois Deus conhece o mistério que tua mente jamais alcançaria;
Podes descobrir a profundidade do Todo-Poderoso?
Alcançarás a perfeição daquele que é tão grandioso?
Mais alto que o céu, o que poderás fazer para atingir?
Mais profundo que o abismo, que poderás descobrir?
Sua medida é mais extensa que a terra e maior que o oceano,
Se Ele passa, prende e julga, quem poderá mudar Seu plano?
(estrofe 3)
Deus conhece os homens vãos e vê sua falsa intenção,
Observa a maldade escondida no fundo do coração;
O homem vazio pode parecer sábio aos próprios olhos,
Mas Deus conhece seus caminhos, seus desvios e seus escolhos.
Tu disseste: “Ele não verá”, mas ninguém se oculta de Seu olhar,
Pois quem conhece toda a humanidade sabe onde cada um está;
Por isso, prepara teu coração, estende a Deus tua mão,
E remove de tua casa a injustiça e toda transgressão.
(refrão)
Zofar fala de Deus como grandeza que ninguém pode medir,
Mas Jesus mostra que a grandeza também sabe servir;
Nem todo sofrimento prova pecado ou transgressão,
Nem toda censura ao aflito conduz à restauração.
Jesus acolhe o pecador sem esmagá-lo pela acusação,
E chama à mudança oferecendo misericórdia e perdão;
Conhecer a Deus não é somente temer Sua imensidão,
É aprender com Jesus o caminho do amor e da compaixão.
(refrão especial)
Tudo isto está na Bíblia, mas preste muita atenção:
O que for de maltratar o próximo, não é de Deus Revelação.
Se abençoar um só povo, não é do amor universal de Jesus,
Tudo diferente ao ensino dEle, nunca nos serve como luz.
O mundo todo é amado de Deus, Ele não ignora ninguém,
Cada credo O entende diferente, como entre nós ocorre também.
Sobre Bíblia e tudo no mundo, Ele é o melhor que Deus nos deu,
Diferindo Sua Palavra, dos acréscimos do que dEle se entendeu.
(estrofe 4)
Se preparares teu coração e estenderes a mão para o Senhor,
Se afastando a injustiça e não deres lugar ao temor,
Então levantarás teu rosto sem vergonha nem constrangimento,
Ficarás firme, sem medo, diante de qualquer sofrimento.
Esquecerás tuas dores, como águas que passaram pelo chão,
Teus dias serão mais claros que o brilho da manhã;
Tua esperança crescerá, ainda que exista escuridão,
E descansarás seguro, protegido de toda perturbação.
(estrofe 5)
Deitar-te-ás sem que alguém possa fazer-te estremecer,
Muitos procurarão teu favor e virão até ti para te conhecer;
Mas os olhos dos perversos se apagarão no seu caminho,
Sua esperança desaparecerá, deixando-os sem abrigo.
Para eles, fugir será inútil, não encontrarão direção,
E sua esperança será apenas o último sopro de sua mão;
Assim Zofar encerra sua fala, chamando Jó à conversão,
Prometendo-lhe segurança se abandonar toda transgressão.
(refrão)
Jesus também chama o ser humano à mudança interior,
Mas faz isso pelo caminho da misericórdia, da graça e do amor;
Não transforma a dor do outro em prova de condenação,
Nem usa o sofrimento alheio como arma de acusação.
Zofar oferece restauração mediante uma explicação moral,
Mas Jesus revela um amor que ultrapassa a lógica do bem material;
Quem procura Deus precisa também aprender a compreender,
Que amar, servir e perdoar é o caminho para viver.
(refrão especial)
Tudo isto está na Bíblia, mas preste muita atenção:
O que for de maltratar o próximo, não é de Deus Revelação.
Se abençoar um só povo, não é do amor universal de Jesus,
Tudo diferente ao ensino dEle, nunca nos serve como luz.
O mundo todo é amado de Deus, Ele não ignora ninguém,
Cada credo O entende diferente, como entre nós ocorre também.
Sobre Bíblia e tudo no mundo, Ele é o melhor que Deus nos deu,
Diferindo Sua Palavra, dos acréscimos do que dEle se entendeu.
COERÊNCIA COM JESUS E ACRÉSCIMO HUMANO
Em Jó 11, há elementos que podem dialogar com Jesus, especialmente o reconhecimento de que a realidade de Deus ultrapassa a compreensão humana, a valorização da sinceridade interior e o convite à transformação da própria conduta. A ideia de que o ser humano não conhece tudo e não pode colocar sua própria compreensão acima de toda sabedoria também é compatível com uma postura de humildade. Entretanto, Zofar utiliza essa verdade para transformar sua opinião sobre Deus em uma espécie de diagnóstico da situação de Jó: ele insinua que Jó é culpado, afirma que sua condição deveria ser ainda mais severa e apresenta a restauração como consequência de uma suposta correção moral. Isso não é coerente com Jesus quando usado para julgar alguém que sofre. Jesus não tratou a dor humana como prova automática de pecado e, em diversas situações, aproximou-se justamente daqueles que eram considerados culpados ou indignos pelos religiosos de seu tempo. O problema de Zofar não está em reconhecer a grandeza de Deus, mas em pretender conhecer exatamente a razão do sofrimento de Jó e usar essa pretensão para acusá-lo. Segundo o princípio adotado nesta leitura, só pode ser entendido como Revelação, vontade e Palavra de Deus aquilo que for coerente com Jesus, Seus ensinos e Suas vivências. Este é o único princípio absoluto para compreender o que seja inspiração divina, a verdadeira Palavra e a Vontade de Deus. Tudo aquilo que não for coerente com Jesus deve ser entendido como “Acréscimo Humano”, bem-intencionado ou não. Assim, a humildade diante do mistério divino, a busca de transformação e o abandono da injustiça podem encontrar sintonia com Jesus; porém, a acusação de que o sofrimento de Jó necessariamente resulta de culpa, a afirmação de que Deus o estaria castigando por seus pecados e a ideia de que a prosperidade seria uma prova segura de retidão precisam ser entendidas como Acréscimo Humano quando confrontadas com Jesus.
BIBLIOGRAFIA
HABEL, Norman C. The Book of Job: A Commentary. Philadelphia: Westminster Press, 1985.
HARTLEY, John E. The Book of Job. Grand Rapids: William B. Eerdmans Publishing Company, 1988.
ALTER, Robert. The Wisdom Books: Job, Proverbs, and Ecclesiastes: A Translation with Commentary. New York: W. W. Norton, 2010.
SEOW, C. L. Job 1–21: Interpretation and Commentary. Grand Rapids: William B. Eerdmans Publishing Company, 2013.
ASH, Christopher. Job: The Wisdom of the Cross. Downers Grove: IVP Academic, 2014.
---------------------------------
Pr.Psi Jônatas David Brandão Mota... pastorado4
teologia, direito, psicologia, jornalismo (serviço social)
A CRIAÇÃO TESTEMUNHA O PODER E A SABEDORIA DE DEUS — Jó 12:7-12
DEUS GOVERNA REIS, NAÇÕES E OS CAMINHOS HUMANOS — Jó 12:13-25
(estrofe 1)
Então Jó respondeu: “Sem dúvida, somente vós sois o povo sábio,
E convosco morrerá a sabedoria quando chegar o fim do vosso horário;
Mas também tenho entendimento, não sou inferior a ninguém,
Quem não conhece estas coisas que vós conheceis tão bem?
Tornei-me motivo de riso para meu amigo, embora eu clame ao Senhor,
E aquele que é justo e íntegro tornou-se desprezado na sua dor;
Aquele que está tranquilo despreza o infortúnio de quem perdeu o chão,
E prepara-se a queda para aquele cujo pé já vacila na aflição.
(estrofe 2)
As tendas dos destruidores prosperam, e vivem seguros os provocadores de Deus,
Pensando que a própria mão lhes trouxe aquilo que possuem nos dias seus;
Pergunta, porém, aos animais, e eles te ensinarão a compreender,
Aos pássaros dos céus, e eles poderão tua mente esclarecer.
Fala com a terra, e ela responderá; com os peixes do mar também,
Quem entre todas essas criaturas não sabe que a mão de Deus as sustém?
Em Sua mão está a vida de tudo aquilo que respira e se move,
E o espírito de toda humanidade é por Ele que se conserva e se promove.
(estrofe 3)
Não está a sabedoria entre os idosos, nem somente na longa idade,
Mas com Deus está a sabedoria e a força, o conselho e a capacidade;
Ele derruba, e ninguém consegue reconstruir Sua decisão,
Fecha diante do homem, e ninguém abre a porta em oposição.
Quando retém as águas, vem a seca sobre toda a região,
Quando as deixa correr, elas cobrem a terra em inundação;
Com Ele estão a força e o verdadeiro entendimento,
Ele conhece quem engana e também o coração do violento.
(refrão)
Jó reconhece que Deus é grande e conhece toda a criação,
Mas também percebe que a vida não cabe numa simples explicação;
Jesus ensina humildade, compaixão e atenção ao sofredor,
Não permite transformar a dor de alguém em sentença de acusador.
A sabedoria não pertence apenas à idade ou à posição,
Nem todo argumento religioso revela a verdade do coração;
Quem conhece a Deus precisa aprender, como Jesus ensinou,
Que a verdadeira grandeza está no amor que Ele demonstrou.
(refrão especial)
Tudo isto está na Bíblia, mas preste muita atenção:
O que for de maltratar o próximo, não é de Deus Revelação.
Se abençoar um só povo, não é do amor universal de Jesus,
Tudo diferente ao ensino dEle, nunca nos serve como luz.
O mundo todo é amado de Deus, Ele não ignora ninguém,
Cada credo O entende diferente, como entre nós ocorre também.
Sobre Bíblia e tudo no mundo, Ele é o melhor que Deus nos deu,
Diferindo Sua Palavra, dos acréscimos do que dEle se entendeu.
(estrofe 4)
Ele quebra a corrente dos reis e os leva sem poder,
Prende os governantes e os faz perder o próprio parecer;
Desata a língua dos oradores e tira dos anciãos o discernimento,
Derrama desprezo sobre nobres e afrouxa o cinto do valente.
Ele levanta o humilde e aumenta povos que pareciam pequenos,
E faz desaparecer nações, deixando seus caminhos menos plenos;
Tira o entendimento dos chefes da terra em sua condução,
E os faz andar às cegas, perdidos sem caminho ou direção.
(estrofe 5)
Eles apalpam como quem anda na noite, sem saber por onde passar,
Como bêbados cambaleantes, sem firmeza para caminhar;
Deus conhece os poderosos, mas também vê quem está no chão,
Não se deixa enganar pela aparência, pelo trono ou posição.
Revela o que está oculto, descobre aquilo que ninguém vê,
E transforma a força dos soberbos quando decide exercer Seu poder;
Diante dEle reis e povos podem subir ou desaparecer,
E a sabedoria humana reconhece que não controla o próprio viver.
(refrão)
Jesus também mostrou que ninguém deve confiar no próprio poder,
Pois quem quiser ser maior precisa aprender a servir e compreender;
Os grandes deste mundo não possuem diante de Deus superioridade,
E o valor de uma pessoa não depende de riqueza ou autoridade.
Jó olha para a criação e reconhece uma sabedoria maior,
Jesus olha para os pequenos e revela um amor ainda maior;
A sabedoria que vem de Deus não se mede pelo poder que alguém tem,
Mas pelo amor que transforma a vida e faz o bem.
(refrão especial)
Tudo isto está na Bíblia, mas preste muita atenção:
O que for de maltratar o próximo, não é de Deus Revelação.
Se abençoar um só povo, não é do amor universal de Jesus,
Tudo diferente ao ensino dEle, nunca nos serve como luz.
O mundo todo é amado de Deus, Ele não ignora ninguém,
Cada credo O entende diferente, como entre nós ocorre também.
Sobre Bíblia e tudo no mundo, Ele é o melhor que Deus nos deu,
Diferindo Sua Palavra, dos acréscimos do que dEle se entendeu.
COERÊNCIA COM JESUS E ACRÉSCIMO HUMANO
Em Jó 12, há significativa coerência com Jesus na crítica à arrogância humana, no reconhecimento de que a verdadeira sabedoria não pertence simplesmente aos poderosos, aos mais velhos ou aos que se consideram donos da verdade, e na percepção de que toda a criação participa de uma realidade maior que o ser humano. Jó também apresenta uma observação muito importante: pessoas violentas e injustas podem prosperar, enquanto alguém íntegro pode sofrer; portanto, a realidade não confirma automaticamente a teoria de seus amigos de que prosperidade significa aprovação divina e sofrimento significa culpa. Essa percepção prepara uma crítica muito próxima do modo como Jesus questionou diversas hierarquias religiosas e sociais. Entretanto, algumas afirmações do capítulo descrevem Deus como aquele que diretamente derruba reis, confunde líderes, destrói nações e determina unilateralmente os acontecimentos humanos. Dentro do princípio cristocêntrico adotado nesta série, essas imagens precisam ser lidas com cautela, pois não podem ser simplesmente transformadas em autorização divina para violência, opressão ou desprezo pelos povos. Jesus revelou um Deus que chama ao serviço, acolhe os pequenos, ama os inimigos e rejeita a lógica de dominar o próximo. Segundo o princípio adotado nesta leitura, só pode ser entendido como Revelação, vontade e Palavra de Deus aquilo que for coerente com Jesus, Seus ensinos e Suas vivências. Este é o único princípio absoluto para compreender o que seja inspiração divina, a verdadeira Palavra e a Vontade de Deus. Tudo aquilo que não for coerente com Jesus deve ser entendido como “Acréscimo Humano”, bem-intencionado ou não. Assim, a humildade diante da sabedoria, a crítica à soberba, a percepção de que riqueza e poder não são provas de superioridade espiritual e a valorização da criação encontram profunda sintonia com Jesus; já qualquer interpretação que utilize o poder atribuído a Deus para justificar violência, dominação ou destruição de seres humanos e povos deve ser considerada Acréscimo Humano quando confrontada com Seus ensinos e Sua vida.
BIBLIOGRAFIA
HABEL, Norman C. The Book of Job: A Commentary. Philadelphia: Westminster Press, 1985.
HARTLEY, John E. The Book of Job. Grand Rapids: William B. Eerdmans Publishing Company, 1988.
ALTER, Robert. The Wisdom Books: Job, Proverbs, and Ecclesiastes: A Translation with Commentary. New York: W. W. Norton, 2010.
SEOW, C. L. Job 1–21: Interpretation and Commentary. Grand Rapids: William B. Eerdmans Publishing Company, 2013.
ASH, Christopher. Job: The Wisdom of the Cross. Downers Grove: IVP Academic, 2014.
---------------------------------
Pr.Psi Jônatas David Brandão Mota... pastorado4
teologia, direito, psicologia, jornalismo (serviço social)
(estrofe 1)
Meus olhos tudo viram, meus ouvidos já ouviram,
Compreendi essas coisas, e meus sentidos não mentiram;
O que vós sabeis, eu também sei, não sou inferior,
E desejo falar diretamente com o meu Criador.
Vós sois médicos que nada curam, conselheiros sem valor,
Quem dera vos calásseis, seria sinal de sabedoria e favor;
Se defendêsseis Deus com falsidade, seria grande erro,
E vossas palavras seriam como cinzas diante do Seu mistério.
(estrofe 2)
Escutai agora minha defesa e prestai atenção,
Não useis mentiras para proteger uma falsa explicação;
Seria bom que Deus vos examinasse como se examina o coração,
Será que conseguiríeis enganá-Lo com aparência e argumentação?
Ele certamente vos repreenderia, pois conhece a intenção,
Vossa parcialidade cairia diante de Sua visão;
Sua grandeza não precisa de discurso enganador,
E quem defende a Deus com mentira não Lhe presta verdadeiro favor.
(estrofe 3)
Calai-vos diante de mim, deixai-me falar e acontecer,
Depois venha sobre mim aquilo que tiver de sobrevir e suceder;
Por que deveria eu tomar minha carne entre os dentes,
E colocar minha vida em risco diante de dores tão pungentes?
Ainda que Ele me mate, nEle esperarei com confiança,
E diante dEle defenderei minha causa, conservando minha esperança;
Minha salvação está em apresentar-Lhe minha razão,
Pois o ímpio não permanecerá diante de Sua presença em vão.
(refrão)
Jó prefere falar com Deus a ouvir explicações sem verdade,
E Jesus também rejeita discursos que escondem a realidade;
A sinceridade diante de Deus não precisa de disfarce ou aparência,
A fé pode atravessar perguntas sem perder sua consciência.
Mais vale um coração ferido que procura a verdade com ardor,
Que uma palavra religiosa usada para encobrir a dor;
Jesus acolhe quem busca, quem pergunta e quer compreender,
Pois a verdade liberta quando nos ensina a viver.
(refrão especial)
Tudo isto está na Bíblia, mas preste muita atenção:
O que for de maltratar o próximo, não é de Deus Revelação.
Se abençoar um só povo, não é do amor universal de Jesus,
Tudo diferente ao ensino dEle, nunca nos serve como luz.
O mundo todo é amado de Deus, Ele não ignora ninguém,
Cada credo O entende diferente, como entre nós ocorre também.
Sobre Bíblia e tudo no mundo, Ele é o melhor que Deus nos deu,
Diferindo Sua Palavra, dos acréscimos do que dEle se entendeu.
(estrofe 4)
Só duas coisas peço, e então não me esconderei de Ti,
Afasta de mim Tua mão, para que eu possa falar daqui;
Não me assustes com Teu terror, nem me faças estremecer,
E depois chama-me, que responderei, disposto a Te responder.
Quantas são minhas iniquidades? Mostra-me meu pecado,
Faz-me conhecer minha culpa, se realmente estou condenado;
Por que escondes Teu rosto e me tratas como inimigo,
Como folha levada pelo vento ou palha perseguida pelo perigo?
(estrofe 5)
Escreves coisas amargas contra mim, aumentas minha punição,
E fazes-me carregar culpas que parecem sem explicação;
Colocas meus pés em cepos, vigias todos os meus caminhos,
E cercas minhas pegadas como quem controla meus espinhos.
O homem nasce frágil, como coisa que se desgasta e cai,
Como roupa consumida pela traça, que pouco a pouco se desfaz e sai;
Assim termina Jó seu clamor, diante do Deus que quer encontrar,
Pedindo compreensão para sua dor e espaço para argumentar.
(refrão)
Jesus não ensinou a esconder a verdade para parecer correto,
Nem chamou de fé a defesa de um discurso falso e incompleto;
Ele enfrentou hipocrisia, denunciou aparência e ostentação,
E colocou verdade e misericórdia acima da condenação.
Jó deseja ser ouvido sem que lhe imponham uma explicação,
Jesus também escuta o ser humano antes de emitir condenação;
Quem sofre precisa de presença, verdade e compaixão,
E não de discursos religiosos que aumentem sua aflição.
(refrão especial)
Tudo isto está na Bíblia, mas preste muita atenção:
O que for de maltratar o próximo, não é de Deus Revelação.
Se abençoar um só povo, não é do amor universal de Jesus,
Tudo diferente ao ensino dEle, nunca nos serve como luz.
O mundo todo é amado de Deus, Ele não ignora ninguém,
Cada credo O entende diferente, como entre nós ocorre também.
Sobre Bíblia e tudo no mundo, Ele é o melhor que Deus nos deu,
Diferindo Sua Palavra, dos acréscimos do que dEle se entendeu.
COERÊNCIA COM JESUS E ACRÉSCIMO HUMANO
Em Jó 13, há uma forte coerência com Jesus na rejeição da hipocrisia religiosa, na busca sincera pela verdade, na liberdade de questionar e na recusa de utilizar argumentos religiosos para defender uma imagem de Deus à custa da verdade humana. Jó percebe que seus amigos estão tentando explicar sua situação com discursos religiosos que, em vez de ajudá-lo, tornam sua dor ainda mais pesada. Sua afirmação de que prefere apresentar sua causa diretamente a Deus expressa uma confiança paradoxal: mesmo sofrendo e questionando, ele ainda considera possível procurar Deus e dialogar com Ele. Isso se aproxima do modo como Jesus confrontou os discursos religiosos que colocavam aparência, tradição e julgamento acima da misericórdia. Também é coerente com Jesus a rejeição da falsidade usada para defender Deus, pois uma verdade que precisa de mentira para ser sustentada deixa de corresponder ao caráter de Deus revelado por Jesus. Por outro lado, algumas imagens de Jó continuam apresentando Deus como alguém que deliberadamente o aterroriza, vigia seus passos, acumula acusações contra ele e o trata como inimigo. Essas descrições devem ser compreendidas como expressões da experiência e da angústia de Jó, e não automaticamente como revelação definitiva sobre Deus. Segundo o princípio adotado nesta leitura, só pode ser entendido como Revelação, vontade e Palavra de Deus aquilo que for coerente com Jesus, Seus ensinos e Suas vivências. Este é o único princípio absoluto para compreender o que seja inspiração divina, a verdadeira Palavra e a Vontade de Deus. Tudo aquilo que não for coerente com Jesus deve ser entendido como “Acréscimo Humano”, bem-intencionado ou não. Assim, a sinceridade de Jó, sua rejeição à mentira religiosa, sua busca direta pela verdade e seu desejo de ser ouvido encontram profunda sintonia com Jesus; já a representação de Deus como perseguidor, inimigo ou agente deliberado de terror precisa ser entendida como Acréscimo Humano quando confrontada com a vida, os ensinamentos e as vivências de Jesus.
BIBLIOGRAFIA
HABEL, Norman C. The Book of Job: A Commentary. Philadelphia: Westminster Press, 1985.
HARTLEY, John E. The Book of Job. Grand Rapids: William B. Eerdmans Publishing Company, 1988.
ALTER, Robert. The Wisdom Books: Job, Proverbs, and Ecclesiastes: A Translation with Commentary. New York: W. W. Norton, 2010.
SEOW, C. L. Job 1–21: Interpretation and Commentary. Grand Rapids: William B. Eerdmans Publishing Company, 2013.
ASH, Christopher. Job: The Wisdom of the Cross. Downers Grove: IVP Academic, 2014.
---------------------------------
Pr.Psi Jônatas David Brandão Mota... pastorado4
teologia, direito, psicologia, jornalismo (serviço social)
(estrofe 1)
O homem, nascido da mulher, vive poucos dias,
Sua vida é cheia de lutas, tristezas e agonias;
Como a flor, ele desponta e logo desaparece,
Como a sombra que passa, rapidamente se esmorece.
Sobre ele se abres teus olhos, para então julgá-lo,
E o levas ao teu tribunal, sem tempo para esperá-lo;
Quem poderá tirar o puro de um ser tão limitado?
Seus dias já foram contados, seu tempo determinado.
(estrofe 2)
Olha para uma árvore: se for cortada, ainda espera,
Pois pode brotar novamente, renovando a primavera;
Mesmo quando suas raízes envelhecem junto ao chão,
Ao cheiro das águas revive e lança novos ramos em ação.
Mas o homem, quando morre, fica sem forças e deitado,
Quando entrega o último suspiro, onde estará seu estado?
Assim como as águas passam e desaparecem do rio,
O homem dorme na terra, sem voltar ao mundo sombrio.
(estrofe 3)
Ah, se pudesses me esconder no lugar dos mortos,
Guardar-me até que passassem meus dias já tão curtos;
Se me pusesses em secreto e depois te lembrasses de mim,
Eu esperaria pela mudança, até chegar o meu fim.
Se morrer o homem, acaso poderá tornar a viver?
Esperaria todos os dias até a mudança acontecer;
Tu chamarias, e eu responderia, desejando então ouvir,
Pois desejarias a obra de tuas mãos novamente surgir.
(refrão)
Jesus ensina esperança, mas não condena o sofredor,
Não transforma sofrimento em prova de culpa ou rancor;
A vida pode ser breve, mas Deus conhece cada ser,
E o amor não abandona aquele que precisa viver.
Jó pergunta pela morte, procurando alguma explicação,
Jesus aponta o caminho do amor, da vida e compaixão;
Onde Jó enxerga silêncio, Jesus anuncia acolhimento,
E transforma a esperança em amor e relacionamento.
(refrão especial)
Tudo isto está na Bíblia, mas preste muita atenção:
O que for de maltratar o próximo, não é de Deus Revelação.
Se abençoar um só povo, não é do amor universal de Jesus,
Tudo diferente ao ensino dEle, nunca nos serve como luz.
O mundo todo é amado de Deus, Ele não ignora ninguém,
Cada credo O entende diferente, como entre nós ocorre também.
Sobre Bíblia e tudo no mundo, Ele é o melhor que Deus nos deu,
Diferindo Sua Palavra, dos acréscimos do que dEle se entendeu.
(estrofe 4)
Porque até uma árvore derrubada pode ter esperança,
Se a água lhe toca a raiz, novamente ela se lança;
Mas o homem, quando perece, onde poderá encontrar
Um caminho para voltar, depois de sua casa abandonar?
Enquanto os céus permanecerem e a terra tiver seu lugar,
O homem não despertará, nem de seu sono voltará;
Até que os céus desapareçam e o tempo chegue ao fim,
Não despertará do sono, nem regressará para mim.
(estrofe 5)
Tu o vencerias para sempre, e ele então partiria,
Mudarias seu rosto e o mandarias para a moradia;
Seus filhos recebem honra, mas ele já não sabe,
Seus filhos perdem valor, mas ele não o percebe nem sabe.
Seu corpo sente apenas sua própria enfermidade,
Sua alma lamenta em silêncio sua profunda fragilidade;
Assim termina o homem, limitado em sua existência,
Entre a dor que permanece e a silenciosa ausência.
(refrão)
Jó vê a vida como a flor que seca no terreno,
Como a sombra que desaparece e o tempo leva sereno;
Mas sua pergunta permanece diante do Criador,
Se existe esperança além da morte e além da dor.
Jesus não confirma que Deus seja autor da aflição,
Nem transforma a fragilidade humana em condenação;
Ele acolhe os pequenos e proclama a vida com amor,
Revelando um Deus que chama para perto o sofredor.
(refrão especial)
Tudo isto está na Bíblia, mas preste muita atenção:
O que for de maltratar o próximo, não é de Deus Revelação.
Se abençoar um só povo, não é do amor universal de Jesus,
Tudo diferente ao ensino dEle, nunca nos serve como luz.
O mundo todo é amado de Deus, Ele não ignora ninguém,
Cada credo O entende diferente, como entre nós ocorre também.
Sobre Bíblia e tudo no mundo, Ele é o melhor que Deus nos deu,
Diferindo Sua Palavra, dos acréscimos do que dEle se entendeu.
COERÊNCIA COM JESUS E ACRÉSCIMO HUMANO
Jó 14 é coerente com Jesus sobretudo na honestidade diante da fragilidade humana, na percepção de que a existência é limitada, na expressão sincera da dor e na busca de esperança diante da morte. A imagem da árvore que pode renascer e a pergunta sobre uma possível renovação da vida revelam uma inquietação humana profunda diante da finitude. Também é coerente com Jesus não aceitar respostas superficiais para o sofrimento, pois Jesus não ensinou que a dor de uma pessoa seja prova automática de sua culpa. Entretanto, as imagens de Deus como alguém que vigia, julga, destrói ou mantém o ser humano sob uma espécie de perseguição não podem ser tomadas, segundo o princípio desta leitura, como revelação definitiva sobre quem Deus é, porque não correspondem à vida, aos ensinos e à maneira de Jesus tratar as pessoas. Assim, somente aquilo que for coerente com Jesus, Seus ensinos e Suas vivências pode ser entendido como Revelação, vontade e Palavra de Deus. Este é o único princípio absoluto para discernir o que seja verdadeira inspiração divina, verdadeira Palavra e verdadeira Vontade de Deus. Tudo aquilo que não for coerente com Jesus deve ser compreendido como “Acréscimo Humano”, tenha sido produzido de maneira bem-intencionada ou não. Em Jó 14, portanto, a pergunta humana permanece como expressão legítima de busca, enquanto determinadas concepções sobre Deus precisam ser reinterpretadas à luz de Jesus.
BIBLIOGRAFIA
ALTER, Robert. The Wisdom Books: Job, Proverbs, and Ecclesiastes: A Translation with Commentary. 2010.
HARTLEY, John E. The Book of Job. 1988.
SEOW, C. L. Job 1–21: Interpretation and Commentary. 2013.
ASH, Christopher. Job: The Wisdom of the Cross. 2014.
CLINES, David J. A. Job 1–20. Word Biblical Commentary, Volume 17. 1989.
---------------------------------
Pr.Psi Jônatas David Brandão Mota... pastorado4
teologia, direito, psicologia, jornalismo (serviço social)
(estrofe 1)
Elifaz então responde: “O sábio falaria assim?
Encheria o peito de vento, sem proveito para si?
Usaria palavras inúteis, argumentos sem razão,
E discursos que não trazem nenhuma edificação?
Tu destróis o temor e reduzes a oração,
Tua boca te condena, revelando tua posição;
Tua própria língua testemunha contra o teu falar,
E teus lábios, com astúcia, parecem te acusar.”
(estrofe 2)
Não são teus pecados que diante de ti estão?
Não conheces os antigos, os que tiveram tradição?
Por que teu coração te arrasta para a presunção,
E teus olhos ainda brilham de tamanha exaltação?
Que és tu para rejeitares toda a sabedoria antiga?
Que sabes que não saibamos? Que verdade te abriga?
Entre nós também existem cabelos brancos e idade,
E a experiência acumulada de uma longa caminhada.
(estrofe 3)
Escuta o que te direi, pois conheço a situação,
O sábio observa os caminhos da geração;
Desde os antigos tempos, desde quando a terra nasceu,
O que nossos pais aprenderam, isso o homem recebeu.
O ímpio vive aflito, todos os dias em temor,
O som do terror ressoa mesmo quando não há rumor;
Na prosperidade, sua vida não encontra segurança,
E espera pela espada, sem conhecer confiança.
(refrão)
Elifaz vê no sofrimento a prova de transgressão,
Mas Jesus não condena o aflito por sua aflição;
Nem toda dor revela culpa, nem toda perda punição,
O Pai procura misericórdia, não acusação.
Jesus confronta julgamentos feitos sem compaixão,
E acolhe quem sofre sem lançar condenação;
A verdade precisa unir justiça, graça e amor,
Pois Deus não se revela pela crueldade ou terror.
(refrão especial)
Tudo isto está na Bíblia, mas preste muita atenção:
O que for de maltratar o próximo, não é de Deus Revelação.
Se abençoar um só povo, não é do amor universal de Jesus,
Tudo diferente ao ensino dEle, nunca nos serve como luz.
O mundo todo é amado de Deus, Ele não ignora ninguém,
Cada credo O entende diferente, como entre nós ocorre também.
Sobre Bíblia e tudo no mundo, Ele é o melhor que Deus nos deu,
Diferindo Sua Palavra, dos acréscimos do que dEle se entendeu.
(estrofe 4)
Ele sabe que a escuridão o cerca em toda direção,
A angústia o aperta e o domina dentro do coração;
O ímpio estende sua mão contra o próprio Criador,
E corre contra o Todo-Poderoso com arrogância e furor.
Corre com o pescoço rígido, protegido por sua gordura,
Confia em suas riquezas e se esconde na própria armadura;
Sua habitação se cobre de ouro e de prosperidade,
Mas nenhuma riqueza o livra da sua fragilidade.
(estrofe 5)
Não ficará rico para sempre, sua fortuna cessará,
Sua sombra sobre a terra pouco tempo durará;
Não escapará das trevas quem vive na falsidade,
E sua própria boca produzirá a sua calamidade.
Concebe sofrimento, gera maldade e prepara engano,
Seu coração fabrica astúcia e planeja dano;
Assim termina o caminho daquele que abandona a verdade,
Colhendo a própria corrupção no curso da sua iniquidade.
(refrão)
Elifaz fala de um Deus que pesa o mal com rigor,
E vê na desgraça do homem o retorno do seu labor;
Mas Jesus mostra um Pai que acolhe o arrependido,
E procura restaurar quem se encontra ferido.
Não cabe ao discípulo transformar dor em acusação,
Nem usar a religião para ferir um coração;
Jesus chama ao perdão, à misericórdia e à paz,
E ensina que amar o próximo é o caminho que satisfaz.
(refrão especial)
Tudo isto está na Bíblia, mas preste muita atenção:
O que for de maltratar o próximo, não é de Deus Revelação.
Se abençoar um só povo, não é do amor universal de Jesus,
Tudo diferente ao ensino dEle, nunca nos serve como luz.
O mundo todo é amado de Deus, Ele não ignora ninguém,
Cada credo O entende diferente, como entre nós ocorre também.
Sobre Bíblia e tudo no mundo, Ele é o melhor que Deus nos deu,
Diferindo Sua Palavra, dos acréscimos do que dEle se entendeu.
COERÊNCIA COM JESUS E ACRÉSCIMO HUMANO
Em Jó 15, há elementos coerentes com Jesus na valorização da sabedoria, na advertência contra a arrogância e na percepção de que a injustiça pode produzir consequências destrutivas na própria vida humana. Entretanto, a argumentação de Elifaz permanece problemática porque novamente transforma o sofrimento em indício de culpa e apresenta uma explicação rígida para a condição do sofredor. Essa lógica não corresponde ao ensino e à vida de Jesus, que rejeitou a associação automática entre sofrimento e pecado, acolheu pessoas julgadas pelos religiosos e colocou a misericórdia acima da condenação. Portanto, segundo o princípio adotado nesta leitura, somente aquilo que for coerente com Jesus, Seus ensinos e Suas vivências pode ser entendido como Revelação, vontade e Palavra de Deus. Este é o único princípio absoluto para discernir a inspiração divina, a verdadeira Palavra e a verdadeira Vontade de Deus. Tudo aquilo que não for coerente com Jesus deve ser entendido como “Acréscimo Humano”, bem-intencionado ou não. Em Jó 15, a crítica à arrogância pode ser aproveitada, mas a certeza de Elifaz sobre a culpa do sofredor não deve ser confundida com uma revelação definitiva de Deus.
BIBLIOGRAFIA
CLINES, David J. A. Job 1–20. Word Biblical Commentary, Volume 17. 1989.
GUZIK, David. Job 15: Eliphaz’s Second Speech. Enduring Word. 2018.
HABEL, Norman C. The Book of Job: A Commentary. 1985.
KLINE, Jonathan. Job and the Human Condition. 2016.
TOWNER, W. Sibley. The Book of Job: A Commentary. 2019.
---------------------------------
Pr.Psi Jônatas David Brandão Mota... pastorado4
teologia, direito, psicologia, jornalismo (serviço social)
(estrofe 1)
Jó respondeu dizendo: “Já ouvi muitas coisas,
Vocês todos são consoladores de palavras dolorosas;
Eu também poderia falar como vocês estão falando,
Se estivessem em meu lugar, palavras contra vocês lançando.
Eu poderia fortalecer-vos com a minha boca,
E meus lábios poderiam aliviar vossa angústia tão louca;
Mas agora, se falo, minha dor não diminui,
E se me calo, também minha aflição não se retrai.”
(estrofe 2)
Minha tristeza não me deixa descansar,
E Tu me esmagas, fazendo minha força se quebrar;
Levantas-me e me lanças contra o vento furioso,
Fazes-me sofrer, deixando meu corpo doloroso.
Minha magreza se tornou testemunha contra mim,
Minha face se cobre de tristeza até o fim;
Sua ira me despedaça e contra mim range os dentes,
Meu adversário afia os olhos e me cerca entre os viventes.
(estrofe 3)
Os homens abrem a boca contra mim com zombaria,
Ferem meu rosto e juntos me cercam em agonia;
Deus me entrega ao perverso e me lança nas mãos do mau,
Eu estava tranquilo, mas Ele me despedaçou sem igual.
Pegou-me pelo pescoço e me sacudiu com violência,
Colocou-me como alvo diante de Sua presença;
Seus flecheiros me cercam, atravessando meu interior,
Derramam minha bílis na terra e multiplicam minha dor.
(refrão)
Jó sofre e não encontra nos amigos consolação,
Seu coração procura testemunha diante da acusação;
Jesus acolhe o ferido, sem desprezar seu clamor,
E não responde à angústia com censura ou rigor.
A dor pode gritar quando faltam explicações,
E Deus não precisa de mentiras para receber orações;
Jesus ensina sinceridade, misericórdia e perdão,
E jamais transforma o sofrimento em simples condenação.
(refrão especial)
Tudo isto está na Bíblia, mas preste muita atenção:
O que for de maltratar o próximo, não é de Deus Revelação.
Se abençoar um só povo, não é do amor universal de Jesus,
Tudo diferente ao ensino dEle, nunca nos serve como luz.
O mundo todo é amado de Deus, Ele não ignora ninguém,
Cada credo O entende diferente, como entre nós ocorre também.
Sobre Bíblia e tudo no mundo, Ele é o melhor que Deus nos deu,
Diferindo Sua Palavra, dos acréscimos do que dEle se entendeu.
(estrofe 4)
Costurou-me de saco sobre a pele em lamentação,
Minha força se derramou como água pelo chão;
Meu rosto está vermelho de tanto chorar,
E sobre minhas pálpebras permanece a sombra do pesar.
Mesmo sem violência em minhas mãos, há testemunha,
E minha oração permanece pura, sem nenhuma artimanha;
Ó terra, não cubras meu sangue derramado,
E não haja lugar para esconder meu grito angustiado.
(estrofe 5)
Ainda agora minha testemunha está nos altos céus,
E meu defensor está nas alturas diante de Deus;
Meus olhos derramam lágrimas diante do Senhor,
Enquanto alguém discute por mim perante o Criador.
Que entre Deus e o homem exista um julgador,
Como há entre amigos quando se procura defensor;
Porque poucos anos passarão, e eu seguirei meu caminho,
Por uma estrada sem retorno, caminhando sozinho.
(refrão)
Jó ergue os olhos aos céus procurando um defensor,
Quer alguém que apresente sua causa ao Criador;
Jesus se aproxima de quem carrega sua aflição,
E oferece graça, verdade, cuidado e reconciliação.
A sinceridade de Jó encontra espaço no coração,
Mas sua visão de Deus está marcada pela opressão;
Jesus revela Deus pelo amor vivido até o fim,
E mostra que o Pai não abandona quem clama assim.
(refrão especial)
Tudo isto está na Bíblia, mas preste muita atenção:
O que for de maltratar o próximo, não é de Deus Revelação.
Se abençoar um só povo, não é do amor universal de Jesus,
Tudo diferente ao ensino dEle, nunca nos serve como luz.
O mundo todo é amado de Deus, Ele não ignora ninguém,
Cada credo O entende diferente, como entre nós ocorre também.
Sobre Bíblia e tudo no mundo, Ele é o melhor que Deus nos deu,
Diferindo Sua Palavra, dos acréscimos do que dEle se entendeu.
COERÊNCIA COM JESUS E ACRÉSCIMO HUMANO
Jó 16 apresenta forte coerência com Jesus na honestidade diante da dor, na rejeição de discursos religiosos que apenas aumentam o sofrimento e na necessidade de uma presença que verdadeiramente console, em vez de acusar. Jó também expressa a esperança de que sua causa seja conhecida e que exista alguém capaz de testemunhar por ele, o que se aproxima, nesta leitura, da dimensão de Jesus como aquele que acolhe, defende, reconcilia e se coloca ao lado dos vulneráveis. Por outro lado, as descrições de Deus como aquele que despedaça, entrega ao perverso, ataca e lança flechas contra o ser humano não são coerentes com a vida e os ensinos de Jesus quando tomadas como descrição definitiva de Deus; devem, portanto, ser compreendidas como a percepção de Jó em meio à sua experiência extrema de sofrimento. Assim, somente aquilo que for coerente com Jesus, Seus ensinos e Suas vivências pode ser entendido como Revelação, vontade e Palavra de Deus. Este é o único princípio absoluto para compreender a inspiração divina, a verdadeira Palavra e a verdadeira Vontade de Deus. Tudo aquilo que não for coerente com Jesus deve ser entendido como “Acréscimo Humano”, bem-intencionado ou não. Em Jó 16, portanto, o grito sincero do sofredor pode ser acolhido, enquanto a imagem de Deus como agente direto da destruição precisa ser submetida ao critério definitivo de Jesus.
BIBLIOGRAFIA
BALENTINE, Samuel E. Job. Smyth & Helwys Bible Commentary. 2006.
GREENSTEIN, Edward L. Job: A New Translation. 2019.
GOOD, Edwin M. In Turns of Tempest: A Reading of Job, with a Translation. 1990.
KLINE, Jonathan. Job and the Human Condition. 2016.
NEWSOM, Carol A. The Book of Job: A Contest of Moral Imaginations. 2003.
---------------------------------
Pr.Psi Jônatas David Brandão Mota... pastorado4
teologia, direito, psicologia, jornalismo (serviço social)
(estrofe 1)
Meu espírito está quebrado, meus dias já se vão,
A sepultura me espera, tão próxima da minha mão;
Certamente há zombadores junto de mim,
E meus olhos permanecem entre eles até o fim.
Dá-me uma garantia, responde por mim,
Quem mais poderia apertar minha mão assim?
Tu fechaste o entendimento de quem me acusa,
E seus próprios olhos a verdade recusam.
(estrofe 2)
Fizeste de mim motivo de reprovação entre os povos,
E tornei-me alguém desprezado diante de muitos olhos;
Meus olhos se enfraquecem de tanta aflição,
Meu corpo se torna apenas sombra e lamentação.
Os justos ficam admirados com minha situação,
E o inocente se levanta contra a impiedade em oposição;
Mas o justo permanece firme em seu caminho,
E quem tem mãos puras cresce ainda mais sozinho.
(estrofe 3)
Voltai, então, todos vós, e não encontrarei sábio entre vós,
Minha esperança se desfaz diante dos meus olhos;
Meus dias passaram, meus planos foram quebrados,
E os desejos do meu coração ficaram despedaçados.
Transformaram a noite em dia diante da minha visão,
E dizem que a luz está perto, vencendo a escuridão;
Se espero pela sepultura como minha habitação,
E nas trevas preparo meu leito e minha morada então.
(refrão)
Jesus conhece o cansado, o abatido e o sofredor,
Não aumenta sua ferida com palavras de acusador;
Ele oferece presença quando a esperança se desfaz,
E ao coração ferido anuncia consolo e paz.
Jó pergunta onde está sua esperança e seu amanhã,
Jesus acolhe quem chora e não exige uma fé vã;
A vida pode escurecer como noite sem luar,
Mas o amor de Deus permanece a iluminar.
(refrão especial)
Tudo isto está na Bíblia, mas preste muita atenção:
O que for de maltratar o próximo, não é de Deus Revelação.
Se abençoar um só povo, não é do amor universal de Jesus,
Tudo diferente ao ensino dEle, nunca nos serve como luz.
O mundo todo é amado de Deus, Ele não ignora ninguém,
Cada credo O entende diferente, como entre nós ocorre também.
Sobre Bíblia e tudo no mundo, Ele é o melhor que Deus nos deu,
Diferindo Sua Palavra, dos acréscimos do que dEle se entendeu.
(estrofe 4)
Onde está agora minha esperança? Quem poderá encontrá-la?
Minha esperança desceu à sepultura, quem poderá contemplá-la?
Acaso descerá comigo às portas da morte,
Quando juntos encontrarmos repouso e destino sem retorno?
Meus amigos não compreendem minha situação,
Suas palavras não conseguem alcançar meu coração;
Diante de tanta dor, minha força se consome,
E a esperança parece fugir quando a noite me toma.
(estrofe 5)
Minha esperança está com aqueles que descem ao pó,
E meu descanso será na terra, sozinho e só;
Se disser à corrupção: “Tu és meu pai”,
E ao verme: “Tu és minha mãe”, que esperança me traz?
Onde estará então minha esperança, onde estará minha confiança?
Descerão comigo ao pó, ou haverá alguma mudança?
Ambas repousarão comigo no chão,
E ali encontrarei descanso em minha aflição.
(refrão)
Jó contempla a própria vida como chama quase apagada,
Com a esperança escondida sob a noite pesada;
Mas Jesus não despreza quem perdeu sua direção,
Nem transforma a fraqueza em culpa ou condenação.
Onde Jó enxerga o túmulo como último destino,
Jesus revela acolhimento no caminho peregrino;
A dor de Jó é real, mas Deus não é seu opressor,
Pois Jesus revela o Pai como fonte de vida e amor.
(refrão especial)
Tudo isto está na Bíblia, mas preste muita atenção:
O que for de maltratar o próximo, não é de Deus Revelação.
Se abençoar um só povo, não é do amor universal de Jesus,
Tudo diferente ao ensino dEle, nunca nos serve como luz.
O mundo todo é amado de Deus, Ele não ignora ninguém,
Cada credo O entende diferente, como entre nós ocorre também.
Sobre Bíblia e tudo no mundo, Ele é o melhor que Deus nos deu,
Diferindo Sua Palavra, dos acréscimos do que dEle se entendeu.
COERÊNCIA COM JESUS E ACRÉSCIMO HUMANO
Jó 17 apresenta forte coerência com Jesus na sinceridade de Jó diante da própria fragilidade, na dor provocada pela incompreensão dos outros e, sobretudo, na recusa de respostas religiosas superficiais para uma situação de sofrimento profundo. A Bíblia registra aqui um homem que não consegue enxergar saída e que expressa abertamente sua sensação de abandono, algo que Jesus também acolhe ao se aproximar dos que choram, dos cansados e dos marginalizados. O que não é coerente com Jesus é tomar como verdade definitiva a imagem de Deus como aquele que fecha o entendimento dos outros, transforma alguém em objeto de reprovação ou conduz deliberadamente o sofredor à destruição. Essas imagens devem ser compreendidas como percepções de Jó em sua experiência de sofrimento, e não como descrição absoluta de Deus. Segundo o princípio adotado nesta leitura, somente aquilo que for coerente com Jesus, Seus ensinos e Suas vivências pode ser entendido como Revelação, vontade e Palavra de Deus. Este é o único princípio absoluto para compreender o que seja inspiração divina, a verdadeira Palavra e a verdadeira Vontade de Deus. Tudo que não for coerente com Jesus deve ser entendido como “Acréscimo Humano”, bem-intencionado ou não. Assim, a honestidade de Jó diante da dor pode ser recebida como expressão humana autêntica, enquanto determinadas concepções sobre Deus precisam ser submetidas ao critério definitivo revelado em Jesus.
BIBLIOGRAFIA
ALTER, Robert. The Wisdom Books: Job, Proverbs, and Ecclesiastes: A Translation with Commentary. 2010.
BALENTINE, Samuel E. Job. Smyth & Helwys Bible Commentary. 2006.
GOOD, Edwin M. In Turns of Tempest: A Reading of Job, with a Translation. 1990.
NEWSOM, Carol A. The Book of Job: A Contest of Moral Imaginations. 2003.
SEOW, C. L. Job 1–21: Interpretation and Commentary. 2013.
---------------------------------
Pr.Psi Jônatas David Brandão Mota... pastorado4
teologia, direito, psicologia, jornalismo (serviço social)
(estrofe 1)
Então Bildade respondeu, tomando novamente a palavra,
“Até quando falarás? Considera e então fala;
Por que somos tratados como animais diante de ti?
Pensa, e depois disso responderemos aqui.
Por que somos tidos como feras em tua visão,
E rasgas tua própria alma em tua indignação?
Se tu mesmo te feres por causa da tua ira,
Acaso por tua causa a terra se retiraria?”
(estrofe 2)
A luz do perverso certamente se apagará,
E nenhuma chama em sua tenda brilhará;
Sua luz escurecerá dentro de sua morada,
E sua lâmpada sobre ele ficará apagada.
Seus passos ficarão presos pela própria armadilha,
E caminhará sobre a rede que sua mão compartilha;
Uma corda escondida o apanhará pelo calcanhar,
E um laço preparado o fará tropeçar.
(estrofe 3)
O terror virá sobre ele de todos os lados,
E seus passos serão perseguidos e apertados;
Sua força será consumida pela própria fome,
E a calamidade ao seu lado sempre se assome.
Sua pele será devorada pela enfermidade,
E a morte consumirá sua antiga prosperidade;
Será arrancado de sua tenda, sem segurança,
E conduzido ao rei dos terrores, sem esperança.
(refrão)
Bildade vê no sofrimento a sentença do transgressor,
Como se toda desgraça revelasse o seu interior;
Mas Jesus não condena quem sofre pela sua dor,
Nem chama o aflito de culpado diante do Senhor.
A queda do perverso pode ser uma advertência humana,
Mas não explica toda aflição de forma soberana;
Jesus chama à misericórdia, ao cuidado e ao perdão,
E não transforma sofrimento em prova de condenação.
(refrão especial)
Tudo isto está na Bíblia, mas preste muita atenção:
O que for de maltratar o próximo, não é de Deus Revelação.
Se abençoar um só povo, não é do amor universal de Jesus,
Tudo diferente ao ensino dEle, nunca nos serve como luz.
O mundo todo é amado de Deus, Ele não ignora ninguém,
Cada credo O entende diferente, como entre nós ocorre também.
Sobre Bíblia e tudo no mundo, Ele é o melhor que Deus nos deu,
Diferindo Sua Palavra, dos acréscimos do que dEle se entendeu.
(estrofe 4)
De sua tenda será arrancada a confiança,
E o enxofre queimará onde antes havia esperança;
Suas raízes secarão por baixo do chão,
E acima seus ramos murcharão.
Sua memória desaparecerá da terra,
E seu nome não será lembrado onde a vida encerra;
Será empurrado da luz para a escuridão,
E expulso do mundo, sem nome na geração.
(estrofe 5)
Não terá descendente entre o seu povo,
Nem sobrevivente em sua morada de novo;
Os que vierem depois ficarão admirados,
E os antigos serão tomados de espanto diante dos fatos.
Assim são as moradas de quem pratica maldade,
Assim termina o lugar de quem não conhece a verdade;
Bildade encerra seu discurso com severa conclusão,
Dizendo que esse é o destino de quem rejeita a compreensão.
(refrão)
A fala de Bildade descreve trevas, medo e destruição,
E atribui ao ímpio toda essa condenação;
Mas Jesus não ensinou que a dor identifica o pecador,
Nem que a desgraça seja sempre medida do seu valor.
Jesus acolhe o pequeno, o pobre e o rejeitado,
E não deixa o sofrimento ser usado como pecado;
Sua vida revela misericórdia acima da acusação,
E coloca o amor ao próximo como verdadeira direção.
(refrão especial)
Tudo isto está na Bíblia, mas preste muita atenção:
O que for de maltratar o próximo, não é de Deus Revelação.
Se abençoar um só povo, não é do amor universal de Jesus,
Tudo diferente ao ensino dEle, nunca nos serve como luz.
O mundo todo é amado de Deus, Ele não ignora ninguém,
Cada credo O entende diferente, como entre nós ocorre também.
Sobre Bíblia e tudo no mundo, Ele é o melhor que Deus nos deu,
Diferindo Sua Palavra, dos acréscimos do que dEle se entendeu.
COERÊNCIA COM JESUS E ACRÉSCIMO HUMANO
Em Jó 18, há algum conteúdo compatível com Jesus na percepção de que escolhas destrutivas podem trazer consequências e de que a prática do mal não deve ser tratada como algo indiferente. Porém, o argumento central de Bildade não é coerente com Jesus porque transforma a desgraça do indivíduo em evidência de sua perversidade e descreve a ruína do sofredor como se fosse necessariamente uma sentença divina. O próprio livro de Jó coloca essa interpretação em tensão, pois o sofrimento de Jó não pode ser simplesmente explicado pela acusação dos amigos. Jesus também rejeita a associação automática entre sofrimento e culpa e desloca a atenção religiosa da condenação para a misericórdia, do julgamento precipitado para o cuidado com o próximo. Segundo o princípio adotado nesta leitura, somente aquilo que for coerente com Jesus, Seus ensinos e Suas vivências pode ser entendido como Revelação, vontade e Palavra de Deus. Este é o único princípio absoluto para compreender a inspiração divina, a verdadeira Palavra e a verdadeira Vontade de Deus. Tudo aquilo que não for coerente com Jesus deve ser entendido como “Acréscimo Humano”, bem-intencionado ou não. Assim, a advertência contra a prática do mal pode ser aproveitada, mas a explicação de Bildade sobre o sofrimento como prova de culpa precisa ser reconhecida como uma interpretação humana que não corresponde plenamente ao rosto de Deus revelado em Jesus.
BIBLIOGRAFIA
CLINES, David J. A. Job 1–20. Word Biblical Commentary, Volume 17. 1989.
HARTLEY, John E. The Book of Job. New International Commentary on the Old Testament. 1988.
HABEL, Norman C. The Book of Job: A Commentary. The Old Testament Library. 1985.
NEWSOM, Carol A. The Book of Job: A Contest of Moral Imaginations. 2003.
SEOW, C. L. Job 1–21: Interpretation and Commentary. 2013.
---------------------------------
Pr.Psi Jônatas David Brandão Mota... pastorado4
teologia, direito, psicologia, jornalismo (serviço social)
---------------------------------
Pr.Psi Jônatas David Brandão Mota... pastorado4
teologia, direito, psicologia, jornalismo (serviço social)
---------------------------------
Pr.Psi Jônatas David Brandão Mota... pastorado4
teologia, direito, psicologia, jornalismo (serviço social)
---------------------------------
Pr.Psi Jônatas David Brandão Mota... pastorado4
teologia, direito, psicologia, jornalismo (serviço social)
---------------------------------
Pr.Psi Jônatas David Brandão Mota... pastorado4
teologia, direito, psicologia, jornalismo (serviço social)
---------------------------------
Pr.Psi Jônatas David Brandão Mota... pastorado4
teologia, direito, psicologia, jornalismo (serviço social)
---------------------------------
Pr.Psi Jônatas David Brandão Mota... pastorado4
teologia, direito, psicologia, jornalismo (serviço social)
---------------------------------
Pr.Psi Jônatas David Brandão Mota... pastorado4
teologia, direito, psicologia, jornalismo (serviço social)
---------------------------------
Pr.Psi Jônatas David Brandão Mota... pastorado4
teologia, direito, psicologia, jornalismo (serviço social)
---------------------------------
Pr.Psi Jônatas David Brandão Mota... pastorado4
teologia, direito, psicologia, jornalismo (serviço social)
---------------------------------
Pr.Psi Jônatas David Brandão Mota... pastorado4
teologia, direito, psicologia, jornalismo (serviço social)
---------------------------------
Pr.Psi Jônatas David Brandão Mota... pastorado4
teologia, direito, psicologia, jornalismo (serviço social)
---------------------------------
Pr.Psi Jônatas David Brandão Mota... pastorado4
teologia, direito, psicologia, jornalismo (serviço social)
---------------------------------
Pr.Psi Jônatas David Brandão Mota... pastorado4
teologia, direito, psicologia, jornalismo (serviço social)
---------------------------------
Pr.Psi Jônatas David Brandão Mota... pastorado4
teologia, direito, psicologia, jornalismo (serviço social)
---------------------------------
Pr.Psi Jônatas David Brandão Mota... pastorado4
teologia, direito, psicologia, jornalismo (serviço social)
---------------------------------
Pr.Psi Jônatas David Brandão Mota... pastorado4
teologia, direito, psicologia, jornalismo (serviço social)
---------------------------------
Pr.Psi Jônatas David Brandão Mota... pastorado4
teologia, direito, psicologia, jornalismo (serviço social)
---------------------------------
Pr.Psi Jônatas David Brandão Mota... pastorado4
teologia, direito, psicologia, jornalismo (serviço social)
---------------------------------
Pr.Psi Jônatas David Brandão Mota... pastorado4
teologia, direito, psicologia, jornalismo (serviço social)
---------------------------------
Pr.Psi Jônatas David Brandão Mota... pastorado4
teologia, direito, psicologia, jornalismo (serviço social)
---------------------------------
Pr.Psi Jônatas David Brandão Mota... pastorado4
teologia, direito, psicologia, jornalismo (serviço social)
---------------------------------
Pr.Psi Jônatas David Brandão Mota... pastorado4
teologia, direito, psicologia, jornalismo (serviço social)
---------------------------------
Pr.Psi Jônatas David Brandão Mota... pastorado4
teologia, direito, psicologia, jornalismo (serviço social)
---------------------------------
Pr.Psi Jônatas David Brandão Mota... pastorado4
teologia, direito, psicologia, jornalismo (serviço social)
---------------------------------
Pr.Psi Jônatas David Brandão Mota... pastorado4
teologia, direito, psicologia, jornalismo (serviço social)
---------------------------------
Pr.Psi Jônatas David Brandão Mota... pastorado4
teologia, direito, psicologia, jornalismo (serviço social)
---------------------------------
Pr.Psi Jônatas David Brandão Mota... pastorado4
teologia, direito, psicologia, jornalismo (serviço social)
---------------------------------
Pr.Psi Jônatas David Brandão Mota... pastorado4
teologia, direito, psicologia, jornalismo (serviço social)
---------------------------------
Pr.Psi Jônatas David Brandão Mota... pastorado4
teologia, direito, psicologia, jornalismo (serviço social)
---------------------------------
Pr.Psi Jônatas David Brandão Mota... pastorado4
teologia, direito, psicologia, jornalismo (serviço social)
---------------------------------
Pr.Psi Jônatas David Brandão Mota... pastorado4
teologia, direito, psicologia, jornalismo (serviço social)
---------------------------------
Pr.Psi Jônatas David Brandão Mota... pastorado4
teologia, direito, psicologia, jornalismo (serviço social)
---------------------------------
Pr.Psi Jônatas David Brandão Mota... pastorado4
teologia, direito, psicologia, jornalismo (serviço social)
---------------------------------
Pr.Psi Jônatas David Brandão Mota... pastorado4
teologia, direito, psicologia, jornalismo (serviço social)
---------------------------------
Pr.Psi Jônatas David Brandão Mota... pastorado4
teologia, direito, psicologia, jornalismo (serviço social)